O Professor Cigano

Professores sem horário podem ser colocados em qualquer escola

 

economico22mai13

 

Proposta inicial para a mobilidade dá poder ao Governo de colocar um docente com horário zero em qualquer ponto do país.

O Ministério da Educação quer ter o poder de colocar os professores com horário zero (sem turma atribuída) em qualquer escola do país, independentemente do seu lugar de origem, sem que se realize qualquer concurso. E pretende que a medida entre em vigor já a partir de Setembro.

Esta é uma das várias regras que fazem parte da proposta inicial do Governo para o novo sistema de requalificação (mobilidade especial) para a função pública, que vai ser discutida amanhã numa reunião conjunta entre os sindicatos e o secretário de Estado da Administração Escolar, João Casanova de Almeida, e o secretário de Estado da Administração Pública, Hélder Rosalino. Regime no qual, até este ano, os professores eram excepção entre os trabalhadores do Estado.

 

Ver proposta de revisão do ECD aqui.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2013/05/o-professor-cigano/

21 comentários

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  1. Sei que é professor e por isso defende a sua dama. Mas numa situação normal esse professor deveria ser despedido.
    Se não é preciso, qual a lógica de continuar a pagar!?
    É por muitas coisas destas que o país está onde está.

    1. Perdeste uma boa oportunidade de estares calado. Opina sobre o que sabes.
      Quando vires as coisas a colapsarem, à semelhança de outros setores, pode ser tarde demais.

      1. Não diga asneiras. O CR7 tem razão. Se não quer ir para longe só tem de pedir a demissão ou criar o seu próprio emprego.

          • Shue on 22 de Maio de 2013 at 11:23

          Mais um urso. E mais valia não dizeres asneiras.
          Sou contratado portanto já vou longe todos os anos.

      • Maria on 22 de Maio de 2013 at 10:27
      • Responder

      CR7, o senhor obviamente não sabe do que fala. Não há sistema em que se verifique maior flutuação de necessidades do que na Educação.
      Um professor pode não ter horário na sua escola e ter noutra, pelo que a questão não pode colocar-se nesses termos: por exemplo, o professor A, com 20 anos de serviço, pertence a um quadro onde não tem horário e, na sua ótica CR7, deve ser despedido. Um mês depois, há necessidade de um professor do mesmo grupo do A (até pode ser a 100 km do seu quadro de origem). Ora, como já despediu o professor A, toca a contratar o professor B. E vai ter que lhe pagar, ninguém trabalha de graça, portanto, despediu uma pessoa que, afinal, faz falta ao sistema. Percebeu, ou o raciocínio é muito elaborado para si?
      No entanto, entendo que mais mobilidade é, definitivamente, uma maneira de rentabilizar os recursos, e eu estou de acordo com a tutela nesse aspeto. E tenho a espada sobre a cabeça, portanto contra mim falo.
      E este não é um fórum de jornal, é um respeitável blog da educação e dos professores, se não sabe do que fala não venha cá mandar bitaites.

        • Contribuinte on 22 de Maio de 2013 at 10:38
        • Responder

        Está errada. O professor que vai para longe, no próximo concurso concorre na 1ª prioridade.

          • Maria on 22 de Maio de 2013 at 10:51

          Contribuinte, o senhor por acaso sabe que discussão está aqui em apreço? Não, obviamente não sabe. Estas colocações já serão feitas DEPOIS DOS CONCURSOS a que se refere. A sério, é com cada um que aparece aqui!!!!!

    2. Concordo. Quem defende o contrário que crie uma empresa e depois que paga a funcionários para não trabalhar para ver o que acontece.

        • Maria on 22 de Maio de 2013 at 10:53
        • Responder

        CR8, vamos privatizar tudo, há muito que defendo isso. E depois, em vez de pagarem 3 euros de propinas por ano para os filhos andarem na escola pagam 600. É para ontem.

          • Maria on 22 de Maio de 2013 at 11:01

          600 euros por mês, esqueci-me de referir isso. E façamos o mesmo com a saúde e todos os organismos públicos, já que no privado tudo funciona tão bem. Quem tiver dinheiro, ótimo, continua a ter acesso a bens essenciais. Quem não tiver, azar. Olhe que a força da gravidade é implacável, o cuspe pode sempre cair-lhe em cima.

          • Port. on 22 de Maio de 2013 at 12:11

          E andar anos o contribuinte a pagar a meninos que não querem nada com a escola e apenas vão lá pelo almoço e se dedicam a humilhar os professores? Concorda?

      • pedro on 22 de Maio de 2013 at 16:59
      • Responder

      vejo e ouço varias noticias sobre os trabalhadores publicos a queixarem-se das novas medidas impostas….. agora eu deixo um pergunta para os trabalhadores publicos. em que é que vocês sao melhores que os privados? tem melhores ordenados, mais regalias, trabalhavam menos horas, serviço de saude superiormente melhor….devem achar-se superiores aos outros…. estes do publico andavam mal habituados!!! concordo inteiramente com as medidas impostas pelo coelho…. acho bem que nao haja diferenças entre publico e privado. como ha-de o sitema ter produtividade, se os trabalhadores publicos durante um ano a trabalhar as 7h30 por dia, trabalhavam menos 1 mes que os privados?!!! igualdade para todos e nao so para alguns!!!! se os privados estao sujeitos a irem trabalhar para qualquer ponto do país, porque nao hao-de os publicos fazer o mesmo? por alguns comentários que li aqui, alguns devem julgar-se mais que os outros. inchai, que nao sois mais que os outros. para novos tempos é necessário novas medidas!!!

