Category: Rui Cardoso

Reserva de Recrutamento 10 2025/2026

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2025/10/reserva-de-recrutamento-10-2025-2026/

A reforma da “Municipalização” pode avançar em peso

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2025/10/a-reforma-da-municipalizacao-pode-avancar-em-peso/

Medicina do Trabalho: o remédio proibido na escola doente – Paulo Ribeiro

Medicina do Trabalho: o remédio proibido na escola doente

Após o Dia Mundial do Professor e o Dia Mundial da Saúde Mental, é impossível ignorar a realidade: a escola está doente e quem ensina paga a fatura.

A Medicina do Trabalho surge como remédio tardioe, para alguns diretores, indesejado. O que devia proteger é atacado; o que devia ser celebrado é contestado.

No Dia Mundial do Professor, que devia celebrar os professores, fomos presenteados com declarações de diretores que apontam para obstáculosadministrativoscomo se proteger a saúde fosse uma ameaça à escola.

Este tipo de discurso tem uma força reveladora: avisão desumana da escola uma escola que ignora que a saúde, em particular a mental, é condição de trabalho.

A Medicina do Trabalho permite a reintegração e o regresso seguro de professores. Seria melhor continuariam de atestado/baixa, em casa?

Não é (ainda) para todos, apenas e só para os que estão doentes, após: atestados/baixas, acidentes em serviço, uma mobilidade por doença, uma necessidade de avaliação médica devidamente comprovada por relatórios médicos. A maioriapassou por juntas médicas: há o duplo crivo de validação da doença.

Médicos do Trabalho não cortam — protegem

Quem ousa afirmar que “os médicos cortam horários” é injusto, é manipulador e é enganador. Ajusta-se a carga letiva para que o professor regresse com dignidade e segurança. Protege-se a fragilidade, tenta-se a inclusão, acautela-se a Saúde Mental e evita-se a discriminação na doença.

A Medicina do Trabalho não é um problema — é parte da solução

O que alguns diretores chamam de “perturbação”, de “caos” é, na verdade, o reflexo de anos de incumprimento da Lei n.º 102/2009. O espanto devia ser outro: como se aceitou, durante tanto tempo, ignorar a saúde de quem ensina?

Competências e (ir)responsabilidades

Os médicos são contratados pelos diretores, não pelos professores.

Cumprir a lei é um dever do diretor, que deve prevenir riscos e adaptar funções, não pressionar quem está fragilizado.

É preocupante ver alguns diretores a questionar, ignorar ou contestar restrições impostas por médicoscomo se a gestão escolar incluísse competências de diagnósticos e prescrições médicas. Estaremos quiça a ver nascer uma nova carreira: a do diretormédico?!

A inversão do culpado

Há um discurso levianamente proferido que inverte os papéis: o professor é tratado como entrave, a lei como capricho.

Estes professores fazem um esforço extraordinário para continuar a trabalharquando poderiam permanecer legitimamente de baixa.

O professor é válido, é valioso, e quer contribuir. Doente, sim, mas presente.

A verdadeira falha

Falha quem não aplica a lei. Falha quem recusa ajustar horários e tarefas.

Falha quem transforma um direito num incómodo.

A Medicina do Trabalho não criou o problemaapenas o revelou.

A saúde não é obstáculo: é condição de trabalho. Professores doentes não ensinam melhoradoecem mais.

Posição da AJDF

É do nosso conhecimento, devidamente documentado, que alguns diretores adotam práticas ilegais: atuam pro lubitu suo, como se a legalidade fosse opcional.

E não são pequenos lapsos administrativos nem omissões: tratam-se de incumprimentos estruturais e decisões inconcebíveis reveladoras de uma gestão da Medicina do Trabalho digna de um manual sobre “como não fazer”. 

Em vez de diretores com discursos alarmistas sobre médicos e horários, a preocupação devia ser outra: porque estão os meus professores doentes?

Professores adoecem porque o sistema falhou e falha.

A Medicina do Trabalho impede que o sistema continue a afastar quem ainda quer ensinar. Negá-la é perpetuar a doença estrutural da escola pública.

A AJDF não recua nem suaviza posições. Onde houver silêncio cúmplice, fará ouvir os factos. Onde houver abuso, haverá denúncia.

Disponibilizamos apoio, informação e formação aos diretores, para garantir a efetiva implementação da Medicina do Trabalho nas escolas.

A Associação reafirma o compromisso de expor incumprimentos e exigir responsabilização, sustentando cada ação em rigor jurídico, humanidade e responsabilidade institucional.

Porque a lei obriga, a dignidade impõe e o dever é de todos.

O incumprimento não passará impune.

Texto de Paulo Ribeiro, Presidente da AJDF – Associação Jurídica pelos Direitos Fundamentaiswww.ajdf.pt

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2025/10/medicina-do-trabalho-o-remedio-proibido-na-escola-doente-paulo-ribeiro/

Anda tudo preocupado com o fim dos professores ou falta – Luís Sottomaior Braga

 

Discursos, artigos, reportagens.

Onde estavam estes opinadores e carpideiras quando Sócrates mudou os concursos para condenar gente ao desterro longo das famílias?

Muita gente disse que o modelo a 4 anos era genial….

Quando Milu inventou a ADD, criou as bases para o que hoje são senhores feudais nas escolas, etc?

