…assistentes operacionais. Foi publicada ontem, no D.R., a delegação de poderes para que os Diretores possam contratar a termo resolutivo certo assistentes operacionais. Como já foi dado a conhecer, a sua falta em alguns agrupamentos tem dado origem a muitos constrangimentos. Podemos ver isto como um “arrepiar caminho”…
O reforço do O.E. na área da educação é de 179,4 milhões de Euros. As previsões, no próprio O.E., indicam que em 2017 o aumento da despesa com salários será de 188 milhões de euros. Numa primeira leitura, o aumento previsto não chega para cobrir o aumento da despesa com os salários de professores e assistentes operacionais. Só na reposição salarial e no aumento do subsídio de alimentação o aumento da despesa será de 4,6%.
A conclusão é que vai haver um maior controlo de despesas, não em despesa com pessoal, mas sim em outros “setores”.
Acresce a este aumento de despesa (salários), o aumento de despesa com o pré-escolar em 67 milhões de euros e de 55 milhões para outras despesas correntes, em relação ao presente ano.
Mas também irá poupar. Nos contratos de associação, 9 milhões de euros, centralização do processamento de salários, 21,4 milhões de euros.
Visto que ainda ninguém explicou onde vão ser feitos os cortes, resta-nos espera pelas medidas ao longo do ano de 2017 para tentarmos entender onde serão feitos.
De acordo com o relatório da proposta do Orçamento do Estado para 2017 (OE/2017), a dotação transferida para o Ministério da Educação cresce 179,4 milhões de euros, resultando uma despesa total que ultrapassa os 6022,7 milhões de euros. No entanto, o mesmo relatório indica que, em 2017, a despesa prevista com os salários dos professores do básico e do secundário e com os funcionários das escolas vai crescer 188 milhões de euros – um número que, só por si, já ultrapassa o valor do aumento das verbas transferidas por Mário Centeno para Tiago Brandão Rodrigues.
Despesa com pessoal sobe 4,6% A reposição salarial e o aumento do subsídio de alimentação são alguns dos motivos que fazem disparar em 4,6% a despesa com os salários do Ministério da Educação.
Mas olhando para a evolução do número de professores contratados para este ano letivo (2016/2017), verifica-se que, até à data, Tiago Brandão Rodrigues já contratou mais cerca de cinco mil docentes face ao ano passado. Entre setembro e a última reserva de recrutamento (miniconcurso de colocação) foram contratados 18 473 professores. No ano passado, durante o mesmo período foram colocados cerca de quatro mil docentes através da extinta Bolsa de Contratação de Escola (BCE), a que se somam 9630 contratados através das reservas de recrutamento, revelam as listas da Direção-Geral da Administração Escolar (DGAE) que foram trabalhadas pelo site especializado em estatísticas da educação, o blogue DeAr Lindo.
Para o aumento da despesa com os salários contribui ainda a alteração de Tiago Brandão Rodrigues às compensações pagas aos professores contratados pela não renovação dos contratos anuais e temporários. Com a regra em vigor, cada professor tem direito a uma indemnização por cada contrato que assine, cujo valor é proporcional ao número de meses e de horas, mesmo que a data de cada contrato tenha o intervalo de um dia, como acontece com os professores com horários anuais (terminam contrato a 31 de agosto e assinam um novo a 1 de setembro). O pagamento desta compensação andará na ordem dos 20 milhões de euros.
Neste estudo são relacionados os resultados escolares dos alunos com as qualificações académicas das suas mães e com o nível socioeconómico dos agregados familiares, relacionando também com o escalão da Ação Social Escolar, utilizando os dados relativos aos alunos do 2.º ciclo do ensino público.
Os resultados não são muito diferentes do estudo relativo aos alunos do 3º ciclo publicado em fevereiro.
Andam por aí algumas pessoas muito interessadas em saber da vida do Mário Nogueira (devem ser saudades). O que andará a fazer este “ícone” da vida sindical? Porque é que anda desaparecido? Até há quem se questione em que escola foi ele colocado este ano?
Devem andar com vontades por uma grevezinha numa qualquer sexta feira…
Isto demonstra que o sindicalismo português é pura encenação.
Jornal Público
Mas o Mário Nogueira, embora em parte incerta, continua a ler os jornais do burgo. Talvez daqui a uns dias lhes faça a vontade e reapareça, com toda a pompa e circunstância, a marcar, numa data conveniente, a tal desejada greve.
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A medida peca por tardia. Mesmo que seja proferida uma decisão favorável aos professores, o ME vai, com toda a certeza, recorrer. O que torna esta medida, uma medida a “longo prazo”… onde tinham esta ideia guardada quando o Crato retirou os intervalos da componente letiva?
As desculpas do atual ministério também são bastantes elucidativas das suas intenções quanto ao problema em causa, “a equipa de Tiago Brandão Rodrigues “oficialmente, alega tratar-se de um problema que decorre da matriz curricular do 1.º ciclo”.
