Rui Cardoso

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Ó Costa! Bate-lhes palmas e oferece-lhes jogos da “bola”…

A nós professores, dá-nos palmadinhas nas costas…

 

Enfermeiros, auxiliares de saúde e empregados de limpeza vão receber bónus de mil euros na Holanda

 

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Ensino a Distância nos Estabelecimentos Prisionais em Portugal em Tempo de Pandemia

O presente documento resulta de um levantamento efetuado pela Associação Portuguesa
de Educação nas Prisões (APEnP) a um conjunto de Escolas Associadas (EAs) de
Estabelecimentos Prisionais (EPs) relativamente ao processo de ensino/formação no atual momento de exceção, que todos estamos a viver.1
No seguimento do convite endereçado a 22 de maio último a estas instituições a participar
num estudo, que tem como principal objetivo analisar a forma como o Ensino a Distância
se encontra a ser conduzido nos EPs, de acordo com um conjunto de indicadores, então
sugeridos, que compreendem atores envolvidos, estratégias adotadas, recursos, avaliação
(pontos fortes / constrangimentos), revelam-se agora os seus resultados.

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Estado de ALERTA – Medidas

 

Portugal Continental – Estado de alerta

Medidas:

  • Confinamento obrigatório para doentes e pessoas em vigilância activa;
  • Mantêm-se regras sobre distanciamento físico, uso de máscara, lotação, horários e higienização;
  • Ajuntamentos limitados a 20 pessoas;
  • Proibição de consumo de álcool na via pública;
  • Contra-ordenações: 100 a 500 euros (pessoas singulares); 1000 a 5000 euros (pessoas colectivas).

 

Área Metropolitana de Lisboa – Estado de contingência

Medidas adicionais:

  • Encerramento de estabelecimentos comerciais às 20h, excepto: restauração para serviço de refeições e take-away; super e hipermercados (até às 22h); abastecimento de combustíveis; clínicas, consultórios e veterinários; farmácias; funerárias; equipamentos desportivos;
  • Proibição de venda de álcool nas estações de serviços;
  • Ajuntamentos limitados a dez pessoas.

 

19 freguesias da Área Metropolitana de Lisboa – Estado de calamidade

Amadora e Odivelas: todas

Sintra: Queluz e Belas; Massamá e Monte Abraão; Agualva e Mira Sintra, Algueirão-Mem Martins; Rio de Mouro; Cacém e São Marcos

Loures: Camarate, Unhos, Apelação, Sacavém e Prior Velho

Lisboa: Santa Clara

In Público

 

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RESULTADOS DA REUNIÃO DA Pró-Ordem COM O MINISTÉRIO

 

RESULTADOS DA REUNIÃO DA Pró-Ordem COM O MINISTÉRIO

 

Com vista à preparação do próximo ano escolar, a Pró-Ordem reuniu hoje com o Secretário de Estado Adjunto e da Educação e com a Secretária de Estado da Educação.

Começámos por saudar o Despacho que prevê a remoção do amianto de 578 escolas do Norte ao Sul do país, pois esta era e é uma reivindicação antiga da Pró-Ordem e do conjunto do movimento sindical docente. O facto de ela ir ser feita de forma descentralizada e com a intervenção dos Municípios é positiva, pois dinamiza o emprego e a economia local.

Como é sabido, a organização de um novo ano escolar sempre foi uma tarefa relativamente complexa para as escolas e agrupamentos e sê-lo-á ainda mais no atual contexto pandémico em que não é possível prever a situação epidemiológica em setembro e meses seguintes. Em conformidade há a considerar o seguinte:

– não cabe ao Ministro determinar que devem ser dedicadas 5 semanas em todas as escolas à recuperação de matérias em atraso ou à revisão da matéria dada, pois quem pugna por uma Ordem dos Professores acredita na profissionalidade docente, com profissionais autónomos e reflexivos, bem como nos órgãos pedagógicos das escolas.

– enquanto não se alcançar a imunização comunitária e sem que existam vacinas ou outros medicamentos é provável o surgimento de novas ondas e picos de Covid, pelo que vai ser necessário continuarmos a adotar algumas formas de confinamento e de afastamento social, donde o b-learning deve ser uma metodologia de ensino a privilegiar.

– nesse sentido a Pró-Ordem perguntou aos dois membros do Governo presentes se, da verba de 400 milhões de euros prevista no OE suplementar, o Ministério também irá disponibilizar equipamentos informáticos e digitais a cada um dos professores; a exemplo do que aconteceu no âmbito de outros organismos da Administração

Pública, em que foram instalados equipamentos informáticos no domicílio de trabalhadores que se encontravam em trabalho remoto.

– nesta sede recordámos a nossa reivindicação antiga de dedução à coleta, em sede de IRS, das despesas com todo este tipo de materiais.

as turmas devem ser desdobradas e devem ser elaborados horários desencontrados (turnos, manhãs, tardes, semanas, intervalos, etc).

– os docentes portadores de comorbilidades ou com mais de 60 anos de idade devem ser dispensados do ensino presencial e serem contratados novos professores sempre que necessário. A este propósito, voltámos a reivindicar um regime específico de aposentação para o corpo docente.

O Secretário de Estado Adjunto e da Educação afirmou que relativamente aos equipamentos informáticos a primeira prioridade será para os alunos mais necessitados e, mais à frente na reunião, a Secretária de Estado da Educação referiu que os computadores serão para alunos e professores em função das necessidades.

Ambos os membros do Governo mostraram abertura para a contratação de mais professores e informaram que quanto a pessoal não docente já foram entregues os processos concursais no Ministério das Finanças.

Asseguram um reforço do número de docentes para apoio tutorial específico, bem como nas equipas multidisciplinares do ensino especial, na integração das comunidades ciganas, bem como “noutros programas que ajudem as escolas a melhorarem”.

Quanto à mobilidade por doença foi feita a renovação automática de 7081 docentes e encontra-se para apreciação cerca mil situações.

Durante o Estado de Emergência estavam cerca de 7 mil professores presentes nas escolas que se mantiveram abertas no atendimento a alunos e a servir refeições, por isso, a par dos profissionais de saúde, também os professores estiveram na linha da frente, incluindo os que estavam em E@D ou a colaborar no Estudo Acompanhado (Telescola).

A este propósito foi-nos pedido que transmitamos aos nossos associados a admiração dos governantes por todo este trabalho docente e que também as famílias com os filhos em casa devem revalorizar o trabalho e o estatuto social dos professores.

Lisboa, 25 de junho de 2020

Pela Direção Nacional

O Presidente da Direção

Filipe do Paulo

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Associação Mentes Sorridentes – Cuidar da mente – Prof. Dr. José Pinto Gouveia

 

 

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Preparação do próximo ano escolar – Comunicado Fapeci/Sinape

 

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Individualizou-se o ensino com a pandemia

 

Terceiro período à distância permitiu individualizar ensino, dizem docentes

O ensino à distância devido à pandemia de covid-19 permitiu individualizar o trabalho com os alunos, segundo docentes do ensino básico e secundário, que concordam que o acompanhamento diferenciado vai ser ainda mais importante no próximo ano letivo.

Durante os últimos três meses, alunos e professores estiveram ligados através de meios digitais, devido ao encerramento das escolas em 16 de março, e o terceiro período letivo decorreu exclusivamente à distância, exceto para os alunos do 11.º e 12. ano.

Apesar dos constrangimentos impostos pelo novo modelo adotado de um dia para outro para assegurar a continuidade do ensino em tempos de pandemia da covid-19, professoras ouvidas pela Lusa contam que individualização do trabalho foi uma das consequências mais positivas desta experiência.

