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Às Mulheres que também são profissionais de Educação…

 

No geral, o número de Mulheres que leccionam em cada escola é significativamente superior ao número de Homens a exercer a mesma função…

Ao nível do Pessoal Não Docente também se verificará, por certo, um número significativamente superior de profissionais do sexo feminino…

Segundo os dados mais recentes disponibilizados pela Plataforma Pordata, relativos ao ano de 2021, referentes ao Ensino Pré-Escolar, Básico e Secundário, cerca de 78,1% dos elementos que integram o universo docente serão Mulheres, o que, indubitavelmente, permite afirmar que a “feminização” é concreta e relevante no seio dessa classe profissional…

O Corpo Docente, nesses níveis de ensino, é predominantemente feminino e a hegemonia das Mulheres parece óbvia…

Não me agradam, nem me revejo, nas perspectivas feministas radicais, assentes na eliminação de qualquer tipo de supremacia masculina e na visão de Homens e Mulheres como inconciliáveis opostos e inimigos, mas também repudio as perspectivas ilustradas por um certo “machismo troglodita”, eivado da representação da Mulher como uma boa dona-de-casa, submissa e insignificante, tantas vezes efectivamente desrespeitada e humilhada, que ainda subsiste em algumas mentes mais retrógradas, independentemente do estatuto socioeconómico ou das habilitações literárias…

Não nos enganemos: qualquer tipo de “guerra dos sexos” será sempre inútil e falaciosa.

Em vez disso, talvez faça mais sentido reconhecer a existência de saudáveis diferenças entre o sexo feminino e o masculino, no plano físico e fisiológico, mas também ao nível das disposições emocionais e psicológicas, assumindo que não vale a pena cair na tentação de procurar estabelecer comparações entre o que não é similar…

E escusamos de ter ilusões, ambos os sexos são permeáveis a fragilidades, medos, angústias, complexos e inseguranças, por vezes até “inconfessáveis”, e não há nisso quem seja forte ou fraco…

Resta-nos, portanto, aceitar as diferenças naturais existentes, sem desvalorizar umas e sobrevalorizar outras, evitando recorrer a alguns estereótipos, derivados de certas representações sociais preconceituosas, relativas a ambos os sexos…

Todos fazem falta na presente luta do Sector da Educação, mas, e de acordo com os dados facultados pela Plataforma Pordata já mencionados, não será possível ignorar que as Mulheres terão aí um papel decisivo e indispensável…

Os profissionais de Educação do sexo masculino que me perdoem, mas esta franca reflexão não pode deixar de ser dedicada a todas as Mulheres que trabalham na Educação, Docentes e Não Docentes, apesar de nem sempre me agradarem as “discriminações positivas”…

Além disso, prezo e aplaudo a participação diligente do sexo masculino nas presentes contendas e, metaforicamente falando, também defendo, há muito tempo, que seria desejável a observação de uma maior paridade entre os níveis de estrogénio, progesterona e testosterona existentes nas escolas…

Não obstante tudo o anterior, este apelo, sob a forma de reconhecimento, é sobretudo dirigido às Mulheres que também são profissionais de Educação:

A força das Mulheres só será uma surpresa para aqueles que as subestimam”…

(Roubado da Internet, de autor desconhecido).

– Não podemos deixar que nos subestimem, nem que nos intimidem…

 – Não podemos deixar de participar activamente na reivindicação dos Direitos que são de todos os profissionais de Educação…

– Não podemos assentir o que nos queiram impor porque isso não é aceitável para nenhum profissional de Educação…

Objectivamente, o presente movimento reivindicativo na Educação só poderá ser bem sucedido com a continuação do envolvimento activo das Mulheres que trabalham nesse Sector…

Sem qualquer dúvida, as Mulheres que também são profissionais de Educação têm mostrado uma inquestionável capacidade de mobilização, dando um contributo fundamental para a consecução dos objectivos previstos no “caderno de encargos” da presente luta…

E se as diferenças entre os genótipos e as características fenotípicas do sexo feminino e masculino existem e são incontornáveis, também não têm impedido a união e a complementaridade em causas comuns…

Porque a luta, à semelhança dos Anjos, não terá sexo… Alegadamente…

(Paula Dias)

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Quais os motivos que levam os técnicos a aderir à greve?

 

– O relato de uma psicóloga escolar

 

 

Vejo a minha classe profissional a manifestar a necessidade de ter uma carreira especial desde que comecei a trabalhar como psicóloga no Ministério da Educação. Espantem-se: nós já tivemos as nossas funções, direitos e deveres regulamentados! Porém, posteriormente, fomos englobados na carreira geral da Função Pública, o que representou um retrocesso na dignificação da nossa profissão. Veja-se alguns exemplos:

– Apesar de os psicólogos escolares se orientarem por um código deontológico, algumas direções deixam claro que este fica “à entrada da escola”, manifestando uma imposição de conduta, como que se tivéssemos de responder primeiramente ao que cada agrupamento entende ser da nossa atuação profissional.

Um dia, um antigo diretor de um agrupamento onde trabalhei, com o seu lápis azul, ousou ler e modificar pedidos de encaminhamento de alunos para serviços de saúde exteriores, com o argumento que teria o dever de conhecer e controlar a informação!

Mesmo denunciando à Ordem dos Psicólogos Portugueses e ao Ministério da Educação, estas situações persistem, pelo que urge a regulamentação e o reconhecimento da autonomia técnica e científica da nossa classe.

 

Incompreensivelmente os diplomados em Psicologia continuam sem habilitação própria para a docência, estando impossibilitados de lecionar essa disciplina.

