Category: Rui Cardoso

Reabrir as escolas para a realização de exames foi um erro

 

Reabrir as escolas para a realização de exames foi um erro

No contexto da atual pandemia da covid-19, a reabertura das escolas do ensino secundário, com o propósito da realização de exames nacionais, impede a igualdade de oportunidades dos alunos no acesso à educação e ao sucesso escolar.

É um facto que o ensino à distância penalizou os alunos portugueses de modo profundamente desigual. Contudo, as aulas presenciais para preparação dos exames nacionais de 11.º e 12.º anos, a partir de 18 de maio, tal como foi decidido pelo Ministério da Educação (ME), traduziram-se no agravamento da desigualdade entre os alunos candidatos ao ensino superior, como infelizmente a realidade demonstra.

Entre os mais penalizados encontram-se os alunos pertencentes a grupos de risco devido a comorbidades várias, os que se incluem em meios socioeconómicos mais desfavorecidos, os que habitam ou estudam em freguesias abrangidas pelo estado de calamidade, os alunos com necessidades educativas especiais e os alunos institucionalizados. Existem ainda os estudantes que habitam com familiares em situações de saúde extremamente frágeis ou com profissionais de saúde que trabalham na linha da frente.

Vamos a factos

Uma vez que o ME não definiu uma carga letiva igual para todas as escolas, os alunos em regime presencial receberam uma preparação para os exames nacionais muito desigual, que pode ser reduzida a 50% das horas letivas previstas numa situação regular.

Os alunos que coabitam com familiares de grupo de risco ou habitam longe da escola e utilizam vários transportes públicos, por vezes sobrelotados como se tem verificado por exemplo na linha de Sintra, foram forçados a decidir entre ir à escola para a preparação dos exames a que têm direito e permanecer em casa para proteger a família.

Muitos destes alunos pertencem a meios socioeconómicos carenciados, sem alternativa à deslocação em transportes públicos, habitam em freguesias que estão novamente em confinamento, estão sobrecarregados por deveres familiares agravados pelo desemprego crescente e ficaram sem apoio na preparação para os exames nacionais.

Os alunos que não puderam frequentar as aulas presenciais, devido a doenças diversas por vezes associadas a necessidades educativas especiais, ficaram impedidos de aceder aos mesmos recursos educativos dos colegas em regime presencial. Outros ficaram sem qualquer rede de acesso à educação, uma vez que não dispõem dos meios tecnológicos ou de Internet em casa.

Mesmo nas escolas públicas em que os alunos beneficiaram de mais aulas presenciais e onde se procurou cumprir escrupulosamente as normas sanitárias enviadas às escolas pelo ME/DGS, várias turmas ficaram sem aulas presenciais e regressaram ao regime de ensino à distância, devido a situações de jovens infetados em contexto familiar ou comunitário externo à escola.

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Procuram-se soluções inovadoras para o ensino em casa

 

Procuram-se soluções inovadoras para o ensino em casa

O desafio é lançado a designers, makers e educadores, de forma a repensar a escola e o ambiente doméstico como espaço de aprendizagem. Candidaturas até 15 de Setembro.

As inscrições para propostas de design de produtos ou recursos educativos que promovam o ensino em ambiente doméstico estão abertas, numa iniciativa promovida pelo Fablab Benfica da Escola Superior de Educação do Politécnico de Lisboa, a Distributed Design Platform e a Fab Foundation. O prazo das inscrições encerra a 15 de Setembro de 2020.

Tendo em conta a recente crise sanitária, o fecho de escolas e o confinamento das famílias devido à pandemia da covid-19, os designers, makers e educadores são convidados a submeter os seus projectos online, numa open call que tem como principal objectivo realçar o potencial de resposta à situação vivida por parte da comunidade de fazedoresEsta urgência do momento motivada pela crise pandémica despertou o interesse desta comunidade e dos espaços colectivos que lhes estão associados. Muitos estiveram na primeira linha de resposta à falta de equipamentos de protecção hospitalar.

Procuram-se produtos e recursos educativos abertos em qualquer fase de desenvolvimento: desde soluções previamente testadas até conceitos. O objectivo deste desafio é ajudar os educadores a adaptarem-se a novos contextos de forma divertida e útil, fruto de uma “vontade de mapear e incentivar a criação de projectos e práticas educativas que potenciem o ambiente doméstico enquanto lugar de crescimento e aprendizagem”, como referido em comunicado, promovendo o repensar da escola enquanto “elemento integrante de um ecossistema em constante mudança”

Nas propostas, deve ser claro este questionamento relativo à adaptação da escola, bem como o que poderá constituir uma evolução em termos educativos daqui em diante, através de estratégias de integração de familiares e cuidadores numa nova dinâmica de aprendizagem. Também deve ser claro o acesso material aos recursos ou produtos e à sua materialização.

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Pedido de anulação da Junta Médica da ADSE nas situações de apresentação ao serviço

 

Ex.mo(a) Senhor(a) Diretor(a) de Escola /Agrupamento de Escolas

Ex.mo(a) Senhor(a) Presidente de CAP

Em cumprimento do Despacho n.º 4460-A/2020, de 13 de abril que define orientações no âmbito da eventualidade doença, enquanto se mantiverem as restrições por motivo do Covid-19, prevê na alínea g) “Nas situações previstas no n.º 1 do artigo 28.º da Lei n.º 35/2014, de 20 de junho, na sua redação atual, quando o trabalhador se apresentar ao serviço antes de ser submetido à junta médica, fica dispensado de o fazer futuramente, considerando-se justificadas todas as faltas que apenas seriam justificáveis pela referida junta;”.
Neste sentido, aos docentes ou não docentes que foram submetidos à junta médica e que, entretanto, regressaram ao serviço, deve ser solicitada a anulação da junta médica da ADSE, no respetivo Portal, conforme informação veiculada através da Newsletter da ADSE do mês de junho, que se transcreve:
Retoma da atividade das Juntas Médicas
As juntas médicas da ADSE retomam a sua atividade no dia 29 de junho. Por conseguinte, serão designadas novas datas e emitidas novas convocatórias aos Beneficiários cujas juntas médicas foram objeto de cancelamento por motivo do SARS-CoV-2.
Se, entretanto, reiniciou a atividade laboral assegure-se que a sua Entidade Empregadora requereu a anulação da junta médica à ADSE, conforme o disposto na alínea g) do nº 1, do Despacho nº 4460-A/2020, de 13 de abril.
Com os melhores cumprimentos,
João Miguel Gonçalves
Diretor-Geral dos Estabelecimentos Escolares

 

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Nota Informativa da CONFAP sobre o próximo ano letivo

Fica aberto uma ponta do pano para começar a imaginar o que virá aí no DOAL…

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Dispensas sindicais

Encontra-se disponível a aplicação para as dispensas sindicais, disponível de 30 de junho até às 18h00 de 08 de julho de 2020.

 

Manual
SIGRHE

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Análise da Reclamação e Classificação das Candidaturas do concurso de docentes do ensino artístico especializado da música e da dança

Encontra-se disponível entre o dia 29 de junho e as 18:00h de Portugal continental do dia 7 de julho de 2020, a funcionalidade que permite aos estabelecimentos de ensino efetuarem a análise das reclamações dos candidatos e a classificação das candidaturas ao Concurso Externo do Ensino Artístico Especializado da Música e da Dança.

 

SIGRHE

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É melhor ter Rankings? Ó Mendes!!!

