Category: Rui Cardoso

Alteração à MPD… não acreditem em tudo o que ouvem

para já…

Os professores só vão poder concorrer à mobilidade por doença com um atestado multiusos. O Governo pretende ultrapassar a demora, desta avaliação médica, permitindo aos centros de saúde certificar a incapacidade. Docentes com pais ou sogros doentes deixam de ser abrangidos por este regime.

Calma lá que a negociação continua dia 3 de março…

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Tolerância de ponto no Carnaval

Despacho n.º 2678-A/2025

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Escolas com pré-escolar vão receber 226 novos funcionários

um número, claramente, insuficiente.

 

O Ministério da Educação vai atribui uma verba de 3,7 milhões de euros às autarquias e garante a “entrada imediata” de 226 assistentes operacionais. Em semana de greves, a Associação Nacional de Municípios Portugueses alerta para elevada taxa de absentismo e dificuldades no recrutamento.

Escolas com pré-escolar vão receber 226 novos funcionários

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Estou de acordo com a junção do primeiro e segundo ciclos

Alunos do primeiro, segundo, terceiro, quarto, quinto, e sexto anos, todos na mesma turma.

Temos o dinheiro do PRR para fazer obras nas escolas e aumentar o tamanho das salas de aula. E também poupamos no número de professores.

 

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Também podemos rever o calendário escolar…

 

50% dos alunos terão aulas, de 50 minutos, de 1 de janeiro a 30 de junho e os outros 50% de 1 de julho a 31 de dezembro.

Assim só necessitamos de metade dos professores…

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Estou de acordo com o estudo EDULOG num ponto

Reduzir aulas para 50 minutos.

50 minutos de Português por semana

50 minutos de Matemática por semana

50 minutos de Ciências por semana

50 minutos de Inglês por semana

50 minutos de Geografia por semana

50 minutos de História por semana

50 minutos de Cidadania por semana

50 minutos de cada disciplina por semana

E assim se resolve o problema da falta de professores…

 

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Conselho Nacional da Educação sugere ensino online para alunos sem professor

A ideia foi lançada durante uma audição na comissão parlamentar de Educação e Ciência sobre o relatório do Estado da Educação 2023, divulgado em janeiro, em que o CNE destaca como preocupantes a falta de professores e, consequentemente, o número de alunos sem aulas

Conselho Nacional da Educação sugere ensino online para alunos sem professor

O presidente do Conselho Nacional da Educação (CNE) sugeriu esta terça-feira que o ensino online pode ser uma das respostas para mitigar o impacto nas aprendizagens da falta de professores e propôs também a contratação de mais docentes estrangeiros.

“Não sei se já estamos a explorar devidamente as potencialidades da formação online, se não necessitaremos de pensar mais acerca desta matéria”, afirmou Domingos Fernandes.

A ideia foi lançada durante uma audição na comissão parlamentar de Educação e Ciência sobre o relatório do Estado da Educação 2023, divulgado em janeiro, em que o órgão consultivo do Governo destaca como preocupantes a falta de professores e, consequentemente, o número de alunos sem aulas.

Em resposta aos deputados, o presidente do CNE considerou que a aposta na formação inicial de professores não permite responder ao problema a curto prazo e defendeu a necessidade de explorar outras alternativas.

Um dos caminhos pode passar por sistemas que permitam apoiar os alunos que estão sem aulas por não terem professor através de aulas online, sugeriu Domingos Fernandes questionando se os “meios disponíveis ou que se podem disponibilizar em termos de formação online” estão esgotados.

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NECESSIDADES DE PROFESSORES: DEFICIT OU INEFICIÊNCIA NA GESTÃO DA OFERTA DE ENSINO?

O estudo apresenta alguns dos fatores que poderão justificar o deficit de professores nas escolas públicas, a começar pela organização da rede de ofertas escolares, onde existe uma elevada discrepância na distribuição dos alunos. De acordo com os resultados divulgados, cerca de 40% das escolas de Portugal continental têm menos de 15 alunos e 26% têm menos de 10 alunos, distribuídos pelos diferentes anos dos ciclos de escolaridade. No caso do 3.º ciclo do ensino Básico, em particular, identifica-se uma tendência para o aumento do número de escolas com menos de 15 alunos – nomeadamente cinco alunos por ano de escolaridade – decorrente da quebra demográfica registada na maior parte das regiões do Continente. Relativamente ao ensino Secundário, o cenário é ainda mais alarmante, com mais de 60% das ofertas de cursos profissionais das escolas públicas a registarem menos de 15 alunos, o que representa um desperdício de recursos, sobretudo de professores e de dinheiros públicos.

 

NECESSIDADES DE
PROFESSORES:
DEFICIT OU
INEFICIÊNCIA NA GESTÃO
DA OFERTA DE ENSINO?

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O RITS anda pelas ruas da amargura e ninguém se entende

 

 

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Escolas com poucos alunos, turmas pequenas e demasiadas horas de aulas por semana agravam falta de professores

Estudo do think tank Edulog conclui que “ineficiência” na gestão das escolas públicas também está a contribuir para a falta de professores. Um em cada quatro estabelecimentos de ensino do 1º ciclo tem menos de 10 crianças, o rácio docente/aluno é baixo e a dispersão de disciplinas é excessiva

Escolas com poucos alunos, turmas pequenas e demasiadas horas de aulas por semana agravam falta de professores

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A violência e os crimes nas escolas voltaram a aumentar

Os dados são do mais recente relatório do Programa Escola Segura da PSP, a que o Expresso teve acesso. Violência dos alunos é “reflexo” da sociedade civil, explica a coordenadora do programa

É o “reflexo” da sociedade civil: a violência e os crimes nas escolas voltaram a aumentar

Os crimes e a violência voltaram a aumentar nas escolas portuguesas, sobretudo na área da Grande Lisboa. No ano letivo de 2023/24 subiram de forma abrupta as agressões, os insultos, os atos de vandalismo e os furtos, cometidos principalmente no interior dos recintos escolares. Os dados são do mais recente relatório do Programa Escola Segura (PES) da PSP, a que o Expresso teve acesso.

