
Não sabemos de quem é a autoria…
Fev 03 2023

Não sabemos de quem é a autoria…
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Fev 03 2023
Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Listas de Colocação Administrativa – 19.ª Reserva de Recrutamento 2022/2023.
Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira dia 06 de fevereiro, até às 23:59 horas de terça-feira dia 07 de fevereiro de 2023 (hora de Portugal continental).
Consulte a nota informativa.
SIGRHE – Aceitação da colocação pelo candidato
Nota informativa – Reserva de recrutamento n.º 19
Listas – Reserva de recrutamento n.º 19
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Fev 03 2023
O discurso da revolta dos professores é feito aos gritos, veemente, contundente, um grito de socorro, um clamor lancinante de pessoas humanas exaustas, à beira do abismo. A classe docente caminha para duas décadas de sofrimento. Um descontentamento que é suplício em forma de protesto e reclamação. O clamor digno do mal-estar docente por justiça eRespeito!
“Quem fecha os ouvidos ao clamor (…) também clamará e não terá resposta”. (Bíblia Sagrada, Livro de Provérbios, capítulo 21, versículo 13).
Carlos Calixto
A razão do clamor e dor dos professores tem razões que só o professorado respira e sofre. Tem as cicatrizes e feridas do tempo, da traição, da mentira, da injustiça, ilegalidade, humilhação, empobrecimento, roubo, do abandono do ME, do autismo autoritário, do esmagamento burocrático, do medo do futuro sem futuro, sem horizontes para além do trabalho ao fim de semana, em vidas sem horizontes. Desvalorização, desmotivação, burnout. Assim não é viver, de todo.
A Educação em Portugal está sem Governo. É uma desorganização organizada. O professorado é maltratado, ostracizado, provocado e insultado pelo poder político. A docência vive num carrossel laboratorial permanente de modas e luminárias “maianas”. Não há visão política educativa de futuro, consistente, em permanência; não há pacto visionário. Apenas e só, só navegação à vista. “Vitória suja/ME” é mal sem honra, é derrota. É nada. É!
É necessário que a escola volte para os professores e educadores. É simples, é o poder político investir os docentes da Autoridade perdida e devolver a organização Escola aos seus profissionais, dar valor, condições de trabalho, estabilidade e mimo aos trabalhadores da Educação.
Os professores são os construtores da formação axiológica, ensino e educação dos seus alunos, em parceria com pais, encarregados de educação e famílias. A comunidade educativa. Não há futuro sem os professores. Só um poder político vesgo, cego ou alienado, não entende nem percebe o pedido desesperado de trabalhadores que tutela, agindo fora da lei. Está em causa a Escola pública de massas, inclusiva, humanista e de qualidade.
Dias 1 e 2 de fevereiro de 2023 são marcantes para o professorado português na conjuntura de luta em curso. Dia 1, o ministro das Finanças, Fernando Medina, disse na CNN Portugal: “Portugal não tem só professores. É preciso cuidar do futuro”.
Como? Como disse Sr. ministro? Fique sabendo quea conversa da falta de dinheiro é velha, está estafada e já não colhe. Para a banca/bancos há milhões a jorrar, há dinheiro. Para a TAP (problema resolvido com a privatização, pelo Governo de Pedro Passos Coelho durante a Troika, na sequência de mais uma bancarrota socialista, com José Sócrates, António Costa e Teixeira dos Santos, e que o seu partido, PS, depois de ter perdido nas urnas para o PSD, na coligação geringonça, reverteu e que está custando caro ao país), há dinheiro. Sendo que aculpa política de tamanha incompetência/preconceito ideológico e monumental erro crasso não é assumida e morre solteira. Para ordenados milionários de alguns cargos públicos e “rapazolas” do partido, em início de funções ganhando mais que um professor em final de carreira, há dinheiro. Para despedimentos e indemnizações milionárias pagasdo erário público, há dinheiro. Para empresas públicas cronicamente deficitárias e a dar milhões de prejuízo ano após ano, são injectados muitos milhões e há dinheiro. Para as PPP – Parcerias Público Privadas, há dinheiro. Para a construção de altares megalómanos gastando dezenas de milhões num fim de semana para receber o Papa e as JMJ – Jornadas Mundiais da Juventude, há dinheiro. Acha assim tanto, honrar os compromissos do Estado compouco mais de 300 milhões. É o Estado a falhar.Quer que continue (…); seria fastidioso.
