Set 19 2024
Aviso de Abertura do Concurso Externo Extraordinário – 20 a 26 de Setembro
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Set 19 2024
Jovem entrega-se após alegada ameaça com arma junto a escola de Lisboa
Um jovem “terá exibido uma arma de fogo” num acerto de contas entre alunos junto a uma escola em Benfica, em Lisboa, hoje à tarde, e entregou-se depois na esquadra local, revelou a PSP, referindo não haver feridos.
Jovem entrega-se após alegada ameaça com arma junto a escola de Lisboa
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Set 19 2024
A Antecipar a RR4 no QZP09
São 218 horários enviados para a RR4 no QZP09, sendo que 28 são de duração anual.

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Set 19 2024
Mostra Cinema Sem Conflitos 2024 – Açores – Reservas até 15 de outubro – Edição anterior #1
Mostra Cinema Sem Conflitos 2024 – Açores – Reservas até 15 de outubro – Edição anterior #1
Como foi a edição anterior?
Mostra Cinema Sem Conflitos 2024 – Açores
📅 de 21 a 31 de outubro 📍São Miguel, Terceira, Faial, Pico e São Jorge
Evento gratuito com reserva obrigatória ☞ https://cinemasemconflitos.pt/
Direcionado para alunos do 3º ciclo e secundário (M/12) ✔
Temáticas — ambiente; amor e sexualidade; bullying; dilemas sociais; doença mental; drogas; família; racismo; relações interpessoais; religião e cultura; violência.
#mostracinemasemconflitos2024 | ✉ [email protected]
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Set 19 2024
É tão fácil julgar…
É tão fácil julgar, muitas vezes, sem fundamentos credíveis e sem conhecimento de causa…
Na Escola Básica da Azambuja, um aluno terá esfaqueado seis colegas, por motivos, objectivamente, desconhecidos à data da ocorrência… Perante esse episódio, em relação ao qual se têm feito muitas conjecturas e tecido inúmeras especulações, mas que obviamente não deixará ninguém indiferente, parecem existir apenas três certezas:
– Trata-se de um acontecimento potencialmente gerador de alarme social…
– A gravidade do acto praticado pelo aluno agressor não pode ser ignorada, nem escondida, nem escamoteada, nem desvalorizada…
– Nem sempre é possível prever e evitar este tipo de ocorrências em contexto escolar… Ainda não se encontrou o “Santo Graal” do funcionamento da mente humana, que permita identificar, sem margem de erro, que “gatilhos” poderão desencadear um fenómeno desta natureza… Assim sendo, torna-se muito difícil prever com precisão a ocorrência deste tipo de episódios violentos, mesmo que previamente possam existir alguns indícios de risco… A existência de indícios não significa que, obrigatoriamente, se venham a concretizar ou a consumar actos violentos… Ao invés, também é possível que a inexistência de indícios de risco nem sempre impeça a prática de acções violentas, num determinado momento… Cada caso é mesmo um caso e dificilmente sairemos dessa inevitabilidade…
E a partir daqui podem surgir muitas perguntas de difícil resposta:
– Como se caracteriza a família do agressor, em particular as dinâmicas relacionais existentes no contexto familiar? Que contributo poderá ter tido o ambiente familiar no desencadeamento deste episódio?
– O agressor sofre de alguma patologia mental, diagnosticada ou por diagnosticar à data da ocorrência?
– O agressor é ou foi vítima de bullying em contexto escolar?
– O que terá levado o agressor a desferir golpes com uma arma branca naqueles que se cruzaram no seu caminho? O que espoletou tal expressão de agressividade?
O acto praticado pelo aluno tem que ser compreendido, isto é, têm que se perceber as razões, conscientes ou inconscientes, que o levaram a agredir de forma bárbara várias pessoas…
Porque compreender o acto praticado por este aluno é também contribuir para a prevenção deste tipo de ocorrência em contexto escolar…
A propósito deste acontecimento na Escola Básica da Azambuja, leram-se muitos julgamentos e juízos de valor nas ditas “redes sociais” que visaram, sobretudo, a família do aluno agressor, mas também a Direcção do estabelecimento de ensino…
Que dados factuais existem para se poderem fazer tais juízos?
Enquanto não existirem respostas concretas e credíveis, o mais avisado será, talvez, que cada um se abstenha de julgar terceiros, evitando comentários levianos, sem fundamentos objectivos e sem conhecimento de causa, que em nada ajudarão a compreender o problema e a agir face à gravidade do mesmo…
Introduzir mais ruído, absolutamente desnecessário e contraproducente nesta situação, por si mesma já suficientemente grave e complicada, não faz qualquer sentido…
Em qualquer caso, vítimas, agressor e restante comunidade educativa carecem de uma intervenção sistémica e especializada que, com certeza, já estará em curso…
Dada a idade do aluno (12 anos), competirá ao Ministério Público a instauração de um inquérito tutelar educativo que, por essa via, efectuará as diligências necessárias para a obtenção de informação completa…
Paula Dias
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Set 18 2024
Mas Estas Escolas São Carenciadas em Quê?
Resolvi contabilizar as Contratações de Escola em concurso ao longo do ano 2023/2024 e também em 2024/2025 para as 234 escolas carenciadas.
Ordenei as escolas pelo número mais baixo de horários em concurso ao longo de todo o ano passado e até ao dia 20 de setembro de 2024 e tirei os seguintes dados:

Estas escolas “carenciadas” tiveram ao longo do ano passado menos de 10 horários em concurso na Contratação de Escola e este ano ainda nenhuma pediu 10 horários neste concurso.
Ao contrários destas escolas que sendo carenciadas tiveram o ano passado 60 ou mais horários em concurso.

É de perguntar qual é a carência das escolas da primeira imagem.
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Set 18 2024
A “Mostra Cinema Sem Conflitos 2024” está a chegar às ilhas de São Miguel, Terceira, Faial, Pico e São Jorge
Datas, locais e reservas ☞ https://cinemasemconflitos.pt/
Direcionado para alunos do 3º ciclo e secundário (M/12) ✔
Temáticas — ambiente; amor e sexualidade; bullying; dilemas sociais; doença mental; drogas; família; racismo; relações interpessoais; religião e cultura; violência.
À exibição das curtas-metragens, com uma duração total de 45 minutos, seguir-se-á um debate em que os alunos são convidados a interagir e a expressar as suas perspetivas, num diálogo enriquecedor e estimulante que visa contribuir para o desenvolvimento da Educação para a Cidadania em Portugal.