 

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Governo vai criar linha de apoio para alunos vítimas de bullying

A criação de uma linha de apoio específica para os alunos vítimas de bullying é uma das recomendações do grupo de trabalho, cujo relatório revela que, em média, em cada 17 alunos, um considera já ter sofrido de bullying

Governo vai criar linha de apoio para alunos vítimas de bullying

O Governo anunciou esta segunda-feira a criação de uma linha de apoio para alunos vítimas de bullying, uma recomendação do grupo de trabalho de combate a este fenómeno nas escolas, que revela que perto de 6% já se sentiu vítima.

O compromisso foi assumido pelo secretário de Estado e Adjunto da Educação no encerramento da sessão de apresentação do Relatório do Grupo de Trabalho de Combate ao Bullying nas Escolas, que decorreu esta segunda-feira na Escola Secundária Rainha Dona Leonor, em Lisboa.

“É uma necessidade que reconhecemos, é algo diferenciador face àquilo que tem sido feito e há uma grande necessidade de fazer algo que é diferenciador”, afirmou Alexandre Homem Cristo.

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O presente envenenado na educação inclusiva

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Se houver irregularidades o Ministério falhou – FNE

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Regulamento de Atribuição de Bolsas a Estudantes Inscritos em Ciclos de Estudos Conducentes à Habilitação Profissional para a Docência.

Regulamento de Atribuição de Bolsas a Estudantes Inscritos em Ciclos de Estudos Conducentes à Habilitação Profissional para a Docência.

Despacho n.º 2483-A/2025, de 21 de fevereiro

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Alunos que entraram este ano letivo em cursos de professores e que ingressarem no próximo ficam isentos de propinas

Governo vai pagar até 2500 bolsas a estudantes de licenciaturas em Educação Básica e mestrados em Ensino. Quem receber o apoio fica obrigado a concorrer a escolas públicas nos três anos seguintes à conclusão do curso. Caso contrário terá de devolver os montantes recebidos

Alunos que entraram este ano letivo em cursos de professores e que ingressarem no próximo ficam isentos de propinas

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147 denúncias por falta de habilitações de docentes

Professores que entraram no quadro no concurso externo extraordinário arriscam perder vínculo.

147 denúncias por falta de habilitações de docentes

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Reserva de Recrutamento 22 e Reserva de Recrutamento do Concurso Externo Extraordinário 09 – 2024/2025

Estão disponíveis para consulta as Listas definitivas de colocação, não colocação, retirados e Listas de colocação administrativa da 22.ª Reserva de Recrutamento 2024/2025 e as Listas definitivas de colocação, não colocação e Colocações Administrativas e Retirados da 9.ª Reserva de Recrutamento do Concurso Externo Extraordinário 2024/2025.

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira dia 24 de fevereiro, até às 23:59 horas de terça-feira dia 25 de fevereiro de 2025 (hora de Portugal continental).

Consulte a nota informativa.

SIGRHE – Aceitação da colocação pelo candidato

Nota Informativa – Reserva de Recrutamento 22 e Reserva de Recrutamento do Concurso Externo Extraordinário 09 – 2024/2025

Listas – Reserva de Recrutamento 22 – 2024/2025

Listas – Reserva de Recrutamento do Concurso Externo Extraordinário 09 – 2024/2025

 

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Um ensino em decadência – o motivo de não haver professores

O Desafio de Educar em Tempos de Mimos e Conformismo. O que perdeu a escola de Hoje?

Um ensino em decadência – o motivo de não haver professores

Estamos a criar e a educar Pequenos Príncipes, habituados a serem servidos, em vez de treiná-los para servir com respeito, empatia e sobretudo para descobrirem as suas capacidades e serem felizes, na verdadeira descoberta das suas potencialidades.

Pais e Filhos: Quem Realmente Educa na Sociedade Atual?

É notória a falta de Desafios na Educação, a começar em casa. Estaremos nós, adultos de hoje, a criar uma Geração sem Fronteiras ou sem Limites?

– Tudo é dado, sem desafio, sem esforço;

– Eliminam-se todas as barreiras do trabalho;

– O esforço e a vitória da conquista suada, sao proibidos;

– Ensinar/ajudar pais e filhos a recuperar, melhorar o desempenho é proibido. Não é a criança que deve fazer, é o professor que deve baixar os objetivos, criar, reinventar para cada aluno, em particular. Se tiver 100, terá de adaptar para 100.

– Dar uma opinião a um pai, é falta de educação; Ponto. Não se discute este tema tabu.

– Alertar atempadamente um pai para os caminhos que o filho trilha, é falta de respeito por parte do professor;

– Falar com um aluno “fora de si”, que envie o professor ou o funcionário para um “certo lugar”, terá de ser sempre “Baixinho”, porque é feito de cristal. Já tu, o adulto, não podes sentir, ser e muito menos repreender, quanto mais levantar a voz.

Ora, é preciso distinguir um pic de crise (e aí sim, deixar o aluno estrebuchar, afastando objetos e pessoas), de uma simples BIRRA de PREPOTÊNCIA; a birra do: “eu estou cheio de mim e da convicção que me colocam na cabeça, aquela, que diz que o aluno e os pais podem colocar um professor ou um funcionário em problemas. Aquela que me conduz à direcção com o meu pai para passar “uma descasca” a quem se atreveu a ficar com o meu telemóvel porque o meu pai, mais irresponsável do que eu, me ligou em plena aula, (para dizer que o meu lanche é croissant com creme de ovo sem amêndoa, porque a incompetente da sra da pastelaria não reservou o meu croissant preferido).

