Rui Cardoso

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É preciso menos alunos por turma para o regresso às aulas

 

É preciso menos alunos por turma para o regresso às aulas

O Orçamento Suplementar apresentado ontem no Parlamento pelo novo ministro das Finanças foi anunciado como o balão de oxigénio de investimento público para responder à pandemia. A recuperação económica e o reforço dos serviços públicos foram objetivo anunciado – daí chamarem-lhe suplementar, e não retificativo.

Era legítima a expetativa de quem foi ao Orçamento à procura de verbas suplementares para serviços públicos essenciais que estiveram e estarão na linha da frente do combate à crise e aos seus efeitos, e é compreensível a indignação de quem não encontrou no documento uma única referência à escola pública e às necessidades do próximo ano letivo.

Pelo contrário, quem ler o Orçamento verá que o quadro plurianual de programação orçamental 2020-2023, acrescentado noutras rubricas, mantém inalterado o valor para o ensino básico e secundário e administração escolar em 5708 milhões, e nem mais um euro.

Segundo o Orçamento Suplementar, o próximo ano letivo será igual a todos os anteriores ou, pior, igual aos últimos meses. Ambas as ideias são trágicas. A primeira, porque não é concretizável face à pandemia e não fazer nada só agravará alguns problemas estruturais da escola pública. A segunda, porque se baseia na perigosa ilusão de que o sucesso do ensino à distância depende de equipar os alunos, os docentes e as escolas.

Sem equívocos, o programa de modernização digital é uma boa notícia que só peca por tardia, mas não resolve o problema essencial da educação em 2020/2021. As limitações do contacto educativo à distância não decorrem do acesso a computadores, mas do afastamento das crianças e jovens em relação à escola. Esse afastamento tem consequências pedagógicas e sociais e prejudica até direitos fundamentais das crianças e dos jovens.

É dado adquirido que o ensino à distância agrava as desigualdades. A Fenprof realizou um inquérito a 3500 docentes e 93,5% consideraram que o ensino à distância veio agravar as desigualdades entre os alunos. Particularmente preocupante é a ideia de que, em meados de maio, mais de metade (54,8%) dos professores continuava sem conseguir contactar os seus alunos, mas 70,5% estavam a lecionar novos conteúdos. Há dimensões da escola e da educação pré-escolar que não são substituíveis pelo ensino à distância, mesmo que ele se realizasse em condições pedagógicas perfeitas, o que está muito longe de se verificar. A socialização com os pares e com os docentes, dentro e fora das salas de aula, é um contributo insubstituível no percurso de desenvolvimento das crianças e dos jovens. O confinamento em casa impede essa socialização e prejudica de forma particular as crianças e os alunos com necessidades educativas especiais.

Os danos do afastamento serão tão mais permanentes quanto o tempo que ele durar. O que devia estar no centro do debate não são apenas os instrumentos do ensino à distância, mas as condições para o regresso às escolas em tempos de pandemia. Há muitos fatores que têm de ser tidos em conta, mas há um ao qual não é possível escapar: a diminuição do número de alunos por turma e o acompanhamento dos alunos que ficaram para trás durante este período. Vai ser preciso contratar mais professores, mais assistentes operacionais, mais técnicos especializados.

Sobre isto, nem uma palavra no Orçamento Suplementar. Devemos um agradecimento a todas as escolas que se empenharam na resposta de emergência à distância, mas desengane-se quem viu nela a panaceia para todos os males. O direito à educação desta geração vai jogar-se na possibilidade do seu regresso à escola.

Certamente que a adaptação das escolas à educação presencial em tempos de pandemia custa dinheiro. Mas quanto custará abdicar da igualdade social, da diminuição do abandono escolar, da elevação geral do povo pela educação, conquistas da escola pública? Tudo isto é demasiado importante para ficar resolvido por uma inexistência no Orçamento Suplementar.

 

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João Costa reeleito presidente do TALIS

 

Secretário de Estado Adjuto e da Educação, João Costa, reeleito por unanimidade presidente do TALIS por mais 3 anos. O Teacher Language International Survey é o único estudo internacional que reflete apenas a voz dos professores e diretores sobre o exercício da profissão.

 

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B-Learning nas escolas da Madeira em setembro

Próximo ano lectivo na Madeira deve conciliar aulas presenciais com ensino à distância

Tudo vai depender do ritmo da pandemia por Covid-19. A Madeira pretende iniciar o próximo ano lectivo, em Setembro, como é hábito, mas deverá ter de conciliar as aulas presenciais com aquelas que são ministradas à distância, usando a Internet. A explicação é do presidente do Governo Regional, que a deu, na manhã de hoje, durante uma visita à Escola Francisco Franco.

Na deslocação àquele estabelecimento, que serviu para agradecer a funcionários e à direcção “o esforço realizado nos dias de pandemia e após”, Miguel Albuquerque admitiu que, independentemente do cenário que se vier a colocar, o mais provável é as escolas não abrirem com 100% de aulas presenciais.

Dentro de sensivelmente um mês e meio, em especial com a reabertura do aeroporto, o Governo fará nova avaliação da situação epidémica e tomará uma decisão sobre a reabertura das escolas. “Nós vamos aguardar mais um ou dois meses, para definir. Se houver, como nós esperamos, uma contenção da pandemia, teremos condições de reabrir as escolas com determinadas condições. Se surgir algum surto vamos reabrir, mas com outras condições.”

Num caso e noutro, haverá “sempre um regresso presencial. Mas se estivermos numa situação mais crítica, a ideia será assegurar uma rotatividade, até porque há escolas como esta, que tem cerca de dois mil alunos. Para manter distanciamento e regras de segurança no caso de evolução de pandemia (… implica adoptar) determinadas medidas.”

Para as definir, escola a escola, a Secretaria da Educação está a fazer um levantamento das condições de todas elas e as regras poderão ser diferentes consoante a realidade de cada uma. As maiores dificuldades vão para os estabelecimentos com mais alunos, de que Albuquerque deu os exemplos da própria Francisco Franco acrescentando a Levada – Dr. Augusto da Silva – e o Liceu de Jaime Moniz.

