Mais Um Caso

… para o Grancho resolver.

 

Vigilante de escola morre após desacato de aluno de 15 anos

 

 

Um estudante de 15 anos da escola EB 2,3 Óscar Lopes, em Matosinhos, vai ser presente, esta quarta-feira, a tribunal por alegados «desacatos» no estabelecimento de ensino, disse à Lusa fonte da PSP do Porto.

Segundo a fonte, a polícia foi ao local pelas 10:45, depois de o menor ter sido chamado à direção da escola por alegadamente ter provocado desacatos e danos materiais na escola.

O menor será, esta tarde, presente ao Tribunal de Menores e Família de Matosinhos.

A mesma fonte referiu que, no decorrer dos acontecimentos na escola, «vários funcionários terão tentado acalmar a situação, sendo que um vigilante teve uma paragem cardiorrespiratória e acabou por falecer no local».

Profissionais do INEM estiveram no local, mas já nada puderam fazer.

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=J3bgU9LH7zI]

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9 comentários

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    • Cocas on 30 de Janeiro de 2013 at 14:55
    • Responder

    A comunicação social já teve a preocupação de informar que o que aconteceu foi uma situação normalíssima.
    O que aconteceu tanto podia ter sido na escola como na casa de banho da sua casa.


  1. E anda um vigilante a chatear-se com um chavalo mal educado…
    Deixem-no andar a fazer m___ na escola!
    Mais dia menos dia há-de ser um deliquente, um marginal e se não for drogado vai ter muita sorte!!

    As minhas condolências à família da vítima!


  2. Publicamente os meus sentimentos à família.

    Efetivamente, cada vez mais a vontade é virar as costas, não tenham dúvidas. Temos problemas quando abordamos os meninos… temos problemas se participamos deles, porque estamos a “dar trabalho”. Eles continuam na “maior”, com diversas atitudes que já não se consegue qualquer norte, felizmente são exceções.

    A tarefa incumbida a um Assistente Operacional, quando este a toma com zelo, é delicada, dado que hoje em dia, não é somente, a limpeza da sala! Cada vez mais assume tarefas (que eu entendo que não devia…mas são outros quinhentos).

    Assistente Técnico

    • AC on 30 de Janeiro de 2013 at 23:26
    • Responder

    Cocas: ” A comunicação social já teve a preocupação de informar que o que aconteceu foi uma situação normalíssima.”
    Retifique, p.f.: A comunicação social já teve a preocupação de ENTREVISTAR O DIRETOR QUE INFORMOU QUE O QUE ACONTECEU FOI UMA SITUAÇÃO NORMALÍSSIMA!!
    Como se fosse possível acreditar que uma coisa não teve a ver com a outra!
    Estão todos a ler pela mesma cartilha: NÃO ME COMPROMETA.
    O pior foi do Sr., que faleceu, e da família que vai ficar a ver navios quanto a responsabilidades.
    E a julgar pelas entrelinhas do que foi dito, o comportamento desse energúmeno não era casual nem pontual, mas, claro, isso não interessa para nada.
    Até quando?


  3. Antes demais um esclarecimento para o comentário feito pelo AC:
    Quem falou à comunicação social não foi o Diretor,mas sim um político – o vereador da educação da câmara de Matosinhos de nome Correia Pinto e é ele, e só ele o responsável pela afirmação de que não houve relação de causa-efeito entre os desacatos feitos pelo aluno e a morte, em serviço, do vigilante.
    Para já há que registar a necessidade de solidariedade com a familia do falecido.Todos aqueles que conhecem o funcionário que hoje perdeu a vida sabem como ele sempre foi dedicado, diligente e amigo do alunos, dos colegas e dos professores.Não merecia, de forma alguma, ter morrido no exercicio das suas funções.
    Algo de muito grave se passou hoje na EB 2,3 Professor Óscar Lopes em Matosinhos que é preciso evitar que se repita – a tutela tem de apoiar quem ali exerce funções, tem de apurar responsabilidades e tem de assegurar que uma escola seja um local de plena cidadania.Palavras de circunstância de politicos não são precisas – precisamos de nos sentir apoiados (docentes e não docentes) neste momento, particularmente difícil,pelos nossos superiores hierárquicos:direções regionais e Ministério da Educação.

    • maria on 31 de Janeiro de 2013 at 1:36
    • Responder

    Até quando?
    isto é a escola pública. Os nossos meninos partem, estragam, matam …. isto tudo com a cumplicidade dos conselho executivos que protegem, que defendem estes disparates. É grave ter que chamar a policia, isto por si significa falta de autoridade por parte do estrutura da escola, i.e., esse menino não respeita ninguém. Não existe defesa possível para este disparates. Estes casos devem ser tratados nos locais próprias e a escola não tem condições para tratar destes casos de violência. Infelizmente a escola pública é hoje um local de violência onde os directores são cúmplices desse tipo de comportamento. Existe legislação mas as direcções da escola bloqueiam o cumprimento do estatuto do aluno (que apenas existe no papel, caso contrário este menino já teria assimilado algumas regras).

    • I. Cruz on 31 de Janeiro de 2013 at 8:57
    • Responder

    Colegas: lecionei 3 anos nesta escola, este jovem foi meu aluno 2 anos.
    O que temos aqui? Um aluno com um vida familiar tipo pesadelo a quem o sistema de apoio à criança falhou redondamente, ou seja, temos duas vítimas nesta história: o aluno e o funcionário que era uma pessoa espetacular.
    A notícia que ouviram comenta o episódio, não conta anos de vida deste aluno.

