Carta Aberta do Pessoal Docente e Não Docente da Óscar Lopes

CARTA ABERTA

Morreu um de nós: um daqueles que zelava pela segurança de todos (alunos, funcionários e professores); O nosso elo mais forte, em pleno exercício das suas funções.
Para evitar que um aluno maltratasse um colega fazendo perigar a sua vida, durante a aula, mesmo perante a pronta ação do professor e de um funcionário, foi pedida a intervenção dos vigilantes da escola, para que fosse conduzido à Direção Executiva para que esta acionasse os técnicos da Escola Segura.
Desde o início do comportamento, de extrema violência, materiais foram destruídos, funcionários e docentes ameaçados de morte verbalmente e agredidos fisicamente.
O esforço dos vigilantes em controlar tais atitudes foi imenso mas não conseguiram evitar a destruição descontrolada de mesas, quadros, armários, cadeiras e os atos de ataque físico.
Já na Direção Executiva, e perante o continuado comportamento violento, o vigilante Correia manietando o aluno, manteve-se como pilar determinante na segurança física de outros elementos da comunidade educativa, que tentavam também intervir. Mais de dez pessoas tentaram, sem sucesso, conter o aluno!
Assim, perante uma violência física e emocional tão demorada e brutal o vigilante Correia colapsou.
De imediato foi assistido por professores e funcionários que lhe fizeram as manobras de reanimação (respiração boca a boca e massagem cardíaca) até à chegada do INEM, que prestou toda a assistência possível que, no entanto, se mostrou ineficaz para salvar o Sr. Correia.
Estamos profundamente abalados e consternados com o falecimento do colega em pleno exercício das suas funções, num local, por excelência, educativo, onde uma morte nesta situação é inaceitável.
Estamos de luto, estamos perante algo que não conseguimos aceitar e, por isso, não sentimos capacidade de gerir emocionalmente uma situação tão dramática; estamos na escola sem darmos aulas, incapazes de pedagogicamente abordar o assunto junto dos restantes alunos.
Todos os que se encontravam na escola ficaram em choque. Como pode isto ter acontecido numa escola? Que ambiente se vive? Que aprendizagens se fazem quando há quem possa frequentá-la enchendo-a de ameaças e de violência?
O contexto escolar do Agrupamento está pormenorizadamente descrito no Projeto Educativo. Todos os profissionais que nele trabalham estão conscientes do universo em que se movem e procuram por todos os meios ajudar a orientar crianças e jovens de um meio problemático, com fragilidades várias, com comportamentos difíceis de gerir. Temos uma equipa técnica preparada e muito ativa, no âmbito dos recursos TEIP. Lidamos com os problemas que vão surgindo e conseguimos muitos resultados positivos.
No entanto, há sempre um pequeno número de alunos, bem identificados na escola, que ultrapassam todos os limites do aceitável numa comunidade escolar, pois põem em risco os seus membros, a nível físico e psicológico, de forma sistemática: não aceitam a autoridade de ninguém, pelo que não cumprem as regras da escola, nem as mais básicas de convivência; ameaçam; aterrorizam; agridem.
Em relação a estes alunos já tudo foi feito, desde as estratégias aplicadas pelos professores e pelos diretores de turma para motivar o aluno para a aprendizagem e para a socialização, passando pelas medidas previstas no Estatuto do Aluno, completamente ineficazes para estes casos. Tiveram a intervenção do SPO, GAAF, ADEIMA, CPCJ, Tribunal de Menores. Aos diretores de turma são pedidos relatórios, pareceres, esclarecimentos de todos estes organismos. Enquanto isto acontece e durante anos, a situação destes alunos na escola mantém-se inalterada, até os jovens saírem da escolaridade obrigatória ou terminarem o ciclo de estudos. Isto é, embora várias instituições estejam envolvidas, a escola tem de manter os alunos ou transferi-los para outras escolas, deslocando o problema, não resolvido, para os outros. Estes continuam assim a ameaçar e a agredir colegas, funcionários e professores, continuam a impedir os colegas das turmas em que estão inseridos de poder ter um ensino de qualidade, minando as aulas. Têm e criam um sentimento de poder ter impunidade e de ausência de limites, que é o oposto do que lhes deveria ser ensinado.
A escola regular não pode dar a estes alunos a resposta de que eles precisam. A tutela não está a cumprir o seu papel, que inclui o de resolver a situação destes alunos e o de proteger o direito à educação e à integridade física e psicológica de todos os outros e de quem trabalha nas escolas.
Por estes motivos, dirigimo-nos à Tutela, exigindo que, com a maior urgência, se debruce sobre este problema e o resolva eficazmente, criando acompanhamento adequado às crianças e jovens com comportamentos disruptivos, que põem em riscos elementos da comunidade escolar em que se inserem. Este acompanhamento terá de implicar o afastamento destes jovens das escolas regulares e a sua integração em ambientes controlados, específicos e preparados para este tipo de perfil psicológico.
Morreu o Sr. Correia, dizemos. Já tinha problemas de saúde, dirão. Nos olhos uns dos outros lemos «Mataram o Sr. Correia».