Carla Batista, professora de Português do ensino secundário, recorda que, apesar da distância física, o modelo ‘online’ permitiu aproximar-se mais de cada um dos seus alunos e organizar o trabalho de forma mais personalizada.

“A forma como a escola é organizada não permite, muitas vezes, estabelecer essa proximidade com os estudantes e a certeza que eu tenho é que a aprendizagem ‘online’ tem um potencial altíssimo para a personalização”, explicou a professora.

Também Manuela Gama admite ter ficado a conhecer melhor os seus alunos ao longo dos últimos três meses, mas esta foi, em simultâneo, uma consequência e uma exigência do ensino à distância.

Segundo a professora de Francês do 3.º ciclo, a impossibilidade de manter um contacto presencial com a turma obrigou-a a procurar conhecer melhor a situação particular de cada aluno para conseguir acompanhar o seu trabalho.

“Houve um conhecimento mais próximo das circunstâncias reais do trabalho do aluno, da sua forma de trabalhar, das suas contingências e, portanto, a distância permitiu uma maior proximidade”, contou à Lusa.

Por outro lado, aquela que foi uma das consequências positivas do ensino à distância abre também caminho na discussão sobre como melhor responder a um dos maiores problemas causados por este modelo: o acentuar de desigualdades.

No balanço que fazem do 3.º período, pais, professores, diretores escolares e governantes reconhecem que muitos alunos não conseguiram acompanhar as atividades letivas e, por isso, em setembro, as crianças e os jovens vão regressar às escolas em níveis muito díspares.

Num ‘webinar’ em que participou no início do mês, o secretário de Estado Adjunto e da Educação, João Costa, defendeu que no próximo ano letivo será preciso apoiar mais os alunos que ficaram para trás.

Também para Sónia Soares Lopes, professora de Matemática do 3.º ciclo, a recuperação do último período terá de ser feita de forma diferenciada, uma vez que a experiência de cada aluno com o ensino a distância foi igualmente distinta.

LER MAIS AQUI

 

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Hoje teremos umas dicas quanto ao próximo ano letivo

 

Os sindicatos durante o dia de hoje, reunirão com o ME para terem conhecimento do DOAL. Ao certo não se sabe, ainda, o que aí virá, mas de certeza que os sindicatos começarão a levantar o lençol conforme forem saindo da dita.

 

 

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PS e PSD chumbam redução de alunos por turma

PS e PSD chumbam redução de alunos por turma

O projeto de lei da redução do número de alunos por turma, proposto pelo BE, foi esta quarta-feira chumbado no Parlamento. Apenas PCP, PAN e PEV, para além dos bloquistas, votaram a favor; PS, PSD, CDS e Chega posicionaram-se contra, ao passo que a Iniciativa Liberal e a deputada não inscrita se abstiveram.

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Ensino à distância. Apenas um terço dos professores realizaram testes durante o 3.º período

Ensino à distância. Apenas um terço dos professores realizaram testes durante o 3.º período

Durante o 3.º período de aulas, em regime digital, apenas um terço dos professores (33,7%) realizaram testes, aponta um inquérito feito pelo centro da Universidade Nova de Lisboa – Nova Economics of Education Knowledge Center. Ao todo, foram ouvidos 2.647 docentes. Esta notícia é avançada pelo “Jornal de Notícias” desta quarta-feira.

Agora que o final do ano letivo se aproxima, a maioria dos professores (84,1%) vai basear a avaliação nos trabalhos de casa enviados pelos alunos.

Durante o último período de aulas, 26,3% dos professores optaram por fazer revisões da matéria dada até ao fecho das escolas, a 16 de março; a maioria (68,1%) lecionou matéria nova.

O mesmo inquérito revela ainda que 15% dos alunos não têm computador ou acesso à internet em casa; 24% dos professores enviou material em papel aos alunos.

In Expresso

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16.º Encontro Digital LeYa Educação.

 

Não perca o NOVO e último Encontro Digital LeYa Educação.
O 16.º Encontro!
O que será a escola do… presente!?
Dinamizado por Jorge Sottomaior Braga
No dia 25 de junho, 5.ª feira, às 16h30

Inscreva-se aqui: https://forms.gle/6LJJHtkX7zKFmzSS8

PROGRAMA:

O mundo mudou.
A mutação para o digital na sociedade e na escola.

O portão da escola está aberto!
Quais os riscos a que está sujeita uma escola online?

Quem és tu e o que é que estás aqui a fazer?
Como aumentar a proteção da identidade digital de professores e alunos?

Plataformas, plataformas, plataformas.
Como melhorar a segurança e privacidade de aplicações e serviços.

Onde é a sala dos professores?
Dicas para estruturar e organizar uma escola digital online.

Não às grelhas, sim aos dados!
A gestão documental digital.

O futuro

 

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As perguntas urgentes do momento – Santana Castilho

As perguntas urgentes do momento

O Programa de Estabilização Económica e Social destinou 400 milhões de euros para comprar computadores, garantir a conectividade das escolas à Internet, adquirir licenças de software, financiar um programa de formação digital dos docentes e incrementar a produção de novos recursos digitais.

Sendo necessária, a modernização digital não resolve o problema de fundo da Educação em 2020/2021, que requererá mais professores, mais assistentes operacionais e mais técnicos especializados. O que é crítico na profissão docente é a dimensão humana. A destreza manipulatória das tecnologias é necessária e extremamente útil, desde que submetida à tutela daquela dimensão, primeira e fundamental. Perdê-la, no vórtice do deslumbramento tecnológico, é perder a dignidade profissional. A Google e a Microsoft respondem pelos dividendos que distribuem aos accionistas. Os professores respondem pela humanidade que acrescentam aos seus alunos.

Por outro lado, o Orçamento Suplementar, que foi apresentado como o instrumento de investimento público para responder à pandemia, não sinaliza um só euro para financiar medidas compensatórias das aprendizagens perdidas pelo corte de um terço das aulas presenciais previstas, nem faz uma única referência à escola pública e às necessidades acrescidas do próximo ano lectivo.

Vários estudos internacionais, de análise de impacto, que começam agora a ser conhecidos, traçam uma visão funesta das consequências do encerramento das escolas, extrapolando para o campo da mobilidade social e do desenvolvimento económico das famílias e dos países aquilo que a psicologia do desenvolvimento apurou há muito: enquanto há aquisições não realizadas que podem ser recuperadas, há outras que se perdem para sempre, quando não ocorrem em tempos próprios do desenvolvimento das crianças (pré-escolar e primeiros anos do ensino básico). Sem escola física, que aproxima, não há educação. Com escola remota, que afasta, há desumanização.

Por cá, um inquérito aplicado pela Fenprof apurou que esse encerramento agravou as conhecidas desigualdades entre os estudantes e que, até meados de Maio, mais de metade dos professores não conseguiu contactar com todos os seus alunos. Neste quadro, seria imperioso, ouvindo as escolas e os professores, conhecer os números que caracterizam os meses de fecho (com quantos alunos as escolas não conseguiram manter qualquer contacto, quantos e onde deram novas matérias e quantos e onde foram apenas entretidos), desenhar programas de recuperação e planear adequadamente (acomodando medidas sanitárias e intervenções metodológicas especiais) o próximo ano lectivo.

Com o défice de qualificações que temos, é penoso ver o manso curvar ao destino, em vez de estarmos activamente a responder às perguntas urgentes do momento:

– Se uma nova vaga do vírus aparecer em Setembro, vai o país voltar a fechar as escolas? Como lidar com a doença, que tudo indica se tornará endémica, mantendo o funcionamento do sistema de ensino? Que planos de contingência estão previstos para responder a um eventual aumento de contágios, sem voltar a encerrar as escolas? Que formas de actuação alternativas estão pensadas para responder à imprevisibilidade da situação em que vivemos? Está em preparação um instrumento de aposentação dos professores, que justificadamente integrem os grupos de alto risco e não queiram voltar à escola?