#mostracinemasemconflitos2024 | ✉ [email protected]
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Set 18 2024
As Escolas Carenciadas
Foi hoje publicado o Despacho n.º 10971-B/2024 com a identificação dos 234 AE/ENA considerados carenciados pelo Ministério da Educação, Ciência e Inovação,
Lembro que a alínea b) do n.º 1 do artigo 3.º do Decreto-Lei n.º 51/2024, de 28 de agosto define «Escolas carenciadas», aquelas em que no próprio ano letivo e nos dois anos letivos anteriores se verificou a existência de alunos sem aulas durante, pelo menos, 60 dias consecutivos.
Contudo o n.º 3 do mesmo artigo diz:
Sem prejuízo do disposto no número anterior, o membro do Governo responsável pela área da educação, ciência e inovação pode, mediante proposta da Direção-Geral da Administração Escolar devidamente fundamentada e através de despacho, reconhecer outros grupos de recrutamento deficitários e outras escolas carenciadas.
Assim, nesta lista existem escolas que não se verificou a existência de alunos sem aulas durante, pelo menos, 60 dias consecutivos. Mas também não se conhecem os critérios que levaram algumas destas escolas a serem consideradas carenciadas.
Distribuição das 234 escolas carenciadas por QZP

As escolas carenciadas foram definidas em 117 Concelhos. Ver aqui a lista por Concelho.
Pelo que dá a entender procurou-se arranjar uma escola por QZP em quase todos os QZP do norte do País e no QZP09 uma escola por Concelho.
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Set 18 2024
Proposta para um “Nova” Carreira Docente e de Diretor/Direção
Com base no que já se conhece das intenções do Ministro da Educação, da sua equipa e baseado nas declarações de Fernando Alexandre, podemos depreender que o escalão de entrada na carreira docente vai ser alterado. O objetivo é tornar mais atrativa a profissão.
Em relação aos Diretores, a intenção é criar um Estatuto próprio e consequentemente uma tabela remuneratória. Os suplementos de Direção de AE/ENA, não são atualizados desde 2008, mas as responsabilidades e o volume de trabalho imputado às direções são atualizados a cada passo legislativo.
Com base no “dito” e da análise de outras carreiras proponho e deixo para que emitam a vossa opinião as seguintes propostas:

O Prémio de Desempenho já foi motivo de discussão e no ECD da MLR até se encontrava citado. A proposta é que seja incluído novamente e posto em prática, mas para isso é necessário ter conhecimento da nova ADD e dos seus critérios.
Para as direções o Prémio de Desempenho deve ser baseado nos resultados que vão constar no Estatuto do Diretor.
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Set 18 2024
Grupos de Recrutamentos e Escolas Carenciadas
Começa logo pela Escola da Abelheira, em Viana do Castelo…
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Set 17 2024
O Que Já Sabemos Sobre o Novo Concurso Externo Extraordinário? v2
Com a publicação do Decreto-Lei n.º 57-A/2024, de 13 de setembro e com a publicação das 2.309 vagas, este concurso irá abrir no dia 18 de setembro de 2024.
E quem poderá concorrer?
1 — Podem ser opositores ao concurso previsto no n.º 1 do artigo 1.º, em 1.ª prioridade, os candidatos que, à data da abertura do concurso, possuam habilitação profissional para o grupo de recrutamento a que se candidatam e preencham os demais requisitos previstos no artigo 22.º do Estatuto da Carreira dos Educadores de Infância e dos Professores dos Ensinos Básico e Secundário, aprovado em anexo ao Decreto-Lei n.º 139-A/90, de 28 de abril, na sua redação atual (Estatuto).
2 — Podem ainda ser opositores ao concurso previsto no n.º 1 do artigo 1.º, em 2.ª prioridade, os candidatos com habilitação própria para a docência nos termos das disposições legais e regulamentares em vigor.
Para que tipo de quadro entram os docentes?
O concurso externo extraordinário destina-se ao recrutamento de candidatos que, reunindo os requisitos previstos no artigo anterior, pretendam ingressar na carreira, através do preenchimento de vagas de quadro de zona pedagógica (QZP).
Quando abre o concurso e por quanto tempo?
O concurso abre no dia 18 de setembro de 2024. A candidatura decorre num prazo mínimo de cinco dias úteis.
A candidatura efetua-se, exclusivamente, em suporte eletrónico disponibilizado pela DGAE, acessível através do respetivo sítio eletrónico e do Portal Único de Serviços (isto não sei o que é).
Que vagas vão abrir?
As vagas destinadas ao concurso são fixadas por grupo de recrutamento, através de portaria dos membros do Governo responsáveis pelas áreas das finanças, da Administração Pública e da educação, ciência e inovação, publicadas hoje.
Entrando em QZP como se vai proceder à colocação dos professores?
Haverá um concurso de mobilidade interna que se destina aos candidatos colocados em QZP no concurso externo extraordinário regulado no presente decreto-lei, respeitando as seguintes prioridades:
a) 1.ª prioridade — docentes com habilitação profissional;
b) 2.ª prioridade — docentes com habilitação própria para a docência nos termos das disposições legais e regulamentares em vigor.
As colocações de docentes de carreira referidos no n.º 1 caducam no final do ano escolar.
Como devo concorrer na Mobilidade Interna?
1 — Para o efeito de colocação na mobilidade interna, os docentes manifestam as suas preferências de acordo com o disposto no artigo 9.º do Decreto-Lei n.º 32-A/2023, de 8 de maio, sem prejuízo do disposto nos números seguintes.
2 — Os docentes a que se refere o n.º 1 do artigo anterior manifestam as suas preferências para os AE/EnA da área geográfica do QZP a que se encontram vinculados e da área geográfica de, pelo menos, dois QZP limítrofes.
3 — Sem prejuízo das preferências manifestadas nos termos dos números anteriores, considera- se que, no caso de a candidatura não esgotar a totalidade dos AE/EnA do âmbito geográfico dos QZP a que o docente concorre, este manifesta igual preferência por todos os restantes AE/EnA desses QZP, fazendo-se a colocação por ordem crescente de AE/EnA.
Quando é esse concurso da Mobilidade Interna?
O procedimento de mobilidade interna é aberto pela DGAE pelo prazo de cinco dias úteis, após a publicação do aviso da lista definitiva de colocação do concurso externo.
Como são publicadas as listas de colocações na Mobilidade Interna?
