Escola 20|21 … e agora?
O #somossolução retoma iniciativas no arranque do ano letivo.
No dia 4 de setembro, pelas 16.50h, teremos connosco representantes das várias vertentes que constituem a comunidade educativa, nomeadamente o Secretário de Estado Dr. João Costa, o Presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos de Escolas Públicas, Dr. Filinto Lima e o Presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais, Dr. Jorge Ascenção e o Diretor do Centro de Formação da Póvoa de Varzim e Vila do Conde, Dr. Luís Fernandes.
Neste evento iremos colocar as perguntas que os professores inscritos decidam realizar aos diferentes oradores. É um evento completamente controlado pelos inscritos, em que a sua opinião e as suas preocupações serão os elementos estruturantes de todo o evento.
Teremos ainda a apresentação do estudo realizado pelo #somosolução sobre as expetativas dos professores para o ano letivo que agora inicia.

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3 comentários
Uma constelação de estrelas…
De um painel que conta com um membro do governo e 3 comissários políticos não pode sair nada de bom.
Sou professora há quase 30 anos e gosto da minha profissão, bem como dos alunos. Não transporto para eles a desilusão com o sistema que se reveste de muitas injustiças . É um facto há muito tempo. Demasiado tempo.Apesar de não estar de acordo com muitas das opiniões e situações dos últimos tempos e não querendo, de forma alguma, que o meu comentário seja encarado como imbuído de um cariz partidário, seja ele qual for, é sempre salutar debater quais as melhores soluções. Acredito que todos estejam a tentar encontrar as melhores soluções possíveis para algo tão inesperado e grave. Os professores darão o seu melhor, mas não fazem ” milagres “, bem como todos os envolvidos. Parece-me que é tempo de criticar menos e agir mais , sejam os encarregados de educação, governo, partidos políticos , sindicatos e outras profissões . É triste ler comentários que estão sempre a denegrir. Da mesma forma que não critico aqui ninguém, também penso que as outras profissões e entidades devem fazer o mesmo e respeitar . Existem aspetos práticos que são muito importantes . É preciso pensar se todos ( mesmo professores ) têm tempo para ajudar todos os alunos , fazer formação ( etc ) . Não falta boa vontade , mas também são pais, cuidadores, têm doenças ( algumas provocadas pela profissão ) , precisam do seu tempo, têm despesas , habitam longe ou não têm ” retaguardas “e o dia não tem mais de 24 horas . O que ganham não dá para tudo, ao contrário do que muitos pensam. E também ao contrário do que muitos pensam , os professores importam-se … e muito. É preciso estar atento para aferir se os alunos e pais têm acesso à Internet, computadores e dinheiro para fazer face a esse tipo de despesas . Talvez não fosse má ideia criar comissões em cada escola ou por localidade, que integrem professores, encarregados de educação, auxiliares de ação educativa, centros de saúde e hospitais , diversas entidades, cidadãos de várias profissões que possam colaborar na procura de soluções , para além da existência de um Conselho Geral. Existem pessoas que podem ajudar de muitas formas ( voluntariado, banco de horas, etc ) e, assim, não ficava tudo a cargo do governo, autarquias , etc, que também têm outros problemas para resolver . É tempo de solidariedade, de não tecer comentários que , por vezes, têm uma linguagem bastante imprópria e estão imbuídos de críticas tão negativas que não deixam espaço a uma tentativa sequer… E esquecer as quezílias políticas, pessoais, etc. Começar por respeitar a profissão será um primeiro passo e isso implica o que nós todos sabemos. Todos têm de ” confiar ” mais a quem entregam os educandos e quando nem tudo correr como o esperado, comunicar , pedir auxílio, explicar, mas com respeito e perceber que todos querem o melhor para os alunos, mas os professores são humanos e também falham…