Jan 18 2021
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Jan 18 2021
As escolas vão continuar abertas, apesar dos apelos de muitos especialistas para que fechassem.
O Governo está ainda a avaliar a situação, mas diz que se trata um “ajustamento”, não de uma revisão ou agravamento geral de medidas.
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Jan 18 2021
Apesar do confinamento geral e por causa do confinamento geral, a minha escola continua aberta. Trabalhando num estabelecimento de ensino dedicado única e exclusivamente a alunos excluídos da Escola Secundária, a nossa população estudantil é composta a 100% por alunos de risco.
Alunos de risco? Alunos que apresentam um risco para quem com eles trabalha?
Não, antes fosse e deixem-me reformular: alunos em risco. Em risco de chegar a casa e não encontrar um pai ou mãe para lhes perguntar se está tudo bem, como foi o dia, se têm fome, claro que têm fome, as crianças têm sempre fome ainda para mais quando chegam à escola no dia seguinte para finalmente comer. Alunos em risco de não querer voltar para uma casa cheia de irmãos, irmãs, primos, tios e avós a dormirem aos quatro e cinco na mesma cama entre pais e filhos, avós e netos, isto quando há uma cama, isto quando não se dorme na sala, num colchão quando há um colchão ou então directamente no chão. Em risco de não poder voltar para casa quando a mãe não tem trabalho e a mãe não tem apoios, apenas insultos, lágrimas, impotência e frustração. E três filhos com necessidades especiais, ou assim nos dizem e talvez não houvesse necessidades nem muito menos especiais quando o problema se resolve com uma fonte de rendimento e uma habitação que responda pelo nome ao invés de rótulos irresolúveis enquanto a miséria durar. Os nossos alunos não podem nem querem voltar para casa, mas também não podem ficar na rua. Entre o frio, o vento e a chuva das noites de Inverno, os bairros de Londres estão repletos de gangues alicerçados na ausência de futuro para milhares de jovens. Com o fim progressivo dos apoios governamentais, Centros Comunitários não tiveram outra solução senão fechar portas, já não há incentivos para estágios em empresas e menos dinheiro para as escolas significa menos inclusão, menos sentido, menos educação e interesse, menos amanhã, criando uma legião de meninos perdidos e, por conseguinte, presas fáceis para o dinheiro fácil num país onde milhares de crianças, da Primária ao Secundário, vivem diariamente como correios de droga. Não vou continuar. Se continuasse, teria de falar dos casos de violação de menores, prostituição infantil, agressões de pais a filhos e de filhos a pais, famílias e vidas desmembradas e sem solução à vista quando a solução é a separação para bem de todos.
E porque os exemplos acima falam por si, acabo por responder à questão inicial: porque é que eles continuam a vir à escola? Porque sim, porque apesar de chegarem tarde, chegam à hora de almoço e mesmo a tempo. Porque à entrada têm sempre um sorriso. Porque entre professores e auxiliares há sempre uma palavra de encorajamento, uma celebração, a alegria, alguém com quem falar, tempo e espaço para brincar mas também tempo e espaço para aprender ao ritmo de cada um. E a escola inteira é pautada pelo ritmo de cada um, do Inglês à Educação Física, da Matemática à Culinária, passando pela Educação Cívica, Ciências, Arte, cursos vocacionais, visitas a politécnicos e empresas, dando a cada aluno e aluna tempo para compreender uma outra realidade onde ter uma vida é possível. Por isso é que eles continuam a vir à escola todos os dias. Apesar do confinamento e por causa do confinamento. E consigo, também nós vimos todos os dias, do Director aos professores, dos auxiliares à secretaria. Porque não basta dizer termos a paixão pela educação, é preciso viver a educação e, tal como dizia Neruda, viver para contá-la.
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Jan 18 2021
Depois de quase dois meses de prazo aberto para as escolas preencherem o recenseamento docente eis que será dado mais um dia de prazo para o preenchimento.
Não se entende porque nos prazos curtos dos concursos (em especial como aconteceu este ano) não foi alargado o prazo para os docentes concorrerem e quando existe um prazo tão alargado para as escolas mexe-se nas datas sem qualquer problema.
Informamos que foi alargado até às 18.00h de dia 18 de janeiro, o prazo para a submissão do Recenseamento Docente 2021, pelos Agrupamentos de Escolas e Escolas não Agrupadas.
A fase de consulta/reclamação, por parte dos docentes, decorrerá entre as 10 horas de dia 19 de janeiro e as 18 horas de dia 21 de janeiro de 2021.
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Jan 18 2021
Fecha, não fecha… fecha até quarta-feira e depois logo se vê…
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Jan 17 2021
… para rever algumas das medidas que entraram em vigor na passada sexta-feira.
Fala-se na reabertura dos ATL/Centro de Estudos para as crianças até aos 12 anos. Ainda agora acabei de ouvir o João Soares na RTP1 a dizer que não faz sentido ter as filhas maiores de 12 anos na escola. porque tem de as levar amanhã e quebrar o confinamento. Será que o envio do 3.º Ciclo e do Ensino Secundário para um ensino misto estará em cima da mesa amanhã?
O Governo vai reunir-se em Conselho de Ministros extraordinário esta segunda-feira para adaptar as restrições à nova realidade do confinamento.

O encontro poderá servir para apresentar novas medidas de confinamento. Ao que o JN apurou, deverá ser aprovada a proibição da venda de bebidas ao postigo nos cafés e a abertura dos ATL até aos 12 anos. O Governo pretende, assim, acabar com os aglomerados de pessoas junto às portas dos cafés. A abertura dos ATL até aos 12 anos visa dar resposta a uma lacuna decorrente das medidas aprovadas recentemente, que fez com que, num contexto em que todas as escolas ficaram abertas e os ATL encerrados, milhares de crianças ficaram sem almoço e sozinhas no recreio.
