Category: Rui Cardoso

Há ou não “bullying” entre Professores?

 

 

As coisas más não desaparecem só porque se evita falar delas, pelo que a eventual existência de “bulliyng” entre Professores não poderá ser um tema interdito ou visto como um tabu, que não deva ser falado ou discutido, por poder causar algum tipo de melindre, desassossego, incómodo ou desconforto…

 

Na Escola Pública não parece aconselhável nem sensato que existam temas proibidos ou assuntos indiscutíveis, por conseguinte, e apesar de não ser fácil nem aprazível a abordagem deste tema, susceptível de causar alguma celeuma, controvérsia ou polémica, não poderá deixar de se questionar:

 

– Há ou não “bullying” entre Professores?

 

A propósito da violência em contexto escolar, ultimamente ilustrada por graves agressões verbais e físicas entre Alunos, afirma-se com alguma frequência, sobretudo em cenários informais, que entre Professores também existirão certas atitudes e comportamentos, que resvalarão para algo que muitos apelidam de “bullying”…

 

Numa altura em que se ouve falar de “bullying” praticamente todos os dias, ao mesmo tempo que se assiste a uma certa banalização do uso desse termo, por vezes, até, de forma abusiva, importa, antes de mais, considerar o significado da expressão “bullying”:

 

– De forma resumida, o conceito de “bullying” remete para um comportamento agressivo, intencional e repetido ou reiterado, muitas vezes expresso por agressões psicológicas e/ou físicas, em que o agressor apresenta uma determinada ascendência sobre a vítima, impondo, por essa via, intimidação, humilhação e medo…

 

– Pela definição anterior, uma situação de conflito que oponha duas ou mais pessoas pode não configurar como “bullying”…

 

Muitas vezes se refere que a Classe Docente é particularmente propensa a conflitos internos e a lutas fratricidas, sendo que os próprios Professores costumam assumir essa condição, tantas vezes traduzindo-a pela afirmação:  “O pior inimigo de um Professor é outro Professor”…

 

Se o pior inimigo de um Professor for mesmo outro Professor, é possível que em algumas escolas existam certas ocorrências compatíveis com quadros de “bullying” entre Docentes?

 

Haverá em alguma escola Professores que se sejam alvo de comportamentos agressivos, intencionais e repetidos que resultam em humilhação e intimidação, perpetrados por algum dos seus pretensos pares?

 

Se existir “bullying” em alguma escola, entre Professores, estaremos perante um problema grave que não poderá ser ignorado, nem escamoteado:

 

– O “bullying” exercido por adultos torna-se ainda mais odioso e perverso, não sendo possível acreditar que o mesmo não seja praticado com plena consciência das maldades perpetradas e do que isso implicará para as respectivas vítimas…

 

– A baixeza de carácter atinge o seu apogeu, quando alguém, de forma expressa ou subreptícia, envereda pela prática de “bullying”, fazendo uso das estratégias mais ardilosas para atingir determinados objectivos pessoais, de modo a sentir-se “superior”, “muito competente” ou “vencedor”…

 

– O “bullying” entre adultos, nomeadamente em contexto laboral, é muitas vezes responsável por sintomas de “burnout”, de depressão ou de acentuada ansiedade nas vítimas, sendo essas as consequências mais visíveis e imediatas do comportamento abusivo e persistente, evidenciado pelo(s) agressor(es)…

 

Um “bully” tanto pode ser alguém em “nome individual”, como uma “entidade colectiva”…

 

Um “bully” está quase sempre convencido da sua invencibilidade, mas dificilmente conseguirá esconder aquilo que melhor o caracteriza: uma indisfarçável cobardia e uma imensurável deslealdade…

 

Um “bully” é, acima de tudo, um cobarde…

 

E como “a cobardia é a mãe da crueldade” (Michel de Montaigne), um “bully” também é irremediavelmente perverso, tirânico e maléfico…

 

Um “bully” aposta quase sempre no medo, no silêncio ou na fragilidade das vítimas, muitas vezes “atormentadas” pelo receio de “arranjar ainda mais problemas” ou de continuadas e devastadoras represálias ou retaliações…

 

Um “bully” tem que ser denunciado, por todos os meios possíveis… Não pode haver complacência, nem cumplicidade, face a tal tirania…

 

O Código Penal Português prevê, de resto, uma moldura penal para “crimes contra a liberdade pessoal” (Capítulo IV) que, entre outros, se poderão verificar num quadro de “bullying”, designadamente:

 

– Ameaça (Artigo 153.º), Coacção (Artigo 154.º) e Perseguição (Artigo 154.º-A)…

 

De referir que nessas três situações “o procedimento criminal depende de queixa”…

 

Quantos Professores terão apresentado queixa, em virtude de se sentirem ameaçados, coagidos ou perseguidos por pretensos pares, numa determinada escola?

 

Acredito que muito poucos…

 

O medo de que as coisas piorem ainda mais, leva, no geral, ao silêncio sufocante… E a aparente quietude dos que sofrem em silêncio é uma condição verdadeiramente atroz…

 

As duas “soluções” mais comuns para tentar escapar e sobreviver ao(s) agressor(es) acabam por ser, quase sempre, meter baixa médica por incapacidade temporária e/ou mudar de escola assim que seja possível, mas dificilmente será apresentar queixa…

 

E com isso, os putativos agressores lá continuarão sem sofrer qualquer punição pela sua malvadeza, obviamente crentes e confiantes na própria impunidade…

 

A prática de “bullying”, sobretudo entre adultos, é a antítese do respeito pela Liberdade Individual e pela Dignidade Humana… E também é a ausência de Solidariedade e de Cidadania…

 

– Há ou não “bullying” entre Professores?

 

Sinceramente, gostaria de afirmar que não há, mas duvido que não haja…

 

Fica uma “corrosiva” metáfora de Padre António Vieira (Sermão aos Peixes), que talvez possa ilustrar a desumanidade vigente em alguns lugares:

 

“A primeira cousa que me desedifica, peixes, de vós, é que vos comeis uns aos outros.”

 

Paula Dias

 

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Uma escola sem regras e o fim dos telemóveis

 

