Comparação entre a CI e a Renovação (idade e tempo de serviço)

Davide Martins

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Nos seguintes quadros compara-se a idade e o tempo de serviço entre os professores colocados na CI e aqueles que viram o seu contrato renovado.

Os valores que aparecem no quadro apresentam já a diferença entre Renovações e Contratação Inicial (quando é possível estabelecer essa comparação) e estão num gradiente de cores, para facilitar a perceção:

  • A vermelho quando os professores que renovaram apresentam menos idade ou anos de serviço do que os que foram contratados na CI;
  • A verde quando os professores que renovaram apresentam mais idade ou tempo de serviço do que os que foram contratados na CI.

Claro que a mancha predominante é a vermelha…

Se clicarem nas imagens abaixo terão acesso aos documentos completos em formato pdf:

idade-001 Tempo de serviço-001

 

A tutela deve repensar seriamente e alterar muitas das artimanhas que foram implementadas nos concursos, nomeadamente:

  • a forma como os docentes dos quadros são ordenados nas diferentes prioridades, criando injustiças incompreensíveis;
  • A BCE, um concurso burocrático e anedótico, com falhas sistémicas que nunca serão ultrapassadas;
  • A questão da norma-travão, que deixa a entrada para os quadros dependente da lotaria das colocações;
  • E, relacionada com a anterior, a questão das renovações: 4 anos é muito tempo e perpetua injustiças que nunca mais poderão ser corrigidas!

 

E a solução para isto tudo já existe: GRADUAÇÃO PROFISSIONAL!

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2015/09/comparacao-entre-a-ci-e-a-renovacao-idade-e-tempo-de-servico/

27 comentários

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    • PL on 1 de Setembro de 2015 at 19:06
    • Responder

    Muito bem, concordo a 100%!

      • E esta... on 1 de Setembro de 2015 at 19:46
      • Responder

      Claro que os velhotes concordam… Muitos deles, se houvesse liberdade de escolha, já tinham sido despedidos!

        • Velhote on 1 de Setembro de 2015 at 21:28
        • Responder

        Arrogância não lhe falta…
        Se eu fosse velhote, tivesse uma filha assim e também tivesse liberdade de escolha, deserdava-a.


      1. Novos VS Velhos?!…
        Caminho errado….


      2. Sugestão de escolha:

    • E esta... on 1 de Setembro de 2015 at 19:45
    • Responder

    Se a graduação profissional apensa contiver como critério a nota do curso (que é falsa e manipulável através de cursos sem qualidade) e o tempo que passou na cadeira, DISCORDO.

    Não à graduação profissional baseada apenas nos anos de serviço! Se um professor faz um excelente trabalho porque há-de a escola ter interesse em querer um velhote incompetente?!?

      • Catarina Silva on 1 de Setembro de 2015 at 20:39
      • Responder

      E os mais graduados são incompetentes??? De onde vem essa teoria???? os novos são muito bons??? Eu acho que 88% dos que renovam são os lambe botas do sistema, os afilhados, os outros 12% estão nas escolas dos lambe botas e vezes também renovam por arrasto, para não ser tão visível a cunhice….

        • E esta... on 1 de Setembro de 2015 at 21:08
        • Responder

        É uma teoria tão boa como assumir que a graduação, onde conta apenas a idade, deve ser a única ordenação.

      • Velhote on 1 de Setembro de 2015 at 21:28
      • Responder

      Esta menina deve achar-se uma sumidade.
      Quanto à incompetência dos “velhotes”, apetece-me dizer que os seus pais foram pouco competentes na sua educação. E só não o digo porque nem os conheço, percebe?
      Haja decoro e respeito.

    • E esta... on 1 de Setembro de 2015 at 19:48
    • Responder

    Os professores portugueses devem ser dos únicos do mundo que acham que deixar passar o tempo deve ser o único critério para as colocações profissionais. BRILHANTE!

      • Velhote on 1 de Setembro de 2015 at 21:34
      • Responder

      Mas o que é que a menina conhece sobre a colocação de professores no mundo?
      Comece por estudar a história da educação em Portugal, talvez aprenda alguma coisa de útil e então se envergonhe das barbaridades que tem dito neste blog.

