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Recrutamento Docente, comparação entre a Proposta e o atual ECD

O MECI está a tentar vender “segurança” num momento em que ninguém quer vir para a carreira. Ao dizer que o recrutamento é por tempo indeterminado e centralizado, o Ministério tenta matar dois coelhos de uma cajadada: acalmar quem teme a “escolha de amigos” pelos Diretores e seduzir novos licenciados com a promessa de um vínculo para a vida logo à entrada.

A grande dúvida é: como é que um concurso “nacional centralizado” vai resolver a falta de professores em zonas específicas? No ECD atual, a rigidez do concurso nacional é o que deixa Lisboa e o Algarve sem gente. Se a proposta volta a centralizar tudo para garantir “igualdade”, corremos o risco de ter um sistema muito justo no papel, mas com turmas sem professores na prática, porque a centralização raramente convive bem com a urgência do terreno.

  • No ECD Atual: O recrutamento é híbrido. Embora a carreira preveja o quadro (tempo indeterminado), a realidade do sistema vive do contrato a termo resolutivo (anual e renovável), regulado por diplomas de concursos sucessivos que nem sempre garantem a entrada imediata na carreira especial.

  • Na Proposta MECI: Existe uma afirmação ideológica e jurídica de que o recrutamento ocorre “mediante a celebração de contrato por tempo indeterminado”. Isto sinaliza uma intenção de reduzir a contratação a termo ao estritamente residual, tentando colar o ingresso na carreira à entrada direta para o quadro (vinculação definitiva).

  • No ECD Atual: O recrutamento é regido pelo Decreto-Lei n.º 32-A/2023 (e anteriores), que já é um concurso nacional, mas que sofreu tentativas recentes de “localização” através da gestão direta pelos Agrupamentos (via Conselhos de Diretores/QZP).

  • Na Proposta MECI: Reforça-se o conceito de “procedimento concursal nacional centralizado”. Isto parece ser um recuo (ou uma clarificação) face a modelos de descentralização total, devolvendo ao Ministério a chave da “transparência e igualdade” através de uma métrica única nacional, sob os princípios gerais da Administração Pública.

  • No ECD Atual: A verificação de idoneidade (registo criminal para contacto com menores) já é uma imposição legal externa (Lei n.º 113/2009). No entanto, no ECD, esta aparece de forma mais diluída nos requisitos de admissão.

  • Na Proposta MECI: O MECI decide elevar o estatuto da idoneidade ao nível dos princípios fundamentais de recrutamento no próprio articulado da carreira. Isto não muda a prática (que já era obrigatória), mas reforça a blindagem política e ética do acesso à profissão no novo texto.

  • No ECD Atual: O Artigo 22.º do ECD refere habilitação profissional, sanidade física e perfil psíquico. Contudo, na prática, a verificação de “condições psíquicas” é muitas vezes uma mera declaração de honra ou um atestado médico genérico.

  • Na Proposta MECI: A proposta fala em “sistematizar” estes requisitos. Isto sugere que poderá haver uma regulamentação mais apertada ou critérios mais definidos para o que constitui “condição psíquica adequada”, algo que tem sido tema de debate devido ao elevado desgaste e baixas médicas no setor.

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Definição do Conceito de “Docente” na Proposta em relação ao atual ECD

Se olharmos para isto com o “olho clínico” de quem anda nas escolas, o MECI está a tentar legalizar o remendo. O ECD atual foi desenhado para um mundo onde havia professores profissionalizados a mais; a nova proposta é desenhada para um mundo onde o Ministério precisa de qualquer pessoa com uma licenciatura científica para fechar turmas. Ao definir “Docente” desta forma, o Ministério ganha uma base legal para manter pessoas sem formação pedagógica nas escolas sem ter de andar a aprovar “decretos de emergência” todos os meses de setembro. A dúvida que fica para os sindicatos e diretores é: esta transitoriedade vai durar quanto tempo? Pois sabemos que em Portugal, o “transitório” tem o hábito de se tornar eterno.

  • No Atual ECD: O Estatuto não começa por uma definição “fechada” de conceito. O Artigo 2.º refere que o estatuto se aplica aos docentes em regime de carreira e aos que exercem funções em regime de contrato. Assume-se que docente é quem possui qualificação profissional (científica + pedagógica).

  • Na Proposta MECI: Cria-se uma base conceptual clara e uniforme. A novidade é a tentativa de “fechar” juridicamente o que é ser docente, separando a regra (formação completa) da exceção.

  • No Atual ECD: O sistema atual já permite que pessoas sem formação pedagógica (apenas com habilitação própria/formação científica) deem aulas através da Contratação de Escola, mas estas são tecnicamente consideradas “técnicos” ou docentes com habilitação própria, não estando integrados na carreira.

  • Na Proposta MECI: A proposta integra a exceção na definição. Ao clarificar que, “excecionalmente e com natureza transitória”, se pode exercer a função apenas com formação científica, o MECI está a dar cobertura legal direta à realidade atual de carência de professores (o recurso a licenciados sem agregação pedagógica), conferindo-lhes uma “segurança jurídica” que o ECD atual trata de forma mais dispersa e precária.

  • No Atual ECD: Existe uma zona cinzenta jurídica. Quem tem apenas habilitação própria (formação científica) vive num regime de “habilitação não profissionalizada”, muitas vezes dependente de diplomas anuais ou transitórios (como os recentes decretos-lei para acelerar a colocação de professores).

  • Na Proposta MECI: A proposta pretende que o estatuto seja auto-suficiente. Em vez de depender de legislação avulsa para contratar pessoas sem pedagogia, o próprio conceito de “Docente” no estatuto já prevê essa elasticidade.

 

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Desaparece o Período Probatório e aparece o Experimental…

As Escolas Superiores de Educação, as Universidades com cursos de Educação e os Estágios não servem para nada?

Artigo X.º — Período experimental: O período experimental passa a corresponder a um ano letivo, com acompanhamento por docente designado. A sua conclusão articula-se com a avaliação de desempenho, determinando a manutenção ou cessação do vínculo. Prevê-se dispensa do período experimental para docentes
que, já o tendo realizado, regressem à escola após interrupção do exercício das funções docentes por período inferior a cinco anos, assegurando exigência, previsibilidade e coerência no ingresso definitivo na carreira.

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Proposta do MECI para o 2.ºTema – Habilitação para a docência, Recrutamento e Admissão

 

Revisão do Estatuto
da Carreira Docente
2.º Tema | Habilitação para a docência,
Recrutamento e Admissão

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Os pais que são como os filhos…

Há uma crença moderna, muito vendável em redes sociais, de que amar um filho é poupá-lo a toda a frustração, uma espécie de Carnaval permanente onde a palavra de ordem é disfarçar a realidade até ela ficar irreconhecível. Se o menino se zanga, entra em cena a equipa de emergência com serpentinas e confetes para abafar o incêndio. Se a menina falha, troca-se a máscara e reescreve-se a história, porque neste desfile ninguém pode sair feio na fotografia. Se há um conflito, os pais desfilam como advogados de defesa, juízes e júri, em carro alegórico próprio, distribuindo absolvições gratuitas. O resultado é uma infância esterilizada, plastificada e cheia de purpurinas, onde o erro é tratado como uma anomalia carnavalesca e a frustração como uma falha grave na organização do cortejo.

A isto soma-se um fenómeno ainda mais pitoresco, a imaturidade crescente de muitos adultos, autênticos foliões emocionais a educar filhos enquanto tentam prolongar a própria adolescência. Nunca houve tantos pais mascarados de adultos responsáveis. Confunde-se proximidade com cumplicidade, autoridade com autoritarismo, e no meio da música alta instala-se uma parentalidade errática. As crianças são largadas à sua sorte no quotidiano, entregues a ecrãs, agendas caóticas e ausência de limites, como figurantes esquecidos depois do desfile. Até que a frustração aparece e interrompe a festa. Nesse instante dá-se o milagre carnavalesco, os pais regressam em modo super-herói, capa ao vento e pose dramática, para salvar o dia e restaurar a ordem no universo, como se a vida fosse um palco onde o enredo pode sempre ser corrigido à última hora.

Esse resgate vem quase sempre acompanhado de um espetáculo previsível, um autêntico corso de culpas atiradas em todas as direções. A responsabilidade nunca é da criança, seria um escândalo estragar a festa com factos. É o professor que implica, a escola que falha, os colegas que provocam, o sistema que não compreende. Tudo serve para explicar os erros dos filhos, exceto a hipótese indecorosa de que a criança tenha feito más escolhas. Ao varrer sistematicamente a responsabilidade para fora, os pais desresponsabilizam os filhos e oferecem-lhes a lição mais conveniente do Carnaval moderno, errar é aceitável, assumir o erro é opcional e, com um bom disfarce, quase invisível.