 

Marques Mendes acabou de afirmar que: “Mais vale ter estes rankings, que rankings nenhuns.

“Balha-m’ adeus”, mais vale estar calado que dizer disparates…

 

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Ensino online – de salvação a “bicho papão”, por Patricia Labandeiro

Ensino online – de salvação a “bicho papão”

O ano lectivo mais desafiante e atípico das nossas vidas, terminou. Se as nossas crianças aprenderam todos os conteúdos os previstos para o 2º e 3º períodos? Muito provavelmente não. Se evoluíram significativamente em termos de competências académicas? Muito provavelmente não. Mas aprenderam que vivem num País que perante a exigência de proteger a sua saúde, soube o que priorizar. Aprenderam que os professores também têm os seus desafios mas estiveram disponíveis para ir ao encontro das necessidades que se impuseram. Por vezes com excesso de zelo, outras vezes com alguma distância, mas mantiveram-se comprometidos com a missão de os acompanhar nesta jornada cujo destino ninguém conhecia.

Da minha parte, agradeço aos professores que diariamente lhes perguntaram como estavam a lidar com estes tempos, se estava tudo bem com eles e suas famílias, que lhes dedicaram palavras de incentivo e de apoio. Que tiveram a imensa paciência para lidar com atrasos, com turmas incompletas, com “fugas” ao trabalho… que toleraram algumas falhas e erros, dos alunos e das famílias mas, mesmo assim, estiveram sempre do outro lado. E sabemos que, desse lado, muitas vezes, existia também uma família, filhos alunos e muitas tarefas a gerir diariamente.

Se alguns professores resvalaram para atitudes de pressão exagerada ou prescrição excessiva de trabalhos? Sim, alguns, algumas vezes. Se alguns professores resvalaram para uma atitude mais desligada face aos objetivos académicos? Sim, alguns, algumas vezes. Como acontece em tempos de aulas presenciais, uns e outros não representam a maioria dos professores. A maioria que equilibrou necessidades de trabalho/estudo com as necessidades emocionais das crianças. Que falaram com eles de forma mais afectiva, que os incentivaram, que lhes disseram que tinham saudades, que a saúde é o mais importante, que lhes mostram as suas casas, os animais de estimação, os filhos… que quiserem genuinamente saber deles e que tiveram curiosidade e abertura em perceber como eram as suas dinâmicas em casa, que não se zangaram quando os pais gritavam “anda para a mesa!” ou quando o irmão mais novo “invadia” a aula!

   Estes foram a maioria: flexíveis, criativos, abertos, preocupados, comprometidos e verdadeiras figuras de suporte e de superação! A todos eles, OBRIGADA.

Se foram tempos fáceis ou rentáveis em termos de aprendizagem? Já ninguém se “agarra” a falsas expectativas ou visões sobrevalorizadas do sistema de aulas online. Mas seria isso o mais relevante a ficar na memória das nossas crianças numa fase destas? Não creio.

Se sentiram que o seu país está capaz de flexibilizar metas económico-financeiras para privilegiar a proteção da sua saúde; se sentiram que os professores se preocuparam genuinamente consigo; se sentiram que as famílias se esforçaram para os apoiar; já levaram algo de positivo desta pandemia.

   Sabemos que não é um modelo ajustado às necessidades da educação nem das famílias. Terá sido um “mal necessário” e todos esperamos que no próximo ano letivo possamos voltar ao conforto da presença real, aos abraços, às rotinas que lhes trazem independência! Mas, como em tantas outras situações de vida, se tivemos de passar por isso e se queremos também deixar sementes de uma atitude mais proactiva e optimista às nossas crianças, não deixemos que a pressão a que todos estivemos expostos, que os momentos de desânimo e aqueles em que sentimos que não seríamos capazes de lidar com tudo isto, engulam dimensões não menos relevantes do que vivemos em termos de ano escolar. As nossas crianças estiveram protegidas, os nossos professores fizeram um esforço imenso para se ajustar, as famílias tornaram-se mais híbridas e criativas… com mais ou menos conteúdo, com mais ou menos momentos de irritação, com mais ou menos cansaço, acabamos um ano em que, ainda assim, prevaleceram valores relevantes. Saúde, flexibilidade, superação!

Não sabemos como será o próximo ano lectivo e a perspectiva de uma segunda vaga da pandemia pode ser um cenário realista (basta olharmos para a história evolutiva das pandemias anteriores). Se ficarmos agora numa energia de raiva e revolta com aquilo a que fomos expostos, que sentimento se apoderará de nós (e das nossas crianças) se em Setembro, na eventualidade de uma segunda vaga com gravidade que justifique as mesmas medidas de contenção, nos anunciarem mais alguns meses de ensino online ou um modelo misto?

    Se esta situação gerou emoções e momentos de caos que podem ter tido um impacto traumático? Sim, para algumas famílias, isso aconteceu. Mas diz-nos a vida e todas as disciplinas que se dedicam ao estudo do comportamento humano e do desenvolvimento das sociedades, que mesmo com base no caos, na dor e no trauma, é possível construir significados, criar narrativas que integrem os pontos de crescimento e de superação, atingir visões e estados de consciência mas flexíveis sobre a nossa realidade e quiçá, redefinir valores e prioridades.

Tentemos manter as nossas crianças com uma visão realista e equilibrada do que foi receber a escola em casa, com as suas dificuldades e angústias, com os erros e derrapagens mas também com os seus significados e descobertas positivas. Ansiemos todos pelo regresso à escola real, mas foquemos que, se isso não for garantido, estaremos capazes de tirar aprendizagens da experiência anterior e fazer um pouco melhor. Se deixarmos de acreditar na nossa capacidade de crescimento e criar melhores soluções, que esperança nos resta?

Obrigada Professores, parabéns alunos, força famílias!

(Nota: existem muitas desigualdades das condições em que cada família se viu e consequentemente nos recursos para lidar com todas as exigências, mas isso, isso não é nenhum novo resultado da pandemia, é o prolongamento das desigualdades anteriormente instaladas e, no contexto de cada família, fazermos mais e melhor continua a ser possível pois para as situações que agora ficaram devidamente sinalizadas, haverá mais hipóteses de mobilização preventiva de apoios) 

In Patrícia Labandeiro Blogue

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Governo vai dar computador a 300 mil estudantes? Não sabia…

Vai dar ou emprestar? (o título deixa-me confuso)

Em Portugal temos cerce de 2 milhões de alunos, ou seja serão necessários 466 milhões para se poder chegar a todos, tirando os do ensino particular, lá andaremos pelos 400 milhões anunciados. Restará quanto para o resto que foi anunciado? Estes números parecem-me não bater certo… cheira-me a politiquices.

Governo vai dar computador a 300 mil estudantes

Fundos regionais desembolsam 70 milhões de euros nesta fase para famílias carenciadas. Câmaras que já compraram equipamentos serão ressarcidas.

Durante o próximo ano letivo, cerca de 300 mil alunos vão receber um computador com acesso à Internet. Os equipamentos vão custar 70 milhões de euros, que sairão da reprogramação dos fundos europeus geridos pelas Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR).

O Governo quer que todos os estudantes tenham acesso a um computador, mas numa primeira fase só serão incluídas as crianças e jovens oriundas de famílias com carenciadas, beneficiárias dos escalões A e B de ação social escolar, disse ao JN Ana Abrunhosa, ministra da Coesão, que tem a seu cargo a tutela das CCDR, após uma reunião com os autarcas da Área Metropolitana do Porto.