Joaquim Miranda Sarmento, no fórum TSF, lembra que nos últimos 27 anos, o PS (Partido Socialista) governou 20 anos. António Costa, chefe do(s)governos pós Troika afirmou categórica e inequivocamente que a Austeridade Acabou!
Afinal, Mentiu!!! A página não virou.
O raio do problema das contas públicas certinhas e direitinhas só existe para os educadores e professores de Portugal Continental. No fim/final das contas, só estamos a exigir o que é nosso e aquilo aque temos pleno direito; trabalhamos edescontamos. Ponto final.
Em comparação, por analogia, apenas aquilo a que temos direito é não ter direito(s). Levamos com uma escola pública em colapso, com falta crónica de professores por causa de duas décadas de políticas educativas ausentes, de não existência nem assertividade nem reformas; contratação não profissionalizada de desenrasque “à Zé lusitano”(com o devido respeito a todos os colegas, que não têm culpa de nada); milhares de alunos sem professores e sem aulas; e lembrando, para não esquecer, levamos com lixo burocrático aos montes, com fartura. Tempo para preparar e dar aulas é secundário. Vamos ao acessório e deixemos o essencial.
A ajudar à festa, o Sr. Presidente da República. Esquece que é o PR de todos os portugueses.Quebrou a neutralidade e no dia 1 de fevereiro de 2023, uma quarta-feira, afirmou que: “(…) há ummomento em que a simpatia que, de facto, há na opinião pública em relação à causa dos professorespode virar-se contra eles”. Como é que é o aviso, abreviando o sumo da coisa: “A simpatia da opinião pública pode virar-se contra os professores”. Então,e o Estado de Direito Democrático, sendo o professorado vítima de longa data de um Estado fora da lei que não cumpre com as suas obrigações e, mais grave ainda, discrimina em relação aos Açores e `a Madeira. Em que é que ficamos. Para as mesmíssimas funções critérios diferentes. Sr. Presidente Marcelo Rebelo de Sousa, votei em si, mas desilude o professorado. Como diz o sábio povo: “Quem não se sente não é filho de boa gente”. Os docentes são esmagadoramente gente boa, castigada pela tutela e fartamente humilhada peloME (Ministério da Educação). Os educadores e professores portugueses estão à beira do colapso.Deixem-nos trabalhar em paz. Deixem-nos ter dignidade. Deixem o Ensino/Educação triunfar.
Dia 2 de fevereiro de 2023, uma quinta-feira, reunião do ME com todas as organizações sindicais(associações, sindicatos e federações), em mesa negocial única. A agenda negocial é que não lembra ao diabo. Não descurando as matérias agendadas, nada disso, falou-se/ME entregou documentaçãosobre a formação continua de professores e regime de concursos, confirmando a intencionalidade de passar a haver instabilidade para os docentes de carreira já em lugar de quadro, que encontrando-se em situação de DACL, passam a “viajar” dentro dos limites geográficos dos novos QZP: “ No sentido de mitigar o problema da falta de professores” (ME/sic); a gestão dos recursos humanos docentes passa a ser uma gestão local, efectuada por um Conselho composto pelos Directores dos respectivos AE/ENA,e (…). Nada de nada sobre as linhas vermelhas. Zero. Os representantes destestrabalhadores/funcionários públicos da Educação,nem sequer tiveram a honra da presença do Sr. Ministro da Educação João Costa, há 7 anos no ministério e que conhece sobejamente os reais problemas da classe docente, que urge resolver sem delongas e demora. Fez-se representar pelo secretário de Estado da Educação, António leite, que presidiu, alegando/justificando o ME a ausência do Sr. Ministro com a presença numa reunião no Conselho de Ministros. Donde, o Sr. Ministro da Educação mostrou a mais total e absoluta indisponibilidade/covardia para falar olhos nos olhos, cara a cara com os professores. Mais culpados sãoMedina/Finanças e Costa/Primeiro. Não há vontade política negocial. Ponto.
