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Sr. ministro, sem professores não há ministros!

Sr. ministro, sem professores não há ministros!

 

Lúcia Vaz Pedro, em artigo de opinião no Jornal Público

No dia em que já não houver professores, em que todos decidirem ir embora, talvez o sr. ministro ou os que vierem se recordem destas palavras: os professores são a base da sociedade.

 

Não há ministros, não há engenheiros, não há médicos, não há advogados, não há nada.

Não sei se sabe que os professores são a base de uma sociedade. São eles que formam os profissionais, aqueles que são tão bons que as empresas estrangeiras os vêm buscar e lhes oferecem ordenados que Portugal não lhes paga.

Sim, são os professores que os formam, sabia? Os da primária, os do segundo, do terceiro ciclos, os do secundário e os da faculdade. E se não tiverem umas boas “bases”, não irão longe… Ora, sendo assim, todos os professores são importantes!

E não só em termos de conhecimento, mas também em termos de cidadania. A educação que os professores incutem aos seus alunos também é importante, uma vez que os pais estão tão ocupados a trabalhar. Os pais têm de confiar! Se não o fizeram, os filhos também não o farão. É uma questão de princípio.

Porém, os princípios vêm de cima e têm de ser os dirigentes a dar as grandes lições. Assim sendo, têm de compreender que os professores são as canas da sociedade, aquelas que ensinam as pessoas a pescar. O que está a acontecer atualmente é uma política de baixo esforço. Embora eu seja professora de Português, tenho a clarividência, talvez herdada pelo meu pai, formado em Economia, de que não se deve dar o peixe, deve-se, sim, ensinar a pescar. Ora, ao dar-se subsídios sobre subsídios não se resolve o problema.

Apostem na formação. Levem as pessoas para as escolas. Deem aos professores bons motivos para ensinar, motivando os alunos a aprender. Quem quer ensinar e sujeitar-se a levar um pontapé, a ser insultado, a ficar longe de casa, a ganhar miseravelmente, a não progredir na carreira, a não ser reconhecido? Ninguém! Está tudo errado! O ensino precisava de uma reviravolta! Uma daquelas em que um professor seria o mestre dos anos 80, aquele com quem eu aprendi, aquele que eu respeitei e que me fez escolher ser quem eu sou hoje.

No dia em que já não houver professores, em que todos decidirem ir embora, talvez o sr. ministro ou os que vierem se recordem destas palavras: os professores são a base da sociedade. Sem eles não há ministros. Nem a sociedade fará qualquer sentido, sr. ministro. Por isso, abra bem os seus ouvidos. Há grandes lições a aprender! Ser humilde é uma grande virtude que só cabe aos grandes sábios!

A autora escreve segundo o novo acordo ortográfico

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Resultados Finais ao CGS da ADSE

Apenas hoje foram conhecidos os resultados finais ao Conselho Geral e de Supervisão da ADSE. Isto porque pelo meio houve quem impugnasse as eleições e apenas hoje foi conhecida a resposta final da Secretária de Estado da Administração Pública que indeferiu o pedido de impugnação.

 

Resultados das Eleições para o Conselho Geral e de Supervisão

 

Entre os dias 28 e 30 de novembro, os beneficiários titulares foram chamados a escolher os seus representantes para o Conselho Geral e de Supervisão (CGS).
Votaram 37.876 beneficiários, o equivalente a 4,07% do total, com 35.083 beneficiários a usarem o voto eletrónico.
A lista B, sob o lema “ADSE pública, solidária, com mais direitos”, liderada por Henrique Vilallonga, obteve o maior número de votos (13212), conquistando dois dos quatro lugares destinados aos representantes dos beneficiários no CGS.
A segunda lista mais votada foi a lista D (8065 votos), liderada pelo professor Arlindo Ferreira, que elege um representante. A lista A, liderada por João Neto, professor do ensino superior, foi a terceira lista mais votada (4931), conseguindo também eleger um representante.
As estatísticas sobre o perfil dos eleitores podem ser consultadas no portal da ADSE, na página das Eleições CGS 2022, em “Resultados das eleições”.

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Pedido de horários – Reserva de Recrutamento 15/Contratação de Escola (6 de Janeiro)

Exmo./a. Sr./a. Diretor/a /Presidente da CAP,

Solicitamos que desconsidere o email anteriormente enviado.

Informamos que a próxima Reserva de Recrutamento será publicada no dia 6 de janeiro de 2023, seguindo infra a nova calendarização:

  • Pedido de horários (AE/ENA) – Disponível das 10.00 horas de dia 2 de janeiro até às 10 horas de dia 4 de janeiro de 2023;
  • Validação (DGEstE) – Disponível das 10.00 horas de dia 2 de janeiro até às 12 horas de dia 4 de janeiro de 2023;
  • RR 15 – Publicação a 6 de janeiro de 2023.

Relativamente ao procedimento de contratação de escola, o pedido de horários será disponibilizado no dia 26 de dezembro, pelas 10 horas.

Mais informamos que a finalização das colocações se encontra encerrada, até às 10 horas, de dia 2 de janeiro.