– A duração do próximo ano lectivo será aumentada, para prover planos de recuperação? A pertinência desta pergunta resulta de se ter criado um problema, que não pode ser iludido: durante o encerramento das escolas, uns alunos avançaram, outros não; se nada for feito de suplementar, quando todos se reagruparem, para que uns recuperem, outros terão de parar.

– Haverá redução do número de alunos por turma, por razões de distanciamento físico? Serão, por isso, e para assistir aos alunos com mais dificuldades, contratados mais professores? Haverá professores suficientes? Haverá instalações suficientes? Como utilizar, numa lógica de complementaridade, os recursos tecnológicos disponíveis?

– Como vamos minorar os desastrosos efeitos, sobre alunos com necessidades educativas especiais e suas famílias, de tantos meses de afastamento dos apoios de proximidade? Que implicações ocorreram no equilíbrio emocional e na saúde mental destes alunos?

In “Público” de 24.6.20

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As escolas encerradas por COVID-19 multiplicam-se e o E@D alterna com o presencial

 

As noticias de encerramento de escolas devido a casos positivos de COVID-19 têm aumentado nos +«últimos dias. Ontem foram perto de uma dezena, já na quinta-feira tínhamos recebido a notícia do encerramento de duas escolas em Lisboa e hoje já encerrou uma em Almada.

Queiramos ou não, este vai ser o procedimento no próximo ano letivo, o encerramento e reabertura de escolas localizado. Quando aparecer um ou mais casos num estabelecimento de ensino, encerra-se, manda-se a comunidade escolar para quarentena e passada ela volta-se a reabrir. Pode acontecer também, apenas o envio de parte da comunidade escolar para quarentena (essa é a indicação da DGS) e depois de uma desinfeção rápida voltar ao funcionamento (a)normal do estabelecimento.

Isto vai implicar uma “entrada” e “saída” do ensino presencial e E@D constante por parte de professores e  alunos. Não vai ser fácil de gerir certas situações. Mas estou convicto que o “futuro” passa por aqui…

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800 100 555 “Linha Somos Tod@s Digitais”

 

Há um linha telefónica que disponibiliza apoio nas aplicações de ensino a distância

Para além das aplicações de Comunicação, a “Linha Somos Tod@s Digitais” disponibiliza agora apoio nas aplicações de ensino a distância, através da linha de telefone gratuita 800 100 555, que está disponível diariamente entre as 12h00 e as 20h00.

 

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Os procedimentos no caso de COVID-19 numa escola

 

Regras da DGS preveem que alunos identificados como contactos de risco fiquem em casa. Mas o isolamento profilático não se aplica aos pais e irmãos dessas crianças.

Uma escola onde seja identificado um caso positivo de covid-19 deve encerrar? “Não”, é a resposta da Direção-Geral de Saúde (DGS), que só recomenda que fiquem em quarentena “os alunos da turma/auxiliares/professores identificados como contactos próximos com alto risco de exposição ao vírus”

“Só os alunos que foram considerados contactos próximos de alto risco de exposição ao vírus é que devem ficar em isolamento”, sublinha fonte oficial da DGS em resposta escrita à SÁBADO na qual se admite que “tratando-se de um menor, um dos encarregados de educação/progenitor poderá ficar no domicílio por assistência à família”. Ou seja, não há indicações para que os outros membros do agregado familiar do contacto de risco cumpram o isolamento profilático de 14 dias.

De acordo com a DGS, sempre que exista um caso suspeito em meio escolar, o estabelecimento de ensino deve “deve ativar o seu plano de contingência e encaminhar o aluno para a sala de isolamento até ser encaminhado para avaliação clínica”.

Depois disso e caso se confirme um caso positivo, entra em campo o delegado de saúde local, que se deve articular com a direção da escola.

Como explica a DGS, “o delegado de saúde realiza a investigação epidemiológica e aplica inquérito epidemiológico ao caso confirmado e aos seus contactos (ou encarregado de educação)” para encontrar os tais “contactos próximos de alto risco” que deverão ficar em casa durante 14 dias.

In SABADO

 

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O Ensino@distância não foi um sucesso, por Estefênia Barroso

O Ensino@distância não foi um sucesso

Estão a terminar as aulas a que pomposamente, e para dar um ar de que a malta facilmente domina estas coisas da tecnologia, chamamos de “Ensino @ Distância” (acho o pormenor da arroba delicioso). Podemos afirmar que a maioria de nós saiu viva deste período de tempo interminável em que se arrastou o fim do segundo período e este terceiro período. Sim, porque o ensino à distância (ou deverei dizer “a distância”?) teve o seu início nos últimos quinze dias do segundo período. Contudo, “ficou-me cá a parecer” que o senhor Ministro da Educação não acreditou muito nas suas próprias palavras (relembro a afirmação perentória do senhor ministro: “ninguém está de férias”) e vai daí decidimos alargar o terceiro período e o ano letivo, fazendo-o terminar precisamente quinze dias depois do que era previsto. Este aumento de quinze dias teve algum resultado positivo? Sou de opinião que não.

Efetivamente, terá sido neste 15 dias a mais que os alunos terão realizado todas as aprendizagens que ainda estavam pendentes? Obviamente que não. Penso que ninguém se terá lembrado, naquelas altas instâncias, que é precisamente no terceiro período que se costuma desenvolver  uma maior quantidade de atividades lúdicas devido ao clima de cansaço e saturação que já se vive no meio escolar por essa altura. Mas, claro, este ano é um ano atípico (a frase que mais ouvimos ultimamente) e, por isso, vá de prolongar aquilo que para todos já é um suplício.

Contudo, o que importa no meio disto tudo, é que o ano letivo está a terminar e há que olhar para trás e pensar um pouco sobre como correu todo este “Ensino @ Distância”. Aquilo que vou ouvindo, por aqui e por ali, é que foi um sucesso. E não, não poderei dizer o contrário. Foi um sucesso porque, os alunos não ficaram um dia que fosse desocupados e sem aulas. Um sucesso porque rapidamente os professores se muniram da sua força de vontade e da sua capacidade de trabalho para colocar em andamento uma escola a que poucos estavam habituados. Um sucesso, e aqui só posso falar no meu caso, porque se conseguiu suprir, em tempo record, a falta de equipamento que alguns alunos tinham. (sei que não aconteceu assim em todos os Agrupamentos). Um sucesso porque se conseguiu que os alunos mantivessem uma rotina de trabalho em casa, que se mantivessem ativos, o que lhes manteve, tanto quanto possível, um clima de relativa normalidade (que era importante manter).
Mas o sucesso, relativo, ficar-se-á por aqui. Desculpem a sinceridade da questão mas tenho de a fazer: alguém acredita mesmo que se realizaram aprendizagens nestes meses?

Se a pergunta me for colocada a mim posso dizer que sim, que aprendi muito (e não, não falo das aprendizagens que realizei ao nível informático – que também foram muitas!)

Digo-vos que aprendi imenso sobre as vidas pessoais dos meus alunos – entrei pelas casas dentro de alguns que não tiveram qualquer pejo em mostrá-las: alguns trabalhavam nos seus quartos, sim, alguns poucos num escritório, e outros tantos em salas de estar e cozinhas. Aprendi a trabalhar com os meus alunos enquanto ouvia a Cristina Ferreira em som de fundo (que tenho neste momento certeza que deve ser dos programas mais vistos pela manhã). Aprendi também que muitos pais não perceberam que, de facto, os seus filhos estavam numa sala de aula, ainda que virtual. Como tal, assisti a discussões entre adultos que preferia não ter visto nem ouvido, sentindo-me a assistir a um verdadeiro Big brother.

