“A liberdade de escolha foi dada aos pais do aluno de optarem pelo ensino regular, doméstico ou individual” e, tendo os pais do aluno “optado pelo ensino doméstico, devem os mesmos conformar-se com a natureza e funcionamento do mesmo”, escreve o juiz de direito do Tribunal Administrativo e Fiscal do Porto na decisão, a que a Lusa teve acesso.
Um em cada três professores portugueses sofre de elevados níveis de stress e 37% têm problemas de voz, alertou a Federação Nacional de Educação, que vai lançar uma campanha e exigir que o stress seja considerado doença profissional.
Duas investigadoras da Unidade de Investigação em Psicologia e Saúde, do Instituto Superior de Psicologia Aplicada (ISPA), inquiriram 800 docentes portugueses e descobriram que 30% tinham níveis elevados de burnout (estado de esgotamento físico e mental provocado pela vida profissional).
Os resultados da investigação, que ainda não terminou, foram agora divulgados pela Federação Nacional de Educação (FNE), que sublinhou a “relação direta entre o elevado nível de burnout e os baixos níveis de satisfação no trabalho”.
As investigadoras do ISPA perceberam que a idade, o tipo de contrato, a experiência profissional e o tipo de ensino têm influência nos níveis de stress: os professores mais velhos têm níveis de burnout superiores assim como os que dão aulas no secundário.
“Os professores do ensino secundário apresentam valores mais elevados de stress, exaustão emocional e maior falta de reconhecimento profissional”, recorda a FNE, sublinhando que as mulheres também são mais afetadas.
No mesmo sentido, os docentes responsáveis por alunos com necessidades educativas especiais também sofrem mais de ansiedade, burnout e preocupações profissionais.
Turmas muitos grandes e com muitos alunos e estudantes mal comportados são duas das causas que provocam stress nos docentes, que se queixam dos baixos salários, das condições de trabalho precárias, da grande exigência de tarefas burocráticas, pressão de tempo para o desempenho das tarefas e as exigências na relação com alunos e pais.
Vídeos de bullying entre jovens, que retratam um pouco da realidade actual e que provam as dificuldades que hoje em dia as escolas têm em controlar muitos desses jovens em contexto de sala de aula.
Ou Vídeos de bullying com caricaturas a aspectos físicos de alguém, em especial de jovens.
Perdi paciência para todas estas coisas que a cada ano que passa, em vez de diminuírem, aumentam.
E dar muita importância a isso é valorizar comportamentos que devem ser completamente recriminados por toda a sociedade. E ao que parece as autoridades competentes estão já a tratar disso, nestes dois casos.
E quem ainda pensa que o trabalho docente é alguma coisa de muito agradável e com muitas regalias profissionais que comece a fazer uma análise ao comportamento dos jovens actuais e às dificuldades que é manter esses jovens motivados dentro de uma sala de aula.
E este tipo de comportamento já não acontece apenas na faixa etária da adolescência e cada vez mais os comportamentos de violência e agressões entre colegas/docentes/auxiliares chegam ao 1º ciclo e até mesmo ao pré-escolar.
Preocupante é imaginarmos como será a próxima década, tendo em conta a evolução que todos estes casos têm tido nos últimos anos.
O reforço da autoridade do professor ficou apenas nas palavras e o tema da convivência escolar desapareceu quando o Secretário de Estado João Grancho saiu do MEC.
A punição tem má fama, é muitas vezes vista como o the dark side of the force, é tema tabu para muitos e quem o defende é normalmente associado à intolerância e insensibilidade, como se de um pequeno ditador se tratasse. No entanto, se olhar à sua volta, a punição faz parte da sua vida, estando associada às mais pequenas coisas. A própria escola deve encará-la com naturalidade, até porque a sociedade funciona assim e a escola é o reflexo da sociedade. Talvez o problema não esteja diretamente relacionado com a punição, mas sim com a tipologia da punição…
Participem também na sondagem semanal do blogue ComRegras. Os resultados serão divulgados no meu blogue na próxima semana.
Tem início, amanhã, dia 13 de Maio, a 1º Fase da Mobilidade por Doença (se há 1ª fase também deve haver uma segunda fase).
Durante 15 dias úteis encontra-se aberta a aplicação, pelo que até ao dia 2 de Junho podem efectuar esse pedido.
Os docentes a quem for conferida a mobilidade por doença são retirados do procedimento de mobilidade interna do concurso nacional, caso venham a ser opositores ao referido procedimento.
Ninguém é retirado do concurso interno, ok? Apenas da Mobilidade interna se forem candidatos.
