A cada ano que passa há docentes que em vez de se aproximarem da sua residência cada vez se afastam mais. Este é mais um caso como tantos outros desse afastamento e seria bom que o MEC apressasse o pedido de permuta e a disponibilizasse ao maior número possível de docentes.
Neste caso a docente já conseguiu um permutante, mas como não obteve colocação pela segunda prioridade poderá ver-se impedida de permutar se as regras de 2014 forem seguidas. E se o MEC impedir estes docentes de permutar estará a impedir essa aproximação que por concurso não aconteceu.
Também deve ser revisto para o futuro o que geralmente acontece todos os anos, os docentes não conseguindo uma colocação próxima da sua residência na mobilidade interna vão ver surgir horários para os quais tinham interesse em ser colocados. Se as colocações fossem apenas por um ano era um mal menor, mas neste caso é para dois e em 2017 poderá ser para quatro anos.
Sou professora com 18 anos de serviço e de QA há 10 anos. Sempre consegui destacamento à residência. Pela primeira vez na minha vida eu e muitos colegas como eu (alguns até com mais tempo de serviço!) não conseguimos aproximar. Andamos “de cavalo para burro”. Somos do grupo 220 e, de repente, não se sabe bem o que aconteceu com este grupo….conhecemos a realidade de algumas escolas e sabemos muito bem quantos são os efetivos e quantos são precisos ao todo. Analisam-se as listas e verifica-se que em algumas escolas os que ficaram agora lá colocados, somados aos efetivos não vão chegar,…vão ser precisos mais professores….e então? Quem são eles? Porque não ficamos nós?! Serão lugares a ser guardados para contratados?!Porquê?!Tenho falado com muita gente e, perante o que tenho ouvido, posso afirmar que para este grupo é o pior ano de concurso de que há memória…uma vergonha!
Começa o desespero, mudanças de vida, orçamento de família em risco…fica a esperança de uma permuta…oxalá haja bom senso deste governo para que se concretizem essas permutas o mais cedo possível e entre os dois quadros…oxalá!!!




22 comentários
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O que acontece com este grupo, infelizmente, será a realidade próxima de outros. No meu grupo, por exemplo, isso já acontece há muito. Efetivei a 360 km de casa. Para me apriximar da residência mudei para QZP, fiquei a 0 km de casa e depois, em outro concurso, fiquei a 10, no seguinte a 50 km e, finalmente, em outro, a 86 km. O que diz é verdade, os horários saem muito tarde, quando saem já os do quadro estão colocados. Não sou contra a plurianualidade, contudo, acho que o sistema de colocações definitivas, logo em agosto, limita muito a mobilidade. Devia ser alterado, o professor do quadro, depois de colocado nos finais de agosto, e se fosse seu desejo, teria uma espécie de período de latência, de 15 dias, não mais, para concorrer a um horário, que aparecesse mais perto de casa.
No Bravio, por ser o primeiro dia de setembro, lembro aqueles que, hoje, não têm a tremenda chatice de regressar ao trabalho: “Método Relvas”.
http://diogodaveigabravio.blogspot.pt/2015/09/metodo-relvas.html
”Serão lugares a ser guardados para contratados?!” Não sou do seu grupo, mas oxalá apareçam muitos horários para os ”contratados” desse grupo…e de outros!! Sou professora contratada há muiiitos anos e este ano fui ultrapassada por muitos colegas com muitos menos tempo de serviço por causa da norma travão…mas duvido que saiba o que isso é. A generalidade dos professores do quadro e os que entraram mais recentemente não querem saber das injustiças cometidas com os ”contratados” (que também são professores, veja-se a ousadia…). É o ”salve-se quem puder”, lema ao qual passei a ”aderir” a partir do momento em que sindicatos e afins deixaram passar a norma travão! Viva o umbiguismo e chico-espertismo!!
PARABÉNS!!! SINTO O MESMO DESDE QUE TRABALHO. SOU CONTRATADO E TAMBÉM SINTO ISSO NA PELE.
Muito bem respondido. O mal dos professores é a diferença que existe dentro da própria classe. É QA, QZP, contratados, indivíduos, prioridades, enfim.. E cada um puxa a brasa à sua sardinha. Enquanto assim for, e não existir união entre todos os professores independentemente do escalão, não vai haver esperança por um futuro melhor e melhores condições profissionais. Em ano de eleições deviam ter sido feitas várias manifestações, mas nada, os sindicatos não querem saber e até a norma travão deixaram passar criando mais uma grave injustiça.
Gostei.
Realmente para muitos efetivos o contratado não é professor.
