O próximo quadro apresenta o número de colocados em horários temporários na RR2 e na RR3.
Este quadro é apresentado porque este é o número máximo de docentes que podem regressar à Reserva de Recrutamento para colocação na RR8.
Alguns deles já regressaram à RR7 e até obtiveram colocação. Esta semana já podem regressar à reserva os docentes colocados na RR3, desde que o seu contrato termine, a escola finalize o contrato e o docente manifeste vontade de regressar à reserva de recrutamento.
Chamo a atenção de quem foi colocado em horário temporário e também concorreu a contratação de escola para acumulação e obteve colocação sai definitivamente da reserva, mesmo que o seu contrato já tenha terminado.
Acredito que a grande maioria dos colocados nestes horários temporários ainda continuem em funções nas escolas e por essa razão não serão nem metade destes os que vão regressar à reserva.
Era o que mais faltava. A nota de Educação Física contar para a média de entrada na Universidade? Isto não cabe na cabeça de ninguém. Só num país subdesenvolvido é que isto acontece. Às vezes, julgo viver num daqueles países em que os miúdos correm de e para a escola, deixando antever o seu futuro como maratonistas internacionais. (tão magrinhos que eles são. Até parece que passam fome.)
Porque é que um médico ou um advogado tem de saber “dar” uma “cambalhota”? (cada um faz o que quer com a sua vida e eu não tenho nada a ver com isso) Se quiserem fazer exercício só precisam de se inscrever num qualquer ginásio e, quando tiverem uma folguinha, passar por lá. (equipados com aqueles modelitos de morrer e toalha de seda pelos ombros) Ou então, dar uns mil euritos por uma” Bike”, apetrechada com “material” do melhor que há no mercado, para não terem que se esforçar nas subidas. É vê-los em grupo (qual matilha de lobos) a passear-se por essas estradas regionais, ao domingo de manhã. (esses hereges que faltam à missa)
Tenho lido e ouvido queixas de professores e pais sobre esta medida. Que será dos bons alunos? Aqueles que não levantam o rabo dos sofás, onde se embrenham em “calhamaços literários” e por ali ficam a encher as peles. Os meninos até devem praticar desporto, mas não numa perspectiva de seguir uma qualquer carreira na área, isso não dá pão a ninguém. (que dirá aquele antigo professor de Educação Física que deu aulas na Escola Básica 2/3 José Afonso em Alhos Vedros ,de seu nome José) A “ginástica” é para ser praticada nos tempos livres da criançada. (assim não ficam lá por casa a deformar o sofá de cabedal nem a sujar os tapetes persa) E mais. Porque é que têm de ter uma noção de uma data de desportos quando só gostam de um? Afinal de contas “ele” tem é de ser um Ronaldo porque nadar é para peixes, ou de ser bailarina, que é um desporto de gente “culta e civilizada”.
Brincadeiras e piadas à parte, o que li e ouvi foi a mediocridade de pensamento de um certo tipo de gente que sofre de perfeccionismo seletivo. (doença comum entre os umbiguistas)
Infelizmente, neste país o desporto e a prática desportiva é só para quem pode, não é para quem quer.
Deixem-se de hipocrisias. Em mais nenhuma disciplina, o esforço é tão avaliado como o desempenho final.
Mas sempre podem fazer uma petição a requerer que a Educação Física tenha como único elemento avaliativo uma “bateria” de testes escritos…
A semana passada iniciei o quadro seguinte com as colocações em cada uma das reservas de recrutamento desde o ano 2012. Também iniciei uma previsão do número de colocados na Reserva de Recrutamento 7 e que acertei nos valores que previ, a semana passada deixei uma previsão com um intervalo de 100 colocações, esta semana vou deixar um intervalo de apenas 50 colocações.
Lembro todos que terminaram os contratos temporários das colocações da RR2 e RR3 que devem manifestar a vontade do regresso à lista da reserva de recrutamento até ao fim da manhã do dia de amanhã. Presumo que o limite para que integrem as colocações da Reserva de Recrutamento 8 seja manifestar o regresso até ao meio dia, mas até hoje não houve qualquer informação oficial da DGAE a explicar isso.
Para verem os colocados na Reserva de Recrutamento 8 desde 2012 por grupo de recrutamento, duração do horário e número de horas clicar nos links de baixo.
Na Reserva de Recrutamento 8 foram colocados apenas 190 docentes, 46 deles com horário anual e 144 em horários temporários. Dos 46 docentes que obtiveram uma colocação até 31 de Agosto apenas 23 obtiveram em horário completo.