De referir que, durante a tarde deste domingo, depois de uma reunião com a administração do Hospital de Santa Maria, em Lisboa, o Presidente da República avisou que poderá ser necessário restringir ainda mais as medidas de combate à pandemia.
Minutos antes, a ministra da Saúde, Marta Temido, tinha avisado que todo o sistema de saúde está numa situação de “extremo sobreesforço” e pediu aos portugueses para “por favor, ficarem em casa”.
Em visita ao Hospital Garcia de Orta, em Almada, que está numa situação crítica, Marta Temido deixou avisos e um forte apelo à população para que cumpra o confinamento.
“Há um limite e estamos muito próximos do limite. Os portugueses precisam de saber isto“, disse a ministra da Saúde, num tom de preocupação.
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Jan 17 2021
O Paulo Guinote começou ontem a publicar relatos de casos confirmados ou surtos nas escolas e neste artigo indica o e-mail para lhe remeterem informações.
Mas é muito claro que o número de casos nas escolas (seja por serem casos positivos ou por se encontrarem em isolamento profilático por contacto de alto risco com elementos externos à escola) é muito elevado e tem implicações diretas nas aprendizagens dos alunos. Por este motivo considero que a realização de qualquer prova final/exame só deverá ser feito quando o fim para a sua realização tiver uma justificação muito elevada. Que sentido faz realizar provas finais de ciclo no 9.º ano (com repercussão na aprovação dos alunos) quando os alunos vão encontrar-se em enormes desigualdades. E aferir o 2.º, o 5.º e o 8.º ano vai ser assim tão importante em tempo de pandemia? Já não se sabe que as aprendizagens de todos os alunos vão ficar imensamente prejudicadas?
Mas podem dar um salto ao quintal do Paulo e perceber a imensidão de casos que existem nas escolas, pelo menos os mais céticos e que acham que as escolas são locais onde o vírus não entra, por não ter cartão de estudante.
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Jan 17 2021
Nos próximos três dias decorre a fase da consulta/Confirmação de Dados do Recenseamento Docente, isto se não surgir entretanto um prolongamento do prazo, que terminou dia 15, para as escolas introduzirem os dados.

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Jan 17 2021
Alegadamente…
Alegadamente, há Director@s que escondem o número real de contágios ocorridos nos respectivos Agrupamentos…
Alegadamente, há Director@s que aplaudem as decisões do Governo, quanto à manutenção da abertura das escolas, nomeadamente a justificação apresentada nesse sentido: por um lado, a defesa de que o ensino presencial é insubstituível e, por outro, que o número de contágios nas escolas não é significativo em termos estatísticos…
O ensino presencial é, de facto, insubstituível, mas não o pode ser a qualquer custo, sobretudo se o que estiver em causa for a saúde de todos os que entram diariamente numa escola; o número de contágios nas escolas só não é significativo em termos estatísticos se se considerar um número fictício de contágios…
Alegadamente, ess@s Director@s parecem muito mais preocupados e interessados em agradar à Tutela e continuar nas suas boas graças, deferindo todas as suas decisões, do que em defender e salvaguardar as condições de saúde pública, necessárias e imprescindíveis ao regular funcionamento das escolas, respeitantes a todos os que aí passam a maior parte do seu dia… Além disso, no momento actual, o que existe é um “ensino presencial intermitente”, com sistemáticas interrupções ou paragens, motivadas pelos isolamentos profilácticos e/ou pela confirmação de casos positivos, a afectar muitos alunos, professores e Pessoal Não Docente, em cada escola. Esse não é o ensino presencial que se deseja e que se pretende. Esse é o ensino presencial que convém para enganar os mais distraídos…
Alegadamente, há profissionais de Educação que defendem a actuação do Governo em relação ao não fecho das escolas, aceitando como válida a justificação apresentada… Pelos motivos anteriormente apontados, a justificação não será válida e a aceitação referida não pode deixar de causar perplexidade e estranheza, sobretudo por os próprios se constituírem como potenciais “vítimas” da obstinação do Governo…
Alegadamente, há profissionais de Educação que consideram que não se deve argumentar contra a acção do Governo e que falar ou discutir sobre “política” deve ser considerado como um assunto tabu, interdito, previsivelmente, causador de algum tipo de melindre… Segundo esses profissionais também não se pode falar nem discutir “política” em locais onde, supostamente, só se deverá falar e discutir sobre Educação…
Esses profissionais talvez, ainda, não tenham percebido que a maior parte das medidas em Educação são tomadas por políticos; têm um carácter iminentemente político; e são quase sempre sustentadas por desígnios políticos… Pode-se concordar ou discordar de determinadas Políticas Educativas, mas não há dissociação, nem oposição, entre Política e Educação, há interdependência entre ambas, consoante a ideologia política de quem a tutela…
O maniqueísmo desse tipo de pensamento parece evidente… Ou então trata-se de um pensamento ingénuo, simplista e reducionista da própria Educação…
De qualquer forma, e por motivos óbvios, esse é o tipo de pensamento que mais agrada aos políticos, sobretudo se forem Governantes…
Alegadamente, os profissionais de Educação não são considerados como prioritários, enquanto grupo profissional, para a toma da vacina, mas as escolas são consideradas como imprescindíveis para a Economia e, portanto, não podem fechar… A contradição parece flagrante: as escolas permanecem abertas por imposição do mesmo Governo que, simultaneamente, não manifesta a menor preocupação com a proteção da saúde dos profissionais que nelas trabalham…
