Se a convergência vai neste caminho ainda chegamos ao dia 17 de Junho só com o Mário Nogueira em Greve.
POSIÇÃO DA PRÓ-ORDEM SOBRE A GREVE AOS EXAMES NACIONAIS
Em virtude de alguma comunicação social ter noticiado que a generalidade dos sindicatos de professores irá aderir à greve às avaliações e aos exames, a Pró-Ordem (Associação Sindical dos Professores Pró-Ordem) informa que, devido ao sectarismo do Secretário-Geral da Fenprof, não pôde estar presente na reunião de sindicatos realizada ontem à tarde em Lisboa.
Confrontado, ontem de manhã, com o facto de ter excluído a Pró-Ordem desta reunião, Mário Nogueira afirmou não ter gostado de um artigo que o Presidente da Pró-Ordem publicou há uns meses atrás, na página de opinião do jornal “Público”, e no qual criticava algumas práticas da Fenprof.
Por esta ordem de razões, a Pró-Ordem ainda não deliberou sobre a adesão ou não ao calendário de manifestações e greves agendadas pela Fenprof.
Num momento em que seria desejável a convergência e a unidade de todas as associações sindicais, é lamentável que a Fenprof continue igual a si própria, tenha imensa dificuldade em conviver com o direito à diferença, o debate livre e a crítica, típicos da Sociedade Aberta, e tenha excluído uma organização com base em “delito” de opinião.
Lisboa, 17 de maio de 2013
Pela Direção Nacional
O Presidente
Filipe do Paulo




21 comentários
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dos grandes empresários tugas, sucateiros, grandes “especialistas”, agora no Estado, e trolhagem chica esperta:
http://psicanalises.blogspot.pt/2013/05/nao-sao-so-os-especialistas-de-estado.html
Os meus parabéns à Pró-Ordem por ter a coragem de enfrentar o monopólio da Fenprof sobre os professores.O sindicalismo de tipo operário com que a Fenprof e seus seguidores têm dominado os professores só tem servido para diminuirem a sua imagem social e facilitar aos governos a equiparação dos seus direitos ao operariado (sem ofensa para este).
Que se deixam de se armarem em primadonnas.
O momento é de união e não de protagonismo nem de vaidades.
Bastaria com dignidade anunciar adesão à iniciativa.
Os professores no seu pior: desunião! É tempo de ACORDARMOS e LUTARMOS e se a arma é a greve, que seja feita!
Arlindo, é agora?… Olha que agora o que está em causa já não são zecos contratados… pois esses, e as respectivas famílias, já foram para o hiperespaço, com a obrigatoriedade de concorrerem no mínimo a 5 distritos mesmo para uma pequena substituição tapa buracos.
Olha que isso não está na agenda de luta dos sindicatos…
Afinal Arlindo, agora que nos toca a nós do quadro será…
A sério?? Excluiu a Pró-Ordem porque não gostou de uma opinião?? Mas… o 25 de Abril foi comemorado ainda não há um mês… A desilusão continua,
Todas as escolas devem enviar isto aos pais:
Ex.mo Sr.
Encarregado de Educação:
Tendo em conta a gravidade da situação do país e, muito em particular, da Escola Pública, dirigimo-nos, deste modo, aos Pais e Encarregados de Educação.
Como é sabido, o Governo tem vindo a encetar uma série sucessiva de cortes nas funções do Estado e, em particular, na Escola Pública, visando, ao que dizem, equilibrar as contas públicas e diminuir a dívida do país.
No entanto, como também é público, não só a dívida global do país tem aumentado como também o défice, pese embora o crescente empobrecimento de funcionários públicos e pensionistas, não dá sinais de estabilizar. Em grande parte, a subida da dívida e a manutenção do défice nos valores atuais deve-se a que as políticas de austeridade têm conduzido a um brutal aumento do desemprego, e consequentes encargos sociais, e à diminuição do consumo em geral, fazendo diminuir, ao mesmo tempo, os resultados das coletas de impostos, em virtude da diminuição acentuada da atividade económica.