Sobre a rotatividade, a que se referiu, o presidente do Governo concretizou que consiste em “fazer uma parte via Internet, não presencial, e outra parte presencial. Será assim que se assegurará a rotatividade. Aquelas matérias que se podem fazer em termos não presenciais, com maior facilidade, vamos acentuar, e outras, que exigem, do ponto de vista pedagógico, a presença dos alunos e dos professores” serão assim.

“Não pode ser 100% presencial, mas é importante que os alunos ganhem o hábito de ir à escola (…). O ensino não é apenas uma questão racional, é também uma questão afectiva”.

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Uma turma de 20 crianças terá contacto com mais de 800 pessoas ao fim de apenas dois dias

Una clase de Infantil de 20 niños

tendrá contacto con más de 800

personas después de sólo dos

días

O professor Eulogio Cordón, diretor do departamento de Organização Empresarial II da UGR, prevê que “sem vacina, a maioria das aulas provavelmente acabará por voltar a um cenário remoto ao longo da próxima queda quando os efeitos do COVID19 e da gripe sazonal convergem. Por isso, é muito importante que todos os agentes estejam preparados para esta possibilidade.”
As comunidades autónomas excluíram, na sua maioria, cenários mesmo mistos, incluindo presenciais e remotos, e também não parecem estar a fazer progressos substanciais na melhoria da aprendizagem à distância. No entanto, com o investimento limitado disponível, talvez estas opções pudessem facilitar mais estabilidade ao longo do curso.
Os peritos da UGR sublinham que as famílias já deveriam ter sido questionadas sobre a sua disponibilidade para cada sistema, a fim de melhor tentarem acomodar melhor os alunos cujas famílias necessitassem presenciais e fornecerem uma opção mista ou remota às famílias que desejaram, caso as escolas observassem garantias para o seu bom desenvolvimento. A falta de planeamento conjunto com as famílias e os professores é também uma limitação dos protocolos que têm existido até agora. Esta falta de diálogo pode ser compreensível para a resposta imediata do curso atual, mas é surpreendente quando se planeia o próximo curso e precisa de alterar substancialmente as condições de trabalho, pedagógicas e sociais do processo educativo.

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A digitalização não resolve os problemas de Setembro, por Alberto Veronesi

 

A digitalização não resolve os problemas de Setembro

Soubemos por estes dias que o Governo tem intenção de injetar 400 milhões para a Universalização da Escola Digital. No documento, o Plano de Estabilização Económica e Social, particulariza-se assim (ponto 1.2) a medida: “Universalização do acesso e utilização de recursos didáticos e educativos digitais por todos os alunos e docentes. Numa primeira fase prevê-se: Ao nível infraestrutural, adquirir computadores, conectividade e licenças de software para as escolas públicas, dando prioridade aos alunos abrangidos por apoios no âmbito da ação social escolar; desenvolver um programa de capacitação digital dos docentes; incrementar a desmaterialização de manuais escolares e a produção de novos recursos digitais.”

Antes de dedicar algumas linhas à análise do ponto em si, quero referir que não deixa de ser surpreendente ter sido o ministro da Economia a falar pela primeira vez da Escola Digital. Continuamos sem ministro da Educação. Apenas o secretário de Estado João Costa, que tem assumido a “liderança”, tem dado algumas ideias, vagas, de como poderá ser o início do próximo ano letivo. Assumindo, inclusive, que o 3.º período foi um remendo e não uma solução de futuro. Em síntese, continuamos sem grandes planos, pelo menos visíveis, para o próximo ano letivo, mas já temos um número, 400 milhões.

Pela descrição que é feita no documento, o processo será desenvolvido por fases. Mas não havendo ainda calendarização, como seria necessário, fica tudo muito vago. Sabemos que todos terão um computador, sejam professores, sejam alunos, sabemos que serão distribuídas licenças digitais em substituição dos manuais escolares e sabemos que os docentes terão formações específicas. Mas não sabemos quando é que arranca esta “revolução”, rumo à Escola Digital.

Entretanto, parece-me que é preciso atentar a algumas questões.

Serão poucos os que não concordarão com a necessidade de dar este passo tecnológico. Mas arrisco-me a dizer que os mesmos consideram que, já para setembro, seria preferível outro tipo de medidas e, sobretudo, não tratando todos os ciclos por igual. Vejamos: o pré-escolar abriu a 1 de junho, mas só frequentam, segundo dados da Fenprof, 30% dos alunos. Como pretendem fazer em setembro, quando regressarem todos? Um computador para cada um?

No 1.º ciclo, onde a autonomia das crianças é reduzida, um computador para cada um também me parece uma solução necessária, mas curta. Nesse ciclo, sobretudo nos 1.º e 2.º, mas também nos 3.º e 4.º anos, são essenciais as aulas presenciais, ficando o ensino remoto apenas como complementar. Ora isso só se conseguiria se:

  • Reduzissem as turmas a, pelo menos, metade do estipulado no pré-covid-19;
  • Aumentassem proporcionalmente o número de professores;
  • Criassem turnos duplos (manhã/tarde) em todas as escolas;
  • Complementassem o presencial com o ensino remoto em turnos semanais.

 

Os outros ciclos, dos quais desconheço as dinâmicas aprofundadamente, teriam de ajustar processos à sua realidade.

Não me parece correto olhar-se para o todo e achar-se que, como que por magia, um computador resolverá o problema.

Cada ciclo tem as suas especificidades e por isso a revolução tecnológica deverá acontecer, como aliás escrevi aqui, e devemos aproveitar esta oportunidade, uma vez que conseguimos recolher dados nesta experiência, para a fazer. Mas devemos ser mais minuciosos na planificação.

Concluindo, Escola Digital é importante e deve acontecer, como tive oportunidade de sugerir aqui.

Sendo necessário evitar abusos, poderia o Ministério da Educação reforçar o orçamento às escolas públicas para que possam adquirir equipamentos para emprestar aos alunos.

No mesmo sentido, para os professores, a aquisição gratuita de equipamentos tecnológicos (sem esquecer as licenças dos Recursos Educativos Digitais) para desenvolverem o ensino remoto a partir da casa.

Aguardemos por tomadas de decisão.