No limite, se a maioria dos profissionais que trabalha nas escolas adoecer por covid, as escolas continuarão a poder cumprir o seu principal desígnio e a permanecer abertas? No limite, e por absurdo, é a própria Tutela que dita a eventual morte dos seus profissionais…
Por todos os motivos anteriores, vivemos, alegadamente, num país onde uns e outros mentem descaradamente e onde alguns parecem conviver muito bem com o desrespeito, com a desconsideração e com a humilhação a que frequentemente são sujeitos…
Metaforicamente falando, às vezes, chega a parecer que alguns foram acometidos por uma espécie de Síndrome de Estocolmo e por um certo masoquismo implícito…
Os hospitais entraram em ruptura, o pessoal médico está exausto, não há meios humanos nem materiais suficientes, o número diário de contágios e de óbitos galopa e a Economia colapsará, independentemente de as escolas continuarem abertas ou de serem fechadas…
Se continuarem abertas servirão apenas a teimosia insana de uns e o pedantismo e narcisismo de outros… E o problema incontornável é que alguns pagarão com a própria vida o acinte, a vaidade e a arrogância de outros… Espera-se que, no mínimo, alguém os venha a responsabilizar como autores morais e materiais desse crime perverso…
Alegadamente, poderá ser assim…
Nota: “Quem cala, consente”… Calar e assistir a tudo isto de forma impávida e serena, como se fosse aceitável e admissível, é o mesmo que legitimar e anuir com estas atrocidades… A incapacidade de o conseguir fazer é assumida e manifesta neste texto…
(Matilde)
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Jan 17 2021
Com as escolas abertas e os pais a terem de ir trabalhar quando não é possível ficar em regime de teletrabalho, o confinamento geral que entrou em vigor às 00h00 desta sexta-feira, devido à covid-19, torna-se um pesadelo para aqueles que não têm onde deixar os filhos fora do horário escolar. Os centros de atividades de ocupação de tempos livres (ATL) estão obrigados a fechar portas e, por isso, a ajuda que se revelaria essencial no acolhimento às crianças depois das aulas foi colocada fora de hipótese, segundo indica o decreto-lei – após o diploma de preparação sublinhar inicialmente que os ATL poderiam manter-se abertos. Há, porém, quem tenha esperança de uma correção no documento e, por isso, ainda tenha estado aberto esta sexta-feira, mesmo em incumprimento das medidas restritivas contra a pandemia.
Segundo o Nascer do SOL conseguiu apurar, pelo menos um ATL do distrito de Setúbal manteve o funcionamento no primeiro dia de confinamento, com a direção à espera de uma reação – não conhecida até à hora de fecho desta edição – por parte do «centro distrital» para saber se pode continuar aberto ou não. «Ou sai uma correção ao decreto-lei ou então temos mesmo de fechar, porque hoje [sexta-feira] estamos em incumprimento. Temos mesmo de obedecer ao que está estabelecido», revelou a diretora desse centro de atividades. Nesse sentido, há «uma série» de petições, com milhares de assinaturas, que foram criadas contra o fecho destes estabelecimentos, bem como de centros de estudo, que ficam igualmente de portas encerradas.
Com os centros de estudo e os ATL encerrados, as crianças terão de ficar, depois das aulas, nos recreios das escolas, sozinhos em casa ou então ir para casa de familiares – situação que não é aconselhada pela Direção-Geral da Saúde devido à junção de núcleos familiares –, dado que muitas delas não estão inscritas nas atividades de enriquecimento curricular (AEC) ou nas componentes de apoio à família (CAF) que funcionam dentro de escolas públicas e, por isso, se mantêm a funcionar.
«São muitos ATL. Percebo que possa haver alguma limitação. Mas em algumas situações são crianças ainda muito dependentes e que ainda não têm muita autonomia, nomeadamente até aos 12, 13 e 14 anos. Por isso, terá de haver uma resposta. O que nós estamos a fazer é insistir para que os ATL continuem abertos. Há aqui uma responsabilidade do Estado para se obter uma resposta para que as crianças possam estar em segurança e ao cuidado de alguém», adiantou, acrescentando que também as próprias instituições têm de forçar a nota com as respetivas tutelas.
«As próprias instituições devem questionar a respetiva tutela: as que são IPSS, a Segurança Social, e algumas o Ministério da Economia, porque são privadas e dependem desse ministério. E têm de questionar», reforçou Jorge Ascenção, que, apesar disso, admitiu que as salas de estudo para jovens mais autónomos possam eventualmente estar fechadas. «Os mais crescidos conseguem ter mais autonomia, mas há situações muito complicadas. Os pais estão a contactar-nos constantemente porque estão cheios de dúvidas, apreensivos e preocupados. Não sabem onde deixam os filhos. Tem de haver uma solução, até no âmbito da Comissão Nacional de Proteção de Jovens», concluiu.
Mais testes e prioridade na vacinação
Os diretores de turma concordam com a decisão do Governo de manter as escolas abertas durante o confinamento, mas dizem que não basta deixar os estabelecimentos abertos. Falam em medidas adicionais para controlar o contágio da covid-19. Para tal, sugerem testes rápidos nas escolas e prioridade para os profissionais de educação no que toca à vacinação, quando chegar a hora de serem vacinados os serviços essenciais.
«Há que lembrar o primeiro-ministro, António Costa, da chegada às escolas dos testes rápidos ou de antigénio. Na quarta-feira, ele ressuscitou um anúncio que fizeram, em outubro ou novembro do ano passado, e que foi um anúncio que morreu. Ressuscitou o anúncio e espero que esse mesmo anúncio não volte a morrer, porque estes testes são importantes», começou por dizer o presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas, Filinto Lima, lembrando que, no que toca à vacinação, espera que o Governo «não se esqueça» de colocar os funcionários e professores na linha da frente.