Matosinhos e EB 2, 3 Professor Óscar Lopes, 31 de janeiro de 2013

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37 comentários

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    • Angy on 31 de Janeiro de 2013 at 16:29
    • Responder

    Esta situação é triste..muito triste!
    Quando algum responsável pela pasta da educação dará um murro na mesa..quando?

      • Angy on 31 de Janeiro de 2013 at 16:30
      • Responder

      *Quando é q

    • Manuel Fernando Carvalho, prof. on 31 de Janeiro de 2013 at 17:54
    • Responder

    São os resultados de uma Escola que perdeu a autoridade, não aplica corretamente as fracas leis produzidas, o que mais interressa são os resultados finais , ainda que falaciosos, muitos dos diretores, não agem nem deixam agir porque vão contra o pensar e estar de famílias que os elegem. Assim este pobre e esfarrapado País não vai a lado algum. è pela educação que um País se afirma e revigora , com estas tristes situações, digo como o outro: Valha-me “tracinho” Deus.

      • preocupada on 31 de Janeiro de 2013 at 20:57
      • Responder

      então exemplifique quais seriam essas tais regras q supostamente n estão a ser aplicadas ,pq falar é tão facil e criticar então……ui ui

        • Manuel Carvalho. Trofa. on 31 de Janeiro de 2013 at 23:38
        • Responder

        Tudo o que está apostolado no Regulamento de disciplina e ética do aluno, se fosse inteiramente posto em
        prática , complementada com normativos que sao inerentes a cada escola e região em que esta implementada
        nos seus regulamentos internos, olhando ao passado e arquivo dos alunos que mais prevaricam, talvez com
        Correctivos na relação direta dos comportamentos dos alunos insubordinados, talvez nao se verificasse estes e outros lamentáveis estádios de sítio que se vão verificando todos os anos nas nossas escolas e cada vez em maior número e intensidade. Talvez sejam pontos de vista que colocados em pratica poderiam nao ser resolvi
        dos na totalidade, mas amainavam este estado de coisas. Talvez alguns directores, pelo número imenso de
        Alunos dos seus tera agrupamentos, nem conheçam os alunos que dirigem e outros nao se interessam pela ind
        disciplina, pois o que é importante é contar as ovelhas no conselho geral, pois é aí que eles têm medo de per
        der o tacho.


  1. Tenho a seguinte curiosidade, foi autorizado e proposto pelo encarregado de educação o rastreio de substâncias psico….. ao delinquente/aluno/infrator ? Ou só o fazem aos condutores ? Que dirá a Lei ?

    É de louvar o trabalho reconhecido deste elemento principalmente em exercício das suas funções.

    Assistente Técnico (Pessoal Não Docente)

    • Rute Marques on 31 de Janeiro de 2013 at 19:42
    • Responder

    É impossível ler sem as lágrimas caírem. Eu penso que todas as escolas deste país estão solidárias com estes colegas. São raras as escolas que não tenham 2 ou 3 elementos, pelo menos, desta natureza e que não se tenham debatido com problemas como este.
    É preciso amar muito o que se faz para se conseguir superar certas situações e ter coragem para começar tudo de novo no dia seguinte…
    Um bem haja a toda a organização, executiva, docente, não docente e a todos os colaboradores que contribuem diariamente para o bom funcionamento do espaço escolar e que acima de tudo cuidam e ajudam as crianças a desenvolverem-se saudavelmente e sem nunca desistir apesar das dificuldades.
    Os meus sinceros cumprimentos
    Rute Marques


  2. A minha inteira e sentida solidariedade para com todos os membros da Óscar Lopes, começando pelos alunos que sofrem na pele diariamente e sistematicamente as acções deste tipo de elementos que todos têm que aguentar nas Escolas. Isto tem que ter uma solução que, como a carta bem diz, não deve passar pela deslocação dos elementos violentos para outra escola. As direções não podem continuar a branquear as situações que ocorrem. Nem o Estado. Perante o Estatuto do Aluno, que não está errado no princípio de puniir as famílias pelos inergumenos que geram, o MEC deveria dotar a Escola de mecanismos de ação preventiva imediata ao recorrer à Justiça- tribunais e polícia- para prevenir ações violentas quer dos alunos quer dos pais depois da DT iniciar o procedimento para o seu cumprimento. Mais, deveria ser a própria direção a tomar todas as medidas quando for o caso de se ter que denunciar as situações. Deixar isso nas mãos dos DT é de uma desonestidade e deslealdade enorme. Isto tem de ter uma solução.