Aliás, as crianças verbalizam os seus direitos: “Eu vou dar cabo de você porque eu vou me queixar e você vai passar mal!”

E não é que eles têm razão????

Muitos adultos desistem de serem uma figura autoritária para os filhos, passando essa responsabilidade para a escola. As direcções não dão mãos a medir e, por vezes são inconscientemente injustos com os seus professores e funcionários.

Onde estão os professores do antigamente? E onde estão os pais que criaram esta nova geração de pais com tanto esforço e que diziam: “Professora, aperte com ele e avise-me sempre que ele faltar ao respeito a alguém. Aiii dele!”

Hoje, as reclamações são precisamente o oposto: – “Eu não permito que o meu filho não tenha intervalo, eu não permito isto, aquilo, acolá. É alérgico a leite, ao chocolate, ao amendoim, a tudo menos a palavrões e mau comportamento.

– O quê, o meu filho tem negativas?

– Falou mal?

– Teve uma atitude menos apropriada?

…Ooooh professora, não devemos ligar… São crianças!

Mas… tem de me explicar esta negativa. O meu filho tem “direito” às medidas para apoio, alíneas a), b), c), d), todas as alíneas do abecedário, que lhe permitam transitar sem esforço. Portanto, se tem 8 negativas a culpa é dos professores que não aplicam todas as alíneas.

– Não há mais alíneas? Já se esgotaram todas as medidas de suporte às aprendizagens e à inclusão? Olhe…invente mais uma!

– Não me diga que ele é desatento nas aulas. Em casa está sempre tão concentradinho a ver TV e a jogar no telemóvel. Nem pestaneja!

– Ouve mal ou apenas o que lhe convém? Deve ser culpa dos fones. Vou lhe comprar outros.

– Falou mal para um adulto?

O adulto que não lhe respondesse!!! O meu menino tem síndrome da oposição, saí ao avô.

– Já agora, teve direito a leitura dos testes fora da sala? Com que professor? O do ano passado era melhor. Os resultados eram outros…

– Nunca faz trabalhos de casa?

– Se eu já vi os cadernos?…. Ora vamos lá ver… Oh professora, isto é estilo!!! Estes rabiscos e o não tomar notas, é uma forma peculiar de estar na vida. Ele tem uma veia artística.

– O que me está a dizer? Não fizeram acomodações nesta disciplina? Então deve passar do nível 2 para 3. A culpa é dos professores.

Professores, precisam-se.

Mas quem quer ser fantoche? Burro com cobardia?

Obrigam-nos a fechar os olhos e a calar a boca. Se necessário “ficamos à porta” das reuniões, vedam-nos o direito de participação conjunta, porque já falámos demais com os pais com todas as palavras.

É importante excluir um docente que veio perturbar o nosso sossego, a aparente harmonia de um sistema, que todos sabem que há muito que anda à deriva, mas haja fé que ainda se pode tapar o sol com a peneira e peneirices.

Sejamos sinceros.

Será solução fingir um mundo escolar ou uma escola perfeita, quando a escola é uma micro sociedade, ou seja, o reflexo de um mundo conflituoso, egoísta, antipático, antissocial, cansado e vencido?

Serão os jovens realmente mais felizes com este modelo atual de educação e de sociedade?

Quem de nós, ama viver sem desafios, sem horizontes, conduzidos por adultos fragilizados e bombardeados por todas as frentes?

Tanto eu como Muitos dos meus colegas já fomos professores dos pais de hoje. O que falhou?

Nunca o sistema educativo teve uma classe profissional tão envelhecida (havemos de nos reformar já com um pé no Lar de idosos, ou com a cova já aberta. Recordo uma colega da EB, 2.3 Freixianda, que faleceu no ano letivo passado, um mês após a reforma).

Nunca a educação teve professores tão BEM PREPARADOS, tão bem formados, não só pela formação obrigatória, mas porque moldaram-se a vários métodos, várias experiências.

Um professor hoje é um acrobata talentoso que faz malabarismo com sabedoria empacotada em livros, mas sobretudo no terreno. É dos profissionais que mais estuda, dos que menos dorme e é tão “chutado para canto”.

Queridos pais, reitero o que já disse a alguns: cuidem do vosso MAIOR Projeto…

. Verifiquem como estão os cadernos, quais os TPC’s, deixem os vossos filhos treinar perante a incógnita, a dúvida. Deixei-nos levar dúvidas para esclarecer nas aulas seguintes.

. Reforcem a obrigatoriedade do respeito para com todos.

. Mandei-nos deitar cedo e com o telefone e PC na sala (nunca no quarto).

É difícil????

Parem de olhar para a escola como a solução para a vossa falta de autoridade:

” já não sei o que lhe fazer!”

” Mas que idade tem o menino?

” onze/doze.

O que fariam os vossos pais na vossa situação?

O que se espera, afinal, da educação?

A missão dos professores nos dias de hoje, vai além de simplesmente entregar conhecimento; é formar cidadãos, capazes de enfrentar desafios, de compreender as suas responsabilidades e de respeitar os outros. Mas, para que isso aconteça, é necessário que todos, pais, alunos e educadores, se unam num propósito comum: a formação de um ser humano íntegro e capaz. Infelizmente, o atual sistema, muitas vezes, favorece a facilidade e o conformismo, em detrimento do esforço, do respeito e do desenvolvimento real. Não podemos continuar a construir uma geração que foge dos desafios e acredita que tudo lhe é devido, sem o trabalho árduo e o respeito pelas regras e pelos outros.

O futuro das nossas crianças depende de nós, e é preciso que cada um assuma sua parte nesse processo. Precisamos voltar a acreditar que, sim, o esforço é necessário para conquistar, que a educação é, antes de tudo, um processo de aprendizagem constante e, mais importante, de autodescoberta.

Só assim poderemos formar uma sociedade realmente mais forte, capaz de lidar com os verdadeiros desafios da vida.