A escola do Luís não tem regras e como não tem regras, dizem vocês, andará ao Deus-dará e se Deus não der então é um Deus nos acuda, um por todos e cada um por si e seja como Deus quiser, ergo um regabofe daqueles só visto.
Mas não, é uma questão de léxico ou não fosse esta uma escola para alunos excluídos precisamente por não cumprirem com as regras e, portanto, como na escola do Luís não há regras temos as expectativas no seu lugar.
O mesmo se aplica quanto às sanções e acções disciplinares se no seu lugar encontramos as consequências e no meio disto tudo a relação com o aluno como elemento chave.
E com a relação, a confiança, o apoio, quase uma amizade mas não uma amizade ou não fossem as tais expectativas e as consequências e a expectativa é simples: na escola, como em todas as escolas, não são permitidos telemóveis e caso um aluno esteja a usar o telemóvel na sala de aula, o mesmo é confiscado até ao fim do dia.
Se o aluno se recusar a entregar o telemóvel, a consequência de um dia de exclusão interna numa sala em separado aplica-se.
E não, a consequência não se aplica de imediato e sim, os meandros para finalmente convencer o petiz a dar o telemóvel ao assistente operacional ou ao professor encontram a sua base e as suas raízes na relação, no tempo dedicado, no apoio à compreensão do porquê e porque não um telemóvel na sala de aula.
Esgotados os esforços e o tempo, a devida consequência e na recusa do aluno em cumprir para com a exclusão interna a manutenção da mesma até à sua resolução entre muito diálogo com os pais e demais profissionais de modo a sublinhar a expectativa da escola na ausência de telemóveis dentro da sala de aula.
Infelizmente, na escola do Luís, como em tantas escolas, o uso de telemóveis na sala de aula manteve-se com ou sem as tais consequências e como os alunos mais velhos, dos 15 aos 16 anos, acabavam por ser os mais cumpridores, passemos à fase seguinte: a expectativa para com os alunos do 3° Ciclo de entregar os telemóveis na recepção da escola à chegada à mesma, sendo os mesmos devolvidos ao fim do dia.
A data de início para a nova expectativa? Depois das férias e é sempre depois das férias, assim permitindo aos alunos e respectivas famílias o assimilar da informação fornecida seja através de uma assembleia de escola, seja através de reuniões de pais e com os pais, seja por carta ou telefone e tudo nas semanas antecedentes ao período de interrupção escolar, faseada e gradualmente, sem pressas e sobretudo sem pressas.
A quem se recusar a entregar o telemóvel não é permitida a entrada na escola e o aluno devolvido aos pais até ao dia seguinte e tentemos outra vez.
A resposta dos alunos do 3° Ciclo? À chegada à escola no primeiro dia depois das férias e nos dias seguintes tem sido a mesma e os telemóveis devidamente etiquetados e guardados na recepção e não sei se é porque os alunos vêm o seu nome escrito em letras garrafais mais o devido reconhecimento ou então é porque para aqui chegarmos se percorreu um caminho.
E como tudo tem o seu tempo a verdade é o fim deste bullying virtual no lugar da escola mais a infelicidade constante de crianças impreparadas para lidar com esta infelicidade constante e o mundo virtual como escape e fim mais os jogos, os Snaps, os vídeos, as fotografias, os TikToks, os gostos e os não gostos, os emojis, as mensagens imediatas, a gratificação imediata, a ansiedade, fazer parte do grupo, não fazer parte do grupo, o isolamento, a depressão, a saúde mental ou a sua ausência e tudo na ponta dos dedos.
Hoje, a escola do Luís prepara os alunos mais velhos para a expectativa de entregarem os telemóveis na mesma recepção (só há uma), a começar por quem, ao usar o telemóvel na sala de aula, se recusar a entregá-lo. Caso o comportamento seja sistemático entre os alunos de 15 e 16 anos então a conclusão é só uma: depois das férias todos os alunos, sem excepção, devem entregar os seus telemóveis à chegada à escola.
Mas ainda não estamos lá e para já a expectativa mantém-se para quem entre os alunos mais velhos não cumprir a expectativa.
Faseada e gradualmente com a respectiva assembleia e a reunião de pais numa escola sem regras e as expectativas no seu lugar.
Mas não é tudo a mesma coisa, perguntam? Não quando se estabelece uma relação.

 

João André Costa

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Reserva de Recrutamento 20 e Reserva de Recrutamento do Concurso Externo Extraordinário 07 – 2024/2025

 

Estão disponíveis para consulta as listas definitivas de colocação, não colocação, retirados e Listas de colocação administrativa da 20.ª Reserva de Recrutamento 2024/2025 e as Listas definitivas de colocação, não colocação e Colocações Administrativas da 7.ª Reserva de Recrutamento do Concurso Externo Extraordinário 2024/2025.

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira dia 10 de fevereiro, até às 23:59 horas de terça-feira dia 11 de fevereiro de 2025 (hora de Portugal continental).

Consulte a nota informativa.

SIGRHE – Aceitação da colocação pelo candidato

Nota Informativa – Reserva de Recrutamento 20 e Reserva de Recrutamento do Concurso Externo Extraordinário 07 – 2024/2025

Listas – Reserva de Recrutamento 20 – 2024/2025

Listas – Reserva de Recrutamento do Concurso Externo Extraordinário 07 – 2024/2025

 

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Mais de metade dos professores já foram vítimas de bullying

Os resultados de um inquérito do movimento Missão Escola Pública são avassaladores: a maioria dos casos dizem respeito a agressões verbais, mas também há casos de ameaças, coação e até agressões físicas. Os alunos são mesmo os principais agressores.

Mais de metade dos professores já foram vítimas de bullying, mas a maioria “sofreu em silêncio”. “Um colega relatou ter sido ameaçado com uma arma de fogo”

Pelo menos 59% dos professores ouvidos num inquérito do movimento cívico de docentes Missão Escola Pública (MEP) revelam já se terem sentido vítimas de bullying no exercício da sua profissão. Quinze por cento admitem mesmo já terem estado de baixa médica por causa do bullying que sofreram enquanto professores.

“Estes 15% de baixas médicas provocadas por situações de bullying é um dado muito importante, porque a falta de professores que existe leva a que seja muito difícil substituir estes docentes, agravando ainda mais a falta de profissionais qualificados nas escolas”, sublinha Cristina Mota, porta-voz do movimento, em declarações à CNN Portugal.

Apenas 18% dos inquiridos revelam ter reportado os incidentes à Escola Segura ou a qualquer outra autoridade. A ausência de denúncia, garante o movimento, deve-se ao sentimento de desamparo e de falta de apoio institucional sentido pelos docentes. “O estudo revela também que, embora a maioria dos professores reconheça o impacto do bullying no seu bem-estar e saúde mental, 70% dos docentes afirmaram que não existem medidas eficazes por parte das instituições para lidar com estas questões, o que aumenta o cansaço e a frustração profissional”, nota o movimento Missão Escola Pública, nas primeiras conclusões divulgadas esta sexta-feira e a que a CNN Portugal teve acesso em primeira mão.

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Depois da bonança, anuncia-se a tempestade? Filinto Lima

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Uma preocupação de todos que a FNE fez chegar ao MECI

A Federação Nacional da Educação (FNE) fez chegar ao Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI) um ofício a solicitar informações sobre a data prevista para a publicação das alterações ao Decreto-Lei n.º 48-B/2024.

FNE questiona MECI sobre alterações ao Decreto-Lei n.º 48-B/2024

 

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AJDF avança com ação popular por violação do artigo 79 do ECD

Associação Jurídica pelos Direitos Fundamentais (AJDF) interpôs uma ação popular contra o Estado Português e o Ministério da Educação, no dia 05 de fevereiro de 2025, no TAF de Braga (via SITAF).

O objetivo desta ação popular é repor a legalidade na aplicação do artigo 79.º do Estatuto da Carreira Docente (ECD), que garante a redução da componente letiva aos professores em função da idade e do tempo de serviço.

A AJDF está direcionada para a defesa dos Direitos Fundamentais e mantém o foco na Saúde dos Professores.

O artigo 79.º do Estatuto da Carreira Docente estabelece um regime de redução da componente letiva como medida de proteção dos docentes face à idade e ao desgaste profissional acumulado ao longo dos anos de serviço”.

Apesar da clareza da lei, diversas direções escolares têm desvirtuado este direito, obrigando os docentes a desempenhar tarefas que, na prática, substituem a carga letiva por funções sem critério adequado (substituições, apoios pedagógicos, …) em tempos que deveriam ser destinados à recuperação do desgaste profissional. Estas situações comprometem a saúde dos professores, gerando burnout, ansiedade e depressão, o que impacta não apenas os profissionais, mas também a qualidade do ensino prestado.

“A prática reiterada de sobrecarregar os professores revela um abuso de direito por parte das direções escolares e do Ministério da Educação, violando os princípios da boa-fé administrativa”.

“[…] há relatos de vários professores espalhados por diferentes escolas do país que confirmam que lhes foram atribuídas funções de acompanhamento de alunos ou atividades de apoio não previstas que, na prática, suprimem os efeitos da redução letiva prevista na lei.”

“A proteção da saúde dos docentes é uma questão de saúde pública, conforme a Lei de Bases da Saúde (Lei n.º 95/2019), que estabelece que todos os trabalhadores têm direito a medidas de proteção específicas para garantir o bem-estar físico e mental.”

Esta prática viola a Constituição da República Portuguesa e compromete não só a saúde e bem-estar dos docentes, mas também a qualidade do ensino público em Portugal.

O que está em causa?

📌 Aplicação irregular e discriminatória do artigo 79.º do ECD, prejudicando professores dos quadros e contratados;
📌 Desrespeito pelo direito à saúde dos docentes, conduzindo ao aumento de casos de burnout e exaustão laboral;
📌 Impacto direto na qualidade do ensino, com professores sobrecarregados e sem as condições adequadas para lecionar;
📌 Violação dos princípios da igualdade e da legalidade administrativa, afetando milhares de docentes em todo o país.

O que a AJDF exige?