As listas de colocação de mobilidade interna são publicitadas em simultâneo com as listas de colocação do procedimento de reserva de recrutamento aberto através do Aviso n.º 6468-A/2024/2, publicado no Diário da República, 2.ª série, n.º 60, de 25 março de 2024, enquanto existirem candidatos por colocar em mobilidade interna.
Só nesta altura iremos ter conhecimento das escolas que têm carência efetiva de professores com as regras determinadas pelo MECI.
Quando tem efeitos a vinculação em QZP?
Os docentes colocados em resultado do concurso externo regulado pelo presente decreto-lei que, à data da colocação, sejam detentores de habilitação profissional para a docência ingressam na carreira docente, nos termos do artigo 36.º do Estatuto, com efeitos à data da publicitação das listas definitivas de colocação, desde que cumpram os deveres de aceitação e de apresentação.
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Set 17 2024
2.309 Vagas de QZP (Tudo a Partir do QZP 40)
… menos o QZP 43.
Era expectável que as vagas de QZP a abrir para o concurso externo extraordinário fossem todas para a zona Sul do Pais (entenda-se Lisboa como Sul, claro).
Já não era expectável que todos os QZP a partir do 40 tivessem vagas de QZP, mas tendo em conta que os candidatos na Mobilidade Interna terão de concorrer também a dois QZP adjacentes já se pode compreender melhor esta decisão.

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Set 17 2024
Contratações de Escola Após a RR3
Começa a ser maçador estar sempre a dizer a mesma coisa.
Mas ficam os dados dos horários em Contratação de Escola após a RR3.
1.º Lisboa
2.º Setúbal
3.ª Faro

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Set 17 2024
Portaria Vagas – Concurso Externo Extraordinário
Portaria n.º 211-A/2024/1, de 17 de setembro
Fixa as vagas dos quadros de zona pedagógica para o concurso externo extraordinário de seleção e de recrutamento do pessoal docente, a realizar no ano letivo de 2024-2025.
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Set 17 2024
6 alunos esfaqueados por colega em escola na Azambuja
Triste notícia que nos faz lembrar outros países… mas foi em Portugal!

“Vi alunos cheios de sangue e as crianças todas a chorar”: o cenário de “pânico” em escola da Azambuja
Seis alunos entre os 12 e 14 anos foram esfaqueados por um colega na escola básica da Azambuja.
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Set 17 2024
1801 Contratados colocados na RR3
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Set 16 2024
Petição Aberta ao público em defesa da Carreira Docente e Equidade
Estamos a entrar em contacto consigo, para solicitar a sua ajuda na divulgação de uma causa que impacta diretamente a classe docente e, consequentemente, todo o sistema educativo em Portugal e 120 mil alunos sem professor a pelo menos 1 disciplina! Exigimos JUSTIÇA e EQUIDADE!.
Estamos a mobilizar a comunidade docente e a sociedade em geral para a assinatura da petição intitulada “Participa na Petição pela Equidade no Reposicionamento Docente e Correção de Ultrapassagens na carreira docente”.
Esta petição visa corrigir as injustiças que afetam a progressão na carreira dos professores, uma consequência de políticas mal direcionadas nos últimos 20 anos. A falta de reconhecimento do tempo de serviço dos professores e as ultrapassagens injustas têm resultado numa saída constante de profissionais da educação, o que está a agravar o problema da falta de docentes em escolas por todo o país.
É urgente que consigamos reunir 7500 assinaturas, mas até ao momento, conseguimos apenas 596 até ao momento.
A sua colaboração na divulgação desta iniciativa através do seu blog seria de grande valor para chamar a atenção de mais colegas e cidadãos para esta causa tão relevante.
Aqui estão as principais ações que estamos a promover:
- Assinar a petição: O link direto para a petição é https://peticaopublica.com/?pi=PT122245.
- Aderir ao grupo Profs pela Equidade: Um grupo de professores que está a crescer e onde discutimos estratégias e formas de atuação. Atualmente, somos apenas 1400 membros de um universo de 56 000 professores. Link: https://t.me/+fLKdPKxuFsllMzhk.
A sua ajuda na divulgação deste Cartaz sobre a petição é fundamental para que possamos fazer ouvir a nossa voz e lutar pela justiça e equidade na nossa profissão.
Ficamos à disposição para qualquer esclarecimento adicional.
Agradecemos desde já pela sua atenção e pelo apoio que nos puder dar.
Com os melhores cumprimentos,

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Set 16 2024
Carta aberta ao Exmo. Senhor Ministro da Educação, Ciência e Inovação:
É longa e por isso a etiqueta Ler Mais
Ondas de paixão, ou pequeno ensaio de como fazer o mesmo e esperar diferente
Caro senhor Ministro Fernando Alexandre,
Peço desculpa pela longa missiva, que apenas remotamente tem o potencial de chegar às suas mãos/olhos, tendo em conta o corporativismo e falência que assolam as nossas instituições públicas.
Além da experiência em não obter resposta, pois não é esta a primeira missiva que lhe endereço, (nem será a última a não obter qualquer tipo de resposta), estou já habituado à gradual repetição de omissão de resposta ou identificação dos operadores/técnicos, que são contactados por correio electrónico seja para a DGES, seja para a DGAE. Além disso, posso-lhe garantir, que o afluxo de solicitações para os canais de atendimento, faz com que os ‘tickets’ criados, sejam por vezes fechados, sem qualquer satisfação para com quem os criou. Sem qualquer resposta. Creio que apenas para ‘fechar trabalho’ nos canais de suporte, a braços, creio, também com a pressão de estatísticas no trabalho que se sobrepõem ao esclarecimento cabal, mais personalizado de quem indaga naquelas paragens.
Não queria aborrecer com esta referência aos serviços, mas serve perfeitamente para introduzir o tema desta maldita massificação acompanhada por despersonalização, com que a classe docente tem sido agraciada dos dois lados da corda, seja a montante por parte da tutela, seja a jusante, por parte das direcções de escola e até dos discentes.
Para o caso de chegar de facto a seus olhos, peço que considere alguns dos pontos que tento focar a partir da minha perspectiva dos últimos 30 anos, frequentando o sistema de ensino nacional. Não por algum capricho meu, mas por causa de uma remota e hipotética sensibilização para erros, intencionais ou não, que poderão ser repetidos pelo Ministério que tutela, e não sobrevalorizando a minha opinião sobre este assunto.
