5 de Maio de 2013 archive

Nuno Crato Confirma Aumento de Horário

… depois de em Março ter garantido que não o faria.

Na edição em papel no público de hoje

 

 

“O Ministério da Educação e Ciência confirmou ontem (04.05.2013) que o aumento do horário de trabalho para 40 horas também se aplicará aos professores, apesar do ministro Nuno Crato ter garantido em Março, no Parlamento, que, no próximo ano letivo, que se inicia em Setembro, não haveria alterações no horário de trabalho dos docentes.

Em resposta a questões do PÚBLICO, o gabinete de comunicação esclareceu que esta “garantia foi dada antes da decisão do Tribunal Constitucional” e que, depois de esta ser conhecida, Crato tinha afirmado “enfaticamente que a decisão do TC mudou “muitas coisas” e que obrigava à adoção de medidas alternativas para reduzir a despesa”.

O MEC escusou-se contudo, a adiantar se o aumento para 40 horas se traduzirá também num acréscimo das horas de aulas para os professores (a chamada componente letiva, que atualmente é de 22 horas). As questões relativas tanto “ao calendário como à implementação desta medida, nomeadamente a forma como se vai refletir na componente letiva e não-letiva dos docentes, terão de ser discutidas com os diversos parceiros educativos”, indicou.”

In Jornal Público 5.5.13

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Blogosfera – A Educação do Meu Umbigo

Mais uma desmontagem dos gráficos de Marques Mendes.

 

Porque Mentes, Mendes? – Versão 2.1

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Pergunta Inocente

Quem vai dar a formação de 6 meses a 30 mil funcionários públicos dos quadros dos vários ministérios, no âmbito da requalificação?

 

Formadores a recibo verde?

 

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Se os Restantes se Sentem Confortáveis

… e pensam estar imunes a qualquer tipo de requalificação o melhor é estarem mais atentos porque…

 

Apenas 10% dos funcionários públicos ficarão imunes a despedimentos

 

 

“O Governo encontrou uma forma de abrir a porta à saída definitiva de trabalhadores, que até agora estavam imunes aos despedimentos. Regras serão diferentes do privado

Apenas uma pequena parte dos funcionários públicos ficará de fora das novas regras que, de certa forma, abrem a porta aos despedimentos no Estado. Só os trabalhadores em regime de nomeação (diplomatas, serviços de informação e segurança, investigação criminal, segurança pública e inspecção e pessoal de missões específicas e genéricas das Forças Armadas) escapam à regra que limita a 18 meses a permanência no novo sistema de requalificação, que vem substituir a mobilidade especial. São pouco mais de 10% de um total de 584 mil trabalhadores do Estado.

No diploma que cria o sistema de requalificação dos trabalhadores em funções públicas, que esta segunda-feira começa a ser discutido com os sindicatos, o Governo abre a porta à saída de uma parte significativa dos funcionários públicos que até aqui estavam imunes aos despedimentos.

Os alvos serão os funcionários que até 2009 tinham vínculo de nomeação e que entretanto passaram para o contrato de trabalho em funções públicas (CTFP), mantendo a garantia de que não podiam ser despedidos, exceto por razões disciplinares ou por rescisão amigável.

Os procedimentos não serão os mesmos aplicados no setor privado quando se extingue um posto de trabalho ou quando se efetua um despedimento coletivo, mas terão efeitos semelhantes.

De acordo com a proposta do Governo a que o PÚBLICO teve acesso, os funcionários que não tiverem lugar nos serviços reestruturados ficarão numa situação de risco. Os trabalhadores admitidos depois de 2009 com CTFP verão o seu contrato cessar de imediato e serão despedidos com direito a uma indemnização (agora tinham a possibilidade de passar um ano na mobilidade especial). Os trabalhadores com nomeação definitiva e os nomeados que passaram para o CTFP serão colocados em situação de requalificação.

E é aí que as mudanças mais profundas se operam. A subvenção paga pelo Estado passará a ser 66,7% do salário nos primeiros seis meses, 50% nos seguintes e 33,4% nos últimos seis meses.

