A liberdade para pensar, começa em casa, depois na escola, no emprego e na sociedade…
Liberdade para pensar vs liberdade de pensamento
Liberdade para pensar tem implícita uma condição que é, além de um estado mental normal, um certo condicionalismo imposto pelo próprio enquadramento político, e social, enquanto que a liberdade de pensamento, essa sim, não tem limites, não tem baias, não tem receios, é totalmente livre, e não está sujeita a qualquer controlo social, sendo até temida nas democracias ocidentais, já que pode até roçar certos laivos de anarquia dialética.
Explicitando, Piaget dizia que a lógica é a moral do pensamento e que a moral era a lógica da ação, ou seja, o enquadramento sociopolítico, numa sociedade democrática, impõe regras e baias aos limites do pensamento, já que tem de estar subordinado à moral e ao direito, então falamos de liberdade para pensar, mas quando admitimos a liberdade de pensamento aí não há limites impostos pelas leis da Grei, não é necessário pensar no que é proibido, porque nada é proibido, o homem toma o lugar de um deus na terra, e é dono e senhor de si mesmo.
Esta liberdade de pensamento confronta o homem civilizado com o homem selvagem e dá-lhe a verdadeira dimensão humana do homem civilizado e socializado que, voluntariamente, e de forma racional, opta por uma vida com dignidade, com princípios e subordinada à moral e ao direito.
Mas só quem for capaz de percorrer este caminho será capaz de entender o que acabou de ser dito e de entender até o seu grau de socialização e de civismo.
A liberdade para pensar, começa em casa, depois na escola, no emprego e na sociedade. Só que o Ministério da Educação nacional, não pode estar ao serviço de um partido político, de uma fação, mas sim do país, dos cidadãos e da nação, ou seja, tem de ser apolítico, tem de ser neutro, tem que preparar os futuros cidadãos para as suas vidas profissionais, com preparação teórica e técnica, para o saber fazer, para a realização e concretização de contratos-programa, nos mais variados setores da sociedade, sem nunca tomar partido, por este ou aquele caminho, que não seja apenas, e tão só, uma metodologia dentro das várias técnicas que levem à concretização dos objetivos da missão de um Ministério que trate apenas de preparar os futuros cidadãos para fazerem funcionar o país, que nas mais diversas áreas.
Não programar os cidadãos para objetivos que não sejam, independentes, isentos, apartidários e, de todo, ficar à espera de formatar cidadãos, obedientes, amorfos, abúlicos, sem opinião, incapazes de criticar o que se passa em sociedade, mas sim, estarem atentos e vigilantes ao cumprimento das regras democráticas que são a garantia de perenidade da Nação e da sua coesão política e social.




5 comentários
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Mais um treinador de bancada.
Deve ser falta de sexo.
Olhe, a sua opinião não passa disso mesmo. É apenas e só a sua opinião.
O problema do fim da geringonça (e atenção que não sou apologista de ideologias de esquerda!) é que se a direita voltar a ser governo, lá vamos nós assistir a privatizações a torto e a direito. Na saúde e na educação nunca deveria ser permitido! Acontece sempre o mesmo: os grandes dirigentes a encher os bolsos e quem realmente trabalha fica com migalhas… É lamentável. Quantos mais intermediários houver, pior. Pense nisso!
Bem dito .
Haverá uma coligação PS com o PAN e talvez mais alguém.
O Centro Direita não tem qq. hipótese.
Pode ser que um dia tenha, mas não com estes líderes.A gabarolice não colhe. Ao contrário, afasta.
O espetáculo, continua dentro de momentos.É só trocar umas lâmpadas!
PS+PAN+LIVRE=Maioria Absoluta