 

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Escolas escocesas pretendem reabrir a tempo inteiro em agosto

 

Escolas escocesas pretendem reabrir a tempo inteiro em agosto

 

As escolas preparavam-se para regressar com um modelo de ensino presencial e de aprendizagem em casa.
Mas o secretário de educação disse que tinham sido feitos progressos significativos no controlo da propagação do vírus.
O sr. Swinney disse que os ministros estavam agora a preparar-se para que todas as escolas abrissem a tempo inteiro em agosto.
Ele já tinha visado anteriormente ter os alunos a passar pelo menos metade do seu tempo fisicamente na sala de aula, o que levou a preocupações dos pais.
Os partidos da oposição disseram que a mudança foi uma “volta”u-turn” e uma “descida”, que tinha sido forçada pela pressão pública.
E os patrões do sindicato disseram que seriam necessárias outras medidas para manter o pessoal e os alunos seguros, como o uso de coberturas faciais e testes de rotina dos professores.

As escolas têm enfrentado dificuldades em descobrir como trazer os alunos de volta em agosto, mantendo a atual regra de distanciamento físico de 2m (6ft 6in), levando aos planos de aprendizagem misturados.
A Primeira-Ministra Nicola Sturgeon ordenou aos funcionários que revissem se a regra do afastamento poderia ser descontraída em algumas circunstâncias. A Irlanda do Norte deverá usar uma regra de 1 m para os alunos da escola, enquanto a Inglaterra passará para uma regra de “um metro mais”,” a partir de 4 de julho.
O sr. Swinney disse que o plano de aprendizagem misturado era um plano de contingência “necessário”, elaborado numa altura em que a perspetiva era “sombria”, mas que “a imagem parece mais positiva”.
Ele disse: “Quando preparámos os nossos planos em maio, sinceramente, não teria imaginado que teríamos feito tantos progressos na supressão de vírus como nós fizemos.
“É esta perspetiva mais positiva que permite ao governo escocês fazer esta mudança no planeamento das escolas.””

 

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Há famílias sem acesso ao Portal das Matrículas

Será que o Me não tem os dados dos recursos tecnológicos das famílias e não sabe que os únicos dispositivos que a grande parte das famílias têm são os dispositivos móveis? Para não falar das famílias que simplesmente não têm nenhum recurso tecnológico, nem sabem usar a tecnologia.

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Afinal, não há plano A, B ou C, apenas o “logo se vê”!

Afinal, não há plano A, B ou C, apenas o “logo se vê”!

Começo a perder a esperança! Sim, ainda tinha esperança que o Governo estivesse a tratar do regresso às aulas em setembro. Mas depois do projeto de lei da redução do número de alunos por turma, proposto pelo BE, ter sido chumbado no Parlamento, a esperança desvaneceu-se!

Tive a oportunidade de assistir em direto à maior parte das intervenções no debate do dito projeto e o que vos tenho a dizer é que não, afinal, não há plano A, B ou C, apenas o “logo se vê”!

Com o argumento de que ninguém no mundo sabe o que acontecerá em setembro, o Governo e o grupo parlamentar do PS fogem das perguntas a esse respeito como diabo fugia da cruz. O que sabemos, até agora, é que o Programa de Estabilização Económica e Social destinou 400 milhões de euros para comprar computadores, um por aluno, dizem, visa garantir a modernização da conexão das escolas à Internet, pretende substituir os manuais escolares por licenças digitais e quer dar formação a docentes.

Não está aqui em causa a necessidade de dar este passo rumo à Escola Digital. O que está em causa é que isso só por si não resolve nada. Absolutamente nada!

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A Entrevista Completa ao Ministro da Educação, por Paulo Prudêncio no Correntes

 

A Entrevista Completa ao Ministro da Educação

Pergunta: Não considera muito penalizador para os jovens realizar exames nestas condições?

Resposta: “As nossas comunidades educativas responderão a esse problema de forma adequada.”

Pergunta: Ainda a pensar no ânimo dos jovens, o que acha do momento escolhido, tão em cima dos exames, para a publicação de rankings de escolas?

Resposta: “As nossas comunidades educativas responderão a esse problema de forma adequada.”

Pergunta: No dia em que se publicam rankings, um dos SE da educação pública um texto contra os rankings. O que acha disso?

Resposta: “As nossas comunidades educativas responderão a esse problema de forma adequada.”

Pergunta: Houve quem defendesse o final do ano lectivo no 2º período para evitar tanto descontrole emocional. Por que é que o Governo decidiu doutro modo?

Resposta: “As nossas comunidades educativas responderão a esse problema de forma adequada.”

Pergunta: Sabe-se há muito que o índice sócio-económico das famílias é determinante nos resultados escolares. O que acha disso?

Resposta: “As nossas comunidades educativas responderão a esse problema de forma adequada.”

Pergunta: Foram os interesses privados, que querem rankings para publicidade e este acesso ao superior para controlarem os numerus clausus, quem exigiu o que se vai assistindo. O que acha disso?

Resposta: “As nossas comunidades educativas responderão a esse problema de forma adequada.”

Pergunta: Um SE da Educação declarou em Espanha que a flexibilidade curricular preparou melhor as nossas escolas para o êxito do ensino a distância. Concorda e acha mesmo que houve êxito?

Resposta: “As nossas comunidades educativas responderão a esse problema de forma adequada.”

Pergunta: Como é que sabe o que pensam as mais de 800 comunidades educativas e o que é exactamente uma comunidade educativa?

Resposta: “As nossas comunidades educativas responderão a esse problema de forma adequada.”

Nota: esta entrevista é uma ficção do autor do blogue.

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O próximo ano escolar será muito duro. Para todos.

Um ano letivo muito difícil

O próximo ano escolar será muito duro. Para todos. Quando retomarem as aulas, os alunos da mesma turma estarão em níveis muito diferentes. Porque o ensino a distância desequilibrou aprendizagens.

Esse desnivelamento não constitui o problema mais difícil de resolver. O maior tormento será criar condições que protejam a comunidade escolar da permanente ameaça de sucessivos focos de covid-19.

O sistema de ensino, do pré-escolar ao universitário, não está preparado para enfrentar uma pandemia, como esta que poderá continuar a ameaçar-nos. Fazer regressar os estudantes às aulas impõe-se no contexto de uma nova normalidade, mas isso pressupõe outra organização das turmas, ajustamentos horários e planos de contingência suficientemente flexíveis para se adaptarem a situações inimagináveis no presente. É obra.

Com o distanciamento físico que a covid-19 impõe, é preciso desdobrar turmas. Não é simples. A multiplicação de grupos exige mais salas e mais professores. Há escolas sem esse espaço extra. Por outro lado, não será fácil acomodar em orçamentos contidos mais despesa com recursos humanos. Poder-se-á dividir uma turma em dois grupos e fazê-los circular pelo mesmo professor, reduzindo assim a carga horária presencial, preenchendo o restante tempo letivo com o ensino a distância. Talvez essa alternativa não suscite entusiasmo dos professores e dos pais, mas convém ter presente dois dados: há uma aprendizagem tecnológica que deve ser continuada e é preciso acautelar novos surtos que poderão atirar para casa vários estudantes por tempo indeterminado. E, nesses casos, a escola não poderá ser suspensa.