 

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Concurso AEC – Vila Nova de Gaia

 

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Informação DGEstE – Conselhos de Turma do 3º Período

 

Ex.mo(a) Senhor(a) Diretor(a) de Escola /Agrupamento de Escolas

Ex.mo(a) Senhor(a) Presidente de CAP

 

Tendo chegado à DGESTE pedidos de informação sobre a realização dos conselhos de turma do 3.º período, encarrega-nos o Secretário de Estado Adjunto e da Educação de informar que, dadas as circunstâncias, as reuniões de conselho de turma de avaliação poderão, neste ano letivo, ser realizadas não presencialmente através de meios telemáticos de comunicação síncrona. Importará garantir que todos os docentes têm acesso à documentação necessária e que estão garantidas as condições que permitem não só a participação de todos os docentes, mas também a tomada de decisão colegial nos termos legais.

 

Com os melhores cumprimentos,

 

João Miguel Gonçalves

Diretor-Geral dos Estabelecimentos Escolares

 

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Deixem-se de hipocrisias na educação – Carla Castro

 

Deixem-se de hipocrisias na educação

Talvez soe a um grito de revolta face ao silêncio ensurdecedor e à hipocrisia vigente. A indiferença, complacência e desculpabilização perante a falta de ação na educação e na forma como se está a gerir o tema da pandemia nas escolas, com o efeito de agravamento nas desigualdades entre os alunos, oscila entre o frustrante e o constrangedor.

Onde está a preocupação com a urgência da abertura das escolas e com a recuperação dos alunos em dificuldades no discurso dos governantes ou nas análises dos “escrutinadores” comentadores nas nossas televisões? 

Será porque quem fala e quem decide está na sua bolha de conforto, com o equipamento informático necessário, banda larga e teletrabalho, e consegue garantir as condições ideais para a aprendizagem e estudo das crianças que os rodeiam? Sim, porque só consigo imaginar que não se preocupem porque isto não os aflige diretamente, porque não farão certamente parte da realidade dos inúmeros “professores que não conseguem contactar os seus alunos” e não tenham verdadeiras preocupações e leituras sobre a realidade social. Pois a mim aflige-me que não os aflija, aflige-me que não tenham nem consciência da situação no país, nem o sentimento de urgência. Aflige-me a falta de leitura social e aflige-me a dissonância de discursos.

Parece ser mais fácil fazer títulos de jornais com intervenções inflamadas sobre desigualdades sociais e discriminação, enquanto que devíamos implementar já medidas para fazer a verdadeira diferença pelas gerações futuras. E se pouco se aborda o tema, ainda menos se exige ao governo que tenha uma intervenção capaz de reverter as já visíveis consequências desta inércia inaceitável.

A desigualdade nas escolas, entre alunos, está a ser agravada e não é apenas pelas diferenças na “velocidade da rede” ou “do equipamento informático”. Muitas das discrepâncias resultam de apoio familiar deficitário ou ausente, resultante de enquadramentos económico-sociais frágeis ou disfuncionalidades diversas. Num contexto de ensino à distância, não é só o material e o equipamento que faltam. Falta o apoio imaterial, falta o acompanhamento presencial. E é aqui que reside um dos apoios fundamentais da escola e a diferença que faz face às assimetrias e às desiguais condições de partida de diversos alunos. Quando falta essa parte presencial, e nada se faz quanto a isso, estamos a fechar os olhos e a permitir que se cause um dano direto e irreversível na vida destas pessoas.

Enquanto não for claro que a retoma das aulas presenciais é um fator incontornável para minimizar estas assimetrias e desigualdades, estamos a falhar enquanto sociedade promotora de educação e literacia dos seus cidadãos e do justo funcionamento do elevador social.

Os danos são enormes, do pré-escolar ao primeiro ciclo, até à preparação para a universidade. Poderão ainda ser reversíveis, mas apenas se se agir com determinação.

ala-se amiúde da “digitalização da escola”. “Aquela” reforma que estava em curso e que, afinal, não existe. E num momento em que se estão a definir orçamentos suplementares e planos de recuperação, devemos ter em mente reformas estruturais no ensino, mas também a urgência de criar soluções para a situação resultante desta pandemia.

Outros países já levantaram restrições, e Portugal? Onde está um plano estruturado, com que visão e com que urgência? Vem aí o início do próximo ano letivo: crianças regressarão às escolas, em meados de setembro, com imensas disparidades e desníveis na aprendizagem.

O que vai ocorrer? Enormes diferenças entre estabelecimentos de ensino; realidades díspares nas escolas e no seio das próprias turmas, níveis de aprendizagem diferentes entre os alunos. O que se espera? Um primeiro trimestre totalmente desacelerado e a duas ou três velocidades destintas? Menor estímulo e uma grande frustração para os alunos? E se houver uma segunda vaga? E se interrompermos novamente a rotina? Que “plano b” para lidar com a não presença, que opções para otimizar a distância no ensino?

Recentemente, a Iniciativa Liberal apresentou um plano de retoma – o PREC Liberal – que propunha, entre outras medidas ao nível da educação, incentivos fiscais para contribuintes singulares e coletivos que façam doações de material informático a escolas, para além de maior dotação orçamental para contratos simples e de associação, como passo intermédio para o estabelecimento do cheque-ensino, medida para uma efetiva liberdade de escolha da escola, seja pública ou privada. Mas é fundamental alertar que ficou a necessidade da promoção da recuperação das aprendizagens, porque é crucial ter essa ambição.

É nas aulas de recuperação facultativas, nos sistemas de apoio para os alunos e no acompanhamento durante as aulas que residirá a diferença fundamental neste curto prazo. Em Portugal: nem plano, nem preocupação. Nem para agora, nem para o verão, tão pouco para o início do ano letivo, muito menos para o ano letivo no seu todo.

Revolta-me profundamente a hipocrisia de alguns partidos que vêm falar de elevador social, de discriminação e de apoio à escola pública, para depois falharem clamorosamente neste momento crucial. Vergam-se, aparentemente, aos interesses corporativistas, ou, não sei se quebram (e como em tantas outras coisas) por não conseguirem passar da teoria à prática e falharem na interpretação da realidade económico-social. 

