As novas fardas da escola

A autoridade e as regras não devem ser confundidas com castigo ou repressão. Pelo contrário, as regras são como guias, são um ato de bondade e de construção.

As novas fardas da escola

Felizmente já lá vai o tempo do uso das batas no liceu, que se apresentavam sempre imaculadas, com o cinto bem apertado e na orientação certa, às custas de alguns raspanetes e reguadas.

Também já passou o tempo em que as raparigas não podiam usar calças e aquele em que já se podia usar de tudo, mas havia maior noção do que era mais indicado em cada contexto, nomeadamente na escola.

Tal como a autoridade do professor, o pejo e o bom-senso por vezes andam esquecidos. E, sem eles, professores e alunos perdem mais facilmente o norte. É preciso autoridade, coerência e regras claras, que parecem ser impostas tímida e democraticamente, sem grande convicção, talvez como contraponto às réstias da melodia repressora de tempos idos. Ou da nova repressão. Mas a autoridade e as regras não devem ser confundidas com castigo ou repressão. Pelo contrário, as regras são como guias, são um ato de bondade e de construção.

Hoje muitos pais parecem ter alguma dificuldade na importante e árdua tarefa de educar. Como se isso pudesse tornar os filhos mais infelizes ou menos livres.

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9 comentários

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    • Anónimo on 21 de Abril de 2025 at 18:09
    • Responder

    Se é verdade que as regras devem ser adotadas e cumpridas, há que ter em atenção que regras devem ser impostas e adotadas.
    Chamar farda a roupa normal, que permita um trabalho normal e o estar normalmente numa escola, é capaz de ser exagerado. Senão tudo era farda.
    Já outra coisa diferente, é exigir que os alunos vão fardados para uma escola do ensino público, não militar.
    O respeito é necessário, tal como a disciplina. Mas os contextos devem ser tidos em conta.

    • Doutor Fausto on 21 de Abril de 2025 at 18:18
    • Responder

    Já no que toca a fardas, com elas ou sem elas os professores andam há muitos anos a “enfardar” contínuas faltas de respeito tanto de aluno(a)s como da hierarquia. E não aparece nenhuma autoridade seja paterna/materna ou politica/judicial a dizer BASTA!!!
    É sempre a “enfardar” atá à reforma!

      • Vitor on 21 de Abril de 2025 at 18:35
      • Responder

      Também “enfardam” dos restantes colegas e disso ninguém fala.
      As contínuas faltas de respeito para com professores, por parte de outros professores, em especial dos que andam a chegar agora às escolas públicas, para com aqueles que estão lá há anos a trabalhar no duro, não são tidas em conta por ninguém.

    • Enfardem a realidade on 21 de Abril de 2025 at 18:34
    • Responder

    Desde que eu vi uma colega que foi à secretaria e visivelmente estava doente, com problemas físicos e neurológicos, e que foi enxovalhada por uma funcionária e por um colega docente que lá estavam, e, como se isso não bastasse, quando ela saiu, ainda entraram mais dois professores e começaram todos a gozar com esta colega de forma ordinária e nojenta, que eu acho que os professores são uma porcaria!

      • Sandro on 21 de Abril de 2025 at 18:54
      • Responder

      Já eu fui rudicularizado por um colega que dá aulas comigo, em frente aos alunos, de forma pérfida.
      Ora, disto não se fala, mas devia-se falar e muito.
      Estes nojentos não deviam sequer ser professores!

        • Mainada on 21 de Abril de 2025 at 20:49
        • Responder

        Vamos lá a ver… Temos que nos dar ao respeito e se não for a bem tem que ser a mal. Se um colega meu se armasse aos cucos dessa maneira, levava logo o troco. As criancinhas ficavam confundidas? Pois temos muita pena… só que não.

          • Mainada on 21 de Abril de 2025 at 21:01

          Isto, para que se entenda, dito com solidariedade. De qualquer modo, essa coisa de ter dois professores numa sala de aula é uma perfeita anormalidade que só existe à custa de ilegalidades no 79.

    • Bugaça on 21 de Abril de 2025 at 22:58
    • Responder

    tantas dondocas e dondoquices, a farda na vida militar, uniformiza. Por isso é ‘uniforme’. Coloca todos por igual. Nas sociedades burguesinhas é que se identifica expressão de individualidade com cobrir o corpo com uns trapos diferentes dos demais. Isto é tão ‘expressão pessoal’ como escolher uma de três pastas dentífricas no supermercado é liberdade por via da escolha. Estamos cheios destas mariquices e no futuro perguntaremos, porque médicos e enfermeiros usam ‘fardas’, bombeiros, polícias, etc., mas só os meninos e meninas têm ataques à liberdade por lhes ditarem a roupa na escola pública. Os ingleses são todos parvos. Colégios de meninas e de meninos retornarão, porque o desenvolvimento cognitivo é diferente. Mas isso só depois desta maralha toda estar a fazer tijolo, eu incluído.

  1. Stagger Lee is a legendary figure rooted in American folklore, often depicted as a tough and rebellious anti-hero. The story originates from a real 1895 murder involving “Stag” Lee Shelton, which inspired countless songs and stories. Over time, Stagger Lee became a symbol of defiance and power in blues and folk music culture.

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