Algumas explicações sobre um outro tesourinho, que entretanto coloquei como post privado, ficam para mais logo.
Porque começo a ficar com a mesma vontade do Paulo Guinote em fazer de conta que não sei de nada e que anda tudo perfeito.
Sou professora do grupo 500 – Matemática, concorri a uma oferta de escola na Escola XXXXXXX, em XXXXXX, para um horário de XX h anual. Fui selecionada para entrevista de avaliação de competências no dia 18 de outubro, à qual de cinco candidatos apenas eu compareci.
É importante salientar, que estou grávida de 7 meses.
No decorrer da entrevista fui questionada se me encontrava com capacidades para trabalhar, tendo respondido afirmativamente.
Qual não é o meu espanto, quase ao fim de uma semana constato que foi colocado no lugar um candidato 2 tranches abaixo de mim.
É possível não ter sido selecionada, quando fui a única candidata da minha tranche que compareceu à entrevista?Será que estar grávida é um subcritério de não seleção ?




21 comentários
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Há que reclamar para a escola e se for peciso para a IGE. Que ninguém se cale com este treta das contratações de escola. Reclamem, denunciem!!!
Essa é outra, se eles descobrem que alguma contratada está grávida, já nem a seleccionam… e nem há como comprovar que houve discriminação. Isto porque sabem que daí a umas semanas vão ter de por a vaga a concurso outra vez. Mais um direito perdido.
Mas está claro que estar grávida é um motivo para não ser selecionada…. Estou perfeitamente de acordo!
Afinal a vaga era para um ou para dois!? É que uma grávida pode exigir 2 salários: um para ela e outro para o Bébé que a acompanha fielmente em todos os seus trabalhos. E ainda pode ser que aconteça que o bébé peça indemnização pelas parvoadas que é obrigado a ouvir!!!!
A escola teve uma atitude que denota extremo zelo…. Antecipou qualquer um destes problemas!!!!
(Caso alguma alma iluminada (ou obscurecida, sei lá) não tenha percebi, eu estou a GOZAR, a REINAR, a expôr o ridículo a que chegamos?
Brincando ou não, a verdade é que no privado não ficava de certeza; no público nunca vi uma situação destas!
Qualquer dia as colegas vão ter de fazer um teste de gravidez antes de se fazer a aceitação na plataforma… PALHAÇADA!!! :p
O pior da situação é que muito provavelmente a escolha foi feita….por mulheres.
A esquerda utiliza e manipula as mulheres a seu bel-prazer. Quando é para falar no aborto a pedido, pago pelo contribuinte, lá aparece a figura da mulher infeliz e incapaz de controlar o seu ciclo fértil,que precisa de ser protegida da mãe natureza.
Afinal a Bárbara Guimarães, casada com um esquerdista-socialista rico, e catedrático em filosofia, era vítima de violência doméstica? Como posso ser de esquerda?
Ainda bem que sou infértil…
Charles Chaplin
“O homem é um animal com instintos primários de sobrevivência. Por isso, seu engenho desenvolveu-se primeiro e a alma depois, e o progresso da ciência está bem mais adiantado que seu comportamento ético.”
É um perfeito disparate a discriminação por grupos. Uma enorme injustiça. Repare-se na situação dos docentes que fizeram especialização. Pagaram a especialização, investiram no estudo e serão penalizados por isso, pois deixaram os grupos de origem para integrarem o 910. Tenho de concordar em absoluto com a Fenprof. Se cometerem esse disparate de privilegiarem grupos terão muitos professores a não aderir e a sentirem essa medida como injusta e sem o mínimo de senso.
Isto, um tipo a certa altura já nem lhe apetece pensar…
… ou nem consegue, tal é a enxorrada de situações “normais”…
Reclamem, denunciem. Escreva no livro amarelo, denuncie à Inspeção e comunique o caso aos sindicatos. Em nome de todos nós, de um ensino melhor, justo e equitativo nos deveres/direitos não deixe isso ficar assim. Só com a coragem e com práticas cívicas é que iremos atenuar estes “disparates” e incompetências de alguns júris que temos pelo país fora. .
No dia em que perder a coragem de ser imparcial e denunciar este tipo de casos deixo de visitar o blog. Passarei eu a fazer as tabelas de dados, paciência!
Quando o próprio estado discrimina, desprotege e penaliza as professoras que estavam no regime de “proteção social” convergente (as que descontaram anos e anos para a CGA) e que ficaram desempregadas a 1/9/2013, não tendo estas direito a suspender o subsídio de desemprego em caso de maternidade/risco clínico durante a gravidez/adopção/assistência a filho em caso de doença/assistência a filho com deficiência ou doença crónica etc, ao contrário do que acontece no regime geral de proteção social (SS) … nada mais me surpreende.
Ahhh e nestas circunstâncias se ficar colocada por oferta de escola …. Também não tem direito a nada, pois não é aceite a reinscrição na CGA e como não tem descontos na SS …. Chapéu!!!
http://www.arlindovsky.net/2013/10/da-parvoice/
No meio de tudo isto, só gostava de perguntar aos iluminados que entrevistaram a colega e não a colocaram devido à gravidez…
Questão: “Sem mulheres grávidas não temos crianças, adolescentes, jovens, homens e mulheres do amanhã. Ora, é fácil verificar que tb não haverá alunos nem escola. Será que essa gentinha de meia leca que entrevistou a colega, quer que as mulheres voltem a ser donas de casa, mães e esposas a tempo inteiro, apenas; ou terão de escolher entre a constituição de uma familia e a profissão???”
Estou chocada!!Ordinarice!!!!!!!
Estou chocada! Também estou grávida e estou consciente que quando acabarem as reservas de recrutamento, e a minha barriga começar a ser evidente, vou ser posta de lado. Se as RR continuassem até ao final do ano letivo, este tipo de descriminações eram minimizadas. Nunca pensei ter de esconder a minha gravidez. A que ponto chegamos.
Isso é escandaloso! Há que denunciar.
Este ano já selecionámos 2 grávidas, uma já em situação de gravidez de risco e a outra entrou nessa situação 4 dias depois de começar. Sabemos que atrasamos 2 semanas as aulas dos alunos, mas não podemos discriminar ninguém, muito menos por este motivo.
Parabéns António. Infelizmente nem todos os directores apresentem comportamentos correctos. Solicito à colega visada que denuncie esta situação junto dos sindicatos, Inspecção e livro Amarelo na Escola.
A colega discriminada pode enviar um email para [email protected]. Sei que neste sindicato há um dirigente a tratar unicamente destes casos das Ofertas de Escola para ver se as coisas mudam. Quantos mais relatos na primeira pessoa tiverem, mais fácil será a sua argumentação e negociação. Claro que todos os colegas podem denunciar para este endereço as situações que gostavam de ver mudadas ao nível das OE’s.