Devia estar instalado um sentimento de urgência para com os efeitos na desigualdade social. Esta inércia e falta de tomada de decisão neste contexto da educação terão, inevitavelmente, um efeito negativo no tão falado elevador social. Não é com títulos de jornais, frases inflamadas em plenários ou manifestações que se consegue reverter esta situação. É na vida real, na tomada de medidas concretas que fazem a diferença. Não podemos, perante uma emergência, não adotar medidas para contrariar o efeito potenciador de assimetrias. E não, a solução não é nivelar por baixo e destruir as escolas privadas que funcionam. Comecemos, a sério, pela recuperação agora, antes do retomar das aulas presenciais e na preparação do ano letivo, quando até já se vislumbra o que o próximo inverno poderá trazer. Temos sim de combater verdadeiramente as desigualdades e de favorecer o ascensor social.

Deixem-se de hipocrisias, muito menos na educação.

 

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Resistir à Ignorância, por Hélder Ramos

 

Afirmar que os tempos que vivemos são desusados e difíceis de compreender já é um hábito de tal forma recorrente, que parece nem darmos tanta importância às inúmeras causas que a todos tocam. E acrescentar mais palavras às manifestações recentes espalhadas por inúmeras cidades do mundo também não adiantaria muito, se as não encarássemos com apreensão, sobretudo no que a exageros desmedidos (pleonasmo deliberado) pode e deve ser repudiado.

Como aceitar o que está a acontecer com as estátuas de Cristóvão Colombo, nos Estados Unidos; com a de Baden-Powell, em Poole, no sul de Inglaterra, cuja autarquia teme o desmando descontrolado das turbas e, por isso, se apresta a retirá-la; com a de Padre António Vieira, em Lisboa, defensor dos oprimidos e exímio cultor da Língua Portuguesa, cujos dons oratórios muita inveja causaria, ainda nos dias de hoje, mas só para os que a sensibilidade e esguardo educaram com ponderação e responsabilidade, longe de ideologias facilitistas e sem a consciência histórica que deve nortear a intervenção cívica.

Tudo muito triste, quando vemos lideranças a promover a subversão de valores e instigar comportamentos desequilibrados e conducentes a desfechos vizinhos de causas supremacistas, quando, sob o telhado de razões aparentemente equitativas, vemos interesses aritméticos avançar para mandatos que se querem vitalícios.

Tudo muito triste, quando vemos multidões serem arrastadas para comportamentos precipitados e sem controlo, do saque pelo saque, que invade gratuitamente o espaço alheio e se assenhoreia de bens que tiveram o seu custo. E no lume da aventura e heroísmo grosseiro, ainda pode haver lugar a uma entrevista, de máscara. Não por causa da pandemia, antes pela cobardia de quem arremessa a pedra e esconde a mão. A deseducação leva ao desgoverno dos comportamentos e à incivilidade vazia da capacidade de discernir entre o bem e o mal, valor do qual depende a boa integração numa sociedade regulada por princípios que estimem o esforço coletivo de construção de amplos espaços de integração e de maior justiça.

Por tudo isto, todos devemos entregar-nos à causa da educação, como maior desafio das sociedades contemporâneas, em ordem a termos ferramentas que nos auxiliem a compreender qualquer obra artística, da produção à receção, e para deixarmos de vez as imagens desoladoras de estátuas vilipendiadas pela rudeza de gente ilógica que por aí vai andando sem objetivos coerentes de vida nem civismo decente.

Qualquer expressão artística deve ser interpretada no contexto em que foi produzida, não podendo a sua existência ficar sujeita ao livre-arbítrio de quem a não saiba apreciar na razão fundadora da respetiva criação. Isto significa que ao público deve ser dado o direito de aprender a dominar a linguagem de justa interpretação do património, sob pena de apenas a ver com os olhos e por eles ficar, cheio de certezas movidas pelo empirismo cultural que se enraíza numa ignorância bacoca e totalmente desprovida de racionalidade. Estaremos a jornadear por aí?

Urge, portanto, dotar as gerações coetâneas de capacidades de boa compreensão e leitura séria da História, conquanto tecida de conjunturas sempre incertas e quantas vezes sujeitas a tendências atentatórias da dignidade humana. Ela mede-se com respeito, tolerância e consideração pelos agentes da mudança, que somos, sem exceção, mas sem esquecermos quem nos deu a ser e abriu os caminhos que hoje conhecemos e usamos.

 

Hélder Ramos

Agrupamento de Escolas de Ovar

 

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Estudantes à Saída do Secundário em 2017/18 – Dados Definitivos

 

Estudantes à Saída do Secundário em 2017/18 – Dados Definitivos:

Destaque [PDF]

– Sumários Estatísticos [xlsx][ods]

 

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Manual de Apoio à Reutilização de Manuais Escolares para vigorar no ano 2020

Publicado o Despacho que procede à alteração, para vigorar no ano de 2020, ao Manual de Apoio à Reutilização de Manuais Escolares, aprovado e publicado como anexo i do Despacho n.º 921/2019, publicado no Diário da República, 2.ª série, n.º 17, de 24 de janeiro de 2019.

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É na escola que se aprende a não ter cor e ser apenas humano

 

 

Foi na Escola Dom João II que me ensinaram que as pessoas não têm cor

A minha avó Teresa era a senhora das fotocópias quando entrei no sétimo ano, na Escola Secundária Dom João II — já lá vão 18 anos. Os meus colegas diziam que eu era uma sortuda porque ela via antecipadamente os testes, mas nunca tive nenhum privilégio a não ser ficar a dever sanduíches de carne assada no bar.

Sou do tempo em que tinha de se dar a volta pela esquerda e passar pela mesa de pingue-pongue para entrar no poli (polivalente, para os professores), onde os mais velhos ainda fumavam às escondidas.

Lembro-me dos dias de greve, em que por vezes só um dos blocos fechava; da voz inconfundível da Dona Alice quando algum aluno passava, sem poder, pelo corredor da secretaria; e das filas na papelaria para comprar as senhas do almoço.

Lembro-me de namoriscar nas bancadas de betão lá em cima, ao pé dos campos; e de ter sido chamada a responder à direção, depois de falar torto com uma funcionária. Parvoíces da idade — ela entretanto desculpou-me.

Recordo muitos bons momentos nos quatro anos que lá passei (sou das que estupidamente chumbou no nono ano), mas a maior lição que trouxe para a vida não tem a ver com a Matemática ensinada pelo icónico Rogério Mares — embora ele tenha sido um excelente professor.

O que mais aprendi durante este tempo, quer em contexto de aula, nos longos feriados ou intervalos, e ao final do dia, antes de ir para casa, é que as pessoas não têm cor.