«É fácil de explicar porquê. Vamos estar na linha da frente no combate. Numa guerra é preciso dotar os guerreiros de armas, e as armas neste momento são estas: os testes rápidos e a vacinação», atirou, também à espera, desde outubro do ano passado, dos «três mil funcionários» que o Governo prometeu fazer chegar às escolas.
Petições para fechar escolas
Nos últimos dias, milhares de pessoas assinaram petições contra a abertura das escolas durante este novo confinamento, nas quais, além de ser exigido o encerramento dos estabelecimentos, é ainda referido que o Governo não tem facultado informações e procedimentos a adotar.
«Abrir as janelas da sala de aula não é uma medida adequada. Não podem apenas esperar ‘para ver como vai’. O Governo deve colocar a saúde e a segurança das crianças acima de tudo e tomar medidas rigorosas para evitar a propagação da covid-19», pode ler-se numa das petições públicas, que já conta com mais de 84 mil assinaturas.
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Jan 17 2021
Foi em 1 de setembro de 1993 que comecei ininterruptamente as minhas funções docentes, pelo que hoje, dia 17 de janeiro de 2021 se cumprem exatamente 10 mil dias nestas funções.
São 27 anos, 4 meses e 16 dias.
À data, este tempo de serviço serviria para estar a ser integrado no 10.º escalão (28 anos de serviço).
À data de hoje estes 27 anos, 4 meses e 16 dias de serviço apenas me colocam no limiar do 4.º escalão que por força de ausência de uma avaliação de mérito (Muito Bom ou Excelente) me irá colocar numa lista de vagas de 2022 para aguardar, talvez mais um bom milhar de dias, para progressão ao 5.º escalão ficando mais uma vez no lixo o tempo de serviço que ficarei a aguardar vaga.
Quem acha que os constrangimentos numa carreira longa como a que agora temos é motivadora para continuar a dar o litro todos os dias engana-se.
E os governantes que não conseguirem perceber que a carreira como existe é desmotivadora e tem enormes prejuízos para a vida profissional dos docentes, fazendo com que a desmotivação seja de longe superior à motivação também nunca irá perceber onde arranjar professores para os ter/manter no sistema de ensino.
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Jan 16 2021
Numa altura em que estamos aproximadamente a meio do total de Reservas de Recrutamento (se bem que este ano é previsível que haja mais uma ou duas no 1º e 2º ciclos), segue um vídeo com os 20 grupos de recrutamento que tiveram mais colocações ao longo deste ano letivo.
Este é o 1º de alguns vídeos com análises estatísticas deste ano letivo que serão publicados no canal.
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Jan 16 2021
Desculpem o meu umbiguismo nesta reflexão. Falarei apenas do universo do primeiro ciclo neste contexto pandémico. A DGS continua a afirmar e a mascarar as escolas como lugares seguros, com pouca transmissão do vírus, especialmente no que concerne às faixas etárias mais novas. Voltemo-nos para eles, os mais novos. À conversa com uma estimada colega minha do primeiro ciclo, constatámos que não deve haver profissão com nível mais desigual de protecção do que a nossa. Porquê? Simples. Em qualquer outro estabelecimento profissional, todos os seus intervenientes usam protecções individuais, máscaras, acrílicos. No primeiro ciclo e, obviamente, no jardim de infância isso não acontece. Os docentes e auxiliares protegem-se a si próprios e às crianças, mas…quem é que os protege e como é que as próprias crianças se protegem entre elas? Nunca o Ministério da Educação considerou obrigatório o uso de máscara no primeiro ciclo. Um erro crasso. Devia ter sido a primeira entidade a consciencializar os pais, já que muitos não aceitam que os seus filhos a usem nas aulas e não ouvem os apelos dos professores. É desigual a protecção nas escolas do primeiro ciclo. O Ministério da Educação há muitos anos que resolve tratar das Escolas como se fossem empresas. Todavia, repare-se que nas empresas todos utilizam protecções individuais. Nas escolas do primeiro ciclo e jardins de infância, não. O Ministério da Educação é um órgão carregado de trafulhice e gosta de atirar areia para os olhos de quem não trabalha neste meio asséptico, como eles gostam de ludibriar. O Ministério da Educação sujeita as crianças mais pequenas a estarem ao magote nestas condições e usa o chavão da “desigualdade acentuada pelo Ensino à Distância” para que não venha à tona a entrega de computadores e acesso à internet, tão apregoado no final do ano lectivo transacto. Onde estão? Ludibriam para esconder que nada prepararam, nada entregaram! Ludibriam porque não querem pagar a um dos pais para estarem com as crianças em casa. O Ministério da Educação não quer saber do bem estar psicológico e físico dos nossos/vossos filhos! Se quisesse, não votava ao abandono muitas escolas cheias de gente, por aí. Se quisesse, não nos faziam a todos carne para canhão. E depois há os delegados de saúde. Não tenho palavras para descrever que tipo de delegado de saúde se é, quando se decide manter toda uma turma, professores e auxiliares na escola, após a confirmação de casos positivos dentro da turma. Não entendo! Sem quarentena, sem testes de despistagem, nada! Não entendo como, em caso exactamente igual, um outro delegado de saúde de outro concelho que dista apenas 5km, tem um procedimento totalmente diferente e ordena o estado de quarentena para todas as crianças, professores e auxiliares que mantiveram contacto com essas crianças positivas. Sim, crianças de 6 anos contagiam-se e contagiam os outros, contrariamente ao que os seres iluminados, Zen e assépticos do Ministério da Educação fazem crer! Eu afirmo, sem ser da área da saúde. Afirmo por constatação. E, neste caso do primeiro ciclo, os Municípios não têm nada a dizer? As próprias direcções dos Agrupamentos não têm nada a refutar? Baixa-se a cabeça aos Deuses dos delegados de saúde e espera-se que, na semana seguinte, caia o próximo tordo?