Aqui está mais uma prova que, embora alguns problemas sejam comuns, há sempre diferenças substanciais. Que não podemos olhar para os “outros” sistemas de ensino como um exemplo absoluto a seguir. Tal como eles temos que olhar para os nossos problemas e tentar arranjar soluções. Cada país tem as suas próprias especificidades. Temos de olhar, de forma séria, para os nossos problemas e deixar de querer remendar uma manta de retalhos.
Mas uma coisa é bem comum a todos…
Os professores são os profissionais que mais metem baixa médica, são os trabalhadores que mais sofrem de esgotamento laboral e de stress. Podia ser uma conclusão portuguesa, mas esta vem da Noruega.
Einar Skavik é professor universitário e investigador na Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia. Estuda o que provoca o desgaste dos professores no seu país, onde o ensino é publico e gratuito. Conclui que a principal causa é a sobrecarga de trabalho administrativo, além das aulas:”..e os professores mais dedicados, mais motivados e que mais investem na preparação dos seus alunos, são os que estão em maior risco de esgotamento”.
O conselho aos professores é também universal: ” Ensinar é como correr a maratona. Não podemos acelerar logo no início. É preciso pensar que é uma carreira de 30 anos e que queremos chegar ao fim”.
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As escolas não querem abdicar da figura do diretor, contrariamente ao que reivindica a Federação Nacional de Professores (Fenprof), avançou esta segunda-feira Filinto Ramos Lima, da Associação Nacional de Diretores Escolares (ANDAEP).
As escolas não querem deixar de ter diretores, embora aceitem que sejam eleitos “por um corpo eleitoral mais amplo”, avançou Ramos Lima, da ANDAEP, que ontem auscultou dezenas de profissionais em Coimbra e Lisboa.
Em périplo pelo país, aquela associação tem mais uma reunião com professores na próxima segunda-feira, no Porto, para depois entregar ao Ministério da Educação as suas propostas.
Para já, Ramos Lima adianta que os docentes ouvidos “não querem abdicar da figura do diretor, introduzida pela ex-ministra Maria de Lurdes Rodrigues”, pois “entendem que é uma referência importante, ainda que aceitem que aquele seja eleito, por exemplo, por todos os professores”.
As escolas reclamam, ainda, “os resultados dos projetos piloto, no âmbito da municipalização, dos 15 concelhos onde foram colocados em prática”, concluiu.
A ANDAEP levará as suas propostas à tutela “no início de novembro”.
Constituição e competências do júri no âmbito do procedimento concursal destinado à seleção de docentes de carreira ou candidatos à contratação a termo com qualificação profissional para os grupos de recrutamento 100, 110, 220, 300, 330, 400, 500, 510, 520, para o exercício de funções docentes no Projeto Centros de Aprendizagem e Formação Escolar de Timor-Leste (CAFE).
Foi com uma certa admiração que, na semana passada, li a notícia de que iria ser interposta uma ação em tribunal. Essa ação, visa, repor os intervalos como componente letiva no Pré-escolar e no 1º ciclo. Admiração porquê?
Quando o anterior ministro, por razões economicistas, passou o intervalo a componente não letiva, muitas vozes se levantaram, mas não passou daí, não se interpuseram ações em tribunal. Todos diziam que era uma injustiça, mas todos se conformaram. A Troika exigia a conformação. Era uma medida de poupança à custa do trabalho destes professores. Mas pelo que me venho a aperceber, a austeridade está com os seus dias contados. Bem! Está, mas vamos com calma…
O que neste momento pergunto, é porque é que esta medida (ação em tribunal), não foi tomada aquando da implementação da medida? Foram necessários quatro anos para se lembrarem de como lutar? Ou estiveram à espera de melhores dias?
Tenho a minha teoria do porquê, mas fico com ela para mim. Não vá ferir espíritos mais sensíveis.
Numa análise, rápida, ao O.E. para a educação, não se antevê um aumento da despesa prevista com as AEC. Se isso não acontece, tal medida não deverá estar prevista nem para este, nem para o próximo ano letivo (o O.E. apresenta-se em anos civis ,não em anos letivos). Daí, eu não encontrar grande justificação para a ação que entrou na sexta feira no tribunal administrativo. A não ser que, ainda, vão a tempo de alterar o O.E.. Não me parece que se vá a tempo. Depois de quatro anos a “queixarem-se” e a ouvirem queixas, tomaram uma medida. Na minha opinião, fizeram-no única e exclusivamente para mostrar serviço. Para aparecer. Não é que não concorde com o “mais vale tarde que nunca”, mas às vezes é tarde de mais… Não teremos mais do que intenções? Pelo que vejo, até há quem garanta a paz ao governo… (hoje, no Jornal I)
Deixem de atirar areia aos olhos dos professores. Negociem, cheguem a consensos, mas acima de tudo ouçam os professores e defendam os seus interesses. É essa a vossa função.
