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Ago 24 2020
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2 comentários
Concordo com as sugestões apresentadas, de uma maneira geral.
Considero uma obrigatoriedade e uma questão humanitária defender os profissionais de educação nas situações de fragilidade descritas, pois nós convivemos não com adultos mas sim com grupos de vários alunos, e não com adultos, com situações dinâmicas e de grande interatividade, durante horas em ambientes muito fechados, sem ventilação adequada, nem limpeza/filtragem do ar.
A menos que se pretenda fazer uma “aniquilação” encapotada dos que estão em situação mais frágeis, para não serem um “peso” para a sociedade.
Sublinho mais uma vez, que os professores portugueses são dos mais velhos da europa.
A título de exemplo:
– Professores primários portugueses com mais de 50 anos – 39,8%
– Professores primários franceses com mais de 50 anos – 21,6%
– Professores do secundário portugueses com mais de 50 anos – 41%
– Professores do secundário ingleses com mais de 50 anos – 23%
fonte: https://data.oecd.org/teachers/teachers-by-age.htm
Por outro lado, contrariamente ao que ocorre cá em Portugal, em que parece haver um pudor/vergonha encapotada em falar de assegurar condições sanitárias para os professores exercerem a sua profissão, e o foco estar meramente nos alunos, em Itália foi acordado um memorando de entendimento com diversos reguladores/entidades/poderes locais e centrais, com o protocolo de segurança para o arranque do próximo ano letivo:
https://www.open.online/2020/08/06/coronavirus-scuola-firmato-il-protocollo-di-sicurezza-per-la-riapertura-a-settembre-il-documento/
Cá é quase uma afronta os professores expressarem a sua preocupação com as condições com que vão trabalhar.
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Boa.