    • Paula Isabel on 31 de Janeiro de 2013 at 21:00
    • Responder

    Deixo aqui as minhas condolências à família do Senhor Correia
    É um momento de dor e reflexão para a Escola Portuguesa
    Realmente há jovens que não têm capacidade para estar numa escola regular, também não sei qual o melhor sitio para jovens deste calibre.
    Nesta situação em particular e para mim, claro, este jovem é o culpado e talvez o sitio é a prisão -escola…
    Espero que se faça justiça.
    Paula Isabel

    • preocupada e mt triste on 31 de Janeiro de 2013 at 21:14
    • Responder

    É mt triste termos uma lei q “obriga” os alunos a andar na escola qd todos vêm q lá n deviam andar ,mais q n seja pq este elemento está a prejudicar os “tramados” colegas de turma q são prejudicados e bem,e aos professores q ficam a bater mal c este tipo de alunos e nada lhes podem fazer,era bom q ao menos c uma situação extrema destas se fizesse alguma luz na cabeça desse aluno causador da situação ou q lhe fique a moer a culpa ao menos

    • Rui Vicente Cardoso on 31 de Janeiro de 2013 at 21:32
    • Responder

    É deveras lamentavel a morte de um funcionário, de um ser humano, mais lamentavel é quando o que levou a isso podia muito bem ser evitado se a tutela ouvisse quem tem de ouvir, se tivesse coragem de ouvir…

    • MB on 31 de Janeiro de 2013 at 21:57
    • Responder

    Pelo que pude ver na TV o diretor da escola não partilha da opinião que a morte foi provocada pelo comportamento e situação provocada pelo aluno…com essa destruição que o aluno fez, foi feita uma acusação na polícia? Esses alunos têm que responder criminalmente! Estou solidária com a vossa luta…

    • Eurico Luz on 31 de Janeiro de 2013 at 22:07
    • Responder

    Lamentável. Isto é o estado a k chegou a «Escola» em Portugal, depois de retirada a autoridade ao Professor! Antes o professor «batia» no Aluno e os Pais diziam para «carregar mais»…agora por antítese, são os Alunos k batem no Professor….. Isto reflecte o estado a que chegou o nosso país, Desgovernado e sem autoridade. Isto arrasta todo o género de indisciplina, falta de educação e reflecte-se negativamente na Educação e Instrução, das futuras gerações! Será k vamos conseguir inverter a situação. Assim o espero!

    • sm on 31 de Janeiro de 2013 at 22:19
    • Responder

    Sem palavras… triste notícia…

    • palladium on 31 de Janeiro de 2013 at 23:00
    • Responder

    E se, em vez de ter sido o Sr. Correia, os colegas e os professores a levarem com as agressões deste energúmeno, tivesse sido o “troglodita” investido em político de chinelo a levar “na tromba”?
    E se fossem os outros politicozecos dos gabinetes e dos hemiciclos a levar nos “cornetos”?
    Claro que isso já seria uma coisa grave e teriam que se tomar medidas… e fazer atuar a “comissões de proteção” e demais quejandos!
    Começa a antever-se um negro futuro para muitas das nossas escolas, bem à semelhança do filme “The Principal” (Um Diretor contra Todos, filme americano de 1987, com James Belushi no papel do Diretor Rick Latimer), apenas com a diferença e que aquele diretor tinha “the balls” in su sítio… o que não acontece com os acomodados e subservientes de cá…

    • jose costa on 31 de Janeiro de 2013 at 23:04
    • Responder

    Já basta de medidas de inclusão ineficazes.O problema social destas familias não se resolve na escola mas noutro tipo de instituições nomeadamente o SMO ( serviço miltar obrigatório ) que um politico cretino qualquer resolveu eliminar para agradar ao seu elitorado jovem,; deu nisto. O pai deste alunio se tivesse obtido formação no exército educaria o filho de modo diferente. Não acredito nos reformatórios, pois não há disciplina e são escolas preparatórias para o crime. As escolas saõ reservadas aos alunos de comportamento normal. Se houver comportamentos desviantes, são imediatamente intregrados noutro estabelecimento criado para o efeito. Não há alternativa. O serviço civico acompanhado por forças de seguramçaa é uma boa solução. Deixemo-nos de facilitismos que só criam mais crime.