Só que a frustração não é um defeito do desenvolvimento, é a parte do espetáculo que ninguém quer ver mas que sustenta o palco. É no atrito com os limites, dos outros e dos próprios, que as crianças constroem tolerância, paciência e criatividade, sem música de fundo nem efeitos especiais. Quando os pais resolvem sistematicamente os problemas dos filhos, enviam uma mensagem subtil mas devastadora, tu não és capaz. A curto prazo a criança sorri e continua a dançar, a longo prazo fica dependente e aprende que a solução para qualquer incómodo é chamar um adulto em serviço permanente, de preferência com fantasia completa.

As consequências futuras não exigem grande imaginação. Crianças criadas em redomas emocionais tornam-se adultos com alergia ao desconforto, foliões perdidos quando a festa acaba. Perante um chefe exigente, uma relação complicada ou um simples não, o mundo parece-lhes uma conspiração pessoal contra a sua alegria. Sem treino em responsabilidade, tornam-se peritos em culpar tudo e todos pelas próprias falhas. A ansiedade cresce, a autoconfiança mingua e qualquer contratempo assume proporções épicas, como se o desfile tivesse sido cancelado para sempre.

E os pais também não escapam ilesos. Ao assumirem o cargo vitalício de solucionadores oficiais, condenam-se a uma parentalidade sem reforma, uma festa que nunca termina. Criam jovens adultos que telefonam para casa à primeira dificuldade séria e pais que continuam a atender como se fosse dever cívico. O resultado é uma dependência mútua pouco edificante, filhos inseguros, pais exaustos, todos presos numa dança interminável de resgates, justificações e frustrações mal digeridas, à espera de um Carnaval que já devia ter acabado.

Educar para a vida exige uma maturidade que não cabe em fantasias nem em publicações inspiracionais. Exige a coragem de assistir ao desconforto dos filhos sem correr a cobri-lo de confetes e a honestidade de lhes devolver a responsabilidade pelos próprios atos. Significa deixá-los discutir, falhar, zangar-se e tentar de novo, sem transformar cada tropeção num número de circo para distrair a plateia.

No fundo, amar um filho é prepará-lo para um mundo que não gira à sua volta, com ou sem desfile. É ensiná-lo que a frustração não é uma tragédia, é treino. Que os problemas não são monstros a evitar, são exercícios a resolver. E que a maior prova de confiança que um pai pode dar a um filho é acreditar que ele é capaz de encontrar o seu caminho e assumir as consequências dele, mesmo que isso implique tropeçar repetidamente pelo percurso, sem máscara e sem rede de segurança.
Deixem os vossos filhos cair. Eles vão arranjar forma de se levantar.

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Reserva de Recrutamento 37 – 2025/2026

Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação e Retirados – 37.ª Reserva de Recrutamento 2025/2026.

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de terça-feira, dia 17 de fevereiro, até às 23:59 horas de quarta-feira, dia 18 de fevereiro de 2026 (hora de Portugal continental).

SIGRHE – Aceitação da colocação pelo candidato

Listas – Reserva de Recrutamento n.º 37

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O que a ADD tem a ver com sinais de trânsito – Luis Sottomaior Braga

Os 2 maiores problemas da Avaliação de desempenho docente…e o que isso tem a ver com sinais de trânsito….

Na minha opinião, a ADD é um dos mais urgentes problemas do sistema de ensino.

Um tumor de compadrio e favoritismo, anti-ético e corruptivo.

É um monstro corrosivo, que fabricou excelentes falsos e difundiu práticas de sentido dissolvente pelo tecido eticamente frágil da educação nacional.

Muitas vezes, nos casos da avaliação de desempenho docente, o maior problema, de quem reclama e recorre das injustiças, é o acesso à informação que fundamenta o seu prejuízo e permite reclamar (os dados e documentos dos que concorrem com outros nas quotas e ficam nelas).

Isto, apesar da Comissão Nacional de Proteção de dados e a Comissão de Acesso aos documentos administrativos terem feito inúmeros pareceres, juridicamente muito fundamentados, a indicar que nada contende com a privacidade de ninguém, aliás é obrigatório, se esses documentos forem entregues aos docentes que reclamam, para terem acesso aos dados do seu prejuízo.

O parecer fundamental da CNPD é do tempo em que era presidida pela atual presidente do Tribunal de Contas e a CADA fez dezenas de pareceres e é constituída por juristas e presidida por uma Juíza Conselheira do Supremo Tribunal Administrativo.

Mas para SADD, diretores, avaliadores e Presidentes de Conselho Geral esta gente, que queimou as pestanas a ler códigos e acórdãos, não sabe nada.

Eles é que sabem e agarram-se à foleira teoria da proteção da privacidade.

Que não tem pés nem cabeça….

“Os documentos da ADD são privados e não se entregam mesmo aos que, pelo seu conteúdo, foram prejudicados.”

Esta é a teoria dos doutos membros de SADD e avaliadores.

Quais D.Joões II do feudalismo escolar vão pelo segredo….

Nas escolas, professores, sem formação jurídica que se veja e, na generalidade, sem experiência administrativa nenhuma, escrevem textos a dizer, porque lhes dá jeito, e que se lixe a lei:

“Os documentos da ADD dos que concorrem nas quotas não podem ser fornecidos aos que reclamam disso porque isso violaria a privacidade e o RGPD.”

Argumentos nenhuns. É um “achamos”….

Agora, vendo a densidade dos argumentos da CADA e da CNPD, que dizem para cumprir a lei e entregar os documentos, dão um passo em frente e começam a dizer: não interessa o que a CADA diz porque só dá pareceres e não ordens…

(Como os professores não têm dinheiro para tribunais onde ganhariam só pela força dos pareceres, sem “achismos” inventados, e a tutela liga pouco a tratar destas coisas, as SADD às vezes ganham a sua e protegem assim as tropelias de ADD, que sobrevivem no segredo).

Quer dizer, a lei não vale por si mesma no seio da administração?

É preciso ordens expressas para cumprir a lei?

O regime regra de acesso a documentos em Portugal é a transparência. A defesa da privacidade é uma exceção.

Mas tem de realmente estar bem caracterizada como privacidade e exceção à regra da transparência: saber a nota de quem me ultrapassa e exclui de quotas nada tem de privado….

E o facto de que quem me diz qual é a lei, não me poder mandar cumprir, não significa que eu não o deva fazer por ser lei. Simplesmente.

Se passar um sinal de STOP posso defender-me e dizer: não cumpri, porque, além do sinal, que até vi, estava à espera de ordem do peão que circulava do passeio?

E ele até gritou para me chamar a atenção, “olha o Stop”, mas como só dava “pareceres”, eu fiz de conta que não vi…..e avancei sem parar.

Não cumprir a lei, cujos argumentos são claros e explicados dezenas de vezes, gerando prejuízo de terceiros, é própria definição de infração.

É assim tão difícil de entender?

 

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Não se é, aos 10 anos de idade, um génio da informática – Paulo Prudêncio

Antes do mais, não é por as crianças e adolescentes passarem horas nas redes sociais, ou em jogos digitais, que desenvolvem competências informáticas que não sejam da óptica do utilizador (que também têm alguma importância no âmbito da vida moderna, obviamente) e do consumidor que interessa às gigantes tecnológicas. E neste debate não se pode esquecer os efeitos negativos para a saúde, nem a exposição ao ciberbullying, aos conteúdos de ódio, racismo e misoginia e à pornografia online.
As crianças e adolescentes podem até teclar, ou fazer scroll, a uma velocidade impressionante num smartphone ou num tablet, mas as competências informáticas de análise e programação exigem anos de estudo, conhecimentos sólidos das áreas a que se destinam e maturidade.
Foi, portanto, com estupefacção que se percebeu que há uma deputada da IL que quer um Big Brother a nomear os professores grevistas (deve ser em tempo real, porque a falta por greve é, desde sempre e como todas as outras, registada pelos serviços) e que acha inglório restringir o acesso das crianças e dos adolescentes às redes sociais. Considera-os, nomeadamente os “filhos e sobrinhos dos deputados”, uns génios da informática logo aos 10 anos – “e de olhos fechados”, diz a senhora deputada. Diz que contornarão com toda a facilidade as restrições ou optarão pela dark web.
Ou seja, fez a pergunta que pode ler na seguinte passagem do meu último texto no Público:
E fez as seguintes declarações, na sessão parlamentar sobre as restrições no acesso às redes sociais por menores de 16 anos – em que a IL e o Chega foram, naturalmente, os únicos que votaram contra, o PSD, PS, PAN e JPP votaram a favor e o PCP, Bloco, Livre e CDS abstiveram-se (é uma peça do DN):

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Mais uma mão cheia de vagas para cursos de Educação

Destacadas são também as vagas em licenciaturas em Educação Básica no Concurso Nacional de Acesso, que voltam a aumentar, desta vez 12%, para um total de 1.344 lugares, o que significa mais 147.