        • Paulo Pereira on 22 de Maio de 2013 at 17:33
        • Responder

        Já eu acho que os privados trabalham mal e porcamente (pois nunca têm lucros) ou então é de andarem a fugir aos impostos que é um ver se te avias.
        Empregados a queixarem-se de reformas baixas mas a aceitarem ordenados falsos, pois recebem subsídios, compensações de ordenados, compensações de ausência de horário e títulos de refeição mais altos.
        E depois quando são obrigados a declarar o IVA das faturas aparecem todos ofendidos.
        Eu cá peço fatura só mesmo para chatear o dono do restaurante ou do que seja a pedir também aos seus fornecedores!
        E não se queixem do aumento das taxas, de perderem empregos, etc. Se não produzem para terem lucro… rua!
        Se ainda têm empregos é porque o vosso patrão rouba nos impostos, não é certamente pelo vosso trabalho!

        Nós queremos igualdade: na saúde, no horário, nas ferramentas para trabalhar, no local de trabalho e até no pagamento dos impostos!
        E vocês querem?

          • Maria on 22 de Maio de 2013 at 17:51

          Muito bem Paulo Pereira, assim é que se fala!!!! 🙂

    • João Pestana on 22 de Maio de 2013 at 10:20
    • Responder

    A questão não se prende com arranjar um local de trabalho a nível nacional… a questão prende-se com, entre outros aspetos 2:

    A: Direitos (sei que irão começar a dizer que não pode ser que os professores são privilegiados… os Funcionários Públicos são uma corja… mas a esses apenas tenho uma coisa a dizer-lhes… quantos de vocês não tiveram professores que lhes ensinaram (ou tentaram)?, Somos um bando de privilegiados que tomamos conta (e é isso que está a acontecer) dos filhos de todos e não temos tempo para os nossos, no caso específico dos professores… não se formaram ao domingo) ;
    B: Impossibilidade de concurso para locais próximos da área de residência;

  2. ” O Ministro da Educação, Nuno Crato, considera a mobilidade de professores da região, um reflexo da desertificação do interior.
    Segundo o governante, a situação dos docentes “é negativa, mas praticamente inevitável, dada a demografia de Trás-os-Montes e Alto Douro.” ” Mas assim não está ele também a contribuir para uma maior desertificação????????? Estes políticos, Meu Deus!! O que será do interior daqui por alguns anos….
    http://www.jornalnordeste.com/noticia.asp?idEdicao=472&id=18742&idSeccao=4225&Action=noticia#.UZyTm9xdbIV

    • Joshua on 22 de Maio de 2013 at 11:04
    • Responder

    Obviamente, nenhuma empresa/serviço sobrevive com funcionários desnecessários… No entanto, no caso da educação, não há professores a mais, muito pelo contrário! Estão é a ser criadas condições pelo governo para que pareça que não há lugar para todos os professores. E tais condições estão a destruir a escola pública e pôr em causa a qualidade da educação. Elevado número de alunos por turma – impede a implementação de uma pedagogia atenta às necessidades específicas dos diferentes alunos; falta de horas no horário dos professores para dar apoio aos seus alunos; a formação de mega-agrupamentos, entre muitas outras.
    Por outro lado, nos últimos 4 anos, quantos professores contratados renovaram o seu contrato? Muitos. E se o fizeram é porque são necessários!
    Opinar é fácil, mas é preciso fazê-lo com conhecimento! Não é por já se ter estado doente que se passa a saber de medicina. Da mesma forma não é por já se ter sido aluno que se sabe de educação!

      • Maria on 22 de Maio de 2013 at 11:10
      • Responder

      Nem mais, Joshua. Toda a gente se acha entendido e no direito de falar da matéria, da qual 90%, não percebem nadinha. Culpa de quem nos tem governado que teve prazer em enxovalhar os professores. Mas depois terminam com ” Ser professor, Deus me livre, eu não era capaz!”. Pois não, não é para qualquer um não. Já foi, a seguir ao 25 de Abril!

      • Paulo Pereira on 22 de Maio de 2013 at 17:38
      • Responder

      “Estão é a ser criadas condições pelo governo para que pareça que não há lugar para todos os professores.”
      Não é exato: estão é a tentar retirar os professores que recebem mais do sistema.
      Depois de rejuvenescerem o setor, reformando, mobilizando e despedindo… será feita uma uniformização da tabela de vencimentos.
      Assim se poderá passar a gestão dos professores e da escola para municípios e privados!
      Daqui a uns anos isto será mais que óbvio!

  3. O triste é que nós os professores não temos direito a ter família, a estar com a família e muitas vezes temos que ter duas casas ou gastar o nosso vencimento nas viagens, atenção sem ajudas de custo , pois muitos pensam que as temos, pois meus caros somos piores que ciganos que este ainda lhes dão casa recheio ect e não só a este basta ver as regalias dos nossos governantes.

    • Manuel Carvalho. Trofa. on 22 de Maio de 2013 at 13:11
    • Responder

    Nisto de qualquer avestruz falar da vida dos professores, sem saber o que diz, nem conhecer as regras de concurso e dos reduzidos direitos e muitos deveres que esta tão nobre classe profissional, ainda tem, dá para rir, pois estes cr s 7 que o País ainda comporta, e que são mais do que se pensa, esquecem-se que são os professores que lhes educam os filhos formal e infelizmente informalmente, pois uma grande percentagem de alunos chegam à escola sem o mínimo de educação, sem valores e sem comportamentos cívicos. Eu entendo-os, mas não os compreendo, são fruto de Ministros da Educação e afins que tudo fizeram para virar os pais irresponsáveis contra nós. Sejam dignos profissionais na vossa profissão e condição, deixem-nos trabalhar em paz e sossego e assim se levantará PORTUGAL.

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