    1. Concordo plenamente!!!!!!!!!!! Diálogo acima de tudo mas quando as palavras falham há que tomar medidas drásticas! Infelizmente esta é uma realidade cada vez mais “normal” nas famílias portuguesas! já tive pais a chorar à minha frente porque não sabiam o que mais fazer. soube de um caso de um aluno que até porrada dava aos pais e os intimidava. Uma vez levou umas chapadas do pai porque na escola só fazia porcaria (no sexto ano) e foi fazer queixa deles à polícia que accionou logo todos os mecanismos. É claro que uma vez que tinha relativamente pouca idade ( mas era enorme) todos ficaram contra os pais. A partir daí fazia o que queria porque os intimidava e ameaçava diariamente, inclusivamente pedindo dinheiro… e ou davam ou então… dizia que fazia queixa deles. Sou a favor de todo um acompanhamento possível, pelos vários intervenientes, mas quando tudo falha o que se deve fazer????? Eis a questão! É “giro” e cívico o “blá,… blá” teórico que se deve fazer isto ou aquilo ou aplicar a lei e procedimentos que estão em vigor e que se forem bem aplicados que resultam! TRETA… cada caso é um caso e da teoria à prática em contexto escolar e de sala de aula, com turmas enormes e heterogéneas e perante situações em concreto queria ver essas pessoas que falam “giro” serem mandadas para o “alho” e levarem com algo em cima… etc..etc…e no fim de serem tomadas as diligências todas continuarem com os mesmos alunos à frente, com as mesmas atitudes diariamente! Gostaria de ver!!!!!!


  3. Os meus sentimentos sentidos e profundos! Também estou numa escola TEIP do distrito do Porto e entendo muito bem a que se referem!

    • Carlos on 1 de Fevereiro de 2013 at 2:27
    • Responder

    Esta(s) escola(s) perderam inteiramente a autoridade. Quem deveria mante-la desresponsabilizou-se, agora já é tarde… e não venham com as desculpas que os meninos têm habientes familiares problemáticos… a escola é uma referência de disciplina,regras e autoridade delineadas pelo diretor de uma escola e seus pares. Onde estão esses senhores? que colocam uma comunidade escolar em risco!!! Nessa escola perdeu-se a Autoridade mas o “taxo” para os graúdos continua. Pobre do Sr.Correia!!!

    • Urtiga on 1 de Fevereiro de 2013 at 10:47
    • Responder

    Posso estar enganada mas isto que aconteceu vai acabar no esquecimento, como se fosse “normal” acontecer nas escolas. Creio que se tratam estes assuntos com muita leviandade.

    • I. Cruz on 1 de Fevereiro de 2013 at 10:53
    • Responder

    Colegas: conheci o senhor Correia, lidei com ele diariamente durante 3 anos letivos; conheci o aluno em questão, fui professora dele 2 anos.
    Este jovem de 15 anos nasceu na família errada, nunca soube o que era pai e mãe, como nós o somos; o sistema também não o ajudou, apesar da escola em questão ter feito tudo para o apoiar.
    O que temos aqui são duas vítimas ……
    Não façam comentários baseados em notícias que apenas querem audiência, a sindicatos que apenas querem ser vistos nem a escolas que não conhecem.
    Muitos de vós estão a pensar que ouviram uma professora da escola; meus amigos, é ano de eleições e o “poder” atrai muita gente
    Guardem para vocês a ideia de que neste país tão cheio de sol há crianças que crescem com um céu completamente cinzento. Isto é um facto!

    • anadasalvacao on 1 de Fevereiro de 2013 at 15:45
    • Responder

    É triste,mas a culpa é sem duvida nenhuma dos pais que não sabem dar educação aos filhos.O pior de tudo é que se criam leis de caca e uma delas foi os professores perderem toda a autoridade dentro e fora da sala de aula.No meu tempo(e não sou velha)nunca morri por levar um puxão de orelhas ou uma palmada, apenas serviu para ter respeito dentro da escola,por todos.Sou mãe e para mim é impensável ser chamada porque a minha filha foi mal educada com um professor,funcionário ou até mesmo um colega.Podem haver até alguns abusos por parte de alguns professores é certo sempre houve mas cabe aos pais saberem e estarem atentos. É uma profissão pelo qual tenho muito respeito e merece da parte de todos os pais uma maior intervenção e colaboração.Os meninos que não souberem viver em sociedade que fiquem em casa e os pais que os ATUREM,afinal não aprendem e só prejudicam os colegas.Tem que se mudar alguma coisa.

    • Inconformado on 1 de Fevereiro de 2013 at 17:53
    • Responder

    Ao que chegou a Educação em Portugal… Andámos a criar futuros deliquentes! Falta autoridade em casa, falta autoridade na escola e algo tem de ser feito, pois caso contrário cada vez de “batem” novos recordes nas escolas, ou seja, antigamente havia autoridade e todos os alunos respeitavam os professores, daqui a pouco temos miúdos de 6 anos responsáveis por agressões ou mortes de trabalhadores ao serviço do ensino em Portugal. Isto o sr.Ministro Nuno Crato não vê!!!!!!!!!!!!!!