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Escola pública conta com cerca de 70 mil alunos com necessidades educativas especiais
O Ministério da Educação vai criar novas regras para o ensino especial que passam, por exemplo, por criar planos específicos para estes alunos quando as abordagens tradicionais falham ou obrigar as escolas a incluí-los mais tempo nas salas de aula com os restantes colegas. A chamada “escola inclusiva 2.0” é uma reforma ao decreto-lei 3/2008, que regula a educação especial desde há quase uma década, e tem como objetivo garantir uma “escola em que as crianças não estão apenas integradas, mas incluídas em sala de aula, em ambiente de aprendizagem com os colegas, sem desinvestimentos nos apoios necessários”, adiantou ao DN o secretário de Estado da Educação, João Costa.
Na prática, explica Luísa Ucha, coordenadora do grupo de trabalho que deverá em novembro fazer chegar ao governo as propostas de alteração legislativa, o objetivo é criar abordagens “que permitam a cada aluno atingir o seu potencial”. Isso passa por “centrar na escola” e na sala de aula o trabalho com os alunos, num trabalho “multidisciplinar, envolvendo família, professores e técnicos”, que permita, por exemplo, “caso as abordagens convencionais não resultem, elaborar planos específicos para cada aluno”. Passa também pela redução do tempo passado por alunos com necessidades educativas especiais nas chamadas “unidades especializadas”, que foram criadas para facilitar a integração destes estudantes no ensino regular. Novidades que surgem numa semana em que o Centro de Apoio ao Desenvolvimento Infantil – CADin debateu problemas de desenvolvimento como o espetro do autismo e a hiperatividade e défice de atenção, numa conferência que termina hoje em Lisboa, no ISCTE (ver texto ao lado).
Numa altura em que cerca de 70 mil alunos com Necessidades Educativas Especiais (NEE) estão integrados nas escolas regulares, sendo já residual o número de estudantes em escolas especiais, o peso dado por muitas escolas a estas unidades tem sido motivo de críticas. Por exemplo, num relatório sobre Portugal divulgado em abril, o Comité da ONU sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência contestou o tempo excessivo que muitos estudantes passam nestes espaços, separados dos colegas.
O governo já deu um sinal a este respeito, exigindo que os alunos com NEE passem pelo menos 60% do seu tempo letivo integrados na sala de aula para que as escolas possam beneficiar da redução do número de alunos por turma. E preveem-se mais novidades para estes serviços especializados nas diferentes deficiências. “Estas unidades foram muito importantes na altura em que trouxemos os alunos todos para as escolas, porque a escola precisa de recursos”, diz Luísa Ucha, ressalvando não “estar em causa” a continuidade destas estruturas. “Mas agora há uma evolução, que resulta do conhecimento do tipo de trabalho, da análise crítica que as pessoas fazem do que a criança aprende dentro e fora da unidade”, explica. Não quer dizer que dentro da escola não se possam dar apoios e respostas mais individualizados”, ressalva. “Agora, passar o dia dentro da unidade não é boa resposta”.
Ao DN, o Ministério da Educação garante também que “nunca” esteve em cima da mesa a extinção destes serviços. Mas admite que está em discussão “a necessidade de existirem respostas mais flexíveis do que a simples colocação de alunos nas unidades de apoio especializadas, melhorando o leque de respostas inclusivas. Estas unidades devem ser consideradas como centros de recursos para promover competências e aprendizagens numa perspetiva de inclusão e não uma alternativa a essa inclusão”. David Rodrigues, presidente da pró-inclusão – Associação de Professores de Educação Especial, concorda que este tem sido um obstáculo à real inclusão dos alunos: “Há unidades que realmente funcionam como sendo unidades de inclusão, no sentido de que proporcionam aos alunos oportunidades de inclusão e outras que não funcionam. Tornam-se um pouco guetos dentro das escolas”, diz.
As alterações ao decreto 3/2008 não se esgotam nestes temas. Luísa Ucha explica que as propostas ainda não estão fechadas, mas já estão definidas “à partida” algumas prioridades, integradas no objetivo de procurar respostas “individualizadas” eficientes para todos os alunos: “Não queremos dar muito enfoque à deficiência ou à Necessidade Educativa Especial mas a outra coisa: às medidas de apoio à aprendizagem que permitam que determinado estudante aprenda. O objetivo da escola é ensinar”. Medidas comuns a todos os alunos, como a anunciada flexibilização dos currículos, também são encaradas como essenciais.