Com os melhores cumprimentos,

A Diretora-Geral da Administração Escolar

Susana Castanheira Lopes

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Paulo Prudêncio na TVI

Estive, a 19 de Dezembro de 2022, pela TVI a defender as justíssimas e antigas causas dos professores e a fazer um balanço do 1º Período

 

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Para Memória Futura

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Do estado de negação do ME à revolta dos professores – Carlos Calixto

Do estado de negação do ME à revolta dos professores

 

 

Veritas lux mea (A verdade ilumina-me). Dia 17 de dezembro de 2022, um sábado, Lisboa. Um dia histórico para a classe docente. Uma manifestação com um clix sindical, mas na essência um   movimento espontâneo que começou nas redes sociais e nos blogues e que agora já é notícia e que mostra o descontentamento docente, com os sentimentos e emoções à flor da pele de dezenas de milhares de educadores e professores. Uma manifestação do despertar de consciência de classe dos professores portugueses. Gritando as suas razões em defesa da escola pública e dos seus direitos. Uma das maiores manifestações de sempre, com a presença transversal   de colegas não sindicalizados, de associados de todos os sindicatos e federações e até de políticos. Também o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa está solidário com a luta dos professores. Somos vítimas resilientes e   a injustiça que sentimos foi o rastilho/gatilho que disparou o transbordar e explodir de todo um acumular de abandono, injustiças, mágoas, “trabalho escravo” nas escolas, “roubo” de tempo de serviço efectivamente trabalhado, não contabilizado e nem sequer propostas de compensação (a reforma antecipada ou a aposentação sem penalização com 36 anos de serviço), vagas/quotas na avaliação.

A  escola  ultra moderna    das pedagogias e metodologias dos projectos, “Maia”, “Ubuntu”, etc, filosofias   de escola importadas, num permanente carrossel laboratorial de experiências, escolas piloto, meditações, casos de presença excessiva, abusiva e intrusiva dos pais e encarregados de educação na escola  (com agressões aos colegas que se multiplicam), o exponenciar da indisciplina e do bullying, o sucesso  “martelado” com o argumentum ad nauseam, o E-360, sim a plataforma pesadelo que não funciona/mal. Tudo isto e muito mais está a     chocar de    frente  com  o  grande  e         experiente  professorado formatado no tempo em que se ensinava e aprendia de acordo com a Taxonomia de Bloom, com orientações para redigir competências, habilidades e atitudes/valores. A taxonomia dos objectivos educacionais, gerais e específicos, dos conteúdos e estratégias, eficaz no planeamento de situações cognitivas de aprendizagem, aquisição, compreensão e aplicação de conhecimentos, e é facto que os alunos aprendiam alguma coisa e reprovavam quando era o caso. Simples, eficaz e a verdade dos resultados escolares dos alunos. Educar por excelência é na família (axiologicamente a escola também educa e forma cidadãos para os valores e com espírito crítico). Mas é missão crítica da escola ensinar a transmissão do conhecimento e saber humano acumulado, de geração em geração. Donde, sem subterfúgios, a motivação para a aprendizagem resultar do facto de que não há nada de novo sobre a terra. É só ouvir os professores mais experientes, que não querem   o maniqueísmo de que tudo é a fartar de digital (que não funciona), afirmam que há alunos com   problemas muito sérios/graves de visão e acusam o ME de má visão, que há alunos que já não sabem escrever à mão e que a escrita cursiva já era. É o IAVE e o modelo de avaliação dos testes de “exames de cruzinhas”, em detrimento da capacidade de argumentação dos alunos, articulação e desenvolvimento das ideias. É o facilitismo que contraria o raciocínio pensante. Donde, com a inclusão não é obrigatória a mediocridade. O não rotundo ao “eduquês”. A ortografia e o português tão mal tratados. As borlas nas correções dos exames, trabalho não remunerado. São os colegas que estão nas salas de aula que têm a autoridade da palavra do que vivenciam. O “chato da coisa” é que a escola e estudar dá trabalho, o aluno pouco ou nada disponível como educando não quer nem está para aprender, e o professor em modo olímpico, in extremis lá consegue o desiderato. Extenuante! Nas reuniões sindicais nas escolas os relatos dos colegas são repetitivos.  Cabe ao ME ouvir, escutar e em filosofia Ubuntu: “Eu sou porque tu és/nós somos”. Estamos/caminhamos juntos.

O ME tem de perceber/assimilar que o trabalho docente é um trabalho intelectual. Lamentavelmente, o Ministério da Educação transformou o trabalho intelectual docente em trabalho proletário, no sentido do simples operário, do faz tudo, do trabalho indiferenciado (com todo o respeito o digo e afirmo). Donde, a negação do ME do professorado enquanto elite intelectual altamente qualificada e especializada e massa crítica pensante, resultar num terrível equívoco/engano que levou ao actual estado de coisas. Desde 2005, desde Sócrates e Maria de Lurdes, há 17 anos que o professorado tem vivido um inferno de turbulência negativa grave e “terrorismo tutelar” sem tréguas. Uma vergonha. Chega, basta, queremos trabalhar em paz. É urgente e impõe-se a construção de pontes de confiança, boa fé, equilíbrio, verdade, justiça e lato sensu (literalmente) entre o ME e os professores. Senhor ministro da Educação, V. Ex. tem a obrigação de ter consciência do mal-estar docente que levou à revolta do professorado português, que tem sido tão desautorizado, desvalorizado, negada a progressão, empobrecido, diminuído e achincalhado na sociedade portuguesa. O senhor ministro é professor. Donde, ter o privilégio de saber que os professores precisam de tempo para preparar as aulas, em vez de relatórios, “papelada digital”, burocracia insano e inutilidades que para nada servem e são perda de tempo. Os professores estão exaustos. Não têm direito ao fim de semana porque há sempre trabalho para fazer. Não ajuda nada tentar infantilizar e fazer passar a ideia ridícula para a opinião pública e para os pares, de que os professores são ingénuos, quais “mentecaptos”, “tolinhos”, não têm discernimento, se deixam manipular por mentiras e interpretações falaciosas de algum articulado, sem opinião, num desrespeito que fere, minimiza e ofende a classe. As negociações estão em curso e os sindicatos e federações não querem maus acordos, queremos acordos justos/ganhadores, que venham de encontro aos legítimos anseios de toda uma classe socioprofissional há muito castigada. Os professores observam, pensam, interpretam, analisam, avaliam, são intelectuais, sabem o que querem e qual o ponto de equilíbrio das coisas. O ME não pode estar contra os professores. Tem de apoiar e ser solidário com o professorado. Errare humanum est (errar é humano). É nobreza de carácter reconhecer os erros, emendar a mão e dizer Presente.  Alea jacta est (a sorte está lançada).