E é muito interessante ver os efetivos defenderem a graduação DOS SEUS PARES, mas quando se trata de defender a graduação dos contratados assobia-se para o lado, como no caso da norma-travão. Não é?
A lógica da norma-travão era abrir um lugar no QZP do docente que completou os tais 5 anos, certo? No entanto, muitos estão no QZP da sua área de residência com 10 horas a receber o vencimento por completo e, os mais graduados, no desemprego. Muito bem. Muito justo.
Como se não bastasse a norma travão temos ainda que disputar os poucos lugares com os professores vindos do privado ou das ilhas.
Pois eu pergunto: ONDE ESTÃO OS DIREITO DOS ULTRAPASSADOS ?
Caro(a) colega a.c. sou professora do QZP e para mim um contratado é um colega como qualquer outro. Quanto à norma travão sou conhecedora dela e fique a colega a saber que prejudica não só os contratados como também os do quadro. As vagas resultantes da norma travão (Vagas de QZP) só estão disponíveis para contratados e há prof. do quadro que gostariam de concorrer às mesmas. A norma travão foi feita para gerar injustiças e conflitos entre profs. e para beneficiarem os que têm cunhas e renovam contratos mesmo em anos de concurso nacional. Pena é que os profs não se unam e não tenham o espírito de lutar por concursos mais justos que, para mim, são os que respeitam a ordem de graduação, independentemente de serem contratados ou do quadro.
A minha situação é semelhante: grupo 110; 21 anos de serviço; QE desde 2009; 240 km diários desde então; uma média de 3 horas por dia de carro; 20 euros diários em combustível mais revisões, pneus, carro novo; no ano passado éramos cinco para partilhar as viagens, este ano apenas um…; já me mudei para lá um ano levando as minhas filhas e ficando longe do marido… Não contabilizo mas subentendem-se os desgastes emocionais, psicológicos, familiares, pessoais…
A diferença é que nunca consegui aproximação à residência porque concorro na 2ª prioridade. Depois é ver quem tem muito menos tempo de serviço e concorre na 1ª prioridade a refastelar-se com boas colocações. E nós, porque não sou a única, a perder tanta coisa…
Junta-se a nós http://www.sipe.pt/?it=peticao&co=2800
A união faz a força, é tempo de repor alguma justiça.
lol “lugares guardados para os contratados”…o contratado tem sempre as costas largas.
Também espero por lugares para este 220. Eu sou um caso algo à parte: concorria perto de casa até 14/15h. Ficava sempre e cheguei a entrar a 1 de Setembro com meia dúzia de anos de serviço com 19h. Fiquei nesse ano com 25h, mas em 2 agrupamentos e queriam reconduzir-me, mas teria que ser no mesmo agrupamento.
Desde aí fiquei sempre uns kms mais longe até que, há 3 anos, tive que concorrer a ofertas de escola longe, com 1 criança de 1 ano e pouco. Deixei a família e meti-me ao caminho. Do Minho fui parar ao fundo do Ribatejo. No ano passado e logo após essa experiência, nunca me tinha passado pela cabeça ficar com 1 mês de serviço no Cartaxo, tendo que esperar mais 1 mês e pouco para conseguir 2,5 meses a 20kms de Espanha no Alentejo profundo. O ano passado fiquei em BCE 2 em Outubro em Quarteira anual e completo, valha-me isso. 3 anos, 3 experiências, cada uma um pouco mais longe daqui.
Este ano ainda só 3 me passaram á frente, mas com horários de 8, 9 e 14 horas. Espero por uma vaga que vá pelo menos até Julho. Concorri de 15h para cima até Coimbra, o ano passado tinha sido até Aveiro. Em vez de nos aproximarmos, fugimos para mais e mais longe. Eu que tinha feito 59kms para cada lado como máximo e já tive 23, 25 e 28h, os últimos 3 anos foram quase para esquecer. Isto para quem vai para o 14º ano de aulas…
Que todos tenham a sorte que almejam ou grande parte dela. Boa sorte a todos…
Bem, quase que se fica exausto só de ler.
Boa sorte colega, que este ano seja o da inversão de marcha, de regresso ao Norte.
Eu não gosto muito de ler (lol) mas estes posts lêem-se rapidamente!
Esperemos que as BCE que agora começam a surgir nos tragam boas novas. Esperemos mesmo…
Colega, o seu lamento estava a ter toda a minha solidariedade até ter chegado ao “Alentejo profundo”! Eu vivo nessa zona trabalho desde 2006 quase às portas de Lisboa. Não consigo perceber a sua cisma com o território a sul de Coimbra! Não deveria ser parte integrante de Portugal? É pena que pense assim, pois, muitas das vezes, os colegas queixam-se desta parte do território mas acabam por cá vir parar! Quanto a filhos, também os tenho e todos os dias eu e o meu marido fazemos quase 300 km cada um e em caminhos opostos!