Reforma curricular inclui ainda ensino de chinês, francês e swahili
A língua portuguesa é uma das quatro que o Zimbabwe quer tornar de aprendizagem obrigatória nas escolas oficiais, a par do francês, do chinês e do swahili.
A introdução das quatro línguas faz parte de uma reforma curricular mais vasta que ainda não foi aprovada, e que inclui também o ensino de agricultura e de temas de ciência pura.
Os planos do Governo do Zimbabwe estão a gerar fortes críticas entre os docentes. “É alucinante”, observa um dirigente de uma associação de professores do ensino superior, David Dzatsunga, que se questiona onde irá o Estado buscar pessoal para ensinar as quatro línguas e dinheiro para lhes pagar. O país tem três línguas oficiais – o shona, o ndebele e o inglês, usado habitualmente nos negócios – e 13 outras línguas minoritárias.
Acho que todos os alucinados devem andar a beber do mesmo bebedouro.
Apesar das médias serem bem abaixo do limite máximo por turma.
Mas turmas do 1º ciclo com vários níveis de ensino e com 26 alunos dentro de uma sala de aula são um autêntico terror para qualquer professor do 1º ciclo.
Turmas podem ter até 26 alunos, algo que não agrada aos diretores de escola que pedem ao ministério de Crato ajudantes
Os diretores escolares querem que o Ministério da Educação permita às escolas ter professores coadjuvantes nas turmas do 1.º ciclo para apoiar o trabalho na aula, já que as turmas podem ter até 26 alunos.
“As turmas do 1.º ciclo deveriam ser mais pequenas, para permitir um ensino mais personalizado. Se as turmas tivessem menos alunos isso iria reduzir as situações de insucesso e indisciplina nos anos seguintes”, disse à Lusa Filinto Lima, vice-presidente Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP).
O diploma do Ministério da Educação e Ciência (MEC), publicado no final da semana passada, define que as turmas do 1.º ciclo podem ter um limite máximo de 26 alunos, mantendo o número que já estava definido em anos anteriores.
Para Filinto Lima, mais de 22 alunos é muito e por isso os diretores esperam ganhar créditos escolares para, caso precisem, possam ter mais do que um professor na sala de aula: “Esperamos que o Ministério da Educação nos dê, no próximo ano letivo, mais horas de apoio para podermos ter professores coadjuvantes a apoiar as turmas”, defendeu.
Caso tal não seja possível, os diretores escolares gostariam que “as escolas tivessem mais autonomia para poderem constituir as turmas”, defendeu aquele responsável, explicando que podem existir “turmas de 30 alunos que funcionam lindamente e outras que são tão complicadas que nem com 15 alunos funcionam”.
No pré-escolar, as turmas serão constituídas por um número mínimo de 20 e um máximo de 25 crianças. Mas, caso integrem crianças com necessidades educativas especiais de caráter permanente, o limite máximo da turma será de 20 crianças.
Já no caso do 1.º ciclo, se existirem meninos com necessidades educativas especiais, as turmas terão um limite máximo de 20 alunos, não podendo incluir mais de dois alunos nestas condições, revela o despacho, que estabelece as regras sobre matrículas, frequência, distribuição de alunos e constituição de turmas.
As turmas dos 5.º ao 9.º anos de escolaridade são constituídas por um número mínimo de 26 alunos e um máximo de 30 alunos, segundo o diploma assinado pelo secretário de Estado do Ensino e da Administração Escolar e pelo secretário de Estado do Ensino Básico e Secundário.
Filinto Lima diz que os diretores aguardam agora o documento sobre a organização do ano letivo que esperam que se mantenha semelhante ao do ano passado: “Esperamos que não haja grandes diferenças. A legislação na educação deve manter-se no tempo, senão lança a confusão nas escolas”, relata a Lusa.
Já vários artigos passados coloquei sobre os erros da BCE de 2014/2015 e apontei alguns caminhos a melhorar com esta forma (um pouco absurda) de contratação.
O primeiro erro que apontei esteve relacionado com o elevado número de subcritérios que o MEC serviu de cardápio às escolas (149).
Seguidamente na fase da candidatura existiu uma enorme confusão com o preenchimento dos subcritérios que levou a ser criado um novo prazo para os docentes rectificarem as respostas dadas.
Evito neste artigo falar sobre o erro da fórmula porque tal já estará resolvido (mal resolvido, mas resolvido).
Após a colocação dos docentes havia a necessidade dos mesmos comprovarem os dados, em muitos casos os dados não puderam ser comprovados e os docentes tiveram de sair da escola, atrasando ainda mais a colocação de outro docente no mesmo lugar.