“Os professores são uma corporação e a ministra é corajosa….” Essa coragem da burrice e mā intenção deu lindo resultado no longo prazo….

E quando Crato nos mandou emigrar e disse (uma dècada atrás, só….) que havia gente a mais, que mudou de vida e já não volta?

Quando nos congelaram e cortaram os salários, etc?

Os portugueses, induzidos pelos políticos, desenvolveram ódio aos professores.

Agora não há….

Afinal fazem falta, não é?

Tivessem estimado.

Não festejaram ministros por nos perseguirem e tratarem mal?

Colhem o que semearam.

Luís Sottomaior Braga

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2025/10/anda-tudo-preocupado-com-o-fim-dos-professores-ou-falta-luis-sottomaior-braga/

NOTA À COMUNICAÇÃO SOCIAL – AP e CG do AE de Castro Daire

Screenshot

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2025/10/nota-a-comunicacao-social-ap-e-cg-do-ae-de-castro-daire/

Prevenção do suicídio adolescente no Reino Unido – João André Costa

 

Foi ao fim do dia, os corredores da escola começam a cheirar a pó e desinfectante e o ruído dos alunos é um eco vazio, quando ele veio ter comigo. Não me lembro se trazia a mochila às costas ou se a arrastava pelo chão, apenas o rosto pálido mais o olhar de quem se encostou ao abismo e ficou a olhar para baixo a pensar numa solução. Disse querer morrer, e o mundo, naquele instante, tornou-se pequeno demais para nós os dois.

As boas notícias? Quando um aluno vem falar connosco, traz não apenas a dor, mas um resto de confiança, uma migalha de esperança a acreditar ser ainda possível a salvação.

E eu, professor cansado de corrigir erros atrás de erros em cadernos sem fim, tornei-me naquele momento o ouvinte a quem nada pode falhar, o ombro onde o desespero encosta a cabeça.

Ele não disse muito. Há palavras as quais, uma vez ditas, empurram-nos ainda mais fundo. Disse-lhe apenas ter feito bem em falar, estamos todos aqui e sempre aqui prontos a escutá-lo sem julgamento, sem rótulos, sem pressa para o curar.

Dentro de mim, no entanto, o medo era um animal escondido.

Depois, o protocolo e o contacto com o Safeguarding Lead, essa figura representativa da compaixão burocrática. Disse-lhe ser importante falar com essa pessoa e em conjunto encontrar um plano. Ele olhou para mim como se o “plano” fosse apenas mais uma palavra inglesa, dessas aprendidas apenas para olvidar mais tarde.

Sentámo-nos os três numa sala onde a luz fria das lâmpadas queria desaparecer. O Safeguarding Lead perguntou-lhe, com aquela voz treinada para a empatia:

“Porque te sentes assim?”

“Há quanto tempo pensas nisso?”

“Os teus pais sabem?”

“Há alguém com quem possas falar?”

E ele respondia entre frases curtas, quase sussurros a tentar não acordar o sofrimento. Eu, ao lado, limitei-me a respirar — e a pensar quando também quis desaparecer, nas noites sem fim onde a solidão é uma pedra no estômago e o futuro um corredor sem saída.

Dessas respostas nasceu o chamado well-being plan, o plano de bem-estar. Palavras tão limpas mais pareciam inventadas para esconder a sujidade do medo. Mas foi dele quem partiu a ideia, não de nós — ele próprio a desenhar as pequenas rotas para a fuga: falar com um amigo, ir para o campo de futebol quando o desespero viesse, pedir ajuda antes de a dor se tornar uma navalha. Vi nos olhos dele, por um instante, o começo de uma vontade.

Depois explicámos-lhe o resto: avisaríamos os pais para em seguida contactar o Child and Adolescent Mental Health Service, ou CAMHS, esse exército invisível de psicólogos a tentar todos os dias, segurar adolescentes à beira do nada. E há um número para ligar, uma porta para bater, uma ambulância se for preciso. Tudo quanto se pode dizer quando a única vontade é a de querer abraçar, e abraçar não, segurar, agarrar esta criança à terra e a terra somos nós.

E sim, se o perigo fosse imediato, alguém iria com ele até ao hospital, ficaria à espera dos pais a guardar a entrada nesta noite e nenhuma criança pode ir sozinha se o socorro é tantas vezes um abismo.

Quando tudo acabou e o miúdo foi para casa pela mão dos pais, o Safeguarding Lead disse-me ter agido bem. E eu fiquei ali sentado, sem saber como fazer com estas mãos. E ninguém fala do peso do silêncio depois — o silêncio entre o professor e o quadro vazio, o silêncio de quem ouviu a palavra “morte” dita com a naturalidade de um bom-dia e o professor também precisa de quem o ajude, quem o escute e apoie.

Estamos todos aqui e sempre aqui prontos a escutar, sem julgamento, sem rótulos, sem pressa para curar.

Às vezes, quando volto a casa pela estrada molhada e o rádio murmura notícias por ouvir, lembro-me dele. Penso se estará bem, se alguma vez terá voltado a sentir o impulso, se o plano — aquele papel com perguntas e números de telefone —serviu para alguma coisa.