Há também o problema dos horários. Começar e terminar as aulas à mesma hora implica juntar no mesmo espaço muita gente. O arranque das manhãs e das tardes terá de ser faseado. Também os intervalos não podem ser coincidentes. Se assim fosse, quando a meteorologia se tornar mais agreste, teríamos numerosos grupos em espaços cobertos e pouco ventilados. O funcionamento das cantinas também tem de ser desencontrado e os bares devem ser organizados de outra forma.

Será com muita precaução que regressaremos à escola em setembro. Nos primeiros anos de ensino, todos devem ter presente que os avós são o apoio de muitos netos que, por sua vez, poderão ser veículos de transmissão do vírus para os mais velhos. Esses mesmo que tanto quisemos proteger em estado de emergência. É preciso, pois, planear, planear, planear. E acreditar sempre que conseguimos.

  1. Felisbela Lopes in JN

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Questionário sobre o PREVPAP – AProTED

 

A Associação de Professores de Teatro-Educação tem vindo a debater, com alguns sindicatos, a situação dos professores professores (“técnicos especializados para formação”) que se candidataram ao PREVPAP.
Este questionário é anónimo, tem o intuito de recolher dados estatísticos (que não serão utilizados para outros fins) e destina-se apenas a professores (“técnicos especializados para formação”) que se candidataram ao PREVPAP.
Solicitamos que responda até 28/06/2020.
Clique no link abaixo

Questionário sobre o PREVPAP

 

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Quer saber o que faz uma escola? Não vá pelos rankings

Quer saber o que faz uma escola? Não vá pelos rankings

“Ele anda numa boa escola”. Qual o significado desta frase? Não tenho a menor hesitação em responder. A escola boa é a que tem poder transformador, por receber todos e levar todos por um caminho de desenvolvimento pessoal e humano, em que o conhecimento, a arte, a cultura, a cidadania e o bem-estar são o instrumento para um sucesso pleno.

A escola boa não seleciona alunos à entrada. Acolhe todos e gosta de todos. A escola boa é um lugar vivo, em que as paredes com as produções dos alunos refletem o envolvimento de todos. A escola boa é a que estimula pensamento e curiosidade, a que ajuda a saber fazer perguntas antes de procurar se as respostas estão certas. É a que estabelece relações positivas com os que chegam sem acreditar em si próprios, vestindo demasiado cedo a camisola da incapacidade. É também uma escola em que há entreajuda à frente da competição desmesurada. Em que a presença do aluno com dificuldades ou problemas sociais é vista como uma responsabilidade de todos os alunos e de todas as famílias e não como uma questão só dele.

E eis que, no ano em que se tornam mais absurdos, nos aparecem os rankings. Se acha que refletem uma avaliação clara da qualidade da escola, desengane-se.

Os rankings são o resultado de uma lista ordenada a partir dos resultados dos exames nacionais. Ponto. É mesmo só isto.

Se procura qual a escola que mais consegue prevenir o abandono de crianças ciganas, não a vai encontrar no topo da lista. É, contudo, geralmente das que mais trabalha.

Se procura qual a escola que investe na saúde mental e harmonia como instrumento para a aprendizagem, não sabemos onde está na lista.

Se procura qual a escola em que se consegue cativar pais para a valorização do saber, inclusive trazendo-os para a formação nos Centro Qualifica, também não sabemos onde está.

Se procura a escola em que os alunos mais se desenvolvem na criatividade, pela arte, pelo desenvolvimento da sensibilidade estética, continuamos sem saber onde está.

Se procura a escola que desenvolve projetos de intervenção comunitária, formando verdadeiros cidadãos participativos e esclarecidos, aquele número que aparece em frente ao nome da escola não está a dizer nada sobre isso.

Se procura uma lista que não espelhe assimetrias territoriais e socioeconómicas, também não é esta a lista certa.

Se procura saber a qualidade do trabalho desenvolvido nos Cursos Profissionais, estas listas tendem a ser omissas.

Avaliar uma escola e o seu desempenho é muito mais do que ordenar um ficheiro Excel por ordem descendente de resultados.

O Ministério da Educação tem vindo a disponibilizar um manancial de informação, presente no Infoescolas, que permite olhares muito mais abrangentes e esclarecidos. Refiro o indicador Percursos Diretos de Sucesso, que compara realidades comparáveis e mede o progresso efetivo dos alunos, não construindo avaliações que anulam o ponto de partida. Os vários estudos produzidos pela Direção-Geral de Estatísticas de Educação e Ciência, muitos deles sob a responsabilidade do Doutor João Baptista, permitem estabelecer correlações entre sucesso e qualificações, mostrar que a pobreza não é uma fatalidade, detetar assimetrias regionais, medir o desempenho dos cursos profissionais, perceber assimetrias entre escolas dentro do mesmo agrupamento, conhecer o perfil de resultados de todas as disciplinas.

Os relatórios individuais e de escola das provas de aferição dão informação detalhada, descritiva e qualitativa, sobre desempenhos e têm servido de base ao desenho de respostas em função das dificuldades específicas.

O Programa Nacional para a Promoção do Sucesso Escolar tem divulgado estudos de eficácia de estratégias pedagógicas que permitem a melhoria sustentada de resultados.

A Rede de Bibliotecas Escolares avalia e disponibiliza os dados das suas intervenções, centrando-se no impacto dos seus programas.

Todos estes instrumentos permitiram construir, ao longo dos dois últimos anos, um novo referencial para a Avaliação Externa das Escolas, que tem sido reconhecida nacional e internacionalmente como um dos fatores que tem possibilitado a melhoria do nosso sistema educativo.

O novo referencial não descarta resultados, mas inclui vários outros domínios que se traduzem em respostas a perguntas como: Quão inclusiva é a escola? Que resultados consegue a escola na mobilidade social dos alunos? Como se estabelece a relação construtiva com as famílias? Que projetos e instrumentos se promovem para que as aprendizagens sejam perenes?

Estas são as perguntas que ajudam o sistema educativo a crescer. Muito mais do que a glória fútil de ser a número um da lista ou o olhar paternalista e desmobilizador sobre a escola do fundo da lista.

Quer saber o faz uma boa escola? Visite-a. Fale com os alunos, veja-a como um todo. Se não quer que o seu filho se transforme numa média, aposte numa educação centrada no humanismo e na valorização de todos. Porque é isso e não uma centésima o que lhe dará asas para chegar mais longe.

 

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Declaração de situação de calamidade, contingência e alerta, no âmbito da pandemia da doença COVID-19

 

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Os rankings do nosso descontentamento

Os rankings do nosso descontentamento

Vale a pena, em plena pandemia, dizer que estas listas não honram o trabalho feito nas escolas. As melhores escolas do país — não hesito em afirmá-lo — foram aquelas que, em bairros problemáticos, mantiveram todos os alunos ligados, foram aquelas em que a proteção contra a violência e negligência nunca falhou, foram aquelas em que a proximidade potenciou aprendizagem.

Os últimos meses, em que o vocabulário da educação se alterou, passando a incluir palavras como distanciamento, síncrono, Zoom ou a fazer renascer outras como telescola, foram pontuados — e ainda bem — por preocupações em notícia ou comentário com aquele que é o principal papel da escola: promover a mobilidade social através do conhecimento e da cultura. Esta terrível crise acelerou desigualdades, apesar do esforço de todos. Os vulneráveis ficaram ainda mais vulneráveis.

