Não vejo mal nenhum em os alunos higienizarem o seu local de trabalho

 

Tenho lido as mais variadas reações a esta medida anunciada por alguns diretores. Além de não lhes fazer mal nenhum consciencializa-os para o respeito pelos outros, por si próprios e pelo trabalho de quem ao fim do dia limpa o que eles deixam espalhado para trás.

A verdade é que criamos um sistema em que os nossos alunos não veem a sala de aula como um lugar seu, e isso vem de casa. Uma coisa é por falta de atenção entrar na sala de aula com as sapatilhas cheias de terra por não as limpar por falta de tapetes, outra é a preguiça de no final da aula levar os lenços, ranhosos, para o caixote do lixo. Mas não é só isso. É o apara-lápis com depósito que se abre e espalha pela mesa e pelo chão as aparas que por lá ficam, são os papeis que se atiram ao colega que se espalham pelo chão, é todo o tipo de “dejetos” que se encontram pelo chão de uma sala de aula que não são dignos de lá encontrar. As nossas crianças e jovens não estão habituadas a respeitar os espaços por onde passam ou onde vivem. Há sempre alguém que limpa atrás deles.

A educação, o civismo e o respeito pode passar por higienizar o seu espaço de trabalho depois de o ter utilizado, Noutros países é assim que acontece, qual será o problema em que o mesmo aconteça por cá? Fará isso com as crianças e jovens sejam menos que os que o fazem? Que geração estamos a criar?

“A prova mais dura para a nossa condição humana é esta invisível desagregação do ser, aceite como regime de normalidade; esta experiência avulsa de expropriação de si traduzida em tantas modalidades de exílio, face às quais nos tornamos conformistas e acríticos; estes magros recursos de que aceitamos dispor para atravessar a vida.”

Os comentários que li contra esta medida são, no mínimo, caracterizadores de uma sociedade niilista disfuncional.

Há que dizer o seguinte, sou pai, não terei qualquer problema que as escolas dos meus filhos os façam higienizar as suas áreas de trabalho, eu, em casa, peço a sua colaboração para muito mais que isso, todos têm as suas tarefas, é assim que vivemos em família e em comunidade.

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33 comentários

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  1. Plenamente de acordo.

  2. Infelizmente, há muitos casos em que os alunos não trazem esses ensinamentos de casa. Eu faço questão de explicar aos meus alunos que na escola não há “criados” e quem suja limpa. E é isso que acontece, no fim do dia não há mesas riscadas, lixo no chão, material desarrumado.

  3. Se o vírus existe, efetivamente, ACHO MAL mandar os alunos a higienizar seja lá o que for. Acho MUITO mal. Já numa situação sem vírus acharia MUITO bem. Todavia, este vírus VIP, que só ataca em determinadas horas do dia , deve tratado à altura e ser limpo APENAS por especialistas em virologia.

    • on 16 de Agosto de 2020 at 11:56
    • Responder

    Muito bem. Já agora, a sociedade em que vivemos, qualificada de modo moralístico-metafísico como niilista, tem um nome, que torna imediatamente compreensível o teor de muitos comentários reactivos visados no post: capitalismo.
    Para o BB: os alunos limpam o que encontraram devidamente desinfectado e que eles sujaram, sendo que “eles” significa cada um deles.


    1. Tudo deve ser lixo que os alunos mascarados fizeram nos 20 minutos anteriores . ui ! ui!
      Então os alunos é que vão limpar as salas de aulas ?
      Isso é o trabalho dos contínuos.
      E o que é que os contínuos fazem ? Há de ser bonito ! Querem poupar no pessoal auxiliar. Está visto.
      Estará tudo doido.

      1. Deve saber muito do trabalho de um Auxiliar de Ação Educativa para achar que é apenas limpar. Sugiro que se voluntarie para fazer o respetivo trabalho para depois falar com conhecimento de causa pois claramente pelo texto que redige não faz a mínima ideia do que se passa numa escola. Por certo ou não tem filhos ou então não se interessa pelo que se passa nas nossas escolas. Ponha mãos à obra e depois fale.

      2. Engraçado. Por vezes, encontramos alunos mal-educados que, ao estragarem ou sujarem a escola, dizem exatamente o que o “colega” BB diz: “limpar o que eu sujo é trabalho dos contínuos”. É a mentalidade do consumidor ou da relação empresarial-mercantil aplicada à educação. O “colega” BB nem sabe que são AUXILIARES DE AÇÃO EDUCATIVA e não “contínuos”. E nem se apercebe que eles, assim como os professores, os EE e os alunos fazem parte da comunidade educativa (talvez também nunca tenha ouvido este termo), que o cuidar da escola é da responsabilidade de TODA a comunidade educativa (por isso é uma comunidade educativa e não uma empresa) e que os auxiliares de ação educativa são pessoas cuja dignidade vai muito além de serem meros serviçais de certos elitistas de direita com tiques aristocráticos. O BB deve ter a mentalidade do tempo da outra senhora. Vá lá, o BB não se aventurou a chamar os auxiliares de ação educativa de “criadagem”… Já foi um avanço…

          • BB on 16 de Agosto de 2020 at 23:00

          Concordará comigo , pelo menos , que as crianças e jovens alunos não são a empresa servi e limpa nem o 5àsec. Se os auxiliares da ação educativa dão aulas alguém deverá ter de limpar e NÃO DEVEM SER OS ALUNOS que não estão lá para isso.