Como nos ensina Spencer Johnson em “Quem Mexeu no Meu Queijo?”, “A mudança acontece quando decidimos deixar o medo para trás e começarmos a nos adaptarmos à mudança.”

Na educação, tenho visto a mudança da Lei para a Inclusão numa constante alteração todos os 10 anos

Se antes a escola se baseava em modelos padronizados, hoje, com o Decreto-Lei nº 54/2016, o ensino individualizado e personalizado tornou-se uma realidade. O DL 54, ao estabelecer que cada criança deve ter um percurso adaptado às suas necessidades e capacidades, visa garantir que todos possam aprender da melhor forma possível.

No entanto, como no livro, a realidade muitas vezes é mais complexa do que parece. O modelo ideal de ensino personalizado é desejável, mas, na prática, torna-se um desafio quase impossível de implementar de maneira eficaz em larga escala.

As escolas, com as suas limitações de recursos, e os professores, muitas vezes sobrecarregados, encontram-se no meio desse dilema: oferecer a personalização de ensino sem sacrificar a qualidade e a equidade para todos.

A mudança na educação exige não apenas a intenção, mas uma adaptação constante à realidade. Para que a promessa de um ensino verdadeiramente individualizado se concretize, todos – pais, alunos, educadores e governo – precisam estar dispostos a mudar, a se desafiar e, acima de tudo, a entender que, por mais que a personalização seja desejável, ela exige mais do que um simples decreto: requer esforço, compromisso e uma mudança cultural na maneira como encaramos a educação.

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Ministro está a chamar professores para provar habilitações. Há já colocações anuladas

Há docentes que mudaram a vida toda em função de uma vinculação ao Estado, que pode agora ser anulada. DGAE argumenta que os cursos com os quais concorreram e que foram validados pelas escolas não lhes conferem habilitações para os grupos disciplinares pelos quais vincularam

Ministro está a chamar professores para provar habilitações. Há já colocações anuladas

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Arquipélagos – Paulo Guinote

Quando olho hoje, literal ou metaforicamente, para as “salas de professores”, não vejo qualquer continente, mesmo que dividido por fronteiras, mas um vasto mar tempestuoso, onde se avistam ilhas, algumas isoladas, muitas dispersas e outras agrupadas em “arquipélagos” de configuração variada, ligados por relações que, em tantos casos, se limitam a estratégias de sobrevivência, num ambiente cada vez mais hostil.

Arquipélagos

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Recuperação Integral do Tempo de Serviço – 2.º conjunto de Perguntas Frequentes (FAQ)

 

Recuperação Integral do Tempo de Serviço – 2.º conjunto de Perguntas Frequentes (FAQ)

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Portugal aprovou menos de 10% dos pedidos de habilitação de professores brasileiros

Portugal aprovou menos de 10% dos pedidos de habilitação de professores brasileiros
Desde o ano lectivo de 2022/2023, a DGAE validou apenas 22 de 253 pedidos de habilitações de docentes formados no Brasil para ensinar em escolas portuguesas. Perto de metade estão ainda em análise.

Portugal aprovou menos de 10% dos pedidos de habilitação de professores brasileiros

 

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Ultrapassadíssimo”. Escolas pedem “revisão urgente” do Estatuto do Aluno para agilizar ação disciplinar

Diploma data de 2012 e trava a aplicação de medidas disciplinares. Representante dos diretores exige mudanças que permitam “maior celeridade” e impeçam as escolas de se transformarem “em tribunais”.

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Recomendação ao Governo um conjunto de medidas para prevenir e combater a violência em meio escolar

 

Resolução da Assembleia da República n.º 35/2025

Recomenda ao Governo um conjunto de medidas para prevenir e combater a violência em meio escolar

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Vagas nos cursos de Educação Básica sobem 20%

O concurso de acesso ao ensino superior para o próximo ano letivo tem quase 102 mil vagas disponíveis, o número mais alto de sempre. Nos cursos de Educação Básica houve reforço de 20% da oferta e de quase 7% em Medicina.

 

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Provas-ensaio: quando a realidade desmente a ficção…

De acordo com o MECI, a realização das Provas-ensaio terá como principal objectivo:

– “… preparar todos os alunos para a avaliação digital, de forma a que estejam em situação de equidade no que diz respeito à sua proficiência na utilização da plataforma de realização de provas do IAVE, bem como capacitar as escolas na preparação das provas digitais…” (Guia para a Realização das Provas-Ensaio)…

No passado dia 10 de Fevereiro teve início a aplicação das referidas Provas, assistindo-se a uma situação, no mínimo, rocambolesca e desconcertante:

– Por um lado, o MECI, pela voz de Alexandre Homem Cristo, considerando que as escolas estão apetrechadas para poderem realizar Provas em suporte digital, tanto em termos de conectividade das redes de internet, como em termos da operacionalidade dos equipamentos tecnológicos existentes; e Filinto Lima (ANDAEP) defendendo que as escolas têm as condições necessárias para realizar as Provas em formato digital, corroborando, assim, a visão do MECI (RTP Notícias, em 10 de Fevereiro de 2025);

– E, por outro, em muitas escolas, inúmeros relatos de Professores e de Alunos que, no terreno, observaram e sentiram os mais variados constrangimentos técnicos, desde inultrapassáveis falhas na internet, até equipamentos sem condições mínimas de funcionamento… Por esses testemunhos, é possível constatar que uma parte significativa dos Alunos não conseguiu realizar ou concluir as Provas-ensaio, por motivos de ordem técnica…

Temos, assim, duas versões antagónicas do mesmo evento: a Tutela e a Associação que representa os Directores a considerarem que há condições para a realização das Provas em formato digital; em sentido contrário, os directamente envolvidos nesse processo a presenciarem muitas anomalias e a confrontarem-se com a existência de muitos cenários caóticos em termos técnicos, impeditivos da sua consecução…

Ao que tudo indica, estaremos perante mais uma acção decepcionante do MECI que, cada vez mais, se parece com o seu antecessor governativo, sempre pródigo em negar as evidências provindas da realidade…

Assim sendo, muito dificilmente a realização das Provas-ensaio servirá para uma efectiva testagem dos equipamentos informáticos e para a aferição dos procedimentos a adoptar no futuro…

Com a clamorosa negação dos problemas existentes, que capacitação das escolas na preparação das provas digitais poderá haver?