Percebi que o uso de “linguagem colorida” é apanágio não só de alguns dos meus alunos e que a mesma é usada por alguns adultos que com eles convivem, usando-a sem qualquer preocupação com aqueles que possam estar a ouvir (por exemplo, o professor).

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Os cenários do Tiago para 2020/21

O ministro anda a ler os meus artigos sobre B-Learning…

Ministério da Educação quer aulas presenciais em setembro mas admite outros cenários

Com o ano letivo a terminar há ainda muitas incertezas relativamente ao próximo ano.

O Ministério da Educação quer aulas presenciais, mas admite outras possibilidades em função da evolução do vírus.

A organização dos alunos em turmas mais pequenas tem sido exigência de organizações sindicais e partidos como o Bloco de Esquerda.

Em caso de necessidade, o Ministério da Educação assumiu que haverá a contratação de mais professores. embora não se saiba com que verba.

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Quem faltar aos exames por motivo de quarentena, o que lhe acontecerá?

 

Estamos em tempos de exceção, da anormalidade vivida surgem dúvidas, expectativas, justiças e injustiças. Os pensadores/executores de serviço não são suprassumos, não conseguem projetar todos os cenários possíveis para todas as situações e daí têm surgido.

Uma delas é a dos alunos que, por estarem sujeitos ao regime de quarentena não poderão realizar os exames de acesso ao Ensino Superior ou de equivalência à frequência. Será que haverá uma segunda fase para esses caso ou serão tratados como nos anos anteriores?

 

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Aviso de abertura de procedimento para celebração de contratos de associação – 2020/21 a 2022/23

Consulte o Aviso de Abertura de procedimento para a celebração de contratos de associação, bem como a restante documentação relacionada.

 

 Aviso de abertura

 Nota informativa

 Manual de instruções

SIGRHE

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Reclamação da candidatura ao concurso de docentes do ensino artístico especializado da música e da dança

Encontra-se disponível a aplicação que permite aos docentes efetuarem a reclamação da candidatura ao concurso externo do ensino artístico especializado da música e da dança.

 

SIGRHE

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Em Massamá também fecham escolas – COVID-19

 

Covid-19: quatro alunos infetados em escola de Massamá

As aulas foram suspensas na Escola Secundária Stuart Carvalhais, uma das maiores unidades de ensino do concelho de Sintra.

A interrupção acontece depois de quatro alunos terem testado positivo para o novo coronavírus.

Na sexta-feira, alunos, professores e encarregados de educação começaram a ser testados à Covid-19.

 

 

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Coronavirus: As estratégias e desafios dos países que estão a reabrir as suas escolas

 

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Acabam aulas presenciais na Pinheiro e Rosa depois de mais 2 casos de Covid-19

O que pode vir a acontecer no próximo ano letivo… Fecho de escolas temporário.

Uma situação a ter em conte e para a qual todos temos que estar preparados. O E@D pode ser implementado temporariamnete assemelhando-se a uma cerca sanitária às escolas. Convém estar preparado.

 

Acabam aulas presenciais na Pinheiro e Rosa depois de mais 2 casos de Covid-19

As aulas presenciais da Escola Secundária Pinheiro e Rosa, em Faro, terminaram, depois de mais duas funcionárias terem testado positivo à Covid-19. 

Francisco Soares, diretor do Agrupamento de Escolas Pinheiro e Rosa, disse ao Sul Informação que «esta é uma medida preventiva» para «evitar contágios».

Assim, a próxima semana (a última de aulas) será apenas «de aulas à distância» para os cerca de 150 alunos do 11º e 12º anos.

Depois de ter havido um caso positivo na passada quinta-feira, dia 18, ainda foi tomada a decisão de continuar as aulas presenciais, mas na Escola EB 2,3 Neves Júnior que pertence ao mesmo agrupamento. Quanto à Pinheiro e Rosa, foi desinfetada na passada sexta-feira.

Agora, com mais estes dois casos confirmados, «vamos fechar tudo», explicou Francisco Soares.

As duas funcionárias, que testaram positivo e cujos resultados foram conhecidos hoje, «estão assintomáticas».

No total, segundo o diretor do Agrupamento de Escolas Pinheiro e Rosa, já foram feitos «cerca de 40, 50» testes a funcionários e professores, 19 dos quais este domingo.

 

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Reguengos de Monsaraz fecha creches, jardins de infância e secundária

 

Reguengos de Monsaraz fecha creches, jardins de infância e secundária

O presidente da Câmara Municipal de Reguengos de Monsaraz, José Calixto, anunciou, este domingo, que as creches, os jardins de infância e a escola secundária vão encerrar “por precaução” a partir desta segunda-feira. Em causa está o surto de Covid-19 num lar de idosos do município, que já pode estar na comunidade.

A partir de amanhã irá fechar a escola secundária, os jardins de infância, as creches, as atividades de apoio à família. Isso está decidido que irá fechar a partir de segunda-feira”, informou José Calixto.

 

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PROGRAMA DOS 6RS & O PRÓXIMO ANO LECTIVO, por CG

 

PROGRAMA DOS 6RS & O PRÓXIMO ANO LECTIVO

A pandemia ditará como se iniciará o próximo ano letivo. O despacho onde estarão as diretrizes de Organização do Ano Letivo (OAL), ditará os princípios que irão nortear as especificidades dos diferentes territórios escolares e dos diversos ciclos de ensino (com soluções variáveis do pré ao ensino superior) para que os agrupamentos, usando da sua autonomia, organizem o ano escolar com base nos seus contextos.

Para tal, podemos imaginar o PROGRAMA DOS 6RS que estabelece os princípios da organização do próximo ano letivo em normalidade presencial:

1.Reduzir o número de alunos por turma
(entre 12 e 20 alunos por turma dependendo das condições físicas das escolas …)

2.Reduzir o número de tempos curriculares dos vários ciclos de estudo
(redução equitativa de tempos de áreas/disciplinas, justaposição/integração de disciplinas, tempos projetos/tutoriais, tempos aulas ar livre, tempos para trabalhos práticos e laboratoriais e de grupo e tempos online (blended learning ou aprendizagem mista …)

3.Rentabilizar o espaço escolar
(sempre que se afigure necessário organizar dois turnos escolares, manhã 4T/tarde 4T…)

4.Requisitar novos professores para possibilitar uma nova organização escolar.

5.Revogar as metas curriculares afirmando as Aprendizagens Essenciais e O Perfil do Aluno referenciais curriculares facilitadores do trabalho nas escolas e impulsionadores de novas metodologias ativas de aprendizagem.

6.Recuperar alunos que saíram do radar da escola
(equipas multidisciplinares, foco nas áreas de competências do Perfil dos Alunos …)

Assim é, assim seja.
CG

 

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Entrega um manual e recebes um computador com uma licença digital…

 

Ainda não entendi qual o problema que muitos estão a ver na entrega dos manuais. A preocupação com uso dos manuais para a tão aclamada necessidade de recuperação ou compensação é infundada.

Esta pandemia tem ocupado tanto as mentes que até se esqueceram do “fim” dos 400 milhões. Se bem se lembram, mas parece que se esqueceram, os 400 milhões de “paus” não são só para computadores, também vão ser gastos a incrementar a desmaterialização de manuais escolares. Ou seja, para que serão necessários os manuais em papel quando vão andar distribuir licenças digitais dos ditos nos computadores emprestados?

Se necessitarem dos manuais poderão encontra-los numa plataforma de uma qualquer editora.