E então percebo como prevenir não é impedir. É segurar uma mão no momento certo, oferecer a nossa presença antes do escuro. É lembrar, mesmo quando o dia termina e o corpo quer desistir, bastar apenas uma mão, uma voz, um olhar para dizer não, ainda não acabou.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2025/10/prevencao-do-suicidio-adolescente-no-reino-unido-joao-andre-costa/

Aluna agride várias pessoas na Maia

Num agrupamento de escolas da cidade da Maia, uma aluna do 7.º ano, durante a hora de almoço, à porta da escola secundária, enquanto aguardava que a mãe a fosse buscar, agrediu colegas, funcionários, o diretor e um agente da autoridade. Este último, após ser empurrado pela aluna, caiu e sofreu um traumatismo no joelho.

No local já se encontrava uma ambulância do INEM, tendo sido solicitada uma segunda para transportar o agente ao hospital.

A mãe da aluna, que inicialmente estava presente, acabou por deixá-la sozinha alegando que tinha de ir trabalhar. Também ela foi agredida antes de se ausentar. Toda a situação teve origem no facto de a mãe ter prometido à filha um chocolate; como já estava atrasada e lhe disse que não podia comprá-lo, a aluna atirou-se para o chão em fúria, insistindo em ter o chocolate.

A estudante acabou por ser levada numa ambulância, imobilizada, uma vez que ninguém a conseguia conter.

A aluna afirma ser vítima de bullying e que não tem amigos na escola — o que corresponde à verdade, pois, devido ao seu comportamento agressivo, os colegas evitam aproximar-se dela. Costuma ofender as pessoas de forma injustificada.

Foram ouvidas todas as pessoas agredidas, incluindo o diretor do agrupamento, cujas declarações foram anexadas ao processo.

Face à gravidade da situação, foi sugerido o internamento da aluna no serviço de Pediatria ou de Psiquiatria do Hospital Magalhães Lemos.

relato de um EE

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2025/10/aluna-agride-varias-pessoas-na-maia/

17.298 alunos em cursos na área de Educação

Screenshot

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2025/10/17-298-alunos-em-cursos-na-area-de-educacao/

Orçamento do Estado para 2026

​​​​A Proposta de Lei n .º 37​/XVII/1.ª ​, que aprova o Orçamento do Estado para 2026, foi entregue pelo Ministro das Finanças ao Presidente da Assembleia da República, no dia 9​ de outubro.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2025/10/orcamento-do-estado-para-2026/

Suplemento remuneratório a atribuir aos orientadores cooperantes

Define as condições e o montante do suplemento remuneratório a atribuir aos orientadores cooperantes, nos termos do Decreto-Lei n.º 79/2014, de 14 de maio, alterado e republicado pelo Decreto-Lei n.º 9-A/2025, de 14 de fevereiro.

Despacho n.º 11875/2025, de 9 de outubro

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2025/10/suplemento-remuneratorio-a-atribuir-aos-orientadores-cooperantes/

Decreto-Lei n.º 111/2025 de 9 de outubro

Altera a Lei n.º 47/2006, de 28 de agosto, isentando os alunos do 1.º ciclo do ensino básico da obrigação de devolução ao Estado dos manuais escolares em suporte físico fornecidos gratuitamente.

Decreto-Lei n.º 111/2025

de 9 de outubro

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2025/10/decreto-lei-n-o-111-2025-de-9-de-outubro/

Contratos e Aditamentos 2025/2026

 

Encontra-se disponível a aplicação que permite às escolas procederem à submissão de contratos e aditamentos.
Consulte o “Guia Prático | Contratos e Aditamentos”.

Guia Prático | Contratos e Aditamentos

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2025/10/contratos-e-aditamentos-2025-2026/

Ministro garante medidas para tornar mais atrativa profissão de professor

 

Para obter conteúdos completos, subscreva os serviços contactando a área comercial da LUSA – dcomercial@lusa.pt.
Todos os conteúdos da LUSA são protegidos por direitos de autor ao abrigo da legislação portuguesa.

Ministro garante medidas para tornar mais atrativa profissão de professor

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2025/10/ministro-garante-medidas-para-tornar-mais-atrativa-profissao-de-professor/

Novo 𝐄𝐬𝐭𝐚𝐭𝐮𝐭𝐨 𝐝𝐚 𝐂𝐚𝐫𝐫𝐞𝐢𝐫𝐚 𝐃𝐨𝐜𝐞𝐧𝐭𝐞 𝐝𝐚 𝐑𝐞𝐠𝐢𝐚̃𝐨 𝐀𝐮𝐭𝐨́𝐧𝐨𝐦𝐚 𝐝𝐨𝐬 𝐀𝐜̧𝐨𝐫𝐞𝐬

 

Decreto Legislativo Regional n.º 21/2025/A, de 8 outubro:

Segunda alteração ao Decreto Legislativo Regional n.º 23/2023/A, de 26 de junho, que aprova o 𝐄𝐬𝐭𝐚𝐭𝐮𝐭𝐨 𝐝𝐚 𝐂𝐚𝐫𝐫𝐞𝐢𝐫𝐚 𝐃𝐨𝐜𝐞𝐧𝐭𝐞 𝐝𝐚 𝐑𝐞𝐠𝐢𝐚̃𝐨 𝐀𝐮𝐭𝐨́𝐧𝐨𝐦𝐚 𝐝𝐨𝐬 𝐀𝐜̧𝐨𝐫𝐞𝐬.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2025/10/novo-%f0%9d%90%84%f0%9d%90%ac%f0%9d%90%ad%f0%9d%90%9a%f0%9d%90%ad%f0%9d%90%ae%f0%9d%90%ad%f0%9d%90%a8-%f0%9d%90%9d%f0%9d%90%9a-%f0%9d%90%82%f0%9d%90%9a%f0%9d%90%ab%f0%9d%90%ab%f0%9d%90%9e%f0%9d%90%a2/