E se não for para uma efectiva testagem, que deveria levar à identificação de eventuais problemas e à posterior resolução dos mesmos, a aplicação destas Provas resultará numa absoluta perda de tempo, sem justificação atendível

Além disso, de forma directa ou indirecta, contribuirá para a descredibilização da avaliação externa, se não servir para a resolução dos problemas existentes

A esperança que os profissionais de Educação inicialmente depositaram na actual Tutela, parece estar a esvanecer-se, em particular por já se terem identificado algumas similitudes com a actuação da anterior Tutela

Pelos dados existentes, o MECI, à semelhança do seu antecessor, teima em não querer percepcionar a realidade existente nas escolas e em negá-la, plausivelmente afastado das vivências tangíveis e enredado numa espiral de dogmatismo

Em resumo, a Tutela da Educação persiste em negar a realidade, parecendo estar com dificuldades em distinguir entre o que é real e o que é ficção ou fantasia, talvezdominada por um certo pensamento mágico

Por seu lado, a ANDAEP também parece continuar conivente com mais uma ilusão, à semelhança da cumplicidade recorrentemente demonstrada com anteriores acções governativas

Nada de novo, portanto…

Pelo que já se viu das Provas-ensaio, e ainda mal começaram, parece que, afinal, a testagem da respectiva aplicação será o que menos importa

Afinal, não parece que importe experimentar para conhecer melhor, de modo a aperfeiçoar procedimentos futuros, sobretudo porque não se reconhece a existência de qualquer problema…  

Como se poderão resolver problemas e evitá-los no futuro, se não se assume, no presente, a sua existência?

O MECI e a ANDAEP parecem estar empenhados, e em uníssono, na desvalorização dos problemas agora identificados e na negação de uma realidade inconveniente:

– No geral, as escolas não estão devidamente apetrechadas em termos tecnológicos, de modo a poderem realizar-se Provas em suporte digital sem significativos constrangimentos ou limitações

Se o objectivo for encobrir problemas de uma realidade inconveniente, através de uma interpretação inquinada, onde predomine o engano propositado, intencional, estaremos, muito provavelmente, perante uma manifestação de desonestidade intelectual

Mas convirá, talvez, ter consciência de que é inútil esconder ou negar a realidade, pois ela acaba sempre por impor a sua presença…

Mais cedo ou mais tarde, queira-se ou não, as consequênciasou os efeitos implacáveis da realidade acabam por se tornar por demais evidentes e indesmentíveis

Basta ver o que aconteceu com os muitos avisos sobre a expectável falta de Professores, sucessivamente menorizados ou ignorados, e onde se chegou

É só esperar que a realidade se afirme tal qual ela é e que exerça a sua acção

A realidade acabará por desmentir a ficção e, se continuaremcomo começaram, as Provas-ensaio não serão, com certeza, uma excepção

Perante a denúncia das dificuldades encontradas por muitos e a negação das mesmas por outros, só restará, sarcasticamente, afirmar:

– Cuidado, perigo de unicórnios à solta!

Paula Dias

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Ministro reafirma compromisso com vinculação de técnicos especializados

O ministro da Educação, Ciência e Inovação reafirmou hoje o compromisso com a vinculação dos técnicos especializados nas escolas, adiantando que a sua equipa ministerial está a trabalhar com o Ministério das Finanças para lançar o concurso.

Ministro reafirma compromisso com vinculação de técnicos especializados

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Reserva de Recrutamento 21 e Reserva de Recrutamento do Concurso Externo Extraordinário 08 – 2024/2025

Estão disponíveis para consulta as listas definitivas de colocação, não colocação, retirados e Listas de colocação administrativa da 21.ª Reserva de Recrutamento 2024/2025 e as Listas definitivas de colocação, não colocação e Colocações Administrativas da 8.ª Reserva de Recrutamento do Concurso Externo Extraordinário 2024/2025.

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira dia 17 de fevereiro, até às 23:59 horas de terça-feira dia 18 de fevereiro de 2025 (hora de Portugal continental).

Consulte a nota informativa.

SIGRHE – Aceitação da colocação pelo candidato

Nota Informativa – Reserva de Recrutamento 21 e Reserva de Recrutamento do Concurso Externo Extraordinário 08 – 2024/2025

Listas – Reserva de Recrutamento 21 – 2024/2025

Listas – Reserva de Recrutamento do Concurso Externo Extraordinário 08 – 2024/2025

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Mãe e tia de aluno acusadas de agredir e injuriar professoras e funcionárias de escola em Braga

O Tribunal Criminal de Braga está a julgar duas mulheres acusadas pelo Ministério Público de, em junho de 2022, terem injuriado e agredido duas professoras e uma auxiliar de educação na Escola EB 2/3 de Lamaçães, em Braga. Mas as arguidas estão ausentes do tribunal por, alegadamente, estarem a trabalhar em Espanha.

Mãe e tia de aluno acusadas de agredir e injuriar professoras e funcionárias de escola em Braga

 

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Presidente da República promulga diploma do Governo sobre as habilitações para a docência

Apesar das dúvidas suscitáveis pela necessidade de ampliar o universo dos docentes, atendendo a necessidades instantes, que se têm avolumando, o Presidente da República promulgou o diploma do Governo que altera o Decreto-Lei n.º 79/2014, de 14 de maio, que aprova o regime jurídico da habilitação profissional para a docência na educação pré-escolar e nos ensinos básico e secundário, e o Decreto-Lei n.º 22/2014, de 11 de fevereiro, que estabelece o regime jurídico da formação continua de professores.