 

Embora a Ordem dos Psicólogos Portugueses tenha criado as especialidades profissionais e o Referencial Técnico para os Psicólogos Escolares, os quais clarificam as suas competências e os domínios de intervenção, os agrupamentos teimam frequentemente em solicitar a intervenção do psicólogo escolar como se se tratasse de um psicólogo clínico. Atrevo-me a dizer que é o mesmo que pedir ao INEM, responsável pelos primeiros socorros, que faça o mesmo que um médico cirurgião. Ambos são fundamentais na assistência médica, mas assumem funções e campos de atuação distintos.

 

–  Há anos que os psicólogos efetivos e que trabalham longe da sua residência reclamam maior facilidade na autorização da mobilidade geográfica e na sua consolidação. Este problema agravou-se seriamente com os que obtiveram vínculo contratual através do Programa de Regularização Extraordinária dos Vínculos Precários na Administração Pública. Não temos direito à mobilidade por doença, a permuta ou a apoios monetários por deslocação. Esta situação é incomportável com os custos associados e impossibilita a conciliação com a vida familiar. Perante estas pessoas (sim, porque se tratam de pessoas, muitas com família e algumas com doenças crónicas), o Ministério da Educação teima em mostrar frieza e insensibilidade.

 

– Precisamos de tempo e condições para tarefas “não visíveis” como planificar atividades, construir materiais, elaborar relatórios e pareceres. Seria fundamental que todos os psicólogos escolares tivessem no seu horário definido horas de trabalho indireto porque se há diretores compreensivos a este nível, também há os que se mostram inflexíveis e ignoram todas estas necessidades.

O mesmo se aplica às pausas letivas: alguns psicólogos estão na escola e outros estão em casa (a trabalhar ou a usufruir desse período). Outros organizam-se de forma rotativa com colegas. Para uma classe que lida com questões emocionais desgastantes e que habitualmente tem excesso de trabalhopor serem poucos para muitosé importante proteger a sua saúde mental. As pausas letivas podem e devem servir para esse propósito. Promovemos a saúde mental nas escolas, mas a escola/Ministério também deve fomentar a saúde mental dos seus trabalhadores.

 

– Há anos que os psicólogos técnicos especializados veem os seus contratos renovados sem se perspetivar a obtenção de um vínculo contratual estável.

 

Os psicólogos escolares denunciam estas situações há muito, mas tem faltado coragem política para as resolver. Porque há necessidade de regulamentar a nossa carreira e de dignificá-la, junto-me a esta greve!

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O Professor Em Início de Carreira no Brasil Passa a Receber Quase 4 Salários Mínimos

Por aqui, o professor em início da carreira, que é o mesmo que dizer contratado, recebe pouco mais que o salário mínimo. E o Medina acha bem.

 

Brasil anuncia aumento de 15% de salário mínimo para professores

 

 

O ministro da Educação do Brasil, Camilo Santana, anunciou um reajuste de 14,9% no valor mínimo a ser pago a professores no início de carreira.

A valorização dos nossos profissionais da Educação é fator determinante para o crescimento do nosso país“, afirmou Camilo Santana, numa nota divulgada pelo Ministério da Educação.

O valor mínimo a ser pago aos professores passará de 3.845,63 reais (697 euros) para 4.420,55 reais (802 euros), num país cujo salário mínimo global é de cerca de 235 euros.

O piso nacional da categoria é o valor mínimo que deve ser pago aos professores do magistério público da educação básica, em início de carreira, para a jornada de, no máximo, 40 horas semanais“, lê-se na mesma nota.

De acordo com a imprensa local, este reajuste salarial tinha sido divulgado em portaria interministerial nos últimos dias do Governo de Jair Bolsonaro, tendo sido agora confirmado.

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Calendário das Reuniões ME/Sindicatos

As reuniões do ME com as organizações sindicais decorrem nos dias 18 e 20 de janeiro de acordo com o seguinte calendário.

 

São 4 mesas sindicais, sendo que a FNE e a FENPROF reunem isoladamente com o Ministério da Educação.

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A Anabela Magalhães, hoje, pela SicN

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O Paulo Guinote, hoje, pela SicN

O Paulo Guinote, hoje, pela SicN

 

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Manifestação de Professores no Porto à noite

 

 

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A greve prejudica os alunos?

A greve prejudica os alunos? “Os pais que aproveitem para deixar as crianças brincar e ter tempo livre”

Carlos Neto, pedagogo e investigador na área da motricidade humana, defende que a actual instabilidade entre os docentes cria o momento oportuno para reinventar a escola.

 

Os pais têm razões para se preocupar com o impacto da instabilidade que se vive nas escolas nas crianças?Penso que os professores têm toda a legitimidade para a indignação que estamos a ver e têm todo o direito de mostrar ao país que merecem mais respeito, estabilidade profissional. Mas também é verdade que não podemos fazer uma avaliação do sistema educativo sem pensar em todos os seus intervenientes, desde a família à comunidade — não só educativa, mas também a comunidade local.

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“Pode haver cidadania sem desenvolvimento?” – Lisboa, 25 de janeiro 14h30 – 18h30

Pode haver cidadania sem desenvolvimento? Discutindo a relação local-global nas práticas de ED na Escola e na Formação é o repto que lançamos para discussão no evento que encerrará dois anos de percurso que o CIDAC – Centro de Intervenção para o Desenvolvimento Amílcar Cabral – e a FGS – Fundação Gonçalo da Silveira – desenvolveram em conjunto com vários atores da comunidade escolar.

Este percurso visou contribuir para o reforço das condições da aplicação prática do Referencial de Educação para o Desenvolvimento no sistema formal de ensino através de um estudo em que identificasse as problemáticas potenciadoras e bloqueadoras da sua aplicação e da Educação para o Desenvolvimento (ED), em geral, e que retroalimentasse a formação inicial e contínua de educadores/as e professores/as neste campo educativo.