    • Fernanda on 1 de Fevereiro de 2013 at 21:28
    • Responder

    Estou de luto pelo Sr. Correia. Este menino causou a morte de quem trabalha…assim…de repente! Outros meninos, em tudo igual a este, causam a morte lenta de outros profissionais: professores, diretores e assistentes. Mas os nossos governantes fingem não ver…fazem que não vêem, porque é mais barato tê-los na escola do que noutro local qualquer.

    • Inês on 1 de Fevereiro de 2013 at 21:46
    • Responder

    Senhora I. Cruz, como pode achar que esse menino é uma vítima? Por amor de Deus! Nada desculpabiliza a violência. Se essa criança tem problemas que estude, trabalhe e respeite, porque na escola há profissionais capazes de o ajudar e de o fazer crescer. Vítimas são as crianças que diaraiamente têm de conviver com estes trastes. Vítimas são as crianças, que diariamente não conseguem aprender, porque estes monstros resolvem todos os dias boicotar as aulas. Vitimas são as crianças que, têm de estudar horas a fio em casa, porque na escola não conseguem ter “sossego” para aprender e no futuro ainda têm de trabalhar o triplo do necessário para contribuir para a alimentação, habitação, …., destes trastes. Eu sou mãe, sei o que sofro quando a minha filha me conta o comportamento dos meninos, com quem é obrigada a conviver. Por amor de Deus…aplique as suas pedagogias para o bem da sociedade e não para o mal!

      • Maria on 3 de Fevereiro de 2013 at 0:03
      • Responder

      Indignada com a opinião de I Cruz
      Fico indignada com estas “sapiençias” será que esta senhora ainda não entendeu que ao pensar assim não está a contribuir para o crescimeno/maduridade desse seu aluno. A violência na escola tem que terminar e o exterior não pode continuar a justificar o mau comportmento dos alunos. Os gastos na educação são muito elevados para nos darmos ao luxo de termos meninos destes na escola com este tipo de comportamento. Todos conhecemos estas histórias, situações de violência na escola é habitual. Fico muito triste com estas senhoas professora muito boazinhas, muito tolerantes … sabe senhora professora EDUCAR é muito doloroso, é mt mais fácil tomar a sua posição. Apenas uma pergunta e os colegas desta criança não são vitimas ? as vitimas na escola são os que querem aprender e nada aprendem porque tem coleguinhas mal comportados. Isto não pedagogia, isso é facilitimo e falta de profissonalismo. Infelizmente temos algumas senhoras que pensa assim, apenas porque é muito mais fácil não agir, não educar, não responsabilizar, nada fazer.

    • Joana on 1 de Fevereiro de 2013 at 23:58
    • Responder

    Srª I Cruz, poupe-me esses comentários, pf. Não sei qual a sua experiência, mas nos meus 29 anos de experiência, os últimos oito numa escola TEIP, têm sido os piores, pois tenho que levar com a falta de educação e agressividade, arrogância e descaramento destes “meninos”, como diz. Miséria e famílias disfuncionais sempre houve, embora agora cada vez mais, mas quando é que isso lhes dá o direito de maltratarem e ameaçarem os outros? Coitadinhos que só vêm o céu cnzento… Á sua pedagogia é de ir às lágrimas… Por mim ofereço-lhe alguns dos meus para pôr em prática as suas ideias. A escola pode ajudá-los ELES É QUE NÃO ESTÃO INTERESSADOS!!! Gozam com tudo e todos, não têm respeito por ninguém! Quando se lê uma notícia destas dá vontade de dar um murro na mesa. Pois quem manda faz de conta que está tudo bem; os professores que se amanhem dentro da sala e os funcionários fora dela… Deixe lá as eleições. A situação nas escola é mesmo grave!!

    • Custódio on 2 de Fevereiro de 2013 at 0:05
    • Responder

    Quando soube da notícia do ocorrido na escola Óscar Lopes de Matosinhos e pelo que conheço dessa comunidade, fiquei em silêncio…. Meu cérebro conversava comigo próprio imaginando o panorama de terror e a mais uma ocorrência que a todo o custo a “escola” tentou mais uma vez resolver.

    Imagino o segurança, no exercício das suas funções transportar um tresloucado para um lugar onde pudesse ficar mais calmo, onde pudesse ser novamente chamado à razão, e mais uma vez se incutissem os pensamentos mais sadios à convivência humana, mais do que por vezes cumprirem as normas escolares. Destaco “normas” pois que não são leis e mesmos os decretos caem por terra quando: … coitado do aluno, tem problemas, vive numa comunidade com problemas… o professor exaltou-se e vai ter um processo. Desta vez o único exaltado foi o aluno e a contenção do segurança, perante o cenário vivido e conseguir manter a calma e acima de tudo a segurança geral, terão levado a este fatídico desfecho.