Esta escola secundária tem a particularidade de juntar alunos de vários bairros, muitos deles vindos de outros países do mundo — ou que já nasceram em Portugal, depois de os pais terem imigrado para cá.

Entre conversas corriqueiras, amizades profundas, namoricos ou flirts de adolescentes, nunca houve espaço para fazer distinções de raças, muito menos alguém foi posto de parte por não ter o mesmo tom de pele.

Aliás, isso nem era motivo de conversa. Se alguém se armava ao pingarelho, como diz a minha avó, era logo posto no lugar, que ali não havia tempo para mesquinhices.

Lembro-me quando era altura das listas para a Associação de Estudantes e como gostávamos de ver os africanos dançar. Que incrível. Eu, que não sei nem fazer a lambada, ainda sonho com o dia em que me aguento um minuto numa “boa kisombada”.

Numa altura em o tema racismo está, mais uma vez, por todo o lado, recordo com alegria que nesta escola isso sempre foi um “não assunto”. Andávamos demasiado ocupados a sermos felizes — todos juntos.

 

Sara Chaves In New in Setúbal

 

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Sexta-feira temos a 35.ª Reserva de Recrutamento

 

Como já tinha dito, este ano temos Reserva de Recrutamento até ao fim do ano letivo. Sexta-feira será a última deste ano, a uma semana do ano findar.

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Nota Informativa – Avaliação do Desempenho Docente e Formação Contínua de Docentes

 

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Reserva de recrutamento n.º 34

Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Listas de Colocação Administrativa – 34.ª Reserva de Recrutamento 2019/2020.

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de terça-feira, dia 16 de junho, até às 23:59 horas de quarta-feira, dia 17 de junho de 2020 (hora de Portugal continental).

Consulte a nota informativa.

 

SIGRHE – aceitação da colocação pelo candidato

Nota informativa

Listas

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Reinventando a escola…

Um país em que não se valoriza os professores, o seu trabalho e o seu esforço, não se pode dizer desenvolvido…

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Mobilidade por doença 2020/2021 – Validação do Pedido

 

Aplicação disponível entre o dia 15 de junho e as 18:00 horas de 22 de junho de 2020 (hora de Portugal continental).

 

SIGRHE

 

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Medidas de Prevenção e Controlo em Centros de Atividades de Tempos Livres (CATL)

 

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O 1º Flash Live Event Online, sobre a educação em Portugal

 

O 1º Flash Live Event Online, sobre a educação em Portugal

E depois do Ensino Remoto de Emergência?

 

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MPM – Movimento dos Professores Monodocentes

 

Foi criado um grupo no Faceboock de apoio à causa dos monodocentes. Quem estiver interessado em apoiar a causa pode aderir.

Clica na imagem

 

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Duplicam casos de Covid-19 em crianças desde a reabertura das creches e 11.º e 12.º anos

 

Crianças infetadas pela Covid-19 duplicaram desde maio

Mais do que duplicaram os casos de covid-19 em crianças com menos de 10 anos, durante o último mês e meio. Desde o início de maio, foram confirmados 500 casos do novo coronavírus em crianças – 224 destes só no mês de junho, que marcou o regresso do ensino pré-escolar. Isto quer dizer que um em cada quatro casos de Covid-19 em crianças foi diagnosticado desde que voltaram a abrir as creches.

 

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Urge a necessidade de aumentar o número de intervalos, de modo a minimizar as diferenças!

Intervalos a Concurso dos Professores Contratados
O Decreto-Lei n.º 132/2012de 27 de junho veio alterar os intervalos a concurso, nomeadamente o ponto 8 do artigo 9º, com a seguinte redação:
“8 – Os candidatos à contratação a termo resolutivo previstos nas alíneas b) e c) do n.º 2 do artigo 6.º podem manifestar preferências para cada um dos intervalos seguintes:
a) Horário completo;
b) Horário entre quinze e vinte e uma horas;
c) Horário entre oito e catorze horas.”
A tipologia destes intervalos lesa os professores, nomeadamente na discrepância de tempo de serviço, de vencimento e dias de trabalho contabilizados à SS, criando ultrapassagens dentro do próprio intervalo.

 

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Conta a nota mais alta para alunos que concluíram o secundário em 2018 e 2019

 

Os alunos que fizeram exames do ensino secundário em 2018 e 2019, e que ainda não entraram no ensino superior, podem candidatar-se este ano utilizando apenas as notas internas para efeitos de apuramento da classificação final. Esta hipótese encontra-se consagrada no projecto de portaria que aprova o regulamento do concurso nacional de acesso ao ensino superior para 2020-2021, que nesta sexta-feira foi colocado em consulta pública por 30 dias.

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Dilemas dos professores sobre a travessia do “Oceano Educativo” – Marco Bento

Dilemas dos professores sobre a travessia do “Oceano Educativo”

Anuncia-se o novo (?) caminho para uma circum-navegação pela “transição digital”. Esta proposta surge alguns anos após uma outra viagem por mar alto, em que devido a um tal de “Magalhães” muitos se afogaram seguros à bóia de um computador, sem grande noção de como poderiam salvar-se “pedagogicamente” nesse imenso Oceano.

A questão centra-se no planeamento do que queremos para a Educação. O que podemos e sabemos fazer com a tecnologia educativa que nos vem parar às mãos? Se toda esta “nova” tecnologia anunciada, usada e prevista, muita já existente em diversas escolas ditas do futuro, não for pensada e refletida, voltaremos a afogar-nos. Uma das razões é o facto de a tecnologia nos ser oferecida sem a pedirmos, ou, por outro lado, nos ser facultada tendo pedido, mas sem sabermos muito bem o que fazer com ela, afinal, serve apenas para “surfar” pelas ondas dos principais problemas burocráticos do sistema educativo. Ao invés disso, teremos de ter necessidade de a utilizar, mas para criar e produzir, para comunicar e interagir, como o fez tão rapidamente a Sra. Covid. Na verdade, se por um lado a necessidade técnica está criada (tenho dúvidas, se resolvida), nesta pandemia pela distância de se comunicar com professores e alunos, fica a questão: está criada a necessidade pedagógica que nos fará alterar a forma como poderemos atravessar o Oceano de forma mais profunda? E não nos voltarmos a afogar…

LER MAIS…

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Professor Marcelo dá aula em direto na telescola

Marcelo Rebelo de Sousa dá aula em direto na telescola

O Presidente da República vai estar na RTP Memória esta segunda-feira, em direto, a dar uma aula de Cidadania. A novidade já está na grelha do canal.

