Tag: Novidades

Escolas com Mais Distância Dentro de Cada QZP (dos 63 QZP)

O Ministro da Educação referiu que o alargamento dos QZP seria para que não houvesse distâncias superiores a 50 Km entre escolas.

Vou analisar para já o QZP1 do Porto (ainda sem número e sem nome)

As extremidades deste QZP são: Póvoa de Varzim (a norte), V.N. Gaia (a sul) e Paredes (a Este)

A escola mais a Norte da Póvoa de Varzim é o Agrupamento de Escolas Aver-o-Mar que tem 12 escolas a mais de 50 km, sendo que 4 delas estão a mais de 60 Km.

 

 

Quem tiver interesse em verificar distâncias entre escolas noutros QZP pode usar o meu calculador de distâncias e o mapa dos 63 QZP daqui e deixar identificadas distâncias superiores a 50 KM.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/01/escolas-com-mais-distancia-dentro-de-cada-qzp-dos-63-qzp/

Parecer da FNE sobre as propostas apresentadas pelo ME

Parecer da FNE sobre as propostas apresentadas pelo ME

 

A reunião de negociação do passado dia 18 de janeiro demonstrou, mais uma vez, a ausência, por parte do Ministério da Educação (ME), de resultados práticos e de medidas concretas de valorização da carreira e das condições de trabalho dos docentes.

É urgente que se dê uma resposta positiva à mais que visível revolta dos docentes e se alcancem soluções em que todos os educadores e professores portugueses se revejam e se sintam mais reconhecidos e valorizados pelo Governo, a quem compete essa valorização, em termos remuneratórios e de condições de trabalho.

Nesse sentido, a FNE enviou hoje de manhã ao Ministério da Educação o seu Parecer Sobre as Propostas apresentadas pela tutela na reunião de 18 de janeiro de 2023, relativamente aos seguintes temas:

A ─ Revisão do Diploma dos concursos.

1 – Redimensionamento geográfico dos atuais QZP;

2 – Critérios para abertura de lugares de quadro;

3 – Vinculação e colocação por graduação profissional;

4 – Correção das ultrapassagens;

5 – Conselho Local de Diretores;

6 – Gestão dos recursos humanos docentes;

7 – Possibilidade de vinculação em QA/QE;

8 – Transição dos atuais para os novos QZP;

9 – Notas.

B – Burocracia

C – Índices Remuneratórios para Professores Contratados

D – Acesso aos 5º e 7º Escalões

E ─ Questões relativas à valorização da carreira docente.

F – Ensino de Português no Estrangeiro

 

Clique aqui para consultar, no site da FNE, o Parecer integral da federação sobre as propostas apresentadas pelo ME, na reunião de 18 de janeiro.

Porto, 24 de janeiro de 2023

A Comissão Executiva

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/01/parecer-da-fne-sobre-as-propostas-apresentadas-pelo-me/

DE FORMADORES … A TÉCNICOS SUPERIORES!

Carta Aberta

 

Numa altura em que todos aqueles que trabalham na Escola Pública, Sindicatos, Associações e Organizações internacionais (OCDE) alertam para o facto de Portugal poder vir a debater-se com a falta de Professores num futuro não muito longínquo, o Governo integra centenas de Técnicos Especializados para Formação, no âmbito do PREVPAP, na Carreira de Técnico Superior.

No dia 23 de janeiro, entre a Greve dos Profissionais da Educação, o agendamento de manifestações e a preparação técnica dos advogados sindicais para debater os serviços mínimos o Governo, de Boa Fé, encontrou o momento certo para a criação de uma autoestrada que permitirá a saída de centenas de profissionais das Escolas Públicas.
Em 2019, na altura em que Psicólogos, Terapeutas da Fala e outros profissionais, começaram a ser integrados na Carreira de Técnico Superior ao abrigo deste Programa, surge a notícia, através do Jornal O Público, que os concursos não se destinavam aos Técnicos Especializados para Formação, pois por possuírem componente letiva, o enquadramento legal teria de ser analisado.

O que pensou e analisou o Governo passados 4 anos?

Do Aviso de Abertura de procedimento concursal comum, com carácter de urgência, farão parte das funções destes profissionais:
a) Ministrar formação; desenvolver e/ou adaptar conteúdos curriculares e programas; planificar a formação e definir planos de sessão; conceber e aplicar instrumentos de avaliação da formação; organizar e preparar equipamentos, ferramentas/utensílios, materiais e tecnologias de suporte às atividades formativas.
b) Funções consultivas, de estudo, planeamento, programação, avaliação e aplicação de métodos e processos de natureza técnica e ou científica, que fundamentam e preparam a decisão.
c) Elaboração, autonomamente ou em grupo, de pareceres e projetos, com diversos graus de complexidade, e execução de outras atividades de apoio geral ou especializado nas áreas de atuação comuns, instrumentais e operativas dos órgãos e serviços.
d) Funções exercidas com responsabilidade e autonomia técnica, ainda que com enquadramento superior qualificado.
e) Representação do órgão ou serviço em assuntos da sua especialidade, tomando opções de índole técnica, enquadradas por diretivas ou orientações superiores.

Ficarão integrados na 2.ª posição remuneratória da carreira de técnico superior da categoria de técnico superior, nível 16 da tabela remuneratória única (EUR: 1320,15€).

Estes Técnicos, que sempre realizaram avaliação de desempenho Docente, que sempre foram remunerados de acordo o Estatuto de Carreiro Docente, passarão agora a auferir menos salário e a exercer exatamente as mesmas funções. Relembramos que muitos de nós são diretores de Curso, diretores de Turma, orientadores de PAP, orientadores de FCT e, para além dessas funções constituírem-se como funções DOCENTES iremos auferir, pelo mesmo trabalho, menor salário.

Assim, para o mesmo trabalho, nas mesmas Escolas e no mesmo ano letivo vão existir 3 formas de remuneração para a realização das mesmas funções:
A) De acordo com o escalão da Carreira Docente para o Professor;
B) De acordo com índice 151 da Carreira Docente para o técnico especializado para formação não abrangido pelo PREVPAP;
C) Pela tabela salarial da carreira de Técnico Superior para os técnicos especializados para formação integrados agora na carreira ao abrigo do programa PREVPAP.