    Lembro e registo o tempo que passei nesta escola. Professores a viver a sua profissão de “educadores” a 500%, funcionários que nunca viraram a cara e comparticipavam no controlo geral, e, acima de tudo, uma direção sempre e constantemente pronta para interromper qualquer assunto e de imediato tomar conta das ocorrências diárias, digo diárias e numerosas, ou melhor, diárias, numerosas e constantes. Tive a sorte de conviver com uma comunidade sempre preocupada com a sua profissão, como muitos outros, dirão, mas muito diferentes com a preocupação constante de acima de tudo darem testemunho, darem opiniões, prestarem-se para serviços disciplinares e de apoio, com uma entrega considerada mais do que de “família”. Quantas vezes comentamos a nossa entrega e capacidade para resolver tudo pela calma, gastando e abusando do nosso tempo escolar, sentindo que algo melhor poderia um dia acontecer. E aconteceu. Houve alunos que mudaram, que melhoraram, que passaram a ser nossos grandes amigos, e que nos deram grande alegria, mais do que com o seu eventual sucesso escolar. Para o resto, fica apenas o nosso modo de sentir a profissão, onde o verdadeiro “ensino” assenta, que não é pago, contabilizado sequer, nem conta para os rankings. Perdoem-me insistir, mas guardo na memória o interesse, a luta e a busca constante de soluções para a indisciplina, o abandono, a rebeldia, a arrogância, e a pior de todas: a violência. Uns estatutos novos e os problemas reais são sempre os mesmos.

    Quanto aos seguranças da escola também quero registar, do tempo que com eles convivi, o seu assumido e perfeito cumprimento das obrigações. Sem eles alguns problemas teriam sido piores, sempre atentos, e que acima de tudo comparticipavam para o bom ambiente escolar, mais do que com a catalogação de “seguranças”. Amigos dos que o mereciam, conselheiros e avisadores aos alunos algo preocupantes, prontos e presentes nas situações mais complicadas.

    Sinto que a morte trouxe algum desmoronar àquilo porque sempre se quis lutar e melhorar.

    Endereço o meu sentido apoio e pesar. O que poderá mais um dia vir a acontecer…?

    Custódio Ferreira

    • Encarregados de educação on 2 de Fevereiro de 2013 at 0:08
    • Responder

    Ilustres, somos encarregados de educação de uma aluna da Escola Óscar Lopes, que recentemente foi alvo de um acontecimento com fins trágicos para um funcionário. Apuramos junto de pessoas que estiveram diretamente envolvidas, factos contrários ao que alguns órgãos de comunicação social anunciaram através das declarações de alguns elementos da autarquia e da DREN. Não sabemos os motivos das suas declarações, mas também não é essa a razão que nos leva a redigir esta carta. São dois pontos apenas, que gostaríamos de enunciar e que vos levasse à reflecção. O primeiro e como pais atentos, envolvidos e motivados com o sucesso escolar da nossa filha, estamos preocupados e alarmados com os últimos desenvolvimentos comportamentais inadequados dos alunos. Gostaríamos de salientar que os mesmos, já ocorriam no ano letivo anterior e no nosso parecer, as medidas aplicadas com sucesso, pecavam por tardias. No decorrer deste ano, fomos convidados algumas vezes pelo pessoal docente, a participar e colaborar em medidas e estratégias de combate, ao mau comportamento dos alunos na sala de aula. Constatamos, que havia uma enorme vontade e necessidade por parte do pessoal docente, em motivar alunos referenciados como desestabilizadores, para a participação na vida escolar, deforma a poderem atingir os seus objetivos e não prejudicar os outros. Verificamos que muito tem sido feito, mas é insuficiente e pouco eficaz. Sabemos também, que são processos que tem seguir trâmites legais e a parte burocrática passa por um sistema na sua maioria moroso. Mas gostaríamos de deixar um alerta. Sejam mais proactivos na resolução de problemas deste género e menos condescendentes com quem tem direito à educação, mas que nada faz para a merecer e que por sua vez impede os outros de beneficiar dela. Não são decisões fáceis, porque ninguém as quer nem gosta de tomar. Mas são decisões justas, que podem prevenir e impedir no futuro, males maiores que já foi notícia e com fim trágico para muitas famílias. Contudo, estaremos atentos aos próximos desenvolvimentos e sempre disponíveis a colaborar com todos.
    O segundo e último ponto, tem como referencia a decisão da DREN comunicar à Comissão Executiva da escola que hoje seria um dia normal de trabalho. É óbvio que esta decisão não caiu bem no corpo docente e não docente. E nós estamos solidários com eles, pois não há condições de trabalhar, apôs um acontecimento desta natureza. Queremos todos fazer o luto a um funcionário que sempre desempenhou bem as suas funções em serviço e em prol do mais nobre projeto que todo cidadão tem direito. Mas para além disso havia um homem de família que fazia parte de muitas outras e da minha. Será que não há um pouco de bom censo, solidariedade e de alguma coragem? Paz eterna ao Sr. CORREIA.