 

Carlos Calixto – Dirigente sindical e professor na Secundária de Almodôvar

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100 Mil Seguidores do Blog DeAr Lindo

O Blog DeAr Lindo atingiu hoje a marca dos 100 mil seguidores através das redes sociais.

Na rede social Facebook acompanham o Blog DeAr Lindo 92 mil utilizadores e a receber os novos artigos por email são 8 mil seguidores.

Os que quiserem receber os novos artigos por e-mail poderão subscrever o Blog na barra lateral direita em
“SUBSCREVER BLOG DEAR LINDO VIA MAIL”.

Um enorme obrigado a todos os que seguem este espaço que se tornou um espaço de referência para todos os professores.

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Já Estamos Habituados

Maridos de deputadas do PS com contratos públicos

 

Desde que Rosa Venâncio e Paula Reis tomaram posse, as empresas dos seus cônjuges tiveram seis ajustes diretos. Todos os envolvidos reiteram conformidade com a lei.

Entre os 230 deputados, há duas eleitas pelo PS cujos maridos têm contratos públicos. Uma delas é Rosa Venâncio, casada com Pedro Ribeiro da Silva, dono da Pedro Ribeiro da Silva Unipessoal (Engenharia e Consultoria) e com 50% da Lugar do Plano (arquitetura). A primeira tem 20 contratos, num total de €619.951. A segunda tem 147, totalizando €3.905.806. O marido da deputada, de 59 anos, é ainda vogal da Assembleia Municipal de Aveiro, depois de ter sido candidato nas listas do PS nas autárquicas de 2021.

 

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Entrevista do Ministro da Educação na RTP3, Após a Manifestação de Hoje

Neste  link, a partir das 21:00.

 

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Protesto “histórico” de professores em Lisboa

Protesto “histórico” de professores em Lisboa

 

Professores protestam em frente à Assembleia da República durante uma manifestação convocada pelo S.TO.P. – Sindicato de Todos os Professores, em Lisboa, 17 de dezembro de 2022. ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA

 

“Professores a lutar também estão a ensinar” foi uma das frases de luta mais ouvidas na manifestação de profissionais da educação, neste sábado, em Lisboa, num dia que o sindicato STOP, organizador do protesto, considerou ‘histórico”.

 

Fotogaleria no artigo do JN

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O Apoio de José Luís Peixoto

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Apoios

Já são vários os artistas que apoiam a luta dos professores. No início da semana publicamos o vídeo com o apoio de Pedro Abrunhosa a esta causa dos professores.
Hoje publicamos o apoio do ator Ruy de Carvalho.

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Medidas de valorização dos trabalhadores em funções públicas

Decreto-Lei n.º 84-F/2022, de 16 de dezembro

 

 

Sumário: Aprova medidas de valorização dos trabalhadores em funções públicas.

 

Para os professores estas medidas de valorização apenas incidem no subsidio de refeição, com efeitos ao dia 1 de outubro de 2022.

 

 

 

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Paulo Guinote na CNN a Fazer Balanço do 1.º Período

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Plataforma – Organizações sindicais anunciam novas formas de luta para janeiro

Organizações sindicais anunciam novas formas de luta para janeiro

 

 

O Secretário-geral da FENPROF encerrou esta quinta-feira em Lisboa o ciclo de vigílias que se realizaram ao longo da semana em 19 localidades de todo o país.

Mário Nogueira anunciou que as organizações sindicais vão dar um prazo ao ME até 10 de janeiro para recuar nas suas intenções, apresentar novas propostas para a revisão do regime de concursos e iniciar processos negociais relativos a outras questões, como a recuperação do tempo de serviço congelado, o fim das quotas na avaliação docente, um regime específico de aposentação ou o fim da precariedade.

Se a resposta não chegar até 10 de janeiro, as organizações sindicais irão avançar para uma greve por distritos, ao longo de 18 dias, com início a 16 de janeiro. Estão ainda previstas outras formas de luta, cujo ponto alto será a manifestação nacional do dia 4 de março em defesa da profissão docente.

 

Lisboa, 15 de dezembro de 2022

As organizações sindicais

ASPL, FENPROF, PRÓ-ORDEM, SEPLEU, SINDEP, SIPE, SPLIU e SIPE

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Dia 6 da Greve

Escola EB 2,3 Cabanita em Loulé

 

EB 1, 2, 3 da Lousã

 

 

AE Barreiro

Em atualização ao longo do dia

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Pela Mouzinho da Silveira

 

Outras notícias da Mouzinho da Silveira no Quintal do Paulo.

 

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Agenda para Dia 16

SECRETÁRIO DE ESTADO DA EDUCAÇÃO EM MELGAÇO: para inauguração da requalificação do Centro Escolar de Pomares

 

 

O Secretário de Estado da Educação, António Leite, inaugura amanhã, 16 de dezembro, a requalificação do Centro Escolar de Pomares. A ação acontece pelas 11h00.