No entanto, o efeito destas políticas especificamente sobre a Escola Pública é ainda mais terrível. Tendo como objetivo a sua desestruturação, o Governo decidiu encetar na Educação uma série de políticas, das quais destacamos:
cortes nos apoios socioeconómicos às famílias (SASE, NEE, apoios escolares…);
aumento do preço dos manuais escolares;
aumento do custo dos passes de transportes escolares;
aumento do número de alunos por turma, até ao máximo de trinta;
aumento do horário de trabalho letivo dos professores, implicando a diminuição de aulas de apoio individualizado aos alunos;
aumento de número de turmas e de alunos por professor, que pode, em alguns casos, chegar a mais de 250 ou mesmo 300 alunos por professor;
diminuição do número de horas dos professores para receber as famílias dos alunos;
quase eliminação de horas no horário de trabalho dos professores para o trabalho individualizado ou não disciplinar com os alunos;
congelamento das carreiras e progressões profissionais dos professores, há pelo menos seis anos;
redução acentuada dos salários;
redução do número de funcionários auxiliares/administrativos.
Todas estas políticas, incluindo um novo e considerável aumento do horário de trabalho dos professores, nova redução de salarial, anunciado aumento das propinas dos alunos (espécie de taxas moderadoras da educação), das refeições escolares/bar/reprografia têm um único objetivo: reduzir o investimento na educação até um mínimo desprezível, permitindo o despedimento do máximo de professores e outros funcionários das escolas, abrindo espaço à privatização do ensino público e à sua transformação num negócio, transformando a Escola Pública numa escola exclusiva para pobres.
Claro que conhecemos uma certa argumentação segundo a qual o despedimento de professores tem diretamente a ver com a redução do número de alunos. Mas isso simplesmente não é verdade. O número de professores aposentados nos últimos anos tem sido verdadeiramente esmagador, compensando a relativa diminuição do número de alunos, para já não falar no enorme número de adultos e jovens adultos portugueses com baixíssimas qualificações que procuram as escolas portuguesas mas a que estas, pelos cortes produzidos, não são capazes de responder.
A Escola Pública está no centro da Democracia portuguesa. Ela é o seu mais poderoso instrumento de ascensão, mobilidade e igualdade social, tendo produzido as mais qualificadas gerações da história de Portugal, permitindo que os jovens de todas as classes sociais e níveis económicos pudessem aspirar a uma vida melhor. O que estas políticas do Governo pretendem é, pelo contrário, diminuir a capacidade de ação educacional e cívica da Escola Pública, entregando ao mercado e à competição económica a tarefa de qualificar os portugueses. Todos sabemos onde isso nos irá conduzir: à criação de uma sociedade com dois níveis: um para ricos e outro para pobres, sem espaço para a justiça e a igualdade social. A curto prazo é a própria democracia portuguesa que está em causa.
Todas estas políticas afetarão imediatamente as vidas de milhares de professores, muitos com dezenas de anos de serviço, conduzindo-as à pobreza, mas, logo a seguir, afetarão também profundamente todos os portugueses e a capacidade da Escola Pública para educar e formar as crianças e jovens, eliminando as suas perspetivas de um futuro com um mínimo de esperança e prosperidade.
Todas as posições que os professores venham a adotar visam defender a Escola Pública. Neste sentido, vimos apelar aos pais dos nossos alunos para que se ponham do nosso lado na defesa de uma educação de qualidade; sem um número mínimo de professores e condições profissionais, o seu trabalho será crescentemente difícil ou, até, uma triste impossibilidade, cujo preço final não deixará de ser pago pelos alunos das escolas portuguesas.
A defesa da Escola Pública e do trabalho, com qualidade, dos professores, é, afinal, a defesa das crianças e jovens de Portugal (vossos e nossos filhos), para os quais se exige a nossa mobilização e ação conjuntas.
Contamos consigo.
A Pró-Quem?
Tenham juízo. Fechem de vez esta dúzia de sindicatos sem qualquer expressão.
Por muita razão que a organização “Pró-ordem” tenha, ainda assim não foi capaz de deixar de apontar o dedo. Preferiu actuar nos mesmos moldes. Espero, sinceramente, que estejamos todos mais solidários uns com os outros na batalha que se avizinha.
Mas não era a Pró-Ordem que defendeu que os professores a partir dos trinta anos de serviço deviam estavar excluídos da mobilidade especial? Mas quem anda a excluir desde o início?
Se é pro-ordem, ainda não é ordem, logo não tem que ser convocada para nada nem tão pouco ser ouvida ou achada.
Isto só vem dar razão ao que há muito defendo. Fim dos sindicatos e sim a um ordem de professores. É de uma falta de profissionalismo, de união e sentido de equipa o que aqui de constata. Como querem motivar todo um grupo a ser unido e cooperante se eles só olham em benefício próprio!? É a vergonha da classe no seu melhor.