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O círculo vicioso da “máquina”

 

Surge uma questão com os descontos para a CGA de um docente.

Pede-se esclarecimento ao IGEFE, que remete para a a CGA, que remete para a DGEstE, que remete para a DGAE, que por sua vez, remete para o IGEFE.

Conclusão: Nenhuma das organizações sabe dar uma resposta e o problema fica nas mãos de quem o tem.

 

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Avaliar os alunos, esconder os resultados – Andreia Sanches

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O descrédito da gestão das escolas tornou-se estrutural

 

O descrédito da gestão das escolas tornou-se estrutural

 

 

Limitem-se os mandatos a dois de três anos e recupere-se o caderno eleitoral de 2008 para referendar (e depois eleger directamente) se o órgão de gestão será colegial ou unipessoal.

Apesar da democracia cinquentenária, a gestão das escolas nunca encerrou a possibilidade de poder dinástico, de autocracia e de clima de caudilho. É, a exemplo da falta de professores, um assunto grave e sério que se tornou estrutural.

E se para o poder local, que se pensou ser o derradeiro reduto do caudilhismo, só se legislou as limitações de mandatos  em 2005 , o poder escolar desconheceu-a até 2012 e o que se legislou tem má qualidade e nuances surreais. Limitou-se a dois mandatos de quatro anos, mas com uma recondução por mais quatro anos no fim de cada um. Na prática, dois mandatos de oito anos. Agravou-se, porque o caos nos dados curriculares impediu o conhecimento de quem exerceu mandatos como condição de candidatura. E como se contornasse a partir do zero, há inúmeras pessoas que dirigiram escolas durante duas ou três décadas consecutivas (ou até mais). O facto é celebrado com frequência pelo regime, numa amnésia da ética republicana.

Foi, portanto, com perplexidade que se leu a recomendação nº 01/2024, de 3 de Dezembro, do Conselho das Escolas (órgão de directores criado em 2007), que prescreveu para os seus a não limitações de mandatos, a selecção dos professores e a nomeação das lideranças intermédias. Tem a criação de uma carreira de diretor como pano de fundo, numa atmosfera com promessas crescentes de despotismo e arrivismo.

Mas a recomendação revela uma contradição dos interesses corporativos. Numa réstia de sensatez, recomenda que a candidatura ao diretor deixe de exigir a certificação em administração escolar. Depois de duas décadas sem qualquer sinal diferenciador, a certificação transformou-se, em regra, numa área de negócio muito desacreditada junto dos professores. R eduziu o número de candidatos à função e abriu portas a desconhecidas nas comunidades ou com características pessoais e profissionais desaconselhadas para estas responsabilidades. Ou seja, era uma área exposta a desmesuras que agora tem uma crise profunda e disruptiva.

Perguntará, com pasmo, quem lê: como é que se chegou aqui?

Resumidamente, os sucessivos governos deste milénio alienaram-se com o centralismo das decisões e com a desconfiança no exercício do professor. Esse  “modelo” consolida-se de um triângulo – associações de dirigentes escolares, confederações de associações de pais e encarregados de educação e conselhos gerais das escolas – que falharam redondamente. Apesar de criadas com pressupostos interessantes de representatividade, a natureza humana e a falta de crítica de massa subordinaram as decisões às máquinas partidárias e à engrenagem anti-professor instalada no ministério e em feudos nas escolas. Os maus resultados não se circunscreveram a este domínio. O péssimo legado inclui queda das aprendizagens, falta de professores, indisciplina nas salas de aula, gestão caótica de dados, burocracia infernal e descrédito da avaliação de profissionais e de alunos.

Urge mudar a gestão escolar, mas com soluções testadas e equilibradas. Limite-se os mandatos a dois de três anos (existiram nessa duração até 2008), não se exija a certificação em administração escolar e recupere-se um caderno eleitoral, à semelhança do que existia até 2008, que refere se o órgão de gestão será colegial ou unipessoal e o eleja diretamente. Além disso, constrói-se um organograma que recupera a gestão de proximidade e assegura a autonomia pedagógica às escolas do pré-escolar e do primeiro ciclo, um órgão de gestão e um conselho pedagógico para cada escola dos restantes ciclos e um conselho operativo municipal da educação.

Em resumo, a história da democracia nas escolas revela a inconsciência e a indiferença de partidos democráticos. O  PS e o PSD foram complacentes com a queda. A fragilidade da democracia e a radicalização das eleições passaram também por aí. Altere-se sem tacticismos eleitorais. O futuro demora uma eternidade e a escola desespera pela conjugação dos verbos renovar e inovar que elevará a cooperação e a mobilização.

 

Paulo Prudêncio

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Aluna despida e queimada com cigarros por colegas em Alcobaça

Agressoras cortaram-lhe ainda o cabelo. Foram suspensas.

Aluna despida e queimada com cigarros por colegas em Alcobaça

Uma aluna do Externato Cooperativo da Benedita, em Alcobaça, foi agredida por duas colegas da mesma escola fora do recinto escolar. Ter-lhe-ão tirado a roupa, usado cigarros para causar queimaduras e cortado o cabelo. O caso está a ser investigado pelo Juízo de Família e Menores de Alcobaça

A GNR confirmou ao CM ter recebido no posto da vila da Benedita uma queixa relacionada com uma agressão envolvendo raparigas na casa dos 14 e 15 anos, ocorrida no dia 15 de janeiro.