A estratégia do Governo/ME é vencer/sujo os professores e educadores, por cansaço, desistência,conformismo, desincentivando em forma de litigância, e sobretudo ser insuportável monetariamente manter a luta e as greves, cujo dinheiro sai do bolso dos professores, para quem ganha o que os professores ganham e com toda a perda de poder de compra. É pena, é lamentável. É frustrante. Mas desta vez vai ser diferente porque o professorado está mais unido que nunca, determinados estamos a vencer esta justa, justíssima causa que abraçamos. Não vergamos nem partimos. Estamos de pé e em verticalidade.
Um esclarecimento. Há uma grande confusão nainformação e conversas, nas notícias e comunicação social, jornalistas, comentadores e opinião pública, a misturar escola, alunos, professores em greve, põe e tira apoio(s), etc. O problema do professorado é laboral. Donde, os educadores e professores portugueses têm direito a defender os seus direitos e legítimos interesses, por todos os meios legais, incluso o direito inalienável à greve. Donde, as tentativas de limitar tal direito e qualquer manigância/artimanha, são feias, golpes baixos, atentatórios do bom carácter. Haja bom senso e impere a vontade em resolver. Falemos franco,francamente e frontalmente, com verdade e coragem política.
Obrigado.
“Fizeram chegar a Ele o grito (…) e Ele ouviu o clamor do necessitado” (Bíblia Sagrada, Livro de Jó, capítulo 34, verso 28).
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Fev 03 2023
E em breve vamos entrar na fase em que o Ministério da Educação vai tentar vergar os professores, com protagonistas muitos semelhantes.

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Fev 02 2023
Os professores contratados, que tenham 1095 dias de serviço ( três anos) e que estejam colocados, mesmo em horário incompleto, e tenham cumprido no mínimo 180 dias de serviço em cada um dos dois anos letivos anteriores, poderão vincular em QZP.
O ME garante, segundo números avançados aos sindicatos, que 10.700 docentes vão vincular a 1 de setembro deste ano.
E ainda não deixaram cair o CLD… está difícil!
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Fev 02 2023
Se é verdade isto está ao nível de um Mohammad al-Sahaf ou de um Dmitry Peskov.

Ao contrário do que dizem os sindicatos, o Governo considera que as negociações desta tarde foram “positivas”. O secretário de Estado da Educação garante que o objetivo é “combater a precariedade dos professores”.
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Fev 02 2023
Sindicatos não desistem de recuperar o tempo integral de serviço dos professores. Fenprof reconhece “a situação em que o país vive” e diz estar aberta a negociar acordo de legislatura.
O secretário-geral da Fenprof disse que perdeu “a fé” nas negociações com o Ministério da Educação, mas reitera que está disponível para continuar “a discutir e negociar prioridades e faseamentos”. Mário Nogueira reconhece “a situação em que o país vive” e diz-se aberto a negociar acordo de legislatura.
“Já perdi a fé sobre estas questões da negociação com o Ministério há uns tempos. Quando entro para lá não vou crente em coisa nenhuma, quando sair de lá logo direi”, disse o secretário-geral da Fenprof, a estrutura mais representativa do setor da Educação, à entrada da quarta ronda negocial com o Ministério da Educação.
“Reconhecemos a situação em que o país vive”, diz o secretário-geral da Fenprof, admitindo que não se possa “resolver de um momento para o outro os problemas todos”.“Por isso, estamos disponíveis para ter um protocolo de legislatura com prioridades e faseamentos. Já o dissemos até, que em relação ao tempo de serviço admitimos, como aconteceu na Madeira e Açores, que possa ir além [ou seja], que se possa passar um ano ou dois legislatura”, admitiu.
Esta quinta-feira, o PSD anunciou que marcou um debate sobre educação para 22 de fevereiro, e vai recomendar ao Governo que inicie um processo negocial com os professores “para que seja recuperado o tempo de serviço em falta”.
Entre as oito recomendações (sem força de lei) que os sociais-democratas fazem ao Governo, pede-se que o executivo inicie “um processo negocial com as organizações representantes dos docentes para que seja recuperado o tempo de serviço em falta” e crie condições “para eliminar as vagas de acesso aos 5.º e 7.º escalões, um garrote que não existe noutros escalões”, disse o líder parlamentar do PSD, Joaquim Miranda Sarmento, citado pela Lusa.