Dia 25 de janeiro partilharemos as principais conclusões deste estudo, das 14h30 às 18h30, no auditório do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, sita na rua Rodrigues Sampaio, 113 (entrada traseira do edifício, paralela à Avenida da Liberdade), em Lisboa. Para além da partilha das conclusões, gostaríamos de discutir com atores das comunidades educativas – professores/as; educadores/as; estudantes; diretores/as; coordenadores/as da Estratégia de Cidadania; auxiliares educativos/as; encarregados/as de educação; organizações da sociedade civil; edilidades e entes públicos, a dimensão do Desenvolvimento nas práticas de ED e de Cidadania e Desenvolvimento na Escola e na Formação.

O programa do encontro está disponível aqui. Para participar, basta preencher esta ficha de inscrição até dia 22 de janeiro. Obrigada!

 

O evento será acreditado como Ação de Formação de Curta Duração (ACD, ao abrigo do Despacho 5741/2015 de 29 de maio), para efeitos de progressão da carreira docente de educadores de infância, docentes dos ensinos básico e secundário e docentes de educação especial pelo Centro de Formação de escolas António Sérgio. O formulário a preencher para efeitos de acreditação é este: https://www.cfantoniosergio.edu.pt/centro/index.php

Caso o custo de deslocação seja impeditivo da sua participação, entre em contacto connosco de modo a encontrarmos uma forma de a viabilizar.

Pedimos desculpa caso receba esta mensagem em duplicado.

Com os melhores cumprimentos,
Cecília Fonseca, Sandra Fernandes e Sílvia Franco


CIDAC – Centro de Intervenção para o Desenvolvimento Amílcar Cabral

Rua Tomás Ribeiro, nº 3 a 9, 1069-069
LISBOA – PORTUGAL
+351 21 317 28 60
www.cidac.pt  cidac”at”cidac.pt

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O Dia Depois de Amanhã?

Stormanuel

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Todos estamos a lutar pela mesma carreira

 

 

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Hoje

Escola secundária de Castelo de Paiva e a quase totalidade das escolas de 1° ciclo encerradas por greve dos docentes

Escola Dr. Flávio Gonçalves (Póvoa de Varzim)

Escola Secundária Viriato

Escola Secundária de Arouca

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Burocracia nas escolas também ajudou ao “tsunânime” dos professores

Além das questões de carreira e salariais, o mal-estar docente resulta também da burocracia com que os professores se confrontam nas escolas e de ser uma profissão muito desgastante, pelo que a paz social só voltará às escolas quando os governos satisfizerem de forma plena e completa as reivindicações de todo o corpo docente

Burocracia nas escolas também ajudou ao “tsunânime” dos professores

A perspetiva de uma parte dos professores deixar de ser recrutada por meio de concursos a nível central e poder vir a ser selecionada e contratada através de concursos locais (não autárquicos, mas por um conselho local de diretores de agrupamentos escolares) constituiu a gota de água que, qual tsunami, gerou a revolta docente a que se tem assistido por todo o país.

De facto, o profundo descontentamento de que os professores ora dão mostras é devido a questões de carreira “stricto sensu” (a não recuperação da totalidade do tempo de serviço congelado na época da troika, mas não só; a existência de quotas nas avaliação de desempenho; a necessidade de obtenção de vaga para acesso ao 5.º e ao 7.º escalões; o aumento da idade para a aposentação, mesmo para quem já tenha mais de 40 anos de serviço docente), mas também devido a um conjunto de situações que de forma larvar têm vindo a contribuir para agravar o mal-estar docente.

No âmbito desse conjunto de situações, queixam-se os professores da excessiva carga burocrática com que são confrontados nas escolas. Também António Sampaio da Nóvoa, anteriormente embaixador de Portugal na UNESCO, com o prestígio académico que lhe é reconhecido, em artigo no “Público”, dia 6 do corrente, no qual procede a uma avaliação, v.g., dos “últimos sete anos” de João Costa no ministério, e no qual reduz a política educativa deste a um conjunto de sete “nadas”, coloca a seguinte questão: “Disposições para facilitar e desburocratizar o dia a dia dos professores?”. À qual responde: “Nada”!

Em artigo de resposta ao reitor honorário da universidade de Lisboa (no mesmo jornal, dia 10) sobre esta matéria, João Costa limita-se a responder que “está em curso (…) um levantamento da atividade burocrática dos professores, com vista à sua redução”… Até pode estar em curso há vários anos, pois há vários anos que nós e outros sindicatos reivindicamos uma solução para este desiderato – o problema é que os anos passam e ela teima em não chegar.

Sistematicamente, os professores são obrigados à elaboração e preenchimento de múltiplas grelhas, a que se junta a resposta a inquéritos e plataformas digitais, quantas vezes fora da escola e em prejuízo do tempo que deveria ser para usufruto pessoal ou familiar.

Não raro são levados a frequentar e a investir em ações de formação contínua para além do seu horário de trabalho, situação atípica em outras profissões especializadas e com idênticos graus académicos.

Por vezes, os professores são convocados pelos dirigentes escolares para um número excessivo e demorado de reuniões, das quais importa elaborar atas quase sempre longas, não vá algum órgão da tutela fazer esta e mais aquela exigência. Outras vezes, são levados a preencher toda uma série de papelada cujo préstimo se desconhece, mas que retira tempo e disponibilidade intelectual para aquilo que deve ser a função nobre do professor: o ensino, o ato pedagógico, a interação com os respetivos alunos. Tarefa assaz difícil quando um único professor tem centenas de alunos.

Acresce a elaboração e preenchimento de múltiplas grelhas, a que se junta a resposta a inquéritos e a submissão daquilo que deveria ser a sua autonomia pedagógica a plataformas digitais, no tempo que poderia ser aproveitado para a sua valorização cultural “lato senso”.