A direção pedagógica do Externato Cooperativo da Benedita revelou ao CM que após ter sido informada sobre a alegada agressão, que terá ocorrido numa mata nas proximidades do estabelecimento de ensino, ouviu as alunas, que frequentam o terceiro ciclo do ensino básico, e instaurou um procedimento disciplinar, tendo as alegadas agressoras sido suspensas preventivamente enquanto se aguarda a comunicação do tribunal sobre o desenvolvimento do processo.

À jovem que terá sido agredida foi disponibilizado apoio psicológico pela escola.

 

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Professores e educadores do 1.º ciclo querem os mesmos direitos dos docentes dos outros ciclos

Movimento de Professores em Monodocência denuncia o excesso de carga horária dos docentes, mas também dos alunos do 1.º ciclo.

Professores e educadores do 1.º ciclo querem os mesmos direitos dos docentes dos outros ciclos

 

 

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Alunos desconhecem matéria que vai sair nas provas-ensaio

Os alunos do 4.º, 6.º e 9.º anos fazem a partir desta segunda-feira e até ao final do mês provas-ensaio de preparação para a avaliação nacional no final do ano letivo. Os resultados vão ser divulgados até ao final do 2.º período para que as escolas que pretendam os possam usar na classificação interna.

Alunos desconhecem matéria que vai sair nas provas-ensaio

 

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335 docentes aposentados em março

No mês de março vão sair do sistema mais 335 docentes, com o total deste ano a atingir 1096.

Mais de mil professores aposentados este ano

 

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Há ou não “bullying” entre Professores?

 

 

As coisas más não desaparecem só porque se evita falar delas, pelo que a eventual existência de “bulliyng” entre Professores não poderá ser um tema interdito ou visto como um tabu, que não deva ser falado ou discutido, por poder causar algum tipo de melindre, desassossego, incómodo ou desconforto…

 

Na Escola Pública não parece aconselhável nem sensato que existam temas proibidos ou assuntos indiscutíveis, por conseguinte, e apesar de não ser fácil nem aprazível a abordagem deste tema, susceptível de causar alguma celeuma, controvérsia ou polémica, não poderá deixar de se questionar:

 

– Há ou não “bullying” entre Professores?

 

A propósito da violência em contexto escolar, ultimamente ilustrada por graves agressões verbais e físicas entre Alunos, afirma-se com alguma frequência, sobretudo em cenários informais, que entre Professores também existirão certas atitudes e comportamentos, que resvalarão para algo que muitos apelidam de “bullying”…

 

Numa altura em que se ouve falar de “bullying” praticamente todos os dias, ao mesmo tempo que se assiste a uma certa banalização do uso desse termo, por vezes, até, de forma abusiva, importa, antes de mais, considerar o significado da expressão “bullying”:

 

– De forma resumida, o conceito de “bullying” remete para um comportamento agressivo, intencional e repetido ou reiterado, muitas vezes expresso por agressões psicológicas e/ou físicas, em que o agressor apresenta uma determinada ascendência sobre a vítima, impondo, por essa via, intimidação, humilhação e medo…

 

– Pela definição anterior, uma situação de conflito que oponha duas ou mais pessoas pode não configurar como “bullying”…

 

Muitas vezes se refere que a Classe Docente é particularmente propensa a conflitos internos e a lutas fratricidas, sendo que os próprios Professores costumam assumir essa condição, tantas vezes traduzindo-a pela afirmação:  “O pior inimigo de um Professor é outro Professor”…

 

Se o pior inimigo de um Professor for mesmo outro Professor, é possível que em algumas escolas existam certas ocorrências compatíveis com quadros de “bullying” entre Docentes?

 

Haverá em alguma escola Professores que se sejam alvo de comportamentos agressivos, intencionais e repetidos que resultam em humilhação e intimidação, perpetrados por algum dos seus pretensos pares?

 

Se existir “bullying” em alguma escola, entre Professores, estaremos perante um problema grave que não poderá ser ignorado, nem escamoteado:

 

– O “bullying” exercido por adultos torna-se ainda mais odioso e perverso, não sendo possível acreditar que o mesmo não seja praticado com plena consciência das maldades perpetradas e do que isso implicará para as respectivas vítimas…

 

– A baixeza de carácter atinge o seu apogeu, quando alguém, de forma expressa ou subreptícia, envereda pela prática de “bullying”, fazendo uso das estratégias mais ardilosas para atingir determinados objectivos pessoais, de modo a sentir-se “superior”, “muito competente” ou “vencedor”…

 

– O “bullying” entre adultos, nomeadamente em contexto laboral, é muitas vezes responsável por sintomas de “burnout”, de depressão ou de acentuada ansiedade nas vítimas, sendo essas as consequências mais visíveis e imediatas do comportamento abusivo e persistente, evidenciado pelo(s) agressor(es)…

 

Um “bully” tanto pode ser alguém em “nome individual”, como uma “entidade colectiva”…

 

Um “bully” está quase sempre convencido da sua invencibilidade, mas dificilmente conseguirá esconder aquilo que melhor o caracteriza: uma indisfarçável cobardia e uma imensurável deslealdade…

 

Um “bully” é, acima de tudo, um cobarde…

 

E como “a cobardia é a mãe da crueldade” (Michel de Montaigne), um “bully” também é irremediavelmente perverso, tirânico e maléfico…

 

Um “bully” aposta quase sempre no medo, no silêncio ou na fragilidade das vítimas, muitas vezes “atormentadas” pelo receio de “arranjar ainda mais problemas” ou de continuadas e devastadoras represálias ou retaliações…

 

Um “bully” tem que ser denunciado, por todos os meios possíveis… Não pode haver complacência, nem cumplicidade, face a tal tirania…

 

O Código Penal Português prevê, de resto, uma moldura penal para “crimes contra a liberdade pessoal” (Capítulo IV) que, entre outros, se poderão verificar num quadro de “bullying”, designadamente:

 

– Ameaça (Artigo 153.º), Coacção (Artigo 154.º) e Perseguição (Artigo 154.º-A)…

 

De referir que nessas três situações “o procedimento criminal depende de queixa”…

 

Quantos Professores terão apresentado queixa, em virtude de se sentirem ameaçados, coagidos ou perseguidos por pretensos pares, numa determinada escola?