Marcelo Rebelo de Sousa vai dar uma aula de Cidadania nesta segunda feira, dia 15, na telescola, da RTP Memória.

O Presidente da República vai para o ar às 13.30 H, em direto, a partir do estúdio 1 da estação pública, para uma aula do “Estudo em Casa” de 30 minutos.

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Movimento Dos Professores Monodocentes

Caros colegas em monodocência:

A partir do momento em que os monodocentes, educadores de infância e professores do 1º ciclo, deixaram de usufruir de um regime especial de aposentação, tendo os restantes colegas do 2º, 3º e secundário, em pluridocência, mantido todas os direitos conferidos pelo Estatuto da Carreira Docente (ECD), a situação tornou-se confrangedora uma vez que os docentes, com o mesmo ECD, são tratados de forma desigual. Para ilustrar este facto, cita-se, como exemplo, a redução da carga horária letiva, em função da idade, nos 2º, 3º ciclos e secundário, assim como o número de horas efetivas, passadas na escola, também se mostra diferente, maior número de horas para educadores de infância e professores do 1º ciclo.

Em concreto, e retomando o horário docente, são atribuídos 1100 minutos, num horário completo dos colegas dos 2º, 3º ciclos e secundário, o que equivale a apenas a 18, 3 horas letivas, enquanto que os colegas, em monodocência, mantêm a carga de 25 horas letivas semanais, referindo que cada hora equivale, efetivamente, a 60 minutos.

Se, a estes 1100 minutos, adicionarmos as reduções que advêm da aplicação do artigo nº 79, do ECD, facilmente, se conclui que, entre docentes que se encontram num mesmo patamar, em termos de tempo de serviço, têm efetivamente uma carga letiva diferente conforme desempenham funções nos 2 º, 3º ciclos ou secundário em relação aos docentes que se encontram na educação pré-escolar e 1º ciclo. De facto, tudo isto acontece porque 2 tempos, atribuídos aos educadores e professores do 1º ciclo,  equivalem a 120 minutos efetivos enquanto que para o 2º, 3º e secundário, esses 2 tempos, equivalem apenas a 90 minutos.

Essa desigualdade está, também, patente nas horas atribuídas à direção de turma. Os professores monodocentes, por inerência da função, são obrigatoriamente diretores da sua turma, uma vez que assumem as sete áreas curriculares, não lhes sendo atribuída qualquer redução horária, ao contrário dos colegas dos restantes ciclos.

Em termos de medidas compensatórias consignadas no ECD, encontra-se apenas, quando solicitada, a redução da componente letiva, em 5 horas letivas semanais aos monodocentes, que completam 60 anos de idade (art.º 70, nº 2). Esta medida, considera-se discriminatória e não compensa a desigualdade que se verifica ao longo da vida do profissional docente. Além de não repor qualquer igualdade no que se refere às condições de trabalho, apresenta também ambígua regulamentação, que permite o tratamento desigual, em situações arbitrárias como a substituição de docentes, consideradas por uns, atividades não letivas e, por outros não. De referir, ainda que, se o docente usufruir de um dia sem atividade letiva, poderá ser obrigado a repor essas (5) horas, ao longo dos restantes dias da semana.

Mencionam-se apenas exemplos, a lista seria longa, pois está sempre depende da gestão de cada diretor de agrupamento.

Até à data, desconhece-se qualquer esforço de sindicatos que tentassem alterar este estado de coisas, mas é objetivo o descontentamento existente entre a classe, desigualdade esta que tem vindo a ser perpetuada pela passividade e inércia de nós todos.

Há um tempo para tudo e, consideramos que é tempo de agir e repor a equidade consubstanciada no ECD, a todos os docentes.

Propõe-se, por isso, a mobilização da classe monodocente em torno das questões elencadas, no sentido de aferir, se existe de facto, um interesse real e nacional em trazer estas e outras questões, específicas da monodocência para a ordem dia, para um debate sério e honesto com a tutela.

Pretende-se formar um movimento que salvaguarde estes profissionais, possa encontrar respostas e dê sentido às preocupações reais deste grupo de docência.

Deseja-se tentar aferir, numa primeira fase, a sensibilidade dos interessados, recorrendo às redes sociais para que, posteriormente, se possam tomar outras medidas.

Assim, solicita-se que divulguem este texto pelos vossos contactos profissionais e deixem registada a vossa opinião.

Também podem entrar em contacto connosco através do email:

[email protected]

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Duas creches e um jardim de infância encerrados depois de detetados dois casos

Nas zonas, atualmente, mais afetedas pelo vírus seria de repensar a manutenção da reabertura das creches e jardins de infância.

Duas creches e um jardim de infância encerrados depois de detetados dois casos

Duas creches e um jardim de infância da Amadora foram encerrados esta sexta-feira, depois de terem sido detetados dois casos positivos de Covid-19 nas instalações.

Ao que a TVI apurou, existem ainda vários casos suspeitos. Tratam-se das creches da Atalaia e do Ulmeiro, que ficam na Damia, tal como o jardim de infância.

As três instituições foram contactadas, mas a TVI não obteve qualquer resposta.

Contactada pela TVI, a Administração Regional de Saúde de Lisboa (ARSL) confirmou que todos os casos suspeitos se encontram a ser testados, estando todas as crianças em isolamento.

Para acompanhar a situação, segundo a ARSL, foram estabelecidas as medidas de Saúde Pública adequadas à situação, entre as quais a suspensão temporária do funcionamento das três instituições. Os edifícios vão ser desinfetados e todas as crianças estão em isolamento profilático.

 

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Ensino e Aprendizagem a Distância: O Presente e o Futuro

 

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Prorrogação da declaração da situação de calamidade até 28 de junho

 

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A NECESSIDADE DE MUDANÇA EDUCACIONAL É EVIDENTE PARA TODOS?

A NECESSIDADE DE MUDANÇA EDUCACIONAL É EVIDENTE PARA TODOS?