E também sou do 220! Mesmo assim, espero que consiga um lugar mais perto de casa e dos seus. Não posso é de deixar de lamentar a sua visão relativamente à unidade territorial…é que já passei 3 anos na RAM e aí é certamente mais longe daqueles que amamos!
Acho muita piada a este permanente choradinho de colegas que por opção própria decidiram concorrer para os quadros fora da sua área de residência para efetivarem a todo o custo.
Relembro que foi uma opção vossa. Agora só têm que assumir a vossa opção e arcar com as consequências.
E qual é o problema de, em simultâneo, lutar por reverter as injustiças em curso?
HB, demonstra pouca solidariedade mas grande estupidez! Deve ser da pouca maturidade e inexperiência! Talvez não saiba que, há uns bons anos, os professores, aqueles bem informados, eram obrigados a concorrer a zonas. Pois, o problema é que muitos ficaram em QE, agora QA, e nunca mais daí conseguiram sair.
A profissão docente nunca foi tão complexa mas merece ser bem tratada…e a começar pelos próprios docentes!
Caso soubesse algo mais do que aparenta, saberia que, para muitos efeitos, a nossa área de residência não conta para nada. Veja subsídios de deslocação para classificação de exames e outros. Nestes casos a nossa residência é a escola de colocação.
Sabe, uma mentira repetida muitas vezes…torna-se verdade! Aplique-se mais e verá que será uma pessoa melhor!
Sem qualquer rancor lhe desejo que obtenha a colocação que deseja!
Esses lugares na maioria das vezes não estão guardados para os contratados, não saem por incompetências das direções que não sabem (nem querem saber) fazer corretamente o pedido de horários. Outras vezes são de facto guardados mas por conveniência de alguns colegas de quadro de agrupamento porque no ano seguinte lhe podem roubar horas (grupos e habilitações compatíveis) e o contratado não se queixa (porventura nem ali ficará)… e se for um qzp ou qa de outro agrupamento já não é bem assim. Mas para mudar isto é preciso estar atento à RR, à BCE e denunciar as escolas.
O problema dos professores é a distinção por “castas” como na idade média. Existem Condes(QE), Nobres(QZP) e o povo escravo (contratados). A diferença de condições e trabalho e salário é comprovadamente das dispares da Europa. O problema da falta de vagas resulta também do aumento tremendo de turmas no privado financiadas pelo dinheiro de todos nós. Mas isso vejo sindicatos,partidos de oposição e colegas do quadro e outros nobres pouco preocupados.
Medidas de austeridades aplicadas na Educação, já ouviu falar?
Há professores contratados, de determinados grupos de recrutamento, com mais de 20 anos de serviço, que estão á 3 anos no desemprego. E que estão a ser ultrapassados por colegas com menos anos de tempo de serviço, á conta da norma travão.
Quer trocar?
Sinto o mesmo! O grupo 220 foi incrivelmente fustigado, e como tal, eu também faço parte da estatística de “professores-caracol”, casa às costas!! Também eu tenho possibilidade de permutar, o mais difícil foi encontrar alguém com quem o fazer, mas encontrei, o problema é a colega ser de quadro de agrupamento e eu ser quadro de zona… qual a razão deste impedimento?! Não consigo perceber, apenas compreendo a injustiça, a fadiga, as horas de viagem, as despesas acrescidas, enfim…
O problema dos professores é a distinção por “castas” como na idade média. Existem Condes(QE), Nobres(QZP) e o povo escravo (contratados). A diferença de condições de trabalho e salário é comprovadamente das mais dispares da Europa. O problema da falta de vagas resulta também do aumento tremendo de turmas no ensino privado financiadas pelo dinheiro de todos nós. Mas isso não vejo sindicatos,partidos de oposição e colegas do quadro e outros nobres preocupados.
Os cortes de 30% realizados no ensino público nos últimos anos e o aumento do nº de horas trabalhadas é indecente . Nas escola privadas pelo contrário, cada vez recebem mais dinheiro que usam muitas vezes de forma fraudulenta. Neste colégios principalmente no secundário não entra qualquer um , só entra os “meninos de bem” só entram os tais filhos de políticos ,os compadres e amigos para no fim obter classificações inflacionadas.
Mas o problema principal da classe é mesmo cada um olhar para o seu umbigo .Desde que não me toque a mim cá vou andando.