E como se tudo isto não fosse já de mais, as escolas têm vindo a ser confrontadas com sucessivas alterações curriculares de âmbito nacional, mas introduzidas de forma mais ou menos dissimulada, pois, ao contrário do que seria normal, nem todasforam plasmadas em letra de lei, facto que facilitaria o seu escrutínio pela cidadania e pelo Parlamento. Redundaram quase sempre em criação de nomenclatura e na imposição de novas siglas pedagógicas, perfis, com carradas de textos/materiais afinal normativos que só uma boa preparação em hermenêutica por parte do corpo docente permite que se tornem inteligíveis.

No fundo, a sobrecarga burocrática emana de uma pré-compreensão da tutela sobre os professores que os obriga a proceder a registos despiciendos e a enviar uma multiplicidade de documentos redundantes para os órgãos das escolas e agrupamentos, desviando os professores do foco nos alunos.

A par do sobretrabalho, da desvalorização da profissão e da carreira, do desrespeito pelos professores, é também toda esta parafernália burocrática, agravada pela crescente indisciplina discente, que contribui para o “burnout” de muitos docentes, principalmente os mais velhos, mas não só, e que tem dissuadido os jovens universitários de se matricularem nos mestrados em ensino, provocando a atual enorme falta de candidatos com qualificação profissional para o ingresso na carreira docente.

Mais do que pedir pareceres à PGR, indiscutivelmente legítimos e porventura necessários, sobre a onda de contestação que se instalou no seio da profissão docente, importa que os governantes atentem que ela só é suscetível de ser estancada com o seu pleno e completo reconhecimento material e simbólico.

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Teachers’ Strikes | Portugal News | Somoy TV

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RTP Notícias (C/ Vídeo) – Professores E Pessoal Não Docente Em Protesto Em Odivelas

(…)

Continua aqui:

Professores e pessoal não docente em protesto em Odivelas

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Portugal: Thousands of teachers from across the country protest in Lisbon | Latest World News | WION

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O Caso De Um Professor Que Foi Aumentado 20 Euros Em 12 Anos – Ricardo Silva É Professor De História Há 34 Anos

(…)

Continua aqui:

O caso de um professor que foi aumentado 20 euros em 12 anos – SIC Notícias

 

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A Luta dos Professores Ganhou Audiências nos Programas da Manhã

Professores estão em luta no mês de janeiro e explicam o que os move: “Só queremos condições para trabalhar com os nossos alunos

 

Rita Morais, professora de português e história, Andreia Ferreira, professora de espanhol, e Aidé Seabra, professora de educação especial estiveram na CASA FELIZpara explicar o que motiva os protestos dos professores que têm marcado a atualidade.

Os professores estão em greve nacional durante o mês de janeiro, em luta pela progressão de carreira e por melhores condições salariais e laborais.

Rita Morais refere que as quotas e o sistema de colocação dos professores e explica assim o que ainda mantém o sistema a funcionar: “O que move uma professora de Aveiro que vai para o Algarve todas as semanas e deixa em casa uma filha com problema? É a esperança de que haja mudança!”

Andreia Ferreira sublinha “mesmo que entremos na carreira eu, que sou de Gaia, posso ficar colocada em Vieira do Minho”

O acumular de insatisfação chegou ao liminte. “Estoirou! Agora estamos todos unidos!” refere Aidé Seabra.

Veja a entrevista completa:

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O Alargamento da Luta dos Professores aos Programas da Manhã

Professores estão em luta no mês de janeiro e explicam o que os move: “Só queremos condições para trabalhar com os nossos alunos

 

Rita Morais, professora de português e história, Andreia Ferreira, professora de espanhol, e Aidé Seabra, professora de educação especial estiveram na CASA FELIZpara explicar o que motiva os protestos dos professores que têm marcado a atualidade.

Os professores estão em greve nacional durante o mês de janeiro, em luta pela progressão de carreira e por melhores condições salariais e laborais.

Rita Morais refere que as quotas e o sistema de colocação dos professores e explica assim o que ainda mantém o sistema a funcionar: “O que move uma professora de Aveiro que vai para o Algarve todas as semanas e deixa em casa uma filha com problema? É a esperança de que haja mudança!”

Andreia Ferreira sublinha “mesmo que entremos na carreira eu, que sou de Gaia, posso ficar colocada em Vieira do Minho”

O acumular de insatisfação chegou ao liminte. “Estoirou! Agora estamos todos unidos!” refere Aidé Seabra.

Veja a entrevista completa:

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Paulo Prudêncio na SICN

https://www.youtube.com/watch?v=H3ojq8C99DY&embeds_euri=https%3A%2F%2Fcorrentes.blogs.sapo.pt%2F&feature=emb_imp_woyt

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Avisos de Medina

 

 

Com avisos destes lá terão os professores de manter a greve até final do ano letivo.

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A Manifestação de Professores na imprensa estrangeira…

 

 

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Sociedade Portuguesa de Matemática arrasa Aprendizagens Essenciais da disciplina

 

O documento é omisso, vago, impreciso e desestruturado, indicia um grande retrocesso no ensino da
matemática ao adotar, agora, para a Matemática A opções muito próximas, mas menos estruturadas
do que as tomadas nos finais do século passado, algumas delas já amplamente criticadas desde os
fins do século XX por se terem revelado nefastas no ensino da Matemática como, por exemplo, o
uso intensivo de calculadoras ou de meios tecnológicos para formular conjeturas sem a devida
validação por processos analíticos.

PARECER DA SOCIEDADE PORTUGUESA DE MATEMÁTICA
ÀS NOVAS APRENDIZAGENS ESSENCIAIS DE MATEMÁTICA A
PARA O ENSINO SECUNDÁRIO

 

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Intervenção Completa de Ricardo Silva na SICN

Brilhante intervenção de Ricardo Silva que foi um dos grandes mentores das lutas de 2008.