Eu antes pensava que a necessidade de alguma mudança era uma evidência para todos. Hoje entendo e sei que nós não mudamos sem um grande debate participado e responsável e em que todos nos respeitamos, ainda que tenhamos opiniões e visões muito diferentes, porque a mentalidade não é uma questão legislativa. Antes pensava que teria, no governo, uma tarefa que seria fácil e hoje sei que é uma tarefa muito complexa, muito difícil, mas também muito enriquecedora.

 

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As crianças entre o medo e a moral

 

Escola à distância: a mutilação de uma geração  Henrique Raposo

Estamos num jardim público com outro casal amigo. Estou entre as minhas filhas e um grupo de irmãos que joga à bola. Um chuto forte e despropositado atira a bola na direção da cabeça das minhas filhas. Ato contínuo e reflexo, o meu instinto é colocar as mãos à bola. É o que faço. Mas, naquela porção de tempo inferior a um segundo que vai do chuto até à minha estirada de guarda-redes, o tal grupo de irmãos grita enojado, Não, não toque na bola!

São imensas as histórias que mostram como a paranóia securitária (não o vírus) está a mutilar emocionalmente as crianças. Entre magoar outra criança e ter a sua bola tocada por um estranho, este grupo de irmãos prefere a primeira. Ou seja, o pânico já é uma segunda natureza, até inverteu o instinto moral: eles deviam sentir-se culpados por estarem a pôr em risco crianças mais pequenas – e deviam pedir desculpa. Mas reagiram com desagrado, como se eu fosse o culpado.

Perante este quadro mental, não percebo como é que ainda há pessoas a defender a manutenção da escola à distância a partir de setembro. É que estamos mesmo a mutilar emocional, moral e socialmente uma geração de crianças. Este pânico (injustificado) está a criar uma geração anti-social com nojo de qualquer interação e toque humano. Se passarem mais de um ano nesta repulsa, como é que esta geração vai voltar a fazer desporto? Como é que voltam a praticar judo, futebol, natação? Será uma geração que se vai remeter ainda mais ao isolamento individual dos vídeos jogos e dos telemóveis? Se não cancelarmos a paranóia, sim. As relações amorosas e até sexuais serão ainda mais virtuais e internéticas no futuro? Se não domarmos o medo, um medo que parece nascido de uma civilização que só descobriu agora que não é composta por seres imortais, sim.

A tele-escola é um erro tão grande como o teletrabalho. A escola, tal como a empresa, é um corpo intermédio da sociedade. Nós não somos indivíduos isolados, somos pessoas que fazem parte de corpos sociais, a família, a escola, o clube, a empresa, a rua, a vizinhança. Nós não somos átomos separados uns dos outros, precisamos da interação social para apreendermos a empatia. A empatia treina-se na escola, na ginástica, na natação. Não é possível treinar a empatia quando se está sozinho em casa a olhar para um ecrã. Além da empatia, a escola é fundamental para apreendermos o civismo, que é uma espécie de empatia alargada e política. Como é que se vai educar crianças no e para o civismo (conceito que implica um coletivo) quando tratamos cada criança como uma ilha separada de todas as outras? Parem com o experimentalismo que se esconde atrás do medo. Devolvam a escola e a infância aos nossos filhos.

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Igec inspeciona 100 estabelecimentos à caça das notas inflacionadas

 

Inspetores fiscalizam notas numa centena de escolas

A Inspeção-Geral da Educação e Ciência (IGEC) está a fiscalizar 100 escolas secundárias, desde o dia 3, no âmbito do combate à inflação de notas nos 11.º º e 12.º anos, apurou o JN.

A ação abrange 76 estabelecimentos de ensino públicos e 24 privados e pretende ter um efeito “regulador e dissuasor”.

 

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SABE COMO IDENTIFICAR AS PERGUNTAS OBRIGATÓRIAS DOS EXAMES NACIONAIS!

SABE COMO IDENTIFICAR AS PERGUNTAS OBRIGATÓRIAS DOS EXAMES NACIONAIS!

 

Se estiveste atento aos nossos artigos, já sabes como é que como é que vão ser os exames nacionais. A estrutura geral, pelo menos!

Agora, explicamos como é que vais identificar as perguntas obrigatórias em cada exame e o que podes esperar em cada um deles!

Vai ser possível identificar as perguntas que contribuem diretamente para a tua nota final através de uma moldura. Vê mais abaixo para perceberes melhor a dinâmica.

 

Antes de analisarmos o que é que são as molduras e como podem aparecer, vais poder ver logo no enunciado do exame a informação sobre quais perguntas vão contabilizar diretamente para a nota e em quais vão ser contabilizadas as melhores cotações.

Exemplo:

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Como é que vai funcionar a questão das “molduras”?

Há algumas possibilidades que podes encontrar em qualquer exame:

  • Perguntas obrigatórias seguidas c/ texto e/ou material de suporte;
  • Perguntas obrigatórias seguidas s/ texto e/ou material de suporte;
  • Perguntas obrigatórias e perguntas de “melhor cotação” no mesmo grupo.

No 1º caso, tanto o texto/material e as perguntas obrigatórias aparecem dentro da moldura.

Exemplo caso 1:

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No 2º caso, apenas as perguntas ficam dentro da moldura e os outros elementos fora.

No 3º caso, apenas as perguntas obrigatórias aparecem na moldura, todos os outros elementos aparecem fora.

Exemplo caso 3:

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Como é que funciona especificamente para cada exame?

Podes verificar as informações específicas para cada prova nos links abaixo:

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Uma palavra para ti…

 

 

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CONCURSOS RAM 2020/2021: MOBILIDADE DE PESSOAL DOCENTE POR DOENÇA E POR FILHOS MENORES

 

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A pandemia do medo e o ensino mediado por máquinas – Santana Castilho