Já coordenador nacional do Sindicato de Todos os Professores (Stop) diz-se “otimista por natureza”, mas admite que as expectativas são baixas, face à informação prévia enviada por email aos sindicatos. “O Ministério continua a insistir neste erro de não negociar”, afirmou André Pestana, à entrada da reunião.
O Stop elencou três cedências que “podiam acalmar a luta” dos professores, nomeadamente haver “equidade” entre os professores do Continente e os da Madeira e dos Açores, que já recuperaram a totalidade do tempo de serviço congelado; um aumento do número de profissionais não docentes nas escolas, dado que estes estão “subcarregados” e um aumento salarial de, pelo menos, 120 euros para todo o pessoal docente e não docente, de modo a compensar a escalada da inflação.
Questionado pelos jornalistas sobre o impacto financeiro que este aumento salarial poderia ter para os cofres do Estado, André Pestana não avançou com um valor concreto. “Tenho ideia que é uma ínfima parte do que já foi injetado para buracos de banqueiros, uma ínfima parte do que está a ser injetado para as PPP ruinosas e claramente uma ínfima parte do que o Estado arrecadou em receita fiscal extra devido à inflação“, sublinhou.
Já sobre as declarações do Presidente da República, — que avisou que a “simpatia” que os professores têm obtido junto da opinião pública “pode virar-se contra eles” –, o líder do Stop voltou a citar Desmond Tutu, referindo que “neutralidade perante uma injustiça, é escolher o lado do opressor”. Por isso, esperamos que o Presidente da República mude de atitude”, afirmou.
As negociações entre Governo e sindicatos dos professores arrancaram em setembro, sendo que na última reunião o ministro da Educação apresentou um conjunto de medidas, que rondam os 100 milhões de euros e onde se incluem a reconfiguração dos quadros de zona pedagógica de dez para 63, a integração de mais de dez mil docentes nos quadros ainda este ano e o aumento das vagas de acesso aos 5.º e 7.º escalões da carreira. Esta é a primeira ronda negocial que junta os 12 sindicatos numa mesa única.
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Fev 02 2023
Definição de serviços mínimos na sequência dos avisos prévios de greve decretada pelo Sindicato de Todos os Profissionais do Educação (S.TO.P.), o todo o serviço, durante o período de funcionamento correspondente nos dias 6 e 7 de fevereiro de 2023, paro os trabalhadores docentes, e, trabalhadores não do docentes.
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Fev 02 2023
Reunido hoje, o Colégio Arbitral para apreciação do pedido de prestação de serviços mínimos nos dias 6 e 7 de fevereiro para o pessoal docente e não docente deliberou fixar os seguintes serviços mínimos:
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Fev 01 2023
Ponto de Encontro:
Rotunda do Cubo (EN125 ) às 10h
Início da Marcha: 10h 15 min
Percurso:
* Avenida Dr. Bernardino da Silva
* Avenida da República
* Praça de Restauração ( Rua do Comércio )
Iremos formar o CORDÃO HUMANO PELA EDUCAÇÂO, com início no mercado do peixe até ao hotel Real Marina.
A luta por um ensino de qualidade, justo e equitativo não é só dos profissionais da educação, é de todos nós. Demonstre o seu apoio a esta causa, participando no Cordão Humano.
Público alvo: toda a comunidade educativa do concelho de Olhão (Profissionais da Educação, Alunos, Encarregados de Educação, familiares e simpatizantes).
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Fev 01 2023
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Fev 01 2023
… as doze organizações sindicais vão manter a reunião agendada para as 10 horas?
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Fev 01 2023
E já subiu uns pontos na avaliação intercalar.
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Fev 01 2023
Com assessores acabados de sair do Ensino Superior com salários superiores a um professor e final de carreira, indeminizações e prémios milionários em empresas públicas que dão prejuízo, altares de milhões, derrapagens em obras públicas… não me parece que o problema de equilíbrio das contas públicas sejam os professores ou qualquer outra classe profissional do sector público.
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Fev 01 2023
Com a transferência de competências do pessoal não docente para as autarquias deixou de ser competência do Diretor ( A não ser que a mesma esteja delegada) em distribuir o pessoal não docente.
Por aqui bastava a autarquia recusar-se a decretar os serviços mínimos para o Pessoal Não Docente, tal como muitas recusaram a ficar com essa competência.