O aumento resulta dos “contratos-programa assinados pelo Ministério da Educação, Ciência e Inovação com 10 IES para o reforço da formação inicial de professores, através da majoração do financiamento”.

O MECI adianta que, para atenuar a falta de professores existente no país, oferece 2.500 bolsas anuais no valor da propina a “novos estudantes matriculados nas licenciaturas e mestrados conducentes à habilitação profissional para a docência”.

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Enquanto as escolas permanecerem abertas, está tudo bem…

Na sequência dos efeitos das tempestades que fustigaram o país, surgiram, nos últimos dias, várias denúncias e protestosrelativos a escolas que, à vista de todos, ficaram sem as condições mínimas de funcionamento

Mas não se pense que muitos dos problemas agora reportados de forma pública, não existiriam antes dos últimos temporaisE também não se pense que as restantes escolasapresentarão boas condições físicas e materiais, apenas porque agora não sinalizaram publicamente qualquer problema

É certo que as intempéries agravaram muitas das deficiênciasao nível dos edifícios escolares, mas sobretudo porque a maior parte dessas falhas já existia previamente…

– Paupérrimas condições físicas e degradação de edifícios escolares não são problemas recentes ou que tenham sido, exclusivamente, provocados pelas mais recentes intempéries;

– Paupérrimas condições físicas e degradação de edifícios escolares são realidades que já existem há muitos anos, mas que os sucessivos titulares da Pasta da Educação têm feito por ignorar, esconder ou “atirar para baixo do tapete”

Como já escrevi, noutras ocasiões, o conforto proporcionado pelos gabinetes ministeriais tem sido um péssimo conselheiroe um sério entrave à resolução dos problemas anteriores:

Há muitos anos que se mendiga por edifícios escolares devidamente apetrechados e com condições dignas de trabalho e de aprendizagem, mas o que existe, maioritariamente, são construções decrépitas, visivelmente degradadas, sem as exigíveis condições físicas e materiais de funcionamento;

Do quimérico apetrechamento tecnológico será melhor nem sequer falar, que esse continua, afinal, na “era da pedra lascada”…

Nos últimos anos, em termos materiais, uma parte assinalável das Escolas Públicas tem sobrevivido, sobretudo, à custa do inefável “elevado espírito de missão”, muitas vezes traduzido pelo típico “desenrascanço à portuguesa”…

O “elevado espírito de missão” e o “desenrascanço à portuguesa” são, aliás, o que tem permitido manter abertas muitas escolas de Norte a Sul do país, muitas vezes com condições miseráveis de funcionamento

E enquanto as escolas permanecerem abertas, dando para o exterior a indicação de que, afinal, tudo decorrerá dentro da normalidade esperada, nada farão os Governantes para resolver problemas gritantes que afectam, diariamente, todos os que permanecem horas e horas numa escola, sejam profissionais de Educação, sejam Alunos

Enquanto as escolas permanecerem abertas, muito dificilmente se olhará para a degradação dos edifícios escolares; pouco importará se quem lá está dentro é obrigado a suportar mais de 35ºC no Verão e/ou -2ºC no Inverno; sechove dentro das salas de aula; se as casas de banho têm condições sanitárias adequadas; se as janelas e os estores funcionam; ou se os quadros eléctricos apresentam condições de segurança

Enquanto as escolas permanecerem abertas, nada dissointeressa

Nada disso interessa, pelo menos até à próxima tragédia…

Por cá, só se costuma discutir e escalpelizar um problema quando se está na iminência de uma tragédia ou quando já se está perante uma tragédia consumada… Evitar ou prevenir tragédias, não parece ser coisa relevante, para sucessivos Governos…

Quando as tragédias acontecem, é ver um corrupio de Governantes a visitarem os principais locais de calamidade, quase sempre envergando um colete da Protecção Civil…

Chega a ser ridícula a imagem dos Governantes fazendo uso dessa indumentária, parecendo até que a mesma exerce sobre eles um certo fascínio, como se isso bastasse para resolver os problemas que previamente não souberam antecipar…

O mais básico e elementar, mas imprescindível para o bem-estar de todos os que pisam numa escola diariamente, tem ficado sempre por fazer…

No que à Educação respeita, gastam-se milhões de euros, por exemplo, em Plataformas Digitais inoperacionais; ou na realização de Provas de muito duvidosa pertinência; ou numa pretensa reforma administrativa do MECI, cuja eficácia se apresenta como muitíssimo questionável, mas não há dinheiro para o mais básico e elementar…

No que à Educação respeita, “a casa é sempre começada pelo telhado” e esquecem-se os alicerces porque, afinal, o mais importante é a ostentação de “folclores e de floreados”, sem benefícios visíveis para a melhoria do funcionamento das Escolas Públicas…

A implementação de medidas simples e pragmáticas, livre de floreados, adornos ou aparatos, como a requalificação de todos os edifícios escolares degradados, fica sempre “na gaveta”, preferindo-se a opção por prioridades dominadas por umshow off”, meramente exibicionista e ilusório…

Gastam-se milhões de euros em “folclores” que não resolvem qualquer problema das Escolas Públicas…

Gastam-se milhões de euros em “folclores” que, muitas vezes, até agravam os problemas já existentes…

Enquanto as escolas permanecerem abertas, pode chover dentro das salas de aula…

Enquanto as escolas continuarem a cumprir a função de “guardar” crianças e jovens, pode chover dentro das salas de aula…

A “opinião pública” e os Governantes só se interessarão, realmente, pelos problemas dos estabelecimentos de ensino, em particular, pela degradação dos edifícios escolares, quando as famílias se virem privadas de levar as crianças e os jovens à escola…

Enquanto as escolas permanecerem abertas, está tudo bem…

Enquanto as escolas permanecerem abertas, pode-se continuar a esconder os podres, os bolores e a insegurança…

Pode-se continuar a esconder a realidade e a fazer de conta que ela não existe…

A pobreza de pensamento dos Governantes portugueses dos últimos anos, incluindo os actuais, é assaz notória e confrangedora…

Sobretudo em alturas de calamidade, dispensam-se osdiscursos “para a fotografia”, pseudo-motivacionais,pateticamente delicodoces, alicerçados na positividade tóxicaque, além de não resolverem qualquer problema, soam sempre a falsidade e a hipocrisia

E soam a falsidade e a hipocrisia porque não são consonantes com a prática efectivamente observada nos restantes dias do ano

Em vez de serem recebidos nas escolas, em visitas oficiais com toda a pompa e circunstância, o 1º Ministro e o Ministro da Educação deveriam passar algumas semanas em várias escolas do país, sobretudo naquelas que não são alvo de qualquer melhoramento há muitos anos…

Mas sem “batota”… Ou seja, sem qualquer “cosmética” prévia à sua chegada e sem condições especiais, postas ao seu serviço, durante o tempo em que permanecessem numa escola… As condições da sua estadia seriam semelhantes às dos que trabalham nessa escola, todos os dias, ao longo do ano…

Sempre queria ver quanto tempo aguentariam…

 Paula Dias

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Prof5estrelas ou a escola numa aplicação

 

O professor chamava-se Álvaro, nome curto para uma longa vida a saltitar de escola em escola e de quarto em quarto, de Norte a Sul, das ilhas até Timor, à procura da redenção de um lugar no quadro, e de preferência ao pé de casa, qualquer casa, e para o professor Álvaro de pouco lhe importa.

O professor Álvaro gostaria de parar.

E aos 53 anos de idade não é pedir muito.

Graças a Deus, a esperança, e a esperança não é a tal luz ao fundo, mas uma aplicação.

Sim, uma aplicação.

Sim, no telemóvel: Prof5estrelas, nome alegre, quase infantil, a prometer prémios ao melhor estilo de uma quermesse, e quando a esmola é grande…

Assim, basta ao professor Álvaro enviar um e-mail aos pais para os mesmos receberem de imediato uma notificação a requerer a avaliação da interação do professor de 1 a 5 estrelas.

O mesmo se telefonar para casa de um aluno para explicar a distração crónica do petiz, telefonema esse seguido daquela voz metálica antes de desligar: “Esta chamada foi útil? Classifique o professor de 1 a 5 estrelas”.

E de 1 a 5 estrelas, na palma da mão e na ponta dos dedos, se faz a avaliação do desempenho de um professor.

O professor Álvaro a falar mais pausadamente enquanto escolhe palavras como quem pisa gelo fino, e debaixo do gelo todas as estatísticas mais a média, a média, a média.

Uma escola feita de gráficos onde antes havia corredores, uma escola de medianas, modas e desvios padrão onde antes existia um pátio e corriam crianças.

As crianças? Ainda lá estão, sim, agora, e a correr!

Mas o professor Álvaro já não as vê.

Porque no fim de cada aula, os alunos, ainda aturdidos depois de uma hora a ouvir o professor, levantam os telemóveis como quem reza e de imediato o questionário, colorido, animado, cheio de estrelas a saltitar no ecrã:

“O professor contou uma história divertida hoje?