✔️ Reposição imediata do direito à redução da componente letiva conforme previsto na lei;
✔️ Compensação aos docentes lesados, através da devolução das horas trabalhadas em excesso ou compensação financeira;
✔️ Sanção de 250€ por dia de incumprimento para as entidades que persistam na violação da lei;
✔️ Abertura de processos disciplinares contra diretores escolares que continuem a desrespeitar a legislação;
✔️ Reconhecimento desta ação como uma medida essencial de defesa da saúde pública e do sistema educativo.

A AJDF continua a defender a Saúde dos Professores!

AJDF não vai permitir que os direitos dos professores sejam atropelados.

Esta ação popular é um marco na defesa da educação e da dignidade profissional dos docentes.

A AJDF acredita que um ambiente escolar sustentado nos princípios de valorização da Saúde será sempre o garante das metas da Educação para o futuro de um país.

AJDF – Associação Jurídica pelos Direitos Fundamentais
Porque a Educação merece Justiça!

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PROFESSORES PROCESSAM O ESTADO PARA EXIGIR REDUÇÃO DE HORÁRIO EM FUNÇÃO DA IDADE

Ação popular é dirigida ao Estado Português e ao Ministério da Educação, Ciência e Inovação

PROFESSORES PROCESSAM O ESTADO PARA EXIGIR REDUÇÃO DE HORÁRIO EM FUNÇÃO DA IDADE

A Associação Jurídica pelos Direitos Fundamentais (AJDF) interpôs hoje uma ação popular contra o Ministério da Educação para exigir a aplicação efetiva da redução da componente letiva aos professores em função da idade, prevista no estatuto da carreira.

A ação popular deu hoje entrada no Tribunal Administrativo de Braga e é dirigida ao Estado Português e ao Ministério da Educação, Ciência e Inovação.

“O objetivo desta ação popular é repor a legalidade na aplicação do artigo 79.º do Estatuto da Carreira Docente (ECD), que garante a redução da componente letiva aos professores em função da idade e do tempo de serviço”, refere a associação em comunicado.

O ECD prevê a redução de duas horas da componente letiva no caso dos docentes com 50 anos de idade e 15 anos de serviço docente, a que se somam duas horas aos 55 anos de idade e 20 anos de serviço e mais quatro horas quando os docentes completam 60 anos de idade e 25 anos de serviço.

Para os docentes do ensino pré-escolar e 1.º ciclo, o estatuto prevê a possibilidade de requererem a redução de cinco horas quando completam 60 anos de idade ou dispensa total da componente letiva, pelo período de um ano escolar, quando atinjam 25 e 33 anos de serviço letivo.

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Período Probatório 2024/2025 FASE 2– publicação listas

 

Encontra-se publicada a Nota Informativa Período Probatório FASE 2 – 2024/2025, bem como a lista de docentes que realizam o Período Probatório – Fase 2 e a Lista de docentes dispensados do Período Probatório – Fase 2.

Consulte a nota informativa e as listas:

Nota Informativa Período Probatório 2024/2025 FASE 2- Listas dos docentes que dispensam e dos docentes que realizam o período probatório

Lista de docentes que realizam o Período Probatório FASE 2– 2024/2025

Lista de docentes dispensados do Período Probatório FASE 2– 2024/2025

 

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Barómetro põe Fernando Alexandre à frente de Montenegro

Se os portugueses tivessem o poder de demitir ministros, Luís Montenegro teria de encontrar outra solução para a pasta da Saúde. De acordo com os resultados do barómetro da Pitagórica para o JN, TSF e TVI/CNN, são mais os que apontam a porta de saída (47%) do que os que defendem a manutenção (40%) de Ana Paula Martins, que se destaca por ser o pior elemento do Executivo. O melhor, na comparação com o passado, é Fernando Alexandre (Educação, Ciência e Inovação). Melhor, até, do que o chefe do Governo.

Há uma ministra para despedir. E um ministro melhor do que Luís Montenegro

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A melhor do dia…

Estas fontes estão sempre a trazer episódios únicos…

Concorre a uma CE.

Fica colocada em primeiro lugar na lista ordenada.

Deixa passar as 24 horas para aceitar a colocação, mas apresenta-se 48 horas depois na escola para começar a trabalhar.

A culpa é da Escola, porque não sabia que tinha que aceitar na plataforma SIGRHE.

 

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Confederação de pais teme falhas na aplicação das provas-ensaio que começam na próxima semana

A Confederação que junta as associações de pais de escolas de todo o país receia falhas na infraestrutura tecnológica para aplicação das provas-ensaio. Pede que as escolas uniformizem a utilização dos computadores.

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Escolas de Lisboa com mais chumbos do que as do Norte

 

Percentagem de alunos que não conclui o secundário em três anos é de 30% na Grande Lisboa e 17% no Norte.

Escolas de Lisboa com mais chumbos do que as do Norte

A taxa de conclusão do ensino secundário (10.º ao 12.º ano) revela uma enorme disparidade entre regiões, com os resultados a piorarem à medida que se caminha para sul. A região Norte tem o melhor resultado, com 83% dos alunos a concluírem o secundário em três anos, enquanto a Grande Lisboa apresenta o pior registo, com apenas 70%. Ou seja, a percentagem de alunos que reprovam na Grande Lisboa (30%) é quase o dobro da do Norte (17%).

Na região Centro, a taxa de conclusão é de 80%, no Oeste e Vale do Tejo, 74%, na Península de Setúbal, 72%, no Alentejo, 75% e no Algarve, 74%. Divulgados pela Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência, estes são os últimos dados oficiais conhecidos dos cursos científico-humanísticos, embora já do ano letivo 2022/2023.

Rui Cardoso, diretor do Agrupamento de Escolas de Viso, em Viseu, aponta algumas explicações: “Na Grande Lisboa e no Sul há mais alunos imigrantes, cujos resultados escolares são piores, e isso tem impacto nos dados. Por outro lado, no Norte estão os professores mais experientes, enquanto no Sul estão os mais novos, muitas vezes colocados em escolas de áreas carenciadas e também com piores resultados.”

Na análise por municípios, Paredes de Coura foi o único com uma taxa de 100%: todos os alunos terminaram o secundário em três anos. Seguem-se Ponte da Barca (98%) e Fafe, Armamar e Sabrosa (97%). Os piores foram Pampilhosa da Serra (43%), Mora (50%), São João da Pesqueira e Vila Flor (52%). Quanto aos dados a nível nacional, a taxa de conclusão do secundário caiu em 2022/23 três pontos percentuais para 77%, após quase uma década a aumentar de forma exponencial, tendo passado de 55% em 2014/15 para 80% em 2021/22.

“Penso que esta inversão de tendência é o resultado de duas décadas de políticas de facilitismo e desvalorização da Educação a nível social e também dos professores, que culminaram na pandemia, cujas consequências também contribuem para estes resultados”, afirma Rui Cardoso, apontando o dedo ao “decreto-lei da inclusão, que retira recursos às escolas e dificulta o apoio a todos os alunos”, e ao da “flexibilidade curricular”, defendendo uma “nova alteração de currículos”

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Quando o silêncio das escolas se torna cúmplice – João Massano

Um vídeo chocante de uma escola na Moita expôs recentemente a cruel realidade que muitas crianças autistas enfrentam diariamente.

Quando o silêncio das escolas se torna cúmplice

Um estudante de 14 anos, diagnosticado com autismo, foi brutalmente agredido por um colega mais velho, sendo agarrado pelo pescoço, derrubado e repetidamente pontapeado, enquanto outros alunos filmavam o incidente sem intervir.

Este episódio perturbador não é um caso isolado, mas sim um reflexo de uma crise sistémica que assola as nossas escolas.

O incidente na Escola Básica Fragata do Tejo revela padrões alarmantes no nosso sistema educativo. Crianças autistas, muitas vezes com dificuldades de comunicação, tornam-se alvos fáceis devido a incompreensão e estereótipos.

A passividade dos colegas que optaram por filmar em vez de ajudar normaliza a violência. A suspensão do agressor só ocorreu após intervenção policial, indicando falhas graves na prevenção e gestão destes incidentes.