Parece-nos que se verifica uma violação, além de preceitos do Código de Trabalho, do artigo 59 da Constituição da República Portuguesa – Direitos dos Trabalhadores que refere:

1 – “Todos os trabalhadores, sem distinção de idade, sexo, raça, cidadania, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, têm direito a: a) À retribuição do trabalho, segundo a quantidade, natureza e qualidade, observando-se o princípio de que para trabalho igual salário igual, de forma a garantir uma existência condigna”.
Coabitarão assim, em ambiente escolar, em reuniões de equipa pedagógica, Professores e Técnicos Superiores com a mesma tarefa: formar jovens. Esta situação configura-se de uma total desconsideração para com todos aqueles que trabalham há anos nas Escolas, que são parte da mesma e que também ajudam a valorizar o Ensino Profissional. Nós, os técnicos especializados para formação, entramos nas escolas porque necessitavam de nós, e permanecemos nas mesmas, por anos e anos porque continuaram a precisar de nós. Contudo, entendemos que existam regras para integração na carreira de Docente, regras essas que queremos que também sejam estendidas a nós, através da criação de um grupo de recrutamento e desbloqueio do acesso à profissionalização em serviço para que não continuem a perpetuar-se sentimentos de injustiça e para que o ensino profissional possa, realmente, ser uma aposta ganha para todos
os que o escolhem.
Assim, tornámos publica a nossa situação na esperança que haja quem nos possa defender perante tamanha injustiça e que connosco queira lutar em defesa dos alunos do Ensino Profissional, em defesa dos direitos dos trabalhadores e em defesa da Escola Pública.
Não podemos aceitar ser a mão de obra barata das Escolas Públicas, não podemos aceitar que à semelhança do que foi feito para o Ensino Artístico através do Decreto-Lei n.º 15/2018, de 7 de março que aprovou o regime específico de seleção e recrutamento de docentes do ensino artístico especializado da música e da dança, com a finalidade de contribuir para a promoção do ensino artístico especializado através da valorização dos seus profissionais; e do que está a ser pensado para as escolas artísticas Soares dos Reis e António Arroio não seja equacionada, também, a nossa integração na carreira Docente.

Ninguém quer ser professor, Sr. Ministro?
Nós queríamos.

Assina:
Os Técnicos Especializados para Formação

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/01/de-formadores-a-tecnicos-superiores/

Descongelamento foi para todos, o tempo de serviço nem por isso

As carreiras especiais, como é o caso dos professores, só recuperaram uma parte do tempo de serviço. Professores não desistem de o recuperar por inteiro.

Descongelamento foi para todos, o tempo de serviço nem por isso

Depois de terem estado congeladas durante sete anos (entre 2011 e 2017), as progressões dos funcionários públicos foram retomadas em Janeiro de 2018. Mas a solução encontrada pelo Governo para a recuperação do tempo de serviço não foi igual para todas as carreiras: nuns casos, o período de congelamento foi integralmente considerado; noutros, como os professores, os militares das forças armadas ou da GNR e as magistraturas, isso não aconteceu e apenas foi considerada uma parte dos anos de congelamento.

Público

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/01/descongelamento-foi-para-todos-o-tempo-de-servico-nem-por-isso/

Inscrições para os Autocarros de Dia 28 Janeiro

LINKS para as INSCRIÇÕES nos AUTOCARROS para a MARCHA NACIONAL pela Escola Pública a 28 de janeiro (inscrições ATÉ esta quarta-feira às 20h)
Barcelos / Braga / Famalicão https://forms.gle/hszJHfsndASHADut7
Chaves: Contactar Marisa Pires (934941044).
Fermentelos/Anadia/Mealhada/Condeixa:
Guarda/Covilhã/Fundão/Castelo Branco
Matosinhos Partiremos junto à escola sede ( Padrão da Légua), Matosinhos
Contactar: Carla Gomes (934258266).
Oliveira do Hospital:
Oliveira de Azeméis /Ovar
Santa Maria da Feira:
Vila Nova de Famalicão:
Os autocarros deverão organizar-se para chegar às 13h na sede principal do ME (Avenida Infante Santo/Avenida 24 de julho) e sair pelas 18h30 na zona do Palácio de Belém.
A partilhar com mais Profissionais da Educação (docentes e não docentes).
DUAS NOTAS IMPORTANTES:
1.Possivelmente colocaremos mais links brevemente;
2. Enviem-nos as vossas dúvidas/questões sobre a greve APENAS para o email: [email protected]

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/01/inscricoes-para-os-autocarros-de-dia-28-janeiro/

A Notícia da Carla na CNNP

Carla, professora, foi colocada a 700 km de casa: tem cancro, quatro empregos para suportar as despesas e já viveu no carro

 

 

Carla Fernandes, docente há 26 anos, foi colocada a 700 quilómetros de casa. No Algarve não encontrou habitação durante várias semanas porque os proprietários dão prioridade a arrendamento para férias. A solução foi dormir no carro e em casa de amigos. Mas continua no ensino apesar dos grandes desafios na educação.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/01/a-noticia-da-carla-na-cnnp/

Colégios privados com inscrições esgotadas para o próximo ano letivo

“Muitos colégios já fecharam as pré-inscrições” para o próximo ano letivo, afirma o diretor executivo da associação que representa estes estabelecimentos.

Colégios privados com inscrições esgotadas para o próximo ano letivo

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/01/colegios-privados-com-inscricoes-esgotadas-para-o-proximo-ano-letivo/

As Juntas Médicas no Correio da Manhã

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/01/as-juntas-medicas-no-correio-da-manha/

A oposição a tentar capitalizar votos dos professores…

…embora tenham a perfeita noção que estes Projetos Lei vão ser “chumbados” pela maioria.

 

Projeto de Lei 491/XV/1 [CH]

Estabelece as regras aplicáveis à aposentação antecipada de educadores de infância e professores dos ensinos básico e secundário, alterando o Estatuto da Carreira dos Educadores de Infância e dos Professores dos Ensinos Básico e Secundário, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 139-A/90, de 28 de abril

 

Projeto de Lei 497/XV/1 [BE]

Décima sexta alteração ao Estatuto da Carreira dos Educadores de Infância e Professores dos Ensinos Básico e Secundário, Decreto-Lei n.º 139-a/90, de 28 de abril

 

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/01/a-oposicao-a-tentar-capitalizar-votos-dos-professores/

Na AR os deputados do PS votaram contra todas as propostas sobre professores e escola pública

 

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/01/na-ar-os-deputados-do-ps-votaram-contra-todas-as-propostas-sobre-professores-e-escola-publica/

Concorda com o protesto dos professores?