Por fim, os professores e auxiliares continuam a não ser considerados como prioritários para a toma da vacina. Tirem as vossas conclusões. A minha é simples e simplória: há muito que corre a Inquisição atrás destes seres raros de livros debaixo dos braços. Não sei, parece um ódio generalizado…E, depois, também tenho outra conclusão simplória: a maltratada classe docente será eternamente rebaixada. Todo o patrão que não se preze gosta de ver os seus empregados à briga. Isso faz com que estejam entretidos e não se unam…contra ele.
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Jan 16 2021
A escola Secundária Camilo Castelo Branco, em Vila Real, estava a funcionar em regime misto, os alunos de todos os anos tinham aulas num turno e as aulas do turno contrário, com um peso reduzido, eram lecionadas online, uma forma que a escola tinha encontrado para evitar o contágio de infeções de Covid-19.
Entretanto a Direção da Escola recebeu uma ordem do Delegado Regional Norte da Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares que determina que a escola terá de assegurar a retoma de todas as atividades educativas e formativas, letivas e não letivas, em regime presencial.
No entanto, a maioria dos pais e encarregados de educação estavam contra esta norma uma vez que alertaram para o facto de não estarem asseguradas as condições mínimas de segurança, nem estar em pleno o funcionamento de serviços da escola como o refeitório e o bar. Os pais lembraram ainda que a oferta de restauração fora da escola também é inexistente devido às novas regras de confinamento.
Entretanto foram vários os pais que ameaçaram não deixar os seus filhos irem à escola na próxima segunda-feira se todas as atividades tiverem de ser presenciais. Muitos encarregados de educação insurgiram-se contra esta medida e foi mesmo lançada uma petição para tentar travar a retoma de atividades letivas em regime presencial em detrimento das atividades assíncronas na referida escola.
Depois deste caso vir a público a direção do estabelecimento de ensino, revelou que “fica suspensa a decisão da retoma de todas as atividades letivas e não letivas, em regime presencial”, que tinha sido comunicada aos encarregados de educação.
De acordo com a nota enviada pela diretora da escola, “todos os horários deverão ser cumpridos no modelo que se encontra em vigor desde o início do ano letivo”.
Vale a pena lutar pelos nossos filhos…
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Jan 16 2021
O Rui Cardoso publicou ontem um artigo dando conta que seria necessária um a declaração da entidade patronal em como estaríamos em trabalho presencial para a deslocação na rua.
Ora, discordo do que escreveu e para que não existam dúvidas, nem avalanches de pedidos de declarações desnecessárias, o meu entendimento é que neste confinamento (geral) como não existe a impossibilidade de deslocação entre concelhos não é preciso qualquer declaração para circulação na rua, nem o Decreto 3-A/2021 refere qualquer obrigação de alguém ser portador dessa declaração.
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Jan 16 2021

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Jan 15 2021
Foram colocados 429 contratados na Reserva de recrutamento 16, distribuídos da seguinte forma:

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Jan 15 2021
… de continuadamente existir desconsideração pela profissão docente.
Graça Freitas desde o início desta pandemia corre atrás do tempo, e mais tarde o que se verifica é que errou sempre nas suas análises. Foi o “viruzinho” que nunca chegaria à europa, a falsa sensação de segurança no uso da máscara, entre outras.
Agora para além de desconsiderar os professores como grupo de risco para a tomada da vacina, considera ainda que os professores são uns malandros e que é mais arriscado aquilo que fazem fora da escola do que na escola.
O título do post é apenas um pequeno sentimento daquilo que começo a sentir por aqueles que opinam sobre as escolas e os professores e a última vez que entraram numa escola foi na sua adolescência. E depois não estranhem o crescente sentimento na sociedade para que as coisas mudem.
Diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, explica que, pela profissão, “não têm um risco acrescido”.

Os professores não são considerados um grupo de risco que deva ser integrado entre as prioridades de vacinação contra a Covid-19 somente pelo critério de atividade profissional, defendeu esta sexta-feira a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas.
“Independentemente de serem trabalhadores em escolas, são pessoas com determinado grupo etário e determinados fatores de risco. Portanto, serão vacinados de acordo com esse risco, uma vez que pela profissão não têm um risco acrescido”, afirmou Graça Freitas numa audição por videoconferência na Comissão Eventual para o acompanhamento da aplicação das medidas de resposta à pandemia e do processo de recuperação económica e social.
Questionada pela deputada do PAN Bebiana Cunha sobre a eventual priorização da vacina ao pessoal docente e não docente, face à manutenção da atividade letiva presencial no novo confinamento decretado pelo Governo devido ao agravamento da pandemia em Portugal nas últimas semanas, a líder da Direção-Geral da Saúde (DGS) reconheceu a importância destes profissionais “para o funcionamento do país”, mas rejeitou considerá-los um grupo de risco.
“O seu risco na comunidade poderá ser maior do que o risco no exercício da profissão, uma vez que lidam com um grupo etário que não transmite muito a doença. Só pela profissão não são um grupo de risco”, observou, acrescentando que a operacionalização da testagem em escolas “é da responsabilidade das cinco ARS [Administrações Regionais de Saúde], em conjunto com os ACES [Agrupamentos de Centros de Saúde]”.
Graça Freitas rebateu ainda críticas a uma suposta indefinição em torno da política de critérios de seleção das escolas para testagem à Covid-19, assegurando que “a DGS deposita total confiança nas capacidades das ARS e ACES de se organizarem e de tratarem da aplicação destas estratégias”, enaltecendo a “responsabilidade” e “sofisticação” destas entidades para levar a cabo esse processo.
Já sobre a capacidade de testagem nacional, a diretora-geral da Saúde assegurou não ter conhecimento “de constrangimentos no fornecimento e acesso aos testes”, embora tenha reconhecido “incidências bastantes elevadas” da pandemia nos últimos dias.
