Até prometem acampar se for preciso: vêm aí greves “inovadoras/fortes” de professores, “sem esgotar os salários” e que podem durar “até ao fim do ano letivo”
Apesar de o primeiro-ministro ter feito uma mensagem de Natal para dizer que está tudo bem no país, há pelo menos um sector que vai sair à rua em discordância com isso mesmo – eis o que é esperado

O Sindicato de Todos os Professores (S.TO.P.) realiza esta terça-feira em Coimbra um “grande encontro nacional de comissões de greve” e representantes de professores, para decidir “novas formas de luta” já para o mês de janeiro, confirma à CNN Portugal o coordenador do movimento, André Pestana.
No site do S.T.O.P apela-se às escolas ou agrupamentos que enviem “um ou dois representantes, seja das comissões de greve existentes ou colegas em que os outros reconhecem a energia para representar” a escola, porque o sindicato tem “formas de luta ainda mais inovadoras/fortes para apresentar e sem esgotar os nossos salários”.
O S.T.O.P. decretou greve para todo o mês de janeiro de 2023, como forma de protesto pelas últimas decisões do Governo, nomeadamente a transferência da Educação para as Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR).
Já a Fenprof, a maior e mais representativa organização sindical de professores em Portugal, tem mesmo um contador visível no site com os dias que faltam até 10 de janeiro, data limite que o sindicato dá ao ministro da Educação para “abandonar as suas graves propostas para o regime de concursos” de docentes e para “calendarizar a negociação de soluções para os problemas existentes”, nomeadamente a contagem integral do tempo de serviço, a revisão do regime de avaliação de desempenho ou o novo regime de mobilidade por doença.
A organização liderada por Mário Nogueira vai ainda realizar um plenário nacional de dirigentes, delegados e ativistas a 29 de dezembro, “com vista a preparar a luta que recomeçará em 3 de janeiro”, prometendo manter a greve ao sobretrabalho e horas extraordinárias até ao final do ano letivo “caso o Ministério não resolva os problemas que levaram à sua convocação”.
A Fenprof convocou ainda uma concentração de professores junto ao Ministério da Educação, a 3 de janeiro, para entregar um abaixo-assinado que rejeita a colocação de professores “por diretores ou outras entidades locais”. E promete mesmo acampar junto do Ministério caso o ministro não responda “entre 10 e 13 de janeiro” às questões colocadas pela organização sindical.
A Fenprof avançará ainda com greve nacional, distrito a distrito, entre 16 de janeiro e 8 de fevereiro, prevendo para 11 de fevereiro a realização de uma manifestação nacional de professores e educadores.




5 comentários
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Se for preciso fazemos um acampamento cigano com direito a fogueirinha e tudo, onde for preciso! É uma verdadeira vergonha ao que este governo nos obriga…!
Acampamentos só resultam se forem feitos á porta do presidente , do primeiro ministro ou ministro da educação.
Quando essas pessoas começarem. a ser incomodadas no seu dia a dia, talvez as coisas mudem.
Entretanto PM faz-se de morto.
“Á” não existe no léxico português. A forma correta da contração é “à.” Deveria saber.
Pobre Luluzinha, preocupa-se em “catar” os erros, quando a situação dos professores exige outra forma de atenção. Se fosse curiosa pelo conhecimento linguístico, seguiria os conselhos dos peritos nesta área, “nunca corrija os seus colegas, tem de perder esse hábito” . Pobrecita, pobrecita, não gostaria de a ter nos meus convívios. Obviamente, que quem escreveu ” a” com acento agudo, sabe que não o deve fazer.
Ó Luluzinha, não seja tão picuinhas isso só lhe faz mal à sua saúde e fica-lhe tal mal.