A estigmatização leva ao isolamento progressivo, trauma psicológico duradouro e evasão escolar. No caso da Moita, os pais do jovem agredido estão a considerar mudar o filho de escola, evidenciando o sentimento de insegurança e desconfiança no sistema educativo.

A SITUAÇÃO ACTUAL

Um levantamento recente realizado pela FENPROF em 2023/2024, abrangendo todos os distritos do continente e envolvendo 112.187 alunos, 12.157 docentes e 5.266 assistentes operacionais, revelou dados preocupantes.

Os diretores dos Agrupamentos de Escolas e Escolas Não Agrupadas (AE/ENA) afirmaram que o número de Docentes de Educação Especial (73%), Assistentes Operacionais (78%) e Técnicos Especializados (85%) era insuficiente.

Além disso, apenas 6% dos Assistentes Operacionais têm formação específica para trabalhar com alunos com medidas seletivas e/ou adicionais.

A exclusão de alunos autistas manifesta-se a nível estrutural e social. As escolas frequentemente carecem de formação especializada para professores, planos individualizados de integração e equipas multidisciplinares permanentes.

Este inquérito levantamento da FENPROF mostra que os alunos com medidas seletivas e adicionais representam cerca de 8% do total dos alunos, com 3,5% recebendo apenas apoio indireto do Docente de Educação Especial.

Cerca de 20% das turmas estão constituídas ilegalmente, com mais de 2 alunos com necessidades específicas e/ou mais de 20 alunos por turma.

Quando questionados, 83% dos diretores afirmam que seus AE/ENA não têm os recursos necessários para uma educação verdadeiramente inclusiva.

UM PROBLEMA ENRAIZADO

Relatos de maus-tratos, negligência e exclusão de crianças neurodivergentes são alarmantemente frequentes nas escolas portuguesas, conforme evidenciado pelos testemunhos recebidos pelo Movimento para uma Inclusão Efectiva.

Um caso ilustrativo é o de uma criança de 7 anos, diagnosticada com síndrome de Asperger, que enfrenta dificuldades significativas na adaptação escolar devido à falta de apoios adequados.

Apesar dos pedidos dos pais desde o jardim de infância, a escola alega não ter recursos disponíveis, resultando em exclusão social e problemas emocionais para a criança.

Outro caso preocupante envolve uma criança de 3 anos, com diagnóstico de autismo e atraso global de desenvolvimento.

Ao tentar matriculá-la, a mãe foi informada que a escola “não tem condições” para receber o seu filho, sendo encaminhada para outra instituição.

Esta atitude viola claramente as directrizes do Ministério da Educação, que indicam que qualquer escola deve estar apta a receber crianças com Necessidades Educativas Especiais (NEE).

EXCLUSÃO E BULLYING

A história de um aluno diagnosticado com hiperatividade e défice de atenção, e posteriormente com Síndrome de Asperger, revela um padrão perturbador de exclusão e incompreensão.

Desde o 1º ano, a criança enfrentou dificuldades de adaptação, sendo frequentemente alvo de intervenções policiais na escola.

A falta de compreensão levou a acusações de instabilidade familiar e até a uma ordem judicial para os pais frequentarem uma formação parental, sem que a escola fornecesse o apoio adequado.

O caso de outro estudante com TDAH demonstra como o bullying pode ser institucionalizado.

No 7º ano, a directora ligava constantemente à mãe devido a conflitos e numa reunião de pais, várias mães solicitaram a reprovação e suspensão deste aluno e outros com mau comportamento, revelando uma profunda falta de empatia e compreensão das necessidades especiais.

NEGLIGÊNCIA E FALTA DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL

A história de uma criança surda ilustra a falta de preparação das escolas para lidar com a neurodiversidade.

Aos 5 anos, após anos de diagnóstico tardio e falta de apoio adequado, a criança foi finalmente integrada numa turma de surdos.

No entanto, no ano seguinte, foi-lhe atribuída uma educadora sem qualquer conhecimento prévio do ensino a surdos ou de Língua Gestual Portuguesa (LGP), que escolheu a turma “porque achou que era giro”.

O caso de uma criança diagnosticada com Síndrome de Asperger no 1º ano demonstra como a falta de estabilidade e apoio adequado pode levar a retrocessos significativos na aprendizagem.

Após três mudanças de professoras titulares em setembro, a criança perdeu a capacidade de reconhecer letras que anteriormente identificava com facilidade, além de ter desenvolvido problemas comportamentais.

A LUTA DOS PAIS POR INCLUSÃO E JUSTIÇA

Os pais destas crianças enfrentam uma batalha constante.

O testemunho de uma mãe de um aluno autista não verbal teve que entrar na sala de aula com o filho durante dias para explicar à professora como lidar com ele, enfrentando a rejeição da comunidade escolar e a pergunta sobre a razão pela qual não colocava o filho numa “escola para crianças assim“.

Outra mãe relata a frustração de tentar obter apoio da escola. Após solicitar uma reunião urgente para discutir as preocupações sobre o filho, passou mais de um mês sem obter resposta.

Quando apresenta queixas, a coordenadora adopta uma postura defensiva, insinuando que os problemas podem ter origem em casa, desviando o foco da necessidade de encontrar soluções.

UM APELO À MUDANÇA

A inclusão real exige mudanças profundas no sistema educacional:

  1. Formação obrigatória para professores: Todos os profissionais da educação devem ser capacitados para compreender e atender às necessidades das crianças autistas.
  2. Planos Individualizados: Cada aluno deve ter um plano pedagógico adaptado às suas necessidades específicas.
  3. Equipas Multidisciplinares: Psicólogos, terapeutas ocupacionais e outros especialistas devem estar disponíveis nas escolas para apoiar alunos e professores.
  4. Protocolos contra o bullying: Medidas claras para prevenir e lidar com casos de violência devem ser implementadas em todas as instituições.
  5. Sensibilização comunitária: Campanhas educativas podem ajudar a combater estigmas e promover a aceitação da neurodiversidade.

O caso da Moita não é sobre um aluno, um agressor ou uma escola isolada.

É um reflexo do que falhamos colectivamente em construir: um sistema educativo onde a diferença não é punida, mas protegida e valorizada.

Até criarmos verdadeiros espaços de inclusão, continuaremos a testemunhar incidentes chocantes e a questionar quem realmente está a falhar com as nossas crianças.

É imperativo que a sociedade portuguesa, desde decisores políticos a educadores e pais, una esforços para transformar as nossas escolas em ambientes seguros e acolhedores para todos os alunos, independentemente das suas necessidades específicas. Só assim poderemos garantir um futuro verdadeiramente inclusivo e justo para todas as crianças.

Estes casos não são exceções, mas sintomas de um sistema que falha em compreender e acomodar a neurodiversidade.

É fundamental que Portugal adopte medidas concretas para transformar as suas escolas em espaços verdadeiramente inclusivos.

O futuro de Portugal depende da nossa capacidade de criar uma sociedade verdadeiramente inclusiva, começando pelas nossas escolas.

Não podemos continuar a ignorar o sofrimento silencioso de tantas crianças.

É hora de quebrar o silêncio e transformar as nossas escolas em espaços onde cada criança, independentemente da sua neurodiversidade, possa aprender e crescer em segurança e dignidade.

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Violência escolar: a falta de “funcionários” explica tudo?

Quando ocorre algum episódio de violência em contexto escolar vem quase sempre à baila o argumento da falta de “funcionários”, muitas vezes apontada como a principal causa que impede a vigilância adequada dos espaços existentes em cada estabelecimento de ensino…

Sem fugir a essa “regra”, e apenas como mais um exemplo do anterior, também a Direcção do Agrupamento de EscolasFragata do Tejo (Moita) mencionou esse problema, na reacçãoàs agressões bárbaras infligidas a um aluno autista de uma Escola Básica desse Agrupamento no passado dia 24 de Janeiro:

A direção do estabelecimento de ensino disse à RTP que já suspendeu o agressor e explicou que no local não estavam adultos porque há falta de funcionários. Já no dia anterior tinha havido outro caso de agressão na mesma escola.” (RTP Notícias, em 28 de Janeiro de 2025)…

Fazendo fé nas declarações anteriores, que alegam a falta de funcionários, e acreditando que essa carência também se verifique em muitas outras escolas, pergunta-se:

Se efectivamente não existem funcionários em número suficiente para assegurar as imprescindíveis condições de segurança porque se arrisca manter abertas as escolas onde exista tal insuficiência?