Nao percebe que uma ordem profissional não substitui os sindicatos? Não percebe que são coisas diferentes? Santa paciência…
Diferentes ou não, os sindicatos não estão a fazer o que lhes é devido e não representam os professores. Estando há vários anos ao sabor dos partidos e a deixar que as coisas cheguem aos pontos a que chegaram. E paciência é coisa que já não há para estas trapalhadas sindicais.
A Pró-Ordem que vá Pró-Caralho!
Quando é que os professores vão perceber que a FENPROF é uma arma de arremesso de um partido político e não uma associação sindical?
Não sei quem tem razão, mas sei que com tantos sindicatos é normal que não haja união.
Deveríamos aproveitar esta fase má, para criar uma ordem.
A união faz a força, mas estes sindicatos não entenderam isso…
ps: Devíamos limitar o números de anos a poder estar no sindicato 😉
FENPROF arma de arremesso? Então arremesse-se contra o MEC! E com toda a força para os tipos ficarem com a tromba partida.
Tantas virgens ofendidas!!! E assim vai a união… Vergonha! Miséria moral e intelectual!
Outro FDP!
O dirigente da Pró-Ordem, Filipe do Paulo, também militante do PS, admitiu, à saída do Largo do Rato que poderá não fazer greve e pedir negociações suplementares no âmbito da regulamentação da simplificação. A mudança deve-se à “grande abertura ao diálogo” que o dirigente sindical “viu” ontem em José Sócrates.
Fonte: JN de 30/11/08
Comentário
1. A confirmar-se o frete, só mostra o desespero do Governo e do PS que não olham a meios para dividir os professores e quebrar a união da Plataforma Sindical.
2. Filipe do Paulo é um militante do PS. Tem todo o direito a ser. Não sei há quantos anos está afastado das salas de aulas ou se vai mantendo um horário lectivo reduzido à custa da condição de dirigente de uma associação sindical que conta com escassas centenas de professores filiados com quotas em dia.
3. A associação Pró-Ordem representa muito poucos professores. É uma micro-associação, sem qualquer actividade regular digna desse nome. Ao longo dos anos, deu sinal de vida com umas acções de formação pagas pelo PRODEP e, esporadicamente, umas conferências. Os sindicatos que integram a Plataforma Sindical fizeram o favor de aceitar a participação da Pró-Ordem, em nome da união dos professores, sabendo, no entanto, que a Pró-Ordem tem uma muita reduzida representatividade. Graças a esse favor, Filipe do Paulo teve direito ao seu tempo de antena nas manifestações de 8 de Março e de 8 de Novembro.
4. Espero que Filipe do Paulo não se preste a este serviço. Ele sabe, melhor do que ninguém, que preside a uma associação sindical em estado quase comatoso. Atrevo-me a dizer que, das quase duas dezenas de associações e sindicatos de professores, a Pró-Ordem é a que tem menos sócios e menos actividade. Conheço o Filipe do Paulo há muitos anos. Respeito-o como pessoa e como professor. Fomos colegas. Foi sempre gentil e educado para comigo. Tenho quase a certeza de que vai recusar desempenhar o papel que os dirigentes nacionais do PS lhe encomendaram. Antes de ser militante do PS, já era professor.
5. Eu sei que a tentação é grande e o grupo que dirige o actual PS é generoso para com quem lhe presta favores. Filipe do Paulo! Não queiras ficar na história desta luta como o Judas dos professores! Recusa o beijo de Judas e sairás reforçado e prestigiado pela tua coragem e lealdade aos professores.
http://www.profblog.org/2008/12/o-militante-socialista-e-dirigente-da.html
O que a arma de arremesso da Coreia do Norte não gostou foi que a Pró-Ordem tivesse mostrado abertura ao diálogo e ás negociações com o Governo Sócrates (então já muito fragilizado pela colagem do PSD/CDS e dos ramirílios à luta dos Profs) primeiro do que o Grande Chefe, pois passado pouco tempo ele iniciou o diálogo com MLR e depois assinou com ela o Memorando de Entendimento, segundo o que o Expresso revelou posteriormente, seguindo instruções de um doutorado pelo ISCTE, amigo (e ex-aluno) do ministro do PS Vieira da Silva.
A FENPROF só gosta de levar a reboque aqueles pequenos sindicóides que dizem amém a tudo o que ela decreta.Quem tenha propostas de luta alternativas é saneado e linchado na praça pública.