Riste pelo menos três vezes durante a aula?
A aula pareceu-te curta ou interminável?
O professor usou memes adequados à tua faixa etária?
Classifica o nível de entretenimento: aborrecido, médio, épico.”

Álvaro ensinava Camões, mas Camões não rendia estrelas. Camões não dançava, não piscava o olho, não fazia “quizzes” com música eletrónica nem tão pouco se servia do quadro interactivo ou da inteligência artificial.

Aliás, a existir uma inteligência, era a sua, única e tantas vezes só na sala de aula.

Álvaro tentou adaptar-se: uma piada aqui, uma analogia ali, um vídeo projetado entre anúncios mais a gargalhada geral e, mesmo assim, os comentários: “Poco ritemu, Paressia canssadu”, ou mais commumente, “🎈🐸😴🤮”.

Os pais, caso entrassem em contacto pela aplicação, avaliavam-no com igual zelo:

“O professor respondeu em menos de duas horas?

Sentiu-se valorizado pela instituição?

O tom da mensagem foi cordial?”

Por telemóvel:

“A voz do professor transmitiu empatia?
O professor resolveu rapidamente o problema?”

Sem esquecer questões cujo enuncio é uma autêntica sentença:

“O professor demonstra entusiasmo e alegria ao explicar a matéria?

Explique por que razão o professor não merece 5 estrelas.

Recomendaria este professor a outros pais?”

E o mesmo em relação às autoavaliações, as quais o professor Álvaro era obrigado a preencher todos os dias na palma da mão, com a ponta dos dedos:

“Hoje fui inspirador?
Hoje fui inovador?
Se fosses pai, quantas estrelas darias ao teu desempenho como professor?”.

Álvaro marcava 2, às vezes 1, não por honestidade, mas por cansaço. Mas a aplicação é impiedosa e não nutre empatia.

As avaliações acumulavam-se como cartas por abrir com contas por pagar: 4,3. 4,1. 3,9.

Cada décima era um prego. A Direção notificava-o pelo telemóvel para a necessidade de melhoria, sublinhando o contrato mais um objectivo mínimo de 5 estrelas em todas as avaliações de desempenho, constantes, contínuas, sorridentes, felizes, ou então ⭐️⭐️⭐️⭐️⭐️, 👍 e 😎.

Em nome da instituição. Em nome da imagem. Por se querer representar uma escola. Numa aplicação. Com rankings.

Quando, finalmente, foi despedido, despediram-no pelo telemóvel, sim, através da aplicação, a qual, não contente, apresentou a seguinte, e última, questão:

“Avalie a sua experiência global como professor nesta escola.”

Álvaro, já não o professor, mas apenas Álvaro, não respondeu. Guardou os livros, fechou a pasta e saiu da escola, deixando para trás o telemóvel em cima da mesa a vibrar ininterruptamente.

P.S.: Álvaro voltou atrás, pegou no telemóvel ainda a vibrar e apagou a aplicação apenas para olhar em redor e constatar estar a escola ainda de pé. Encheu o peito de ar como se já há muito não soubesse ser possível encher o peito de ar, colocou o telemóvel no bolso, e foi-se embora.

 

João André Costa

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Aprovado o plano “Aprender Mais Agora”

Comunicado do Conselho de Ministros de 12 de fevereiro de 2026

2. Aprovou uma Resolução do Conselho de Ministros que atualiza o plano “Aprender Mais Agora”, de modo a dar enquadramento ao financiamento europeu destas medidas no ano letivo 2025/2026, permitindo a sua continuidade. Estas medidas foram introduzidas no ano letivo 2024/2025, e versam sobre a área da leitura, considerada essencial para prevenir o insucesso escolar, e a área da inclusão e integração de alunos estrangeiros no sistema educativo português, com a aceleração da aquisição de competências em língua portuguesa pelos alunos e suas famílias;

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Aprovada a limitação de acesso de crianças e jovens a redes e plataformas online

O projeto lei do PSD que limita o acesso de crianças e jovens a plataformas online e redes sociais foi esta quinta-feira aprovado, com os votos favoráveis das bancadas do PSD, PS, PAN e JPP.

Parlamento aprova limitação de acesso de crianças e jovens a redes e plataformas online

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A escola que só interessa ao domingo, quando há fotografia. – Palavra de Alho

A escola transformada em cenário político, usada mais para fotografia do que para escuta real. O caos digital do “responder a todos”, símbolo de uma literacia tecnológica em modo desespero. E a pressa como nova religião moderna, onde o urgente manda e o essencial fica para depois. Um episódio satírico, crítico e desconfortável, para ouvir sem multitasking.

O inferno do “responder a todos” que ninguém parece saber desligar.
E a pressa como virtude nacional, mesmo quando não sabemos para onde vamos.

No 6.º episódio do Palavra d’Alho, não há slogans nem paninhos quentes. Há ironia, crítica e palavras curtas para tempos que pensam pouco. Para ouvir com atenção. E sem clicar em “responder a todos”.

🔊 Disponível em: https://linktr.ee/jose.alho

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Concurso Externo Extraordinário 2025/2026 – Validação da Candidatura à Mobilidade Interna

 

Encontra-se disponível a aplicação que permite aos AE/EnA efetuarem a validação da candidatura à Mobilidade Interna do Concurso Externo Extraordinário, entre o dia 12 e as 23:59 horas do dia 16 de fevereiro de 2026 (hora de Portugal continental).

SIGRHE –– Mobilidade Interna do CEE, 2025/2026 – Validação

 

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Tolerância de ponto a 17 de fevereiro

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AR deve aprovar diploma para regular acesso a redes a menores de 16 anos

A solução proposta pelo PSD é a seguinte: “A idade mínima digital para acesso autónomo a plataformas de redes sociais, serviços de partilha de vídeos e serviços de comunicação aberta é fixada em 16 anos; crianças com idade igual ou superior a 13 anos apenas podem aceder mediante (…) consentimento parental expresso e verificado”.

AR deve aprovar diploma para regular acesso a redes a menores de 16 anos

“Há estudos internacionais, já bastante sólidos, que mostram que as redes sociais e as plataformas de vídeos, de jogos, de apostas online têm um efeito negativo nas crianças quando são usadas de forma precoce e excessiva. Trata-se não de proibir, mas de regular as redes sociais para que o uso seja mais prudente, seja mais livre por parte das crianças”

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Reserva de Recrutamento 36

Reserva de Recrutamento 36 – 2025/2026

 

Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação e Retirados – 36.ª Reserva de Recrutamento 2025/2026.

 

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de quinta-feira, dia 12 de fevereiro, até às 23:59 horas de sexta-feira, dia 13 de fevereiro de 2026 (hora de Portugal continental).

SIGRHE – Aceitação da colocação pelo candidato

Listas – Reserva de Recrutamento n.º 36

Docentes de Carreira

Listas de colocação

Grupo 100 – Educação Pré-Escolar
Grupo 110 – 1º Ciclo do Ensino Básico
Grupo 120 – (Inglês 1º Ciclo do Ensino Básico)
Grupo 200 – Português e Estudos Sociais-História
Grupo 210 – Português e Francês
Grupo 220 – Português e Inglês
Grupo 230 – Matemática e Ciências da Natureza
Grupo 240 – Educação Visual Tecnológica
Grupo 250 – Educação Musical
Grupo 260 – Educação Física
Grupo 290 – Educação Moral e Religiosa Católica
Grupo 300 – Português
Grupo 310 – Latim e Grego
Grupo 320 – Francês
Grupo 330 – Inglês
Grupo 340 – Alemão
Grupo 350 – Espanhol
Grupo 360 – Língua Gestual Portuguesa
Grupo 400 – História
Grupo 410 – Filosofia
Grupo 420 – Geografia
Grupo 430 – Economia e Contabilidade
Grupo 500 – Matemática
Grupo 510 – Física e Química
Grupo 520 – Biologia e Geologia
Grupo 530 – Educação Tecnológica
Grupo 540 – Eletrotecnia
Grupo 550 – Informática
Grupo 560 – Ciências Agropecuárias
Grupo 600 – Artes Visuais
Grupo 610 – Música
Grupo 620 – Educação Física
Grupo 910 – Educação Especial 1
Grupo 920 – Educação Especial 2
Grupo 930 – Educação Especial 3