Se existe uma correlação entre a insuficiência de “funcionários” e a ocorrência de episódios de violência em contexto escolar, se não é possível exercer uma vigilância interna adequada, porque não se assume isso de forma peremptória, em primeiro lugar perante a Tutela, mas também junto dos pais/encarregados de educação?

Frequentemente, gera-se a desconfiança de que existirão muito mais casos de violência escolar do que aqueles que são conhecidos ou reportados…

Se assim for, muitos desses casos acabarão escondidos, “atirados para baixo do tapete”, mantidos na penumbra ou disfarçados, pelo que nunca constarão em qualquer registo ouestatística oficial, tanto ao nível de escola como ao nível das estruturas do Ministério da Educação… No fundo, acabarão como se nunca tivessem existido…

 Quantas mais “desgraças” serão necessárias para deixar dese “varrer para baixo do tapete”, o fenómeno da violência em contexto escolar?

No geral, as Direcções de Agrupamentos parecem considerar a violência em contexto escolar como um tema “maldito” e de difícil admissão, independentemente de quem sejam as vítimas ou os agressores…

 

A actuação de muitas Direcções face ao fenómeno da violência escolar parece ir, frequentemente, no sentido de tentar preservar, a todo o custo, uma imagem pública da escola que se pretende “imaculada”, minimizando-se, muitas vezes, o número de ocorrências daquela natureza, ao mesmo tempo que se costuma relativizar a gravidade das mesmas…

 

Aqui, como em tantas outras situações, importa salvar as aparências…

 

E a principal consequência dessa conduta pode resultar numa certa “normalização” da violência escolar, acabando-se por aceitá-la, implicitamente, como uma inevitabilidade…

Obviamente que a escola, enquanto palco de múltiplas relações interpessoais, nem sempre será um lugar idílico e pacífico…

A escola poderá constituir-se como um contexto propício para se estabelecerem muitos companheirismos, solidariedades, desafios, realizações e vitórias, mas também, e em simultâneo, muitas frustrações, fracassos, tensões, competições e conflitos, individuais e/ou de grupo…

 

Em suma, e sem dramas desnecessários, a escola é uma entidade passível de suscitar uma certa ambivalência afectiva e emocional, um lugar onde poderão coexistir sentimentos opostos e contraditórios, um lugar onde facilmente se misturam e alternam o “Amor” e o “Ódio”… 

 

 E isso parece válido para todos os que diariamente passam a maior parte do seu dia numa escola

 

Apesar da “natural e expectável turbulência” presente em cada escola, inerente à convivência entre seres humanos, poderão existir vítimas de violência psicológica e/ou físicaque, sejam quem forem, não poderão ser silenciadas nem ignoradas…

Escusamos de ter ilusões: com maior ou menor frequência, com maior ou menor intensidade, em todas as escolas se verificam episódios de violência... Em algumas, esses episódios assumem um carácter esporádico, noutras tornam-se praticamente endémicos…

 

Em qualquer dos casos, o pior que poderá acontecer numa comunidade escolar será enraizar-se a convicção generalizada de injustiça e de impunidade perante actos de violência, por vezes traduzido por esta afirmação: “Todos sabiam, mas ninguém fez nada”…

E essa cobardia será sempre absolutamente indesculpável e inaceitável

Não pode deixar de haver condenação e punição efectiva dos comprovados agressores, sempre proporcional à gravidade dos actos praticados

Não é possível enfrentar o problema da violência em contexto escolar com a seriedade que o mesmo exige sem que as escolas, sobretudo na figura das suas Direcções, consigam, em primeiro lugar, assumir a existência do problema e, em segundo, exigir junto da Tutela, entre outros, os recursos humanos em falta

E, já agora, em vários dicionários de Língua Portuguesa,exigir significa reivindicar, intimar ou impor como condição… Nada menos do que isso…

Sempre que se torna público algum episódio de violência em contexto escolar costumam “acordar” e manifestar-se muitas consciências indignadas, mas depois de algum tempo regressa a “normalidade” e espera-se naturalmente que o mesmo seja esquecido…

Seja esquecido, mas só até à próxima ocorrência… Aí voltar-se a falar sobre o maldito fenómeno, como se não fosse possível a sua existência ou como se o mesmo fosse algo muito estranho, nunca antes visto, ou como se ninguém o esperasse

E é este o nosso fado… Vamos varrendo para baixo do tapete o que nos incomoda, fazendo de conta que, dessa forma, se eliminam os problemas…

Mas não os eliminamos, apenas os colocamos fora do alcance do nosso campo de visão…

A violência em contexto escolar é um fenómeno complexo,com múltiplas variáveis, que não pode ser reduzido à alegada falta de “funcionários” e apenas explicado por essa insuficiência, ainda que essa condição possa, de facto, contribuir para a respectiva ocorrência

Portanto, a falta de “funcionários” não explica tudo… Não pode explicar tudo… Estará muito longe de explicar tudo…

A falta de “funcionários” talvez seja, até, a explicação mais simplista e reducionista do fenómeno da violência em contexto escolar…

A falta de “funcionários” talvez seja, até, a explicação mais “confortável” e “asséptica” do fenómeno da violência em contexto escolar…

Paula Dias

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Há menos alunos a concluírem o Ensino Secundário em três anos

Após oito anos a subir, taxa de conclusão no tempo esperado cai para os 77%. Sendo mais baixa nos alunos carenciados, de Arte Visuais e da Grande Lisboa.

Há menos alunos a concluírem o Ensino Secundário em três anos

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Reserva de Recrutamento 19 e Reserva de Recrutamento do Concurso Externo Extraordinário 06 – 2024/2025

Estão disponíveis para consulta as listas definitivas de colocação, não colocação, retirados e Listas de colocação administrativa da 19.ª Reserva de Recrutamento 2024/2025 e as Listas definitivas de colocação, não colocação e Colocações Administrativas da 6.ª Reserva de Recrutamento do Concurso Externo Extraordinário 2024/2025.

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira dia 3 de fevereiro, até às 23:59 horas de terça-feira dia 4 de fevereiro de 2025 (hora de Portugal continental).

Consulte a nota informativa.

SIGRHE – Aceitação da colocação pelo candidato

Nota Informativa – Reserva de Recrutamento 19 e Reserva de Recrutamento do Concurso Externo Extraordinário 06 – 2024/2025

Listas – Reserva de Recrutamento 19 – 2024/2025

Listas – Reserva de Recrutamento do Concurso Externo Extraordinário 06 – 2024/2025

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Aprovado o Decreto-Lei que adequa o currículo dos ensinos básico e secundário ao novo modelo de avaliação externa

 

Comunicado do Conselho de Ministros de 30 de janeiro de 2025

2. Aprovou um Decreto-Lei que adequa o currículo dos ensinos básico e secundário ao novo modelo de avaliação externa das aprendizagens dos alunos, consolidando a introdução das provas de Monitorização da Aprendizagem (ModA) a ser realizadas nos 4.º e 6.º anos de escolaridade. Estas provas têm como objetivo monitorizar a aprendizagem de forma sistemática e comparável, permitindo às escolas e aos professores identificar, de forma mais eficaz, as dificuldades dos alunos e promover intervenções pedagógicas ajustadas às suas necessidades;

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Aluno que agrediu colega no Barreiro suspenso preventivamente até 10 dias

Direção da Escola de Santo António garante que só tomou conhecimento da agressão terça-feira à noite e informou GNR na manhã do dia seguinte.

Aluno que agrediu colega no Barreiro suspenso preventivamente até 10 dias

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Recomendações Abertas

Todos temos um professor ou professora que marcou as nossas vidas.  Seja pela forma de ensinar, pelo apoio nos momentos difíceis ou pela dedicação incansável aos alunos, os professores transformam o mundo à sua volta.