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Set 16 2024
Contigente dos Aposentados Para 2024/2025 (200)
Fixa o contingente anual dos docentes aposentados ou reformados a contratar para a satisfação de necessidades temporárias de pessoal docente, nos termos do Decreto-Lei n.º 51/2024, de 28 de agosto.
Despacho n.º 10878-A/2024
1 – É fixado um contingente de recrutamento de 200 docentes aposentados ou reformados a contratar para satisfação de necessidades temporárias de pessoal docente, em grupo de recrutamento deficitário ou em escola carenciada, por ano letivo.
2 – O contingente referido no número anterior abrange a celebração de novos contratos de trabalho, bem como a sua renovação.
3 – O presente despacho entra em vigor no dia seguinte ao da sua publicação.
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Set 16 2024
Reserva de recrutamento 2024/2025 n.º 03
Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Listas de Colocação Administrativa – 3.ª Reserva de Recrutamento 2024/2025.
Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de terça-feira dia 17 de setembro, até às 23:59 horas de quarta-feira dia 18 de setembro de 2024 (hora de Portugal continental).
Consulte a nota informativa.
SIGRHE – Aceitação da colocação pelo candidato
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Set 15 2024
Resumo da Semana das Contratações de Escola
Retomo os artigos que habitualmente costumo fazer no início do ano letivo com o resumo dos horários em concurso na contratação de escola.
Ao domingo irei apresentar durante umas semanas o resumo da semana anterior e a antevisão da semana seguinte quanto ao número de horários em concurso.
Ao longo da semana anterior apareceram 1635 horários em concurso (desconheço quantos já tiveram o professor colocado) e até à próxima quarta-feira existem 307 horários em concurso.

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Set 15 2024
JN – Entrevista com o Ministro da Educação
Fernando Alexandre: “Vamos melhorar as condições salariais dos professores nos primeiros escalões”
A Escola Secundária Alves Martins, em Viseu, que está a celebrar 175 anos, foi o palco da conversa em que o ministro da Educação abordou as medidas a tomar para garantir aulas a todos os alunos e as reformas a fazer até final da legislatura.

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Set 15 2024
O que poderá correr mal?
O Ministro Fernando Alexandre encontra-se em funções há pouco mais de cinco meses e parece ter começado bem o seu mandato, apesar de algumas expectativas iniciais que o davam como um “perigoso neoliberal” ou como acérrimo defensor das políticas económicas ultraliberais…
Durante esse tempo que, de modo objectivo, ainda é pouco, tem, mesmo assim, demonstrado um esforço notório no sentido de apaziguar aqueles que tutela, dando sinais de estar empenhado em alterar a representação negativa que a maioria dos profissionais de Educação detém acerca do Ministério da Educação, certamente construída e interiorizada pela sua experiência ao longo dos últimos anos…
Até agora, o actual Ministro da Educação tem manifestado respeito pelos profissionais de Educação, vontade de valorizar o trabalho docente e, sobretudo, tem evidenciado honestidade intelectual, qualidade imprescindível ao saudável funcionamento das relações institucionais, que se quer assente na boa-fé e na confiança recíproca…
Honestidade intelectual que é, sem grande dúvida, a “mãe” de todas as virtudes, particularmente vital quando se pretenda a criação de um ambiente favorável ao diálogo franco e à negociação séria entre o Ministério da Educação e os profissionais por si tutelados…
Em jeito de balanço, em pouco mais de cinco meses, Fernando Alexandre conseguiu, entre outros, devolver (faseadamente) o tempo de serviço dos Professores, abolir o insano Projecto MAIA e atribuir aos docentes deslocados um subsídio, medidas essas há muito tempo ambicionadas…
Em jeito de balanço, em pouco mais de cinco meses, Fernando Alexandre tem mostrado uma acção governativa norteada pela honestidade intelectual, pela transparência e por uma perspectiva humanista da Educação…
A forma como tem vindo a atender certas reivindicações docentes, compreendendo e aceitando as respectivas justificações, é disso uma prova…
Objectivamente, pelas medidas que já foram tomadas, poder-se-á afirmar, sem grandes reservas, que o Ministro Fernando Alexandre conseguiu, em pouco mais de cinco meses, realizar mais e melhor do que os dois últimos Governos de António Costa, em oito anos…
Bastará recordar que António Costa/Tiago Brandão Rodrigues/João Costa sempre consideraram a satisfação das principais reivindicações docentes como algo impensável e inconcretizável, chegando mesmo, em 2019, a realizar uma inadmissível chantagem, ameaçando com a demissão do Governo, se a Assembleia da República aprovasse o Diploma que previa a recuperação integral do tempo de serviço dos Professores… Este é, de resto, o exemplo mais paradigmático dessa obstinação em lesar a Classe Docente…
Haverá, ainda, muito a fazer e a melhorar, mas, neste momento, a avaliação do exercício de funções do actual Ministro não poderá deixar de ser positiva, a não ser que, por razões meramente ideológicas ou partidárias, muitas vezes dogmáticas, se opte por enjeitar o reconhecimento de determinados méritos…
A respeito do reconhecimento do trabalho positivo do Ministro, também se percebe que uma parte significativa dos Professores tende a evidenciar uma certa dificuldade em admitir essa avaliação…
Por vezes, chega mesmo a parecer que se sente uma certa perplexidade e estranheza quando se é bem tratado, provavelmente, porque se estará habituado a ser recorrentemente desrespeitado e agredido, das mais variadas formas…
Por outras palavras, muitos Professores parecem ter-se habituado a ser maltratados por sucessivos Governos, acabando por interiorizar essa forma de tratamento como “a normal” e única expectável ou possível…
Mas essa forma de tratamento nunca poderá ser vista como aceitável ou como a “maneira normal” de tratar quem quer que seja…
Em resumo, o Ministro Fernando Alexandre conseguiu, até agora, escutar e olhar de frente aqueles que tutela, incutir a esperança de que é possível mudar a Escola Pública para melhor, ao mesmo tempo que se tem abstido de proferir discursos irrealistas, destinados a iludir e a ludibriar…
A diferença de atitude entre o actual Ministro da Educação e o anterior, João Costa, é deveras avassaladora…
Feito o justo reconhecimento ao trabalho que tem vindo a ser desenvolvido pelo Ministro Fernando Alexandre, assomam, contudo, algumas incertezas, quanto ao futuro mais próximo:
– Com a publicação recente do documento “Aprender Mais Agora”/”Recuperar e Melhorar a Aprendizagem” ficaram a conhecer-se as linhas gerais de intervenção, previstas pela Tutela para a Escola Pública…
No último Ponto desse documento, denominado “Processos a iniciar em setembro”, referem-se, entre outros, estes dois aspectos que se destacam, por parecerem absolutamente fulcrais para a prevalência da paz nas escolas ou, pelo contrário, para o retorno da crispação face à Tutela:
– “Novo regime de autonomia e organização dos AE, incluindo o Estatuto dos diretores”;
– “Revisão do Estatuto da Carreira Docente”…
Tudo leva a crer que a verdadeira “prova de fogo” deste Ministério passará, indubitavelmente, pela forma como se processará e como se concluirá a implementação dos dois desígnios anteriores…
Se essa implementação correr bem, então a actual equipa que tutela o Ministério da Educação conseguirá, com forte probabilidade, alcançar um feito verdadeiramente inédito e histórico: contribuir de forma preponderante para a criação de condições que permitam trabalhar com efectiva serenidade nas Escolas Públicas, ao invés de se apresentar como o principal obstáculo à observação desse bom ambiente…
Se correr mal, esperar-se-ão certamente novos protestos e muita contestação, que naturalmente acabarão por fazer esquecer tudo o que de bom possa ter sido realizado pela Tutela até esse momento…
E para correr bem, não poderão deixar de ser observados os seguintes critérios:
– Possibilitar a existência de uma Escola democrática, há muito tempo desejada;
– Possibilitar a existência de uma Carreira Docente justa, linear, transparente, sem subterfúgios e sem remendos…
A principal responsabilidade para que corra bem competirá naturalmente ao Ministro da Educação e ao 1º Ministro, dos quais se espera a continuidade do bom senso e da valorização da Escola Pública, até agora demonstrados…
Para que corra bem também se espera que o Concurso Nacional de Professores continue centralizado; que não se ceda à tentação de generalizar, sem critério, a “municipalização” de serviços educativos; e que Avaliação de Desempenho Docente seja, finalmente, expurgada dos seus aspectos mais escusos…
Espera-se, convictamente, que o mês de Outubro não se venha a revelar como um mês de grandes desilusões ou decepções…
Até porque os profissionais de Educação estão realmente cansados de lutar pela sobrevivência diária e é impossível que a resiliência não se acabe…
É preciso viver, em vez de sobreviver…
Mas para isso os profissionais de Educação não podem continuar a ser vítimas da obstinação, da censura, da incompetência, do desrespeito ou de tentativas de humilhação, com certeza sentidos por muitos no passado mais recente…
Depois de alguns elogios à acção, até agora conhecida, do Ministro Fernando Alexandre, que objectivamente se justificam, fica também uma nota de cariz mais informal, mas simultaneamente respeitosa, certamente subscrita por muitos profissionais de Educação:
– Senhor Ministro, “we are watching you!”…
(Por uma questão de facilidade de escrita, a actual designação “Ministério da Educação, Ciência e Inovação” foi substituída pela abreviatura Ministério da Educação).
Paula Dias
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Set 15 2024
O que poderá correr mal?
O Ministro Fernando Alexandre encontra-se em funções há pouco mais de cinco meses e parece ter começado bem o seu mandato, apesar de algumas expectativas iniciais que o davam como um “perigoso neoliberal” ou como acérrimo defensor das políticas económicas ultraliberais…
Durante esse tempo que, de modo objectivo, ainda é pouco, tem, mesmo assim, demonstrado um esforço notório no sentido de apaziguar aqueles que tutela, dando sinais de estar empenhado em alterar a representação negativa que a maioria dos profissionais de Educação detém acerca do Ministério da Educação, certamente construída e interiorizada pela sua experiência ao longo dos últimos anos…
Até agora, o actual Ministro da Educação tem manifestado respeito pelos profissionais de Educação, vontade de valorizar o trabalho docente e, sobretudo, tem evidenciado honestidade intelectual, qualidade imprescindível ao saudável funcionamento das relações institucionais, que se quer assente na boa-fé e na confiança recíproca…
Honestidade intelectual que é, sem grande dúvida, a “mãe” de todas as virtudes, particularmente vital quando se pretenda a criação de um ambiente favorável ao diálogo franco e à negociação séria entre o Ministério da Educação e os profissionais por si tutelados…
Em jeito de balanço, em pouco mais de cinco meses, Fernando Alexandre conseguiu, entre outros, devolver (faseadamente) o tempo de serviço dos Professores, abolir o insano Projecto MAIA e atribuir aos docentes deslocados um subsídio, medidas essas há muito tempo ambicionadas…
Em jeito de balanço, em pouco mais de cinco meses, Fernando Alexandre tem mostrado uma acção governativa norteada pela honestidade intelectual, pela transparência e por uma perspectiva humanista da Educação…
A forma como tem vindo a atender certas reivindicações docentes, compreendendo e aceitando as respectivas justificações, é disso uma prova…
Objectivamente, pelas medidas que já foram tomadas, poder-se-á afirmar, sem grandes reservas, que o Ministro Fernando Alexandre conseguiu, em pouco mais de cinco meses, realizar mais e melhor do que os dois últimos Governos de António Costa, em oito anos…
Bastará recordar que António Costa/Tiago Brandão Rodrigues/João Costa sempre consideraram a satisfação das principais reivindicações docentes como algo impensável e inconcretizável, chegando mesmo, em 2019, a realizar uma inadmissível chantagem, ameaçando com a demissão do Governo, se a Assembleia da República aprovasse o Diploma que previa a recuperação integral do tempo de serviço dos Professores… Este é, de resto, o exemplo mais paradigmático dessa obstinação em lesar a Classe Docente…
Haverá, ainda, muito a fazer e a melhorar, mas, neste momento, a avaliação do exercício de funções do actual Ministro não poderá deixar de ser positiva, a não ser que, por razões meramente ideológicas ou partidárias, muitas vezes dogmáticas, se opte por enjeitar o reconhecimento de determinados méritos…
A respeito do reconhecimento do trabalho positivo do Ministro, também se percebe que uma parte significativa dos Professores tende a evidenciar uma certa dificuldade em admitir essa avaliação…
Por vezes, chega mesmo a parecer que se sente uma certa perplexidade e estranheza quando se é bem tratado, provavelmente, porque se estará habituado a ser recorrentemente desrespeitado e agredido, das mais variadas formas…