 

 

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Homenagem aos que estão sós…. – Luís Sottomaior Braga

A minha caixa do messenger está cheia de fotos de gente feliz em magotes largos a concentrar-se à porta das escolas em greve.
Podia destacar algumas, mas ía ser injusto.
Escolhi uma simbólica: uma corajosa colega sozinha à porta de uma escola.
Conheço-a e considero-a amiga (para mais do meu grupo).
Pessoa de fibra. Uma das animadoras entusiastas e persistentes da ILC pela contagem do tempo de serviço, que teve o seu clímax há 3 anos.
Também nessa altura verberada por sindicatos (Mário Nogueira chamou-nos em público traidores de forma direta).
Fomos derrotados porque Costa disse que se demitia e a geringonça roeu a corda a um acordo em marcha.
Tenho visto várias fotos assim. Uma ou 2 pessoas à porta da escola. Não são a maioria, mas merecem destaque.
Com esta foto e através dela fica a homenagem aos que se podiam sentir sozinhos no protesto. Não estão.
Não ganham nada em “fazer figuras tristes”, lhes dirão.
Grande engano. Ganhamos com eles todos, os que estão em multidões à porta da escola.
E ganhamos todos em amor próprio.
Essas são talvez as pessoas que estão a compreender melhor o que se está a passar.
Sabem que não estão sós. Porque a coisa é bem mais vasta que a porta da escola.
Mesmo que haja queixas de pais, ou até de sindicatos cegos, quem protesta são indivíduos convictos pelas agruras.
Alguns sindicalistas encartados falam de “desorganização” e “amadorismo”. E aí mostram que não estão a perceber nada.
Isto não é o Stop. O Stop é instrumento de uma coisa mais vasta, que precisa de ganhar só mais um pouco de momento.
E que é mais “praça Tahir” que “desfile do PCUS na praça Vermelha”. Com todos os defeitos e problemas da metáfora.
Os que tiram estas fotos podem sentir-se acompanhados porque, na verdade, não estão sós.
Há uma onda no país de consciência e vontade de enfrentar os problemas. E criativa também.
Nada se faz sem esforço, custos e trabalho.
A tal “luta” que tantos trazem na boca mas em que pouco andam a passar de palavras aos atos.
Luís Sottomaior Braga

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Por Oliveira de Azeméis

Professores fazem greve em Oliveira de Azeméis

 

Os professores do Agrupamento de Escolas Ferreira de Castro, em Oliveira de Azeméis, estiveram em greve, esta quinta-feira de manhã, dando voz às reivindicações de progressão na carreira e contra a “municipalização da educação”.

 

“Sentimo-nos desmotivados e sem apoio por parte de quem nos governa”, justificou, ao JN, uma professora que participou na greve, que decorreu nos dois primeiros tempos de aula, em frente à Secundária Ferreira de Castro, sede do agrupamento.

Os docentes falam na necessidade de “respeito pela profissão e justiça” e reiteram reivindicações “antigas”. “Não desistimos do nosso tempo de serviço, porque não nos foi totalmente reposto e lutamos contra as cotas de acesso ao quinto e sétimo escalão”, acrescentou.

Os professores afetos ao STOP, Sindicato de Todos os Professores, que participam na greve por tempo indeterminado desde o passado dia 9 de dezembro, mostram-se contrários à proposta do Ministério da Educação, que prevê a criação de procedimentos municipais na colocação de professores e distribuição destes por decisão de conselhos locais de diretores.

“Estamos contra esta proposta. Não é desta maneira que vão garantir professores nas escolas”, afirmou a professora.

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Dia 5 da Greve

 

Em atualização ao longo do dia.

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Análise da votação de 30 de novembro para o CGS da ADSE

Análise da votação de 30 de novembro para o CGS da ADSE com os resultados apurados por faixa etária e tipo de beneficiário.

Apesar de existirem cerca de 900 mil beneficiários, apenas votaram 4%, sendo que do total de votantes perto de 30% foram de aposentados.

 

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A Ética de (IR)Responsabilidade Política O Mal-Estar Docente

Semen est verbum. (A semente é a palavra).

“Mágoa é maior que toda a paciência”. (Carta à rainha de Inglaterra, D. Catarina, Roma, 1669, Padre António Vieira).

“Porque raciocinar sobre as causas e sobre os efeitos é algo de árduo (…), nós temos muita dificuldade (…), então ir para trás nos encadeamentos, por vezes muito longos, de causas e efeitos parece-me tão louco como procurar construir uma torre que chegue ao céu”. (O Nome da Rosa, Umberto Eco, 1980).

“A iliteracia do século XXI não será a dos que não conseguem ler e escrever, será a dos que não conseguem aprender, desaprender e voltar a aprender”. (Alvin Toffler).

As organizações são as pessoas. A organização escola vai de mal a pior. As interações entre os profissionais da Educação e Ensino, educadores e professores e o ME (Ministério da Educação), pautam-se por um mal-estar permanente provocado pela tutela, em virtude de falta de sensus intelectual, higiéne mental e equilíbrio nas decisões. Mudanças/viradeira, governos/ministros da Educação, novas experiências e projetos, digital fartante; tudo em demasia. Trabalhador feliz produz mais e melhor. A produtividade docente com Felicidade é igual a acréscimo de produtividade e melhores resultados dos alunos. A angústia garroteia o desempenho docente. “O clima de escola determina a qualidade de vida e a produtividade dos docentes e dos alunos. O clima é um fator crítico para a saúde e para a eficácia de uma escola”. (Fox, R., 1973, pp 5-6, School climate improvement: A challenge to the school administrator, Charles F. Kettering Ltd, Denver).

A motivação para a profissão docente traz à colação um maior e absoluto investimento político e financeiro na educação escolar e na escola pública, com as valências de prioridade nacional e de valorização do trabalho do professor, reconhecido em termos estatutários, societais, identitários e remuneratórios. O mal-estar docente é um fenómeno/facto central que está a afetar negativamente e na plenitude, os professores portugueses. Multiplicam-se a intensidade e a frequência das situações de mal-estar grave dos professores, sendo determinante a componente política do problema. “A crise na profissão docente arrasta-se há longos anos e não se vislumbram perspetivas de superação a curto prazo. As consequências da situação de mal-estar que atinge o professorado estão à vista de todos: desmotivação pessoal e elevados índices de absentismo e de abandono”. (Nóvoa, A.,1991, p. 20, O passado e o presente dos professores, in A. Nóvoa (Ed.), Profissão Professor, Porto Editora, Porto).