Foram meses de trabalho intenso. Os professores reinventaram-se para tentar não perder os alunos. As escolas reconfiguraram-se para garantir refeições, terapias, acolhimento aos mais desprotegidos. Os municípios foram parceiros da inclusão. O Ministério da Educação trabalhou em conjunto com as escolas, disponibilizando orientações, recursos, estabelecendo parcerias nesta corrida injusta em que a aprendizagem se viu mais comprometida.

Todos comentámos as principais dificuldades e conquistas e abrimos os olhos para aspetos fundamentais do sistema educativo: a proximidade, a proteção, o apoio, a relação estabelecida.

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Ranking das escolas

EM QUE LUGAR ESTÁ A SUA ESCOLA?

O PÚBLICO em parceria com a Católica Porto Business School disponibiliza um conjunto de dados sobre as escolas do ensino básico e secundário. Saiba aqui que lugar ocupam no ranking dos exames, como estão no ranking do sucesso, a que contexto socioeconómico pertencem e em que disciplinas têm melhores desempenhos.

Ver o Ranking aqui

 

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Resultados de Estudo no âmbito do E@D

Estudo promovido por João Marôco e que está neste momento a ser apresentado em https://youtu.be/ZKeBI8UqjTE

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Flash Live Event #somossolução. E depois do Ensino Remoto de Emergência?

 

Clica na imagem a partir das 17 horas

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Procedimento Concursal Externo – Professores Bibliotecários – Ano escolar de 2020-2021

Procedimento Concursal Externo de Recrutamento de Professores Bibliotecários para o ao escolar 2020-2021.

Mais se informa que às 18h a aplicação – 1ª fase encerra, sendo possível extrair lista atualizada que deverá igualmente ser disponibilizada.

 

 Lista

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Live Flash Event – É hoje! Contamos com a sua presença

 

Participar no evento

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Hoje termina o 3.º período e o ano letivo

 

Hoje fazem-se as despedidas. Os alunos e professores vão dar por findo o ano letivo mais atipico de que há memória.

Quando no dia 12 de março foi anunciado o encerramento das escolas, cresceu um nervoso miudinho em toda a comunidade escolar. No dia 13 de março, as salas de aula encheram-se pela ultima vez e a incerteza do que poderia acontecer de seguida cresceu. Ninguém estava preparado para o que viria a seguir. foram duas semanas de desenrancanço, todos puxaram pela imaginação e tentaram fazer o seu melhor, o que importava era não deixar os alunos à deriva.

Durante a interrupção da Páscoa, começou-se a trabalhar a organização do 3.º período. As soluções encontradas variaram em forma, mas todas tinham o mesmo objetivo, fazer a escola chegar a casa dos alunos. No dia 14 de abril inicia-se o 3.º periodo, devagar para uns em força para outros. As soluções foram as mais variadas e a que as escolas encontraram como possíveis. As plataformas de ensino, de repente, viram-se repletas de professores e alunos a frequentá-las e deram a resposta desejada.

A incerteza deu lugar ao desespero, a falta de formação para trabalhar desta forma foi um dos maiores entraves para que o período começasse sereno. Professores, alunos e encarregados de educação transformaram-se em autodidatas e exploraram as potencialidades destas ferramentas que embora existissem há muito não eram uma prioridade. A mudança deu-se devagar e cheia de imperfeições. Num instante todos se deram conta que o ensino a distância não era uma solução que pudesse substituir a escola tradicional, mas mesmo assim, transformou-se um complemento numa forma de ensino.

Nem tudo correu bem. Cada um fez o que pode e o que não pode. Todos se transformaram em peritos de plataformas de ensino. Todos sofreram um desgaste imenso durante este período. A ninguém vai ser atribuido um Louvor pelo esforço, porue na cabeça de muitos só fizemos o que nos foi requerido. Levamos umas palmadinhas nas costas e já é muito.

Todos merecemos descansar.

No próxima semana embrenhar-nos-emos nas grelhas e papeis para dar um feedback de tudo isto aos alunos e encarregados de educação. A maior parte dos alunos descansará, mas os professores começam a ficar preocupados com o próximo ano letivo. Como funcionará, como será? Esperam-nos mais umas semanas de trabalho intenso onde a incerteza de como vamos voltar às salas de aula e a incerteza de como poderá funcionar o próximo ano letivo. Mais uma vez teremos que encontrar uma serie de soluções para que tudo funcione de forma celere e organizada e acima de tudo uma nova forma de ver a vida na escola.

Aos alunos, boas férias, porque as dos professores ainda vêm longe.

 

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FNE apresenta propostas para lançamento de novo ano letivo em condições adequadas

 

 

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Prioridade aos alunos do pré-escolar e do 1.º ciclo no regresso presencial às aulas

As propostas não ficam muito longe da apresentada por mim e pelo Alexandre Henriques…

Directores querem prioridade aos alunos do pré-escolar e do 1.º ciclo no regresso presencial às aulas

Da redução do número de alunos por turma à concentração dos horários das aulas durante a manhã ou durante a tarde, consoante os anos de escolaridade. Foram várias as hipóteses lançadas sobre a mesa pelos sindicatos e pelos representantes dos directores das escolas nas reuniões que vêm sendo mantidas com o Ministério da Educação para preparar o arranque do ano lectivo 2020/2021. Depois de o ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, ter apontado 14 a 17 de Setembro como datas de arranque das aulas, e que as primeiras cinco semanas serão para recuperação das aprendizagens, os directores das escolas defenderam que, na eventualidade de nem todos os alunos poderem voltar às aulas presenciais, a prioridade deve ser dada aos alunos do pré-escolar e do primeiro ciclo do básico.

“Os mais novos foram os mais prejudicados com as aulas à distância. Precisam de muito acompanhamento e atenção e percebemos que, sobretudo no 1.º e no 2.º ano, houve situações de regressão em termos de aprendizagem”, justificou ao PÚBLICO Manuel Pereira, presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares (ANDE). “São os meninos com menos autonomia e que precisam de estar o mais próximo possível dos professores”, concordou Filinto Lima, da Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP).

Quanto aos restantes anos lectivos, e admitindo que em Setembro estejamos numa situação de saúde pública semelhante à actual por causa da pandemia, os directores enfatizaram a necessidade de as escolas se prepararem para conciliar aulas presenciais com aulas à distância. “Os alunos poderão eventualmente ir à escola alguns dias por semana ficando outros em casa, de modo a reduzir a presença de muitos alunos na escola em simultâneo”, precisou Manuel Pereira. A concentração dos horários das aulas, em que uns alunos têm aulas das 8h às 13h e os restantes das 13h às 18h, “não sendo ideal, é uma solução antiga que poderá ser recuperada” para responder ao distanciamento ditado pela crise sanitária, ainda segundo o presidente da ANDE.

Em uníssono, os representantes dos dirigentes escolares reivindicaram mais autonomia para as escolas. “Cada escola e cada professor é que sabem em que é que os alunos estão a falhar e se precisarão de quatro, cinco ou seis semanas para recuperar aprendizagens”, justificou Filinto Lima, adiantando que outras das reivindicações foram “o reforço dos créditos horários que dão às escolas e a actualização da portaria que define os rácios de funcionários”, sem o que não será possível garantir mais assistentes operacionais.

