Provas de aferição. Falta de condições dos professores podem comprometer resultados

Movimento “Missão Escola Pública” alerta que esta é a primeira vez que exames e provas de final de ciclo acontecem enquanto as aulas estão ainda a decorrer.

Provas de aferição. Falta de condições dos professores podem comprometer resultados

Os resultados das provas de aferição podem ficar comprometidos devido à falta de condições dos professores. O Movimento “Missão Escola Pública” denuncia à Renascença um excesso de trabalho para os docentes que terão aulas, reuniões de final de ano letivo e a vigilância aos exames ao mesmo tempo.

Cristina Mota alerta que esta é a primeira vez que exames e provas de final de ciclo acontecem enquanto as aulas estão ainda a decorrer.

“Acontece que muitos professores têm, em simultâneo, as aulas, as reuniões de avaliação, as provas de aferição e a vigilância aos exames”, afirma, indicando que um professor de uma disciplina com prova de aferição chega a ter mais de 200 provas para corrigir.

“Não nos choca nada que, tendo em conta não termos as melhores condições para efetuar o trabalho, este fique comprometido”, aponta.

Esta terça-feira, o movimento irá organizar um debate sobre o estado da Escola Pública, com o objetivo de denunciar que o Governo está a falhar a meta dos 60 dias, período durante o qual disse que iria anunciar medidas para colmatar a falta de professores.

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4 comentários

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  1. Uma coisa é ter muito trabalho, outra coisa é nem sequer ser dado tempo suficiente para o realizar. É um completo absurdo!

    Paralelamente, está a haver uma série de aulas que não estão a ser lecionadas por conta destas estúpidas sobreposições. Se isto é qualidade de ensino…

    • Padre Marx on 9 de Junho de 2024 at 13:18
    • Responder

    De acordo, mas quanto às “medidas” até é melhor que nem apareçam…

    • Maria on 11 de Junho de 2024 at 17:16
    • Responder

    Em nenhum país da Europa desenvolvida acontece este despautério…as aulas deviam terminar para todos os níveis ao mesmo tempo. Todas as avaliações externas, sejam elas de aferição, finais ou para seleção deviam ser realizadas após o término das aulas não havendo lugar para esta loucura e desorganização.

    Estando em discussão a proposta de calendarização dos próximos anos letivos, pede-se atenção para a entropia causada pelo sistema que temos em funcionamento e uma reflexão sobre o n.º de horas de aulas que os nossos alunos suportam globalmente. Os alunos portugueses têm a segunda maior carga letiva da Europa (mais de 5500 horas). Compare-se com um dos países com maior sucesso escolar, a Estónia, por exemplo, com 3.964)!!!!

    Um país com uma falta de professores dramática…não se percebe!

  2. Exactamente! Se há falta de professores acaba-se com a escola depósito e com a escila folclores locais.
    Já agora, é só para dizer que, desde que a escola passou para as câmara, é redes partidas, silvados onde antes havia jardins, portas sem puxadores, papel do mais rasca, quando o há … mais lixo, mais desleixo!

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