Vem aí nova medida

Fernando Alexandre acrescentou ainda o projeto de reforma dos recreios, que só será anunciado formalmente depois das eleições autárquicas, uma vez que a mudança está dependente de negociações com as autarquias, devendo por isso arrancar em 2026

Ministro da Educação diz que proibir telemóveis e reformar recreios vai reduzir indisciplina nas escolas

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2025/10/vem-ai-nova-medida/

9.600, ainda são insuficientes…

Ministério da Educação celebrou hoje protocolos para conseguir formar cerca de 9.600 professores até 2030.

GOVERNO TEM 27,2 MILHÕES PARA DAR A INSTITUIÇÕES QUE FORMEM MAIS PROFESSORES

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2025/10/9-600-ainda-sao-insuficientes/

Um em cada três professores em Portugal queixa-se de indisciplina nas aulas

Um em cada três professores em Portugal queixa-se do ruído e desordem nas aulas, segundo um inquérito internacional que mostra que os docentes mais jovens e menos experientes ficam habitualmente com as turmas mais complicadas.

Um em cada três professores em Portugal queixa-se de indisciplina nas aulas

Uma das revelações é que os professores perdem agora mais tempo a manter a disciplina dentro da sala de aula do que em 2018, quando se realizou o anterior inquérito. Em 2024, um em cada cinco professores dos países da OCDE admitiu haver problemas nas suas aulas.

O caso mais dramático vive-se no Brasil, com metade dos professores a relatar desafios, mas Portugal também aparece em destaque ao lado do Chile, Finlândia e África do Sul, onde mais de 33% dos docentes se queixam de indisciplina.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2025/10/um-em-cada-tres-professores-em-portugal-queixa-se-de-indisciplina-nas-aulas/

O salário não satisfaz, o ‘stress’ é considerável, mas a profissão ainda agrada a quase todos

Apenas 9% dos professores portugueses acham que a sociedade valoriza a sua profissão. Ainda assim, a carreira é a primeira escolha da maioria dos docentes recém-formados, revela-se na última edição do TALIS, o maior inquérito realizado pela OCDE sobre as condições de trabalho destes profissionais

Professores: o salário não satisfaz, o ‘stress’ é considerável, mas a profissão ainda agrada a quase todos

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2025/10/o-salario-nao-satisfaz-o-stress-e-consideravel-mas-a-profissao-ainda-agrada-a-quase-todos/

Listas Provisórias dos candidatos selecionados e excluídos em sede de entrevista – Projeto C.A.F.E. em Timor-Leste em 2026

 

Publicação das Listas Provisórias dos candidatos selecionados e excluídos em sede de entrevista referentes ao Procedimento Concursal com vista à constituição de uma bolsa anual de docentes para o exercício de funções no Projeto C.A.F.E. em Timor-Leste, em 2026.

Listas Provisórias de seleção e exclusão

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2025/10/listas-provisorias-dos-candidatos-selecionados-e-excluidos-em-sede-de-entrevista-projeto-c-a-f-e-em-timor-leste-em-2026/

E72 para todos (novamente)

 

Senhores Diretores,

Senhores Presidentes de CAP,

Senhores Docentes,

Boa tarde,

Informava que, na sequência do e-mail infra, e sem prejuízo de se continuar a trabalhar num novo modelo de atendimento e suporte, dado que foi disponibilizada a aplicação do apoio extraordinário à deslocação e que em breve será aberto o concurso externo extraordinário de seleção e de recrutamento do pessoal docente, em cumprimento do disposto no Decreto-Lei n.º 108/2025, de 19 de setembro, o serviço E72 volta a estar disponível, a partir de amanhã, dia 7 de outubro, a toda a Comunidade Educativa.

Muito obrigado.

Com os melhores cumprimentos,

O Presidente do Conselho Diretivo

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2025/10/e72-para-todos-novamente/

Professora “Teresa” foi dispensada por mail da DGAE e ficou “logo sem acesso aos processos que tratava”. Agora nem sequer tem horário na escola de origem

Como ela, há dezenas de docentes que estiveram anos ao serviço dos organismos do Ministério da Educação e que agora foram reencaminhados para as escolas. Muitos apresentaram-se ao serviço e os diretores nem sequer sabiam que iam voltar e não têm horário para eles.

Professora “Teresa” foi dispensada por mail da DGAE e ficou “logo sem acesso aos processos que tratava”. Agora nem sequer tem horário na escola de origem

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2025/10/professora-teresa-foi-dispensada-por-mail-da-dgae-e-ficou-logo-sem-acesso-aos-processos-que-tratava-agora-nem-sequer-tem-horario-na-escola-de-origem/

NOTA DE IMPRENSA Dia do Professor – 5 de outubro de 2025 – PEV

NOTA DE IMPRENSA

Dia do Professor – 5 de outubro de 2025

O movimento PEV – Professores pela Equidade e Valorização assinala o Dia do Professor com um marco histórico na sua luta pela justiça e equidade no reposicionamento docente. A Iniciativa Legislativa de Cidadãos promovida pelo movimento alcançou mais de 22.000 assinaturas, ultrapassando com margem de segurança o número mínimo exigido para entrega na Assembleia da República.