Os sindicatos afetos à Fenprof vão contestar em tribunal que os horários de trabalho dos professores do 1.º ciclo não contabilizem os tempos de intervalo como componente letiva, por considerar a norma discriminatória, anunciou hoje a estrutura sindical.
Há alunos a passar de ano com sete ou oito negativas, o que torna mais difícil o trabalho dos professores em sala de aula.
Os professores dizem que não desistem dos alunos e que são felizes dentro de uma sala de aula. Mas hoje, dar uma aula a uma turma «não é fácil. É tentar fazer o pino para que os alunos aprendam qualquer coisa». Este é o retrato do dia a dia numa sala de aula que a professora de Matemática do 5.º e 6.º ano (2.º ciclo) Helena Mendes desenha ao SOL.
Com alunos na mesma turma com vários graus de aprendizagem e de dificuldades, com alguns que já chumbaram de ano, torna-se «muito difícil» a ginástica que os professores têm de fazer entre dedicar o seu tempo aos alunos com menos conhecimentos e conseguir cumprir o programa da disciplina.
A dificuldade é partilhada por vários professores de diversas disciplinas e anos de escolaridade. É o caso de Rui Cardoso, professor do 4.º ano de escolaridade que diz ter uma rotina «surreal» que implica planificar todos os dias a mesma aula de «forma diferenciada». É que Rui Cardoso ensina alunos que chegaram ao 4.º ano e «não compreendem nada do que leem» numa turma que tem a dificuldade acrescida de ter alunos com necessidades educativas especiais (NEE).
São estes alunos que ocupam a maior parte do tempo dos professores na sala de aula. «Em 90 minutos de aula, mais de 30 minutos são dedicados a estes alunos», diz Helena Mendes, que frisa que ainda assim esse tempo «não é suficiente porque o grau de dificuldade dos alunos é grande».
Não sou Economista. Há “engenharias financeiras” que me são totalmente desconhecidas, Mas já estamos habituados a que sobre um assunto haja várias opiniões.
A mim, quer-me parecer que o O.E. na Educação para 2017 vem com mais “algum” para investir. Mas há quem diga que não…
Olhando ao caso concreto do OE2017 na Educação, as contas são simples. Há um ano atrás, o ministério achou que ia gastar em 2016 um total de 5843 milhões de euros. Agora, o ministério acha que vai gastar em 2017 um total de 6023 milhões de euros. A diferença é de mais 180 milhões de euros (3,1%). Ora, o problema é que o governo gastou muito mais na Educação em 2016 do que antevia há um ano, só que não incluiu a sua estimativa da execução orçamental nas contas. Ou seja, o governo não quer comparar o valor de 2017 com o que realmente gastou em 2016. Porquê? Porque, se o fizesse, como no exemplo acima, deixava de haver aumento.
Já se encontram disponíveis informações gerais para professores, alunos e encarregados de educação sobre as provas de avaliação externa a realizar no ano letivo de 2016/2017.
Hoje, das 18:00 às 20:00, realiza-se no auditório do Conselho Nacional de Educação o 10º Fórum aQeduto com o tema – Os professores são todos iguais? Neste fórum irá analisar-se variáveis relativas aos professores, tais como a sua remuneração, o número de horas que trabalham, a motivação e a perceção que os alunos e diretores têm destes profissionais, assim como as perceções que os professores têm de si próprios e a forma como estes se diferenciam uns dos outros.
É de salientar que este estudo contém dados de 2012, ou seja, de há 4 anos… mas mesmo assim caraterizam a opinião dos docentes.
Ficam aqui as principais conclusões:
Muito trabalho, pouco reconhecimento?
Em 2012, os professores portugueses declararam em média trabalhar mais de 40 horas por semana, sendo os que despendem mais tempo a preparar aulas e a dar feedback aos alunos.
Professores impacientes?
Em Portugal, os professores mais velhos são os que reportam menor disciplina em sala de aula. Não obstante, os níveis de disciplina reportados pelos professores são sempre baixos.
Os professores estão sempre a debitar matéria?
Em Portugal, os professores continuam a privilegiar as aulas de cariz expositivo em detrimento de aulas práticas baseadas em projetos.
O que faz com que os professores se sintam satisfeitos e respeitados?
Os professores sentem-se satisfeitos e respeitados quando consideram que ajudam a aprender, têm uma boa relação com os alunos e conseguem manter a disciplina em sala de aula.
A opinião defendida pelo professor do ensino básico e secundário Alexandre Henriques, autor do blogue Com Regras, é de que, “A idade dos professores e a forma como estes lidam com a indisciplina é apenas uma consequência de vários factores. A indisciplina é transversal e restringir estas questões à idade dos professores é centrar a questão na consequência e não nas suas causas. No próprio estudo é possível verificar que os professores em início de carreira também revelam algumas dificuldades quanto às questões disciplinares. A falta de preparação específica na sua formação inicial, anexa à sua inexperiência em lidar com situações novas e imprevisíveis, podem causar algumas dificuldades em lidar com certas situações de indisciplina. No extremo oposto, estamos perante muitos professores que sofrem de burnout educativo, onde a falta de reconhecimento e estagnação profissional, o aumento da idade da reforma, o desgaste em lidar com alunos cada vez mais complexos, o distanciamento geracional, o choque cultural e tecnológico entre estes, podem originar fortes conflitos em sala de aula.