Depois parece completamente ilegal ficar serviços mínimos para as greves que o ME considera não haver dúvidas em que se façam.
Daqui a uns meses vamos todos perceber que estes serviços mínimos são ilegais, mas o que lá vai, lá vai.

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Fev 01 2023
1. “É fundamental que o Presidente da República, que deve ser o principal defensor da nossa Constituição, diga de uma vez por todas qual a sua posição clara sobre os ataques que têm degradado a escola pública e o atentado ao direito à greve”, desafiou André Pestana. O Presidente da República, que fala sobre tudo a todo o tempo e até “demite” ministros via comentário político, afirmou desta feita não querer intrometer-se no diálogo entre Governo e professores, para não introduzir ruído no processo. Mas Isabel Alçada falou por ele, numa altura em que devia ficar calada. É ouvi-la na entrevista que concedeu à RTP, entre as duas audiências sindicais. Tomou partido na contenda, louvou o ministro e o Governo e diabolizou os sindicatos. Teceu loas aos países onde não há greves e teve o topete de elogiar o seu próprio talento negocial quando, com a Fenprof, foi protagonista do acordo de 2010, que tanto contribuiu para a desgraça em que os professores foram caindo. Não haveria na casa civil do Presidente um mediador mais prudente?
2. O Colégio Arbitral, que não Tribunal Arbitral, como reverencialmente tantos lhe chamam, é um órgão acolitado numa repartição do Governo. Funcionou como parte interessada, a coberto de um falso manto de competência técnico-jurídica. Como entender que o representante de um sindicato, que recusou desde o primeiro momento serviços mínimos, votasse ao lado do patrão, traindo os trabalhadores? Esta subversão do direito de representação de uma das partes em conflito e esta unanimidade de pacotilha são a miserável exibição do estado para que caminha a nossa democracia e a ética que a guia.
António Costa ficará para a História como aquele que, em sete anos de governo, recorreu mais vezes a mecanismos de excepção para impedir greves do que todos os outros, nos restantes 42 da nossa democracia. É mestre em serviços mínimos e requisições civis, talhadas para servir os seus interesses políticos e os interesses do patronato, que atestam bem a qualidade do socialismo que defende e a sua aversão ao diálogo e à negociação par resolver conflitos laborais.
3. A comunicação social fala profusamente das rondas de negociação com os sindicatos. A opinião pública conhece bem as reivindicações dos professores. Mas desconhece a natureza de negociações flácidas, cujo prolongamento é favorável ao Governo, que aposta em cansar os docentes. Sabe o leitor que assuntos o Ministério da Educação impôs, até agora, para serem negociados nas quatro rondas já havidas? Em digo-lhe: regime jurídico de recrutamento, contagem do tempo de serviço prestado em creches, valorização dos doutorados para acesso aos 5º e 7º escalões e concursos extraordinários para duas escolas de ensino artístico. Falta tudo o resto, que é o mais importante e que ainda não foi objecto de qualquer negociação: contagem de todo o tempo de serviço prestado, salários, quotas de acesso aos 5º e 7º escalões da carreira, sucata burocrática, mobilidade por doença, etc.
4. Dados recentes revelaram que os professores só conseguem entrar na carreira aos 46 anos de idade e depois de 16 de trabalho precário. O Ministério da Educação anunciou que ia permitir que todos os que completem 1095 dias de serviço a tempo integral entrem na carreira. Mas não disse que o fará, não por sua vontade, mas por imposição da Comissão Europeia, sob ameaça de Portugal ser levado ao Tribunal Europeu de Justiça, por incumprimento de uma antiga directiva da Comissão. Mesmo assim, não resistiu a mais uma artimanha, para tornar perene a iniquidade: no momento do concurso, os docentes terão de estar contratados em horário completo. A consequência pode ser esta:
O professor A tem cinco mil dias de tempo de serviço, mas no momento do concurso não tem horário completo. O professor B tem metade desse tempo e horário completo. A é mais graduado que B. No entanto, B adquire vínculo e A continua precário.
5. Foi atentatório ao mais elementar bom senso que, em pleno litígio, tenham saído anúncios de uma empresa contratada pela Direcção-Geral de Estabelecimentos Escolares para recrutar médicos que, em Fevereiro, irão fiscalizar baixas por gravidez de risco. Está aqui bem evidente a sanha persecutória e a inabilidade política do um ministro incendiário, manifestamente incapaz de contribuir para a resolução dos problemas da Educação.