    • indignada com a opinião de I Cruz on 2 de Fevereiro de 2013 at 15:06
    • Responder

    Sr. Dra. I Cruz; todos estes comentários são relativos à carta aberta, que ao ler é bem esclarecedora; não entendo a sua posição; Na carta não verifico nada de político, apenas leio um pesar dum grupo de trabalho, concerteza muito transtornado com o acontecido, mas a Sra I Cruz pareçe apenas sensivel com os alunos, não esqueça que todos os docentes e não docentes, são seres humanos. A escola tem regras que devem ser respeitadas senão gera-se a anarquia; parece-me que se calhar este aluno apesar dos seus problemas deveria estar num local mais apropriado, uma vez que já foi várias vezes referenciado, isto evitaria muitos problemas aos agentes da educação e às escolas e provavelmente se o aluno tem tantos problemas devria estar noutro tipo de ensino mais personalizado, pois provavelmente seria mais feliz.
    Sra. I Cruz, com esta sua forma de ver a escola, não vamos a lado algum, paramos é um erro grave, muito grave da sua parte.
    Já alguma vez pensou nos outros alunos, naqueles que se comportam bem, e que por vezes também podem ter vidas muito difíceis? quem os protege? eles mereçem.

    • Ana on 2 de Fevereiro de 2013 at 15:55
    • Responder

    Não sei porque motivo este caso se torna político. O que acontece é que a educação deve ser dada em casa; a escola deve ensinar e os alunos que a frequentam devem saber respeitar todos os funcionários sem exepção; se não o fizerem deveria haver uma maneira muito fácil: expulsá-los da escola pura e simplesmente; se não querem estudar, problema deles, mas que deixem os outros fazê-lo. Quem defende o bábaro que fez isto, devia era tê-lo na sua própria casa, para ver o que é bom para a tosse. Hoje são todos uns coitadinhos; coitados são os que aturam este tipo de meninos e se sentem amarrados de pés e mãos, porque se dizem alguma coisa são atacados por eles ou então pelos pais dos mesmos.No tempo da outra senhora, todos os membros da escola eram respeitados e quem lhes faltasse ao respeito era punido conforme a gravidade da falta; agora os alunos batem nos professores, só dizem palavrões e todos temos que achar muito bem; estamos a criar uma geração de mediocres, de fanfarrões, que se acham no direito de fazerem o que querem; quando saem da escola pensam que a vida lhes vai ser facilitada como o foi na escola e depois levam na cabeça, serão os futuros ladrões e aldrabões (se tiverem esperteza para isso), e se assim fôr seremos um povo sem educação, sem cultura e que resolve tudo à pancada. Que Deus nos proteja de um futuro tão triste …

    • Manuel Carvalho. Trofa. on 2 de Fevereiro de 2013 at 17:39
    • Responder

    Prof I Cruz. Li com muita atenção os comentários por si proferidos sobre o triste e lamentável caso ocorrido na escola onde diz ter leccionado. Conhecia o aluno e o funcionário que infelizmente já não se encontra entre nós.Coloca cada um deles nos pratos de uma balança. O fiel da mesma está no zero. Quer dizer que na sua avaliação tanto pesa o libertino do aluno como o zeloso e bom profissional da Escola Óscar Lopes. Pense um pouco e faça uma reflexão séria aos três anos que diz ter leccionado nessa escola e tente talvez , ver a sua culpa na conduta destes inergúmenes de alunos , que temos por este país fora que muitas das vezes são levados ao colo por psicólogos , professores e até directores que beberam estas novas pedagogias que mais não fazem do que alimentarem estes incidentes. Não tente absolver o culpado e desrespeitar o inocente que morre no seu trabalho limpo e honesto que ainda por cima diz que conheceu muito bem e é desta forma que lhe dá tão fraco reconhecimento. Peça desculpa à família do falecido e nunca mais volte com estes insultos porque neste País ainda há gente com sentimentos.

    • L. Oliveira on 3 de Fevereiro de 2013 at 12:54
    • Responder

    Estou solidária com toda a comunidade escolar da Óscar Lopes. Estou triste e indignada. Os alunos com comportamentos inadequados, violentos devem ser responsabilizados e punidos. Idem para as suas famílias. Há direitos mas também há deveres a cumprir.

    • nair fátima da silva ferreira on 3 de Fevereiro de 2013 at 14:37
    • Responder

    Fiquei chocada com a notícia. Fiz parte no final da minha carreira desse corpo docente. Apresento as minhas condolências a todos que constituem a instituição Escola prof. Óscar Lopes. à Márcia Carneiro, com quem tive o previlégio de privar profissionalmente um abraço de profundo pesar.