Após a publicação da Reserva de Recrutamento 7 existem 18.453 candidaturas à aguardar colocação de 12.512 docentes.
Tendo em conta que a Reserva de Recrutamento vai funcionar até final do ano lectivo é muito provável que a partir do 2º período já não existam candidatos por colocar que tenham feito opções para muitos dos horários a pedir a partir dessa altura. E por essa razão é bastante provável que não havendo candidatos a alguns horários pedidos pelas escolas que a única opção seja passar logo esses horários para contratação de escola.
Neste momento quase todos os horários do grupo 290 – Educação Moral e Religiosa Católica já vão para contratação de escola e acredito que os próximos horários a passarem logo para contratação de escola sejam os horários pedidos para os grupos 420 – Geografia e 550 – Informática.
… porque está a preparar o maior ataque surpresa a este governo.
Uma grande manifestação no dia da aprovação do Orçamento de Estado para 2017.
Uma grande marcha colorida em defesa das condições de trabalho dos professores e do seu descongelamento da carreira.
Uma enorme greve contra a municipalização e a gestão das escolas.
O silêncio e a mudança de tom do ex-mediático sindicalista Mário Nogueira é, para os professores e diretores, cada vez mais evidente.
Nem todo o silêncio é bom e há silêncios que são ensurdecedores. É o caso do silêncio de Mário Nogueira, o secretário-geral da Fenprof, que durante o último ano não fez críticas nem agendou protestos contra medidas adotadas, ou não, pelo Ministério da Educação.
Uma mudança de comportamento que salta à vista dos professores ouvidos pelo SOL e que é comentada entre os corredores das escolas, onde se recordam os protestos de grande dimensão organizados pela Fenprof durante a tutela de Maria de Lurdes Rodrigues e de Nuno Crato.
«Ele está afeto ao PCP que está a sustentar o Governo e, mesmo que queira, não pode dizer mal do Ministério da Educação senão terá problemas com o partido», diz o presidente da Associação de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP), Filinto Lima.
A opinião é partilhada pelo professor e especialista em Educação, Paulo Guinote, para quem Mário Nogueira «é um quadro disciplinado do PCP» e que por isso «nunca poria em causa a estabilidade da gerigonça».
O professor salienta ainda que «pela primeira vez, nos últimos 15 anos, a Fenprof está a apostar na estratégia de negociação e congelou a confrontação nas ruas».
E isso nota-se, aliás, no tom e na frequência dos comunicados da Fenprof. O ministro Tiago Brandão Rodrigues tinha acabado de chegar à 5 de Outubro, aos 50 dias de mandato, e a Fenprof enviou um comunicado às redações a fazer um «balanço positivo» da ação governativa. «É como se o Ministério da Educação tivesse realizado obras de saneamento básico, aliás mais do que indispensáveis… A nova equipa ministerial limpou o entulho. Agora, há que partir para as medidas de fundo», salientou no documento o secretário-geral da Fenprof.
«Não me lembro de terem feito isso com nenhum ministro», frisa Filinto Lima.
E este é apenas um dos exemplos da mudança de tom no discurso da Fenprof. Mas há outros. Este Governo já desenhou dois Orçamentos do Estado e «não há qualquer palavra de descongelamento da carreira» dos professores, salienta Paulo Guinote lembrando que esta era uma das principais reivindicações dos sindicatos. Agora «deixou de ser uma prioridade». Aquilo que «há três ou quatro anos seriam medidas inaceitáveis e tidas como ataque à classe, neste momento são alvo de negociação», acrescenta o professor.
A nível de colocações por reserva de recrutamento de facto este ano já tem mais do dobro de colocados que em 2015, mas o ano passado ainda houve a BCE que até hoje nunca se soube quantos professores foram colocados. Poderão ter sido aproximadamente uns 5000 professores colocados em BCE até esta altura, mas sem grande certeza do número.
Mesmo assim há muito mais colocações este ano que no ano anterior e justifica-se facilmente a necessidade de mais entradas no quadro para as necessidades existentes.
Se não existirem incidentes de percurso, na próxima semana chegarão às escolas do ensino básico e secundário mais 524 professores contratados, dos quais 408 irão substituir docentes que entretanto ficaram de baixa. Segundo as contas feitas pelo professor do ensino secundário Arlindo Ferreira, autor do blogue DeAr Lindo, especializado em estatísticas da educação, são estes os resultados da sétima reserva de recrutamento que ficou concluída nesta sexta-feira.
