“Missão Escola Pública” apresenta lista de 11 medidas. Entre as reivindicações está a recuperação de todo o tempo de serviço dos professores e o fim das provas em formato digital, já este ano letivo.
Professores dão 60 dias ao próximo Governo e ameaçam fazer greve aos exames
Os professores estão disponíveis para avançar para a greve na época de exames, se o próximo Governo não responder a algumas das principais reivindicações nos primeiros 60 dias de executivo.
O aviso é feito pelo movimento “Missão Escola Pública”, que este sábado enviou uma carta com 11 pontos ao líder da AD, Luís Montenegro, e ao Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.
Entre as reivindicações está a recuperação de todo o tempo de serviço dos professores e o fim das provas em formato digital, já este ano letivo.
Lista de 11 reivindicações da “Missão Escola Pública”
– Agendamento da recuperação de todo o tempo de serviço;
– Alteração ao atual modelo de Avaliação Docente;
– Eliminação das quotas de acesso aos 5.º e 7.º escalões;
– Alteração ao modelo de gestão, tornando-o democrático;
– Definição de ajudas de custo para os docentes deslocados;
– Anulação da possibilidade de recrutamento de professores por parte dos diretores, anulando esta ideia de reforço dos seus poderes autocráticos;
– Decretamento do fim das provas em formato digital;
– Implementação de medidas que visem combater o facilitismo e a indisciplina;
– Revisão do decreto que define a habilitação própria para a docência;
– Implementação de medidas que promovam uma verdadeira inclusão, quer de alunos com necessidades educativas especiais, quer de alunos estrangeiros;
– Agendamento de reuniões de trabalho cujo objetivo seja a substituição das aprendizagens essenciais por programas mais exigentes, bem como a redefinição da carga horária das diferentes disciplinas.




15 comentários
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Completamente de acordo com estas reivindicações.
Falta uma , rever a mobilidade por doença.
Vejamos quem será indigitado 1º ministro.
Ainda faltam os votos dos emigrantes.
Poderia não ser má ideia enviar estas reivindicações ao PNS, não vá isto dar uma volta.
Entretanto:
Quando saem as listas definitivas para a transição dos novos QZPs?
Totalmente de ACORDO com estas revindicações.
São mais do que justas.
São, fundamentalmente, revindicações que podem colocar a Escola Pública a funcionar!
Veremos quem, agora, quer salvar a Escola Pública.
Quem o quiser fazer é simples. Só tem de responder a cada uma destas revindicações positivamente, resolvendo-as.
É mais do que justo o fim de vagas para acesso aos 5.º e 7.º escalões, já que não há mais nenhuma profissão onde tal seja necessário.
É mais do que justo recuperar todo o tempo de serviço que foi roubado aos professores.
Não me parece que sem resolverem isto alguma coisa mude para melhor, de forma determinante.
E todas as restantes revindicações também. Não me parece que com modelos de avaliação em que alguém é impedido de progredir e a competição entre professores seja a tónica fundamental algo se resolva. O trabalho deve ser colaborativo. Não competitivo.
Resovam isto se querem salvar a Escola Pública. Ou então andaram a enganar-nos outra vez!
Completamente de acordo com tudo.
No entanto, há uma que tem estado esquecida e que é preciso implemetá-la rapidamente: ” Implementação de medidas que visem combater o facilitismo e a indisciplina”.
Acabar com esta pressão de ter que passar todos os alunos (feita pelos Diretores) e combater a indisciplina com medidas duras ( a começar por não permitir a utilização do telemóvel nas escolas).
Não conheço diretores que digam que temos de passar os alunos todos. Mas admito que exista uma pequena minoria ultra-lambe-botas dos diretores regionais e do governo.
Como resposta dou os seguintes exemplos:
1º- O Diretor do Agrupamento de Escolas Dr. Costa Matos, em Vila Nova de Gaia, professor Filinto Lima (presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas), no final do ano letivo anterior, disse aos diretores de turma que “Era preciso limpar a escola”;
2º- Muitos diretores mandam os “sublternos” enviar a mensagem a todos os docentes que os alunos têm que passar de ano;
3º- Quando um aluno tem três, quatro ou até cinco negativas, no final do ano letivo, o Conselho Pedagógico manda passar o aluno.
Eu, tenho conhecido diretores que querem que todos os alunos passem de ano (para as estatisticas!).
Mas isso seriam medidas “fasssssistas”! Não pode ser! A rebaldaria tem que continuar, porque o PS precisa dos votos dos pais (os dos professores já tem, e agora com a barbinha branca do camarada PNS, não há setora que resista).
Louvado seja Paulo Freire!
O PS não teve votos dos professores nem dos polícias (muitos professores optaram por votar na AD, BE, Livre ou não votar).
De acordo mas..
Urgente dar já todo o tempo de serviço a quem está na pré reforma
Os sindicatos não falam das regras dos concursos?!!!
E que tal NÃO OBRIGAR os professores a serem QA de Escolas/Agrupamentos que não pretendem, só porque essas escolas/agrupamentos fazem parte do QZP em que estão a trabalhar?
E que tal obedecer à lista de graduação em TODOS os concursos?
Eu, por exemplo, com o modelo atual, quero deixar de ser QA. É muito melhor ser QZP e poder transitar sempre que se pretende.
Parece-me mais saudável não obrigar ninguém a ser QA, do que ter gente que não pretende ficar numa determinada escola a contra-gosto.
Será que a mobilidade por doença já não interessa? É que o PSD estava completamente em desacordo com a situação… tem agora a oportunidade de repor a justiça.
A AD quer um bom nome para o Ministério da Educação?
Sofia Ribeiro, Secretária Regional da Educação do governo dos Açores e ex-deputada europeia do PSD.
A recuperação integral do tempo de serviço, por si só a mim não me chega, nem me alegra na plenitude! Esquecerem-se facilmente do reposicionamento da carreira que sofremos, onde todos nós recuamos dois escalões… Eventualmente até se poderia considerar-se que chegaríamos demasiado cedo ao 10º escalão, mas agora chegamos demasiado tarde, pois mesmo com a recuperação integral do tempo de serviço só lá muito depois do 60 anos é que lá chegaremos… com grande repercussão (carreira contributiva) na contabilidade para a reforma.