Por outras palavras, muitos Professores parecem ter-se habituado a ser maltratados por sucessivos Governos, acabando por interiorizar essa forma de tratamento como “a normal” e única expectável ou possível…
Mas essa forma de tratamento nunca poderá ser vista como aceitável ou como a “maneira normal” de tratar quem quer que seja…
Em resumo, o Ministro Fernando Alexandre conseguiu, até agora, escutar e olhar de frente aqueles que tutela, incutir a esperança de que é possível mudar a Escola Pública para melhor, ao mesmo tempo que se tem abstido de proferir discursos irrealistas, destinados a iludir e a ludibriar…
A diferença de atitude entre o actual Ministro da Educação e o anterior, João Costa, é deveras avassaladora…
Feito o justo reconhecimento ao trabalho que tem vindo a ser desenvolvido pelo Ministro Fernando Alexandre, assomam, contudo, algumas incertezas, quanto ao futuro mais próximo:
– Com a publicação recente do documento “Aprender Mais Agora”/”Recuperar e Melhorar a Aprendizagem” ficaram a conhecer-se as linhas gerais de intervenção, previstas pela Tutela para a Escola Pública…
No último Ponto desse documento, denominado “Processos a iniciar em setembro”, referem-se, entre outros, estes dois aspectos que se destacam, por parecerem absolutamente fulcrais para a prevalência da paz nas escolas ou, pelo contrário, para o retorno da crispação face à Tutela:
– “Novo regime de autonomia e organização dos AE, incluindo o Estatuto dos diretores”;
– “Revisão do Estatuto da Carreira Docente”…
Tudo leva a crer que a verdadeira “prova de fogo” deste Ministério passará, indubitavelmente, pela forma como se processará e como se concluirá a implementação dos dois desígnios anteriores…
Se essa implementação correr bem, então a actual equipa que tutela o Ministério da Educação conseguirá, com forte probabilidade, alcançar um feito verdadeiramente inédito e histórico: contribuir de forma preponderante para a criação de condições que permitam trabalhar com efectiva serenidade nas Escolas Públicas, ao invés de se apresentar como o principal obstáculo à observação desse bom ambiente…
Se correr mal, esperar-se-ão certamente novos protestos e muita contestação, que naturalmente acabarão por fazer esquecer tudo o que de bom possa ter sido realizado pela Tutela até esse momento…
E para correr bem, não poderão deixar de ser observados os seguintes critérios:
– Possibilitar a existência de uma Escola democrática, há muito tempo desejada;
– Possibilitar a existência de uma Carreira Docente justa, linear, transparente, sem subterfúgios e sem remendos…
A principal responsabilidade para que corra bem competirá naturalmente ao Ministro da Educação e ao 1º Ministro, dos quais se espera a continuidade do bom senso e da valorização da Escola Pública, até agora demonstrados…
Para que corra bem também se espera que o Concurso Nacional de Professores continue centralizado; que não se ceda à tentação de generalizar, sem critério, a “municipalização” de serviços educativos; e que Avaliação de Desempenho Docente seja, finalmente, expurgada dos seus aspectos mais escusos…
Espera-se, convictamente, que o mês de Outubro não se venha a revelar como um mês de grandes desilusões ou decepções…
Até porque os profissionais de Educação estão realmente cansados de lutar pela sobrevivência diária e é impossível que a resiliência não se acabe…
É preciso viver, em vez de sobreviver…
Mas para isso os profissionais de Educação não podem continuar a ser vítimas da obstinação, da censura, da incompetência, do desrespeito ou de tentativas de humilhação, com certeza sentidos por muitos no passado mais recente…
Depois de alguns elogios à acção, até agora conhecida, do Ministro Fernando Alexandre, que objectivamente se justificam, fica também uma nota de cariz mais informal, mas simultaneamente respeitosa, certamente subscrita por muitos profissionais de Educação:
– Senhor Ministro, “we are watching you!”…
(Por uma questão de facilidade de escrita, a actual designação “Ministério da Educação, Ciência e Inovação” foi substituída pela abreviatura Ministério da Educação).
Paula Dias
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Set 14 2024
O Que Já Sabemos Sobre o Novo Concurso Externo Extraordinário?
Com a publicação do Decreto-Lei n.º 57-A/2024, de 13 de setembro e com algumas declarações do Ministro da Educação, Ciência e Inovação ficamos a perceber que este concurso deve abrir muito em breve.
A chamada de atenção de Marcelo Rebelo de Sousa a dizer que tinha promulgado o diploma de forma rápida, mas que ainda não tinha ouvido falar no desenvolvimento do concurso não deixa muita margem para que nos próximos dias não seja aberto este concurso.
E quem poderá concorrer?
1 — Podem ser opositores ao concurso previsto no n.º 1 do artigo 1.º, em 1.ª prioridade, os candidatos que, à data da abertura do concurso, possuam habilitação profissional para o grupo de recrutamento a que se candidatam e preencham os demais requisitos previstos no artigo 22.º do Estatuto da Carreira dos Educadores de Infância e dos Professores dos Ensinos Básico e Secundário, aprovado em anexo ao Decreto-Lei n.º 139-A/90, de 28 de abril, na sua redação atual (Estatuto).
2 — Podem ainda ser opositores ao concurso previsto no n.º 1 do artigo 1.º, em 2.ª prioridade, os candidatos com habilitação própria para a docência nos termos das disposições legais e regulamentares em vigor.
Para que tipo de quadro entram os docentes?
O concurso externo extraordinário destina-se ao recrutamento de candidatos que, reunindo os requisitos previstos no artigo anterior, pretendam ingressar na carreira, através do preenchimento de vagas de quadro de zona pedagógica (QZP).
Quando abre o concurso e por quanto tempo?
Sabemos que será em breve, mas ainda não há datas. A candidatura decorre num prazo mínimo de cinco dias úteis.
A candidatura efetua-se, exclusivamente, em suporte eletrónico disponibilizado pela DGAE, acessível através do respetivo sítio eletrónico e do Portal Único de Serviços (isto não sei o que é).
Que vagas vão abrir?
As vagas destinadas ao concurso são fixadas por grupo de recrutamento, através de portaria dos membros do Governo responsáveis pelas áreas das finanças, da Administração Pública e da educação, ciência e inovação.
Já percebemos pelas declarações que vão ser abertas algumas centenas de vagas de QZP.
Entrando em QZP como se vai proceder à colocação dos professores?
Haverá um concurso de mobilidade interna que se destina aos candidatos colocados em QZP no concurso externo extraordinário regulado no presente decreto-lei, respeitando as seguintes prioridades:
a) 1.ª prioridade — docentes com habilitação profissional;
b) 2.ª prioridade — docentes com habilitação própria para a docência nos termos das disposições legais e regulamentares em vigor.