Chegou a hora de retribuir e reconhecer este impacto único! As recomendações para o Global Teacher Prize Portugal já estão abertas. Esta distinção celebra os professores que fazem a diferença e oferece 30.000€ ao vencedor para investir na comunidade escolar.

Vamos juntos valorizar quem faz da educação uma missão!

Clique o link e faça já a sua recomendação 👉 https://tinyurl.com/gtpp25-rec

O Global Teacher Prize Portugal é uma iniciativa promovida pelas Mentes Empreendedoras, em parceria com a Fundação Santander Portugal e com o apoio da Missão Continente.

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Recomendações para a Promoção do Bem-Estar Digital nas Escolas

Foram divulgadas, ontem, dia 29 de janeiro de 2025, as Recomendações para a Promoção do Bem-Estar Digital nas Escolas, bem como as respetivas folhas informativas destinadas aos diretores de Agrupamentos de Escolas (AE), docentes, alunos e encarregados de educação.

Os documentos podem ser consultados através dos links:

Recomendações para a Promoção do Bem-Estar Digital nas Escolas

Folha Informativa – Diretores

Folha Informativa – Docentes

Folha Informativa – Alunos

Folha Informativa – Encarregados de Educação

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Jovem de 13 anos agride outro em escola no Barreiro

É dia sim, dia não… quando for diário algo há de acontecer…

Está um novo vídeo a circular nas redes sociais que mostra um jovem a agredir outro junto de uma escola no Barreiro.

Jovem de 13 anos agride outro em escola no Barreiro

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A desmaterialização do aprender – José Afonso Baptista.

A desmaterialização do aprender

A minha prima Ameixinha, da minha geração na primária, no liceu e depois na universidade, foi a minha companhia privilegiada ao longo do percurso. Diziam que éramos namorados, mas não, uniu-nos o nosso percurso de estudantes numa aldeia onde poucos passavam da 4ª classe. Entrou na primária ainda no tempo das quatro classes na mesma turma, só meninas. O nome é uma alcunha. A receção das “caloiras” estava a cargo das mais crescidas, da 4ª classe, que pregavam partidas curiosas. Mostraram-lhe os cantos à casa, os objetos e materiais que iria utilizar e preveniram: a tinta que está nos tinteiros é sumo de ameixa azul escuro, tens de provar para ver se está doce, ao teu gosto, mas não podes exagerar. A minha prima meteu o dedo mindinho até sentir molhado, levou à boca e cuspiu horrorizada e envergonhada com a risota à sua volta. O “sumo de ameixa” valeu-lhe a alcunha que lhe ficou para a vida. Vida curta. A minha prima, querida como irmã, morreu na sua viagem de núpcias, com uma doença fulminante. Nem tempo teve para sofrer. Ainda hoje choro só de me lembrar.

Curiosidade: deixou um enorme armário onde arrumou todos os objetos de que se serviu no seu percurso, desde a ardósia e os ponteiros com que aprendeu a escrever, aos livros de leitura onde começou a ler, aos tinteiros, às canetas e aos lápis, gastos de tanto afiar, aos desenhos em papel, aos cadernos que guardam a sua escrita, as suas primeiras letras e algarismos. Morreu no tempo do sonho e pouco tempo depois morreram os pais. Chorei ao revisitar a casa onde moravam. Vivemos de afetos, sentimentos e memórias. E guardamos tudo o que fez a nossa história de vida. Os livros e cadernos da escola são repositórios de emoções, de conquistas e desgostos. Aqui de sofrimento.

Retomo estas imagens porque elas traduzem o trajeto das aprendizagens. O seu suporte físico, para muitos, é aquele que melhor garante a construção do saber e não faltam estudos de pedagogos e investigadores na defesa destes percursos. Ler no livro em papel garante melhor interiorização do que ler no ecrã, escrever à mão, mobilizando os movimentos dos dedos, garante outro tipo de mecanismos cerebrais que enriquecem e reforçam a nossa construção mental. O suporte físico, material, dos instrumentos de aprendizagem melhora a sua eficácia. Os dedos, as mãos e o corpo mobilizam e reforçam os neurónios e o cérebro no seu todo, e são um ótimo reforço para uma aprendizagem mais efetiva. É um processo natural, imprescindível, insuperável na melhoria do aprender.

Não tenho saber nem argumentos para contrariar esta tese. Mas tenho a minha longa experiência pessoal, que viveu e atravessou este longo período de evolução e mudança, e observo o fluir do mundo, muito lento na escola, mas bem mais visível na sociedade, na ciência, na economia e nas tecnologias que por vezes mudam mais rápido que a nossa capacidade para as aprender e utilizar. O título desta crónica é a tradução lacónica da minha visão do mundo no seu fluir constante, do meu espírito de observação e da minha limitada capacidade de entender a inevitável evolução da escola, como sempre determinada muito mais a partir do exterior do que do seu interior.

A escola concentra em si a maior parte da população do mundo, entre alunos, pais e professores. O que significa que movimenta um dos maiores mercados à superfície da terra. Aqui se concentra o maior número de consumidores de todo o tipo, mas ponho agora o foco no material escolar e no peso que tem na economia global, nos orçamentos do Estado e no orçamento das famílias. O volume de desperdício na escola pública também passa muito por aqui.

A imperiosa desmaterialização das aprendizagens traduz-se na progressiva evolução do papel para o ecrã, que dispensa os lápis, canetas e esferográficas, que dispensa livros, dicionários, enciclopédias, revistas, teses de mestrado e doutoramento, tudo em papel. O computador supera tudo isso com enorme vantagem e economia e suporta toda a informação disponível a nível global. Só as arrobas de dicionários que usei no meu percurso académico, português, francês, inglês, latim, grego, espanhol, italiano, em duplicado, da língua estrangeira para português e vice versa, tudo se transformou em cadáveres sem valor, ultrapassados pelo tempo. As línguas estão em permanente evolução, os dicionários ficam parados no tempo. As enciclopédias, então indispensáveis, ocupavam longas prateleiras na estante, mas não acompanham a inovação da ciência. Hoje, o meu dicionário plurilingue está no computador à distância de um clique, as minhas enciclopédias estão no Google, no Chat-GPT, na Wikipédia, nos vários browsers que são o repositório sempre disponível. Sem estantes. E sem perdas de tempo.

Alguns países já abandonaram a escrita à mão, em papel, com lápis ou esferográfica. Pesem embora os sentimentos de perda da maioria dos que ainda aprenderam com os velhos instrumentos, o caminho vai ser o computador. O teclado físico está a evoluir para modelos mais ergonómicos e para telas sensíveis ao toque, como nos smartfones e teclados holográficos, que não precisam de suporte físico. As investigações em curso abrem a porta para transformar a voz em escrita, sem necessidade de teclados físicos, e para transcrever a leitura labial, meio de comunicação tão grato aos surdos, sobretudo os que nasceram ouvintes e aprenderam a pronunciar as palavras antes de ensurdecer.

Merecem ainda referência as interfaces cerebrais. Desde há muito que a aprendizagem das línguas estrangeiras abriu espaço para as ligações de gravadores de som à superfície craniana, durante o sono, através de auscultadores. A consciência adormece, o cérebro, não. As barreiras físicas não impedem a passagem do som. Muitas mães falam com os seus bebés ainda no útero. É um gesto de amor e carinho muitas vezes sem consciência do que isso representa para a criança. A verdade é que é uma excelente fonte de afetos e dá enormes vantagens e avanços na aquisição da linguagem. As crianças ouvem antes de nascer.

A possibilidade existe de o simples pensamento poder ser fonte de registo escrito. A IA vai levar-nos muito mais longe, mas o que já sabemos é suficiente para dar uma nova dimensão à escola, sabendo que é preciso começar de novo, com novos saberes, com professores preparados e com novos instrumentos de trabalho e de aprendizagem. As novas vias, instrumentos e estratégias de aprendizagem, são caminhos de autonomia e de iniciativa para todos, professores e alunos. A pesquisa e a descoberta são a porta larga para a emancipação.

