Professores dos colégios sem hipóteses nos quadros do Estado

Concorrência. Regras dão prioridade a docentes da rede pública no acesso ao quadro. E mesmo os contratos anuais já estão entregues

A possibilidade de professores oriundos dos colégios privados virem a ocupar lugares do quadro nas escolas públicas é praticamente nula. E mesmo para disputarem a maioria das vagas de contratação a termo com os colegas que têm estado ao serviço das escolas públicas, terão de esperar pelos próximos concursos nacionais, que só decorrem no próximo ano.

Esta é a convicção de Arlindo Ferreira, autor de um blogue especializado em questões de contratação, e da própria Associação Nacional de Professores Contratados (ANPVC), a qual, ainda assim, promete estar “em cima da situação” nos próximos tempos.

(clicar na imagem)in DN by Pedro Sousa Tavares

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12 comentários

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    • Paulo Ramalhoto on 12 de Maio de 2016 at 9:43
    • Responder

    Muitos já terão concorrido à contratação para 2016/2017…

    • Áurea on 12 de Maio de 2016 at 9:53
    • Responder

    Entretanto, muitos destes professores já entraram nos quadros através da norma travão!

    1. Aurea, já ocuparam as vagas de vinculação nos concursos externos e também as da 2ª prioridade no ano transato.
      As possibilidades de entrar para os quadros do MEC são NULAS, sobretudo para os professores que sempre serviram a escola pública e que andam a calcorrear o país há 15/20 anos.
      Cada vez é mais difícil conseguir um horário completo e, por isso, cada vez é mais difícil reunir as condições da norma-travão. Aliás, nem horários incompletos ou substituições vamos conseguir, porque os que aparecerem logo serão SUGADOS pelos professores do privado que nos ultrapassaram.
      Muitos professores do privado saíram com fortunas (indemnizações) diretamente para uma vaga na escola pública. e os professores públicos têm ido para o desemprego. Nós, depois de tantos anos temos de ir para o desemprego PARA ELES CONTINUAREM A TRABALHAR!
      Estou indignada e revoltada.

        • Pedro Xavier on 12 de Maio de 2016 at 13:36
        • Responder

        Exato! Defendo que é urgente rever esta injustiça.

        A começar pela prioridade. Seguindo-se o tempo de serviço válido para concursos públicos: o tempo de serviço resultante de um concurso NÃO público não pode ser equiparado!
        Veja-se a este respeito o que acontece, por exemplo, com os médicos. .

      • benvinda branquinho on 12 de Maio de 2016 at 19:34
      • Responder

      Eles têm mais tempo de serviço. Façam as estatísticas e vejam qual é a proveniência dos professores que usam a norma travão. De onde veio o tempo de serviço antes desses 5 anos?j Se eles já lá foram colocados porque tinham mais tempo de serviço…

      1. E de certeza que já estão a trabalhar para reduzir o tempo necessário para isso de forma disfarçada

    • Farto disto on 12 de Maio de 2016 at 10:57
    • Responder

    E acho muito bem que seja uma possibilidade praticamente nula dos professores do privado entrarem para os quadros do estado. Já não basta o que tem acontecido nos concursos externos dos últimos anos em que esteve no poder o PDS/CDS???? Depois do desgoverno que se assistiu nos últimos 4 anos em que milhares de professores do público caíram no desemprego alguém do privado de compadeceu para os empregar???? Quando uma empresa privada vai à falência os seus trabalhadores também vão a correr para o Estado???? Então porque raio o Estado tem de dar emprego ou colocar nos quadros que deixa o privado????

    Ao concluir a sua licenciatura cada professor fez a sua opção, uns foram para os colégios ao pé de casa, cujos critérios de recrutamento são os que se conhecem, e outros andam há décadas a correr o país, incluindo ilhas e até Timor etc. etc., muitos deles ainda na situação de contratados. Por que raio deveriam agora os quadros serem abertos para os professores do privado? Mais a mais existem no país uns quantos do quadro que continuam em cascos de rolha e não se conseguem aproximar?

