Manual de Educação Sexual com 11 anos reacende polémica nas redes sociais
As autoras do Programa Regional de Educação Sexual em Saúde Escolar, promovido pela Administração Regional de Saúde do Norte, I.P. (ARSN) quiseram que os estudantes sentissem a homofobia e bifobia que existem. No entanto, volvidos mais de 10 anos, os encarregados de educação continuam a frisar que estão “a promover a homossexualidade no ensino”.
“O que é que achas que causou a tua heterossexualidade?” é a primeira pergunta do “Questionário Para Heterossexuais”, integrado no “Caderno PRESSE 3º Ciclo”, de 2011, que, desde terça-feira à noite, tem gerado controvérsia na redes sociais. Principalmente, no Facebook, onde encarregados de educação, professores, movimentos – como o “Movimento Cívico Deixem as Crianças em Paz” – e até simples curiosos fazem publicações com observações como “O Estado Português está a promover a homossexualidade no ensino!”.
“Quando é que decidiste que eras heterossexual?”, “É possível que a heterossexualidade seja apenas uma fase que passe quando cresceres mais um pouco?”, “É possível que sejas heterossexual por sentires medo de pessoas do mesmo sexo que o teu?”, “Se a heterossexualidade é normal porque é que existem tantos doentes mentais heterossexuais?”, “Porque é que tens de “anunciar a todos” a tua heterossexualidade? Não podes apenas ser quem és sem falares muito sobre isso?”, “A maioria dos abusadores de menores é heterossexual. Achas que é seguro expor as crianças a educadores heterossexuais?” e “O número de divórcios entre pessoas heterossexuais é muito elevado. Porque é que as relações amorosas entre pessoas heterossexuais são tão instáveis?” são as restantes questões que fazem parte da área temática “Expressões de Sexualidade e Diversidade” que deve ser aprofundada com os estudantes dos 7º, 8º e 9º anos do 3.º ciclo do Ensino Básico.




2 comentários
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Este post está incompleto? Não percebi a finalidade.
Realmente eu já começo a ter dúvidas sobre a educação sexual nas escolas, para além do que é aprendido nos currículos das ciências naturais. Imagino um miúdo de 12,13 ou 14 anos a ser forçado a responder a estas questões, que me parecem ser até intimidatórias. A descoberta da sexualidade tem um percurso individual, variável e íntimo e não sei até que ponto os miúdos devem ser expostos a estas questões perante um público que é a sala de aula.
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