Este resultado traduz o empenho e a união de milhares de docentes de todo o país, que, de forma voluntária e persistente, têm contribuído para esta causa. O movimento PEV, criado em agosto de 2024, conta atualmente com mais de 2.000 membros ativos, sendo hoje uma das maiores mobilizações independentes de professores em Portugal.

“Neste Dia do Professor, mostramos que a classe docente está viva, unida e determinada a fazer valer os seus direitos. Cada assinatura representa um grito de justiça e dignidade pela carreira docente”, afirmam os administradores do PEV.

O movimento recorda que, no dia 6 de março de 2025, foram aprovados por unanimidade na Assembleia da República os projetos de resolução de todos os partidos políticos, recomendando ao Governo a correção das ultrapassagens no reposicionamento docente. Contudo, até à data, essas recomendações continuam sem concretização, mantendo milhares de professores em situação de injustiça.

A entrega formal da Iniciativa Legislativa será concretizada nas próximas semanas, estando já em curso a organização da documentação necessária.

O PEV reforça o apelo à mobilização de todos os docentes:

“Quanto mais assinaturas recolhermos, mais forte será a nossa voz no Parlamento. A luta pela equidade é de todos e para todos.”

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2025/10/nota-de-imprensa-dia-do-professor-5-de-outubro-de-2025-pev/

REPOSICIONAMENTO JUSTO

“REPOSICIONAMENTO JUSTO”
*Precisamos de 20.000* ! ✍️ 📢

Existem 3 meios para as conseguir.
Escolher só um:
1️⃣ Plataforma do parlamento:
https://participacao.parlamento.pt/initiatives/5195
2️⃣ Suporte papel p/ voluntári@s:
https://forms.gle/uHdceHdQZbmPoKK48
3️⃣
https://tinyurl.com/assinaja
☝️ Para assinar em suporte digital escolher o 1️⃣ ou o 3️⃣.
Um mais complexo que o outro.
*Assinar com nome completo*
🤜 *Sem hesitar* 🤛
Divulgar, divulgar, divulgar 📢

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2025/10/reposicionamento-justo/

Dia do Professor

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2025/10/dia-do-professor-2/

Médicos cortam horários a professores e forçam escolas a refazer planos

Três semanas após o arranque do ano letivo e num momento em que há grupos de recrutamento com listas quase esgotadas, os diretores estão a ser forçados a lançar contratações para substituir professores que foram a consultas de medicina do trabalho e ficaram com horário reduzido ou dispensados de dar aulas. Há escolas que tiveram de lançar cinco horários, outras mais de 30. É um rastilho de pólvora que pode agravar a falta de docentes em todo o país, alerta o presidente da associação nacional de diretores (ANDAEP), Filinto Lima.

Médicos cortam horários a professores e forçam escolas a refazer planos

O Governo anunciou, em abril, que vai contratualizar o serviço de medicina do trabalho para o ensino público. A 29 de julho chegou às escolas uma nota informativa. Nesta fase de transição, vão obrigatoriamente à consulta os docentes que regressaram de baixa superior a 30 dias, desde agosto, quer tenham, ou não, ido à Junta Médica; os que voltem após doença profissional ou acidente de trabalho e os que se apresentam ao serviço com mobilidade por doença.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2025/10/medicos-cortam-horarios-a-professores-e-forcam-escolas-a-refazer-planos/

Crónica de um professor socorrista – João André Costa

 

O Luís, para além de professor, pai, mãe, polícia, terapeuta e etcétera, lá na escola também presta primeiros-socorros.
Ou melhor, agora também presta primeiros-socorros, ordens superiores, já se sabe, e quando as ordens são superiores são mesmo superiores por aí acima até ao primeiro-ministro, seguindo-se o Rei e depois Sua Excelência Altíssima Deus.
E ninguém desobedece a Deus.
Nem o Luís. Ou melhor, o Luís até desobedece, principalmente quando os outros não vêem e Deus não está em toda a parte.
Adiante.
E, por conseguinte, o Luís presta agora primeiros-socorros de manhã à noite, ao princípio, meio e fim das aulas feitas jardim zoológico enquanto o Luís vai e vem e ai do Luís se as notas dos petizes descerem. Mas isto são contas de outro rosário.
E porque no dia anterior o Jimmy lembrou-se de enfiar o dedo na corrente da bicicleta, lá se foi a ponta do indicador e aqui está o dito cujo mais o respectivo dedo em riste e o Luís a caminho da secretaria.
O dedo, antes de mais, está sujo e por lavar e depois está inchado, infectado e não promete grandes melhoras sem o devido tratamento.
E, já se sabe, para desinfectar nada como uma boa tintura de iodo, uma água-oxigenada ou então, e em casos mais extremos, álcool etílico.
Toda a gente tem pelo menos um destes três itens em casa.
Nada, nada dentro das caixas, umas compressas, muitas compressas, ainda mais compressas, toalhetes sem álcool e porquê toalhetes se não têm álcool, pensos e nada de desinfectante.
Contra as ordens superiores, o Luís sai da escola para comprar o devido produto na farmácia da esquina e a custas próprias para, ao regressar, ter um responso no telefone mais a reunião marcada para o fim do dia ao qual se junta a senhora da secretaria na sua veemência a advertir o Luís para a ilegalidade de administrar qualquer tipo de desinfectante a uma criança neste país.
E o Luís pergunta: “Mas então e o dedo? É suposto ficar assim?”
É, devidamente protegido com uma compressa ou um penso e nada mais quando a desinfeção de uma ferida é um acto médico e caso a coisa corra mal é o Luís quem responde em tribunal.
Sem hesitações do queixoso.
E lá vai o emprego do Luís à vida, ainda para mais quando agora aqui é só bandeiras nacionalistas a perder de vista pelas ruas e a caça ao imigrante declaradamente aberta.
E sem emprego, nunca mais se tem emprego.
Quanto aos desinfectantes, os mesmos são inexistentes neste país para consumo público, e quando eu digo consumo é porque é mesmo para consumir numa terra onde o alcoolismo é tal a pontos de haver quem beba álcool a noventa e seis graus sem esquecer os perfumes da mulher ao pequeno-almoço.
E, por consequência, nem pensar em providenciar tais produtos ao público em geral, público esse incapaz de refrear os impulsos quando a oportunidade surge e o Luís entre esta gente.
No meio disto tudo ainda ninguém se lembrou dos pais do Jimmy, no mínimo negligentes do lado de lá da linha e muito surpresos diante da necessidade de levar o Jimmy ao posto de saúde, e quem diz surpresos diz contrariados pelo óbvio tom de voz.
E a culpa é do Luís, até porque nestas andanças a aula chegou ao fim, os alunos andaram à solta e pendurados das janelas e o Luís feliz da vida por não ter tido de correr atrás de ninguém.
Mais vale prestar primeiros-socorros.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2025/10/cronica-de-um-professor-socorrista-joao-andre-costa/