    Toda a gente sabe os reais motivos que estão na base deste protesto por causa do fim do financiamento. Os professores são obrigados a participar nas manifestações assim como as crianças. Faz algum sentido que o Estado esteja a financiar um colégio numa zona em que existem escolas públicas com salas de aula disponíveis e professores do quadro com horários incompletos ou a pagar subsídio de desemprego a docentes do público que estão desempregados????? Quantos alunos tem uma turma do privado???? Quantos alunos que frequentam o privado são oriundos de bairros sociais degradados, etnias, NEE´s???? Qual é o abandono escolar e falta de aproveitamento dos alunos do privado????? E porquê?????? os contribuintes não são obrigados a ter os seus filhos na escola pública e a pagar a educação de meia dúzia de felizardo que estudam de borla nos colégios privados.

    Privado é privado e está dependente da lei da oferta e da procura como qualquer outro negócio. Os pais podem sempre ESCOLHER ou colocam os seus filhos no público como qualquer outro cidadão português ou PAGAM exclusivamente do seu bolso a frequência dos seus filhos em colégio privado. Ponto final, não há discussão.

    • Bekas510 on 12 de Maio de 2016 at 13:50
    • Responder

    Muitos já estão nas listas de ordenação 2016/2017, na 2ª prioridade, ocupando os primeiros lugares. Na lista do 510 já existem graduações de quarentas e tais, precisamente desses colegas; conseguiram com as suas altas graduações os 365 dias no público quando concorreram à BCE em 2014/2015 e ninguém lhes podia fazer frente. Ninguém nega que têm muito tempo de serviço, acumulado aos longos dos anos (alguns sempre na mesma instituição).
    O problema reside no facto de que os professores do público concorrem a um concurso que é público, os horários que arranjamos nem sempre são completos nem anuais.
    Como entraram os colegas do privado para os colégios?
    Como conseguiram anos e anos de serviço?
    Eu nunca vi concursos para os privados!
    Por tudo isto não posso concordar que eles tenham a mesma prioridade que nós temos e acho inaceitável qualquer entrada para os quadros por parte destes colegas e espero que, desta vez, os sindicatos defendam os contratados e se oponham à ideia que o ministro teve de arranjar trabalho para os professores do privado que ficarem desempregados!

    • benvinda branquinho on 12 de Maio de 2016 at 19:30
    • Responder

    Perdem o comboio na estação mas vão apanhá-lo no apeadeiro.
    Os outros professores, da mesma idade, têm anos e anos com horários incompletos e incompletíssimos e, os professores do ensino privado têm-nos completíssimos , se muito bem calhar alguns até terão anos de 400 dias.
    Têm de esperar um ano mais ? Pois, esperam . Eles saltam para os quadros do ME logo que têm ocasião. Foi isso que sempre fizeram.

    • anabela on 12 de Maio de 2016 at 19:38
    • Responder

    vão querer negociar a norma travão para que não tenham que esperar para vincular. E os totós do publico ainda vão achar bom a alteração. Vão ver

  1. O engraçado é que as vagas do ensino público são para todos, as do particular são para os conhecidos, agora querem que os conhecidos também tenham tratamento prioritário no setor verdadeiramente público.
    Já agora, de onde vem a ideia que só os contratos de associação a 8km de escolas públicas vão perder o jackpot? Uma criança que faça 8km no Norte e Centro leva o mesmo tempo que uma a 20 no Alentejo ou Algarve, o critério deveria ser acessibilidade, não kms.
    Estou numa escola em que recebemos alunos de Aldeias que distam até 23 kms e levam 20 min de viagem, enquanto outros a 10 kms de distância vão para o Colégio com contrato de associação que até já comprou autocarros para vir buscar crianças à cidade porque alguns pais deram moradas falsas e o estado paga para esses priveligiados não se misturarem com a plebe., curiosamente muitos dos que acabam com médias altissimas desse colégio chegam ao 10º ano e ou chumbam ou ficam a patinar, o que levanta perguntas serias sobre a vigilância dos exames nessas escolas.

  2. “Professores dos colégios sem hipóteses nos quadros do Estado”. Bem-vindos à realidade nua e crua, porque os Professores do Estado não têm hipóteses nos quadros do Estado (que são comidos por quem vem do privado e concorre atualmente em pé de igualdade), nem do Privado (porque não são sócios).

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