    • Frederico Gastao on 3 de Fevereiro de 2013 at 23:14
    • Responder

    Para mim a solução é muito simples. Devia haver polícia na escola, Dentro da escola.Dentro da sala de aula onde estão os alunos referenciados como perigosos. Armados e com licença de usar a força. Não era só fora da escola a controlar a circulação de automóveis e peões nas horas de entrada e saída de alunos. Aquela treta da escola segura é apenas uma treta mesmo. Pode ser que os maus sejam um produto da sociedade. Mas não são os bons que têm de pagar por isso. Só que há um problema. Alguns deles também são filhos de polícias. E os próprios polícias são, de um modo geral, pessoas mal formadas.
    Na minha escola puseram um segurança com o argumento de que iria impor mais um pouco de respeito aos alunos. E lá mal encarado é ele. Mas acho que nem a uma criança da primeira classe impõe respeito. Era polícia fardados, com a arma visível e que não fossem para lá fazer sorrisinhos aos miúdos dando a entender que são polícias mas que são boas pessoas e que não têm de ter medo deles e desejosos que as crianças simpatizem com eles porque não gostam de ser vistos como maus, etc,etc.
    E deviam ser polícias de fora e não amigos do pai ou do tio ou da prima, do aluno que insulta e agride e que não atua porque tem medo que o pai ou o tio ou a prima fiquem chateados.

    • Rita Costa on 5 de Fevereiro de 2013 at 0:54
    • Responder

    Quando andava no 5º ano, a meio de uma aula de EVT, um segurança da escola – por sinal, tal como o Sr. Correia, também uma pessoa muito querida por alunos, professores e funcionários – entrou pela janela da sala de aula e fechou-se na arrecadação durante alguns minutos. Os professores e nós, alunos, perguntávamos o que se passava e ele, assustado, dizia que não queria sair porque tinha medo. O senhor, que coxeava, estava a ser perseguido por pessoas da família de um aluno. Tal aconteceu após uma briga entre esse aluno e outro – este senhor tentou separa-los e impedi-los de se agredirem ainda mais. Foi um incidente infeliz,mas não tomou as proporções do caso do Sr. Correia.
    Como o caso do segurança da minha antiga escola básica,sei de muitos outros casos. Mas este tocou-me especialmente. Ainda me arrepio cada vez que leio sobre o assunto.
    Numa escola onde sei que os alunos têm aceso a todo o tipo de recursos, a todo o tipo de aprendizagens e formas de aprender, onde sei que existem professores que se dedicam verdadeiramente não só para os ensinar como também para os motivar a quererem aprender, os comportamentos disruptivos permanecem e assumem dimensões fatais… Não há recursos materiais e empenho no que respeita a recursos humanos que valham quando se trata de crianças/ adolescentes que após uma situação tão grave como esta acabam, serenamente, a fazer “v de vitória” com os dedos e a dizer frases que me chocaram profundamente e que nem me atrevo a reproduzir. Tudo isto num sistema onde, os professores se vêm com faltas injustificadas por ir ao funeral de um funcionário, de um ser humano, que morre nestas condições.
    Tudo parece errado…tão errado, que até eu que normalmente sou a primeira a desdobrar-me em justificações para comportamentos disruptivos, – com base naquilo que fui observando ao longo das minhas experiências de voluntário e de estágio com crianças sinalizadas como “problemáticas” – não consigo deixar de me sentir extremamente angustiada perante a morte de uma pessoa que não conheci.
    É necessário e urgente uma intervenção com as crianças e adolescentes, mas também com as famílias, cuidadores (e, obviamente, com as instituições, no caso dos que estão institucionalizados), através de equipas multidisciplinares onde professores, psicólogos, educadores sociais e outros profissionais de terreno, em harmonia uns com os outros, possam agir de perto por forma a evitar tragédias como esta e, além disso, trabalhar com miúdos como este depois de situações graves ocorrerem, para que sejam conscientes da intensidade dos seus actos e que assumam as consequências disso e, idealmente, se arrependam e se tornem pessoas melhores). Mas, neste momento, é também necessário e urgente uma intervenção junto daqueles que viveram esta história infeliz. Imagino que estes alunos, funcionários e professores necessitem de uma intervenção terapêutica neste momento, pois parece-me impossível que alguém que tenha assistido a esta experiência traumática esteja bem.
    E, sobretudo, não podemos deixar que esta situação seja esquecida.

    • Carla Aurora Oliveira on 20 de Fevereiro de 2013 at 12:11
    • Responder

    Estive durante muito pouco tempo a lecionar na escola Óscar Lopes. A diretora pareceu-me ser ótima e senti o mesmo dos colegas e de todo o pessoal não docente. Lamento do fundo do coração o sucedido. Um grande abraço a todos.
    Professora Carla Oliveira


  1. […] Retirados daqui. […]

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