Por um Reposicionamento Justo na Carreira Docente

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2025/10/por-um-reposicionamento-justo-na-carreira-docente/

Presidente da República promulga diploma da não devolução de manuais escolares a alunos do 1.º Ciclo

Presidente da República promulga diploma do Governo

O Presidente da República promulgou o diploma do Governo que altera à Lei n.º 47/2006, de 28 de agosto, isentando os alunos do 1.º ciclo do ensino básico da obrigação de devolução ao Estado dos manuais escolares em suporte físico fornecidos gratuitamente.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2025/10/presidente-da-republica-promulga-diploma-da-nao-devolucao-de-manuais-escolares-a-alunos-do-1-o-ciclo/

Entre cliques, registos e desespero: o Ministério da Educação adia, sem pudor, a dignidade docente – José Manuel Alho

 

O despacho do MECI nada mais faz do que perpetuar uma cultura de controlo e burocracia, ignorando escandalosamente qualquer promessa de desburocratização do trabalho docente, particularmente no 1.º Ciclo do Ensino Básico, onde a pressão letiva já é insuportável, com um calendário que se arrasta até 30 de junho, agravando ainda mais a já gritante insuficiência de professores.

A retórica do “monitorizar de forma rigorosa e próxima a realidade escolar” assemelhar-se-á a mais um eufemismo mal-amanhado para, no fundo, dizer: “Vamos sobrecarregar, ainda mais, quem já vive debaixo de uma avalanche de tarefas administrativas”. Elevar o registo dos sumários à solenidade de um despacho ministerial é uma tragicomédia administrativa que roça o insulto. Exigir ao professor que encontre aí a medida da sua função é tão absurdo como mandar um cirurgião vangloriar-se por ter preenchido corretamente a guia da anestesia, em vez de ter salvo um doente. Estaremos perante (mais) um daqueles rituais kafkianos que afastam o professor daquilo que realmente importa: ensinar.

Entre cliques, registos e desespero: o Ministério da Educação adia, sem pudor, a dignidade docente

Atente-se:

– Não há qualquer referência, neste despacho, à redução da papelada, à simplificação de registos ou à eliminação de procedimentos redundantes, como prometido em discursos políticos recentes.

– A cada novo ano letivo, acumulam-se portarias, circulares, minutos e sumários, mas desaparecem as soluções eficazes para a dignificação da atividade docente.

Sumários, cliques e desespero: o 1.º Ciclo no limbo da burocracia ou o sacrifício silenciado dos professores

No 1.º Ciclo, as semanas de trabalho são brutais, sem margem para pausas pedagógicas ou para uma reflexão séria sobre práticas docentes. Os professores enfrentam, não só o maior número de horas letivas, mas também um calendário espremido até ao último dia de junho, sem qualquer equiparação aos restantes ciclos de ensino, perpetuando a ideia absurda de que ensinar os mais pequenos justifica tão frugal exaustão.

O resultado é óbvio: a carência de docentes para este ciclo, ano após ano, como atestam os números do recrutamento para o presente ano letivo.

A sobrecarga administrativa e horária expulsa profissionais, desgasta vocações e, ironicamente, complica ainda mais o acompanhamento pedagógico que tanto se apregoa como prioridade.

Promessas vazias, realidade crua

Seria cómico, não fosse grotesco: o MECI insiste em reforçar o acompanhamento… pela via do registo burocrático, como se a “qualidade educativa” dependesse de cliques no computador e não da ação pedagógica no terreno. Sobre desburocratização, “nada, mesmo nadinha! Tudo como dantes!”, como tão acertadamente se lê no despacho.

O discurso da desburocratização fica guardado para futuras campanhas ou comunicados pomposos.