 

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Agenda Para Dia 19 na AR – Parte 2

Depois de pela manhã ter feito o artigo “Agenda Para Dia 19 na Assembleia da República”, dando conta de uma série de iniciativas na Assembleia da República (uma petição e diversas iniciativas parlamentares na área da educação), eis que o Chega requereu a marcação para quinta-feira de um debate de urgência na Assembleia da República com o ministro da Educação sobre “o que está a ser feito” para evitar novas greves no setor.

Se alguém consegue ter um sentido de oportunidade desta natureza é mesmo André Ventura que continua a cavalgar o descontentamento contra o governo de António Costa.

 

Chega quer debate de urgência com ministro da Educação na quinta-feira

 

“O Chega decidiu chamar de urgência o ministro [João Costa] ao parlamento e vai marcar para quinta-feira um debate de urgência no plenário da Assembleia da República sobre as greves na educação e sobre o caos que está instalado no ensino”, adiantou o presidente do partido.

Em conferência de imprensa na sede nacional do Chega, em Lisboa, André Ventura indicou que o pedido já foi submetido e considerou que o ministro da Educação tem de “dar explicações ao país todo e de forma clara sobre as exigências que estão a ser feitas” pelos professores.

“Sabemos que há rondas negociais dias 18 e 20, quarta e sexta, e o que queremos é que o ministro dê o esclarecimento ao país na quinta-feira sobre o que é que está em cima da mesa, como é que as negociações estão e o que está a ser feito para evitar que todos os distritos tenham situações de greve ao longo dos próximos dias”, disse.

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O caso de um professor que foi aumentado 20 euros em 12 anos

Excelente intervenção de Ricardo Silva hoje na SIC Notícias.

 

O caso de um professor que foi aumentado 20 euros em 12 anos

 

A Associação de Professores e Educadores em Defesa do Ensino diz que há uma falácia em relação aos salários dos docentes.

Ricardo Silva, na profissão há 34 anos, diz que nos últimos 12 o ordenado aumentou 20 euros líquidos e todos os meses o Estado fica com praticamente 1.000 euros em impostos.

Em entrevista na SIC Notícias, Ricardo Silva, professor de História, trouxe um recibo de vencimento com os valores assinalados.

“Em 2010, levava para casa 1.605€. Agora, 12 anos depois, levo 1.625€ líquidos. Sou professor há 34 anos”, conta, acrescentando que mil euros “ficam praticamente em impostos”.

Greve dos professores

Esta segunda-feira, arrancou mais um período de greve dos professores. Nas próximas semanas, estão previstas várias paralisações.

Milhares alunos estão sem aulas, na Grande Lisboa, devido à greve distrital de professores, que levou ao encerramento de mais de 150 escolas no distrito.

Os sindicatos que representam o setor vão reunir-se esta semana com o ministro da Educação para mais uma ronda de negociações. Depois de um mês de greves, um acampamento de professores à porta do Ministério e uma manifestação nacional com grande adesão, os professores entenderam que ainda não é tempo de parar.

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5800 Professores Têm Horários Anuais (ou Equiparados) nos Últimos 3 Anos

Se a regra da norma travão mudar para a regra apontada pelo Primeiro Ministro para que todos os professores colocados nos últimos 3 anos em horário anual (Completo ou Incompleto) existem 5800 docentes colocados nestes 3 anos que poderiam vincular por esta eventual regra.

Os docentes que identifiquei encontram-se nesta listagem.

Lembro que já fizemos a lista dos docentes que vinculariam pela norma travão com as regras atuais e são 2346 docentes.

Também lembro que António Costa na discussão do Orçamento de Estado já falava na vinculação de 5 mil professores, pelo que o que agora anuncia não é nada que já não esteja orçamentado para 2023.

 

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Lisboa em Força – 90% de adesão no primeiro dia em Lisboa

Greve por distritos: 90% de adesão no primeiro dia em Lisboa

 

 

A greve por distritos, convocada por ASPL, FENPROF, PRÓ-ORDEM, SEPLEU, SINAPE, SINDEP, SIPE e SPLIU, teve início esta segunda-feira, em Lisboa, e vai percorrer os 18 distritos de Portugal Continental até dia 8 de fevereiro.

No primeiro dia, os professores em greve concentraram-se na Praça D. Pedro IV, em Lisboa, com mais de 150 escolas fechadas devido à greve dos professores e muitas outras escolas sem aulas em todo o distrito. Aos jornalistas, o Secretário-Geral da FENPROF revelou que estas escolas estão fechadas exclusivamente devido à greve dos professores e que há muitas outras escolas sem aulas e a funcionar com uma pequena percentagem de docentes ao serviço porque, segundo denúnicas recebidas na FENPROF, a Inspeção-Geral da Educação e Ciência estará hoje de visita a várias escolas do país, com instruções do ME para que as estas se mantenham abertas mesmo se só estiver um professor ao serviço. Ainda assim, os dados recolhidos até às 13 horas permitem afirmar que a adesão ultrapassou os 90%.

O Secretário-geral da FENPROF comentou, ainda, as mais recentes notícias sobre as intenções do Ministério da Educação e do governo para as próximas reuniões negociais, designadamente a intenção de vincular os docentes ao fim de três contratos.

Mário Nogueira estranhou o anúncio, uma vez que esta já é a norma em vigor – a vinculação ao fim de três contratos anuais, sucessivos e com horário completo -, o que não impede que haja professores contratados com 10 ou mais anos de serviço, sem um vínculo laboral estável. Considera que este poderá ser um sinal de preocupação e que, por isso, é fundamental que os professores se mobilizem para a concentração do próximo dia 20 de janeiro à porta das reuniões negociais que estarão a decorrer no ME. Para esse efeito, os sindicatos pertencentes à FENPROF irão convocar um plenário sindical nacional, de modo a permitir que professores de todo o país possam aderir ao protesto e reforçar, no exterior, a posição dos sindicatos junto do ME.