José Afonso Baptista. PHD Ciências da Educação
Diário As Beiras 30.01.2025

 

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A melhor do dia…

 

Vindo de uma fonte, totalmente, fidedigna.

Um candidato a professor, licenciado em Psicologia, a candidatar-se a uma vaga do GR 910, sem especialização, como tendo habilitação profissional, com 20 dias de serviço após a profissionalização e… pasme-se… com média final de curso de 20,000 valores…

Pasmei…

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Marcelo promulga decreto que permite que doutorandos possam dar aulas em escolas

 

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, promulgou o decreto-lei que altera o Estatuto do Bolseiro de Investigação para permitir que doutorandos em trabalho científico possam dar aulas em escolas, suprindo a falta de professores.

 

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Portaria n.º 22/2025/1

 

Procede à primeira alteração à Portaria n.º 242/2012, de 10 de agosto, que define o regime de organização e de funcionamento dos cursos científico-humanísticos de nível secundário de educação, na modalidade de ensino recorrente, e estabelece os princípios e os procedimentos a observar na avaliação e na certificação dos alunos dos referidos cursos.

Portaria n.º 22/2025/1

 

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Não tive uma infância omissa: um olhar sobre o caso da Moita quase como se fosse uma criança de 5 anos…

Quando andei na escola era muito pequeno. A minha alcunha era o “Piolho”. Tinha outras, (Spec, mistura de meio Spock meio Spectrum, etc) mas esta era a que vinha do meu tamanho. Não me tornei muito grande, mas, se o meu 1,63 não é assim tão baixo em adulto, em pequeno era mesmo minorca.
Contava com os meus colegas de turma para andar seguro. Essa solidariedade é das recordações mais bonitas do tempo de escola.
Um dia, no ciclo, alguém andava a roubar-nos as pastas que deixávamos num pátio. E eu, subdelegado de turma, andei a ver quem o fazia. Avisados os ladrões de malas, ao tempo, atividade de baixo perfil, ameaçaram-me que “lá fora vais ver”.
Viram eles: os meus colegas a sair da escola até casa comigo (e tiveram de subir uma encosta e voltar para trás).
No Liceu (era assim que ainda chamávamos à escola) tínhamos um colega a quem chamavam calhorda. Um dia, em grupo, decidimos avisar alguns, de outras turmas, que moderassem a língua. Na turma, havia quem chamasse também, mas, na linha daquelas contradições típicas de putos, alinharam também em avisar para parar. Eu fui porta-voz. E ameaçado pela ousadia. Mais uma vez tive escolta para casa.
O clima era diferente da total ausência de apoio e ajuda dos colegas ao miúdo sovado na Moita. Vemos tudo o que se passou (se não houvesse telemóveis ficava oculto) mas, tanta gente a ver, e ninguém faz nada. Não vimos adultos.
O dirigente da escola fica mal na fotografia porque muita gente diz, no concreto, que, no seu trabalho de gestão liga pouco ao problema da indisciplina. Ou não tanto como devia.
Pelos vistos, problema generalizado. Uma parte substancial dos diretores lava as mãos na indisciplina.
Muitos projetos, projetinhos, selos e cartazes, etc ….Muito gabinete, consenso e não fazer ondas com pais. Muita parra e pouca uva.
Muitos diretores acham que a sua função é de burocratas e de produtores, como fábricas de salsichas de papéis e processos arrevesados de apicultura. Mas atacar a indisciplina é processo que não cabe num despacho, ata ou ordem de serviço, nem dá para pairar como as abelhas. Têm ferrão de vespa, os casos, muitas vezes emergentes.
Lutar contra a indisciplina é um processo social, dialético, conflitual, criativo e estocástico que exige formação (ai as formações do Vale do Douro e Sousa…), disponibilidade, vontade de agir (vulgo coragem) e alinhamento da escola. Correr riscos.
Ao ver o caso, e saber que o aluno vítima é autista (portanto tem algum grau de diminuição da sua capacidade de reação a agressões sociais) lembrei-me de uma discussão, que tive com professores, quando era diretor de uma TEIP (corria o ano de 2008): se tiver de graduar penas, o que é mais grave, bater num aluno incluído em medidas de educação especial (e já sei que a linguagem mudou….balelas) ou um aluno falar “grosso” a um professor?
Deixo um texto com mais de uma década sobre esse tema de que ainda se aproveitará alguma coisa: https://vistodaprovincia.blogspot.com/2012/02/naiade-gerir-indisciplina-numa-escola.html
E tendo “má fama” como diretor, porque me metia nos “assuntos de indisciplina” e corria riscos e responsabilizava os pais, só digo (e haverá muitas testemunhas de que isso que conto era mesmo verdade):
– Se eu tivesse de lidar com o caso do vídeo do momento, a frase chave para lidar com ele era: “bateste no teu colega, porquê?” À resposta esfarrapada, diria “Ai sim? Então achas normal bater? Não tem problema? Então bate-me a mim, se é normal….”
Disse isso a vários. Nunca me bateram, mas o olhar mostrava que, lá dentro, se soltavam umas porcas e parafusos do pensamento (em especial nos mais jovens, e ainda não totalmente descarrilados, como o do caso).
O resultado paradoxal era que o aluno ía suspenso uns 6 ou 7 dias para casa, com comunicação à CPCJ e Ministério Público (Lei tutelar educativa), mas a pensar se bater era realmente normal, porque ele próprio perceberia os limites a pensar neles.
E os pais eram sempre confrontados por mim (daí a minha popularidade ser baixa em certos setores e até entre certos professores, que não gostam de muito vento com pais, não se vão descobrir certas negligências e problemas bem escondidos na sala de aula….)
Chamem-me reacionário e radical: sem combater realmente a indisciplina (e eu tenho uns tiques e visões peculiares que me vêm de 6 anos a trabalhar no Ministério da Administração Interna e com as polícias, a lidar com os produtos finais da indisciplina escolar), a escola degrada-se todos os dias. E a sociedade vai por arrasto.
E responsabilizar os pais é essencial: não podemos ter gente que, por um lado, não larga do pé sobre as supostas “injustiças” de avaliações e que, por outro, acha justo ou normal o rebento andar à sarrafada….
Sobre responsabilização: já dei para o peditório (https://www.dn.pt/arquivo/diario-de-noticias/peticao-foi-apoiada-por-mais-de-17-mil.html ) e conseguiu-se mudar a lei e prever multas aos pais relapsos (mas aconteceu alguma coisa realmente com a ferramenta posta na lei?).
Começo a achar que isto tudo descambar é o que os governantes querem para dar negócio a privados, como estão a fazer na saúde e no sistema de pensões.
Aquele arruaceiro do vídeo (e outros que vão aparecendo) criou muito mercado para colégios….ou não têm essa “perceção”?
Luís Sottomaior Braga (professor há 3 décadas, diretor, com formação especializada, 6 numa TEIP)

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Mediadores têm de conhecer costumes e História de Portugal

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Só em março se vai saber o número exato de alunos sem aulas

Governo promete divulgar também os professores em falta nas escolas, com base nos resultados de uma auditoria.

Só em março se vai saber o número exato de alunos sem aulas 

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Formulário eletrónico: Período Probatório 2024/2025 – Fase 2

 

Encontra-se disponível o formulário eletrónico que permite às escolas indicar os requisitos para a dispensa ou realização do Período Probatório 2024/2025 – fase 2, destinado aos docentes que ingressaram na carreira, em 2024/2025, em resultado do Concurso Externo do ensino artístico especializado da música e da dança e do Concurso Externo Extraordinário.

Consulte a Nota Informativa:

Nota Informativa Período Probatório 2024/2025 – Fase 2 

 

 

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PSP inicia esta segunda-feira operação contra violência nas escolas

 

A PSP inicia a operação “Violência? Não, obrigado!”, para alertar alunos do 3.º ciclo e secundário sobre temas como violência escolar. A iniciativa ocorre em milhares de escolas por todo o país.

PSP inicia esta segunda-feira operação contra violência nas escolas

Em comunicado, a PSP explica que as ocorrências registadas no ano letivo 2023/2024, no âmbito do Programa Escola Segura (PES), subiram relativamente a 2022/2023, apesar de ainda se encontrarem abaixo da média da última década (4.445).