A BCE foi politicamente mal idealizada e tecnicamente mal elaborada.
Não há volta a dar aos erros sucessivos que estão a acontecer e qualquer ideia em tentar melhorar este sistema é cair no mesmo erro.
Por cada erro que se pretenda corrigir outros erros irão acontecer. A BCE simplesmente não funciona nem nunca funcionará.
Mesmo continuando com a mesma posição sobre a BCE, importa reparar para 2015/2016 os erros que aconteceram em 2014/2015.
E assim, no meu ponto de vista:
os subcritérios devem ser facilmente mensuráveis e reduzidos a um máximo de 20 ou 30;
devem ser previamente validados por uma escola de validação;
deve existir uma forma mais rápida de colocação do docente, sem que o mesmo candidato seja colocado em 100 escolas em simultâneo, pelo menos nas primeiras colocações do ano lectivo, pelo que a colocação em BCE com efeitos ao dia 1 de Setembro de 2015 devia ocorrer bem antes do mês de Setembro e ao mesmo tempo que a Contratação Inicial.
sempre defendi um concurso dinâmico em que um docente a qualquer momento pode integrar-se numa lista de ordenação ou então sair dela (seja nas preferências por escolas ou por intervalos de horário), e nesse caso os docentes deveriam ser obrigados a aceitar uma colocação, qualquer que ela fosse, sob pena de terem penalização para o resto do ano lectivo.
Fica o tema BCE em debate para o caso de quererem intervir nele.
Faz-se público, em conformidade com o meu despacho de 5 de maio de 2015, que se encontra aberto, pelo prazo de 5 dias úteis contados do primeiro dia útil seguinte ao da publicação do presente aviso na Bolsa de Emprego Público-Açores, fixado de 11 a 15 de maio, o período de candidatura ao procedimento concursal/oferta de emprego para recrutamento centralizado de pessoal docente da Educação Pré-Escolar e dos Ensinos Básico, Secundário e Artístico, em regime de contrato de trabalho a termo resolutivo, nos termos dos n.ºs 3, 4 e 5 do artigo 6.º e n.º 7 do artigo 9.º, ambos do Regulamento de Concurso do Pessoal Docente da Educação Pré-Escolar e dos Ensinos Básico e Secundário, aprovado pelo Decreto Legislativo Regional n.º 22/2012/A, de 30 de maio, retificado pela Declaração de Retificação n.º 39/2012, de 17 de julho, alterado pelo artigo 36.º do Decreto Legislativo Regional n.º 2/2013/A, de 22 de abril (adiante designado por Regulamento de Concurso), com vista ao suprimento de necessidades transitórias do sistema educativo durante o ano escolar de 2015/2016.
E a partir de agora e até final do ano lectivo o que se vai ouvir falar nas escolas roda tudo à volta das provas e dos exames e até os alunos do 4º ano já fazem simulações de exame com visita à sede do agrupamento para simular o próprio dia do exame.
Chegamos a um ponto em que tudo é levado ao extremo por parte das escolas.
E será que os alunos e as famílias têm interesse nesta exigência toda, ou são as próprias escolas que tornam tudo isto ainda mais exigente?
Acções desenvolvidas pela Junior Achievement Portugal já abrangeram quase 200 mil alunos. Pais contestam.
Mariana Santos foi surpreendida por um folheto que descobriu, há algumas semanas, na mochila do filho de sete anos. “Disse-me que tinha sido levado por uma senhora que ia voltar à escola às quintas-feiras. Era de uma organização de que nunca tinha ouvido falar, a Junior Achievement Portugal. Fui ler e não gostei. Pesquisei um pouco mais e fiquei muito incomodada por estarem nas escolas”, conta ao PÚBLICO.
Na verdade já estão desde o ano lectivo 2005/2006, com acções que abrangeram 195.891 alunos desde o 1.º ciclo à universidade. Só no ano passado estiveram em 452 escolas, informou o assessor de imprensa da Junior Achievement Portugal (JAP), Nuno Comando. O objectivo, esclarece, é o de levar “o empreendedorismo para dentro das salas de aula”. O que é feito sem custos para as escolas, já que todas as despesas são suportadas pelos 42 associados da JAP, acrescenta.
Esta semana o Cocó da Educação vai ter uma ligeira alteração. Tal como alguns de vocês sou professor e mesmo tendo dia livre (ao contrário do que muita gente pensa e como vocês sabem) não chega para tratar das lides da escola.