Não sei qual o busílis com a entrega dos manuais! Além disso, as árvores agradecem e ambiente fica agradecido…

 

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O desdobramento de turmas (15 alunos por sala)

 

Segundo as ultimas informações do ministério da educação, no próximo ano letivo haverá desdobramento de turmas. Hoje foi avançado um número, 15 alunos por turma. As normas que vigoram neste momento falam de uma distância mínima de 1,5 m de raio, logo algumas salas nem esse número serão capazes de comportar.

Há muito que defendo a redução do número de alunos por turma, por isso só posso aplaudir a medida (caso se venha a concretizar) mesmo que seja em relação direta com a situação de pandemia.

Esta redução obrigará a uma logística enorme. As escolas não têm capacidade, para sozinhas poderem responder a esta medida. As escolas, as autarquias e vários ministérios terão de trabalhar em conjunto para dar resposta aos novos desafios que se avizinham.

Quer-me parecer que a escola a tempo inteiro vai ter um interregno enquanto esta situação perdurar (talvez atá ao final de dezembro). Em sua substituição os OTL e ATL terão uma nova vida e crescimento.

Nota: os OTL e ATL também terão de desdobrar a sua lotação.

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A Escola e os Desafios do Ensino À Distância (a ouvir o SE João Costa)

“Os professores e os diretores tiveram muitas unhas para tocar esta guitarra.”

“Toda a avaliação é formativa e sumativo é o momento em que se toma a decisão.”

“Nada substitui a relação humana no processo de ensino/aprendizagem.”

“Planear a normalidade mas precaver a anormalidade.”

“Recuperar aprendizagens não quer dizer dar as 30 páginas do manual do ano anterior.”

 

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Mais professores e ensino presencial em setembro

“Governo preparado para contratar mais professores”

Se não é tudo, quase tudo se resume a dois documentos. O Calendário Escolar e o despacho onde estarão as diretrizes de Organização do Ano Letivo (OAL), como o número de alunos por turma, que só costumam sair em julho. Mas, ao contrário do que se prevê na transição do ano velho para o que há de vir, não têm tido grandes alterações nos últimos anos. Desta vez, porém, o ambiente que se vive à volta do tema é de tensão. As escolas e os professores acusam o Ministério da Educação de indisponibilidade para os ouvir. A tutela só deverá anunciar as novas medidas depois de o atual ano letivo acabar. Contudo, o véu tem sido levantado aqui e ali.

Perentoriamente, as aulas começarão em setembro e, no bolso, o Governo tem uma estratégia assente no ensino presencial, para o qual se esperam decisões relacionadas com o tamanho e o desdobramento das turmas e que implicam contratar profissionais. Ao Expresso, o Ministério assume que “em caso de necessidade haverá contratação de mais professores”. Não se sabe ao certo com que dinheiro. A ausência de referências à Educação nos sectores abrangidos pelo Orçamento suplementar (um balão de oxigénio com verbas adicionais para os principais serviços públicos) deixa guardado para este sector um acréscimo de 400 milhões de euros, mas destinados exclusivamente à escola digital.

O dinheiro anunciado por António Costa no início do junho provém de fundos comunitários — “razão pela qual não está inscrito no Orçamento suplementar”, explica a tutela — e faz parte de uma aposta do primeiro-ministro, prevista no Programa de Governo, já antes de o surto começar, para a “aceleração do processo de conectividade e de digitalização das escolas”. Agora, o Ministério da Educação assume que esta necessidade se “adensa” com a pandemia, porque é preciso “assegurar o ensino à distância acessível a todas as famílias e regiões”, como referiu o primeiro-ministro.

“O problema é se acham que este sistema é o futuro”, diz Mário Nogueira, uma das vozes mais críticas do silêncio do Governo quanto às diretrizes para o próximo ano letivo. O secretário-geral da Federação Nacio­nal dos Professores (Fenprof) assume faltar-lhe compreender se os 400 milhões de euros “são para substituir e renovar o parque tecnológico das escolas — e se for isso, é bem — ou para dar computadores a toda a gente, por forma a ter ensino à distância, que fica mais barato”. Tal como os professores, também os diretores de escolas públicas, representados por Filinto Lima, defendem o ensino à distância apenas “para uma situação de emergência, um remedeio”.

O Governo garante ao Expresso ser “o objetivo primário que o próximo ano letivo possa acontecer presencialmente, em todos os níveis de ensino”, mas “outros cenários” estão a ser desenhados, “para que seja possível dar uma resposta contundente a qualquer realidade que se afigure”, como a que aconteceu a 16 de março, quando houve necessidade de fechar as escolas.

Só que “é tarde”, aponta a Fenprof, que já se manifestou à frente do Ministério para ser ouvida, sem sucesso, e ameaça fazê-lo novamente para a semana. “As escolas têm de se organizar e é absolutamente irresponsável por parte do Ministério da Educação não estar a discutir com ninguém.” Também a Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas, na voz do diretor Filinto Lima, considera “importante que os despachos saiam o mais depressa possível”, ou não estivessem previstas mudanças estruturais na organização das turmas e dos espaços escolares. “Se os alunos tiverem de estar a um metro e meio de distância, numa sala tipo, as turmas deixam de ter 25 a 30 alunos para ter 14”, antecipa Mário Nogueira, crente de que uma das alterações fundamentais é a redução do número de alunos por turma. E se “as escolas já estão superlotadas, onde terão espaço para colocar todos os alunos?”, questiona Filinto Lima.

CONTEÚDOS NÃO APREENDIDOS SERÃO PRIORITÁRIOS

O despacho para a Organização do Ano Letivo terá também, na opinião de Filinto, “de reforçar as horas de crédito para as escolas”, definidas e geridas dentro da sua autonomia para contratar professores que dão apoio aos alunos com mais dificuldades. E eles vão aumentar, garante Mário Nogueira, porque “há um conjunto não assim tão pequeno de défices de aprendizagem dos alunos, de conteúdos que não foram consolidados” durante o ensino à distância. O método aumenta o fosso das desigualdades entre alunos, defendeu Beatriz Imperatori, diretora executiva da UNICEF Portugal, e constataram 93,5% dos 3500 docentes que responderam a um inquérito promovido pela Fenprof, no qual também se confessaram exaustos. Mais de metade (54,8%) dos inquiridos admite não ter conseguido contactar os seus alunos através da internet.

O Governo sabe que o ensino presencial “é o que mais minimiza as desigualdades sociais existentes” e é por isso que, assegura, as estratégias estudadas terão como pilar a “recuperação de aprendizagens, para mitigar as assimetrias criadas durante este surto epidemiológico”. Mas mesmo que setembro presenteie o país com uma situação epidemiológica controlada, o próximo ano letivo não será igual aos outros e terá o Ministério da Educação sob uma constante prova.

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O setembro do nosso desconfinamento… David Rodrigues

O setembro do nosso desconfinamento…

“(…) desconfinar não é simplesmente voltar a ocupar o espaço comunitário, mas é poder, sim, habitá-lo plenamente; poder modelá-lo de forma criativa, com forças e intensidades novas, como um exercício deliberado e comprometido de cidadania. Desconfinar é sentir-se protagonista e participante de um projeto mais amplo e em construção, que a todos diz respeito. É não conformar-se com os limites da linguagem, das ideias, dos modelos e do próprio tempo.”