Foram 13 os candidatos que o conseguiram fazer a tempo de ficarem colocados na RR7… provavelmente fizeram-no ainda pela manhã do dia 19 de Outubro (o quadro abaixo apresenta essa listagem) .
Imagino que muitos outros não tenham conseguido regressar a tempo, e com isso tenham perdido dias de tempo de serviço e possíveis colocações que foram entretanto ocupadas.
As causas podem ser várias desde a escola não ter dado a indicação de regresso a tempo, até entender que os dias de férias são acrescidos ao tempo do contrato, passando pelo facto do candidato não ter acedido a tempo à plataforma porque simplesmente em lado nenhum (nem lei, nem notas informativas) está definido um prazo ou horário para regresso à RR.
Nesse sentido, já era tempo dos “senhores da plataforma” serem mais claros na definição de prazos:
– prazos que as escolas têm para terminar a colocação (que nunca deveria ser antes do fim do contrato);
– Prazos que os candidatos têm para regressar à reserva (impedindo situações discriminatórias de candidatos que terminando o contrato no mesmo dia, são lançados para a reserva em momentos diferentes).
A meu ver, há argumentos para recurso hierárquico, por parte dos candidatos que foram prejudicados…
Há escolas que teimam em não pagar a caducidade de contrato aos docentes que terminaram os seus contratos até 31 de Agosto de 2016 e não viram o seu contrato renovado.
A desculpa tem sido que aguardam instruções e orientações do Gabinete de Gestão Financeira.
Já por diversas vezes abordei este assunto e deixei para o dia do pagamento do vencimento no mês de Outubro a publicação de uma listagem de escolas que ainda não procederam ao pagamento da caducidade de contrato.
Tenho conhecimento de algumas, no entanto agradeço que digam na caixa de comentários que escolas ainda não pagaram para as colocar neste artigo como escolas incumpridoras.
Independentemente das razões que levam estas escolas a protelar o pagamento de um direito que os professores contratados têm não posso deixar de identificar aqui essas escolas.
O artigo será actualizado ao longo dos próximos dias.
Foram colocados 524 docentes contratados na reserva de recrutamento 7 de acordo com a seguinte distribuição por grupo de recrutamento, duração de contrato e número de horas.
Aviso de Abertura de Procedimento Concursal Simplificado – 2.º/3.º CEB e SEC – Língua Alemã – ZUR42 e ZUR43
Informa-se os interessados que se encontra aberto procedimento concursal simplificado para o 2.º, 3.º CEB e SEC – Língua Alemã – Coordenação de Ensino Português na Suíça – horários a prover – ZUR42 e ZUR43
Aviso de Abertura de procedimento concursal simplificado local 1.º CEB – Língua alemã – horário a prover – ZUR03 (Suíça)
Abertura de Procedimento Concursal Simplificado destinado ao recrutamento local de docentes do ensino português no estrangeiro para o nível 1.º Ciclo, língua alemã, horário a prover – ZUR03
Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Lista de Colocação Administrativa dos Docentes de Carreira – 7ª Reserva de Recrutamento 2016/2017
…assistentes operacionais. Foi publicada ontem, no D.R., a delegação de poderes para que os Diretores possam contratar a termo resolutivo certo assistentes operacionais. Como já foi dado a conhecer, a sua falta em alguns agrupamentos tem dado origem a muitos constrangimentos. Podemos ver isto como um “arrepiar caminho”…
O reforço do O.E. na área da educação é de 179,4 milhões de Euros. As previsões, no próprio O.E., indicam que em 2017 o aumento da despesa com salários será de 188 milhões de euros. Numa primeira leitura, o aumento previsto não chega para cobrir o aumento da despesa com os salários de professores e assistentes operacionais. Só na reposição salarial e no aumento do subsídio de alimentação o aumento da despesa será de 4,6%.
A conclusão é que vai haver um maior controlo de despesas, não em despesa com pessoal, mas sim em outros “setores”.
Acresce a este aumento de despesa (salários), o aumento de despesa com o pré-escolar em 67 milhões de euros e de 55 milhões para outras despesas correntes, em relação ao presente ano.
Mas também irá poupar. Nos contratos de associação, 9 milhões de euros, centralização do processamento de salários, 21,4 milhões de euros.