      • semcunha on 1 de Setembro de 2015 at 22:14
      • Responder

      Parece-me que sua excelência considera a cunha como critério primordial…e realmente tem deixado muitos profissionais bem graduados na rua. Estamos num concurso público, de que outros modo eficaz, coerente, honesto e justo se poderia adotar para procedermos à criação de uma lista de docentes candidatos. Baseados em questões ambíguas e interpretativas cujas respostas podem ser A e B em simultâneo. Já agora no caso dos colegas dos quadros apenas a graduação é considerada para a sua colocação, nós somos diferentes? A menina prefere a cunha 🙂

      • olhos azuis on 1 de Setembro de 2015 at 22:32
      • Responder

      Concordo… Devíamos deixar a graduação profissional de fora. A partir de agora o critério devia ser a COR DOS OLHOS… e os azuis passavam à frente.

      • E esta... on 2 de Setembro de 2015 at 2:31
      • Responder

      Vejam se percebem. Os anos de antiguidade, em muitos casos, valem TANTO como a cor dos olhos. O problema é esse…

      Não há fórmulas perfeitas mas o tempo de serviço é tão injusto como tudo o resto!

    • Grupo 550 on 1 de Setembro de 2015 at 19:53
    • Responder

    De uma coisa tenho a certeza: no meu grupo, o numero de anos de serviço costuma equivaler a incompetência!

      • Catarina Silva on 1 de Setembro de 2015 at 20:42
      • Responder

      RENOVAÇÃO = CUNHA, ULTRAPASSAGEM, CORRUPÇÂO, OPORTUNISMO…..

        • Grupo 550 on 1 de Setembro de 2015 at 21:11
        • Responder

        depende… Às vezes sim às vezes não! Há tantos casos de notas de cursos inflacionadas como de cunhas nas renovações, de certeza. Há muitos professores que se houvesse profissionalizações em serviço como deve ser, nunca seriam professores e agora têm 30 anos de carreira, achando-se os maiores…

          • lia on 1 de Setembro de 2015 at 21:49

          Meu caro: Outros, têm 5 anos de serviço e também se acham os MAIORES ao ponto de fazerem os comentários que aqui fizeram relativamente aos professores mais velhos (se calhar alguns até foram seus). Uma vergonha.
          É por se considerem tão bons e tão competentes que o MEC quer que o demonstrem na PACC tão contestada por eles.
          Relativamente à incompetência profissional, pois eu já vi de tudo. Há professores com muitos anos de serviço que o são, mas também tenho visto muitos professores pouco graduados que não têm competência nem perfil para o ensino. E só estão a trabalhar, porque a subversão da graduação assim o permite.
          Enfim, é lamentavelmente é o “salve-se quem puder”.

        • semcunha on 1 de Setembro de 2015 at 22:16
        • Responder

        A manipulação na colocação de docentes não pára mas os que hoje beneficiam amanhã serão os primeiros a cair. Concordo que este MEC, o anterior e o próximo, recebem grandes recompensas p estas falcatruas acontecerem assim, à vista de todos e…ninguém faz nada? Sócrates o rei dos Subornos começou com a moda das autonomias, Passos Coelho achava mal mas chegou e gostou da estratégia pelo que aumentou a autonomia das escolas. Costa faz propaganda mas neste assunto nem toca… A polícia judiciária devia investigar o MEC

    • Mf on 1 de Setembro de 2015 at 22:06
    • Responder

    Que volte a justiça à profissão.

      • semcunha on 1 de Setembro de 2015 at 22:19
      • Responder

      A polícia Judiciária devia investigar o MEC. Algo muito estranho lá se passa para este governo o anterior e o próximo de certeza, masntêm a fome das autonomias e das ultrapassagens na colocação de professores. A norma travão é a pressa de dar um lugar segura ao que já tinha conseguido colocação p cunha. TODOS NÓS VEMOS E SABEMOS DISSO MAS PORQUE SERÁ QUE NINGUÉM MEXE UMA PALHA?

    • Henrique on 1 de Setembro de 2015 at 23:10
    • Responder

    Parabéns pelo trabalho Davide. O concurso de professores sempre teve alguns problemas, mas ao mesmo tempo já foi visto como um exemplo a seguir na função pública pela sua transparência e justiça. Agora infelizmente outros interesse se atravessaram no caminho.
    Estou certo de que um partido político que dissesse que resolveria os tópicos que abordou teria um grande apoio por parte dos professores. O problema é que até os sindicatos dão uma no cravo outra na ferradura e muitos deles são próximos de partidos políticos. Não está fácil mas a razão irá acabar por prevalecer mais tarde u mais sedo.