Para estancar o agravamento das situações de mal-estar docente, as propostas e medidas de intervenção no plano  sociopolítico “(…) Poderiam contribuir para prevenir e resolver muitas destas situações, nomeadamente a revalorização da imagem social dos professores,(…) a delimitação clara e coerente das funções dos professores e um maior investimento na Educação, traduzido em salários mais consonantes com as habilitações académicas e as responsabilidades dos professores (…); não obstante o mal-estar docente ter muito a ver com o contexto ou ambiente de trabalho do professor, sendo necessário introduzir diversas alterações no plano sociopolítico (…)”. (de Jesus, S.N., 1997, pp 12-13, Bem-Estar dos Professores – Estratégias para realização e desenvolvimento profissional, Ed. do Autor, Coimbra).

O mal-estar docente também passa pelo facto de serem exigidas ao professor novas responsabilidades e funções, sobrecarga de trabalho e exaustão. O professorado é especializado, sendo que o sistema de ensino, a escola, depois adultera tudo isto e o professor acaba um faz tudo, “(…) o que contribui para a desvalorização de profissões mal pagas, como é o caso da profissão docente, pois a desvalorização social está ligada à desvalorização salarial. Estudos revelaram que, em Portugal, quer os professores quer a opinião pública, consideram que a profissão docente possui um baixo estatuto (Cruz Et al. 1988, idem, p 20).

Abordando a questão do mal-estar docente, impõe-se a gestão do mal-estar docente, através de estratégias de coping, enquanto formas de lidar com o problema. “É importante o estudo das estratégias de coping (significa lidar, reagir a uma situação) utilizadas pelos professores, uma vez que o grau de mal-estar (…) que estes apresentam depende da forma como lidam com as potenciais fontes desse mal-estar. (de Jesus, S.N., 1996, p 131, A Motivação para a Profissão Docente – Contributo para a clarificação de situações de mal-estar, Estante Editora, Aveiro).

Todos os governos têm intenções de fazer reformas na Educação. Legislam medidas que em tese, supostamente iriam mudar para melhor a Educação. Os professores nas escolas levam com todas as mudanças, “moda após moda”, sem que o ME tenha a noção e a medida exata do que se vai passando no quotidiano da escola. No dia a dia são apresentadas medidas, publicada   legislação, aplicada operacionalização e desiderato político “mal/bem sucedido”. Donde, “Não havendo uma cultura de avaliação das medidas de política educativa, as decisões tomadas, sem um adequado acompanhamento, acabam, muitas vezes, por produzir efeitos bastante diversos dos que foram anunciados. As discrepâncias entre a filosofia dos preâmbulos dos diplomas legais e as consequências do articulado desses diplomas no terreno – bem conhecidas dos atores reais da escola – acabam, muitas vezes, por ser desconhecidas de muitos e, em particular, dos autores das medidas legislativas”. (O estado da Educação pela voz dos seus profissionais – Análise dos resultados da consulta nacional da FNE, 2002, p 7, Ed. ISET – Instituto Superior de Educação e Trabalho).

Emmanuel Lévinas, “Ética e Infinito”, (Ed. 70). Ser responsável pelo outro, o ficar face a face. A filosofia da “Alteridade, Outro e Mesmo”. Não o cogito ergo sum de Descartes, o “Penso logo existo” do Eu, do ego individual, do lado a lado, numa visão distorcida, reduzida e egocêntrica. O que Lévinas propõe é uma nova relação de responsabilidade entre Totalidade e Alteridade (do latim alteritas, “outro”, e que parte do pressuposto de que todo o ser humano social interage e é interdependente do outro, que é diferente, e que eu tenho de perceber, colocar-me no lugar do outro e entender a sua idiossincrasia, razões, dor e sofrimento, numa relação que não seja excludente e destrutiva do outro, mas integradora, de abertura e aceitação mútua. Donde, eu tenho de ver o sofrimento do outro, do meu interlocutor, tenho de ver o seu rosto. Entrar no humanum do outro e percecionar a sua humanitas. Só assim, vivenciando axiologicamente a deontologia moral, tu, eu, nós, somos totalidade, ética e infinito. Magíster dixit.

Acabou o politicamente (in)correto. O professorado, fénix de força e coragem, sabe o que quer, com a total, absoluta e abrangente razão que temos e nos assiste. É urgente e pedra de esquina, o Ministério da Educação ter esta relação afetiva e de mimo, de catarse em família, de proximidade com os educadores e professores portugueses e de negociações de boa fé e proposição assertiva com os sindicatos e federações da Educação. Os professores andam ansiosos, vivem em sobressalto e medo permanente com as políticas e “maldades” que o ME vai rebuscando e querendo implementar/aplicar contra a classe. Os docentes merecem mimo, memória e gratidão. Não nos revemos  num ECD cada vez mais violentado, desfigurado e alterado. Os professores estão para além do limite!  Estamos indignados e não toleramos mais a disrupção ME/Professorado. Os professores exigem Justiça e Ser Respeitados e Felizes. Obrigado Professor!  

Fechamos este artigo de opinião com uma abordagem sucinta sobre as matérias que preocupam o professorado neste momento e para as quais o ME tarda em abrir processos negociais, e que muito decisivamente contribuem para o mal-estar docente. Donde, ser prioritário   o ME   ouvir os professores, dialogar e negociar com os sindicatos: Atualização salarial e recuperação do poder de compra contra o empobrecimento; recuperação e contagem integral do tempo de serviço para efeitos de progressão em carreira versus propositura compensatória; regularização do horário de trabalho com a definição/especificação clara do que é componente letiva, componente de estabelecimento e componente individual de trabalho; alteração do atual modelo de avaliação de desempenho docente, eliminando as cernelhas no 5º e 7º escalões, pondo fim às vagas na progressão e quotas na avaliação; abertura e aumento de vagas e lugares de quadro nas escolas e agrupamentos de escola; fim/eliminação da precariedade docente e mão de obra barata; alteração do atual regime de mobilidade por doença, digno e humanista, solidário e altruísta, respeitador da saúde e dignitas dos colegas; reposição da paridade entre a carreira docente e a carreira técnica superior do Estado (topo); aprovação de um regime de aposentação ad hoc (fim específico) que permita a possibilidade de rejuvenescimento da/na profissão docente; não à ideia/“tentativa” de verter em normativo legal algumas alterações absurdas/aberrantes ao novo diploma   de contratação de professores, alocados diretores (“leiloar” professores não); afirmação do critério do Concurso Nacional e da Lista Graduada Nacional; não à gestão/municipalização do Professorado.