Listas de não colocação

Grupo 100 – Educação Pré-Escolar
Grupo 110 – 1º Ciclo do Ensino Básico
Grupo 120 – Inglês (1º Ciclo do Ensino Básico)
Grupo 200 – Português e Estudos Sociais-História
Grupo 210 – Português e Francês
Grupo 220 – Português e Inglês
Grupo 230 – Matemática e Ciências da Natureza
Grupo 240 – Educação Visual Tecnológica
Grupo 250 – Educação Musical
Grupo 260 – Educação Física
Grupo 290 – Educação Moral e Religiosa Católica
Grupo 300 – Português
Grupo 310 – Latim e Grego
Grupo 320 – Francês
Grupo 330 – Inglês
Grupo 340 – Alemão
Grupo 350 – Espanhol
Grupo 360 – Língua Gestual Portuguesa
Grupo 400 – História
Grupo 410 – Filosofia
Grupo 420 – Geografia
Grupo 430 – Economia e Contabilidade
Grupo 500 – Matemática
Grupo 510 – Física e Química
Grupo 520 – Biologia e Geologia
Grupo 530 – Educação Tecnológica
Grupo 540 – Eletrotecnia
Grupo 550 – Informática
Grupo 560 – Ciências Agropecuárias
Grupo 600 – Artes Visuais
Grupo 610 – Música
Grupo 620 – Educação Física
Grupo 910 – Educação Especial 1
Grupo 920 – Educação Especial 2
Grupo 930 – Educação Especial 3

Candidatos à Contratação

Listas de colocação

Grupo 100 – Educação Pré-Escolar
Grupo 110 – 1º Ciclo do Ensino Básico
Grupo 120 – Inglês (1º Ciclo do Ensino Básico)
Grupo 200 – Português e Estudos Sociais-História
Grupo 210 – Português e Francês
Grupo 220 – Português e Inglês
Grupo 230 – Matemática e Ciências da Natureza
Grupo 240 – Educação Visual Tecnológica
Grupo 250 – Educação Musical
Grupo 260 – Educação Física
Grupo 290 – Educação Moral e Religiosa Católica
Grupo 300 – Português
Grupo 310 – Latim e Grego
Grupo 320 – Francês
Grupo 330 – Inglês
Grupo 340 – Alemão
Grupo 350 – Espanhol
Grupo 360 – Língua Gestual Portuguesa
Grupo 400 – História
Grupo 410 – Filosofia
Grupo 420 – Geografia
Grupo 430 – Economia e Contabilidade
Grupo 500 – Matemática
Grupo 510 – Física e Química
Grupo 520 – Biologia e Geologia
Grupo 530 – Educação Tecnológica
Grupo 540 – Eletrotecnia
Grupo 550 – Informática
Grupo 560 – Ciências Agropecuárias
Grupo 600 – Artes Visuais
Grupo 610 – Música
Grupo 620 – Educação Física
Grupo 910 – Educação Especial 1
Grupo 920 – Educação Especial 2
Grupo 930 – Educação Especial 3

Listas de não colocação

Grupo 100 – Educação Pré-Escolar
Grupo 110 – 1º Ciclo do Ensino Básico
Grupo 120 – Inglês (1º Ciclo do Ensino Básico)
Grupo 200 – Português e Estudos Sociais-História
Grupo 210 – Português e Francês
Grupo 220 – Português e Inglês
Grupo 230 – Matemática e Ciências da Natureza
Grupo 240 – Educação Visual Tecnológica
Grupo 250 – Educação Musical
Grupo 260 – Educação Física
Grupo 290 – Educação Moral e Religiosa Católica
Grupo 300 – Português
Grupo 310 – Latim e Grego
Grupo 320 – Francês
Grupo 330 – Inglês
Grupo 340 – Alemão
Grupo 350 – Espanhol
Grupo 360 – Língua Gestual Portuguesa
Grupo 400 – História
Grupo 410 – Filosofia
Grupo 420 – Geografia
Grupo 430 – Economia e Contabilidade
Grupo 500 – Matemática
Grupo 510 – Física e Química
Grupo 520 – Biologia e Geologia
Grupo 530 – Educação Tecnológica
Grupo 540 – Eletrotecnia
Grupo 550 – Informática
Grupo 560 – Ciências Agropecuárias
Grupo 600 – Artes Visuais
Grupo 610 – Música
Grupo 620 – Educação Física
Grupo 910 – Educação Especial 1
Grupo 920 – Educação Especial 2
Grupo 930 – Educação Especial 3

Retirados

Lista de retirados

Retirados

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A Reforma do MECI: dirigir e não remar?

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“A evolução de um país mede-se pela qualidade da educação”

Odiava as professoras que teve, mas Dulce de Souza Gonçalves veio a ganhar o Global Teacher Award e um prémio literário revelação por “O Processo”. “Faz falta o marketing de boas práticas educativas”

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Mais Números Sobre os Alunos Sem Aulas

Fenprof diz que alunos sem professores aumentaram para mais de 158 mil em Janeiro

 

Fenprof vai atravessar o país entre 19 de Fevereiro e 4 de Março para dar visibilidade à falta de professores, ao envelhecimento da profissão docente e a outros problemas que afectam a profissão.

A Federação Nacional dos Professores alertou esta terça-feira para um aumento do número de alunos sem aulas face ao ano passado, estimando que a falta de professores tenha afectado mais de 158 mil estudantes em Janeiro.

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Mais Números do CEE

Maioria dos “novos professores” que o ministério diz que vincularam já estavam, afinal, no sistema e a média de idades ultrapassa 41 anos

 

A média de idades dos docentes que vincularam no último Concurso Externo Extraordinário, a 26 de janeiro, ultrapassa os 41 anos. Há mesmo docentes que foram colocados e que estão a menos de dois anos da reforma

 

A média de idades dos 1.639 professores que foram colocados no último Concurso Externo Extraordinário (CEE) lançado pelo Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI), cujas listas foram conhecidas a 26 de janeiro, é de 41,4 anos. Dos mais de 1.600 professores que vincularam, apenas 396 são efetivamente novos no sistema. Os outros já davam aulas, mas não pertenciam aos quadros do MECI. Quando se olha para os docentes novos no sistema, a média de idades sobe para os 43,6 anos.

A análise dos dados resulta de uma parceria entre o movimento Missão Escola Pública (MEP) e o professor Davide Martins. É no pré-escolar que a situação é mais expressiva. Neste grupo de recrutamento, a média de idade dos educadores de infância agora vinculados é de 53 anos. “As faixas etárias mais representadas são as dos 45–49 anos (305 colocados) e dos 40–44 anos (260 colocados)”, nota a MEP, em nota enviada às redações.

Mas, na análise destes dados, merecem destaque os seis docentes que têm mais de 65 anos. O professor mais velho a vincular tem 66 anos. Ou seja, está, no máximo, a um ano e nove meses de se reformar.

Além disso, há 396 professores com redução de componente letiva por causa da idade. A partir dos 50 anos, os docentes vinculados beneficiam de reduções na componente letiva (duas horas a partir dos 50 anos, quatro horas a partir dos 55 e oito horas a partir dos 60). Os professores contratados não têm direito a essa redução. “Portanto, questionamo-nos até que ponto estes concursos externos extraordinários não estão a agravar o problema de alunos sem aulas. Um recurso que, enquanto contratado, estava a assegurar 22 horas letivas, passa a assegurar só 20, 18 ou 14 horas. As outras horas dão lugar a outras tarefas na escola que não correspondem a aulas”, sublinha Cristina Mota, porta-voz da MEP.

Quando comparados o número de professores com menos de 30 anos colocados no último CEE com o número de professores com mais de 50 igualmente colocados, é possível concluir que há mais colocados em idade de redução da componente letiva (396) do que jovens a entrar na profissão (352). Há mesmo grupos de recrutamento que não têm na lista de colocados nenhum professor abaixo dos 30 anos. É o caso do Pré-escolar, de Português e de Estudos Sociais/História do 2.º Ciclo.

Além dos docentes com mais de 50 anos, há outros 697 que não têm formação pedagógica e que foram integrados no sistema com a premissa de fazerem essa profissionalização em quatro anos. Os docentes que estão a fazer a profissionalização também beneficiam de uma redução de quatro horas na componente letiva, o que significa que também não podem assegurar um horário completo.

“De maneira nenhuma estamos contra os colegas que vincularam. Vincularam, têm direito à redução de horário e claro que devem usufruir dela. Mas esses colegas podiam vincular, por exemplo no concurso anual que deverá abrir no próximo mês”, sublinha Cristina Mota.

A MEP defende que os dados que agora apresenta desmontam a narrativa do MECI de que o CEE está a renovar o corpo docente e levanta questões sérias sobre a eficácia da medida. “O ministério está a adotar medidas que, em termos economicistas, são prejudiciais ao próprio ministério, quando esse dinheiro poderia estar a ser investido em medidas como valorização salarial, que efetivamente iriam trazer professores novos ao sistema e não professores novos, que afinal são velhos”, defende ainda a porta-voz da MEP.

O movimento diz que “está igualmente em causa uma questão de justiça na carreira docente”. “Num momento em que o Parlamento discute a correção das ultrapassagens, o CEE cria novas ultrapassagens, permitindo que docentes – alguns sem qualificação profissional – ultrapassem outros que estão há anos no sistema”, acrescenta.