Sondagem JN
No fundo da página, até opinião (depois da meteorologia) e aí pedem votar sim/não.

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/01/concorda-com-o-protesto-dos-professores/

Professores “velhos” – Joaquim Jorge

 

É necessário um regime específico de aposentação, como forma de rejuvenescer a classe docente. A equiparação do topo da carreira docente ao topo de técnico superior da função pública. Actualmente, há uma diferença de 100 e tal euros. O governo quebrou a paridade entre a carreira docente e a de técnico superior, essa paridade foi alcançada em 1986, após muitos anos de luta.

Professores “velhos”

Os professores com mais de 40, 41 ou 42 anos de serviço docente com 64 ou 65 anos, estando no topo da carreira, esta luta dos professores passa-lhes ao lado, apesar de estarem solidários com os restantes professores. Porém, devem poder ter uma aposentação específica com direito a uma reforma digna. Seria uma forma de dar lugar aos professores mais novos.

Os sindicatos têm que ver quem está no início da carreia, no meio da carreira, mas também, quem está no fim da carreira.

As propostas do ME para a revisão do regime de concursos são inaceitáveis e o Ministro continua a recusar negociar outras questões como a recuperação do tempo de serviço, a regularização dos horários de trabalho, a mobilidade por doença, entre outras reivindicações essenciais para a valorização da profissão docente.

Todavia, o Ministro, também recusa um regime específico de aposentação.

Há professores mais velhos aquando da recuperação parcial do tempo de serviço não beneficiaram na totalidade dessa prerrogativa, devido a terem passado para o topo da carreira, não podendo progredir mais.

É necessário um regime específico de aposentação, como forma de rejuvenescer a classe docente. A equiparação do topo da carreira docente ao topo de técnico superior da função pública. Actualmente, há uma diferença de 100 e tal euros. O governo quebrou a paridade entre a carreira docente e a de técnico superior, essa paridade foi alcançada em 1986, após muitos anos de luta.

Há cerca de 16% de professores no topo da carreira e podem reformar-se dentro de poucos anos.

Há professores que começaram a leccionar na década oitenta que tinham a perspectiva de se reformarem com 36 anos de serviço, porém , agora, vão trabalhar à vontade mais 8, 9 ou 10 anos.

Os professores velhos são do tempo de haver falta de professores, em que qualquer um, com umas cadeiras da Faculdade podia dar umas aulas. Os mini-concursos permitiram colmatar falta de professores a Português e Matemática. Colocar alguém a leccionar disciplinas fora do seu âmbito de formação foi um erro.

A avaliação e o garrote no antigo 8.º escalão no tempo da Lurdes Rodrigues criou um clima de crispação e de péssimo ambiente entre os professores. O ambiente entre colegas, nunca mais foi um ambiente saudável, sem competição, pelo bem dos alunos e da comunidade escolar.

Essa avaliação criou um fosso de relacionamento deplorável, e com a incidência que há professores que se julgam mais do que os outros, com a conivência da direcção de uma escola.

Os professores velhos passaram de um ensino público, em que ia estudar quem queria para um ensino obrigatório. Isso criou salas de aula abarrotadas, indisciplina, más instalações, falta de material e um modelo de meritocracia que, dizem, acaba por beneficiar as escolas com mais recursos, em geral nas zonas privilegiadas da cidade.

Este país não é para velhos, mas também, não é para velhos professores. Segundo uma noticia do DN, os professores em Portugal são dos mais velhos e mal pagos.

Os professores são maltratados e desprezados, mas os professores mais velhos são esquecidos e abandonados.

Os professores velhos já passaram por tudo na educação, mudança de Ministros, mudança de políticas, mudança de critérios pedagógicos, mudança de avaliação e progressão na sua carreira. Os professores velhos andaram sempre aos trambolhões.

Numa sociedade evoluída deve-se tratar bem os velhos, e nunca esquecer quem ensinou gerações de alunos – os professores velhos.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/01/professores-velhos-joaquim-jorge/

E tu, consegues passar no exame nacional de matemática britânico? – João André Costa

 

Não sei se é por ter tido uma mãe como professora de matemática ou se a culpa é mesmo e só dos genes mais esta facilidade para ler números, estatística e dados de conclusão imediata, para não dizer óbvia, mas ao aterrar em solo britânico constatei duas realidades: a primeira, a falta de professores, a mesma falta em 2007, hoje e sempre; e a segunda, o baixo nível de exigência no ensino da matemática.
Se o ensino secundário no Reino Unido tem apenas a duração de 11 anos, tal não justifica o ensino das primitivas e integrais enfiadas a pontapé na cabeça deste que vos escreve.
E até aqui estamos todos de acordo. Para além do mais, com uma população estudantil cinco vezes superior quando comparada com Portugal, a universalização do ensino só pode ser conseguida pela simplificação do currículo.
Balelas, pois claro, e assim se estupidifica um povo quando a matemática de fim do ensino secundário é a matemática das equações de 2.º grau, das inequações, a matemática da proporcionalidade inversa e da fórmula resolvente, tudo conteúdos programáticos ao nível do ensino básico em terras lusas.
Ou seja, o ensino secundário no Reino Unido é básico. E não, não é uma piada.
As recentes intenções do governo de Sua Majestade, todavia, procuram mudar o rumo através da obrigatoriedade da aprendizagem da matemática até aos 18 anos. O objectivo? Capacitar os alunos para um mundo de gráficos e estatísticas, um mundo de percentagens e taxas de juro, um mundo onde a noção de tempo e de medidas, de tabelas e horários exigem uma resposta imediata, quase de cor em cérebros musculados na matemática.
E como para se ser mestre do elementar é forçosa a aprendizagem do complexo, aqui vamos nós para as primitivas e integrais, doa a quem doer.
Ainda hoje tenho acordo a meio da noite a suar. Mas talvez hoje seja mais fácil e porventura me debruce numa primitiva enquanto bebo o café da manhã.
Mas programa à parte, ainda temos a falta crónica de professores, 35000 a leccionar matemática, números esses insuficientes em comparação com os 39000 professores de inglês e os 45000 professores de ciências.
E sim, por cá também se recrutam professores não qualificados e/ou com outros graus académicos.
Desenganem-se as mentes mais férteis pois tal não significa saber ensinar e quem fica a perder são os mesmos de sempre, as crianças e o amanhã.
Mas como entre a reformulação do programa e a formação de mais professores ainda muita água vai passar, voltemos à questão inicial, a qual está na base desta matemática elementar e nada como vermos pelos próprios olhos: e tu, consegues passar no exame nacional de matemática britânico?
Dez questões, em inglês, pois claro, sessenta segundos para cada uma e podes errar duas vezes. Boa sorte!