“Ninguém  mais  que  eu deseja a paz, mas há-de ser como convém”. (Carta ao Marquês de Niza, Haia, 1648, Padre António Vieira).

“A maior pena a que fui condenado é a do silêncio”. (Carta ao Duque de Cadaval, Coimbra, 1668, Padre António Vieira).

Carlos Calixto – Dirigente sindical Beja/Professor secundária   Almodôvar.

 

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O Que as CCDR Recebem de Competências

Foi publicado hoje a Resolução do Conselho de Ministros n.º 123/2022, que determina a transferência, a partilha e a articulação das atribuições dos serviços periféricos da administração direta e indireta do Estado nas comissões de coordenação e desenvolvimento regional.

O calendário para esta transferência/partilha está mais ou menos assim definido:

 

6 — Estabelecer o seguinte cronograma, para cumprimento do disposto nos números anteriores:
a) Até ao final de janeiro de 2023, proceder-se-á à reestruturação das CCDR, nos termos do
previsto no número anterior;
b) Até ao final de março de 2023, proceder-se -á à restruturação dos serviços elencados no n.º 3;
c) Até ao final do 1.º trimestre de 2024, deve ser concluído todo o processo previsto na presente resolução.

 

Eis as competências que por agora serão transferidas/partilhadas com as CCDR.

 

 

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Mas Não Houve Uma Revolução com o 54/2018?

Adolescentes gostam menos da escola e acham a matéria demasiado aborrecida. Professores não estão surpreendidos

 

“Este valor tem vindo sempre a agravar e comparando com outros países (…) este é sempre aquele indicador que nós temos menos bom”, considerou a coordenadora do estudo, Tânia Gaspar.

O gosto pela escola diminuiu nos alunos do 6.º, 8.º e 10.º anos, que continuam a achar a matéria demasiada aborrecida e difícil, segundo os resultados e um estudo em 51 países que serão apresentados esta quarta-feira.

Este valor tem vindo sempre a agravar e comparando com outros países (…) este é sempre aquele indicador que nós temos menos bom”, considerou a coordenadora do estudo, Tânia Gaspar, sublinhando a necessidade de a escola “fazer uma aproximação à realidade dos jovens”.

Esta investigação – Health Behaviour in School-aged Children (HBSC/OMS) 2022 – feita em colaboração com Organização Mundial de Saúde, indica que a pressão com os trabalhos de casa (muita pressão) aumentou (de 13,7% em 2018 para 22,4% em 2022) e que o que os alunos menos gostam na escola é a comida nos refeitórios.

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Imagens da Greve de Hoje

Realizou-se hoje, dia 14 de dezembro pelas 8.20h, uma Manifestação de Professores em frente à Escola Básica e Secundária de Castelo de Paiva que reuniu várias dezenas de professores que reivindicaram os seus direitos em defesa de uma Escola Pública de Qualidade. Foi a manifestação e greve com maior impacto de sempre neste concelho.

Quarto dia de greve na Escola Secundária de Paços de Ferreira.

 

 

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Governo concede tolerância de ponto nos próximos dias 23 e 30

Governo concede tolerância de ponto nos próximos dias 23 e 30

 

Os funcionários públicos podem escolher não trabalhar nas antevésperas de Natal e de Ano Novo. O Governo deu tolerância de ponto para os dias 23 e 30.

O Governo decidiu conceder tolerância de ponto nos dias 23 e 30 de dezembro aos trabalhadores que exercem funções públicas no Estado, segundo um despacho já assinado pelo primeiro-ministro, António Costa.

“É concedida tolerância de ponto aos trabalhadores que exercem funções públicas nos serviços da administração direta do Estado, sejam eles centrais ou desconcentrados, e nos institutos públicos nos próximos dias 23 e 30 de dezembro de 2022”, refere-se no despacho.

Neste despacho, o primeiro-ministro justifica as tolerâncias de ponto pelo facto de ser “tradicional a deslocação de muitas pessoas para fora dos seus locais de residência no período natalício e de ano novo tendo em vista a realização de reuniões familiares”.

António Costa refere depois “a prática que tem sido seguida ao longo dos anos” e “a tradição existente no sentido da concessão de tolerância de ponto, nesta época, nos serviços públicos não essenciais”.

Em relação a estes dois dias de tolerância de ponto, no diploma salienta-se que se “excetuam os serviços e organismos que, por razões de interesse público, devam manter-se em funcionamento naquele período, em termos a definir pelo membro do Governo competente”.

“Sem prejuízo da continuidade e da qualidade do serviço a prestar, os dirigentes máximos dos serviços e organismos referidos no número anterior devem promover a equivalente dispensa do dever de assiduidade dos respetivos trabalhadores, em dia a fixar oportunamente”, acrescenta-se.