A forma como os diferentes países cuidam dos seus professores tem um impacto muito significativo na sala de aula. É urgente valorizar, respeitar e cuidar dos nossos professores e permitir que estes iniciem, desenvolvam e terminem a sua carreira com a dignidade que merecem e que a escola portuguesa necessita.”
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Desde pequeno que adquiri uma certa aversão a comparações do incomparável. Cada um é como cada qual, logo deve ser tratado de acordo com as suas necessidades individuais.
No sábado fui chamado à atenção, por vários amigos, para uma reportagem que estaria a ser transmitida num canal televisivo. Não vi, os afazeres domésticos nem sempre me permitem estar sentado em frente à televisão na hora certa. Mas como hoje em dia tudo é possível, assisti à dita reportagem e quase me revoltei com a televisão. Dei por mim a murmurar sozinho enquanto a ação se ia desenvolvendo no ecrã.
Toda a minha vida profissional ouvi e li sobre o sistema de ensino Finlandês. Como era bom, como os resultados obtidos faziam inveja, como o sucesso era um dado adquirido… tudo isto é muito bonito, mas nem sempre foi assim.
Resumidamente, os finlandeses há 30 anos atrás deram de “caras num muro” e verificaram que o seu sistema de ensino estava ultrapassado e não servia os objetivos para que tinha sido criado. Em vez de se dedicarem a fazer remendos e tomar medidas a curto prazo decidiram por apostar em medidas a longo prazo. Com o passar dos anos foram obtendo resultados, até chegarem ao que são hoje.
Nesse dia ouvi comentários que elogiavam o dito sistema de ensino, como gostariam de trabalhar na Finlândia, que gostavam de ter os filhos a estudar na Finlândia, que era um exemplo para Portugal, porque é que não se copiava o modelo…
Mas porque é que em Portugal o “Sistema” não funciona? Bem… funcionar, funciona, mas…
Temos uma LBSE desatualizada e que deixou de corresponder às necessidades dos dias de hoje. Isso torna o nosso sistema de ensino limitado, não permitindo que este evolua e se torne mais eficaz. Temos uma política de remendos, vai-se tapando buracos à medida que eles vão aparecendo e fazendo disso um modo de vida. Nos últimos 30 anos, tempo de vida da LBSE, assistimos a avanços e recuos na política educativa na mesma proporção em que mudávamos de ministro ou de governo. Como muitos já o disseram antes de mim, não há estabilidade quando os objetivos dos decisores não são uniformes no que diz respeito ao futuro da educação no país. A necessidade de um compromisso duradouro está mais do que provada. A dita reportagem é um exemplo disso. Mas haverá “disponibilidade” para o assumir? Até hoje não houve.
Nos últimos tempos, já o disse aqui, tem-se começado, timidamente, a levantar o problema. Mas não me parece que haja vontade de o resolver. Vamos ficando pela retórica do “olha para ali que eles é que sabem fazer bem as coisas” e não se tomam atitudes.
Deixemo-nos disso. Temos que começar a olhar para nós, povo, como o que somos. Vivemos numa sociedade bem diferente da dos países do norte da Europa. Não podemos olhar para eles como exemplo. Temos que criar um Sistema de Ensino que se adeque à nossa sociedade e que defina como queremos que ela evolua nas próximas décadas. Mas isso, não vai acontecer enquanto se olha para o ecrã da televisão num sábado à noite…
Da esquerda à direita, todos têm vontade de alterar a Lei de Bases do Sistema Educativo. Das duas, uma, ou não sabem como encaixar interesses ou não têm coragem de o fazer.
(eu sei, mas não lhes digo)
Há muito que se fala sobre a necessidade de alteração da LBSE. Até hoje, apenas se falou, falou…
Urge a sua revisão e adaptação aos dias de hoje, à realidade dos dias de hoje, às crianças que frequentam as nossas escolas nestes tempos. Mas isso tem sido uma utopia, ninguém parece estar interessado em começar uma discussão alargada e que leve a algum lado.
Na semana passada foi discutida uma proposta unilateral de alteração. Esta semana, quem teve oportunidade de o fazer e não o fez, tomou da palavra. Mas mais do que isso… não houve.
Resta-nos assentar as expectativas em quem está verdadeiramente interessado… os professores.
Vivemos nestes tempos hodiernos, outros desafios.
Mudou o Mundo, mudou a sociedade, mudaram as crianças, mudaram os professores, mudaram as tecnologias que atualmente nos acompanham e em muitos casos nos tornam delas dependentes no dia a dia; mas a Escola e a Educação permanecem ainda hoje reféns de um passado anquilosante.