https://xd.wayin.com/display/container/dc/a32eff7d-5cf8-4d2f-8cb8-b31a1631a7c2/details

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/01/e-tu-consegues-passar-no-exame-nacional-de-matematica-britanico-joao-andre-costa/

Humor de Ricardo Araújo Pereira

https://youtu.be/Z5NzPbfdkzk

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/01/humor-de-ricardo-araujo-pereira/

Agenda Para os Próximos Dias




 

Em atualização.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/01/agenda-para-os-proximos-dias-2/

E se os profissionais de Educação agissem como alguns Governantes?

 

À medida que se vão conhecendo mais informações sobre os “casos” envolvendo Governantes e ex-Governantes como Pedro Nuno Santos, Gomes Cravinho, Carla Alves, Alexandra Réis ou Eduardo Cabrita (sim, não é possível esquecer este último) vai-se evidenciando a negligência grosseira, o laxismo, a irresponsabilidade, a falta de Ética e/ou a incompetência como práticas habituais nos Governos chefiados por António Costa…

E a negligência grosseira, o laxismo, a irresponsabilidade, a falta de Ética e/ou a incompetência resultaram, entre outros, na morte irreparável de um cidadão e no dispêndio de milhões de euros malgastos e injustificáveis, que tem contribuído de forma determinante para a dilapidação do erário público, com consequências óbvias e nefastas para os contribuintes…

 

Vamos supor que um profissional de Educação agisse, no seu contexto de trabalho, de forma semelhante à que se tem observado em alguns Governantes e ex-Governantes:

– O que sucederia a um profissional de Educação que pautasse a sua prática profissional pela negligência grosseira, pelo laxismo, pela irresponsabilidade, pela falta de Ética e/ou pela incompetência?

– Que “parangonas” apareceriam na Comunicação Social a esse respeito?

– O que diria a “opinião pública” acerca disso?

– O que diria acerca dos profissionais de Educação aquela “opinião pública” que costuma olhar para esses “casos” de Governantes e ex-Governantes com uma certa atitude displicente, de desculpabilização e de condescendência, mas que noutras situações, porventura, muito menos graves, habitualmente julga como um “carrasco”?

Se os profissionais de Educação, no exercício das suas funções, cometessem metade das “tropelias” que se têm observado na prática de Governantes e ex-Governantes seriam, com certeza, julgados por potenciais “Tribunais do Santo Ofício” e condenados ao degredo ou à crucificação nos paus de bandeira” existentes nas escolas…

A Ética Republicana parece ser uma coisa engraçada nos Governos chefiados por António Costa: costuma ser muito “selectiva”, na medida em que só é aplicável a determinadas pessoas e sob determinadas circunstâncias…

A actual Democracia está decadente e inquinada pela falta de Ética e de Moral…

Espera-se que o Presidente da República, como lhe compete, mostre a coragem e a integridade necessárias para pôr “ordem nesta casa”, cada vez mais disfuncional e gerida como se fosse um “clubes de amigos”, sem transparência e sem escrutínio…

O mais curioso é que até existe uma Lei, publicada em 2019, que aprovou o regime do exercício de funções por titulares de cargos políticos e altos cargos públicos (Lei nº 52/2019, de 31 de Julho)…

E os titulares de cargos políticos, onde se incluem os membros do Governo, estão sujeitos ao escrutínio do exercício das suas funções, a obrigações declarativas e a códigos de conduta, estabelecidos pela Lei anterior…

Alguém que faça cumprir essa Lei integralmente, em vez de se inventarem Questionários patéticos, que nada resolverão…

Quando se trata da aplicação das Leis aos profissionais de Educação, que regulam os mais variados domínios do exercício das suas funções, costuma observar-se sempre um zelo extremo no cumprimento do que as mesmas estipulam…

E ai de quem assim não faça…

A aplicação “devota” da Lei só é válida para alguns?

O ar começa a estar verdadeiramente irrespirável, fede, e a abjecção, sob a forma de baixeza ética e moral, comanda…

Os Poderes e os “poderzinhos” instalados um pouco (ou muito) por todo o lado minam qualquer critério de transparência, de justiça ou de confiança nesta Democracia…

E esse também é um dos motivos que não pode deixar de justificar a continuação da actual luta dos profissionais de Educação…

(Paula Dias)

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/01/e-se-os-profissionais-de-educacao-agissem-como-alguns-governantes-2/

Os professores são os pedreiros do mundo

 

“Não acredito num país que não respeita os que preparam as futuras gerações. Não acredito num país que destrata os que tomaram o ensino como missão. Não acredito num país que não percebe que quando desacredita um professor está a desacreditar a escola inteira. Os meus professores e as minhas auxiliares foram a minha escola. Muito mais do que os edifícios. Foram eles que me trouxeram até aqui. E hoje sinto que devo, pela primeira vez, inverter os papéis. Agora é a minha vez de lhes estender a mão, de lhes agradecer e de dizer que não os esqueço. Na luta por manter viva a escola, eu estarei sempre do lado dos que, todos os dias, trabalham para a manter de pé. Que ninguém se iluda: os professores são os pedreiros do mundo.”

Os professores são os pedreiros do mundo

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/01/os-professores-sao-os-pedreiros-do-mundo/

DA EUROPA PARA O MINHO – Paulo Antunes e Paulo Ribeiro

 

 

Um programa, uma conversa… todos os sábados entre as 12 e as 13 horas com o jornalista Paulo Monteiro e o eurodeputado José Manuel Fernandes.

Durante uma hora os temas da atualidade vão estar centrados no Minho… no país e na União Europeia.

Convidados: Paulo Antunes, Director do Agrupamento de Escolas de Maximinos e Paulo Ribeiro, Dirigente Sindical do STOP.