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Comunicado e Esclarecimentos – Greve Semana 12-17 Dezembro

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Demagogia em “estado puro”: ensinar emoções aos Professores…

Na Educação parece que existem duas realidades: a “realidade imaginária” e a “realidade real”…

 A “realidade imaginária”, aquela onde parece viver uma certa “elite iluminada” de pretensos Especialistas, uma espécie de “leais conselheiros” do Ministério da Educação que terá como principais funções:

– Por um lado, apoiar e defender as interpretações, muitas vezes enviesadas, de determinadas circunstâncias, feitas pelo Ministério da Educação, abdicando de as contrariar;

– Por outro lado, apoiar e defender as decisões e as medidas educativas decretadas pela Tutela, muitas vezes absolutamente erráticas, abdicando de as contrariar…

Não raras vezes, essa defesa da “realidade imaginária” costuma ser dominada por “factos alternativos”, pela ficção e pela propaganda, conduzindo à obstinação de não querer percepcionar a realidade existente nas escolas, tal qual ela é…

Ou seja, essa “realidade”, na verdade, não existe, mas é a que se quer ver…

A “realidade real”, por vezes dolorosa e frustrante, de difícil admissão para muitos, não costuma ser reconhecida pela Tutela, nem pela “elite iluminada”, sobretudo por alguns “ungidos da intelligentsia” (Thomas Sowell) que, arrogantemente, não sabem, nem querem saber, como se chegou ao estado calamitoso em se encontra a Escola Pública…

A “solução” encontrada, por uns e por outros, é negar obstinadamente essa “realidade real”, enredando-se numa espiral de dogmatismo, de afastamento das vivências tangíveis e de auto-desculpabilização, parecendo acreditar que, por esses “passes de mágica”, seja possível eliminá-la…

Mas a “realidade real”, sobejamente conhecida de todos aqueles que passam a maior parte do seu dia numa escola, “não perdoa”, “não procrastina” e não é sensível a “efeitos especiais”, na verdade, incapazes de a fazer desaparecer…

Essa realidade, existe todos os dias e todos os dias se manifesta:

– Os alunos são reais, têm problemas e dificuldades reais, têm vidas reais e frequentam escolas reais…

– Os profissionais de Educação são reais, têm problemas e dificuldades reais, têm vidas reais e trabalham em escolas reais…

Com um esgar sarcástico, que bom seria se se reconhecesse a existência de pessoas reais e de escolas reais!

Em vez desse reconhecimento e do enfrentamento da “realidade real”, o Ministério da Educação, convenientemente, parece preferir “desconversar” e divagar, por exemplo, estabelecendo parcerias para determinados Programas de Formação, com certas entidades…

É o caso do Programa de Formação firmado entre o Ministério da Educação e a Gulbenkian, que arrancará em Janeiro de 2023, e que, alegadamente, visará ensinar as emoções aos Professores, em particular “aprender a identificar sinais de burnout em si próprios e nos alunos” (Jornal Público, em 7 de Dezembro de 2022)…

Incompreensivelmente, esse é o mesmo Ministério que tem desrespeitado a dignidade profissional dos Professores, mostrando-se incapaz de lhes providenciar condições de trabalho susceptíveis de gerar emoções positivas no contexto laboral…

Incompreensivelmente, esse também é o Ministério que parece ignorar, ostensivamente, a importância e a contribuição das condições de trabalho para a satisfação Docente e a relação desses aspectos com os níveis de stress, angústia, ansiedade ou de motivação evidenciados pelos Professores em contexto laboral…

Incompreensivelmente, as sensações de pertença, de segurança e de proteção, assim como a concretização de ambientes de trabalho onde seja possível o desenvolvimento de emoções positivas, não têm sido devidamente acauteladas por esse Ministério, antes pelo contrário…

Com um esgar sarcástico, o Ministério que não tem tratado bem os Professores, desconsiderando-os frequentemente, e que também não tem conseguido satisfazer as suas legítimas pretensões em termos de salários dignos ou de progressão efectiva na Carreira, é o mesmo que, agora, os quer ensinar a lidar com emoções…

Com um esgar sarcástico, talvez, quiçá, para os dotar de uma infalível capacidade de resiliência e de inteligência emocional, que lhes permita suportar todos os atropelos perpetrados contra si, de preferência calados e sem alvoroço…

Com um esgar sarcástico, virá aí mais uma “capacitação”, desta vez, emocional…

Com um esgar sarcástico, talvez venha a ser essa a “fórmula mágica” que permitirá aos Professores Portugueses alcançarem a felicidade suprema e reconhecer, de vez, que o seu mundo profissional se constitui, afinal, como uma benesse de valor inestimável, que deverá ser lembrada, todos os dias, com uma enorme gratidão…

No fundo, parece ser este o pensamento subliminar:

 Vamos ajudar os Professores a conseguirem suportar o mal que lhes causamos, em vez de eliminarmos esse mal

Se isto não é absurdo e perverso, o que será absurdo e perverso?

Se isto não é demagogia “em estado puro”, o que será demagogia?

As dificuldades em distinguir entre o que é real e o que é imaginário ou fantasia têm vindo a transformar a Escola Pública numa escola “postiça” e “travestida”, sem credibilidade, pervertida pela manipulação…

Na Escola Pública, cada vez mais, se finge que está tudo bem, cedendo-se à toxicidade da “ditadura” dos afectos positivos e à falácia das aparências optimistas…

Mas uma escola que engana, é uma escola que acabará por incentivar a fuga à realidade, promover o alheamento das dificuldades existentes na vida real e restringir a capacidade de auto-controle e de gerir a frustração, a ansiedade e a angústia, conduzindo a uma certa alienação…

A quem serve uma escola que fomenta a “realidade imaginária”? Aos alunos e aos profissionais de Educação não será, com certeza…

É urgente “descer à Terra” e enfrentar determinadas ideias delirantes, decorrentes de crenças incompatíveis com a realidade ou de percepções alteradas da mesma que, em vez de resolverem problemas, costumam criar ainda mais problemas…

E a presente Greve por tempo indeterminado também poderá convir para se alcançar essa finalidade…

(Paula Dias)

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289 Docentes Aposentados em Janeiro de 2023

Em janeiro de 2023 são aposentados 289 docentes da rede pública do ME de Portugal Continental.