É urgente compreender esta mudança e as consequências que determinou.
É urgente, por isso, repensar o que se pretende da Escola e a sua organização.
É urgente repensar a formação e o papel dos diferentes fautores do processo educativo.
É urgente repensar que competências se pretendem que os alunos adquiram no final de cada ciclo de escolaridade.
Mas, tal como há 30 anos, estas decisões não podem, hoje, ser objeto de uma visão politicamente seguidista, decorrente de uma qualquer conjuntura política.
É importante um debate aberto a toda a sociedade portuguesa e em que os principais intervenientes no processo educativo tenham um papel ativo.
Há de tudo como na praça… Só no 1º ciclo foram propostas 1083 estratégias ao abrigo do Programa de combate ao insucesso escolar.
Turmas +, Projeto Fénix, Escola de pais, coadjuvação, diferentes abordagens pedagógicas, estudo de ciências… estão em execução inúmeros projetos para combater o insucesso, todos eles validos. Aguardamos os relatórios finais de implementação com alguma expectativa já que há quem se queixe que os professores portugueses são muito expositivos em detrimento de lecionarem com base em projetos.
Só para o 1.º ciclo, as escolas apresentaram 1083 estratégias diferentes para combater insucesso, do estudo de ciências na serra à “escola de pais”
A partir do próximo dia 20, os funcionários públicos começam a receber o salário de Outubro sem qualquer corte. Contudo, terão um ordenado muito inferior ao que recebiam em 2010. A perda é, no mínimo, de 10%.
Apesar da reposição total dos salários este mês, os funcionários públicos vão continuar a receber um ordenado líquido muito inferior ao que recebiam em 2010 e só aumentos acima dos 13% em 2017 poderiam colocar os salários de Outubro no mesmo patamar dos praticados há seis anos.
É o que os “números” permitem, cada um tira as ilações que acha pertinentes para os interesses que tem.
Em causa está uma estudo, “Será a repetição de ano benéfica para os alunos?” Que tenta responder ao seguinte; tendo Portugal uma taxa elevada de retenção quando comparada com outros países, qual o seu impacto na aprendizagem dos alunos nacionais? Que função desempenha a retenção? Pode ou não contribuir para a melhoria de resultados escolares? Que estratégias alternativas existem?
Mas como todos sabemos as crianças não são números. E se as retenções existem é porque ainda nenhum “estudioso” assumiu que as mesmas devem deixar de ser permitidas… (há quem diga que já o fazem na surdina). Ou como alternativa, atacar as causas, fora e dentro da escola, Mas isso não deve interessar, não se fazem “números” com isso…
Investigadores compararam quem passou e chumbou entre alunos do 4.º ano com dificuldades de aprendizagem iguais. Ser rapaz, estrangeiro e até viver em certas regiões prejudica
Entre alunos semelhantes, quer no nível socioeconómico quer no desempenho académico, alguns têm maiores probabilidades de ser chumbados devido a fatores – como ser do género masculino ou estrangeiro – que nada têm a ver com pedagogia. Esta é uma das controversas conclusões do estudo: “Será a Repetição de Ano Benéfica para os Alunos”, de Luís Castela Nunes, (da Nova School of Business and Economics), Ana Balcão Reis e Carmo Sobral.
O Orçamento será hoje aprovado em Conselho de Ministros e amanhã entregue na AR. A pergunta tem a sua razão de ser. É mesmo necessário mais dinheiro para a educação? É que este ano (2016) o orçamento para a educação foi mais reduzido que no transato e, aparentemente, todo está a correr sobre rodas…
So what? Cinco ideias a reter e uma conclusão
Primeira: no orçamento da Educação, conta mais a qualidade do que a quantidade. Ou seja, é mais importante investir em boas políticas (as que têm maior retorno para as aprendizagens) do que aumentar transversalmente o volume do financiamento à Educação – não é porque há mais dinheiro que ele será bem aplicado e fará a diferença.
Segunda: não existe uma relação causa-efeito entre o financiamento e as aprendizagens. O dinheiro que se investe na Educação conta, mas não serve de garantia de bons desempenhos, pelo que não basta aumentar o financiamento para aumentar os resultados escolares. Voltamos ao mesmo: o que faz a diferença é onde o financiamento é alocado.
Terceira: o financiamento à Educação em 2015 é, em volume, praticamente idêntico ao de 2005, mas muito diferente na estrutura – hoje, as despesas com o pessoal (nomeadamente professores) representa uma percentagem menor do total do financiamento. Resta perceber se a tendência é para manter nos próximos anos.
Quarta: os anos de 2009 e 2010 foram os recordistas absolutos em termos de financiamento público na Educação. No entanto, esse acréscimo orçamental esteve mais relacionado com questões conjunturais (despesas com o pessoal) e programas pontuais (Parque Escolar, computadores Magalhães) do que com apostas estruturais e estratégicas para a melhoria das aprendizagens.