Vamos falar sobre a greve dos professores e a incapacidade da Tutela em trabalhar o importante ativo que são os professores, responsáveis pela formação da geração futura.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/01/da-europa-para-o-minho-paulo-antunes-e-paulo-ribeiro/

2.ª Marcha Pela Escola Pública – 28 de Janeiro

2.ª MARCHA NACIONAL PELA ESCOLA PÚBLICA e em defesa do direito à greve

 

Perante a gigantesca luta de TODOS os Profissionais da Educação (PE), a nossa luta domina pela primeira vez, totalmente, a comunicação social (algo que nunca se viu durante tanto tempo seguido). E ao contrário do que alguns vaticinaram, muitos pais/alunos (apesar do incómodo da greve), outros sectores profissionais e figuras públicas têm mostrado solidariedade com a nossa justa luta.

O ME, em desespero, perante tamanha força desta luta unitária entre TODOS os PE, tenta agora atacar esta fortíssima luta/greve através de serviços mínimos a partir de 1 de fevereiro (para a greve do pessoal docente e não docente convocada pelo S.TO.P.).

A história recente demonstra-nos que este mesmo governo conseguiu atacar e derrotar as greves de enfermeiros, estivadores, motoristas porque conseguiu que essas lutas ficassem isoladas e sem a solidariedade de outros sectores da sociedade,

Cerca de 250 comissões de greve/sindicais decidiram por unanimidade responder a este ataque ANTES de 1 de fevereiro através de uma 2.ª Marcha Nacional pela Escola Pública. O ponto de encontro será dia 28 janeiro às 14h à frente da sede principal do Ministério da Educação (Avenida Infante Santo) com marcha até ao Palácio de Belém (Presidente da República – PR).

Já fomos à Assembleia da República (17 dezembro), ao Terreiro do Paço (14 janeiro) e falta-nos o outro poder: a Presidência da República. O Presidente da República, como garante do regular funcionamento das instituições democráticas tem como especial incumbência a de, nos termos do juramento que presta no seu ato de posse, “defender, cumprir e fazer cumprir a Constituição da República Portuguesa”. Por isso, o PR tem que ter uma posição clara perante este ataque ao direito à greve (que é um direito constitucional).
A esmagadora maioria das comissões de greve/sindicais concordou apelar à solidariedade da sociedade civil da mesma forma que fizemos para a 1.ª Marcha de 14 de janeiro (sem convidar especificamente nenhum sector profissional).

Como no passado, iremos convidar todos os sindicatos/federações docentes e centrais sindicais, a juntarem forças em solidariedade com a Escola Pública e contra este ataque ao direito à greve: JUNTOS SOMOS + FORTES!

DUAS NOTAS IMPORTANTES:
1. Os autocarros das regiões devem organizar-se para chegarem dia 28 de janeiro na zona do ME às 13h, tendo a partida prevista pelas 18h30 (na zona do Palácio de Belém).
2. Enviem-nos as vossas dúvidas/questões sobre a greve APENAS para o email: [email protected]

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/01/2-a-marcha-pela-escola-publica-28-de-janeiro/

Estão cansados os que nos ensinam a voar

É este o sentimento que une professores. São uma classe incompreendida, mas também eles continuam sem compreender como é possível que um país se esqueça do contributo que deram e dão às nossas vidas.

Estão cansados os que nos ensinam a voar

Estão cansados. Aqueles que dedicam uma vida a ensinar. Aqueles que, mesmo longe de casa, acordam com um sorriso no rosto e se predispõem a cumprir aquela que escolheram como a sua missão. Aqueles que ensinam muito mais do que aquilo que consta nos manuais. Aqueles que ensinam a voar. Aqueles que são os alicerces da formação de todos nós.

Estão cansados de sentir que, profissionalmente, já não têm nada a perder e muito pouco a ganhar. Estão saturados. Das promessas que nunca se concretizaram, do tempo de serviço que lhes roubaram, do direito a carreira justa que há muito deixaram de usufruir, da atualização salarial – que de atualização pouco ou nada tem e que serve apenas para mascarar o desrespeito para com estes profissionais. É este o sentimento que une professores de Norte a Sul do país. Professores que, pela primeira vez em muito tempo, estão juntos. Juntos pelo que querem fazer do ensino em Portugal, juntos contra a falta de respeito de que têm sido alvo anos a fio. Estão juntos por todos nós: pelos que passaram por eles, pelos que todos os dias encontram nas suas salas de aula e pelos que ainda hão de passar.

São uma classe incompreendida, mas também eles continuam sem compreender como é possível que um país se esqueça do contributo inigualável que deram e dão às nossas vidas. Não compreendem como há docentes aprisionados, há mais de 15 anos, no mesmo escalão e que, segundo dados de 2021 (que pouco ou nada divergem dos atuais), foram cerca de 2100 docentes retidos no 4º escalão e 2884 no 6º. Foram quase 5000 docentes impedidos de progredir na carreira, pela desfaçatez que assola esta progressão, uma progressão na qual professores com avaliação de Muito Bom ou Excelente veem adulterados os seus resultados em detrimento da falta de vagas.

Foram 6 anos, 6 meses e 23 dias esquecidos. E seguidos esses 6 anos, pouco ou nada se fez para colmatar os problemas que corroem as nossas escolas, nada se fez para combater o número excessivo de alunos por turma ou para combater o défice de profissionais, de recursos e de condições nas escolas deste país.

É triste ver como nos esquecemos deles. É triste testemunhar que muitos os olham apenas como profissionais ociosos, e que poucos são aqueles que reconhecem a burocracia desmedida que lhes é exigida ou a quantidade de horas não-letivas que dedicam aos seus alunos e às estratégias que procuram implementar. É triste ver como ninguém lhes reconhece o trabalho árduo e desafiante que é conciliar até quatro anos diferentes, numa só turma e para um só docente, ou o esforço de estar longe da família e de abdicar de tempo de qualidade com ela.

Mas, para mim, o mais triste é desvalorizarmos a luta daqueles que se entregam de alma e coração. Porque nenhum deles deixa de ser professor quando acabam as aulas e regressam a suas casas. Porque, em boa verdade, nenhum deles nos ensina apenas o que sabe, ensina-nos aquilo que é a paixão que carrega – e vos garanto que nenhum aluno se esquece da paixão de um professor nem da sua entrega.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/01/estao-cansados-os-que-nos-ensinam-a-voar/

Porfírio Silva Explica a Vinculação

Aos 18 minutos o deputado Porfírio Silva explica como será a vinculação.