A previsão para 2023 é que se aposentem 3515 docentes e vinculem pela norma travão 2346 docentes.

Ao longo de 2023 irei dar continuidade a este calculo mensal de docentes aposentados.

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Faz Hoje Dois Anos Que Apresentei Recurso Hierárquico ao Ministério da Educação e Até Hoje Nem Sinal de Resposta

Já pouco importa saber a resposta ao recurso hierárquico que apresentei ao membro do governo responsável, faz hoje dois anos, sobre a minha avaliação de desempenho após receber a resposta da Comissão de Avaliação à reclamação apresentada.

Fica apenas confirmado a enorme falta de respeito por quem está a frente do Ministério da Educação nestes últimos anos. E já são dois Ministros os responsáveis por esta ausência de resposta.

 

 

 

 

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Por Famalicão

 

FONTE: FAMA – Rádio e Televisão de Famalicão

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A Greve Que Inicia Hoje, Pela Comunicação Social

Greve de professores com adesão elevada, diz sindicato

 

Professores organizam protestos no 1.º dia de greve por tempo indeterminado

 

Greve de professores com adesão elevada

 

 

Professores em greve por tempo indeterminado

 

 

Em atualização

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A Conferência de Imprensa da Plataforma

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O Aumento de 52€ aos Professores, na maioria dará mais 1% no IRS

Em muitos casos o aumento de 52€ aos professores será comido pelo aumento da taxa de IRS, que fará os professores receberem muito menos do que esses 52€ em valores líquidos.

A isto chama-se dar com meia mão e tirar com duas.

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É De Uma Tremenda Justiça Que Assim Seja

E já quando abriram os primeiros concursos externos fui dando conta disso, da impossibilidade dos docentes dos quadros concorrerem às vagas abertas.

As vagas a abrir deveriam ser abertas também aos docentes dos quadros.

2. Como se processam as aberturas de vagas?

Serão criados lugares de quadro após 3 anos sucessivos de recurso a professores que não pertencem ao quadro da escola e que não estão em substituição para preenchimento de um horário.

A ocupação de lugares de quadro será sempre através de concurso nacional;
Sempre que há lugares de quadro a concurso, qualquer professor de carreira pode concorrer.

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GREVE NACIONAL de PROFESSORES com início a 9 dezembro

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Uma Convergência Que Deixa de Lado o S.TO.P.

ASPL, FENPROF, PRÓ-ORDEM, SEPLEU, SINAPE, SINDEP, SIPE e SPLIU anunciam posições comuns e lutas convergentes

 

 

As organizações sindicais de docentes ASPL, FENPROF, PRÓ-ORDEM, SEPLEU, SINAPE, SINDEP, SIPE e SPLIU reuniram hoje (2 de dezembro) para fazerem o ponto de situação relativo à negociação da revisão do regime de concursos, para analisarem outros aspetos sobre os quais o Ministério da Educação tarda em abrir processos negociais, com vista, por exemplo, à indispensável contagem integral do tempo de serviço para efeitos de carreira, ao fim das vagas na progressão e quotas na avaliação, à manutenção da paridade no topo com a carreira técnica superior, à eliminação da precariedade, à aprovação de um regime específico de aposentação que permita o rejuvenescimento da profissão, à regularização dos horários de trabalho ou à indispensável alteração do atual regime de Mobilidade por Doença.

Foram também discutidas formas de luta convergentes a levar por diante com os professores, bem como a sua oportunidade, ficando cada organização de debater internamente as que considera deverem ser levadas por diante. A decisão sobre as formas de luta (formato e oportunidade) será fechada no próximo dia 5 (segunda-feira) e divulgadas publicamente, de imediato, em

Conferência de Imprensa

Lisboa, 5 de dezembro (segunda-feira) – 11:00 horas

Escola Secundária de Camões (Praça José Fontana)

Nesta Conferência de Imprensa, para a qual se convidam os/as Senhores/as Jornalistas, estarão presentes dirigentes de todas as organizações promotoras.

 

As organizações sindicais

ASPL, FENPROF, PRÓ-ORDEM, SEPLEU, SINDEP, SIPE, SPLIU e SIPE

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Reserva de Recrutamento n.º 14

Reserva de Recrutamento n.º 14

 

Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Listas de Colocação Administrativa – 14.ª Reserva de Recrutamento 2022/2023.

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira dia 05 de dezembro, até às 23:59 horas de terça-feira dia 06 de dezembro de 2022 (hora de Portugal continental).

Consulte a nota informativa.

SIGRHE – Aceitação da colocação pelo candidato

Nota informativa – Reserva de recrutamento n.º 14

Listas – Reserva de recrutamento n.º 14

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Não É só a Educação que tem Falta de Professores na Metrópole

438 candidatos às especialidades não quiseram vagas nos grandes hospitais de Lisboa e Vale do Tejo

 

O ano de 2022 fica para a história como aquele que reuniu o maior número de sempre de vagas – ao todo, 2057, quando em 2021 tinham sido 1938. Mas fica também marcado por ter tido o triplo de vagas por preencher em relação ao ano anterior, 161 contra 50. A esmagadora maioria em unidades da Grande Lisboa. O bastonário dos médicos diz que a situação deve constituir “um alerta para todos” e que a tutela deve procurar os porquês. Veja o mapa de vagas em aberto.

 

 

 

 

E estas não podem ficar apenas por se tentar pagar mais alguma coisa aos médicos, “há que encontrar outros incentivos para zonas carenciadas, que, hoje, como se vê, não estão só em zonas periféricas, a 200 ou 300 km dos grandes centros, mas também já nestas regiões. Basta olhar para Lisboa. Por isto tenho vindo a defender que é preciso encontrar uma linha especial de apoio, quer na saúde, na habitação e na educação. É preciso haver condições concorrenciais para estas regiões para conseguirmos assegurar e fixar médicos”, argumentou.

 

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