 

Acredito que muito poucos…

 

O medo de que as coisas piorem ainda mais, leva, no geral, ao silêncio sufocante… E a aparente quietude dos que sofrem em silêncio é uma condição verdadeiramente atroz…

 

As duas “soluções” mais comuns para tentar escapar e sobreviver ao(s) agressor(es) acabam por ser, quase sempre, meter baixa médica por incapacidade temporária e/ou mudar de escola assim que seja possível, mas dificilmente será apresentar queixa…

 

E com isso, os putativos agressores lá continuarão sem sofrer qualquer punição pela sua malvadeza, obviamente crentes e confiantes na própria impunidade…

 

A prática de “bullying”, sobretudo entre adultos, é a antítese do respeito pela Liberdade Individual e pela Dignidade Humana… E também é a ausência de Solidariedade e de Cidadania…

 

– Há ou não “bullying” entre Professores?

 

Sinceramente, gostaria de afirmar que não há, mas duvido que não haja…

 

Fica uma “corrosiva” metáfora de Padre António Vieira (Sermão aos Peixes), que talvez possa ilustrar a desumanidade vigente em alguns lugares:

 

“A primeira cousa que me desedifica, peixes, de vós, é que vos comeis uns aos outros.”

 

Paula Dias

 

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Uma escola sem regras e o fim dos telemóveis

 

A escola do Luís não tem regras e como não tem regras, dizem vocês, andará ao Deus-dará e se Deus não der então é um Deus nos acuda, um por todos e cada um por si e seja como Deus quiser, ergo um regabofe daqueles só visto.
Mas não, é uma questão de léxico ou não fosse esta uma escola para alunos excluídos precisamente por não cumprirem com as regras e, portanto, como na escola do Luís não há regras temos as expectativas no seu lugar.
O mesmo se aplica quanto às sanções e acções disciplinares se no seu lugar encontramos as consequências e no meio disto tudo a relação com o aluno como elemento chave.
E com a relação, a confiança, o apoio, quase uma amizade mas não uma amizade ou não fossem as tais expectativas e as consequências e a expectativa é simples: na escola, como em todas as escolas, não são permitidos telemóveis e caso um aluno esteja a usar o telemóvel na sala de aula, o mesmo é confiscado até ao fim do dia.
Se o aluno se recusar a entregar o telemóvel, a consequência de um dia de exclusão interna numa sala em separado aplica-se.
E não, a consequência não se aplica de imediato e sim, os meandros para finalmente convencer o petiz a dar o telemóvel ao assistente operacional ou ao professor encontram a sua base e as suas raízes na relação, no tempo dedicado, no apoio à compreensão do porquê e porque não um telemóvel na sala de aula.
Esgotados os esforços e o tempo, a devida consequência e na recusa do aluno em cumprir para com a exclusão interna a manutenção da mesma até à sua resolução entre muito diálogo com os pais e demais profissionais de modo a sublinhar a expectativa da escola na ausência de telemóveis dentro da sala de aula.
Infelizmente, na escola do Luís, como em tantas escolas, o uso de telemóveis na sala de aula manteve-se com ou sem as tais consequências e como os alunos mais velhos, dos 15 aos 16 anos, acabavam por ser os mais cumpridores, passemos à fase seguinte: a expectativa para com os alunos do 3° Ciclo de entregar os telemóveis na recepção da escola à chegada à mesma, sendo os mesmos devolvidos ao fim do dia.
A data de início para a nova expectativa? Depois das férias e é sempre depois das férias, assim permitindo aos alunos e respectivas famílias o assimilar da informação fornecida seja através de uma assembleia de escola, seja através de reuniões de pais e com os pais, seja por carta ou telefone e tudo nas semanas antecedentes ao período de interrupção escolar, faseada e gradualmente, sem pressas e sobretudo sem pressas.
A quem se recusar a entregar o telemóvel não é permitida a entrada na escola e o aluno devolvido aos pais até ao dia seguinte e tentemos outra vez.
A resposta dos alunos do 3° Ciclo? À chegada à escola no primeiro dia depois das férias e nos dias seguintes tem sido a mesma e os telemóveis devidamente etiquetados e guardados na recepção e não sei se é porque os alunos vêm o seu nome escrito em letras garrafais mais o devido reconhecimento ou então é porque para aqui chegarmos se percorreu um caminho.
E como tudo tem o seu tempo a verdade é o fim deste bullying virtual no lugar da escola mais a infelicidade constante de crianças impreparadas para lidar com esta infelicidade constante e o mundo virtual como escape e fim mais os jogos, os Snaps, os vídeos, as fotografias, os TikToks, os gostos e os não gostos, os emojis, as mensagens imediatas, a gratificação imediata, a ansiedade, fazer parte do grupo, não fazer parte do grupo, o isolamento, a depressão, a saúde mental ou a sua ausência e tudo na ponta dos dedos.
Hoje, a escola do Luís prepara os alunos mais velhos para a expectativa de entregarem os telemóveis na mesma recepção (só há uma), a começar por quem, ao usar o telemóvel na sala de aula, se recusar a entregá-lo. Caso o comportamento seja sistemático entre os alunos de 15 e 16 anos então a conclusão é só uma: depois das férias todos os alunos, sem excepção, devem entregar os seus telemóveis à chegada à escola.
Mas ainda não estamos lá e para já a expectativa mantém-se para quem entre os alunos mais velhos não cumprir a expectativa.
Faseada e gradualmente com a respectiva assembleia e a reunião de pais numa escola sem regras e as expectativas no seu lugar.
Mas não é tudo a mesma coisa, perguntam? Não quando se estabelece uma relação.

 

João André Costa

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