In “Público” de 1.2.23
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Jan 31 2023
Hoje sou livre porque tive professores que me ensinaram a questionar, a duvidar, a olhar para o mundo com sentido crítico. É disso que o poder tem medo, de gente livre e de gente que ensina os outros a serem livres.
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Jan 30 2023
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Jan 30 2023
O eventual desentendimento insanável entre Sindicatos de Educação não poderá ser considerado pelos profissionais desta Área como um tema interdito, uma espécie de tabu, que não deva ser falado nem discutido, por poder ser causador de algum tipo de melindre…
Convirá, talvez, também recordar que essa indesejável possibilidade não desaparecerá só porque se evita falar dela…
Portanto, aqui vai:
O discurso da “cassete” do Velho Sindicalismo está gasto, decrépito, é completamente previsível e já não encoraja, nem convence ninguém…
O Velho Sindicalismo está enfermo de caducidade, tem-se mostrado muito pouco inspirador, ultrapassado pela realidade e não tem conseguido capitalizar a confiança daqueles que supostamente representa…
Incapaz de defender imparcialmente os interesses dos seus representados, o paladino desse Sindicalismo, Mário Nogueira, parece ter agido, nos últimos anos, como se fosse um “Semideus” do Sindicalismo, seguindo cegamente uma cartilha política, plausivelmente vinculada a agendas e a fretes partidários…
Pela Entrevista concedida pelo líder da FENPROF ao Jornal de Notícias/TSF, em 29 de Janeiro de 2023, depreende-se que Mário Nogueira, em prol do seu próprio protagonismo, estará disposto a abdicar de qualquer união entre Sindicatos, esquecendo que pretensas “divindades” e plausíveis interesses individuais não servem à presente luta dos profissionais de Educação…
Mário Nogueira, que parece ter “hibernado” nos últimos 7 anos, vem agora, pela referida Entrevista, fazer o papel de “puritano”, plausivelmente, como estratégia para dissimular o seu ressabiamento…
Vamos lá “avivar a memória” porque o tema não pode ser escamoteado:
– Em 2010, a FENPROF, liderada por Mário Nogueira, cedeu a um trágico acordo com o Ministério da Educação, conseguindo a proeza de desbaratar toda a força e união, alcançadas em 2008, pela maior Manifestação de Professores alguma vez realizada em Portugal, contribuindo de forma determinante para o estado comatoso em que se encontra a Carreira Docente…
– Durante os seis anos de Governo pela “Geringonça”, a postura do Velho Sindicalismo foi pautada pela bonomia e pela aceitação, fazendo de conta que reivindicava e que reclamava, mas mostrando-se incapaz de encetar acções efectivamente consequentes ou de ruptura…
Mário Nogueira parece ter esquecido que a sua actuação nos últimos anos foi dominada pela cedência e pela inércia, expressas por “pactos de não-agressão” face às políticas educativas do Ministério da Educação, pelo menos em termos tácitos…
Perante tudo o anterior, esperará, agora, ser tido em muita consideração e levado muito a sério?
Com o aparecimento e consolidação do Sindicato S.T.O.P., Mário Nogueira tem vindo a perder margem de manobra e protagonismo, mas isso será apenas o culminar de algo que já se observava há alguns anos…
A FENPROF de Mário Nogueira arrisca-se a ficar conotada com recorrentes “traições” aos profissionais de Educação, de que é exemplo mais recente a deserção da Greve por tempo indeterminado decretada pelo Sindicato S.T.O.P.…
Mário Nogueira terá tido, com certeza, vários méritos ao longo da sua Carreira enquanto Sindicalista, mas no momento actual é praticamente impossível ignorar a imagem desgastada e quase deprimente, de alguém “agarrado” ao Poder conferido por um cargo, talvez até comprometendo a própria dignidade…
Insolitamente, Mário Nogueira e o Ministro da Educação parecem ter isto em comum:
– Um e outro, não terão ainda aceite que o seu tempo acabou e que não é possível esquecer os inúmeros “erros de casting” protagonizados por ambos…
– Os erros cometidos por e por outro já causaram demasiados prejuízos a terceiros para poderem ser esquecidos ou apagados…
A ambos se afirma: Haja a humildade e a hombridade para se retirarem de cena…
Indubitavelmente, a acção de Mário Nogueira é um mau exemplo de liderança sindical…
Apesar disso, os profissionais de Educação irão continuar a fazer melhor do que um líder sindical e mostrar que a sua união é mais forte do que algumas vaidades patéticas, imbuídas pela arrogância, pelo egocentrismo e pelo elitismo corporativista…
A presente luta precisa de todos e todos valem o mesmo, não há quem seja mais importante ou imprescindível do que outro… Todos os contributos são indispensáveis…
(Paula Dias)
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Jan 29 2023
Ó Mário “Por qué no te callas?”