Na prática: professores presos a ecrãs, à espera que alguém cuide de verdade dos problemas reais da escola pública portuguesa.

O sistema, deste modo, faz do docente um gestor de plataformas e registos, mas esquece-se que ensinar vai muito além de monitorizar ou alinhar o calendário com os caprichos ministeriais. Enquanto a burocracia continuar a ser o verdadeiro currículo oculto das escolas portuguesas, os professores ficarão a marcar passo, entre despachos, circulares e intermináveis plataformas, em vez de poderem realmente fazer aquilo que sabem melhor: ensinar.

Como defende António Nóvoa, em Professores: Imagens do Futuro Presente (2009), a escola não pode estar sobrecarregada com funções alheias ao seu ofício; é urgente que se reafirme a centralidade do ensino e da aprendizagem, responsabilizando a sociedade por aquilo que não cabe aos docentes nem à escola.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2025/10/entre-cliques-registos-e-desespero-o-ministerio-da-educacao-adia-sem-pudor-a-dignidade-docente-jose-manuel-alho/

Há um espaço entre o silêncio e o vazio.

É nessa fenda que o futuro se consome quando a luz se esgota.
Abomináveis tempos estes em que jantamos ódios e guerra, em que os nossos jovens vivem sugados pela luz de ecrãs antropófagos, se relacionam através de teclas, se ocultam atrás de imagens fictícias e desvirtuadas. Encerrados em si próprios, inundados de ruído e desesperança. Descobrimo-nos impotentes para antecipar desfechos. Queremos tê-los com futuro, contudo que futuro estamos a construir para eles?
Como uma mera notícia de jornal, há gestos que não se anunciam, apenas acontecem. Em Viseu há famílias a tentar interromper a fissura anunciada e outras a tentar respirar dentro de um buraco negro. Há uma comunidade escolar que caminha de cabeça baixa, viajando num rio de dor, compassado e incompreensível.
Cabe-nos a reflexão profunda e exigir que famílias e escolas façam um caminho conjunto, que ambas sejam afeto, segurança e antecipação. Para que, quando a estrada bifurca, possamos amparar o caminho.
É tempo de a saúde mental dos nossos jovens ser assumida como prioridade. Urge colocar psicólogos clínicos dentro da escola, caminhando lado a lado com jovens, famílias e professores. Urge dotar os alunos com compaixão, libertá-los dos grilhões tecnológicos, deixá-los esfolar joelhos e pintar o mundo do avesso.
Para que o futuro não seja apenas um homem baço, anoitecido ou a antecipação putrefacta de um fim.

O Blogue de Arlindo expressa as mais profundas condolências às famílias dos jovens que partiram e respetiva comunidade educativa.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2025/10/ha-um-espaco-entre-o-silencio-e-o-vazio/

Já chegaram os cabimentos…

 

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2025/10/ja-chegaram-os-cabimentos/

A gestão escolar e os verdadeiros desafios da escola portuguesa – Alberto Veronesi

O atual modelo de gestão escolar tem estado, novamente, na agenda política, devido à intenção do Governo de criar um estatuto do diretor. Nesse sentido ouve-se e lê-se cada vez mais uma polarização entre os defensores da gestão democrática e os apoiantes da profissionalização das lideranças escolares. Para contribuir para um debate mais informado, onde deixemos de parte as perceções e analisemos seriamente, sustentado em dados, farei uma análise ao estudo abrangente da Fundação Semapa – Pedro Queiroz Pereira, que ouviu mais de 4.000 professores, diretores e coordenadores, e que nos oferece uma perspetiva mais aprofundada sobre esta questão.

A gestão escolar e os verdadeiros desafios da escola portuguesa

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2025/10/a-gestao-escolar-e-os-verdadeiros-desafios-da-escola-portuguesa-alberto-veronesi/

Ainda não há cabimento… devia ter sido ontem?

 

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2025/10/ainda-nao-ha-cabimento-devia-ter-sido-ontem/

CABIMENTAÇÃO ORÇAMENTAL – RITS? Só no dia 03/10/2024…

CABIMENTAÇÃO ORÇAMENTAL – RITS

 

Encontram-se disponíveis NOVOS cabimentos orçamentais para consulta e impressão no separador Orçamento Pessoal/Recuperação Tempo Carreira Docente/Cabimentos.

 

Lisboa, 03/10/2024 (já foi corrigido para 01/10/2025, pelas 10:00h)

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2025/10/cabimentacao-orcamental-rits-so-no-dia-03-10-2024/

Governo garante que plataforma para professores deslocados fica disponível esta semana

 

O gabinete do ministro Fernando Alexandre reafirma que “o pagamento do apoio vai ter retroativos a 1 de setembro de 2025 ou à data de início de contrato”.

Governo garante que plataforma para professores deslocados fica disponível esta semana

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2025/09/governo-garante-que-plataforma-para-professores-deslocados-fica-disponivel-esta-semana/

Reposicionamento Justo na Carreira Docente

 

“REPOSICIONAMENTO JUSTO”
Precisamos de 20.000 assinaturas

ASSINA

Link para assinar

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2025/09/reposicionamento-justo-na-carreira-docente/

Vai ser mais fácil aceder à profissionalização de professores

Os milhares de professores que entraram nas escolas apenas com habilitação própria vão ter mais instituições para fazer a profissionalização e o acesso à formação será desbloqueado para os recém-chegados, revelou hoje a Federação Nacional da Educação (FNE).