A pandemia do medo e o ensino mediado por máquinas

1. Em nome de uma obsessiva protecção sanitária, sob o seu próprio e colaborante consentimento, reconheça-se, o cidadão comum foi, primeiro pelo “estado de emergência”, depois pela “situação de calamidade”, simplesmente afastado das decisões que lhe invadiram a vida, nos detalhes mais ínfimos, até nas suas próprias relações pessoais. Fomos voluntariamente prisioneiros das determinações do Governo, que foi por sua vez prisioneiro das determinações de Costa e Marcelo. Da democracia restou o nome, que perdeu a alma quando atirou milhares para a valeta social do desemprego, do lay-off e do trabalho sem direitos, para alimentar uma conveniente pandemia do medo.
Do confinamento prudente (que as chocantes imagens de Itália apressaram), visando precaver o eventual colapso dos hospitais, passámos para um confinamento imprudente, que fez colapsar a vida. Tudo sem debate, tudo recuperando a TINA (There Is No Alternative) de má memória. O terceiro poder totalitário de que falou Jean Ziegler (Les Nouveaux Maîtres du Monde, 2002) é agora o medo propalado em mantras televisivos constantes, que reduziram a vida do país à COVID-19 e que não dão voz aos especialistas que consideram epidemiologicamente insensatas muitas das medidas tomadas.
Até a própria designação de “afastamento social”, para um óbvio afastamento físico, foi um acto falhado. Porque o que se pretendeu foi uma nova ordem excludente, foi o isolamento, a diminuição da sociabilidade, do encontro cara a cara, que alimentaria as emoções e dificultaria a captura das pessoas pela lógica do virtual, da automação e da robotização do trabalho e do ensino.
2. A aplicação dos fundos que aí virão suporia um debate participado e a audição das instituições mais qualificadas em cada área. Em vez disso, António Costa preferiu retomar o despotismo esclarecido, escolhendo em segredo Costa e Silva. Não está em causa a pessoa de Costa e Silva, com os seus reconhecidos méritos e competência. Estão em causa os métodos do primeiro-ministro. Está em causa a desqualificação do Governo e da Oposição.
Há dias, António Costa anunciou 400 milhões para combater as desigualdades que o ensino online evidenciou (adquirir computadores, conectividade e licenças de software, capacitar professores e desmaterializar manuais escolares). Vendedores de computadores, Porto Editora e Leya são claros e imediatos beneficiários. Em que medida o serão alunos e escolas, depende da coerência dos correlatos programas educativos. Quanto a professores, se os não libertarem das cargas brutas de trabalho burocrático sem sentido, não há “capacitação” que substitua a disponibilidade necessária para fazer uso didáctico de tais recursos.
Do mesmo passo, seria bom que António Costa tivesse reconhecido que foram os professores portugueses que pagaram do seu bolso a utilização dos recursos materiais de que necessitaram para participar no ensino de emergência que o Governo decretou, circunstância que não pode ser mantida no futuro. Com efeito, o Código do Trabalho, que na matéria é válido para os trabalhadores com vínculo público, dispõe que os instrumentos necessários ao uso das tecnologias de informação e de comunicação, em ambiente de trabalho, devem ser fornecidos pelo empregador, por cuja conta correm, ainda, todas as demais despesas a esse trabalho inerentes.
Para uns, a pandemia evidenciou a necessidade do ensino a distância. Para mim reiterou o que já sabia: o artificialismo deste tipo de ensino; que não há ensino sem escola física, sem aprendizagem viva, sem interacção presencial professor/aluno. Os recursos tecnológicos complementam mas não substituem as aulas presenciais. Podem tornar a interação professor/aluno mais dinâmica, mas nunca a podem dispensar.
O elogio que o ministro da Educação fez ao b-learning (uma mistura de aulas virtuais com aulas presenciais) justifica uma vigilância atenta. Podemos estar ante uma subtil tentativa para aliviar o peso da massa salarial no sistema de ensino, cavalgando a onda da restruturação de vários sectores da economia, que se seguirá. Numa eventual “normalização” do ensino online, cada professor corre o risco de ser transformado em mercadoria/produto, facilmente descartável ante o enganador brilho das máquinas.
In “Público de 10.6.20

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Adenda às Informações-prova – junho 2020

 

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Um computador para cada aluno (para os professores nada?)

 

Parece que vamos continuar a ter que pagar para trabalhar!!!!!!!

 

Para as famílias

– O Governo propõe-se comprar computadores para as escolas que serão disponibilizados aos alunos. A regra será um computador para cada aluno, podendo o aluno levar o computador para casa, devolvendo-o à escola.

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Vamos ter um Leão a tratar das finanças…

 

O Presidente da República recebeu do Primeiro-Ministro as propostas de exoneração, a seu pedido, do Ministro de Estado e das Finanças, Professor Doutor Mário Centeno, e de nomeação, em sua substituição, do Professor Doutor João Leão.

O Presidente da República aceitou as propostas, realizando-se a cerimónia da posse no dia 15 de junho, às 10 horas.

Vamos ser todos “cativados”…

 

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A dualidade de critérios ao colocar alunos de quarentena…

 

Têm surgido alguns casos de infeção por COVID 19 nas Creches e Escolas Secundárias. Entre alunos, professores, funcionários e encarregados de educação, os casos vão aumentando.

A dualidade de critérios até se entende. Nas Creches, quando surge um caso, o número de enviados para casa em quarentena é elevado. Esse número deve-se à proximidade e contacto existente entre as crianças e entre crianças e adultos. No ensio secundário, também têm surgido casos, mas o impacto tem sido menor. Não por serem menos casos, mas porque não se tem como prática o “enviu” para quarentena um grande número de alunos ou professores e funcionários. Nestes casos só ficam de quarentena os casos de infecção confirmada por se partir do princípio que o contacto é menor o que faz com o risco de contágio também o seja. Parte-se do pressuposto que as regras são cumpridas mesmo fora de portas da escola.

Mesmo partindo de pressupostos como os descritos em cima, julgo que as turmas do secundário devem ser informadas da existência de casos de infeção confirmados nas respetivas turmas, assim como os professores que lecionam presencialmente esses alunos. É uma questão de prevenção. Temos que ter em conta que, tanto alunos como professores, têm contacto com as suas famílias e outros membros da comunidade onde vivem, podendo por em risco, embora mínimo, todos eles.

Por uma questão de saúde pública, os diretores devem avisar os membros da comunidade, protegendo a identidade dos infectados, que têm que estar atentos e ter cuidados redobrados.

Eu já passei por essa situação e, embora tudo tenha corrido bem, vi-me obrigado a proteger a comunidade onde vivo, autoisolando-me com minha família. Para que isso aconteça, os alunos e os professores devem ser avisados co a maior brevidade possível. Não quer dizer que se suspendam as aulas presenciais, mas ter cuidados redobrados na escola e em família nunca faz mal a ninguém.

 

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