O Mito do Vencimento dos Professores para a OCDE

O estudo apresentado hoje pelo aQeduto, refere-se a dados de 2012 e tem início com um quadro a apresentar o vencimento dos professores.

Já por diversas vezes estes dados foram passados para a comunicação social em que se anuncia que o vencimento dos professores no início da carreira anda muito perto dos 30.000€ anuais e o vencimento do topo da carreira muito próximo dos 50.000€

É preciso desmontar estes dados, que sendo referidos com tanta frequência até nos levam a sonhar que estamos a ganhar mesmo bem. Puro engano.

O quadro que apresento em baixo tem o valor ilíquido a receber em 2017 (já sem os cortes da taxa de redução remuneratória).

O primeiro escalão ganha ilíquido 1.518,63€ mensais o que dará em 2017 um valor total ilíquido de 21.260,82€. Em 2012 (dados recolhidos pela OCDE) apesar do vencimento ilíquido ser o mesmo não existiu nem subsídio de férias nem de natal, pelo que o valor que os professores receberam em início de carreira ao longo desse ano foi de 18.223,56.

QUASE METADE DO VALOR MÍTICO APRESENTADO PELA OCDE e que ainda hoje os estudos o referem.

 

E para não demorar mais a contrariar estes dados lembro que não há um único professor em Portugal a receber pelo índice 370, sim aquele valor também mítico que anda perto dos 50.000€ ilíquidos anuais.

 

remunerados vencimento

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14 comentários

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    • Agnelo Figueiredo on 17 de Outubro de 2016 at 22:39
    • Responder

    Na realidade, há mais a ganhar 3091 do que 1519 por mês.

    1. Não há de certeza.
      Quem está a trabalhar há 18 anos ainda está no 1º escalão.

        • Agnelo Figueiredo on 17 de Outubro de 2016 at 23:29
        • Responder

        Sim Arlindo, mas há muitos mais a trabalhar há mais de 30 e 35 .

    • Nabiça on 17 de Outubro de 2016 at 22:43
    • Responder

    Atenção que os valores da OCDE são em dolares por paridade do poder de compra.

    1. Eu sei, mas mesmo assim o que pretendi demonstrar é que a diferença entre o início da carreira e o topo não tem a mesma proporção com o vencimento do início e fim da carreira.

    • mario silva on 17 de Outubro de 2016 at 23:38
    • Responder

    ter a fama e não ter o proveito…

    • Gualtar73 on 18 de Outubro de 2016 at 0:02
    • Responder

    E como está a situação em tribunal dos novos efetivos em QZP dos últimos 3 anos para a sua reposição na carreira?

      • Tribunal on 18 de Outubro de 2016 at 14:05
      • Responder

      Dessa situação não sei, mas o processo em tribunal para parte desses novos QZPs (os de 2014) perderem a vinculação já passou a fase de ouvir os contra-interessados.

    • Victor Lima Santos on 18 de Outubro de 2016 at 21:08
    • Responder

    E os professores contratados, e os professores com profissionalização a trabalhar nas AEC, o vencimento e 1500,00€ é pura mentira.

      • Contas on 18 de Outubro de 2016 at 22:08
      • Responder

      Os professores contratados (com horário completo) recebem o mesmo que um professor do quadro do 1° escalão, ou seja, 1518€ ilíquidos!

        • Pepe on 19 de Outubro de 2016 at 8:34
        • Responder

        Exato e há quem esteja no 1º escalão da carreira há +10 anos

  1. Só falta divulgar o número de trabalhadores em cada escalão… idade… e tempo de serviço 🙂 Pedido está no MEC e na DGAEP, mas ninguém sabe/quer responder 😉

      • anónimo on 20 de Outubro de 2016 at 8:51
      • Responder

      Lol, Assistente.
      Isso não interessa saber, pois seriam muitos os contratados com mais tempo de serviço que efetivos e a ganhar bem menos. Para já não falar da falta de direitos.

        • delirios on 20 de Outubro de 2016 at 10:26
        • Responder

        O colega está a dizer existem 80 a 90 mil professores contratados e quase 200 mil professores a trabalhar para o ME.

        Ou será que está a admitir que não faz a mimina ideia de quantos professores existem?

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