Cardeal José Tolentino de Mendonça, discurso proferido no 10 de Junho de 2020

Na altura em que escrevo este texto, a meio do mês de junho, ninguém tem uma previsão credível sobre o que é, o que foi e o que será esta pandemia. Vivemos num estado de incerteza e de pragmatismo situacional que desassossega as pessoas que gostam de atuar em função de previsões e estão convencidas da imprescindibilidade do planeamento. Já tínhamos vindo a ser alertados para a instabilidade e o risco do futuro das nossas sociedades através de, entre outros, Edgar Morin, Ulrich Beck, Robert Castel. A Educação manteve-se resguardada destas ameaças radicais. Salvo as reformas e a legislação, o campo da Educação tem-se de mudado de uma forma reformista em que as mudanças são graduais e previstas.
Chegou a pandemia e tivemos em todos os setores da sociedade de “rasgar os lençóis para fazer ligaduras”. Na Educação o que fizemos não foi adaptar o ensino presencial para o “Ensino à Distância” (EaD); foi talvez pôr em ação um “Ensino Doméstico Apoiado”. A ironia é que depois de tanto tempo a querer trazer a família para a escola, acabamos por levar a escola para a família… Milhares e milhares de professores disponibilizaram-se para enfrentar uma tarefa extraordinariamente generosa: aprender “em andamento” novas formas de chegar aos alunos utilizando todos os meios tecnológicos e não tecnológicos disponíveis para que nenhum aluno ficasse sem contacto com a escola. Os resultados deste ciclópico esforço são ainda mal avaliados, mas não é arriscado prever que se fez o melhor que era possível face às condições e recursos disponíveis.
Países com estruturas sociais consideradas bem mais sólidas que Portugal, não reponderam melhor. Não há dúvida que esta pandemia deixará assim mesmo cicatrizes visíveis. Citaria três delas: a) o agravamento da desigualdade ao circunscrever crianças a ambientes familiares carenciados de informação simbólica, de condições de trabalho e de apoio próximo, b) o empobrecimento das formas de comunicação educativa e, como ela, da motivação, da personalização e dos afetos, e, c) as percas na socialização e na aprendizagem, mais sensíveis ainda para os alunos com Necessidades Educativas Específicas que, por norma, estão mais dependentes do estímulo da socialização e de ambientes de interação e aprendizagem mais personalizados.
E agora coloca-se a questão: e setembro? Passada (esperemos…) esta pandemia, como irão as escolas retomar o seu trabalho? Diríamos que “ninguém sabe” exatamente, mas podemos formular votos… Temos usado a imagem do airbag para dizer que esta pandemia talvez o tenha feito sair e, por muito que se queira, não é possível voltar a fazê-lo caber no minúsculo espaço de onde saiu… Cinco áreas de atuação parecem prioritárias para que o próximo ano letivo decorra bem:

Acesso às Tecnologias Digitais O maior e mais imediato sobressalto desta pandemia foi a desigualdade provocada pelo não acesso de alunos mais carenciados a meios tecnológicos que lhes permitissem seguir o ensino. Vimos que esta foi, afinal, uma das dificuldades menos complexas de resolver. Um esforço notável de autarquias (p. ex. só a CM de Lisboa distribuiu 3400 computadores por alunos carenciados), junto com empresas, associações filantrópicas, etc., permitiram uma rápida evolução nesta matéria. De notar a resolução do Conselho de Ministros 41/2020 que atribui 400 M Euros à “Universalização da Escola Digital”. Uma medida essencial sobretudo se conceber (como realmente concebe) que não basta “despejar” tecnologias na escola que é preciso enquadramento pedagógico, formação para professores e alunos e ainda de um dispositivo de avaliação e monitorização para se saber da pertinência e utilidade do investimento. É acabar a viagem interrompida do “Magalhães”, mas certamente em bases novas alicerçadas no que, entretanto, aprendemos.

Autonomia das escolas Por muitas dificuldades que existam nas escolas (comunicação, colegialidade), elas continuam a ser o lugar onde está quem mais sabe sobre Educação na sua comunidade. É preciso uma confiança acrescida nas escolas que, dispondo de um grupo de profissionais com formação, especialização e experiência, serão o grupo em que mais se pode confiar para fazer tudo o melhor possível. Precisamos que, conhecendo como conhecem os seus recursos e onde estão, delineiem e desenvolvam planos para fazer chegar a todos os seus alunos o bem básico de uma educação de qualidade.

Reflexão das escolas Precisamos que se use em toda a sua plenitude a possibilidade de flexibilidade curricular. Isto significa que não deve existir uma obsessão com “dar todos os itens do programa”. Se estes já estavam bem sobrecarregados seria uma corrida obsessiva procurar “dar” o programa do respetivo ano mais os conteúdos que “ficaram por dar” do ano anterior. Esta visão de ourivesaria de currículo (valorizar cada micrograma do currículo) não é possível nem desejável. Aqui é muito importante serem avaliados e priorizados quais os conteúdos que têm implicações em aprendizagens posteriores. Pensar o currículo como indissociável e uno é uma ideia muito conservadora, porque esquece que o currículo está em permanente mutação e hipertrofia o “programa” esquecendo que existem outras aquisições para além dos conhecimentos (capacidades, atitudes e competências) que devem ser consideradas. Assim, precisamos de contar com quem ajude (pense com) os professores para a gestão de um currículo razoável, suscetível de ser cumprido e útil para o próximo ano letivo.

Trabalhar juntos Precisamos de cooperar para sabermos o quão importante é ensinar e aprender de outras formas. A escola tem mudado, mas não tem mudado o suficiente para colmatar o fosso que se foi cavando entre as formas de aprender na sociedade e na escola. Não se trata só do “admirável mundo novo” das tecnologias, trata-se de entender o valor da inclusão, da interação, do contacto com a comunidade, da investigação, do desenvolvimento de projetos, enfim de toda uma panóplia de modelos, de formas de interação que valorizem, responsabilizem e escutem o aluno.
Temos recebido várias preocupações de professores perguntando como e com que recursos se vão recuperar as aprendizagens. Lembramos que a aprendizagem não precisa de ser recuperada, pois podemos sempre contar com a capacidade de aprendizagem dos nossos alunos, pessoas que estão na fase mais fulgurante e proativa da sua vida. Mas que recursos teremos? Os melhores para nos levar daqui são os que nos trouxeram até aqui, isto é, toda a comunidade educativa e em particular os professores. Precisamos de recuperar do medo e apoiar toda a comunidade escolar no compromisso nesta recuperação da confiança, da serenidade. É desejável que exista um reforço de meios humanos e materiais nas escolas (vamos perguntar-lhes o que precisam?) mas não é sensato nem correto pensar noutras estruturas para vencer esta dificuldade.
Regressar à escola (à “escola presencial”) pode constituir uma oportunidade de reflexão e uma alegria. Quando dizemos “oportunidade de reflexão” não nos referimos a uma óbvia oportunidade de melhoria, mas sim a uma rutura que nos faça voltar a pensar sobre as finalidades da Educação, o que nos ajuda a aprender, como devemos ensinar, qual o papel das Tecnologias Digitais, o currículo, a organização da escola. Pensar também sobre como a escola é uma alavanca essencial para o cumprimento dos Direitos Humanos de todos os alunos. Pensar, ainda, como fortalecer a escola como a frente principal de combate à desigualdade, ao proporcionar às crianças e jovens acesso a uma cultura científica humanística e universal. Os professores, como todas as pessoas que trabalham em Educação (e todos os funcionários públicos) são agentes de Direitos Humanos.
Mas é também um regresso da alegria, do brincar, de correr, de dançar, do desporto, de conversar, de pregar partidas, de discutir, de debater, de concordar de não concordar, de se encontrar. Sabastian Naslund, um famoso navegador solitário norueguês, disse no fim de uma das suas longas viagens “Entendi agora o que a Humanidade sempre soube desde sempre: não há pior castigo do que ser afastado da nossa comunidade”.
Que seja “O setembro do nosso contentamento”!

in Jornal de Letras

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A RR35 foi a última deste ano letivo

 

 

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Reserva de recrutamento n.º 35

Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Listas de Colocação Administrativa – 35.ª Reserva de Recrutamento 2019/2020.