LER MAIS AQUI

 

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Ó Costa! Bate-lhes palmas e oferece-lhes jogos da “bola”…

A nós professores, dá-nos palmadinhas nas costas…

 

Enfermeiros, auxiliares de saúde e empregados de limpeza vão receber bónus de mil euros na Holanda

 

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Ensino a Distância nos Estabelecimentos Prisionais em Portugal em Tempo de Pandemia

O presente documento resulta de um levantamento efetuado pela Associação Portuguesa
de Educação nas Prisões (APEnP) a um conjunto de Escolas Associadas (EAs) de
Estabelecimentos Prisionais (EPs) relativamente ao processo de ensino/formação no atual momento de exceção, que todos estamos a viver.1
No seguimento do convite endereçado a 22 de maio último a estas instituições a participar
num estudo, que tem como principal objetivo analisar a forma como o Ensino a Distância
se encontra a ser conduzido nos EPs, de acordo com um conjunto de indicadores, então
sugeridos, que compreendem atores envolvidos, estratégias adotadas, recursos, avaliação
(pontos fortes / constrangimentos), revelam-se agora os seus resultados.

[gview file=”https://www.arlindovsky.net/wp-content/uploads/2020/06/Ensino-a-Distância-nos-Estabelecimentos-Prisionais-em-Portugal-em-Tempo-de-Pandemia.pdf”]

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Estado de ALERTA – Medidas

 

Portugal Continental – Estado de alerta

Medidas:

  • Confinamento obrigatório para doentes e pessoas em vigilância activa;
  • Mantêm-se regras sobre distanciamento físico, uso de máscara, lotação, horários e higienização;
  • Ajuntamentos limitados a 20 pessoas;
  • Proibição de consumo de álcool na via pública;
  • Contra-ordenações: 100 a 500 euros (pessoas singulares); 1000 a 5000 euros (pessoas colectivas).

 

Área Metropolitana de Lisboa – Estado de contingência

Medidas adicionais:

  • Encerramento de estabelecimentos comerciais às 20h, excepto: restauração para serviço de refeições e take-away; super e hipermercados (até às 22h); abastecimento de combustíveis; clínicas, consultórios e veterinários; farmácias; funerárias; equipamentos desportivos;
  • Proibição de venda de álcool nas estações de serviços;
  • Ajuntamentos limitados a dez pessoas.

 

19 freguesias da Área Metropolitana de Lisboa – Estado de calamidade

Amadora e Odivelas: todas

Sintra: Queluz e Belas; Massamá e Monte Abraão; Agualva e Mira Sintra, Algueirão-Mem Martins; Rio de Mouro; Cacém e São Marcos

Loures: Camarate, Unhos, Apelação, Sacavém e Prior Velho

Lisboa: Santa Clara

In Público

 

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RESULTADOS DA REUNIÃO DA Pró-Ordem COM O MINISTÉRIO

 

RESULTADOS DA REUNIÃO DA Pró-Ordem COM O MINISTÉRIO

 

Com vista à preparação do próximo ano escolar, a Pró-Ordem reuniu hoje com o Secretário de Estado Adjunto e da Educação e com a Secretária de Estado da Educação.

Começámos por saudar o Despacho que prevê a remoção do amianto de 578 escolas do Norte ao Sul do país, pois esta era e é uma reivindicação antiga da Pró-Ordem e do conjunto do movimento sindical docente. O facto de ela ir ser feita de forma descentralizada e com a intervenção dos Municípios é positiva, pois dinamiza o emprego e a economia local.

Como é sabido, a organização de um novo ano escolar sempre foi uma tarefa relativamente complexa para as escolas e agrupamentos e sê-lo-á ainda mais no atual contexto pandémico em que não é possível prever a situação epidemiológica em setembro e meses seguintes. Em conformidade há a considerar o seguinte:

– não cabe ao Ministro determinar que devem ser dedicadas 5 semanas em todas as escolas à recuperação de matérias em atraso ou à revisão da matéria dada, pois quem pugna por uma Ordem dos Professores acredita na profissionalidade docente, com profissionais autónomos e reflexivos, bem como nos órgãos pedagógicos das escolas.

– enquanto não se alcançar a imunização comunitária e sem que existam vacinas ou outros medicamentos é provável o surgimento de novas ondas e picos de Covid, pelo que vai ser necessário continuarmos a adotar algumas formas de confinamento e de afastamento social, donde o b-learning deve ser uma metodologia de ensino a privilegiar.

– nesse sentido a Pró-Ordem perguntou aos dois membros do Governo presentes se, da verba de 400 milhões de euros prevista no OE suplementar, o Ministério também irá disponibilizar equipamentos informáticos e digitais a cada um dos professores; a exemplo do que aconteceu no âmbito de outros organismos da Administração

Pública, em que foram instalados equipamentos informáticos no domicílio de trabalhadores que se encontravam em trabalho remoto.

– nesta sede recordámos a nossa reivindicação antiga de dedução à coleta, em sede de IRS, das despesas com todo este tipo de materiais.

as turmas devem ser desdobradas e devem ser elaborados horários desencontrados (turnos, manhãs, tardes, semanas, intervalos, etc).

– os docentes portadores de comorbilidades ou com mais de 60 anos de idade devem ser dispensados do ensino presencial e serem contratados novos professores sempre que necessário. A este propósito, voltámos a reivindicar um regime específico de aposentação para o corpo docente.

O Secretário de Estado Adjunto e da Educação afirmou que relativamente aos equipamentos informáticos a primeira prioridade será para os alunos mais necessitados e, mais à frente na reunião, a Secretária de Estado da Educação referiu que os computadores serão para alunos e professores em função das necessidades.

Ambos os membros do Governo mostraram abertura para a contratação de mais professores e informaram que quanto a pessoal não docente já foram entregues os processos concursais no Ministério das Finanças.

Asseguram um reforço do número de docentes para apoio tutorial específico, bem como nas equipas multidisciplinares do ensino especial, na integração das comunidades ciganas, bem como “noutros programas que ajudem as escolas a melhorarem”.

Quanto à mobilidade por doença foi feita a renovação automática de 7081 docentes e encontra-se para apreciação cerca mil situações.

Durante o Estado de Emergência estavam cerca de 7 mil professores presentes nas escolas que se mantiveram abertas no atendimento a alunos e a servir refeições, por isso, a par dos profissionais de saúde, também os professores estiveram na linha da frente, incluindo os que estavam em E@D ou a colaborar no Estudo Acompanhado (Telescola).

A este propósito foi-nos pedido que transmitamos aos nossos associados a admiração dos governantes por todo este trabalho docente e que também as famílias com os filhos em casa devem revalorizar o trabalho e o estatuto social dos professores.

Lisboa, 25 de junho de 2020

Pela Direção Nacional

O Presidente da Direção

Filipe do Paulo

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Associação Mentes Sorridentes – Cuidar da mente – Prof. Dr. José Pinto Gouveia

 

 

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Preparação do próximo ano escolar – Comunicado Fapeci/Sinape

 

[gview file=”https://www.arlindovsky.net/wp-content/uploads/2020/06/nota-de-imprensa-25-06-20-reu.pdf”]

 

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Individualizou-se o ensino com a pandemia

 

Terceiro período à distância permitiu individualizar ensino, dizem docentes

O ensino à distância devido à pandemia de covid-19 permitiu individualizar o trabalho com os alunos, segundo docentes do ensino básico e secundário, que concordam que o acompanhamento diferenciado vai ser ainda mais importante no próximo ano letivo.