Lista de escolas em greve

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A IGEC Ainda Aí

Depois de na passada quinta-feira a IGEC ter visitado a sede do Agrupamento de Escolas da Abelheira, em Viana do Castelo (Escola onde Luís Braga é Subdiretor), hoje mais escolas foram alvo de visita da IGEC.

E Mario Nogueira também confirma as mensagens que recebi ao longo do dia dando conta dessas visitas.

segundo denúnicas recebidas na FENPROF, a Inspeção-Geral da Educação e Ciência estará hoje de visita a várias escolas do país, com instruções do ME para que as estas se mantenham abertas mesmo se só estiver um professor ao serviço. Ainda assim, os dados recolhidos até às 13 horas permitem afirmar que a adesão ultrapassou os 90%.

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Sr. Ministro da Educação, demita-se!

O Sr. Ministro cometeu um erro crasso em Democracia:

– Percepcionou mal e avaliou mal aqueles que tutela, subestimando a sua capacidade de mobilização reivindicativa…

Sr. Ministro, pelo bem da sua própria dignidade, da Democracia, da República e da Educação, demita-se!

O seu tempo acabou…
(Paula Dias)

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Salários de professores desvalorizam 45% desde 2005

Em 2005, um professor com 26 anos de serviço ganhava cerca de 800 euros a mais do que um docente com o mesmo tempo de serviço em 2022, estima o dirigente da Federação Nacional de Professores Vítor Godinho. “É uma desvalorização brutal de 45%”, diz, o que ilustra o deteriorar da carreira.

Salários de professores desvalorizam 45% desde 2005

Hoje arrancam em Lisboa as greves distritais, convocadas pela Fenprof e mais sete sindicatos. A expectativa é de que a adesão seja elevada, prevendo-se mais fechos de escolas. Para 11 de fevereiro está agendada uma manifestação que Mário Nogueira acredita “superará” a Marcha pela Educação de anteontem.

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Reflexões da Associação de Pais da Escola Secundária Alberto Sampaio Braga

– parece que o sossego e a previsibilidade das famílias é prioridade! Bem haja!….mas as nossas prioridades não se esgotam nos efeitos (maus e passageiros) desta greve, mas com o estado a que deixaram chegar a escola pública: sem professores, sem apoios na recuperação de aprendizagens; sem atendimento específico dos alunos mais frágeis; sem laboratórios para experimentar, sem recreios para brincar, pular, cair e levantar; sem refeições de qualidade, sem apoio especializado para a saúde mental das crianças e dos jovens; sem conforto térmico nas escolas, sem estabilidade e previsibilidade dos programas, dos calendários de exames; sem autoridade e dignidade para os professores, para os educadores e para os assistentes, sem um efectiva vida democrática nas escolas, sem……. rei nem roque!
– se as famílias são tão importantes, porque é que ainda não se pensou em dignificar a vida pública nacional de forma a que os exemplos que dão possam ser seguidos pelos jovens sem caírem no total relativismo ético?
– as famílias são importantes, mas não podem ser usadas como “bodes expiatórios” para arremessos contra os sindicatos! Há sempre muitas queixas, mas nunca dão provas disso! Desconfiam de tudo e de todos, mas o governo parece estar acima de suspeita (excepto no que toca a nomeações governamentais!?).
– as famílias são importantes ….menos as que se formam com um ou mais elementos a trabalhar como professor, educador ou assistente nas escolas públicas!
– as famílias são importantes ….quando dá jeito como ariete contra sindicatos criativos e incómodos que, inclusive, perturbam os tradicionais representantes dos professores (que dos assistentes não reza a história da educação!).
– as famílias são importantes, são! Mas não para servirem de “bodes expiatórios” de esquemas infantis!
– as famílias não são imbecis ou retardadas, sabem vencer e persistir! Façam o vosso trabalho e apoiem as famílias se puderem/quiserem, mas não nos usem para alavancar as vossas agendas, para favorecerem os “suspeitos do costume” e salvarem da extinção os “cromos enfeudados”!
Sr. Ministro, Sr. Secretário de Estado, Sr. Ministro das Finanças, Sr. Primeiro Ministro se as famílias são efectivamente tão importantes, por favor, resolvam os problemas com os professores, educadores e assistentes, mandem mais meios para apoiar as nossas crianças e jovens, ajudem-nos a educar com bons exemplos e confiem em nós e nosso discernimento (e nem precisam de nos fazer preencher os tais questionários!).

Associação de Pais da Escola Secundária Alberto Sampaio, Braga

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Valentes Pais

Pais vão fechar Escola Júdice Fialho em Portimão

 

A Associação de Pais e Encarregados de Educação do Agrupamento de Escolas Júdice Fialho, em Portimão, vai fechar o estabelecimento escolar.

A Associação de Pais e Encarregados de Educação do Agrupamento de Escolas Júdice Fialho, em Portimão, informa que está a promover a iniciativa «Hoje não há MESMO Escola!», terça e quarta-feira, dias 17 e 18 de janeiro, entre as 8h00 e as 10h00.

Está marcada uma concentração de pais, alunos e familiares junto às escolas do agrupamento, em manifestação de apoio à luta dos profissionais de educação, docentes e não docentes, e em defesa do ensino público. Além das concentrações, a associação apela à ausência voluntária dos alunos às aulas e à frequência no espaço escolar nas mesmas datas.