Segundo Porfírio Silva este ano não há esta vinculação, porque é o ano zero e o diploma ainda está em negociação.

Pensei que ontem já se tinha terminado esta negociação, sem qualquer acordo com os sindicatos…

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/01/porfirio-silva-explica-a-vinculacao/

No Quintal do Paulo – Juntas Médicas em Recrutamento Ad Hoc

Juntas Médicas Em Recrutamento Ad Hoc

 

 

A raiva contra os “velhos” é por demais evidente neste PS. Reparem que a agência de recrutamento nem sequer pede nenhum tipo de habilitação específica, sendo curioso como médicos assim recrutados irão “avaliar” relatórios médicos de colegas que sejam especialistas em áreas que apenas dominam de forma geral. Já se percebe que é um pouco como a add com professores de Educação Física a avaliar os de Educação Musical ou os de Ciências a avaliar os de Matemática e/ou vice versa.

“Gosto” em especial da confirmação da aptidão (não há a possibilidade de “não confirmar”?). A parte da avaliação das situações de gravidez de risco, mesmo que um ou dois casos tenham sido motivo de denúncia, roça ou ultrapassa mesmo o indecoroso.

 

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/01/no-quintal-do-paulo-juntas-medicas-em-recrutamento-ad-hoc/

Não Consigo Descobrir os 10 Mil e 500 a Vincular Este Ano

Não conheço a redação do texto que vai permitir  vincular 10.500 professores, mas das várias possibilidades que pode haver para esta vinculação não descubro um número que se aproxime dos 10.500 vinculados.

Sabemos que os 1095 dias de tempo de serviço nas escolas é uma condição (não sei se apenas nas escolas públicas e se as AEC contam). Uma outra condição que o Ministro referiu foi de o docente ter horário este ano (não sei se anual e completo ou se também poderá ser incompleto).

Também não sei se tem de ser equiparado a anual, ou se um anual após a RR3 também entra na equação.

Se o ponto de partida para averiguar se o docente tem 1095 dias for a colocação este ano em horário completo e anual, existem 8753 docentes colocados pela lista nacional. Para os 10.500 teriam de existir quase dois mil colocados em Contratação de Escola até ao início do ano letivo, o que não deve ter acontecido de todo. Apurei no máximo 946 docentes nestas condições.

Para saber ao certo quem pode vincular este ano teria de conhecer a redação completa do texto para fazer as contas.

 

Nem na entrevista na RTP3 consegui perceber quais as condições para esta vinculação.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/01/nao-consigo-descobrir-os-10-mil-e-500-a-vincular-este-ano/

E se os profissionais de Educação agissem como alguns Governantes?

À medida que se vão conhecendo mais informações sobre os “casos” envolvendo Governantes e ex-Governantes como Pedro Nuno Santos, Gomes Cravinho, Carla Alves, Alexandra Réis ou Eduardo Cabrita (sim, não é possível esquecer este último) vai-se evidenciando a negligência grosseira, o laxismo, a irresponsabilidade, a falta de Ética e/ou a incompetência como práticas habituais nos Governos chefiados por António Costa…

E a negligência grosseira, o laxismo, a irresponsabilidade, a falta de Ética e/ou a incompetência resultaram, entre outros, na morte irreparável de um cidadão e no dispêndio de milhões de euros malgastos e injustificáveis, que tem contribuído de forma determinante para a dilapidação do erário público, com consequências óbvias e nefastas para os contribuintes…

Vamos supor que um profissional de Educação agisse, no seu contexto de trabalho, de forma semelhante à que se tem observado em alguns Governantes e ex-Governantes:

– O que sucederia a um profissional de Educação que pautasse a sua prática profissional pela negligência grosseira, pelo laxismo, pela irresponsabilidade, pela falta de Ética e/ou pela incompetência?

– Que “parangonas” apareceriam na Comunicação Social a esse respeito?

– O que diria a “opinião pública” acerca disso?

– O que diria acerca dos profissionais de Educação aquela “opinião pública” que costuma olhar para esses “casos” de Governantes e ex-Governantes com uma certa atitude displicente, de desculpabilização e de condescendência, mas que noutras situações, porventura, muito menos graves, habitualmente julga como um “carrasco”?

Se os profissionais de Educação, no exercício das suas funções, cometessem metade das “tropelias” que se têm observado na prática de Governantes e ex-Governantes seriam, com certeza, julgados por potenciais “Tribunais do Santo Ofício” e condenados ao degredo ou à “crucificação nos mastros de bandeira” existentes nas escolas…

A Ética Republicana parece ser uma coisa engraçada nos Governos chefiados por António Costa: costuma ser muito “selectiva”, na medida em que só é aplicável a determinadas pessoas e sob determinadas circunstâncias…

A actual Democracia está decadente e inquinada pela falta de Ética e de Moral…

Espera-se que o Presidente da República, como lhe compete, mostre a coragem e a integridade necessárias para pôr “ordem nesta casa”, cada vez mais disfuncional e gerida como se fosse um “clube de amigos”, sem transparência e sem escrutínio…

O mais curioso é que até existe uma Lei, publicada em 2019, que aprovou o regime do exercício de funções por titulares de cargos políticos e altos cargos públicos (Lei nº 52/2019, de 31 de Julho)…

E os titulares de cargos políticos, onde se incluem os membros do Governo, estão sujeitos ao escrutínio do exercício das suas funções, a obrigações declarativas e a códigos de conduta, estabelecidos pela Lei anterior…

Alguém que faça cumprir essa Lei integralmente, em vez de se inventarem Questionários patéticos, que nada resolverão…

Quando se trata da aplicação das Leis aos profissionais de Educação, que regulam os mais variados domínios do exercício das suas funções, costuma observar-se e exigir-se sempre um zelo extremo no cumprimento do que as mesmas estipulam…

E ai de quem assim não faça…

No contexto de trabalho dos profissionais de Educação também não costuma ser aceitável alegar “amnésia” como justificação para qualquer incumprimento…

A aplicação “devota” da Lei só é válida para alguns?