    • Prof on 31 de Janeiro de 2013 at 12:31
    • Responder

    Cocas:
    Estranho era o funcionário ter falecido a meditar ou a fazer ioga.
    Obviamente que o funcionário se exaltou, mesmo que não o tenha exteriorizado, não sabes se já não seria uma ocorrência frequente e o que foi dito ou feito anteriormente.
    A ansiedade provocada pelos maus-comportamentos continuados levados a cabo por este tipo de alunos causa estragos na qualidade de vida das pessoas, e, infelizmente, por vezes causa fatalidades…

    • Os subscritores on 31 de Janeiro de 2013 at 13:27
    • Responder

    CARTA ABERTA

    Morreu um de nós: um daqueles que zelava pela segurança de todos (alunos, funcionários e professores); O nosso elo mais forte, em pleno exercício das suas funções.
    Para evitar que um aluno maltratasse um colega fazendo perigar a sua vida, durante a aula, mesmo perante a pronta ação do professor e de um funcionário, foi pedida a intervenção dos vigilantes da escola, para que fosse conduzido à Direção Executiva para que esta acionasse os técnicos da Escola Segura.
    Desde o início do comportamento, de extrema violência, materiais foram destruídos, funcionários e docentes ameaçados de morte verbalmente e agredidos fisicamente.
    O esforço dos vigilantes em controlar tais atitudes foi imenso mas não conseguiram evitar a destruição descontrolada de mesas, quadros, armários, cadeiras e os atos de ataque físico.
    Já na Direção Executiva, e perante o continuado comportamento violento, o vigilante Correia manietando o aluno, manteve-se como pilar determinante na segurança física de outros elementos da comunidade educativa, que tentavam também intervir. Mais de dez pessoas tentaram, sem sucesso, conter o aluno!
    Assim, perante uma violência física e emocional tão demorada e brutal o vigilante Correia colapsou.
    De imediato foi assistido por professores e funcionários que lhe fizeram as manobras de reanimação (respiração boca a boca e massagem cardíaca) até à chegada do INEM, que prestou toda a assistência possível que, no entanto, se mostrou ineficaz para salvar o Sr. Correia.
    Estamos profundamente abalados e consternados com o falecimento do colega em pleno exercício das suas funções, num local, por excelência, educativo, onde uma morte nesta situação é inaceitável.
    Estamos de luto, estamos perante algo que não conseguimos aceitar e, por isso, não sentimos capacidade de gerir emocionalmente uma situação tão dramática; estamos na escola sem darmos aulas, incapazes de pedagogicamente abordar o assunto junto dos restantes alunos.
    Todos os que se encontravam na escola ficaram em choque. Como pode isto ter acontecido numa escola? Que ambiente se vive? Que aprendizagens se fazem quando há quem possa frequentá-la enchendo-a de ameaças e de violência?
    O contexto escolar do Agrupamento está pormenorizadamente descrito no Projeto Educativo. Todos os profissionais que nele trabalham estão conscientes do universo em que se movem e procuram por todos os meios ajudar a orientar crianças e jovens de um meio problemático, com fragilidades várias, com comportamentos difíceis de gerir. Temos uma equipa técnica preparada e muito ativa, no âmbito dos recursos TEIP. Lidamos com os problemas que vão surgindo e conseguimos muitos resultados positivos.
    No entanto, há sempre um pequeno número de alunos, bem identificados na escola, que ultrapassam todos os limites do aceitável numa comunidade escolar, pois põem em risco os seus membros, a nível físico e psicológico, de forma sistemática: não aceitam a autoridade de ninguém, pelo que não cumprem as regras da escola, nem as mais básicas de convivência; ameaçam; aterrorizam; agridem.
    Em relação a estes alunos já tudo foi feito, desde as estratégias aplicadas pelos professores e pelos diretores de turma para motivar o aluno para a aprendizagem e para a socialização, passando pelas medidas previstas no Estatuto do Aluno, completamente ineficazes para estes casos. Tiveram a intervenção do SPO, GAAF, ADEIMA, CPCJ, Tribunal de Menores. Aos diretores de turma são pedidos relatórios, pareceres, esclarecimentos de todos estes organismos. Enquanto isto acontece e durante anos, a situação destes alunos na escola mantém-se inalterada, até os jovens saírem da escolaridade obrigatória ou terminarem o ciclo de estudos. Isto é, embora várias instituições estejam envolvidas, a escola tem de manter os alunos ou transferi-los para outras escolas, deslocando o problema, não resolvido, para os outros. Estes continuam assim a ameaçar e a agredir colegas, funcionários e professores, continuam a impedir os colegas das turmas em que estão inseridos de poder ter um ensino de qualidade, minando as aulas. Têm e criam um sentimento de poder ter impunidade e de ausência de limites, que é o oposto do que lhes deveria ser ensinado.
    A escola regular não pode dar a estes alunos a resposta de que eles precisam. A tutela não está a cumprir o seu papel, que inclui o de resolver a situação destes alunos e o de proteger o direito à educação e à integridade física e psicológica de todos os outros e de quem trabalha nas escolas.
    Por estes motivos, dirigimo-nos à Tutela, exigindo que, com a maior urgência, se debruce sobre este problema e o resolva eficazmente, criando acompanhamento adequado às crianças e jovens com comportamentos disruptivos, que põem em riscos elementos da comunidade escolar em que se inserem. Este acompanhamento terá de implicar o afastamento destes jovens das escolas regulares e a sua integração em ambientes controlados, específicos e preparados para este tipo de perfil psicológico.
    Morreu o Sr. Correia, dizemos. Já tinha problemas de saúde, dirão. Nos olhos uns dos outros lemos «Mataram o Sr. Correia».
    Matosinhos e EB 2, 3 Professor Óscar Lopes, 31 de janeiro de 2013

    Assinatura de docentes e não docentes

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