Em causa estão professores que vincularam sem profissionalização e também “professores que vêm do privado e passam à frente de docentes que estão há anos a assegurar o funcionamento da escola pública”.

A Missão Escola Pública questiona, assim, se os concursos externos extraordinários “não estarão, afinal, a agravar o problema que dizem querer resolver: mais horários sem professor, mais alunos sem aulas, mais injustiça numa carreira já profundamente fragmentada”.

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Reunião Negocial na quarta-feira de cinzas

No âmbito do processo de revisão do Estatuto da Carreira Docente, o Ministério da Educação, Ciência e Inovação convocou as organizações sindicais para uma reunião negocial a realizar no próximo dia 18 de fevereiro de 2026, às 12 horas, nas instalações do Ministério da Educação, Ciência e Inovação, sitas na Avenida Infante Santo, n.º 2, 1350-178 Lisboa.
Ordem de Trabalhos:
Ponto Único – Apresentação de proposta sobre “Habilitação para a docência, recrutamento e admissão”, de acordo com alínea b) do n.º 1 do Artigo 2.º do Protocolo negocial.

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250 Docentes Aposentados em Março de 2026

Na listagem mensal de aposentados com efeitos ao dia 1 de março são aposentados 250 docentes da rede pública do MECI, de Portugal Continental.

Mais um conjunto de antigos subscritores que não os que considero nesta análise.

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A cartilha do medo e o ruído em torno da carreira docente

Um texto Chato que vocês não querem ler…

A cartilha do medo é um fenómeno tão antigo quanto a própria organização das sociedades humanas e não nasceu com os debates recentes sobre educação nem foi inventada por políticos ou sindicatos contemporâneos. Ao longo da história, diferentes pensadores alertaram para a facilidade com que o medo pode ser usado para orientar comportamentos e capturar a atenção coletiva. Platão já descrevia o risco de manipulação das massas através de narrativas que exploram emoções primárias, Maquiavel reconhecia que o medo é uma ferramenta poderosa no exercício do poder, e mais tarde Orwell mostraria como a institucionalização do medo pode condicionar a liberdade de pensamento e criar conformismo social.

Quando hoje se ouve afirmar que está a ser preparado um golpe final contra os professores e a sua carreira, é inevitável reconhecer a repetição de um padrão antigo. A retórica da catástrofe reaparece ciclicamente sempre que se abrem processos negociais complexos, como sucede com a atual fase de negociação do Estatuto da Carreira Docente. O que se apresenta como uma ameaça absoluta é muitas vezes a dramatização de um processo público e conhecido, em que sindicatos e governo discutem modelos de progressão, avaliação e organização da carreira. A cartilha é velha e eficaz porque transforma incerteza em medo e medo em mobilização emocional, dirigindo-se sobretudo aos mais desatentos, àqueles que só se lembram de Santa Bárbara quando troveja.

Filósofos modernos aprofundaram esta reflexão. Descartes insistia na necessidade de submeter todas as ideias ao crivo da razão crítica, Rousseau advertia para o risco de a vontade coletiva ser manipulada por narrativas interessadas, e Hannah Arendt analisou como o medo persistente pode corroer o julgamento individual e normalizar comportamentos que, em circunstâncias serenas, seriam questionados. Horkheimer e Adorno, ao estudarem a cultura de massas, mostraram que a produção sistemática de receios pode funcionar como instrumento de controlo social tão eficaz quanto qualquer mecanismo formal de poder.

No caso português, a realidade é mais prosaica do que os anúncios de desgraça fazem crer. O Estatuto da Carreira Docente encontra-se em negociação aberta, com posições divergentes mas assumidas publicamente, e a carreira docente continua a ser reconhecida como uma carreira estruturada de nível elevado no contexto da administração pública. A existência de conflito negocial não equivale a um desmantelamento oculto da profissão, antes faz parte do funcionamento normal de um sistema democrático em que interesses distintos se confrontam e procuram compromissos.

A cartilha do medo segue sempre a mesma lógica, constrói uma narrativa de ameaça total, associa essa ameaça a intenções escondidas, sugere que apenas alguns estão verdadeiramente conscientes do perigo e desvaloriza a informação pública disponível. O resultado é um ambiente em que o ruído supera a análise e em que a emoção tende a substituir o debate informado. Contra isso, a melhor resposta continua a ser a participação crítica, a leitura atenta das propostas concretas e a recusa de aceitar profecias de desastre sem fundamento verificável.

Educar uma sociedade implica também educar a sua relação com o medo. Como sugeria Platão, a qualidade da vida coletiva depende da clareza com que se percebem as ideias que a orientam. A prudência de Maquiavel, o ceticismo metódico de Descartes e a vigilância intelectual de Orwell convergem numa mesma lição, o medo pode ser um poderoso dramaturgo, mas é um conselheiro fraco quando se trata de construir políticas públicas sólidas. No debate sobre a carreira docente, mais do que cartilhas antigas e anúncios apocalípticos, o que se exige é lucidez, informação e responsabilidade partilhada.

 

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Regulamento do Júri Nacional de Exames

Aprova o Regulamento do Júri Nacional de Exames e revoga o Despacho Normativo n.º 1-D/2016, de 4 de março.

Despacho Normativo n.º 1/2026, de 10 de fevereiro

 

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Se nada de ousado se fizer, o Big Brother dominará a escola pública – Paulo Prudêncio

 

Se nada de ousado se fizer, o Big Brother dominará a escola pública

Se sabíamos que o negócio das gigantes tecnológicas (Big Tech) passaria prioritariamente pelos orçamentos da educação, também tínhamos a obrigação de perceber que esse aprisionamento originaria um Big Brother (o “Grande Irmão” de George Orwell). E apesar do avançado estado de degradação das democracias e das escolas públicas, não sabemos se estamos perante uma fatalidade. Na verdade, a esperança reside na ideia de que uma qualquer variante do fim da história continua a ser absolutamente incerta.

Aliás, Mark Carney, primeiro-ministro do Canadá, apontou um caminho audaz que tem toda a relação com esta encruzilhada. Depois de anunciar a “ruptura da ordem mundial” e o início de uma “realidade brutal dominada, sem limites, pelas grandes potências”, incentivou a “não impotência das potências médias”. Para Carney, essa capacidade erguerá uma nova ordem inclusiva dos valores democráticos, do respeito pelos direitos humanos, pela soberania e pela integridade territorial dos Estados.

E é precisamente esse o desafio que se coloca a uma defesa da escola pública incluída na “ideia de Europa”, como George Steiner desenhou em 2017, que inscreve os ideais de educação da civilização greco-romana que contrariem a desumanização inevitável em qualquer revolução tecnológica. Acima de tudo, as sociedades só são livres quando a dignidade humana assenta na busca do conhecimento desinteressado, na sabedoria e na criação do belo. E é exactamente essa a perda determinante da educação pública.

E se nada de ousado se fizer, só em escolas para ricos é que teremos um modelo pedagógico não dominado pelo Big Brother das Big Tech. Será onde se formarão, com propinas de 20 mil a 40 mil euros anuais, os futuros quadros das grandes empresas e os dirigentes partidários de cúpula. Disporão de turmas com dimensão pedagógica, de currículo completo, com as letras e as ciências a par, e de professores com carreiras atractivas e respeitadas. Os conteúdos digitais serão próprios – evitando-se os uniformizados e prevenindo-se a perda de tempo dos alunos com a adicção tecnológica – assistidos sensatamente por modelos pagos da Inteligência Artificial Generativa (IA).

Pelo contrário, nas escolas das massas far-se-á de conta que não faltam professores, reduzir-se-á o currículo e desconsiderar-se-á a dimensão das turmas. Como projecta a OCDE/2035, os professores serão generalistas contratados localmente, ou “guardadores” no “modelo-Uber”, que simularão que ensinam Literatura, Filisofia, História, Geografia ou Artes. O poder central livrar-se-á dos concursos e estimulará o clientelismo que facilita a precarização.

A opção será a monodocência. É irresistível para o lucro das Big Tech. Por cá, já se perspectiva o alargamento ao 2º ciclo reduzindo o número de professores nesse ciclo de 20 mil para 2 mil (no 3º ciclo e secundário a redução será de 70 mil para 10 mil). As versões gratuitas de assessores e tutores da IA supervisionarão e avaliarão o monodocente e o aluno-rei. Os monodocentes batalharão por prémios de desempenho e as eternas quotas e vagas da sua avaliação serão ocupadas por “Classroom Influencers” e “Youtubers”. Os directores serão autocratas de carreira organizados em ACEPs (associações de classe e do emprego partidário). Abrirão as portas das escolas a qualquer custo e experimentarão tragédias sociais e educativas comprovadas como o cheque-ensino.

Portugal fez o trabalho de casa. Os seus professores são – e de longe na burocracia doentia detectada pela OCDE – quem mais oferece documentos de didáctica aos servidores das Big Tech e às escolas virtuais.

