Portugal aprovou menos de 10% dos pedidos de habilitação de professores brasileiros
Desde o ano lectivo de 2022/2023, a DGAE validou apenas 22 de 253 pedidos de habilitações de docentes formados no Brasil para ensinar em escolas portuguesas. Perto de metade estão ainda em análise.
Portugal aprovou menos de 10% dos pedidos de habilitação de professores brasileiros




26 comentários
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Já começou: é o princípio do fim da linha! Provavelmente, nem se preocupam em ajustar-se à norma do português europeu. Enfim…
A degradação já começou há muito.
Neste momento vale tudo.
Até há pessoas a dar Informática com licenciaturas em Artes e Educação Física.
O que esperar de um sistema que já funciona assim?
Sorte daqueles que saíram deste país e foram para um país civilizado.
E mais serão, a continuar neste caminho.
Sem comentários. Conheci há 35 anos professores/ educadores brasileiros, que falaram sempre com sotaque para crianças do 1o ciclo, que estão na fase da aprendizagem da leitura e da escrita. Lá que sejam aceites para outros ciclos e outros grupos, que não incluam português, o que fazer? Mas não concordo que sejam aceites nos 1o. Ciclo e em outros ciclos no grupo de português.
Então nos outros ciclos já se pode?
Os miúdos dos outros ciclos já podem “desaprender”? É isso?
Não há falta de professores em Portugal. NUNCA houve. Faltam é condições dignas para exercerem a sua profissão.
Sou do grupo 510. Já há vagas a norte que ninguém quer. Os professores onde estão? Do meu ano de curso, apenas 30% ainda estão no ensino. OS outros, bons profissionais, arranjaram outros trabalhos, bem remunerados, com boas regalias na empresa e que não abandonam assim por dois tostões e um aceno com um extra em escolas carenciadas que depois afinal é só um tostão porque o outro foi para impostos.
O estado que lute para os ter de volta.
Concordo. A carreira precisa de um investimento efetivo. Para quando a revisão salarial por escalão?
Completamente de acordo.
A falácia de que há falta de professores é isso mesmo, uma falácia.
Dêem condições.
Permitam que as pessoas se aproximem de casa. Até podiam colocar esse fator como preferencial no concurso.
Dou como exemplo o meu. Moro em Lisboa e quero dar aulas perto de casa. Mas, apesar de estar em Lisboa, estou no outro lado da cidade, e demoro mais de 1 hora lá a chegar.
Se houvesse um fator de ponderação de aproximação à residência, isso poderia ser positivo.
Já nem falo de pessoas que moram ainda muito mais longe.
Agora dizerem que há falta?
Há é falta de respeito para com os professores, incluindo por parte de muitos outros professores.
Como assim brasileiros? Mandem vir pessoal do Bangladesh pra dar aulinhas aos tugas. São aos milhares.
áí pô qui sacanágeim
Estão contra os professores brasileiros? No sítio da dgae passa propaganda a convidá-los para o ensino? Ah… Mas foi só propaganda…. é que afinal não querem professores, antes números de professores…E estão assim tão preocupados que os meninos aprendam português do Brasil? Os pais dão-lhes um telemóvel para as mãos aos 6 meses de idade! A maioria dos vídeos são em brasileiro…E nunca ninguem fez pesquisa de qualquer tema e logo aparece matéria em brasileiro? Mas na escola não se pode…
E dos aprovados, há gémeas brasileiras?
INVASÃO! INVASÃO! INVASÃO!
Resumindo a invasão de professores brasileiros, como muitos propagandeiam, resume-se a 22 almas a quem foram reconhecidas habilitações para lecionar em Portugal (isto em dois anos).
Não chega a 1 professor por mês…
Só para vermos como este número (22) é um escândalo recordemos que este número (22) é muito superior ao número de jogadores brasileiros (16) do plantel do Santa Clara!
Temos de acabar com esta invasão…
PS: isto não invalida que haja quem esteja a dar aulas (com o conluio de algumas direções) com insuficiência de habilitações (o que interessa é que os meninos estejam intretidos)!
PS2: coloquei intretidos pois se quem está a “dar” aulas não tem habilitações suficientes, obviamente que nem consegue entreter os meninos.
Mas isso foi até agora.
E a seguir, com esta lei?
Oi????
Vou ver E. de Educação a achar que os professores que têm pouca habilitação e os que vêm de longe é que são bons (inhos) . Algumas direções. também vão concordar.
Venho por este meio expressar a minha profunda perplexidade perante a manchete publicada pelo jornal Público no dia 19 de fevereiro de 2025: “Portugal aprovou menos de 10% dos pedidos de habilitação de professores brasileiros”. A divulgação desta notícia num momento crítico para o setor da educação não é meramente acidental; antes, parece constituir uma tentativa de pressão sobre os decisores políticos para acelerar os processos de aprovação de habilitação de professores provenientes da CPLP, nomeadamente do Brasil.
A atual situação do sistema de ensino nacional exige uma rápida contratação e vinculação de docentes, sejam eles nacionais ou estrangeiros. No entanto, é imperativo que os processos de vinculação sejam conduzidos com total transparência e equidade, garantindo critérios igualitários para todos os candidatos.