Quinta: no ensino não superior, o ajustamento financeiro dos anos da troika (2011-2014) foi desenhado mais em modo de emergência do que numa lógica estratégica. Mas foi muito inferior ao que se estabeleceu na vox populi e no debate político – cerca de 600 milhões de euros. No entanto, forçou os limites do sistema educativo e, em particular, dos professores e auxiliares, sobre quem recaiu a maior fatia do corte orçamental.
Conclusão? Da próxima vez que escutar o anúncio de um aumento do financiamento na Educação, acompanhado de um slogan de valorização da Escola Pública, desconfie. Há investimentos que são estratégicos e fazem a diferença – nos professores e em tudo o que envolve as aprendizagens em sala de aula. E há investimentos que, embora inflacionem os orçamentos, não produzem efeitos duradouros nem melhorias estruturais no sistema educativo. Os primeiros são melhores do que os segundos. Mas os segundos são muito mais frequentes do que os primeiros. Afinal, é mais fácil investir em betão do que em pessoas.
Existe uma diretiva europeia, que em breve deverá entrar em vigor no nosso país, que restringirá ainda mais a divulgação de dados pessoais dos alunos a todos os níveis. (por exemplo: as pautas poderão deixar de existir)
Mas por agora, tenta-se manter a “ordem” na net. A CNPD emitiu uma Deliberação sobre disponibilização de dados pessoais de alunos no sítio da Internet dos estabelecimentos de educação e ensino. O objetivo é estabelecer critérios rigorosos para acautelar a divulgação de dados das crianças, designadamente a sua privacidade e proteção de dados pessoais.
Se havia necessidade disto? Havia. Há uma prática generalizada de disponibilização de dados pessoais nos sítios da Internet das escolas, em incumprimento de obrigações legais e com clara afetação dos direitos, liberdades e garantias dos titulares dos dados, em particular dos aluno, mas não só. É comum encontrar atas de reuniões e trabalhos realizados por professores em formação continua “pela net fora” e sem sua autorização…
Deixo aqui a Deliberação N.º 1495/2016 .
Uma noticia explicativa in Público By Mariana Oliveira
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… esperemos poder dizer: “Ainda bem. Já era tempo…”
Eis uma medida que há muito os professores desejavam. Esperemos que revejam, muito bem revisto o currículo de Matemática e no 1º ciclo, finalmente, revejam o de Estudo do Meio e de Expressões…
A ideia é definir, nos currículos dos 1.º, 5.º e 7.º anos de escolaridade, aquilo que é essencial aos alunos. O Governo quer melhor gestão do tempo e do trabalho nas escolas. O 10.º ano também será abrangido, mas mais adiante…
O Ministério da Educação pretende aplicar, já a partir do próximo ano letivo, “currículos essenciais” das diferentes disciplinas nos 1.º, 5.º e 7.º anos de escolaridade. A ideia, resumida ao DN pelo secretário de Estado da Educação, João Costa, é focar, nos programas, “aquilo que é essencial que os alunos aprendam para depois permitir uma melhor gestão do tempo e do trabalho” nas escolas.
O governante confirmou ainda ter pedido às associações de várias áreas disciplinares, com as quais esteve ontem reunido, que apresentem à tutela “um desenho” daquele que consideram o currículo essencial de cada uma das suas áreas. As primeiras propostas deverão chegar ao Ministério já no início de 2017.
Lista de candidatos admitidos e excluídos ao processo de seleção de 6 técnicos sectoriais para Angola, Cabo Verde, Guiné Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Senegal, conforme manifestação de interesse publicada na página do Camões,IP.
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Há 141 despachos de promoção publicados no diário da república de hoje, mas são todos membros das Forças Armadas. E para que conste, não permaneceram congelados…
E vocês, professores? Foram bafejados pelo descongelamento?
Aviso de Abertura de Concurso de Contratação de Escola Grupo de Recrutamento 110
Torna-se público a abertura de um procedimento concursal destinado à seleção de um docente portador de habilitação profissional no Grupo de Recrutamento 110, com especialização em Educação Especial, num horário semanal de 25 horas letivas semanais, para o ano letivo 2016/2017 na Escola Portuguesa de Díli.
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Mais uma resposta do IGEFE sobre a caducidade de contrato. Não entendo como ainda existem Diretores com dúvidas e a não querem pagar. Até parece que pagam do próprio bolso…
Explicação mais ou menos pormenorizada sobre a vida de um professor do 1° ciclo, para pais e outros profissionais a quem possa interessar:
Um professor do 1° ciclo é um docente generalista, ou seja, lecciona várias disciplinas. Essas disciplinas estão discriminadas na Lei e são o Português, a Matemática, o Estudo do Meio, as Expressões artísticas, a Expressão físico motora, o Apoio ao Estudo e a Oferta Complementar ( educação para a cidadania, por exemplo…). A Lei prevê ainda expressamente a duração semanal de cada uma destas disciplinas, a saber, 7 horas para as duas primeiras, 3 para cada uma das duas seguintes e mais uma hora e meia para a penúltima e uma para a última, como tempos mínimos que eu, professora do 1° ciclo, sou obrigada a leccionar.