Visto que ainda ninguém explicou onde vão ser feitos os cortes, resta-nos espera pelas medidas ao longo do ano de 2017 para tentarmos entender onde serão feitos.
De acordo com o relatório da proposta do Orçamento do Estado para 2017 (OE/2017), a dotação transferida para o Ministério da Educação cresce 179,4 milhões de euros, resultando uma despesa total que ultrapassa os 6022,7 milhões de euros. No entanto, o mesmo relatório indica que, em 2017, a despesa prevista com os salários dos professores do básico e do secundário e com os funcionários das escolas vai crescer 188 milhões de euros – um número que, só por si, já ultrapassa o valor do aumento das verbas transferidas por Mário Centeno para Tiago Brandão Rodrigues.
Despesa com pessoal sobe 4,6% A reposição salarial e o aumento do subsídio de alimentação são alguns dos motivos que fazem disparar em 4,6% a despesa com os salários do Ministério da Educação.
Mas olhando para a evolução do número de professores contratados para este ano letivo (2016/2017), verifica-se que, até à data, Tiago Brandão Rodrigues já contratou mais cerca de cinco mil docentes face ao ano passado. Entre setembro e a última reserva de recrutamento (miniconcurso de colocação) foram contratados 18 473 professores. No ano passado, durante o mesmo período foram colocados cerca de quatro mil docentes através da extinta Bolsa de Contratação de Escola (BCE), a que se somam 9630 contratados através das reservas de recrutamento, revelam as listas da Direção-Geral da Administração Escolar (DGAE) que foram trabalhadas pelo site especializado em estatísticas da educação, o blogue DeAr Lindo.
Para o aumento da despesa com os salários contribui ainda a alteração de Tiago Brandão Rodrigues às compensações pagas aos professores contratados pela não renovação dos contratos anuais e temporários. Com a regra em vigor, cada professor tem direito a uma indemnização por cada contrato que assine, cujo valor é proporcional ao número de meses e de horas, mesmo que a data de cada contrato tenha o intervalo de um dia, como acontece com os professores com horários anuais (terminam contrato a 31 de agosto e assinam um novo a 1 de setembro). O pagamento desta compensação andará na ordem dos 20 milhões de euros.
Oportunamente, a FENPROF tomou posição pelo facto de a DGAE ter voltado a cometer o mesmo erro já cometido em 2014 e, no início, em 2015, relativamente à permuta entre docentes de diferentes quadros.
A DGAE estava a impedir, por via da aplicação eletrónica SIGRHE, a permuta entre docentes que não sejam do mesmo tipo de quadro, ou seja, inviabilizando a permuta entre um dado docente pertencente a um QZP e outro que se encontre em QA/QE, ainda que, um e outro, integrem o universo de docentes a quem a permuta se destina.
Ou seja, de acordo com Informação da DGAE, voltaria a não ser dada a possibilidade de permutar (na 2.ª fase deste processo) a alguns professores – designadamente aqueles que, tendo sido opositores ao concurso de mobilidade interna na 2.ª prioridade, que tinham sido candidatos à chamada “aproximação à residência”, e não tinham obtido qualquer colocação.
Era, pois, espetável que a esses docentes fosse permitido permutar de local de trabalho (procedimento que é voluntário e que em nada conflitua com os direitos de outros docentes), independentemente de o fazer com professores do QE/QA ou do QZP. A DGAE, mais uma vez, recusava essa possibilidade!
Perante os obstáculos criados e a injustiça de tal procedimento, a FENPROF interveio no sentido de que tal fosse desbloqueado, tendo dirigido ofício indicando a necessidade de resolver esta situação (13.10.2016).
Veio agora a DGAE, efetivamente, corrigir esta anomalia concursal e permitir que possa existir permutas entre docentes de diferentes quadros. Confirma-se, assim, que a FENPROF tinha razão e que valeu a pena a sua intervenção.
Neste estudo são relacionados os resultados escolares dos alunos com as qualificações académicas das suas mães e com o nível socioeconómico dos agregados familiares, relacionando também com o escalão da Ação Social Escolar, utilizando os dados relativos aos alunos do 2.º ciclo do ensino público.
Os resultados não são muito diferentes do estudo relativo aos alunos do 3º ciclo publicado em fevereiro.
Andam por aí algumas pessoas muito interessadas em saber da vida do Mário Nogueira (devem ser saudades). O que andará a fazer este “ícone” da vida sindical? Porque é que anda desaparecido? Até há quem se questione em que escola foi ele colocado este ano?
Devem andar com vontades por uma grevezinha numa qualquer sexta feira…
Isto demonstra que o sindicalismo português é pura encenação.