O ar começa a estar verdadeiramente irrespirável, fede, e a abjecção, sob a forma de baixeza ética e moral, comanda…

Os Poderes e os “poderzinhos” instalados um pouco (ou muito) por todo o lado minam qualquer aspiração de transparência, de justiça ou de confiança nesta Democracia…

E esse também é um dos motivos que não pode deixar de justificar a continuação da actual luta dos profissionais de Educação…

(Paula Dias)

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/01/e-se-os-profissionais-de-educacao-agissem-como-alguns-governantes/

Comunicado S.TO.P.

COMUNICADO – Em defesa do direito à GREVE:

 

– No dia 9 de dezembro muitos diziam que greve por tempo indeterminado (da forma como a colocámos) não ia a lado nenhum. E agora os Profissionais de Educação – PE (pessoal docente e não docente) estão mais UNIDOS do que nunca, numa causa comum em defesa de uma Escola Pública de qualidade, para todos que lá trabalham (e estudam).
– Perante a gigantesca luta de TODOS os PE, a nossa luta domina pela primeira vez, totalmente, a comunicação social (algo que nunca se viu durante tanto tempo seguido). E ao contrário do que alguns vaticinaram, muitos pais/alunos (apesar do incómodo da greve), outros sectores profissionais e figuras públicas têm mostrado solidariedade com a nossa justa luta.
– O ME, em desespero, perante tamanha força desta luta unitária entre TODOS os PE, tenta agora atacar esta fortíssima luta/greve através de serviços mínimos a partir de 1 de fevereiro (para a greve do pessoal docente e não docente convocada pelo S.TO.P.).
É fundamental responder a este ataque ANTES de 1 de fevereiro.
Por isso consideramos fundamental uma 2.ª Marcha Nacional pela Escola Pública, em defesa do direito à greve e apelando à solidariedade da sociedade civil: “Quem adormece em democracia, acorda em ditadura”. Desta vez propomos que a Marcha seja da sede principal do Ministério da Educação ao Palácio de Belém (Presidente da República).
As centenas de comissões de greve irão – HOJE -, ao final da tarde, ratificar (ou não) a nossa proposta desta 2.ª Marcha e do seu percurso.
NOTA importante: Se a Marcha for aprovada, iremos convidar – como sempre – todos os sindicatos/federações docentes/centrais sindicais, a juntarem forças em solidariedade com Escola Pública e contra este ataque ao direito à greve.
Juntos continuamos + fortes!
A partilhar.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/01/comunicado-s-to-p/

Paulo Prudêncio na CNNP

Também ontem.

 

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/01/paulo-prudencio-na-sicn-2/

Paulo Guinote na SICN

Ontem.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/01/paulo-guinote-na-sicn/

Eu Também Queria um Aumento de Acordo com um Qualquer Índice de 7,8%

Porque o aumento substancial e generalizado dos preços também teve um forte impacto no meu orçamento familiar.

Bem me parece que estas operadoras andam com falta de CHIPs.

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/01/eu-tambem-queria-um-aumento-de-acordo-com-um-qualquer-indice-de-78/

Houve ilusionismo

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/01/houve-ilusionismo/

E querem os professores respeito!

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/01/e-querem-os-professores-respeito/

Entre o “respeito” e o “dar-se ao respeito”


Muitos professores já foram “educados” na mesma ecologia que torna os seus alunos impossíveis de educar. O problema complementar é que muitos pais são exactamente iguais.

Entre o “respeito” e o “dar-se ao respeito”

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/01/entre-o-respeito-e-o-dar-se-ao-respeito/

Professores: a Grande Depressão

O professor, todos o sabem, é a melhor coisa que há no mundo depois do pão às fatias. Mas o ambiente nas escolas, calha bem a metáfora, é de cortar à faca.

Professores: a Grande Depressão

Poucas expressões serão mais explícitas do que esta que nos chega dos anos 30 do século passado para falar do que se passa dentro da escola : A Grande Depressão. Não se pense que é hipérbole ou uma comiseração que vitima os 130 mil professores que há em Portugal. O ambiente é mesmo de esgotamento e de engulho.

Os professores pagam as contas da casa da maioria dos psicólogos e psiquiatras deste país. A quantidade de professores a atingir estados de desfalque emocional e físico pode medir-se pelo absentismo docente. Um absentismo que burla as estatísticas. E burla-as porque ninguém quer dedicar um segundo útil que seja a acautelar o absentismo docente. Afinal, nunca se fala de absentismo docente a não ser como sinónimo de absentismo fraudulento. E esta é a razão principal da pandemia de infelicidade encardida que se abateu sobre os professores. É por causa desta incoerência generalizada com que se trata a escola.

O absentismo docente por doença é uma catástrofe genuína que nada nem ninguém procura temperar ou recompor. Apenas vilipendiar. É um verdadeiro “Crash” profissional. O absentismo docente é meramente visto como corruptela e sintoma da negligência dos professores. São incontáveis as parangonas de jornais que referem as estimativas de falsos atestados médicos e falsas declarações sobre a situação de saúde dos professores. Nada mais interessa senão o pelourinho. Tudo é feito a partir de julgamentos de intenção, sofismas de desacreditação.

Continua

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/01/professores-a-grande-depressao/

Ao Que Isto Chegou

Governa-se com “conversas informais”?

Somos governados por uma pandilha…

 

Expresso | Pedro Nuno Santos assume: foi dado ok à indemnização da TAP a Alexandra Reis (mas foi por Whatsapp)

 

PS:

Pois…

(,,,)Afinal, Gomes Cravinho sabia o que afirmou desconhecer, o mesmo com o muito elogiado Pedro Nuno em relação à indemnização de Alexandra Reis, enquanto a deputada Jamila Madeira também tinha claro conhecimento de estar a acumular funções remuneradas incompatíveis. E são estas pessoas das mais informadas do país sobre tudo e mais alguma coisa, bem como das melhor remuneradas do país em funções públicas. Que mentem, sabendo que o estão a fazer, na esperança de se safarem. Cedendo a tentações que nenhum questionário resolverá. Podridão, mais que pântano. E de nada adianta agora virem dizer que não há gente pura e impoluta, sem mácula alguma, porque o que está em causa, até mais do que os actos originais, são as mentiras com que os tentaram encobrir. Gente que se serve do poder que têm em seu proveito ou para ocultamentos. Afirmar isto não é “populismo”, mas apenas o desejo de que isto não se torne um rotativismo insanável, pior do que o de outrora. Só falta descobrirmos por aí uns “adiantamentos” mais graves do que os do tal “centro transfronteiriço” do presidente de câmara transformado em secretário de Estado.