Vai ser mais fácil aceder à profissionalização de professores

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2025/09/vai-ser-mais-facil-aceder-a-profissionalizacao-de-professores/

Carreira docente. Governo quer acabar com quotas e valorizar escalões

O ministro da Educação promete simplificar o estatuto da carreira docente assim que regressar o processo negocial. Fernando Alexandre quer acabar com as quotas e valorizar os escalões iniciais.

Carreira docente. Governo quer acabar com quotas e valorizar escalões

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2025/09/carreira-docente-governo-quer-acabar-com-quotas-e-valorizar-escaloes/

Declaração de Pedro Barreiros, SG da FNE, à saída da reunião de hoje com o MECI

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2025/09/declaracao-de-pedro-barreiros-sg-da-fne-a-saida-da-reuniao-de-hoje-com-o-meci/

Uma nota simples sobre negociações do ECD à atenção dos sindicatos. – Luís Sottomaior Braga

Há muita coisa para negociar.
ADD, Estatuto no sentido de medidas de reforço de dignidade profissional, tempo de trabalho, assistência na doença, CGA, Segurança social, participação democrática na gestão das escolas, etc
Vamos começar por falar de salário?
Entre 2007 e 2026, contabilizando os anos todos e as retenções de progressão e ainda os descontos mensais de 5% de salário e perdas de subsídios de Natal e Férias perdi, aproximadamente, em acumulado do salário a que tinha por lei direito (a lei do tempo em que “assinei contrato” na profissão) cerca de 45 mil euros.
Nesses anos, passei 12 anos no 2º escalão e, depois de descongelado, cerca de 1 e meio em cada um dos outros, até ao ponto em que, ainda agora, estou atrasado, face ao previsto no início, mas, em 2026 (Dezembro) estarei no 8º escalão.
Com a recuperação operada até 2027 ainda chego ao 10º antes de me reformar e fico nele cerca de 7 anos (tenho hoje 53 anos).
No tempo em que estive no 2º devia ter chegado ao 6º e não passei de 4 escalões abaixo (ainda apanhei o recuo de voltar a subir degraus, negociado no tempo de Maria de Lurdes, mas vamos ignorar essas contas, por agora).
Numa comparação linear a carreira que tive até 2026 fez-me receber aproximadamente menos um total de 45 mil euros do que o que estava previsto.
Recebi em média a menos, cerca de 3400 euros ano e aproximadamente menos uns 240 euros mês.
Fazendo as contas, para mim e para muitos outros, que tem agora à roda de 50/60 anos, isso significa que, mesmo com a recuperação, para compensar as perdas acumuladas (que se repercutiram em salário, mas, também, e é pior, em descontos para a reforma) o Estado terá de aumentar o salário base dos meus escalões de carreira futuros uns 10 a 15 %.
15% de aumento do valor base (levando em conta a correção da inflação) era o valor calculado que daria como base de partida para uma negociação de atualização dos escalões.
E não é um valor mandado ao ar.
Além da quebra vinda de inflação ser alguma tem de se juntar isto que é só o montante que deixamos de ganhar….
Nem é realmente acréscimo: é compensação de perda acumulada.
E, de facto, aos que já estão na carreira desde os anos 90 ou inícios de 2000 isso nem era aumentar nada.
Era só devolver o que se retirou e, tão pacificamente o aceitamos, na hora de aperto das finanças públicas.
Esses 45 mil euros por cabeça geram números grandes.
Ora vejam: se houver uns 80 mil professores com uma situação parecida comigo, com essa média de perda acumulada, isso dá uma perda somada, nos anos passados, para o conjunto, de 3.600.000.000 euros (nós, função pública, fomos o superativ, que pagamos com o que perdemos, mesmo continuando a trabalhar tanto ou mais).
Se a perda for compensada nos próximos 15 anos (a parte restante da carreira), a 14 meses de vencimento, implica pagar a cada um deles pelo menos uns 215 euros mais, em média, cada mês.
Só para compensar a perda e ajudar a melhorar reformas (além de salários).
 É tomar como ponto de partida esses 45/50 mil euros de perda total (nunca devolvida: “devolver o tempo” é acrescentar ao salário presente, mas não é devolver a perda passada) e dividir pelo tempo até à reforma e acrescentar ao salário.
Esse é um caminho de cálculo da reforma salarial da carreira.
As contas podem fazer-se de várias maneiras mas dão atualização de escalões entre 10 a 15%.
No meu caso, nos 13 anos que me faltam até aos 67, significaria receber uns 240 euros mais por mês para compensar a perda média mensal (esbulho nunca devolvido, insisto) de cerca de 155/mês dos anos que ficaram para trás desde o primeiro congelamento.
E não baralhemos, por agora, com acertos de inflação, acertos na duração dos escalões, etc.
Na minha avaliação, a negociação salarial vai ser bem sucedida se, no fim das contas nos próximos 15 anos, pelo menos, receber os 45 mil acumulados e nunca devolvidos que me tiraram desde o 1º congelamento.
Uns 10 a 15% mais no valor dos escalões atuais….
Faltam professores. Paguem e melhorem a nossa vida que talvez comecem a ter vias de resolver o problema.
Luís Sottomaior Braga

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2025/09/uma-nota-simples-sobre-negociacoes-do-ecd-a-atencao-dos-sindicatos-luis-sottomaior-braga/

Load more