Uma das crianças em causa foi meu aluno. Um miúdo dedicado, responsável acima dos miúdos da sua idade, educado, trabalhador, interessado… uma criança que enche uma sala de aula.
Nos tempo de pandemia chegava às aulas por videoconferência meia hora antes da aula começar, por aí se pode ver a dedicação desta criança.
Ao ler esta notícia a revolta instala-se. Como é possível? Qual é a razão, para que um medicamento que lhe pode melhorar a qualidade de vida, ser recusado?
Gastam-se milhões em medicamentos todos os dias. Há uma investigação em curso pela administração de medicamentos, que no mínimo cheira a duvidosa, e estas duas crianças veem a sua qualidade de vida negada. Revolta é-o mínimo que se pode sentir.
Hospital de Coimbra recusa medicamento a duas crianças com Hemofilia A grave
O Infarmed autorizou o uso de um fármaco inovador nos hospitais em fevereiro deste ano. Uma especialista em doenças raras, do CHUC, prescreveu-o a dois doentes, de 13 e 14 anos, mas o conselho de administração recusou, justificando a decisão com base num protocolo aprovado a posteriori, que define que só médicos do centro de referência o podem fazer. A médica já não faz parte do centro. Os familiares das crianças sentem-se “discriminados”. O advogado da médica diz que “é o assédio levado ao extremo”. O hospital não respondeu ao DN.




4 comentários
Passar directamente para o formulário dos comentários,
Só com cunha do Marcelo e após telefonema do filho!
Até brincam com a vida das pessoas. A dada altura eles tornam-se insensíveis.
Felizmente que ainda existem alguns interessados no doente.
Mandem um e-mail ao Presidente da República, costuma ser muito rápido e eficaz.
E quem é a médica dos miúdos? Tenho curiosidade, deve ser boa médica e parece genuinamente preocupada com eles.