Durante os últimos três meses, alunos e professores estiveram ligados através de meios digitais, devido ao encerramento das escolas em 16 de março, e o terceiro período letivo decorreu exclusivamente à distância, exceto para os alunos do 11.º e 12. ano.

Apesar dos constrangimentos impostos pelo novo modelo adotado de um dia para outro para assegurar a continuidade do ensino em tempos de pandemia da covid-19, professoras ouvidas pela Lusa contam que individualização do trabalho foi uma das consequências mais positivas desta experiência.

Carla Batista, professora de Português do ensino secundário, recorda que, apesar da distância física, o modelo ‘online’ permitiu aproximar-se mais de cada um dos seus alunos e organizar o trabalho de forma mais personalizada.

“A forma como a escola é organizada não permite, muitas vezes, estabelecer essa proximidade com os estudantes e a certeza que eu tenho é que a aprendizagem ‘online’ tem um potencial altíssimo para a personalização”, explicou a professora.

Também Manuela Gama admite ter ficado a conhecer melhor os seus alunos ao longo dos últimos três meses, mas esta foi, em simultâneo, uma consequência e uma exigência do ensino à distância.

Segundo a professora de Francês do 3.º ciclo, a impossibilidade de manter um contacto presencial com a turma obrigou-a a procurar conhecer melhor a situação particular de cada aluno para conseguir acompanhar o seu trabalho.

“Houve um conhecimento mais próximo das circunstâncias reais do trabalho do aluno, da sua forma de trabalhar, das suas contingências e, portanto, a distância permitiu uma maior proximidade”, contou à Lusa.

Por outro lado, aquela que foi uma das consequências positivas do ensino à distância abre também caminho na discussão sobre como melhor responder a um dos maiores problemas causados por este modelo: o acentuar de desigualdades.

No balanço que fazem do 3.º período, pais, professores, diretores escolares e governantes reconhecem que muitos alunos não conseguiram acompanhar as atividades letivas e, por isso, em setembro, as crianças e os jovens vão regressar às escolas em níveis muito díspares.

Num ‘webinar’ em que participou no início do mês, o secretário de Estado Adjunto e da Educação, João Costa, defendeu que no próximo ano letivo será preciso apoiar mais os alunos que ficaram para trás.

Também para Sónia Soares Lopes, professora de Matemática do 3.º ciclo, a recuperação do último período terá de ser feita de forma diferenciada, uma vez que a experiência de cada aluno com o ensino a distância foi igualmente distinta.

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PS e PSD chumbam redução de alunos por turma

PS e PSD chumbam redução de alunos por turma

O projeto de lei da redução do número de alunos por turma, proposto pelo BE, foi esta quarta-feira chumbado no Parlamento. Apenas PCP, PAN e PEV, para além dos bloquistas, votaram a favor; PS, PSD, CDS e Chega posicionaram-se contra, ao passo que a Iniciativa Liberal e a deputada não inscrita se abstiveram.

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Ensino à distância. Apenas um terço dos professores realizaram testes durante o 3.º período

Ensino à distância. Apenas um terço dos professores realizaram testes durante o 3.º período

Durante o 3.º período de aulas, em regime digital, apenas um terço dos professores (33,7%) realizaram testes, aponta um inquérito feito pelo centro da Universidade Nova de Lisboa – Nova Economics of Education Knowledge Center. Ao todo, foram ouvidos 2.647 docentes. Esta notícia é avançada pelo “Jornal de Notícias” desta quarta-feira.

Agora que o final do ano letivo se aproxima, a maioria dos professores (84,1%) vai basear a avaliação nos trabalhos de casa enviados pelos alunos.

Durante o último período de aulas, 26,3% dos professores optaram por fazer revisões da matéria dada até ao fecho das escolas, a 16 de março; a maioria (68,1%) lecionou matéria nova.

O mesmo inquérito revela ainda que 15% dos alunos não têm computador ou acesso à internet em casa; 24% dos professores enviou material em papel aos alunos.

In Expresso

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16.º Encontro Digital LeYa Educação.

 

Não perca o NOVO e último Encontro Digital LeYa Educação.
O 16.º Encontro!
O que será a escola do… presente!?
Dinamizado por Jorge Sottomaior Braga
No dia 25 de junho, 5.ª feira, às 16h30

Inscreva-se aqui: https://forms.gle/6LJJHtkX7zKFmzSS8

PROGRAMA:

O mundo mudou.
A mutação para o digital na sociedade e na escola.

O portão da escola está aberto!
Quais os riscos a que está sujeita uma escola online?

Quem és tu e o que é que estás aqui a fazer?
Como aumentar a proteção da identidade digital de professores e alunos?

Plataformas, plataformas, plataformas.
Como melhorar a segurança e privacidade de aplicações e serviços.

Onde é a sala dos professores?
Dicas para estruturar e organizar uma escola digital online.

Não às grelhas, sim aos dados!
A gestão documental digital.

O futuro

 

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As perguntas urgentes do momento – Santana Castilho

As perguntas urgentes do momento

O Programa de Estabilização Económica e Social destinou 400 milhões de euros para comprar computadores, garantir a conectividade das escolas à Internet, adquirir licenças de software, financiar um programa de formação digital dos docentes e incrementar a produção de novos recursos digitais.

Sendo necessária, a modernização digital não resolve o problema de fundo da Educação em 2020/2021, que requererá mais professores, mais assistentes operacionais e mais técnicos especializados. O que é crítico na profissão docente é a dimensão humana. A destreza manipulatória das tecnologias é necessária e extremamente útil, desde que submetida à tutela daquela dimensão, primeira e fundamental. Perdê-la, no vórtice do deslumbramento tecnológico, é perder a dignidade profissional. A Google e a Microsoft respondem pelos dividendos que distribuem aos accionistas. Os professores respondem pela humanidade que acrescentam aos seus alunos.

Por outro lado, o Orçamento Suplementar, que foi apresentado como o instrumento de investimento público para responder à pandemia, não sinaliza um só euro para financiar medidas compensatórias das aprendizagens perdidas pelo corte de um terço das aulas presenciais previstas, nem faz uma única referência à escola pública e às necessidades acrescidas do próximo ano lectivo.

Vários estudos internacionais, de análise de impacto, que começam agora a ser conhecidos, traçam uma visão funesta das consequências do encerramento das escolas, extrapolando para o campo da mobilidade social e do desenvolvimento económico das famílias e dos países aquilo que a psicologia do desenvolvimento apurou há muito: enquanto há aquisições não realizadas que podem ser recuperadas, há outras que se perdem para sempre, quando não ocorrem em tempos próprios do desenvolvimento das crianças (pré-escolar e primeiros anos do ensino básico). Sem escola física, que aproxima, não há educação. Com escola remota, que afasta, há desumanização.

Por cá, um inquérito aplicado pela Fenprof apurou que esse encerramento agravou as conhecidas desigualdades entre os estudantes e que, até meados de Maio, mais de metade dos professores não conseguiu contactar com todos os seus alunos. Neste quadro, seria imperioso, ouvindo as escolas e os professores, conhecer os números que caracterizam os meses de fecho (com quantos alunos as escolas não conseguiram manter qualquer contacto, quantos e onde deram novas matérias e quantos e onde foram apenas entretidos), desenhar programas de recuperação e planear adequadamente (acomodando medidas sanitárias e intervenções metodológicas especiais) o próximo ano lectivo.