Ao longo dos últimos anos, professores com habilitação própria (dos quais eu faço parte) têm sido sistematicamente barrados no acesso à profissionalização. O sistema impõe exigências rigorosas, tais como a realização de créditos em áreas científicas específicas, a obrigação de prestar um exame de língua portuguesa numa instituição de ensino superior para admissão em mestrados, e até mesmo a desconsideração por parte da comunidade educativa, que frequentemente menospreza estes profissionais. Estima-se que cerca de 3500 professores em todo o território nacional estejam nesta situação, mas nunca um jornal ou jornalista se dispôs a dar visibilidade a esta questão.
O problema da escassez de professores em Portugal é estrutural e complexo, exigindo um estudo aprofundado e uma abordagem abrangente. Reduzi-lo à mera facilitação da certificação de docentes estrangeiros é uma simplificação perigosa e desprovida de sentido.
Outrora, as redações dos jornais contavam com jornalistas especializados em diferentes áreas do conhecimento, garantindo um jornalismo de qualidade, sustentado em informação rigorosa e bem fundamentada. Contudo, a realidade atual parece distanciar-se desse princípio, priorizando interesses económicos em detrimento da substância e da independência editorial.
Importa esclarecer que esta minha manifestação de incredulidade não tem qualquer caráter xenófobo. Reconheço o valor da diversidade no ensino e a importância de contar com professores de diferentes nacionalidades, especialmente num contexto escolar cada vez mais heterogéneo. A minha indignação reside na falta de universalidade dos critérios de admissão à carreira docente. Não podemos aceitar que candidatos portugueses enfrentem obstáculos significativos, como exames e créditos adicionais, enquanto outros possam ingressar no sistema através de meros processos administrativos da DGAE.
O populismo e a polarização não surgem por geração espontânea; são, antes, a consequência de desigualdades gritantes e da falta de transparência nos processos administrativos. A equidade e a justiça devem ser pilares fundamentais na gestão das políticas educativas, garantindo que todos os docentes, independentemente da sua origem, sejam avaliados segundo os mesmos padrões de exigência e qualidade.
Concordo e sim, mais parece uma manobra politica para justificar a integração de estrangeiros sobretudo brasileiros que mal sabem pronunciar o português no sistema de ensino e começar a substituir os docentes portugueses. Parece que está em marcha a substituição do povo português pelos brasileiros e eles são 270 milhões se saírem 10 milhoes do Brasil pouca diferença faz a eles, enquanto que Portugal é aglutinado, desaparece como identidade cultura. Se os políticos tivessem realmente de boa fé , contratavam os docentes no desemprego, facilitavam a profissionalização. É essencial que os portugueses abrem o olho caso contrário quando abrirem estão a falar portubras e a dançar samba.
Sou português, com curso pós-bolonha, se continuarem a colocar entraves à minha profissionalização irei acabar por desistir de ter uma carreira como professor.
Viriato cada vez é mais flagrante testemumhar as preferências dos decidores políticos e subalternos, preferem e facilitam os emigrantes em.tudo se for portugues é o “desenrasca-te”. Os próprios portugueses em vez de serem unidos e solidários uns com os outros, são para com os estrangeiros. Dá que pensar.
Assim como os portugueses substituíram a população nativa do Brasil, não é? Foram 400 anos de substituição paulatina, já os brasileiros começaram a imigrar para Portugal nos anos 1980, então, se calhar, ainda há bastante tempo para a troca.
Engraçado falar do ensino de língua portuguesa… Não deves ser professor, não? A julgar pela correção linguística do comentário.
Ridículo permitir que pessoas que nem conseguem pronunciar bem a língua portuguesa possam dar aulas, e nada tem a ver com racismo mas sim coerência a saber que os miúdos alunos são facilmente influencisdos, absorvem e facilmente copiam o que ouvem…Vamos ter a lingua portuguesa adulterada por culpa de meia duzia de ignorantes que por obra do acaso ou cunha encontram-se em lugares de decisão política…Pobre país entregue a gente que mais parece um bando de malfeitores.
No brasil por mil euros compra-se um mestrado; por 2.500 um doutoramento.
E 10% já é demasiado.
Os professores e outros portugueses que aqui escrevem são mesmo xenófobos.
Não há nada a fazer.
No brasil por 500 euros compra-se um doc. Sobre xenofobia xenomorfa
Sejamos sinceros, podem existir bons professores Brasileiros, mas estou seguro, que esses continuam no Brasil, em bons colégios privados, os professores que querem vir para Portugal, são os professores que trabalham no ensino público de lá, que é 100x pior que o nosso e que tem médias mais baixas. O ensino brasileiro é mau no geral, não é que o nosso seja muito bom, mas comparado com o brasileiro estamos muito bem, falo com conhecimento de causa, tenho amigos brasileiros, que me dizem isso.
Um professor oriundo do Brasil, apesar da língua ser a mesma, a gramática de Portugal é super complicada, não é a toa, que estrangeiros aprendem português do Brasil, porque a gramática é mais simples. Um professor brasileiro a dar História? Todos pensam que história é só datas e acontecimentos, como fosse uma lista de compras, quem diz isso, não sabe dar História. História é muito mais, no Brasil, só falam de Dom Pedro, enquanto desde do 7º até ao 12ºano, temos uma História muito forte da Europa e dá-se em concreto vários acontecimentos que desconhecem.
Matemática, Fisica-Química, são ciências exatas, mas os termos, podem ser diferentes.
A única disciplina que não vejo assim uma grande diferença entre os dois países é Educação Física. No entanto, o governo, melhore as condições, não queira trazer professores brasileiros, só para pagar o ordenado mínimo. Se melhorar as condições e der dignidade aos professores, muitos professores vão regressar ao ensino.