 

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Agenda para Dia 19 na Assembleia da República

Reunião Plenária

DIA: 19 janeiro (quinta-feira) | HORA: 15:00 | TIPO: Ordinária

ORDEM DO DIA

15:00 Horas

 

3 – Petição n.º 321/XIV/3.ª

Da iniciativa do SIPE – Sindicato Independente de Professores e Educadores – Tempo de serviço igual, situação igual e escalão igual

Projeto de Lei n.º 478/XV/1.ª (CH)

Proibição de discriminações entre docentes, por efeito de alterações ao Estatuto da Carreira Docente em matéria de reposicionamento na carreira com efeitos remuneratórios

Projeto de Resolução n.º 327/XV/1.ª (PCP)

Recomenda a adoção de medidas para efetivar o direito de todos os docentes ao posicionamento no escalão remuneratório que corresponda ao tempo de serviço efetivamente prestado

Projeto de Resolução n.º 353/XV/1.ª (L)

Pela vinculação, contabilização do tempo de serviço docente e o fim do bloqueio na progressão da carreira

Projeto de Resolução n.º 354/XV/1.ª (BE)

Promover a escola pública e o respeito pelos direitos dos professores

DEBATE
Tempos
GOV 5 m
PS 5 m
PSD 5 m
CH 4 m
IL 3 m
PCP* 3 m
BE* 3 m
PAN 1 m
L* 1 m
Total 30 m

Notas:

* Os autores das iniciativas que sejam agendadas por arrastamento com a petição dispõem de mais 1 minuto cada.

** O formato é idêntico ao do processo legislativo.

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Populismos?

Chega propõe encurtar prazo da reforma antecipada de professores

 

O partido Chega divulgou este sábado, em dia de marcha de professores convocada pelo sindicato STOP, um projeto de lei para encurtar o prazo para reforma antecipada dos educadores de infância e docentes do básico e do secundário.

 

O projeto de lei divulgado pela assessoria de imprensa do Chega, assinado pelos 12 deputados do partido, ainda não deu formalmente entrada na Assembleia da República.

O Chega propõe que o Estatuto da Carreira Docente passe a prever a possibilidade de reforma antecipada para aqueles que tenham, “pelo menos, 60 anos de idade e que, enquanto tiverem essa idade, tenham completado, pelo menos, 36 anos de exercício efetivo de funções“.

A aposentação antecipada poderia ser pedida “independentemente de submissão a junta médica e sem prejuízo da aplicação do regime de pensão unificada”.

Segundo o projeto do partido liderado por André Ventura, esta alteração legislativa entraria em vigor “com o Orçamento do Estado para 2024”.

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A Novidade É Que os Horários Incompletos Entrem na Equação

Governo vai propor a professores vinculação ao fim de três contratos mesmo com horários incompletos

 

Proposta vai ser levada à mesa de negociações. Sindicatos de professores e Ministério da Educação voltam a reunir-se esta sexta-feira.

O Ministério da Educação está disponível para vincular os professores ao fim de três contratos, avançou a RTP e confirmou à SIC fonte do setor. A proposta vai ser levada pelo Governo à mesa de negociações esta sexta-feira.

Com esta proposta, que inclui a contabilização mesmo com horários incompletos, os docentes passariam a beneficiar de um regime semelhante ao da restante administração pública.

Em cima da mesa estará também a diminuição do tamanho das áreas de deslocação.

Recorde-se que arranca esta segunda-feira mais um período de greve dos professores, estando previstas várias paralisações nas próximas semanas. No entanto, os sindicatos do setor estão dispostos a cancelar as greves caso as negociações corram bem.

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Exclusivo RTP – Vinculação de Professores ao fim de 3 contratos

… mas não é isso que já existe?

Ou será vinculação de professores com pelo menos 1095 dias de serviço?

Se o governo acha que esta medida irá amansar a luta dos professores, engana-se, pois todos os que entrarem na carreira por alguma nova norma irão ultrapassar  na carreira todos os que já estão nela antes de 2011.

 

Governo admite vinculação de professores após três contratos

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Força, professores! – Alexandre Parafita

Eles sim, são os heróis de Portugal. Muito acima de futebolistas, políticos, ministros, deputados ou banqueiros.

Conheço muito bem a tortura da sua rotina. Trabalham de sol a sol nas escolas com horários sobrecarregados, turmas enormíssimas (muitas carregadas de problemas que as famílias não resolvem). Mas trabalham também pelas noites e madrugadas dentro (com pastas e pastas de exames, de planos de aula, planos de recuperação de alunos, RTP’s – Relatórios Técnico Pedagógicos, registos regulares da evolução dos alunos, informações para encarregados de educação, redação de atas, fichas de trabalho, testes de diagnóstico e testes de avaliação, elaboração e correção de fichas de leitura, exercícios de expressão escrita, relatórios de autoavaliação do desempenho docente… etc, etc. etc.). Muitos estão deslocados a centenas de quilómetros das suas famílias, distribuindo ternura e carinho pelos filhos de outros, mas impedidos de o fazerem com os seus. E muitos ainda não conseguem sequer constituir família em face da instabilidade a que estão sujeitos.

Eles sim, são os heróis. Conseguem fazer milagres, ser inventivos, contrariando as desventuras de um sistema que lhes retira direitos de ano para ano, de um sistema inibidor do entusiasmo e da criatividade, um sistema que fomenta o desrespeito e a humilhação social dos seus professores (“Perdemos os professores, mas ganhámos a opinião pública”, disse um dia a Ministra).

E continuam, ainda assim, a obter resultados, a plantar sorrisos entre as crianças, a abrir rumos de esperança no seio dos jovens.

Se o Ministro Costa não entende isto, o que está ele a fazer na Educação?

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Para Amanhã Existem 3 Greves à Escolha

A partir de amanhã a Fenprof e outros 7 sindicatos juntam-se à greve do pessoal docente com greves distritais.

Amanhã a greve da plataforma de sindicatos destina-se aos docentes que trabalham no distrito de Lisboa, terminando apenas no dia 8 de fevereiro com greve no distrito do Porto que irá culminar numa manifestação nacional no dia 11 de fevereiro.