E é por tudo isto que o tema dos sumários é uma boa síntese da fatal desconfiança nos professores e um exemplo do que não deve ser um sistema de informação que se quer único, inteligente, moderno, respeitador dos direitos fundamentais e que elimine procedimentos inúteis que infernizam a profissionalidade. E o leitor ter-se-á interrogado: mas os professores não os escrevem e devem ficar sem salário se falharem? Escrevem. Esta decisão é caricata e não são necessários sumários para se saber quantos horários estão sem professor. Estes registos são um picar do ponto perfeitamente dispensável numa transição digital que use a inteligência natural e mal seria se numa escola não se soubesse em tempo humano a falta de um professor. 

Só que esta caricatura descreve eloquentemente o Big Brother das Big Tech. Repare-se em dois detalhes: temos um ministro do sector que não só tem acesso exclusivo a galácticos instrumentos de medida – “não há razão nenhuma para que Portugal não tenha, daqui a dois anos, um dos melhores sistemas educativos do mundo do ponto de vista da administração” -, como responde com um “sim, saberemos porque não foi dada uma aula”, à seguinte pergunta da deputada Angélique da Teresa, da Iniciativa Liberal: “vai permitir saber quantas aulas não são dadas por causa das greves de professores?”.

Até que lá chegará o dia em que “berrará a voz áspera do telecrã”. Recorde-se o que George Orwell imaginou, em 1949, para a personagem Winston Smith numa sociedade totalitária. Não aconteceu em 1984, mas sucederá lá para 2034. Smith não seguia devidamente, porque tossia, a aula matinal obrigatória de exercício físico emanada do telecrã. Até que: “- Smith! – berrou a voz áspera do telecrã. – 6079 W. Smith! Sim, você! Curve-se mais, se faz favor! Consegue fazer melhor do que isso. Não se está a esforçar. Mais, por favor! Assim está melhor, camarada! Agora, todos à vontade e olhem para mim.”

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Professores em Portugal: empurrados para a margem, ignorados no centro – José Manuel Alho

“O desrespeito ao Professor retrata a decadência de uma sociedade”, a frase de Luiz Roberto Prandi ecoa como um epitáfio lido às portas de tantas escolas portuguesas. O início deste século abriu alas à morte lenta da autoridade docente, à corrosão do prestígio socioprofissional e à degradação salarial, que deixou de ser exceção e passou a ser regra. Como escrevi em Professores esquecidos: justiça, sim; valorização, nem vê-la!, já lá vão mais de 15 anos sem aumentos reais: quem quer, hoje, ser Professor? Tal como a desvalorização salarial do professor, novo pobre do sistema, vivemos numa era em que o tempo dos docentes é moeda barata, trocada por promessas vãs e burocracias infinitas.

Professores em Portugal: empurrados para a margem, ignorados no centro

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Escolas “sem bússola” com reforma do Ministério da Educação

Diretores sentem-se abandonados e sem interlocutores na tutela, depois da extinção de DGAE e IGEFE, enquanto os novos organismos não funcionam e os vice-presidentes das CCDR não são nomeados.

Escolasw “sem bússola” com reforma do Ministério da Educação

A reforma em curso no Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI), com extinção de organismos e criação de outros, está a deixar as escolas entregues a si próprias devido à falta de interlocutores. “Os diretores sentem-se como capitães de um navio a quem roubaram as bússolas em plena tempestade. Não há a quem recorrer e o auxílio na gestão transformou-se num exercício de adivinhação”, defendeu Rui Cardoso, diretor do Agrupamento de Viso, em Viseu, que lamenta o “deserto de respostas” da parte da tutela.

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Escolas, onde o “Pintar por Cima” é a Sétima Arte

 

Dizem os otimistas, essa raça resiliente que floresce em conferências e inaugurações oficiais, que vivemos num país comprometido com a educação. Eu diria que vivemos antes num país especializado em maquilhagem educativa. No que toca ao estado das nossas escolas, passámos da pedagogia para a arqueologia de sobrevivência, com uma pitada de negligência institucional à mistura.

Comecemos pela saga da requalificação escolar. Ah, os grandes programas de obras públicas! Essas iniciativas que tratam os edifícios como celebridades em fim de carreira, investe-se uma fortuna numa intervenção de fachada e depois deixa-se o resto ao abandono porque já não há orçamento para a manutenção. Muitas das escolas requalificadas parecem, vistas de longe, monumentos à modernidade, de perto revelam a velha filosofia nacional do pintar por cima. Os problemas estruturais continuam lá, discretamente escondidos sob demãos de tinta e relatórios otimistas, enquanto a manutenção se torna um conceito abstrato, quase filosófico. Quando uma parede racha, a solução raramente é estrutural, é cosmética.

Depois, há as escolas que ficaram à margem das grandes requalificações, autênticos museus involuntários de arquitetura educativa do século passado. Edifícios onde o tempo parece ter parado, mas a degradação não. Salas com isolamento precário, infiltrações persistentes e sistemas de aquecimento que funcionam mais como peças decorativas do que como equipamento útil. No inverno, aprende-se a matéria entre correntes de ar, no verão, entre ondas de calor que transformam as salas em estufas pedagógicas. A resiliência dos alunos torna-se, involuntariamente, parte do currículo.

A transferência de responsabilidades entre administração central e autarquias acrescentou mais um capítulo a esta história. O processo, muitas vezes apresentado como descentralização eficiente, tem por vezes o sabor de uma herança problemática, edifícios envelhecidos, necessidades acumuladas e recursos limitados. É o equivalente institucional a receber um imóvel histórico com charme, e uma lista interminável de obras urgentes.

E depois surgem os grandes anúncios, planos de investimento com números redondos e sonoros, promessas que ecoam em conferências de imprensa e documentos estratégicos. O problema é que o acesso a esses fundos depende de projetos técnicos complexos, prazos apertados e capacidades administrativas desiguais. Entre a intenção política e a obra concluída existe um labirinto de candidaturas, pareceres e calendários que nem sempre joga a favor das comunidades educativas.

O resultado é um sistema onde demasiadas escolas continuam a funcionar em condições que exigem criatividade diária de professores, funcionários e alunos. Baldes a aparar a chuva não deviam fazer parte do equipamento escolar, nem candidaturas de última hora deviam substituir planeamento estratégico.

Se queremos afirmar a educação como prioridade nacional, talvez devêssemos começar por tratar os edifícios escolares como infraestruturas essenciais e não como projetos ocasionais de cosmética política. É preciso planeamento consistente, manutenção contínua e investimento sustentado, não apenas intervenções espetaculares seguidas de longos períodos de esquecimento.

Caso contrário, o futuro da educação arrisca-se a não ser brilhante. Será apenas remendado. E, em demasiados casos, húmido.

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REPOSICIONAMENTO CORRETO e FIM DAS ULTRAPASSAGENS: o tempo de legislar é agora.

 

A Iniciativa Legislativa– DL 285/XVII/1 deu entrada na Assembleia da República a 3 de fevereiro. Apenas dias depois, a 6 de fevereiro, é publicada a Proposta de Resolução da Assembleia da República n.º 22/2026. Esta proximidade temporal não é neutra nem irrelevante: é um sinal político claro, que importa ler.

Nada disto começa agora. Na legislatura anterior, os Professores pela Equidade e Valorização (PEV) apresentaram uma petição com mais de 10.500 assinaturas, que foi votada favoravelmente pela Assembleia da República. O Parlamento reconheceu como legítima a reivindicação. O processo só não teve seguimento porque o Governo caiu e, com ele, caducaram os trabalhos legislativos. Não foi o mérito e a pretensão que falhou, foi o calendário político.

Perante esse desfecho, o PEV recusou resignar-se. Em vez de aceitar o bloqueio político como destino inevitável, deu um passo em frente e transformou a reivindicação numa Iniciativa Legislativa de Cidadãos, mais robusta, mais exigente e mais consequente. O resultado foi inequívoco: muito mais do que as 20.000 assinaturas legalmente exigidas, reunidas com esforço e convicção. O PEV não só manteve o tema vivo como o elevou ao patamar máximo da Iniciativa Cidadã prevista na Constituição.

A publicação agora de uma proposta de resolução dias depois da admissibilidade da ILC confirma e valida aquilo que já é evidente, o tema é reconhecido e politicamente incontornável. Sabemos que uma resolução não cria lei, mas cria enquadramento, fixa posições e prepara decisões. Quando o debate já está feito “em abstrato”, uma proposta de lei deixa de ser disruptiva e passa a ser obrigatória do ponto de vista da coerência política.

Por isso, a pergunta já não é “se”, mas “quando”.

O que falta para resolver, de forma definitiva, o reposicionamento correto na carreira docente e a correção das ultrapassagens?