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Jan 29 2023
Verdade se diga é o habitual…uma tristeza…

Ó Mário Nogueira qual é o teu problema?
Aprende alguma coisa:
Domingo – O Meu Quintal
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Jan 29 2023
Os Serviços Mínimos agora decretados evidenciam bem que:
– O Ministério da Educação encontrou uma forma soez de tentar “matar” as presentes Greves e de “calar” os profissionais de Educação…
– O Ministério da Educação desconhece o significado de “Boa-Fé”, decidindo, em vez de a praticar, hipotecar qualquer forma de entendimento com os Sindicatos e “envenenar” a opinião pública, colocando-a contra os profissionais de Educação…
– O Ministério da Educação reconheceu publicamente que a Escola, muito mais do que preocupar-se com as aprendizagens, deve preocupar-se com a guarda de crianças/jovens, transformando-se, se necessário for, numa gigantesca Agência de “Baby-Sitting”, atribuindo aos profissionais de Educação a função de “Baby-Sitters”…
As Greves são uma chatice, pois são, todos o sabemos e todos já fomos afectados por inúmeras Greves, nos mais variados sectores…
As Greves são uma chatice para os utentes de determinados serviços que estejam em paralisação voluntária, pelas perturbações de funcionamento causadas, umas vezes com efeitos mais específicos, outras com consequências visíveis para a população em geral…
Contrariando a lógica anterior, as Greves dos profissionais de Educação não podem ser uma chatice, ou seja, os profissionais de Educação têm o direito inalienável de fazer Greve, desde que seja aos Sábados, Domingos e Feriados…
Por outras palavras, parece considerar-se que os profissionais de Educação têm direito à Greve, afirmando-se que, coitados, até são maltratados, mas, e ao mesmo tempo, defendendo-se que essa paralisação não deveria causar perturbações, nem transtornos, na vida dos alunos e das respectivas famílias…
Uma Greve é uma forma de protesto que geralmente só é accionada quando se esgotam outras acções reivindicativas, que não obtiveram o sucesso esperado, porventura mais “benignas”… Ninguém, certamente, fará Greve por prazer…
Nem aqui, nem noutro qualquer lugar do mundo, é possível assumir lutas ou protestos concretos e consequentes sem que existam potenciais “prejudicados” ou “lesados”… E é assim em todas as lutas reais…
Será, talvez, tão simples quanto isto:
– Se uma Greve, independentemente da Área em que ocorra, não provocar efeitos visíveis e concretos não valerá a pena fazê-la porque ninguém dará por ela, perdendo o seu pretenso significado e impacto…
As presentes Greves dos profissionais de Educação não têm como objectivo “prejudicar os alunos”, nem as suas famílias, mas antes chamar a atenção para a necessidade premente de se melhorarem as condições de trabalho do Pessoal Docente e Não Docente, respeitando e valorizando o seu trabalho…
Se esse objectivo for atingido, e se se assistir à melhoria dessas condições, estar-se-á, naturalmente, a contribuir para a salvaguarda de uma Escola Pública mais honesta, mais realista e com mais qualidade…
E, em primeira análise, isso também terá, obviamente, consequências positivas para os alunos e para as suas famílias…
O Ministério da Educação estaria, porventura, mal acostumado com reivindicações que, na verdade, não o eram…
Temos pena, em vez de reivindicações “fofinhas”, desta vez os protestos são reais, visíveis, audíveis e “ásperos”…
“Habituem-se”, como afirmaria, por certo, o Chefe do presente Governo, com toda a desfaçatez…
(Paula Dias)
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Jan 29 2023
“O Presidente da República afirmou esta quinta-feira não querer intrometer-se no diálogo entre Governo e professores” (TSF, em 26 de Janeiro de 2023)…