As colocações de docentes de carreira referidos no n.º 1 caducam no final do ano escolar.
Como devo concorrer na Mobilidade Interna?
1 — Para o efeito de colocação na mobilidade interna, os docentes manifestam as suas preferências de acordo com o disposto no artigo 9.º do Decreto-Lei n.º 32-A/2023, de 8 de maio, sem prejuízo do disposto nos números seguintes.
2 — Os docentes a que se refere o n.º 1 do artigo anterior manifestam as suas preferências para os AE/EnA da área geográfica do QZP a que se encontram vinculados e da área geográfica de, pelo menos, dois QZP limítrofes.
3 — Sem prejuízo das preferências manifestadas nos termos dos números anteriores, considera- se que, no caso de a candidatura não esgotar a totalidade dos AE/EnA do âmbito geográfico dos QZP a que o docente concorre, este manifesta igual preferência por todos os restantes AE/EnA desses QZP, fazendo-se a colocação por ordem crescente de AE/EnA.
Quando é esse concurso da Mobilidade Interna?
O procedimento de mobilidade interna é aberto pela DGAE pelo prazo de cinco dias úteis, após a publicação do aviso da lista definitiva de colocação do concurso externo.
Como são publicadas as listas de colocações na Mobilidade Interna?
As listas de colocação de mobilidade interna são publicitadas em simultâneo com as listas de colocação do procedimento de reserva de recrutamento aberto através do Aviso n.º 6468-A/2024/2, publicado no Diário da República, 2.ª série, n.º 60, de 25 março de 2024, enquanto existirem candidatos por colocar em mobilidade interna.
Só nesta altura iremos ter conhecimento das escolas que têm carência efetiva de professores com as regras determinadas pelo MECI.
Quando tem efeitos a vinculação em QZP?
Os docentes colocados em resultado do concurso externo regulado pelo presente decreto-lei que, à data da colocação, sejam detentores de habilitação profissional para a docência ingressam na carreira docente, nos termos do artigo 36.º do Estatuto, com efeitos à data da publicitação das listas definitivas de colocação, desde que cumpram os deveres de aceitação e de apresentação.
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Set 14 2024
Este Meu Artigo Já Tem Mais de 5 Anos
E depois desse fiz uma nova sequência de artigos sobre uma eventual restruturação da carreira docente. Chamei-lhe “ensaio para uma nova carreira docente” e os outros artigos podem ser pesquisáveis por essa altura.
Estrutura da Carreira – Primeiro Artigo
NOTA: Este meu artigo já tem 5 anos e foi feito de forma a ser recuperado todo o tempo de serviço docente. Atualmente considero que o topo da carreira não deve ser diferente do topo da carreira da administração pública para os docentes do 10.º escalão.
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Set 14 2024
Começa-se a desvendar a nova carreira docente
“Para conseguirmos atrair novos docentes, temos de tornar a carreira mais atrativa, mas também mais simples e mais previsível”, disse Fernando Alexandre, em antecipação à revisão do Estatuto da Carreira Docente.
Sem adiantar detalhes sobre a posição do executivo, Fernando Alexandre reconheceu a complexidade do estatuto em vigor e defendeu que quem quer ser professor deve conseguir “projetar-se no futuro”.
“Um dos princípios é precisamente tornar a carreira mais simples, com regras mais simples que tornem a progressão na carreira mais previsível”, antecipou.
Por outro lado, o ministro refere que a valorização da carreira não é indissociável da valorização salarial e sublinha a necessidade de olhar, em particular, para as remunerações nos primeiros escalões, apontando a disparidade em relação ao topo da carreira.
“Há um desequilíbrio em que os primeiros escalões são, de facto, muito baixos”, justificou.
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Set 14 2024
𝗖𝗢𝗥𝗥𝗜𝗚𝗜𝗥 𝗔𝗦 𝗨𝗟𝗧𝗥𝗔𝗣𝗔𝗦𝗦𝗔𝗚𝗘𝗡𝗦 𝗡𝗔 𝗖𝗔𝗥𝗥𝗘𝗜𝗥𝗔 𝗗𝗢𝗖𝗘𝗡𝗧𝗘
📝𝗔𝗕𝗔𝗜𝗫𝗢 𝗔𝗦𝗦𝗜𝗡𝗔𝗗𝗢 𝗙𝗡𝗘
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Set 14 2024
Manuais digitais a perder força
Também o número de alunos caiu drasticamente em quase 50%, levantando questões sobre eficácia e futuro do programa, que conta este ano com 24 milhões de euros para licenças digitais de manuais.
Projeto de manuais digitais perde um terço das escolas
O projeto-piloto dos manuais digitais em Portugal sofreu um revés significativo este ano letivo, com um terço das escolas participantes a abandonar a iniciativa, revela a edição deste sábado do Público.
Dos 103 agrupamentos ou escolas não-agrupadas envolvidos neste projeto no ano passado, 34 deixaram de participar,reduzindo o número total para 80. Esta diminuição marca uma inversão na tendência de crescimento que se verificava desde o início do projeto há quatro anos.
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Set 14 2024
Opinião de Joaquim Jorge Sobre os Telemóveis na Escola
“Telemóveis na escola? Sou contra proibições e qualquer tipo censura”

“Quem deve decidir se um adolescente usa ou não telemóvel são os pais.
O Estado em momento algum se deve sobrepor aos pais. Os pais devem educar os seus filhos a terem maneiras, serem educados e como devem usar um telemóvel.
A partir daí, o Estado regula e impõe regras. Importante um adolescente ter telemóvel para poder comunicar com os pais, dar um recado, estar contatável.
Os telemóveis são úteis e importantes, para monitorização médica, segurança e marcação de algo.
Eu não admito, nem nunca admiti, que o Estado interferisse na minha vida e na minha forma de ser e pensar. Era o que faltava um diretor de uma escola dizer se filho meu pode ou não pode usar telemóvel!
O Estado deve preocupar-se com uso de telemóveis para fugas ao fisco, corrupção e afins.
Está proibido fumar numa escola e bem. Não é por isso que há menos alunos a fumar. Eu nunca fumei e sei o mal que faz, contudo, há gente que fuma – é um problema delas. Detesto censura. Sou a favor que as pessoas se cultivem e estejam informadas e depois cada um decide.
Os pais têm o dever de educar os seus filhos. Essa missão não deve ser do Estado. Ponto final!