Tudo isto consta discriminadamente do horário que os professores “primários” recebem no início do ano lectivo.
Entretanto, com o ano iniciado, vem a colega de Religião e Moral e diz-nos que vai levar os meninos cujos pais declararam querer a frequência daquela disciplina, no horário que decidiu e que por acaso coincide com a hora a que dou português. E no dia seguinte vem uma jovem esguia dizer que às terças, à hora em que dou Estudo do Meio, os meus alunos terão aula de ginástica com ela, portanto tenho que avisar que venham equipados e entrega-me uma grelha para avaliar, mais um horário e mais uns papéis que entretanto vejo vermelhos, porque quero saber quem decidiu tal coisa. Que é assim, que é um projecto da câmara em que a direcção inscreveu as escolas, porque os meninos precisam muito e a ginástica faz parte do horário, pelo que ela dá uma hora e eu darei a outra, ao que percebi sob orientação dela… E lá vai, deixando-me os papéis na mão.
Entretanto há-de vir a natação curricular, no horário que a câmara decidir, e já sei que duas vezes por semana ficarei sem o intervalo da manhã ou sem um pedaço do intervalo do almoço. Porque a direcção inscreveu as escolas no projecto. Porque os meninos precisam muito e nadar faz muito bem.
Virá mais tarde o ciclismo, no horário da aula de matemática. Foi a junta que decidiu. Porque é um projecto extraordinário e estas crianças precisam muito.
Se eu for professora do 3° ou 4° ano, tenho ainda o inglês curricular que é dado por uma colega de inglês, duas horas por semana. Enquanto ela dá a aula dela eu espero cá fora. Fico de guarda, pois a colega pode precisar de apoio, uma vez que os meninos são pequenos e no 1° ciclo não vigora a ordem de saída da sala quando se portam mal. De qualquer modo tenho mesmo que esperar para de seguida retomar a minha aula, portanto é mais sentinela menos sentinela.
Habitualmente, logo pela manhã, vem a assistente operacional, que é o nome moderno para contínua, com o relato ( às vezes escrito) das ocorrências com os meus alunos na aula de enriquecimento curricular do dia anterior. Transmite ainda que o professor da aec quer reunir comigo, porque os meus alunos não se conseguem aturar nas aulas dele.
Antes de ir embora, ainda avisa que tenho de advertir os meus alunos para o comportamento inadequado que têm tido no refeitório pois as senhoras que lá trabalham não os conseguem aguentar.
Há-de vir de seguida a colega da Educação Especial por causa daquele aluno que vai precisar de adequações curriculares no programa que terei de fazer com ela, mas é preciso encontrar um dia conveniente pois ela tem um horário de 1100 minutos e há tardes ou dias em que não está na escola.
Entretanto à noitinha, as notícias online advertem que o bloco de esquerda quer língua gestual nas escolas primárias.
É altamente provável que na próxima semana apareçam mais pessoas ou entidades com mais projectos de actividades para decorrerem durante o meu horário porque os meninos precisam muito. Hoje acho que não vai aparecer mais nada porque é tarde e todos os que se preocupam com os meninos já devem estar a dormir.
É melhor eu ir também. Preciso muito, embora ninguém me tenha perguntado nada.
Embora esta petição só diga respeito a dois grupos de docência, o tema é do interesse de todos… mais iniciativas como esta são necessárias.
Apreciação em Reunião Plenária da Petição n.º 66/XIII/1ª – “Pela Igualdade” – Pelo restabelecimento de um regime especial de aposentação para os docentes da Educação Pré-escolar e do 1.º Ciclo do Ensino Básico – para o dia 26 de outubro, a partir das 15 horas. Seria muito importante a presença de um número significativo de docentes nas galerias da Assembleia da República, pelo que faço um apelo a todos os que tiverem possibilidade de comparecer que o façam e que, se possível, mobilizem outros/as colegas. Esta é uma causa de todos, o importante é que todos os que puderem comparecer mostrem, com a sua presença, a importância do assunto e o nosso descontentamento com a situação atual.
Informam-se os candidatos em reserva de recrutamento para o cargo de leitor que têm 5 dias úteis, contados a partir 10 de outubro de 2016 até ao dia 14 de outubro de 2016, para apresentar, via endereço eletrónico [email protected] a sua manifestação de preferências, por ordem decrescente, para o Posto vago na rede de cursos do Ensino Superior e Organismos Internacionais – 2016/2017 e 2017, aprovada por Despacho n.º 9397/2016, de 22 de julho de 2016. A comissão de serviço referente a este Posto terá início a 1 de janeiro de 2017.
Não foi com surpresa, nem dos proponentes, que a proposta de alteração da Lei de Bases do Sistema Educativo foi chumbada, hoje, na Assembleia da República.