    • José on 2 de Setembro de 2015 at 0:54
    • Responder

    Caro Arlindo e Davide. Li com bastante atenção a sua opinião e gostaria de obter uma resposta a este meu desabafo. Muito se fala da norma travão que é injusta porque tem influência de cunhas e renovações e …. É evidente que há injustiças, pois as renovações podem provocar isso mesmo. Mas a norma travão está bem feita e não deve ser motivo de discórdia. Devemos lutar para a tornar mais permissiva e menos rígida.
    Não é justo, que para os colegas que este ano e no anterior se sujeitaram a ficar a centenas de quilómetros de casa para não quebrar o ciclo de horários seguidos, venham outros dizer que a única forma de selecionar seria a graduação profissional. Ou já ninguém se lembra dos colegas que entraram para os quadros, nos últimos concursos, com uma excelente graduação profissional, mas com o tempo de serviço maioritariamente no ensino privado?! Onde está agora a justiça?
    Ninguém gostou. Eu mesmo fui “prejudicado”, com mais de 11 anos de serviço no ensino público, vi colegas com maior graduação a efetivar e eu continuei contratado e esses colegas vieram do privado.
    Assim gostaria de deixar a minha opinião de como deveria ser a alteração ao Decreto-Lei 83-A/2014.
    Entrada em QZP:
    – Manter o que está, pois está bem (5 contratos sucessivos no mesmo grupo);
    – Entraria em QZP quem possuísse 10 anos de serviço (exclusivamente no ensino público), no grupo com maior números de dias de serviço;
    – Entraria em QZP quem tivesse 5 contratos em horário anual completos, nos últimos “seis anos” desde que três desses contratos fossem no mesmo grupo.
    Seria interessante levar este tema para discussão, criando uma ideia construtiva e mobilizadora, deixando de lado invejas e comentários ofensivos que tem proliferado por estas bandas.
    Cumprimentos

      • Henrique on 2 de Setembro de 2015 at 16:54
      • Responder

      É mais complicado do que isso, há professores do quadro que não podem concorrer às vagas de qzp da norma travão. E pode ter a certeza que lhes interessam. As vagas só deviam ir para contratados depois de se saber que não há candidatos do quadro que as queiram. Além disso que justiça pode haver um docente entrar no quadro em detrimento de outro com o triplo da sua graduação. Percebo os interesses mas a maioria das pessoas nunca concordará com estas coisas.

        • Henriqueta on 3 de Setembro de 2015 at 15:45
        • Responder

        Essa vaga só abriu nesse qzp para a norma travão porque houve um contratado que trabalhou no dito qzp com horário completo. E só aconteceu isso porque o docente do qzp ou preferiu outro qzp ou as escolas mentem no nº necessário de vagas…(a última é a mais provável). As escolas devem abrir as vagas necessárias e não as que lhes apetece porque é mais fácil não meter mais ninguém em qa. O mec este ano ainda tentou contrariar isso e levou com muitas criticas. As vagas não podem ser decididas pelas escolas mas obrigatórias se um docente contratado ou qzp lá esteve no máximo 2 anos com horário completo. Assim já não teríamos o problema relatado pelo Henrique.

          • Henrique on 4 de Setembro de 2015 at 19:50

          Sou qzp. Concorri para mudar de qzp e não obtive colocação. As vagas que havia foram direitinhas para os da norma travão enquanto eu fiquei a velos passar mais uma vez. No MI há vagas que renovaram contrato que impediram QAs e QZPs de se aproximar contrariando a lei. Ex comparar a lista colorida do Arlindo de renovações com a lista de não colocados do MI. Ex mais concreto no grupo 910 no qzp 3 há 3 renovações como se pode ver na lista colorida. E na lista de não colocados há centenas de colegas QAs e QZPs que queriam essas vagas, alguns meus conhecidos. E é isto a norma travão. Não é só os problemas relatados e bem pelos contratados. Relativamente às escolas terá razão, mas a sua correção não resolveria este
          problema.

          • Henrique on 4 de Setembro de 2015 at 19:55

          Claro que preferia outro Qzp e então?

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