…que coloca os professores como os únicos profissionais indispensáveis no serviço da função pública.
Porque os gabinetes de advogados e dos serviços camarários não estão expostos a estas chatices das campanhas eleitorais.
É bom sinal que a comunicação social se preocupe com a falta dos professores para o exercício da democracia.
Professores deixam alunos sem aulas para fazer campanha
Pelo menos 159 professores do ensino obrigatório são candidatos a deputados e têm dispensa nos 15 dias de campanha. Para evitar prejudicar os alunos, algumas escolas fazem substituições.
Há 159 candidatos a deputados nas eleições legislativas de dia 4 de outubro que são professores. Os que estão a dar aulas têm direito a uma dispensa de 15 dias – o equivalente à campanha eleitoral – o que vai fazer com que não estejam nas escolas logo no arranque do ano letivo. Os diretores tiveram, assim, de encontrar soluções para contornar a situação e evitar que os alunos sejam prejudicados. Uns contratam substituto por um mês, outros pedem aos docentes que reponham as aulas mais tarde, troquem com colegas e noutros casos esperam que o professor compense depois durante o ano a matéria em falta.
Nas contas feitas pelo DN, existem centena e meia de candidatos a deputados nos partidos com assento parlamentar que se apresentam como professores do ensino obrigatório (do 1.º ciclo ao secundário). Embora alguns possam estar fora do quadro da escola, muitos referem no seu perfil o agrupamento a que pertencem. A participação nas campanhas eleitorais é algo que os diretores já estão habituados. “Está previsto na lei”, aponta José Biscaia, diretor do agrupamento Dr. Azevedo Neves, na Damaia, que nestas eleições não tem nenhum pedido de dispensa.
Confrontado com um professor candidato, Pedro Araújo, do agrupamento de Felgueiras, tentou arranjar uma solução interna. “O professor em causa disse-me que não ia faltar os dias todos, apesar de ter metido o requerimento e por isso vamos usar os mecanismos internos previstos”, explica o diretor. Em causa está um docente do secundário da disciplina de História que vai ter de se articular e pedir a colegas da disciplina que deem as aulas na sua vez, arranjar com os alunos um horário livre para repor a matéria ou trocar a hora da sua aula com outras disciplinas.





4 comentários
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E já algum sindicato pressionou o PS quanto ao regresso do par pedagógico de EVT? É que como toda a gente sabe, os colegas de EVT invadiram os grupos 110 e 910 e tb os horários zero. A maior parte deles n teve outro remédio e mudou de grupo de recrutamento por questões de sobrevivência laboral, mas o q acontece é q trabalham desanimados, fora da sua área de conforto, enquanto colegas especializados no 110 ficam a ver navios…e por consequências mais desanimados ainda!
Só com esta simples medida do regresso do par pedagógico em EVT emendava-se tanta colocação! E por conseguinte justiça! Se o fim do par pedagógico de EVT foi uma medida economista, estão agora dp de 4 anos de sacrifício pq não regressar ao sistema q sempre funcionou?
Os sindicatos já deveriam estar a tratar disso. Deixo aqui o repto….
peço desculpa por algumas gralhas *economicista *por consequência estes (110)
Os colegas do grupo 110 e 100 pressionem o Ministério da Educação para a criação de grupos de Educação Artística e Motora e de atividades informáticas para o pré-escolar e 1º ciclo como existe já na região autónoma da Madeira.Os colegas do 100 e 110 ficariam com a mesma carga horária dos outros níveis de ensino.As turmas do 1º ciclo com 30 alunos nos tempos atuais não se compadecem da monodocência.Pode não dar emprego estavel ao grande número de professores do grupo110, mas dá abertura a mais uns lugares no quadro.Os colegas do100 provavelmente com o previsto alargamento do pré-escolar obrigatório a partir dos 3 anos, talvez tenham mais possibilidades de terem no futuro os seus lugares com vinculação.
Grupo 110 e 100 a dar informática. Mais uma PALHAÇADA!
Mais depressa dava eu português e matemática no primeiro ciclo com qualidade que um professor do 100 e 110 dava informática. A não ser que façam de conta que dão informática e fiquem apenas pelo ligar/desligar/abrir word/escrever poucas frases!