Jornal Público
Mas o Mário Nogueira, embora em parte incerta, continua a ler os jornais do burgo. Talvez daqui a uns dias lhes faça a vontade e reapareça, com toda a pompa e circunstância, a marcar, numa data conveniente, a tal desejada greve.
Para verem os colocados por grupo de recrutamento, duração de horários e número de horas clicar nos links de baixo para os estudos de cada um dos anos. Pela primeira vez vou apontar o número de contratados colocados na RR7 que será publicada na próxima sexta-feira e que fica a vermelho no quadro seguinte.
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A medida peca por tardia. Mesmo que seja proferida uma decisão favorável aos professores, o ME vai, com toda a certeza, recorrer. O que torna esta medida, uma medida a “longo prazo”… onde tinham esta ideia guardada quando o Crato retirou os intervalos da componente letiva?
As desculpas do atual ministério também são bastantes elucidativas das suas intenções quanto ao problema em causa, “a equipa de Tiago Brandão Rodrigues “oficialmente, alega tratar-se de um problema que decorre da matriz curricular do 1.º ciclo”.
Os sindicatos afetos à Fenprof vão contestar em tribunal que os horários de trabalho dos professores do 1.º ciclo não contabilizem os tempos de intervalo como componente letiva, por considerar a norma discriminatória, anunciou hoje a estrutura sindical.
Há alunos a passar de ano com sete ou oito negativas, o que torna mais difícil o trabalho dos professores em sala de aula.
Os professores dizem que não desistem dos alunos e que são felizes dentro de uma sala de aula. Mas hoje, dar uma aula a uma turma «não é fácil. É tentar fazer o pino para que os alunos aprendam qualquer coisa». Este é o retrato do dia a dia numa sala de aula que a professora de Matemática do 5.º e 6.º ano (2.º ciclo) Helena Mendes desenha ao SOL.
Com alunos na mesma turma com vários graus de aprendizagem e de dificuldades, com alguns que já chumbaram de ano, torna-se «muito difícil» a ginástica que os professores têm de fazer entre dedicar o seu tempo aos alunos com menos conhecimentos e conseguir cumprir o programa da disciplina.
A dificuldade é partilhada por vários professores de diversas disciplinas e anos de escolaridade. É o caso de Rui Cardoso, professor do 4.º ano de escolaridade que diz ter uma rotina «surreal» que implica planificar todos os dias a mesma aula de «forma diferenciada». É que Rui Cardoso ensina alunos que chegaram ao 4.º ano e «não compreendem nada do que leem» numa turma que tem a dificuldade acrescida de ter alunos com necessidades educativas especiais (NEE).
São estes alunos que ocupam a maior parte do tempo dos professores na sala de aula. «Em 90 minutos de aula, mais de 30 minutos são dedicados a estes alunos», diz Helena Mendes, que frisa que ainda assim esse tempo «não é suficiente porque o grau de dificuldade dos alunos é grande».
A FNE considera injusto e inaceitável que a proposta de Orçamento de Estado para 2017 não inclua o descongelamento das carreiras na administração pública.
No caso concreto das carreiras dos trabalhadores da educação do setor público, a FNE está consciente de que não é uma matéria que possa ser tratada isoladamente em relação aos restantes trabalhadores da Administração Pública. Mas não pode deixar de alertar que se trata de um processo complexo, que não pode gerar novas injustiças relativas e que não poderá deixar de ter efeitos a partir de 1 de janeiro de 2017.
Torna-se, pois, necessário que o governo antecipe este processo, que tem anunciado para janeiro de 2018.
Isto não pode significar outra coisa que não seja a urgência de o preparar com toda a serenidade.
Milhares de trabalhadores têm as suas carreiras congeladas desde 2005 e não há possibilidade de encontrar motivação e mobilização em Trabalhadores que não sentem qualquer perspetiva de desenvolvimento de carreira, por muito esforçados que sejam.
Impõe-se garantir o objetivo de recuperar integralmente o tempo de serviço congelado e as perdas resultantes das diferentes transições entre carreiras.
Milhares de trabalhadores tem as suas carreiras congeladas desde 2005.
Impõe-se retomar a esperança, o que só pode acontecer através de medidas que tenham impacto positivo direto e rápido nas efetivas condições de vida das pessoas.
A definição do regime de descongelamento das carreiras, com recuperação do tempo de serviço congelado e a anulação das distorções que permanecem em resultado das condições definidas para a transição para o mais recente regime constituem objetivos essenciais para a FNE!