O Parlamento já reconheceu o problema, os cidadãos já fizeram o seu trabalho (duas vezes). Prolongar a indecisão não deverá ser uma opção política

O tempo do diagnóstico terminou. É tempo de legislar.

https://data.dre.pt/eli/resolassrep/22/2026/02/06/p/dre/pt/html

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Reserva de Recrutamento 35 – 2025/2026

Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação e Retirados – 35.ª Reserva de Recrutamento 2025/2026.

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira, dia 9 de fevereiro, até às 23:59 horas de terça-feira, dia 10 de fevereiro de 2026 (hora de Portugal continental).

SIGRHE – Aceitação da colocação pelo candidato

Listas – Reserva de Recrutamento n.º 35

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Não Falhei um Cêntimo no Vencimento Base dos 10 Escalões

No dia 22 de dezembro publiquei o vencimento base dos 10 escalões da carreira docente que mostro novamente aqui:

O IGEFE publicou ontem no Processamento de Vencimentos 2026 as tabelas dos 10 escalões e não falhei um único cêntimo em nenhum dos escalões.

No dia 6 de janeiro já tinha publicado os valores com base das retenções para 2026.

Sinal que isto já podia ter sido processado no vencimento de janeiro em vez de termos de aguardar pelo mês de fevereiro para receber o mês de janeiro com retroativos.

 

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Novo Calendário das Provas Ensaio

Podia ao menos o MECI ter a preocupação de mudar o calendário para os mesmos dias da semana de cada prova.
Porque assim bastava apenas mudar o dia em vez de ser necessário rever toda uma calendarização.

 

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Alteração ao calendário das Provas-Ensaio 2025/2026

“Nesse sentido, adia-se a realização de Provas-Ensaio, inicialmente previstas para o
mês de fevereiro, e agora reagendadas para o mês de abril. As datas para a realização
das provas ModA e das Provas Finais do Ensino Básico mantêm-se inalteradas.”

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Processamento de remunerações 2026

 

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Resolução – Recomenda ao Governo a valorização dos assistentes operacionais e dos assistentes técnicos

Resolução da Assembleia da República n.º 23/2026

Recomenda ao Governo a valorização dos assistentes operacionais e dos assistentes técnicos

A Assembleia da República resolve, nos termos do n.º 5 do artigo 166.º da Constituição, recomendar ao Governo que:

1 – Aperfeiçoe o modelo de transferência de competências para as autarquias no domínio da educação, assegurando uma articulação eficaz e estratégica com os agrupamentos de escolas e escolas não agrupadas, e atribuindo às Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional responsabilidades reforçadas no planeamento da rede escolar, da oferta formativa do ensino profissional e na coordenação dos investimentos em infraestruturas educativas, promovendo a coesão territorial e a equidade.

2 – Defina os conteúdos funcionais adequados dos assistentes técnicos e dos assistentes operacionais, assegurando a diferenciação e valorização dos assistentes que desempenhem tarefas com especificidades educativas.

3 – Realize um estudo para avaliar as necessidades das escolas no respeitante ao número de assistentes operacionais e de assistentes técnicos.

4 – Reveja e ajuste, com base no estudo referido no número anterior, os rácios de assistentes técnicos e assistentes operacionais nas escolas, em articulação com a Associação Nacional de Municípios Portugueses, de forma a garantir:

a) A presença de assistentes operacionais e assistentes técnicos em número suficiente em todas as escolas, agrupadas e não agrupadas, durante o respetivo horário de funcionamento;

b) Um número suficiente de auxiliares de ação educativa com a formação adequada ao acompanhamento de alunos com necessidades educativas específicas, nomeadamente as de caráter prolongado;

c) A adequação do número de assistentes operacionais à tipologia dos edifícios escolares, à área dos recintos escolares e ao contexto social em que a escola se insere;

d) O normal funcionamento da escola em termos de oferta educativa, respondendo a necessidades específicas, designadamente das escolas artísticas e das escolas agrícolas;

e) O adequado funcionamento das instalações e equipamentos desportivos;

f) O funcionamento regular de serviços como as reprografias, bibliotecas, papelarias, bares e refeitórios, entre outros;

g) A identificação das necessidades permanentes das escolas, atendendo também às necessidades transitórias.

5 – Proceda à criação e disponibilização de formações destinadas a capacitar os assistentes operacionais para a intervenção junto de crianças e jovens com necessidades educativas especificas.

Aprovada em 9 de janeiro de 2026.

O Presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar Branco.

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Resolução – Recomenda ao Governo a correção das ultrapassagens

Resolução da Assembleia da República n.º 22/2026

Recomenda ao Governo a correção das ultrapassagens na progressão da carreira docente e o reconhecimento do tempo de serviço efetivo prestado no ensino não superior e no ensino superior

A Assembleia da República resolve, nos termos do n.º 5 do artigo 166.º da Constituição, recomendar ao Governo que:

1 – Reveja, com efeitos imediatos, os critérios de reposicionamento na carreira docente, reconhecendo todo o tempo de serviço dos professores que já pertenciam aos quadros antes de 1 de janeiro de 2011, conforme efetuado com os docentes que entraram para os quadros após essa data.

2 – Implemente, a partir do início no ano letivo de 2025/2026, políticas públicas que valorizem a carreira docente, incentivando a permanência e motivação dos professores, cruciais na formação das futuras gerações.

3 – Promova o diálogo com os representantes dos professores e as organizações sindicais, de modo a serem encontradas soluções que sirvam os interesses dos docentes, dos alunos e do ensino.

4 – Corrija as ultrapassagens na progressão da carreira, implementando um sistema equitativo que respeite a experiência e o mérito dos docentes, garantindo que todos os professores sejam tratados de forma igual, independentemente da data de ingresso.

5 – Dispense o período probatório para todos os docentes com docência prévia no ensino superior e garanta o reconhecimento do tempo de serviço efetivo prestado e a progressão adequada na carreira, nas mesmas circunstâncias dos docentes contratados ao abrigo do Decreto-Lei n.º 51/2024, de 28 de agosto.

6 – Considere como tempo de serviço as atividades de investigação realizadas como doutorado ao abrigo de contratos celebrados nos termos do Estatuto da Carreira de Investigação Científica ou do Decreto-Lei n.º 57/2016, de 29 de agosto, em instituição integrante do sistema nacional de ciência e tecnologia, não sendo cumulável, para o mesmo período temporal, com o tempo de serviço previsto no artigo 7.º do Decreto-Lei n.º 51/2024, de 28 de agosto.

Aprovada em 9 de janeiro de 2026.

O Presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar Branco.

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Para Quando o Concurso Interno?

Já diversos professores me questionaram quando irá abrir o concurso interno de 2026.

Geralmente ele abre no mês de março, conforme comprova o quadro seguinte com as datas dos concursos desde 2020.

 

Este ano até poderá atrasar a abertura do concurso interno porque em cima da mesa negocial encontra-se para discussão  o tema “Habilitação para a docência, recrutamento e admissão”.

Esta primeira reunião para a negociação deste tema estava prevista para o dia de ontem, mas o MECI por motivos de força maior adiou a reunião.

Se o primeiro tema da negociação MECI/SIndicatos demorou perto de um mês a ser concluído e tendo em conta que este segundo tema é bem mais sensível que o primeiro é provável que a negociação apenas termine em finais de março.

Portanto, o mais provável é que apenas no mês de abril abra o concurso interno com as novas regras a negociar com os sindicatos.

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Agência para a Gestão do Sistema Educativo (AGSE) assume competências da extinta Direção-Geral da Administração Escolar

A extinção da DGAE enquadra-se no processo de reorganização da Administração Pública e da reforma do setor da Educação, conforme estabelecido no Despacho n.º 919-A/2026, publicado em Diário da República a 27 de janeiro.

Competências asseguradas pela AGSE

Com a integração destas atribuições, a AGSE passa a ser a entidade responsável pela gestão de processos administrativos associados ao funcionamento do sistema educativo, incluindo matérias relacionadas com recursos humanos, procedimentos administrativos e outros domínios anteriormente da competência da Direção-Geral da Administração Escolar (DGAE), tal como definido no Decreto-Lei n.º 99/2025, que criou a Agência.

A assunção destas funções pela AGSE assegura a continuidade dos serviços e dos procedimentos em curso, pretendendo garantir um modelo de gestão mais integrado e centralizado.

Contactos e acompanhamento

No âmbito desta transição, todos os contactos e comunicações relacionados com as áreas anteriormente asseguradas pela DGAE deverão passar a ser realizados junto da AGSE, preferencialmente através dos canais oficiais disponibilizados para o efeito, nomeadamente, E72.

Uma gestão mais integrada do sistema educativo

A criação da AGSE tem como objetivo simplificar e centralizar a gestão do sistema educativo, promovendo uma maior eficiência administrativa, a redução da fragmentação institucional e a melhoria do serviço prestado às comunidades educativas, assegurando uma resposta mais eficaz e articulada às necessidades do sistema.

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