A diretora foi secundada pelo diretor de serviços de Informação e Análise da DGS, André Peralta, que revelou que a taxa de positividade dos testes situa-se agora em 18%, sem deixar de notar que o “número absoluto de testes tem vindo sempre a crescer” e que a capacidade tem sido elástica e irá continuar a aumentar”, pelo que a “positividade irá diminuir” no futuro.
Portugal contabilizou hoje 159 mortes, um novo máximo de óbitos relacionados com a Covid-19 em 24 horas, e 10.663 novos casos de infeção com o novo coronavírus, segundo a DGS.
O boletim epidemiológico da DGS indica ainda que estão internadas 4.560 pessoas, mais 192 do que na quinta-feira, das quais 622 em cuidados intensivos, ou seja, mais 11, em ambos os casos, também novos máximos.
Desde o início da pandemia, em março de 2020, Portugal já registou 8.643 mortes associadas à Covid-19 e 528.469 infeções pelo vírus SARS-CoV-2, estando hoje ativos 125.861 casos, mais 4.046 do que na quinta-feira.
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Jan 15 2021
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Jan 15 2021
Os efeitos da pandemia exigem dos responsáveis do Ministério da Educação ação e não apenas palavras. Nestes tempos difíceis, professores e educadores continuam sobrecarregados nas suas funções e sem as necessárias condições. E não entendem o porquê de, estando na linha da frente, não fazerem parte do grupo prioritário de vacinação
O SPZC considera que se vive um momento particularmente sensível e de preocupação a nível da saúde pública, agravado neste mês de janeiro, que exigirá um esforço acrescido de todos neste contexto de novo confinamento.
Os educadores e professores estão claramente na primeira linha de resposta a dar às solicitações de alunos e comunidade neste tempo de pandemia.
Mas uma coisa é certa, o Ministério da Educação não fez o trabalho de casa no que diz respeito à criação de condições para o bom funcionamento das escolas. Faltam recursos que permitam aos docentes fazer face à sobrecarga de trabalho com que desde o início deste ano escolar estão confrontados. Falta a inclusão dos docentes nos grupos prioritários na vacinação. Falta uma resposta eficaz para os professores e educadores de grupos de risco. Falta a necessária redução do número de alunos por turma, de forma a ser respeitado o distanciamento físico de segurança.
Este confinamento, no que diz respeito às medidas anunciadas e agora em vigor, tem pouco de confinamento. São inúmeras as exceções ao mesmo.
O SPZC está preocupado com os cerca de três milhões de alunos, pais e encarregados de educação em circulação diária. A mobilidade deste elevado número de pessoas, muitas delas utilizando o transporte público, são um enorme risco a nível de cadeias de transmissão da covid-19. Perante as inúmeras interrogações que se levantam, e não pondo de parte a importância inigualável do ensino presencial, o eventual recurso ao ensino misto não deverá ser descartado. De forma particular os alunos pertencentes aos sectores de ensino mais avançados.
Apesar desta situação difícil e complexa, o SPZC continua inteiramente ao serviço dos docentes. O apoio sindical, a formação e as áreas social e cultural serão as pedras de toque da atuação, com uma proximidade permanente e constante e estamos disponíveis para o ajudar.
Porque se está no início de mais um ano civil, o SPZC não poderá deixar de transmitir uma nota de descontentamento pelos resultados havidos nas negociações no âmbito da Administração Pública. Lamentavelmente, os aumentos para este ano, uma vez mais, não incluirão os docentes. Já lá vai mais de uma década com desvalorização salarial e perda do poder de compra. Não é desta forma que se atraem os desejáveis e necessários novos professores para o sistema educativo.
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Jan 15 2021
Sempre que seja preciso sair de casa e deslocar-se por motivos profissionais, pode fazê-lo. Segundo o decreto da presidência do Conselho de ministros, consideram-se autorizadas as saídas da habitação que visam “o desempenho de atividades profissionais ou equiparadas”. Contudo, convém estar munido de uma justificação para circular.
Estas deslocações devem fazer-se acompanhar por uma declaração emitida pela entidade empregadora, no caso dos professores, pela escola.
Apesar de a maioria necessitar deste documento para apresentar às autoridades, caso estas o solicitem, tal como no primeiro confinamento há um conjunto de pessoas que, no exercício das respetivas funções, estão dispensadas de apresentar qualquer tipo de declaração, o que não é o caso dos professores
. São as exceções à regra:
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Jan 15 2021
– É na sua aula que vemos as nossas caras, professor! Dizem-me os alunos que se conheceram este ano; é ali que o fazem mais verdadeiramente.
Pela natureza da disciplina, Educação Física, e assumindo o risco opcional de leccionar turmas numerosas maioritariamente sem máscara (a DGS sugere aulas sem máscara quando se garante, sei que é risível, três metros mínimos de distanciamento físico), prefiro aulas presenciais. Tem sido inesquecível e um recomeço desafiante e inesperado. Mas aconteceram perplexidades: já leccionei várias aulas com alunos infectados ou estive integrado em correias de transmissão; nunca fui testado, isolado, sujeito a quarentena ou sequer contactado; e como eu, milhares de professores robustos não prioritários que serão casos de estudo para os padrões da imunização sem vacina.
Mas voltando ao tema do momento, as escolas são um dos cernes da disseminação do vírus tal o aceso debate que provocam; e há o ângulo de análise “escola a tempo inteiro” que fica para outra altura. Ou seja, o que está em causa não é a opção entre ensino à distância e aulas presenciais. Não se trata disso. Em regra, não há aprendizagens plenas, longe disso, atrás de uma máscara ou de um ecrã nem com os actuais constrangimentos.