(…)Esta medida afeta transversalmente todas as carreiras, professores, médicos, técnicos superiores. Mas no caso dos professores serão também afetados os que entraram no quadro recentemente.

Em causa estarão os 603 professores contratados que em Abril entraram no quadro no âmbito de um processo de vinculação extraordinária, que arriscam perder o emprego já no próximo ano letivo, que se inicia em Setembro, embora possam ainda ser salvaguardados deste destino através de uma alteração ao Estatuto da Carreira Docente, também já proposta pelo Governo, que garante a colocação em mobilidade especial de todos os professores do quadro que fiquem com horário zero. Tudo dependerá agora de qual das cláusulas se irá sobrepor a outra: a que aponta para o despedimentos dos que entraram no Estado depois de 2009, caso não tenham lugar, ou se esta do ECD. Desde 2009 entraram no quadro cerca de mil docentes, 400 dos quais no concurso realizado esse ano para possibilitar a transferência de docentes de escola e a entrada no quadro de contratados.

As novas regras, que substituem o regime da mobilidade especial, alteram significativamente o processo de reestruturação dos serviços. Desde logo, a diminuição das transferências do Orçamento do Estado ou a redução das receitas próprias serão motivo suficiente para justificar um processo de reestruturação do serviço e de redução de trabalhadores.

Nesse caso, caberá ao dirigente elaborar um mapa comparativo entre o número de pessoas existentes e os postos de trabalho necessários. Depois terá que selecionar os trabalhadores que deverão manter-se nesse serviço. E é aqui que se encontra outra das novidades do diploma.

Em vez de usarem a avaliação de desempenho – o método que no regime atual era privilegiado – os dirigentes podem seleccionar os trabalhadores pela avaliação das suas competências profissionais e experiência.

Os trabalhadores em requalificação ficam na dependência do INA (Direção-Geral da Qualificação dos Trabalhadores em Funções Públicas), quando até aqui estavam afetos às secretarias-gerais dos diversos ministérios. Na prática esta direção-geral passará a ser o equivalente ao Instituto de Emprego e Formação Profissional para o setor público. Nos primeiros seis meses, os funcionários terão que realizar um programa de formação organizado pelo INA “em articulação com o IEFP”, diz o ante-projeto de diploma. Os trabalhadores serão incentivados a procurar mais ativamente um novo posto de trabalho no Estado.”

 

Público 5-5-2013

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Contrariando os Dados de Marques Mendes

Não é preciso fazer uma investigação muito apurada para contrariar os dados apresentados ontem na SIC por Marques Mendes. Basta uma pequena passagem pelo site da Pordata para encontrar dados diferentes.

Marques Mendes apresentou um quadro com uma redução do número de alunos no 1º ciclo entre 1980 e 2010 em 51%, mas de seguida apresenta outro quadro com o crescimento em 53% do número de professores.

Para quem ficou mais distraído a comparação que Marques Mendes fez foi entre o número de alunos do 1º ciclo e o número de professores na totalidade (neste caso confio mais no número de docentes apresentado por Marques Mendes para 2010 do que nos números da pordata, apesar de neste momento existirem apenas 105 mil professores dos quadros mais uns 13 mil contratados).

A redução do número de alunos no 1º ciclo não tem exclusivamente a ver com a descida da natalidade (descida esta da principal responsabilidade dos políticos que nunca conseguiram promover uma aposta séria no aumento da taxa de natalidade) mas tem a ver também com a elevada retenção dos alunos na década de 80 e 90 no 1º ciclo. Lembro-me bem que na minha turma do 1º ciclo apenas dois alunos fizeram o percurso do 1º ciclo em 4 anos e muitos arrastaram-se até aos 14 anos para completar a 4ª classe. Provavelmente era necessário nos anos 80, em média, 6 anos de escolaridade para se completar o 1º ciclo, algo que não acontece atualmente.

Mas este pode ser um caminho para aumentar o número de alunos na escolaridade obrigatória. Retomar à década de 80 e chumbar metade dos alunos nos vários níveis de ensino. Os cortes que se adivinham pode levar-nos de novo a essa época.

E é isso que pretendem?

 

Número de alunos

alunos total
Número de docentes

docentes 1

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