Com os votos contra do PS, BE, PCP e PEV e com a abstenção do PSD a proposta ficou-se por isso mesmo, uma proposta.
O PSD, embora concorde com uma revisão à LBSE, prefere aguardar pelas conclusões de um grupo de trabalho do CNE que, estará a realizar um amplo debate com vários agentes do setor da educação. (não foi revelado quem é que está a debater, os professores não foram chamados a esse debate, mais uma vez). O PS, o BE, o PCP e o PEV, além de discordarem profundamente com alguns dos pontos propostos para alteração, tais como, o papel do Estado no acesso à educação, na escola pública e no ensino privado e a organização dos ciclos escolares, também preferem aguardar pelas conclusões do tal debate a cargo do CNE.
Ainda não é tempo (houve quem dissesse) de discutir este assunto, com resultados de estudos ou não ainda não oportuno falar de uma alteração de fundo à LBSE. Talvez não seja. Mas é necessário começar.
Resta-nos aguardar pelo CNE para sabermos se surgirão mais propostas…
NOTA: O nosso Tiago não esteve presente, mas também não tinha que estar. Houve referência a carros sem condutor, trafico de órgãos e outros… foi um fartote…
Em 2015/16, os salários dos professores aumentaram em 24 países ou regiões, enquanto permaneceram mais ou menos no mesmo nível em 16. Ao longo dos últimos sete anos, em termos reais, os salários mínimos obrigatórios aumentaram ou mantiveram-se estáveis na maioria dos países europeus, embora ainda abaixo dos níveis de 2009 em alguns deles.
A remuneração é um elemento-chave que transforma o ato de ensinar uma profissão atractiva. Este relatório fornece uma visão comparativa sobre os vencimentos legais mínimos e máximos para os professores e directores de escola em escolas públicas pré-primário, primário e secundário em 40 países ou regiões europeias. Também examina as mudanças em vencimentos base ao longo do último ano e a evolução do poder de compra desde 2009.
O relatório também olha para salários reais, progressão salarial e subsídios disponíveis em cada país, incluindo folhas de dados nacionais com informações detalhadas sobre todas estas questões.
Um texto mais correto sobre os vencimentos dos professores, em Portugal e na Europa…
Relatório sobre a situação salarial dos professores na Europa mostra que em 2015/2016 houve um aumento dos vencimentos na maior parte dos países, Portugal incluído.
Fruto do congelamento de carreiras, que se prolonga há 11 anos, os salários actuais dos professores portugueses do ensino não superior estão mais perto do vencimento mínimo do que do máximo praticado nesta profissão, o que faz com que Portugal esteja em minoria nos 29 países europeus que forneceram esta informação à rede Eurydice, revela um relatório sobre a situação salarial dos docentes na Europa divulgado nesta quarta-feira.
Em Portugal, a progressão na carreira é ditada pelos anos de serviço e, portanto, ligada à idade dos docentes. Apesar de a maioria dos docentes portugueses ter mais de 40 anos e de muitos deles terem já ultrapassado os 50, o que o retrato sintetizado pela rede Eurydice vem confirmar é que a maioria continua aquém do meio da carreira para efeitos de vencimento.
Os dados compilados por esta rede europeia de informação sobre a educação dão conta de que o salário médio actual dos professores portugueses do ensino básico e secundário oscila entre 28.697 e 31.805 euros, enquanto o vencimento mínimo é de 21.980 e o máximo de 42.337 euros. Para além de Portugal, os países onde se regista esta proximidade entre o vencimento actual e o salário mínimo para a docência são a França, Croácia, Chipre, Hungria, Malta e Suécia.
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Mudou muito. A escola mudou com a sociedade, adaptou-se e está diferente. Mudou para melhor, isso é uma certeza. Mas como tudo, está em mudança. Para onde irá? Como será daqui a 20 anos?
Talvez daqui a 20 anos tenhamos essa conversa…
“Olhando para trás, prefiro os tempos atuais. Claro que a missão do professor há 20 anos, poder-se-ia considerar mais facilitada. Os alunos estavam quietos nos seus lugares, o professor expunha a matéria e quando queriam colocar questões, punham o braço no ar e esperavam calmamente que chegasse a sua vez. Barulho? Nem pensar! Mas as aulas não eram vivas, como o são de há uns tempos para cá”,
(clicar na imagem) in Sapo Lifestyle by Susana Krauss
O Estado da Educação 2015, do CNE, radiografa a educação nacional, compilando dados de fontes diversas. Eis a síntese que me parece útil, em números, comprimida para o espaço de que disponho: nos próximos 5 anos, a diminuição das inscrições no 1º ano do ensino básico vai duplicar por referência à verificada nos últimos 10; a taxa de abandono precoce da educação (13,7%) está, felizmente, em queda; as taxas de conclusão do ensino básico e dos cursos do ensino secundário aumentaram; verificou-se nos últimos dez anos um forte crescimento dos níveis de escolaridade da população activa; no mesmo período, o ensino público não superior perdeu 73.572 alunos, enquanto o privado ganhou 18.912; nos últimos quatro anos, diminuiu significativamente o número de técnicos de educação especial, embora tenha aumentado o número de alunos dessa área; a relação psicólogos/alunos, no ensino público, é 1/1.270; na última década, o sistema de ensino perdeu 40.159 docentes e a despesa pública em percentagem do PIB reduziu 15% para o 1º ciclo do ensino básico e 8,3% para os outros dois ciclos e para o secundário.