Deixo aqui um pequeno apontamento do que vai ser o próximo episódio e algumas reflexões que não quero deixar registadas em vídeo pois podem ser mal interpretadas por pessoas menos atentas que não se dão ao trabalho de ler, mas que gostam de ver filmes brejeiros.
Nascemos na altura errada?
Quando éramos alunos e nos portávamos mal levávamos umas belas reguadas e se nos queixássemos aos nossos pais o cenário piorava. Hoje somos professores e algo mudou.
Fomos Enganados
O mundo mudou e a relação dos pais com a escola é por vezes polémica. Por um lado queixámo-nos que não aparecem, por outro lado quando aparecem desejamos que não tivessem aparecido. Claro que nem sempre é assim e felizmente ainda há famílias exemplares. O problema é que as que são menos exemplares têm muita força nos estragos que fazem. Seja ao nível da educação dos alunos, com quem temos de lidar diariamente, seja pela forma agressiva com que atacam a escola.
O ataque é a melhor defesa?
Se analisarmos do outro lado, do lado dos pais, podemos dizer que os professores têm pouca ou nenhuma formação para lidar com os encarregados de educação. É verdade, não fez parte da nossa formação inicial, nem conheci durante a minha carreira nenhuma formação a este nível. A escola deveria ter uma postura mais “comercial”. Quem é diretor de turma deveria ser porque o deseja e não porque lhe é imposto.
A minha filha é uma boa aluna mas sempre que fui à escola nunca ouvi um elogio dos professores que me atenderam. Jogaram sempre à defesa, ou seja ao ataque. Ela é distraída, não fez o TPC no dia X, não trouxe o livro no dia Y… e por aí fora. Os aspetos negativos são sempre os mais salientados.
Se nos dermos ao trabalho de ver a caderneta de alguns alunos com NEE, podemos constatar que geralmente só servem para dar más notícias. Alguns pais vão à escola só para ouvir “falar mal” dos seus filhos e claro ao fim de algum tempo deixam de ir ou passam a jogar à defesa, ou seja ao ataque.
“Comportamento gera comportamento”, ou de uma forma mais popular “as moscas não se apanham com vinagre” são frases que temos que ter em conta quando recebemos um encarregado de educação.
Só tendo as famílias como aliados podemos vencer este desafio que estamos a perder de dia para dia.
O conceito de economia paralela pode ser definido como o conjunto de atividades económicas que, embora realizadas no território nacional, não se refletem no produto do respetivo país, não tem qualquer correspondência na contabilidade nacional e não entra na quantificação do PIB.
Temos, pois, que uma parte muito significativa da produção realizada em território nacional, quer seja ilegal, oculta, informal ou para uso próprio, tem profundas implicações negativas no grau de eficiência da atividade económica global.
Hoje faço um post especial e que muito me honra! A partir das 21:30 horas de hoje é OFICIAL: está lançado o CINANIMA JÚNIOR!
“O CINANIMA, através do seu Serviço Educativo, faz a apresentação oficial dos Programas CINANIMA JÚNIOR, para crianças, adolescentes e jovens. Exclusivamente destinado a Escolas, Agrupamentos de Escolas, Associações de Pais e Encarregados de Educação e Instituições sem fins lucrativos, o CINANIMA JÚNIOR é uma iniciativa que decorre anualmente na sequência do Festival Internacional de Cinema de Animação de Espinho que tem sempre lugar na segunda semana de novembro.
Anteriormente a 2014 esta iniciativa era conhecida como as Extensões do CINANIMA e realizava-se um pouco por todas as escolas do país. A partir de 2015, essas mesmas extensões destinadas a um público infantil e juvenil passam a designar-se CINANIMA JÚNIOR, que continuando a ser organizadas pelo CINANIMA e pela Cooperativa Nascente, passarão a ser promovidas num programa ainda mais alargado pelo Serviço Educativo do CINANIMA. O CINANIMA JÚNIOR inclui três programas distintos e que se destinam a três faixas etárias específicas”
Resta-me dizer-vos que esta é uma excelente iniciativa para as Escolas/Agrupamentos e que pretende levar o Cinema de Animação às Escolas. E, melhor ainda, se localmente conseguirem organizar estes eventos em coordenação com outras entidades, seria magnífico levar as crianças e jovens a ver estas sessões em cinemas, cine-teatros, etc, etc…
O CINANIMA, numa lógica sensata, apenas cobra custos administrativos. Vinte euros… Apenas… Para três programas e que podem ser para um Agrupamento inteiro… Cabe a toda a comunidade educativa proporcionar estas abordagens aos seus alunos. E digo comunidade educativa pois para além de escolas, estes programas podem ser solicitados por associações de professores, associações de pais e encarregados de educação e instituições sem fins lucrativos… Do que estão à espera?…
Organização: Nascente e CINANIMA
Parceiros: Cinemateca Portuguesa e Plano Nacional de Cinema
Na sequência da publicação da passada semana, aproveito a oportunidade de dar sequência a um grande conjunto de animações publicadas pela famosa TED, no casos as TED Ed com muitas animações com uma variedade temática impressionante e capaz de motivar os nossos alunos nas aulas. Acresce o facto de todos os vídeos (alojados no Youtube) terem a opção de ativar as legendas em Português.