Temos documentos preparados para as diferentes áreas de intervenção, com a definição do que são as nossas posições de partida para processos negociais que devem ser desencadeados logo que possível.
A Escola Secundária Pedro Nunes, em Lisboa, está fechada esta terça-feira, devido a uma greve do pessoal não docente. Os funcionários da escola começaram a concentrar-se às 8h00, à porta da emblemática escola lisboeta, e cerca de uma hora e meia depois saíram, em direção ao Ministério da Educação, para entregar uma carta com exigências à secretária de Estado da Educação. “Queremos mais pessoal, basicamente”, conta ao Observador Lúcia Carreira, uma das funcionárias em protesto. Dos 16 assistentes técnicos e operacionais do estabelecimento, 15 estavam à porta da escola em manifestação. “Só está lá um dentro. A escola está a funcionar só com um funcionário”, alertam alguns dos manifestantes.
Não sou Economista. Há “engenharias financeiras” que me são totalmente desconhecidas, Mas já estamos habituados a que sobre um assunto haja várias opiniões.
A mim, quer-me parecer que o O.E. na Educação para 2017 vem com mais “algum” para investir. Mas há quem diga que não…
Olhando ao caso concreto do OE2017 na Educação, as contas são simples. Há um ano atrás, o ministério achou que ia gastar em 2016 um total de 5843 milhões de euros. Agora, o ministério acha que vai gastar em 2017 um total de 6023 milhões de euros. A diferença é de mais 180 milhões de euros (3,1%). Ora, o problema é que o governo gastou muito mais na Educação em 2016 do que antevia há um ano, só que não incluiu a sua estimativa da execução orçamental nas contas. Ou seja, o governo não quer comparar o valor de 2017 com o que realmente gastou em 2016. Porquê? Porque, se o fizesse, como no exemplo acima, deixava de haver aumento.
O estudo apresentado hoje pelo aQeduto, refere-se a dados de 2012 e tem início com um quadro a apresentar o vencimento dos professores.
Já por diversas vezes estes dados foram passados para a comunicação social em que se anuncia que o vencimento dos professores no início da carreira anda muito perto dos 30.000€ anuais e o vencimento do topo da carreira muito próximo dos 50.000€
É preciso desmontar estes dados, que sendo referidos com tanta frequência até nos levam a sonhar que estamos a ganhar mesmo bem. Puro engano.
O quadro que apresento em baixo tem o valor ilíquido a receber em 2017 (já sem os cortes da taxa de redução remuneratória).
O primeiro escalão ganha ilíquido 1.518,63€ mensais o que dará em 2017 um valor total ilíquido de 21.260,82€. Em 2012 (dados recolhidos pela OCDE) apesar do vencimento ilíquido ser o mesmo não existiu nem subsídio de férias nem de natal, pelo que o valor que os professores receberam em início de carreira ao longo desse ano foi de 18.223,56.
QUASE METADE DO VALOR MÍTICO APRESENTADO PELA OCDE e que ainda hoje os estudos o referem.
E para não demorar mais a contrariar estes dados lembro que não há um único professor em Portugal a receber pelo índice 370, sim aquele valor também mítico que anda perto dos 50.000€ ilíquidos anuais.
Já se encontram disponíveis informações gerais para professores, alunos e encarregados de educação sobre as provas de avaliação externa a realizar no ano letivo de 2016/2017.
A apresentação do estudo do aQueduto sob o título “Os professores são todos iguais?” será feito aqui em directo às 18 horas.
No entanto a comunicação social já pegou no assunto e a conclusão principal que passou para fora é que a indisciplina dos alunos está directamente relacionada com a idade mais elevada dos professores.
Isto dá que pensar e de facto é mesmo urgente a criação de um regime especial de aposentação para esta classe, ou alternativas que libertem os professores mais “velhos” do trabalho directo com alunos quando tal for necessário.
Se dúvidas ainda existissem com a evolução positiva no número de contratados colocados este ano basta olhar para o quadro seguinte e verificar que nas Reservas de Recrutamento, incluindo Contratação Inicial e Renovações este ano já teve quase o dobro de colocados do que no ano passado.
Bem sei que no ano passado e em 2014 a BCE teve muitos contratados colocados que nunca se chegou a saber ao certo quantos foram, especialmente em 2015 que nunca chegou a sair uma lista de contratos activos.
Em 7 de Novembro de 2014 havia 4341 contratos activos em BCE e mesmo que 2015 houvesse número idêntico, ainda estaríamos muito longe das 18.473 colocações que ocorreram este ano em CI/REN e RR.