Dito isto, o que está em causa é a saúde pública. Sejamos objectivos: as nações das escolas e turmas numerosas perderam o controlo da pandemia. Por exemplo, repare-se que a Alemanha fechou as escolas no início de Dezembro e só as reabre daqui a oito ou dez semanas. Temos dois dados objectivos da perda de controlo em Portugal, e provavelmente nos congéneres da tragédia: não se conhecem 87% dos locais de contágio e os universos escolar e sanitário tiveram em Novembro uma confirmação: a “covid-19 acelerou entre a população mais jovem e foi no grupo dos 10 aos 19 que o contágio mais cresceu” (“e com a agravante de ser nas crianças e nos jovens que se concentra o maior número de falsos negativos e assintomáticos“).
Portanto, fica-se apreensivo quando se estabelece um confinamento geral sem passar para ensino não presencial qualquer grau de ensino, mais ainda num país que tem o calendário escolar com menos dias de interrupção da Europa e que acentuou esse excesso na pandemia.
Por outro lado, a tese da escola segura é uma perda de tempo para o debate. As escolas não são seguras nem inseguras. Não se sabe. O que se sabe é que não cumprem os 3 c’s e que têm os mil e um cuidados possíveis. Não se mede a segurança sem meios de controlo. Os estabelecimentos de ensino encerram porque a frequência, e a envolvência, das escolas numerosas é uma plataforma giratória da disseminação do vírus na sociedade.
Ouvi um especialista estupefacto por se ter dito que os números de infectados em Portugal sobem quando as escolas fecham. Como é possível uma afirmação destas. No primeiro confinamento, o encerramento das escolas foi crucial. Na segunda vaga, e umas semanas depois da abertura do ano lectivo, iniciou-se a subida acentuada dos números. As pontes de Dezembro deram sinais na redução de casos positivos e na última semana do mês baixaram as contagens diárias. Os números do início de Janeiro foram cumulativos . É, portanto, ainda mais difícil tirar conclusões, como disse o PM para o argumentário que desenvolveu, uma vez que houve o Natal e a muito limitada passagem do ano. As escolas reabriram a 4 e já vamos a 15 (bem sabemos que é Natal quando um homem quiser, mas convém não exagerar). O que é certo, é que nas mortes e nos internamentos os números são inequívocos e constantes.
Como já escrevi várias vezes, há cinco soluções simples para melhorar os 3 c’s dentro e fora da escola e que baixariam os contágios: horários desfasados, turmas por turnos, descentralização de intervalos, pequenas interrupções a cada quatro ou cinco semanas de aulas e redução temporária da carga curricular para simplificar a execução das quatro primeiras. Era importante que o inerte ministério se movesse antes que chegue a quarta e a quinta vaga.
Por outro lado, o marketing político cria desconfiança. Como nos recordamos, umas semanas depois de ter começado o ensino à distância os governantes desdobravam-se (e perante a surpresa de quem lecciona) em elogios à nossa escola digital e à entrada do país no século XXI (até a flexibilidade curricular, pasme-se, foi usada pelo PM em pleno parlamento como atributo do sucesso). Agora que interessa ter a escola aberta, foi, afinal, um falhanço. Para além disso, continua por concretizar o que o PM disse a 11 de Abril ao Expresso: “no próximo ano lectivo haverá acesso universal dos alunos dos ensinos básico e secundário à Internet e a equipamentos informáticos, considerando que este investimento avultado é essencial face aos riscos de pandemia.”
António Costa disse que a decisão do não encerramento de escolas foi uma esolha política e que “ouviu os dirigentes dos pais e das escolas“. Umas horas depois, ouvi as posições contrárias, e com evidente preocupação, dos responsáveis clínicos (infecciologistas e intensivistas) do Hospital Curry Cabral, em Lisboa, e do Hospital S. João, no Porto. Esperemos que tenha sido uma boa escolha.
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Jan 15 2021
Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Listas de Colocação Administrativa – 16.ª Reserva de Recrutamento 2020/2021.
Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira, dia 18 de janeiro, até às 23:59 horas de terça-feira, dia 19 de janeiro de 2021 (hora de Portugal continental).
Consulte a nota informativa.
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Jan 15 2021
Idosos com mais de 100 anos e que foram vacinados contra o covid? Muito bem…
E os idosos, indefesos, dependentes física e/ou mentalmente de terceiros, que já morreram, pela incúria e pela negligência de quem devia zelar por eles e que foram verdadeiramente condenados à morte? E aquele idoso que, há poucos dias, morreu à porta de um hospital, dentro de uma ambulância há mais de 8 horas, alegadamente, por falta de assistência?
Desses não lhe interessa falar, pois não, Sr. Primeiro Ministro?
Escolas abertas? Muito bem… O ensino presencial é insubstituível…
Mas e aquele discurso oficial, de há poucos meses atrás, afirmando o E@D como uma panaceia, verdadeiramente miraculosa e fantástica? E o apetrechamento e a capacitação das escolas com plataformas digitais altamente eficazes e da disponibilização de computadores para todos aqueles que deles precisassem, também tão “vendidos” e apregoados ao longo dos últimos tempos? Para onde foi esse discurso, Sr. Primeiro Ministro?