A anterior afirmação do Presidente da República até poderia considerar-se como sensata e cautelosa, não fosse dar-se o caso de Marcelo Rebelo de Sousa não ter por costume mostrar-se tão comedido nas palavras e de raramente resistir à tentação de opinar livremente sobre todo e qualquer assunto…
Estranha-se, portanto, esta atitude do Presidente da República que, inequivocamente, contrasta com a sua habitual postura…
Além disso, Sindicatos a serem recebidos por Isabel Alçada, em nome do Presidente da República, poderá até parecer uma piada de mau gosto, tendo em consideração que a própria foi uma das intervenientes no trágico acordo de 2010, assinado entre o Ministério da Educação e a FENPROF, e que muito contribuiu para o estado comatoso em que se encontra a Carreira Docente…
Ou terá sido uma escolha propositada? É que o actual Presidente da República não parece pautar a sua acção pela “ingenuidade”, nem pelo acaso…
De qualquer forma, fica no ar uma certa desvalorização desses encontros, por parte do Presidente da República, o que também não poderá deixar de ser interpretado como um certo menosprezo pelos próprios profissionais de Educação…
Face a tais vicissitudes, parece plausível que possa existir uma mensagem subliminar na actuação do Presidente da República, dirigida aos profissionais de Educação, e que bem poderá ser esta:
– Aguentem-se, estão por vossa conta e risco…
Se assim for, a “neutralidade” do Presidente da República, somada à arrogância de um Governo excessivamente confiante numa maioria absoluta, deixarão, expectavelmente, os profissionais de Educação entregues a si próprios…
Apesar do anterior, com o “empurrão” preponderante dado pelo Sindicato S.T.O.P., os profissionais de Educação conseguiram:
– Finalmente, “sair da ilha” (alusão a José Saramago, Conto da Ilha Desconhecida)…
– Finalmente, quebrar o círculo vicioso do silêncio, da indiferença e da auto-sabotagem…
E mesmo que o Presidente da República e os Partidos Políticos “abandonem” os profissionais de Educação, estes não ficarão sozinhos, se permanecerem unidos e independentes de terceiros, para alcançar as suas pretensões…
Que não restem dúvidas: todos os Partidos Políticos têm tido por hábito “abandonar” os profissionais de Educação em momentos cruciais, como ficou visível ao longo dos últimos 7 anos, por ocasião de algumas votações na Assembleia da República, pelo que nem sequer valerá a pena confiar que, agora, alterem a sua recorrente e hipócrita estratégia…
Ao Presidente da República, Chefe de Estado, deixa-se esta mensagem:
“No Inferno, os lugares mais quentes são reservados àqueles que escolheram a neutralidade em tempos de crise moral”…
(Discurso de John Fitzgerald Kennedy em Berlim Ocidental, Junho de 1963, aludindo a Dante Alighieri)…
Os profissionais de Educação não podem perder o foco do que significa esta luta e dos motivos da mesma, nem cair no deslumbramento e na vertigem de uma vitória que se espera e se deseja, mas que, na verdade, ainda não se alcançou…
É preciso continuar a lutar, sem esmorecer e sem vacilar, mas de preferência com os “pés bem assentes na terra”, sem perder a identidade e sem cair em “tentações” desgastantes ou na banalização de algumas acções, obliterando o seu impacto…
(Paula Dias)
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Jan 28 2023
… e assim haverá quem os vá culpar, também, dos serviços mínimos.
Os Diretores deviam requerer ao sindicato que dê cumprimento à primeira parte do ponto 7, do artigo 538.º do Código de Trabalho e depois logo vejo. Se não obtiverem resposta poderão, sempre, requerer ao C.G. que se pronuncie sobre a distribuição feita antes de ser posta em prática.
A ordem já chegou e foi esta:
“Assim sendo, a Direção de cada Agrupamento de Escolas/Escola não agrupada deverá tomar as medidas necessárias, em termos de distribuição de serviço, com vista a assegurar o cumprimento destes serviços.”
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