Educar a usar o telemóvel em determinados locais e com sensatez. Se a escola desse educação aos portugueses estavam muito mais educados. Certo? Mas não estão, infelizmente.
Eu não aceito que me digam o que devo fazer. Como pai, não me demito das minhas funções de educar um filho meu e de lhe fazer ver os prós e contras do uso do telemóvel.
Há escolas em que as casas de banho dos alunos não têm papel higiénico, as portas não fecham, as sanitas não têm tampa, não têm sabonete líquido para lavar as mãos.
Quero ver onde vão arranjar dinheiro para recipientes próprios para colocar os telemóveis de forma segura e não serem roubados ou terem cacifos individuais? A solução que sempre defendi, à entrada da sala, silenciar ou desligar o telemóvel e coloca-lo na mochila.
A escola deve regulamentar sem exageros. Estou cansado de viver num país cheio de normas que não são cumpridas. A forma como se usa um telemóvel numa escola já devia ter acontecido há muito tempo. Proibir não, impor regras sim.
Detesto uma sociedade policial, apoio uma sociedade informada e responsável.”
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Set 14 2024
Nota Informativa – Recomendações às escolas sobre uso de smartphones
Ler a nota Informativa do MECI sobre as Recomendações às escolas sobre uso de smartphones aqui.
[gview file=”https://www.arlindovsky.net/wp-content/uploads/2024/09/MECI_OrientacoesTelemoveis_2024.09.13.pdf”]
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Set 13 2024
Há Mais Alunos Sem Professor em 2024/2025, Mas Apenas no Sul
Este estudo que faço tem por base os horários pedidos em Contratação de Escola até ao dia 18 de setembro de 2023 e de 2024.
Obviamente que muito horários que estiveram em concurso ao longo de agosto e setembro já tiveram professor colocado, mas vou usar o mesmo método de estudo para os dois anos.
Em 2023/2024 até ao dia 18 de setembro estiveram em concurso 3763 horários e em 2024/2025 foram 4203.
Apliquei as seguintes contas para ambos os casos:
- Considerei que um horário de 22 horas tem em média 4,5 turmas e que cada turma tem em média 20 alunos;
- No caso dos horários de 25 horas considerei que cada horário tem em média 22 alunos.
E o resultado final é que em 2024/2025 existem mais 8382 alunos (vamos considerar sem aulas, mas não é) que em 2023/2024.
Olhando para estes números verifica-se que aumentou consideravelmente o número de “alunos sem aulas” em Lisboa, Faro, Setúbal e Beja.
O norte viu reduzido o “número de alunos sem aulas”, sendo que a redução maior aconteceu em Braga, seguindo-se o Porto, Aveiro e Viana do Castelo.

NOTA: Dizem-me que estou a ser muito generoso em considerar que um horário de 22 horas tem em média 4,5 turmas. É provável que essa média seja maior e por isso neste estudo em nenhum dos casos cheguei aos 100 mil alunos sem professor. Mas o mais importante neste estudo que resolvi fazer foi comparar os dois anos com a mesma medida.
Se eu considerar que um horário de 22 horas pode ter em média 9 turmas é só duplicar os dois números finais por dois.
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Set 13 2024
Durante o Fim de Semana Farei a Comparação Para Ver Quem Tem Razão
Ministro da Educação diz que não há forma única de medir o número de alunos sem professores
Fernando Alexandre responde ao antecessor que diz que o governo está a inflacionar os números. O ministro esteve hoje em Vouzela, na abertura do ano letivo.
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Set 13 2024
Faltam professores em Viseu?
Faltam professores em Viseu?
As notícias e declarações de todos os intervenientes estão a deixar a comunidade educativa ansiosa. A falta de professores está a tornar-se usual no território nacional. É um sintoma de falta de planeamento a longo prazo, estrutural e de, no mínimo, falta de sensibilidade para com os docentes, ao longo de mais de 20 anos.
O que se passa nas escolas de Viseu tem um nome pomposo, Inverno demográfico da educação. É o que os especialistas chamam ao fenómeno que está a acontecer, o envelhecimento dos professores. O que levou a isso? O envelhecimento da população, o aumento da idade de reforma, a falta de candidatos a professores e os critérios de colocação nas escolas.
Quanto à falta de professores, ainda estamos longe de outras regiões do país. Fora casos esporádicos a disciplinas específicas, geografia, espanhol…, ainda não se verifica grande falta ou dificuldade em substituir atestados médicos, de docentes., mas estamos no caminho certo para vir a sofre desse mal.
Nos próximos anos, o número de professores a aposentarem-se vai subir vertiginosamente. Num primeiro momento, os concelhos à volta de Viseu, vão começar a sentir as consequências da falta de professores, uma vez que parte é residente no concelho de Viseu e pretende aproximar-se de casa, mas as dificuldades em conseguir candidatos a substituições temporárias vai-se começar a fazer sentir. Numa segunda fase, a substituição temporária tornar-se-á dramática, com longos períodos de tempo com turmas sem um ou mais professores. A terceira fase, será aquela em que os concursos nacionais já não suprirão as necessidades de professores no concelho.
A crença que ainda se vai ouvindo de que os professores ganham muito bem, que têm muitas férias e que dão poucas aulas não está a atrair novos profissionais. Talvez porque sejam aqueles que, pela sua idade, tenham mais presentes o que viram nas salas de aula das suas escolas. Professores cansados, assoberbados de trabalho burocrático, turmas indisciplinadas e sobrelotadas, falta de condições físicas para o ensino, a constante mudança de políticas educativas… podia continuar a enumerar raões, mas serve a intenção.
A profissão docente já não é atrativa, já não é prestigiante, já não é bem remunerada, já não tem muitas férias. Poucos querem ser professores. O número de candidatos diz-nos isso, os números da OCDE também e muito mais. A falta de professores de alguns grupos, que já se faz sentir em algumas zonas do país, vai-se espalhar por todo o território e chegar ao nosso concelho, com todas as consequências que isso acarreta para a comunidade educativa de Viseu.
Em 2025 a idade média dos professores portugueses deverá rondar os 60 anos de idade. E fico-me por aqui.
Rui Gualdino Cardoso, Diretor do Agrupamento de Escolas de Viso, Viseu
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Set 13 2024
Fico Espantado Com Estes Anúncios nos Jornais
… muito próximos de outra atividades anunciadas em papel.
Não sei o que estará mal, mas tenho as minhas suspeitas.

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