O número de contágios nas escolas não é significativo em termos estatísticos, segundo o Sr. Primeiro Ministro…
Qual a fonte dos dados apresentados e que permitiu proferir tal afirmação? Serão os dados “suavizados” por estatísticas duvidosas, enviesadas e acintosas, com o objectivo de escamotear a gravidade do problema e de não causar “alarme social”; ou os dados reais, correspondentes ao número efectivo de contágios ocorridos em todas as escolas do país? Se fosse pela segunda fonte, o Sr. Primeiro Ministro nunca poderia desconsiderar nem a dimensão, nem a gravidade do problema…
Sr. Primeiro Ministro, o seu discurso e, sobretudo, as suas medidas para lidar com a presente pandemia não podem deixar de se considerar como profundamente hipócritas, demagógicas e essencialmente políticas. Mas, Sr. Primeiro Ministro, não é de política que aqui se trata, é de saúde pública, por muito difícil que para si seja distinguir entre as duas…
As consequências da sua obstinação serão devastadoras para os seus concidadãos que, depois de tudo isto, nada terão para lhe agradecer…
E, lamentavelmente, muitos deles já cá não estarão para não votar em si nas próximas eleições legislativas…
Por isso, Sr. Primeiro Ministro, e com o devido respeito, vá para o diabo que o carregue…
(Matilde)
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Jan 15 2021
Na declaração do Conselho de Ministros sobre o confinamento, o PM, referiu que a comunidade iria ser testada em massa. Se for como a promessa dos computadores nem em 2023…
A logística de uma testagem a 2 milhões de pessoas, não se faz com anúncios, é necessário meios e recursos humanos treinados. Com a falta de recursos humanos na área da saúde que neste momento, querem-me fazer acreditar que vão testar em massa toda a comunidade escolar? Devem estar a brincar comigo… e com toda a comunidade.
Ontem, também ouvi o PM a dizer que, “todos os alunos usam máscara”. Outra graçola deste senhor… deve andar esquecido do que decretou no início do ano ou não tem falado muito com o Tiago (se é que falam um com o outro). Os alunos do 1.º ciclo e do EPE não são obrigados a usar máscara, nunca foram, fica ao critério dos encarregados de educação.
Balha m’adeus… começo a ficar farto de tanta treta.
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Jan 14 2021
O Anexo II do Decreto n.º 3-A/2021 determina no número 43 quais as atividades ligadas à educação que continuam abertas:
“43 — Estabelecimentos educativos, de ensino e de formação profissional, creches, centros de atividades ocupacionais e espaços onde funcionem respostas no âmbito da escola a tempo inteiro, onde se incluem atividades de animação e de apoio à família, da componente de apoio à família e de enriquecimento curricular“.
A Portaria n.º 644-A/2015, de 24 de agosto, determina quais são as respostas no âmbito da escola a tempo inteiro na Educação Pré-escolar e no 1.º Ciclo (não existe escola a tempo inteiro legislada para os restantes níveis de ensino) e são:
Estas atividades na Educação Pré-Escolar e no 1.º Ciclo podem ficar em funcionamento, independentemente de serem implementadas pelas autarquias, Associações de Pais ou IPSS.
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Jan 14 2021
Com o encerramento obrigatório dos centros de explicações/estudos, que na maioria das vezes estão à porta das escolas para recolher os alunos, pergunto como um pai/mãe professor(a) (ou outro trabalhador essencial) que trabalha num turno contrário ao filho pode conciliar a obrigação do seu trabalho com a inexistência de outro familiar que possa assegurar este apoio encerrado pelo governo.
Falta por motivo imputável ao Costa?
Quantos pais/mães professores vão estar com este problema nas mãos para amanhã?
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Jan 14 2021
O Costa afirmou ontem que, “para que haja um sinal claro de que é fundamental fazermos um esforço acrescido” e eu concordo com ele.
Altera o regime contraordenacional no âmbito da situação de calamidade, contingência e alerta e agrava a contraordenação relativa ao teletrabalho obrigatório durante o estado de emergência
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Jan 14 2021
Ainda quero ver a confusão que vai dar… é só iluminados…
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Jan 14 2021
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Jan 14 2021
O Governo divulgou a lista final de atividades que têm de fechar esta sexta-feira, às 0h00. E a lista final, que o Expresso foi verificar ponto a ponto, tem algumas (poucas) mudanças face à que foi discutida dentro do Conselho de Ministros.
A saber:
Eis a lista final e oficial.
1. Atividades recreativas, de lazer e diversão:
2 – Atividades culturais e artísticas:
3 – Atividades educativas e formativas
4 – Atividades desportivas, salvo excepções:
5 – Atividades em espaços abertos, espaços e vias públicas, ou espaços e vias privadas equiparadas a vias públicas:
6 – Espaços de jogos e apostas:
7 – Atividades de restauração:
8 – Termas e spas ou estabelecimentos afins.
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Jan 14 2021
Em declarações à agência Lusa, o autarca de Reguengos de Monsaraz, José Calixto, indicou que a medida foi decretada pela Autoridade de Saúde Pública, depois de ter sido proposta pela Subcomissão de Saúde Pública da Proteção Civil Municipal.
“Defendemos o encerramento todas as atividades letivas presenciais” na Escola Secundária Conde de Monsaraz, que “tem alunos de concelhos vizinhos”, para a “diminuição do risco” de contágio pelo coronavírus SARS-CoV-2, afirmou.
Segundo o presidente do município, o concelho de Reguengos de Monsaraz tem “uma série” de casos de infeção pelo vírus da covid-19 que resultam de “situações intrafamiliares”, mas que estão estão “controlados”.
Contudo, “existe sempre um risco acrescido” e, por isso, a medida visa “antecipar o risco para não [se] estar sempre a correr atrás do prejuízo”, sublinhou o autarca alentejano.
Segundo a Câmara de Reguengos de Monsaraz, a suspensão das aulas presenciais vai vigorar durante a próxima semana para todos os alunos desta escola e para os do 3.º ciclo da Escola António Gião.
A autarquia assinalou que a situação será reavaliada no final da próxima semana.
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Jan 14 2021
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Jan 13 2021
… são tantas e alargadas que justificam qualquer saída do domicílio.
Dever de geral de recolhimento domiciliário.
A instrução volta a ser para ficar em casa, salvo exceções previstas no decreto. A saber:
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Jan 13 2021
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