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira, dia 22 de junho, até às 23:59 horas de terça-feira, dia 23 de junho de 2020 (hora de Portugal continental).

Consulte a nota informativa.

 

SIGRHE – aceitação da colocação pelo candidato

Nota informativa

Listas

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Concurso Externo de docentes do ensino artístico especializado da música e da dança 2020/2021 – Listas Provisórias

 

Estão disponíveis para consulta as listas provisórias de admissão e de exclusão do Concurso Externo do ensino artístico especializado da música e da dança para o ano escolar 2020/2021.

Listas

 

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Devolução de Manuais Escolares – Propostas de procedimentos para Escolas e Pais

 

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Meet@ua para esclarecer as dúvidas dos estudantes do Secundário – Universidade de Aveiro, de 22 a 26 de junho

Meet@ua para esclarecer as dúvidas dos estudantes do Secundário

Universidade de Aveiro, de 22 a 26 de junho

 

É, provavelmente, o maior evento online alguma vez promovido por uma Universidade nacional. Chama-se meet@ua e, em tempos de distanciamento físico, é a resposta da Universidade de Aveiro (UA) às questões dos alunos do secundário que já estão com os olhos no Ensino Superior. O evento online, que decorre de 22 a 26 de junho, vai colocar milhares de jovens a conversarem com professores e estudantes da UA sobre as respetivas licenciaturas e mestrados integrados.

Porque nenhum sonho pode ser parado pela Covid-19, mas ciente da necessidade de se manterem as regras de distanciamento, a UA, à distância de um clique, quer dar a conhecer não só a oferta formativa – numa apresentação que será dada a cada interessado prelo próprio diretor de cada um dos cursos e por um estudante – como também a própria instituição.

Para além de todas as dúvidas que podem esclarecer com os responsáveis que cada curso, os alunos do secundário vão ficar a conhecer as condições de estudo, de investigação e de desenvolvimento pessoal e social proporcionadas pela UA aos seus estudantes.

Para participarem, os estudantes do 11.º e 12.º anos, entre 1 e 18 de junho, têm de fazer o registo aqui e indicarem qual ou quais os cursos em que estão interessados. Em https://www.ua.pt/pt/estudar os futuros estudantes da UA podem já descobrir tudo o que a universidade tem para lhes oferecer!

 

 

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Propostas De Horários Para O “B-Learning” – 2020/2021

 

A indefinição do futuro nunca foi tão notória como agora, programa-se a curto prazo dando pequenos passos no sentido que se julga como mais certo.

Na Educação os passos têm sido pequenos, experimentando e analisando os resultados na perspetiva de se ter uma visão do que poderá acontecer no início próximo ano letivo.

A hora do pânico e do não se saber o que fazer já passou, os professores estão a trabalhar com os seus alunos tendo adotado as estratégias que julgaram apropriadas e necessárias. Nem tudo correu bem, nem tudo corre bem, as contingências são inúmeras e enormes, mas cada um está a dar o seu melhor dadas as circunstâncias e a falta de preparação que todos tinham e ainda têm.

O final deste ano letivo, embora tivesse sido alargado, está a chegar a passos largos. Em relação ao próximo ano letivo não convém pôr a carroça à frente dos bois, mas convém estar preparado para todas as possibilidades.

O terceiro período foi caracterizado pelo Ensino Remoto de Emergência através do «E-learning», o processo de ensino-aprendizagem interativo e à distância que faz uso de plataformas web, cujos recursos didáticos são apresentados em diferentes suportes e em que, no caso de existir um formador, a comunicação com o formando se efetua de forma síncrona (em tempo real), ou assíncrona (com escolha flexível do horário de estudo), o próximo ano letivo não pode funcionar da mesma forma.

Tem-se falado muito do «B-learning», o processo de ensino-aprendizagem que combina métodos e práticas do ensino presencial com o ensino à distância, mas ainda não se pode dizer que vamos trabalhar com este método de ensino, o avançar ou não da pandemia ditará como se iniciará o próximo ano letivo. Mas convém traçar todos os cenários possíveis, convém estar preparado para tudo.

Nesse sentido temos que ter em conta as especificidades dos diversos ciclos de ensino, logo as soluções devem diferir de uns para os outros.

As Creches e o EPE deverão funcionar em pleno com as diretrizes que já foram emanadas pela tutela e pela DGS. Os outros ciclos terão de se adaptar aos novos tempos, ainda que temporariamente, de forma a garantir um ensino de qualidade e equitativo.

No 1.º Ciclo, as coisas complicam-se nos dois primeiros anos. As crianças do 1.º e 2.º anos não são suficientemente autónomas para que o «B-Learning» possa funcionar em pleno e sem constrangimentos.

Partindo do princípio que haverá abertura da tutela ao desdobramento de turmas e horário duplo, a solução poderá passar por aí. As turmas do 1.º e 2.º anos poderão ser desdobradas (metade dos alunos e metade dos alunos de tarde) para ser possível o ensino presencial na integra. Nestes anos torna-se impossível o «B-Learning» dadas as características da idade alvo destes alunos, da falta de autonomia e do facto de serem anos cruciais nas aprendizagens. Um aluno que não seja bem acompanhado num 1.º e 2.º ano poderá sofrer consequências no resto da sua vida académica.

Quanto ao 3.º e 4.º anos poder-se-á optar pelo ensino «B-Learning». A redução de concentrações de alunos dentro dos recintos escolares é uma das razões que podem sustentar esta opção. O desdobramento de turmas também é aconselhável, ficando as escolas a funcionar em regime duplo para todos os alunos. O sistema de ensino «B-Learning» pode ser dividido em 3 horas presenciais e 2 horas não presenciais através de momentos assíncronos e síncronos, dependendo o horário da decisão dos agrupamentos ao abrigo da autonomia dos agrupamentos. Para a disciplina de Inglês e visto no próximo ano o 3.º ano já estar abrangido pela nova matriz, propõe-se que se elabore uma portaria antecipando a entrada em vigor da mesma, também para o 4.º ano de forma a uniformizar os horários.

Relativamente ao 2º e 3º ciclo, partimos do pressuposto que o ensino presencial irá manter-se nos moldes atuais, ou seja, com um corte de 50% da carga letiva semanal. Não foi incluída a disciplina de Educação Moral e Religiosa por ser facultativa, bem como a Oferta de Escola que varia muito de escola para escola.

* Oferta de escola e Educação Moral e Religiosa não foram incluídas pois não são obrigatórias

* Os horários foram elaborado tendo como base as matrizes de 2º e 3º ciclo em blocos de 50 minutos

Sobre o Ensino Secundário e cursos de formação e profissional, o modelo é semelhante, podendo ser utilizado este formato como base de trabalho.

Será recomendável um aumento de recursos humanos a trabalhar nas escolas durante o vigor destas medidas, uma vez que o desdobramento das turmas assim o requer, tal como a recuperação de aprendizagens referentes ao ano letivo de 2019/2020, traduzindo-se almejada equidade de oportunidades e redução do fosso, produzido neste 3.º período, entre alunos.

Rui Cardoso – Blogue DeAr Lindo

Alexandre Henriques – Blogue ComRegras

 

 

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Educação e pandemia – Eduardo Marçal Grilo

 

Educação e pandemia

Muito tem sido dito e escrito sobre as consequências que a pandemia do coronavírus poderá ter na evolução dos processos educativos, designadamente nas formas como se ensina e aprende nos diferentes níveis de educação desde a educação pré-escolar até ao ensino superior. Trata-se, a meu ver, de uma falsa questão, que deriva certamente de se terem encetado experiências de ensino não convencional designadas como “Ensino a Distância” mas que, como disse o Professor António Mendes numa reunião do Conselho Geral da Universidade de Aveiro, deveriam ser consideradas como “Ensino Remoto de Emergência”.