Daqui: Sábado – O Meu Quintal

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/01/ao-que-isto-chegou/

Afinal Todos Sabiam… Mas a Memória é Curta

Pedro Nuno Santos, afinal, sabia do valor de saída de Alexandra Reis da TAP

 

“Neste processo de reconstituição, foi encontrada ontem [19 de janeiro de 2023], por mim, uma comunicação anterior da minha então chefe do gabinete e do secretário de Estado, de que nenhum dos três tinha memória, a informarem-me do valor final do acordo a que as partes tinham chegado”, revela Pedro Nuno Santos.

 

Gomes Cravinho sabia da derrapagem nos custos do hospital de Belém

 

Gomes Cravinho terá sido informado logo a 27 de março de 2020 de que já se estavam a verificar derrapagens em relação ao previsto. No Parlamento, o ministro garantiu que nunca lhe foi pedido que autorizasse a despesa e sublinhou que sempre foi “prudente” e “proativo”.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/01/afinal-todos-sabiam-mas-a-memoria-e-curta/

Em Educação que serviços mínimos poderão existir?

Na minha perspectiva, em educação, os serviços mínimos são iguais a serviços máximos.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/01/em-educacao-que-servicos-minimos-poderao-existir/

Mantêm Não… AUMENTAM OS PROTESTOS!

Porque no fim destas negociações a FNE entra na Luta e o S.TO.P. acrescenta mais uma marcha pela Educação para o dia 28 de janeiro.

 

Professores mantêm protestos após negociações sem acordo com ministro da Educação

 

No final das reuniões desta sexta-feira com os sindicatos, o ministro da Educação afirmou que os sindicatos não quiseram uma mesa única negocial e pediu bom senso. Na ausência de um acordo entre Governo e docentes, estes vão manter os protestos que têm deixado muitos alunos sem aulas.

“Temos mais de dez pontos entre aproximações e propostas que correspondem àquilo que têm sido reivindicações antigas dos professores e das organizações sindicais”, declarou aos jornalistas o ministro João Costa.

No entanto, o Governo tem de “tomar opções” e a opção foi, “neste momento, centrarmo-nos no combate à precariedade e nas resoluções para os problemas relacionados com a deslocação dos professores”.

“E penso que estamos a dar passos” e a “ter aproximações”, adiantou o ministro.

João Costa explicou que, nas reuniões desta sexta-feira, “houve sindicatos que disseram: ‘nós somos sindicatos pela negociação e pela construção a par de formas de luta tradicionais’; houve sindicatos que afirmaram: ‘nós somos sindicatos que acreditamos na negociação e estamos disponíveis para negociar’; e houve outros sindicatos que disseram: ‘nós vamos continuar com as greves porque nem todas as reivindicações estão a ser cumpridas’”.
O ministro da Educação disse esperar que haja, nas negociações, dois princípios: boa-fé e bom senso. “Do nosso lado tem havido sempre boa-fé negocial e há o bom senso de apresentar propostas concretas, que melhoram a vida dos professores”, declarou.
Continuamos num processo negocial em que houve o reconhecimento por parte da generalidade dos sindicatos da boa vontade e da boa-fé do Governo na aproximação a várias das suas posições”, adiantou.

Media player poster frame

100%
Volume

00:00
09:17

João Costa lembrou que o executivo apresentou, esta semana, propostas “centradas na redução das deslocações dos professores, na abertura, sobretudo, de lugares de quadro de escola e não de quadros de zona pedagógica, na fixação preferencial dos professores em escolas concretas e não em zonas de deslocação grandes, no combate à precariedade e na introdução de vinculação de processos de vinculação dinâmica”.

Os professores iniciaram em dezembro uma greve, tendo como principal reivindicação o fim da ideia de serem os diretores a escolher e contratar os professores para as escolas, mas também outras medidas que se traduzem em acabar com a precariedade, aumentos salariais e melhores condições de trabalho.

As greves foram retomadas no início do segundo período, estando neste momento a decorrer três diferentes greves organizadas por vários sindicados sem data de término.

Greves vão continuar
No final das negociações no Ministério da Educação esta sexta-feira, o secretário-geral da Federação Nacional dos Professores afirmou aos jornalistas que foi reafirmado à tutela que o “tempo de serviço não pode ser apagado”.

Mário Nogueira sublinhou ainda que o sindicato não aceitou a proposta do Governo para a colocação de docentes nas escolas. As greves distritais, confirmou ainda, vão continuar.

“Fizemos ver ao ministro da Educação por que é que o tempo de serviço não pode ser apagado. Porque as pessoas trabalharam e as pessoas quando trabalham têm de ver esse tempo, pelo menos, contado”, afirmou inicialmente Mário Nogueira aos jornalistas.

Questionado sobre a proposta do Ministério para o concurso de professores, o sindicalista disse que era “inaceitável”.

“As greves distritais vão continuar”
, confirmou ainda à porta do Ministério da Educação. “E se as greves têm sido fortíssimas, (…) as greves da próxima semana têm de ter ainda mais força”, continuou, acrescentando que a 11 de fevereiro “os professores têm de trazer para a rua a sua insatisfação”.

Mário Nogueira afirmou que o ministro “ainda não percebeu” o que se está a passar com os professores.

“Para haver acordo, é preciso o senhor ministro acordar e ele ainda não parou de dormir”, declarou.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/01/mantem-nao-aumentam-os-protestos/

Lista Colorida – RR17

Lista Colorida atualizada com colocados e retirados da RR17.  Neste momento, 8 professores estão no seu 4º contrato.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/01/lista-colorida-rr17-7/

Requisição a partir de 1 de fevereiro?

.

André Pestana afirmou que o governo quer que haja requisição na Educação a partir de dia 1 de fevereiro.
Não especificou como pretendem realizar esta requisição, nem quem vai abranger. Vai hoje ao Ministério das Finanças discutir a situação.

 

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/01/requisicao-a-partir-de-1-de-fevereiro/

384 Colocados na RR17

Foram colocados 384 contratados na Reserva de Recrutamento 17, distribuídos de acordo com a tabela seguinte.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/01/384-colocados-na-rr17/

Paulo Prudêncio na CNN

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/01/paulo-prudencio-na-cnn/

Load more