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Um quarto dos diretores escolares vai atingir limite de mandatos

Dirigentes pedem para ficar nos cargos até mudança do modelo de gestão. Governo responde que “não está prevista nenhuma fase de transição” .

Um quarto dos diretores escolares vai atingir limite de mandatos

Os diretores estimam que um quarto (cerca de 200) atinja o limite de mandatos durante este ano. O Governo pretende rever o regime de gestão e os presidentes das associações de dirigentes e do Conselho das Escolas pedem a prorrogação dos mandatos para se evitar a repetição de processos eleitorais e acautelar a abertura do próximo ano letivo. O Ministério da Educação, Ciência e Inovação garantiu, em resposta ao JN, não estar previsto um período de transição.

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Mais 100 vagas nas licenciaturas em Educação Básica

Um número, claramente, insuficiente…


Com 100 vagas adicionais, destaca-se o
crescimento de 12% no número de vagas nas licenciaturas em Educação Básica, mantendo a tendência de aumento do ano passado que já procurava dar resposta à necessidade de formação de professores. Só no Instituto Politécnico do Porto, há mais 23 vagas (de 47 para 70). A escassez de professores levou a que o ano letivo de 2022 começasse com cerca de 60 mil alunos sem aulas a pelo menos uma disciplina. Estimava-se a necessidade de recrutar mais de 34 mil professores até 2030 para fazer face ao volume de aposentações.

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Pais vão às aulas com filhos por falta de recursos da escola

Crianças com autismo precisam de “apoio constante”, que não existe na Escola Básica de Santa Clara, em Lisboa. As famílias alertam que “professor pediu ajuda” por não conseguir lecionar e lançaram abaixo-assinado a exigirem mais apoio.

Pais vão às aulas com filhos por falta de recursos da escola

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Como explicar isto aos Alunos?

Em apenas uma semana, os cidadãos portugueses foram bombardeados com notícias, no mínimo, inquietantes e difíceis de assimilar, relativas a putativos actos indignos ereprováveis, alegadamente praticados por alguns concidadãos:

Um alto dirigente da Administração Pública, agora ex-Director Executivo do Serviço Nacional de Saúde, Gandra de Almeida, é suspeito de ter acumulado ilegalmente funções e de ter recorrido a expedientes contabilísticos e empresariais, que lhe terão permitido o recebimento indevido de milhares de euros do erário público… A idoneidade tem que ser muito mais do que isto…

Um “Deputado da Nação”, Miguel Arruda, é suspeito de ter roubado várias malas em aeroportos e de tentar vender em plataformas digitais os artigos obtidos por essa viaO referido Deputado era membro de um Partido Político com assento na Assembleia da República (CHEGA), que tem propalado a sua condição de defensor intransigente da “moral e dos bons costumes”…

Segundo o Jornal Público, em 22 de Janeiro de 2025: Pelo menos nove dos 50 deputados eleitos do Chega já tiveram processos na Justiça. Miguel Arruda é o caso mais recente.”Será caso para perguntar: Que tipo de indivíduos são acolhidos por tal Partido Político, uma vez que um quinto dos respectivos Deputados já teve processos na Justiça?

E pasmemo-nos: Se o cidadão Miguel Arruda vier a usufruir do estatuto de Deputado independente (não-inscrito) verá as suas regalias aumentadas, o que significará que o erário público terá que despender ainda mais dinheiro para subsidiar alguém que, por acaso, é suspeito de roubo

Um Partido Político (Bloco de Esquerda) que, perante asevidências tornadas públicas se viu obrigado, praticamente coagido, a assumir e a reconhecer “erros” e “falhas” no despedimento de mulheres recém-mães

E mesmo que tais despedimentos não tenham sido propriamenteilegais, não pode deixar de se censurar a falta de ética e agritante incoerência evidenciadas por esse Partido Político que, paradoxalmente, muitas vezes, se arroga como acérrimodefensor dos Direitos das Mulheres…

Comprova-se, assim, que o que se apregoa, nem sempre corresponde à efectiva prática

E se a situação não tivesse sido denunciada e tornada pública, lá continuaria o Bloco de Esquerda a perorar, hipocritamente,pelos inalienáveis Direitos das Mulheres

De forma sarcástica e irónica, colocam-se perguntas retóricas:

Partindo do pressuposto de que, pelo menos, no contexto daDisciplina de Cidadania e Desenvolvimento sejam abordados temas da actualidade, como explicar aos Alunos, em particularaos mais velhos (Ensino Secundário), as três anteriores ocorrências?

– Que exemplos de cidadania poderão ser esses?

(Aprender pelo exemplo talvez não seja nada aconselhável, nestas três situações…).

No âmbito da concepção de cidadania activa, como explicar aos Alunos que, apenas numa semana, tenham surgido três casos tão suspeitosos em termos éticos e deontológicos, mas também do ponto de vista legal?

Ainda que alguma das situações ocorridas na última semanapossa gozar do princípio jurídico da presunção de inocência, torna-se praticamente impossível acreditar que nestas histórias possam existir efectivos “inocentes”, mesmo que a Justiça não os venha a condenar

Entretanto, o país vai assistindo a tudo isto, como se a “normalidade” fosse isto

Mas a normalidade nunca poderá ser isto

Como explicar isso aos Alunos?

Como convencer os Alunos de que a normalidade não pode ser isto, quando as evidências lhes demonstram o contrário?

Não nos esqueçamos que os jovens de hoje serão os Governantes de amanhã…

E para “ajudar à festa”, ainda tivemos, na mesma semana, um documento oficial do Ministério da Educação onde, de forma melosa e excêntrica, se apela ao espírito de missão, ao sentido solidário, dos Professores, tentando convencê-los a corrigirProvas-ensaio sem qualquer contrapartida ou remuneração

Perante tanto nonsense, em tão pouco tempo, resta perguntar:

Os disparates serão contagiosos?

Assim, não há quem aguente…

Paula Dias

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Cada vez mais países proíbem telemóveis nas escolas com bons resultados

De acordo com estudos realizados em países europeus, a retirada dos telemóveis das escolas melhora os resultados da aprendizagem, especialmente para os alunos com fraco aproveitamento escolar.

Cada vez mais países proíbem telemóveis nas escolas com bons resultados

 

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GNR chamada a escola da Moita após agressões entre alunos

Agressor, de 15 anos, e a vítima, de 14, foram identificados.

GNR chamada a escola da Moita após agressões entre alunos

A GNR foi chamada esta sexta-feira, pelas 13h00, à escola Fragata do Tejo, na Moita, após dois alunos se terem envolvido em agressões.

O agressor, de 15 anos, e a vítima, de 14, foram identificados.

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Reserva de Recrutamento 18 e Reserva de Recrutamento do Concurso Externo Extraordinário 05 – 2024/2025

Estão disponíveis para consulta as listas definitivas de colocação, não colocação, retirados e Listas de colocação administrativa da 18.ª Reserva de Recrutamento 2024/2025 e as Listas definitivas de colocação, não colocação e Colocações Administrativas da 5.ª Reserva de Recrutamento do Concurso Externo Extraordinário 2024/2025.

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira dia 27 de janeiro, até às 23:59 horas de terça-feira dia 28 de janeiro de 2025 (hora de Portugal continental).

Consulte a nota informativa.

SIGRHE – Aceitação da colocação pelo candidato

Nota Informativa – Reserva de Recrutamento 18 e Reserva de Recrutamento do Concurso Externo Extraordinário 05 – 2024/2025

Listas – Reserva de Recrutamento 18 – 2024/2025

Listas – Reserva de Recrutamento do Concurso Externo Extraordinário 05 – 2024/2025

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Greve contra a Bolsa Solidária

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A crise na educação e os reflexos na sociedade

A crise da educação não é apenas uma questão privada; é uma emergência pública. Se falhamos em educar as crianças de hoje, estaremos a comprometer o bem-estar coletivo de amanhã.

A crise na educação e os reflexos na sociedade

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