Fora outro o autor desta curta síntese e os números retirados de tantos quadros e gráficos seriam diferentes. Sejam quais forem, mais importante que mostrar é interpretar, relacionar e explicar.
Quando falamos de recursos públicos, a prestação de contas é um conceito que colhe ampla aceitação no seio de qualquer sociedade democrática. Mas a tendência actual para tudo medir e tudo reduzir a números, seja qual for a natureza e a complexidade dos fenómenos em causa, vem-nos mergulhando numa cultura comunicacional de pendor estatístico e econométrico que, amiúde, não serve a verdade de que a democracia carece, porque cada arauto manipula os dados até adaptar a realidade aos seus interesses.
Sobre um fenómeno, estatisticamente tratado, não existe, normalmente, uma só leitura. Existem leituras (e sublinho o plural), com pontos fortes e fracos, segundo a perspectiva de análise, as fontes usadas e os processos de construção dos indicadores. Disto mesmo encontramos abundantes exemplos na Introdução ao Estado da Educação 2015. Sobre o bullying, diz-se que “é cada vez maior a percentagem de alunos que afirma nunca terem sido vítimas de bullying” e diz-se, também, que Portugal pertence aos “países da OCDE onde essa prática concita maior número de queixas”. Sobre o grau de satisfação dos alunos com a escola, afirma-se que os alunos portugueses são dos que se sentem mais felizes. Mas, noutro quadro, só 12% dizem gostar muito da escola. E o perfil de felicidade referido contradiz, claramente, a opinião dos directores sobre o mesmo tema.
Se mudarmos de campo e passarmos para a discussão política dos últimos dias, sobre a evolução da economia e das finanças públicas, vemos o Governo a entoar hosanas à execução orçamental apurada no fim de Agosto (o défice fixou-se em menos 81 milhões quando comparado com Agosto de 2015). Mas se olharmos para o processo que nos trouxe a este défice melhorado, que vemos? Que até ao fim de Agosto o Estado cobrou em receitas (impostos, basicamente) 49,2 mil milhões de euros (mais 622 milhões relativamente a Agosto de 2015) e gastou 53,8 mil milhões (mais 541 milhões relativamente a Agosto de 2015). Assim, o défice das contas públicas, que em Agosto de 2016 se fixou em 4,6 mil milhões, melhorou em termos homólogos porque a carga fiscal aumentou, independentemente de qualquer juízo de valor sobre a natureza dos impostos que subiram e sobre a mudança de critérios para distribuir a riqueza.
O problema da nossa política é a incapacidade persistente em tomar como dialogantes as perspectivas diferentes, de modo a gerar entendimentos mínimos sobre o que é essencial. E assim vivemos, seja na Educação, seja na Economia, em ciclos de mudanças políticas que primam pela lógica primária de substituir o que se encontra pelo seu oposto, com a promessa recorrente de amanhãs que cantarão e a estratégia gasta de transformar a realidade no interesse partidário.
Serve a presente publicitação de início de procedimento para informar que poderão constituir-se como interessados, bem como apresentar contributos ou sugestões, todos os particulares e as entidades que comprovem a respetiva legitimidade no âmbito do procedimento tendente à elaboração do despacho que altera o calendário de adoção dos manuais escolares aprovado pelo Despacho n.º 11421/2014, de 11 de setembro, alterado pelos Despachos n.ºs 15717/2014, de 30 de dezembro e 4734-A/2015, de 06 de maio.
Publicado a 3 de outubro de 2016. A constituição como interessado pode fazer-se nos 10 dias úteis subsequentes.
A constituição como interessado no presente procedimento depende de declaração escrita nesse sentido, dirigida ao Diretor-Geral da Educação e enviada para o endereço eletrónico [email protected].
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O Provedor de Justiça deu razão aos argumentos jurídicos apresentados pelos docentes e escreveu à Secretária de Estado Adjunta e da Educação no sentido de os serviços do Ministério da Educação alterarem os procedimentos administrativos, pagando o subsídio de transporte e o abono de ajudas de custo.
Informa-se os interessados que se encontra aberto procedimento concursal simplificado para o 1.º Ciclo – Língua Francesa – Coordenação de Ensino Português na Suíça.
Este documento traça o perfil dos docentes dos 5 grupos de recrutamento do 3º ciclo e secundário com maior número de docentes e dos docentes de Línguas Estrangeiras.
Fica a nota que segundo os dados da DGEEC, entre os professores do 3.º ciclo e secundário, cerca de 40% têm 50 ou mais anos.