Com o défice de qualificações que temos, é penoso ver o manso curvar ao destino, em vez de estarmos activamente a responder às perguntas urgentes do momento:

– Se uma nova vaga do vírus aparecer em Setembro, vai o país voltar a fechar as escolas? Como lidar com a doença, que tudo indica se tornará endémica, mantendo o funcionamento do sistema de ensino? Que planos de contingência estão previstos para responder a um eventual aumento de contágios, sem voltar a encerrar as escolas? Que formas de actuação alternativas estão pensadas para responder à imprevisibilidade da situação em que vivemos? Está em preparação um instrumento de aposentação dos professores, que justificadamente integrem os grupos de alto risco e não queiram voltar à escola?

– A duração do próximo ano lectivo será aumentada, para prover planos de recuperação? A pertinência desta pergunta resulta de se ter criado um problema, que não pode ser iludido: durante o encerramento das escolas, uns alunos avançaram, outros não; se nada for feito de suplementar, quando todos se reagruparem, para que uns recuperem, outros terão de parar.

– Haverá redução do número de alunos por turma, por razões de distanciamento físico? Serão, por isso, e para assistir aos alunos com mais dificuldades, contratados mais professores? Haverá professores suficientes? Haverá instalações suficientes? Como utilizar, numa lógica de complementaridade, os recursos tecnológicos disponíveis?

– Como vamos minorar os desastrosos efeitos, sobre alunos com necessidades educativas especiais e suas famílias, de tantos meses de afastamento dos apoios de proximidade? Que implicações ocorreram no equilíbrio emocional e na saúde mental destes alunos?

In “Público” de 24.6.20

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800 100 555 “Linha Somos Tod@s Digitais”

 

Há um linha telefónica que disponibiliza apoio nas aplicações de ensino a distância

Para além das aplicações de Comunicação, a “Linha Somos Tod@s Digitais” disponibiliza agora apoio nas aplicações de ensino a distância, através da linha de telefone gratuita 800 100 555, que está disponível diariamente entre as 12h00 e as 20h00.

 

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Os procedimentos no caso de COVID-19 numa escola

 

Regras da DGS preveem que alunos identificados como contactos de risco fiquem em casa. Mas o isolamento profilático não se aplica aos pais e irmãos dessas crianças.

Uma escola onde seja identificado um caso positivo de covid-19 deve encerrar? “Não”, é a resposta da Direção-Geral de Saúde (DGS), que só recomenda que fiquem em quarentena “os alunos da turma/auxiliares/professores identificados como contactos próximos com alto risco de exposição ao vírus”

“Só os alunos que foram considerados contactos próximos de alto risco de exposição ao vírus é que devem ficar em isolamento”, sublinha fonte oficial da DGS em resposta escrita à SÁBADO na qual se admite que “tratando-se de um menor, um dos encarregados de educação/progenitor poderá ficar no domicílio por assistência à família”. Ou seja, não há indicações para que os outros membros do agregado familiar do contacto de risco cumpram o isolamento profilático de 14 dias.

De acordo com a DGS, sempre que exista um caso suspeito em meio escolar, o estabelecimento de ensino deve “deve ativar o seu plano de contingência e encaminhar o aluno para a sala de isolamento até ser encaminhado para avaliação clínica”.

Depois disso e caso se confirme um caso positivo, entra em campo o delegado de saúde local, que se deve articular com a direção da escola.

Como explica a DGS, “o delegado de saúde realiza a investigação epidemiológica e aplica inquérito epidemiológico ao caso confirmado e aos seus contactos (ou encarregado de educação)” para encontrar os tais “contactos próximos de alto risco” que deverão ficar em casa durante 14 dias.

In SABADO

 

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O Ensino@distância não foi um sucesso, por Estefênia Barroso

O Ensino@distância não foi um sucesso

Estão a terminar as aulas a que pomposamente, e para dar um ar de que a malta facilmente domina estas coisas da tecnologia, chamamos de “Ensino @ Distância” (acho o pormenor da arroba delicioso). Podemos afirmar que a maioria de nós saiu viva deste período de tempo interminável em que se arrastou o fim do segundo período e este terceiro período. Sim, porque o ensino à distância (ou deverei dizer “a distância”?) teve o seu início nos últimos quinze dias do segundo período. Contudo, “ficou-me cá a parecer” que o senhor Ministro da Educação não acreditou muito nas suas próprias palavras (relembro a afirmação perentória do senhor ministro: “ninguém está de férias”) e vai daí decidimos alargar o terceiro período e o ano letivo, fazendo-o terminar precisamente quinze dias depois do que era previsto. Este aumento de quinze dias teve algum resultado positivo? Sou de opinião que não.

Efetivamente, terá sido neste 15 dias a mais que os alunos terão realizado todas as aprendizagens que ainda estavam pendentes? Obviamente que não. Penso que ninguém se terá lembrado, naquelas altas instâncias, que é precisamente no terceiro período que se costuma desenvolver  uma maior quantidade de atividades lúdicas devido ao clima de cansaço e saturação que já se vive no meio escolar por essa altura. Mas, claro, este ano é um ano atípico (a frase que mais ouvimos ultimamente) e, por isso, vá de prolongar aquilo que para todos já é um suplício.

Contudo, o que importa no meio disto tudo, é que o ano letivo está a terminar e há que olhar para trás e pensar um pouco sobre como correu todo este “Ensino @ Distância”. Aquilo que vou ouvindo, por aqui e por ali, é que foi um sucesso. E não, não poderei dizer o contrário. Foi um sucesso porque, os alunos não ficaram um dia que fosse desocupados e sem aulas. Um sucesso porque rapidamente os professores se muniram da sua força de vontade e da sua capacidade de trabalho para colocar em andamento uma escola a que poucos estavam habituados. Um sucesso, e aqui só posso falar no meu caso, porque se conseguiu suprir, em tempo record, a falta de equipamento que alguns alunos tinham. (sei que não aconteceu assim em todos os Agrupamentos). Um sucesso porque se conseguiu que os alunos mantivessem uma rotina de trabalho em casa, que se mantivessem ativos, o que lhes manteve, tanto quanto possível, um clima de relativa normalidade (que era importante manter).
Mas o sucesso, relativo, ficar-se-á por aqui. Desculpem a sinceridade da questão mas tenho de a fazer: alguém acredita mesmo que se realizaram aprendizagens nestes meses?

Se a pergunta me for colocada a mim posso dizer que sim, que aprendi muito (e não, não falo das aprendizagens que realizei ao nível informático – que também foram muitas!)

Digo-vos que aprendi imenso sobre as vidas pessoais dos meus alunos – entrei pelas casas dentro de alguns que não tiveram qualquer pejo em mostrá-las: alguns trabalhavam nos seus quartos, sim, alguns poucos num escritório, e outros tantos em salas de estar e cozinhas. Aprendi a trabalhar com os meus alunos enquanto ouvia a Cristina Ferreira em som de fundo (que tenho neste momento certeza que deve ser dos programas mais vistos pela manhã). Aprendi também que muitos pais não perceberam que, de facto, os seus filhos estavam numa sala de aula, ainda que virtual. Como tal, assisti a discussões entre adultos que preferia não ter visto nem ouvido, sentindo-me a assistir a um verdadeiro Big brother.

Percebi que o uso de “linguagem colorida” é apanágio não só de alguns dos meus alunos e que a mesma é usada por alguns adultos que com eles convivem, usando-a sem qualquer preocupação com aqueles que possam estar a ouvir (por exemplo, o professor).

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