Além da diversidade e variedade temática, um excelente recurso para os professores da áreas das ciências experimentais, biologia, física, química, entre muitos outros…
Deixo-vos aqui alguns exemplos, poucos, muitos poucos para aquilo que é a quantidade e qualidade das animações que existem disponíveis. Têm (e devem) mesmo que explorar… SEM FALTA…
Numa altura em que os níveis de insucesso e abandono escolar continuam elevados, a FNE, a CONFAP e a ANDAEP realizam a III Convenção Nacional para discutir o impacto da Educação para a Infância e do 1º Ciclo do Ensino Básico no futuro dos nossos alunos.
No comentário da semana, secretário-geral da FNE aproveita para alertar para a necessidade de serem criados mecanismos de apoio efetivo que permitam aos alunos ultrapassar as dificuldades.
A valorização do trabalho dos docentes do Pré-escolar e do 1º ciclo foi outras das medidas assinaladas por João Dias da Silva com fundamental para aumentar o sucesso do sistema educativo português.
Estará para breve, com a publicação hoje do Despacho nº 4773/2015, a Mobilidade por Doença que não terá procedimentos muito diferentes do modelo do ano anterior. Contudo, o Despacho deste ano não refere a possibilidade da Mobilidade por Doença numa segunda fase, em Setembro, em função da colocação obtida na Mobilidade Interna.
O procedimento da mobilidade por doença é aberto pela Direção-Geral da Administração Escolar pelo prazo de 15 dias úteis após anúncio a publicar na página eletrónica desta Direção-Geral.
Como ainda não abriu o aviso no site da DGAE o prazo dos 15 dias ainda não começou a contar.
O que é essencial saberem para este processo:
3 — A formalização do pedido de mobilidade por doença é efetuada exclusivamente através de formulário eletrónico, a disponibilizar pela Direção-Geral da Administração Escolar, e deve ser instruída com os seguintes documentos a importar informaticamente:
a) Relatório médico, em modelo da Direção -Geral da Administração Escolar, que ateste e comprove a situação de doença nos termos do despacho conjunto A -179/89 -XI, de 12 de setembro, e a necessidade de deslocação para outro concelho nos termos do ponto 1 do presente despacho;
b) Documento comprovativo da relação familiar ou da qualidade de parceiro na união de facto;
c) Declaração emitida pela junta de freguesia que ateste a relação de dependência exclusiva do ascendente que coabite com o docente;
d) Declaração emitida pelos serviços da Autoridade Tributária que ateste que o docente e ascendente residem no mesmo domicílio fiscal.
Podem ser candidatos à Mobilidade por Doença:
1 — Os docentes de carreira dos estabelecimentos de ensino da rede pública de Portugal Continental e das Regiões Autónomas podem requerer mobilidade por motivo de doença ao abrigo da alínea a) do artigo 68.º do ECD, aprovado pelo Decreto -Lei n.º 139 -A/90, de 28 de abril, na sua redação atual, para agrupamento de escolas ou escola não agrupada situado em concelho diverso daquele em que se encontram providos ou colocados, desde que sejam portadores de doença incapacitante nos termos do despacho conjunto A -179/89 -XI, de 12 de setembro, publicado no Diário da República, 2.ª série, n.º 219, de 22 de setembro de 1989, ou tenham a seu cargo cônjuge, pessoa com quem vivam em união de facto, ascendente ou descendente a cargo nas mesmas condições, e a deslocação se mostre necessária para assegurar a prestação dos cuidados médicos de que carecem.
Ministério da Educação e Ciência – Gabinetes dos Secretários de Estado do Ensino e da Administração Escolar e do Ensino Básico e Secundário
Estabelece os procedimentos da matrícula e respetiva renovação, as normas a observar na distribuição de crianças e alunos, constituição de turmas e período de funcionamento dos estabelecimentos de educação e de ensino