Ao mesmo tempo estão prolongadas as greves do S.TO.P. e do SIPE. (que acumula dois tipos de greves. Ver aqui os avisos de greve do SIPE que excecionam a greve ao 1.º tempo nos distritos onde há pré-aviso de greve para todo o dia)

 

 

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Ser professor? Com muita honra e orgulho, apesar de tudo…

Ser professor? Com muita honra e orgulho, apesar de tudo…

 

Mais de quatro décadas após ter iniciado funções docentes, chegou o momento da aposentação, envolto num misto de encanto/desencanto, mas também de esperança.

Encanto, pela experiência inolvidável de exercer uma profissão que era socialmente respeitada e incontornável no processo de construção e desenvolvimento de um país democrático. Não fui para professor por vocação, mas acabei seduzido e conquistado por uma profissão que influencia todas as outras. Como foi gratificante contribuir para a formação de milhares de jovens que reconhecem o papel determinante da escola e dos professores no seu processo de socialização e preparação para o mundo do trabalho e para o exercício da cidadania!

Desencanto, pelas sucessivas e inoperantes políticas educativas, reformas e contra reformas que, idealizadas em gabinetes, eventualmente por quem não era ou não gostava de ser professor, e operacionalizadas por algumas estruturas intermédias subservientes, procuravam evidenciar um suposto sucesso do sistema educativo com dados estatísticos que não contemplavam uma avaliação da qualidade do sucesso escolar.

Profundo desencanto, pelas crescentes políticas demagógicas e pela inconcebível estratégia maquiavélica que conseguiu dividir a classe docente, colocando professores contra professores, nas próprias escolas, nos diferentes níveis de ensino ou no ensino público, particular e cooperativo, minimizando até o facto de se poderem perder os professores, desde que se ganhasse a opinião pública, como ainda se continua a verificar com alguns políticos imprevidentes.

Profundo desencanto e revolta, pelas condições desumanas a que têm estado sujeitos tantos colegas que, por amor a uma profissão que escolheram, são obrigados a viver, ao longo de décadas, numa permanente instabilidade laboral, financeira e familiar.

Os professores têm razões de queixa (individuais e coletivas), quando são vítimas de situações degradantes e indignas, as quais deverão ser publicamente denunciadas. Também fui ostracizado pela ambiguidade da lei, então vigente, por ter decidido transitar do ensino oficial (após ter sido colocado em 6 escolas diferentes, em regime de deslocação) para uma escola particular e cooperativa, com contrato de associação, ao abrigo do art.º 70.º do Decreto-lei n.º 553/80, de 21 de novembro. Pretendia estabilidade familiar para que as filhas pudessem ter uns pais (professores) presentes, um direito que tem sido negado a tantas crianças, num país que se diz defensor de políticas natalistas e protetoras da infância!

Quando regressei à escola pública, fui obrigado a cumprir um período probatório, com aulas assistidas por avaliadores externos, “para ser verificada a capacidade de adequação do docente ao perfil de desempenho profissional exigível”, ou seja, as competências científicas e pedagógico-didáticas necessárias para que a nomeação provisória se pudesse converter em nomeação definitiva e poder reiniciar a carreira docente e um posterior ciclo de reposicionamento. Este período probatório foi realizado depois de já ter cumprido 36 anos de serviço efetivo, como professor profissionalizado, com mestrado e doutoramento em área específica de lecionação.

Foi neste contexto de encanto/desencanto que, 44 anos depois, requeri a aposentação. Decidi que o meu último dia de aulas seria passado na escola, mas em greve, um ato simbólico e solidário com os colegas que haviam acordado de uma aparente letargia anestesiante. Finalmente, os professores voltaram a encontrar na razão, união e resiliência a justificação e força para a sua luta. Voltei a sentir orgulho em ser professor (continuo a lecionar, em regime de voluntariado, numa Universidade Sénior), com redobrada esperança e com a certeza de que nada ficará como antes.

O passo mais importante já foi dado: voltar a unir e mobilizar os professores, como primeiro passo para uma luta que se enquadra bem no espírito do 25 de Abril e no âmbito das comemorações do cinquentenário da Revolução. Paradoxalmente, alguns sindicatos também já “aderiram”! Os professores estarão disponíveis para explicar que demagogia não é sinónimo, mas a negação da própria democracia. E se continuarem a ser adotadas estratégias legítimas e transparentes, que também contemplem medidas que visem atenuar os efeitos da greve no desenvolvimento do processo de ensino e aprendizagem, os restantes intervenientes educativos acabarão por compreender e reconhecer a justeza e oportunidade deste movimento reivindicativo.

Os professores querem fazer parte de uma escola onde a qualidade da educação, o respeito e o mérito prevaleçam, definitivamente, sobre a mediocridade, a burocracia e o oportunismo, uma consequência da progressiva degradação da escola pública. Neste contexto, há uma via para inverter, a médio/longo prazo, o estado atual a que se chegou: investir, a curto prazo, no sistema educativo e na dignificação da carreira docente.

Ser professor, valeu a pena? No final do 1.º período letivo, os meus alunos do 11.º ano viram o filme “O Clube dos poetas mortos”. Precisava de avaliar o seu impacto em jovens com a idade de alguns dos principais protagonistas, mas a viver no século XXI, o que não foi possível por falta de tempo. Sem mais aulas previstas, ainda consegui encontrar um espaço para me despedir dos alunos. Durante a breve conversa, observo que uma das alunas subiu para cima da mesa, um gesto logo seguido pelos restantes colegas da turma (sem exceção)! Fiquei sem palavras, mas com a certeza de que a mensagem havia passado, que também havia contribuído para a criação de um verdadeiro “Clube de poetas vivos”, que os alunos querem e merecem ser felizes e que, afinal, parafraseando o grande poeta, tudo vale a pena se…

 

Prof. Teodoro da Fonte

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