Vivem-se hoje tempos muito conturbados, mas é nestas alturas que se tem de manter a serenidade e não tratarmos questões de fundo utilizando argumentos de circunstância.

A situação vivida nas escolas portuguesas nos últimos meses constitui uma experiência interessante com mérito indiscutível desde que a consideremos apenas como uma solução provisória e temporária para atenuar e minimizar os graves danos introduzidos pelo aparecimento de um fenómeno externo às escolas, que obrigou ao seu encerramento e ao confinamento de alunos e professores nas suas respetivas casas. Foi nestas circunstâncias que os responsáveis políticos encontraram um conjunto de soluções alternativas que, em certa medida, criaram condições para que pelo menos alguns dos alunos pudessem manter-se minimamente ativos e envolvidos em processos de aprendizagem com alguma utilidade.

Em minha opinião e depois destas experiências que foram realizadas com recurso à televisão e aos meios tecnológicos mais avançados dos computadores, dos telefones celulares e dos tablets, importa que se proceda a uma avaliação séria do que correu bem e do que correu menos bem, sendo certo que haverá seguramente uma conclusão que eu tiro de imediato: o ensino presencial não tem uma verdadeira alternativa nas tecnologias do ensino a distância.

Note-se que, na avaliação que deve ser feita relativamente a todas estas experiências, importa que professores, alunos e pais identifiquem os aspetos negativos, que em minha opinião deverão ser certamente muitos, mas importa também que sejam analisados os pontos positivos, que os há seguramente, os quais podem constituir ensinamentos relevantes não apenas para a melhoria do ensino presencial, mas sobretudo para se colocarem as novas tecnologias ao serviço da educação de uma forma mais interessante e eficaz.

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Assistentes Sociais Sem Reposicionamento Remuneratório e Sem Possibilidade de Acesso para Requererem a Mobilidade

Assistentes Sociais na linha da frente nas Escolas. Sem Reposicionamento Remuneratório á vista (recebem cerca de 200€ a menos mensais) e sem  Possibilidade de Acesso para Requererem a Mobilidade pelo Ministério da Educação!

Numa altura de calamidade, o trabalho dos A.S. quadruplicou, dispararam pedidos de ajuda ás famílias. Entre telefonemas aos alunos e famílias, refeições, distribuição de cabazes com comida e apoio psicossocial, não sobra tempo para quase mais nada. O trabalho dos A.S. é visível entre a comunidade escolar, mas invisível aos olhos de quem merece o reconhecimento, o Ministério da Educação!

Sem Reposicionamento Remuneratório até ao momento, os A.S. vincularam nas Escolas entre Março e Junho (outros ainda aguardam), enterrando assim na Carreira como Técnicos Superiores, quando o termo correto seria Assistentes Sociais, não somos técnicos! Retiram aos A.S. cerca de 200€ a menos e obrigaram muitos deles a meio de março, a mudar de Escola, onde vincularam. Estes não conseguem pagar casa, pagar contas e sustentar a própria família! Foi-lhes prometido o Reposicionamento Remuneratório, através da avaliação de desempenho ou na falta desta, porque as escolas não eram obrigadas a avaliar os A.S., ser contabilizado o tempo de  exercício profissional prestado em escolas. Promessa que ficou na gaveta do Ministério da Educação! Já imaginaram, se fizerem as contas mensais, e retirarem a 1333 (Técnicos Especializados) cerca de 200€ a menos em cada um, quanto o Ministério da Educação arrecada mensalmente? E se alargarmos as contas para anualmente?

Quanto á Mobilidade, muitos dos os A.S. ficaram vinculados a cerca de 300 km de casa, e estão impossibilitados de pedir a sua mobilidade, porque o Ministério da Educação, alega a quem o faça que não terá autorização. Como pode um A.S. subsistir, apoiar alunos e famílias se ele próprio vê negado direitos que lhe são essenciais?

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Hipocrisia à distância: a escola finge ser educadora e os pais fingem que os seus filhos estão a aprender

Hipocrisia à distância: a escola finge ser educadora e os pais fingem que os seus filhos estão a aprender

Não quero aulas online para os meus filhos enquanto enfrentamos uma pandemia mundial. Quero que estejam seguros em casa sem outra preocupação de terem de realizar mil tarefas. Não me interessa se terminarem o ensino secundário aos 17 ou 18 anos. Na frente, isso não vai fazer a mínima diferença. A saúde mental e emocional importa mais do que o conteúdo.
Aceito, com carinho, sugestões de links para visitar museus e vídeos de desenhos educativos. Nem precisaria, mas entendo que as escolas privadas precisam de manter esta caução para justificar o pagamento das propinas.
Não quero que os professores dos meus filhos se tornem, de um dia para o outro, youtubers destreinados que fazem vídeos de qualidade duvidosa. Estes profissionais merecem respeito. Não quero que tenham as suas imagens expostas, que sejam cobradas por algo que não foram contratadas para fazer, e que se Encarreguem com gravações, edição e tudo o mais que envolva fazer vídeos.
Não quero que a minha família tenha mais preocupação além de passar o dia a cozinhar, a limpar, a desinfetar a casa e a passar álcool num saco de mercado. Estamos em modo de sobrevivência. Há uma diferença entre ajudar a fazer os trabalhos de casa e passar três horas por dia a ser responsável por uma obrigação que está na escola e que não consegue cumprir por razões óbvias. Por mais que faças um vídeo intrigante, não se chama Educação.
Não quero que os meus filhos estejam à frente do aluno da escola pública porque aqui há um computador para todos e espaço para eles estudarem. Se todas as crianças não podem seguir aulas online por falta de recursos, não quero que os meus filhos tenham esta “vantagem” porque podemos pagar. A pandemia não pode ser outra razão para alargar a divisão social.
Quero que a escola se reinvente e se reinvente não significa transformar um professor num youtuber, mas aprender a desistir de conteúdos, entender que a aprendizagem vai além do que é dado pela escola e aceitar que o ano letivo já não se enquadra em 2020.
O oposto disso é apenas pretensão. A escola finge estar a cumprir o seu papel e os alunos fingem que estão a aprender. Uma hipocrisia à distância.

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Sérgio Afonso É O Novo Delegado Regional Do Norte

Sérgio Afonso É O Novo Delegado Regional Do Norte

Sérgio António Moreira Afonso, o atual Diretor do Agrupamento de Escolas Gaia Nascente, foi nomeado como novo Delegado Regional do Norte da Direção-Geral de Estabelecimentos Escolares, face à saída do seu antecessor, João Gonçalves, para novo Diretor Geral da DGEstE.

Desde 2015 Diretor do Mega-Agrupamento de Escolas Gaia Nascente (1 Secundária, 2 Básicas EB23 e 8 Básicas 1.º Ciclo), Sérgio Afonso é ainda Membro do Conselho Municipal de Educação de Vila Nova de Gaia e Vice-presidente da Comissão Pedagógica do Centro de Formação de Associação de Escolas Gaia Nascente, sendo reconhecido entre os seus pares como um perito em legislação educativa.

Antes ainda conta com um percurso profissional intimamente ligado ao sistema educativo, onde foi Adjunto do Diretor do Agrupamento de Escolas Gaia Nascente, Subdiretor e Vice-presidente do Agrupamento de Escolas Adriano Correia de Oliveira, tendo exercido funções como Professor Cooperante da Prática Pedagógica do Curso de Professores do Ensino Básico, grupo de recrutamento (110) de onde é oriundo.

Fonte: Comregras

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