          • J on 17 de Agosto de 2020 at 18:25

          A comparação que o BB estabeleceu entre a higienização das PRÓPRIAS carteiras e o trabalho de uma “servi e limpa” ou “5àsec” é, claro, falaciosa. Os alunos estariam a limpar as próprias carteiras, não estariam a trabalhar para outras pessoas, estariam a cuidar das suas próprias coisas. Pela falaciosa lógica do BB, os alunos nem deveriam apanhar o lixo que, inadvertida ou propositadamente, deitassem ao chão fora dos lugares apropriados para o efeito. Mas essa lógica falaciosa mostra bem a mentalidade BB: os auxiliares de ação educativa teriam como função ser uma “servi e limpa” ou “5àsec” dos outros membros da comunidade educativa.

    • Maria on 16 de Agosto de 2020 at 12:03
    • Responder

    Não fiquei muito surpreendida com algumas reações de alguns ditos pais. Se também alguns deles deitam papel para o chão, como se fosse normal… O aluno higienizar o seu espaço, para estar capaz para o próximo que vier, não vem nenhum mal ao mundo. Até, a meu ver, aprendem que devemos cuidar do que é de todos. Alguns pais dizem para o ME arranjar pessoal para fazer esse trabalho. Claro que concordo mas nem por isso se deve prescindir da pequena ajuda dos alunos. Esta pequena ajuda, no futuro, fará deles homens e mulheres mais capazes e colaborantes. A Sociedade precisa disso, não precisa do que pensa “eu sujo e tu limpas”! Isto é um pensamento egoísta e nada solidário que, afinal, é o que mais encontramos por aí.

    • Cris on 16 de Agosto de 2020 at 12:20
    • Responder

    Sim, os alunos devem ser incentivados a higienizar o seu local de trabalho.
    Outra medida a adoptar (do 2º ciclo para a frente) é tentar manter a turma na mesma sala. Quem se desloca devia ser o professor e não toda a turma. E antes que venham as reclamações ou que o Rui apague o meu comentário (como já é habitual) pensem um pouco.
    Uma pessoa a deslocar-se entre salas propaga mais ou menos o vírus do que a deslocação constante de uma turma inteira?
    Tanto bla bla bla, mas as medidas básicas não são implementadas porquê?!

      • Luis on 16 de Agosto de 2020 at 13:31
      • Responder

      Se há salas de informatica, Labs de Biologia e Química, salas de Ed. Visual e Tecnológica, de música , etc… Como colocas sempre todos na mesma sala?

        • Cris on 16 de Agosto de 2020 at 19:28
        • Responder

        Não seja sonso.
        Português, inglês, quimica, matemática, biologia, filosofia, etc não podem ser leccionadas na mesma sala?
        Ninguém falou em aulas práticas, em laboratórios, salas de informática, etc
        Há mesmo muitas limitações na vossa capacidade de ver para além dos óculos de Alcanena…
        🙄

        1. Depois queixas-te que te apago os comentários… Refere-se às pessoas com respeito.

          • Cris on 16 de Agosto de 2020 at 20:46

          Oh Rui,
          Lendo na diagonal encontro logo pais grunhos, bando de ignorantes, invejosos, etc
          Sou eu que não respeito? Really? 😂
          Claro que como moderador pode apagar o que não gosta, não concorda ou que vai contra a corrente. Afinal de contas o blog é seu.
          Mas não diga que o critério é o respeito.

  4. Higienizar o local de trabalho, certo.
    Os produtos necessários?
    Os instrumentos?
    Vem tudo de casa? O aluno só entra na escola se apresentar o kit!!!!!!
    Há, na escola, um frasco de SABA e um pano para cada para cada aluno ou usam todos o mesmo?
    Um conjunto para cada aluno, não haverá, seguramente. Partilhar tinha piada…!!!!!!
    Bando de ignorantes que não sabem o que é uma escola…não entram numa, a não ser de visita, há décadas.
    Mais lamentável é que professores (será que são mesmo?) alinhem no disparate.
    Anedótico.

      • Maria Indignada on 16 de Agosto de 2020 at 17:40
      • Responder

      Toalhitas desinfectantes de superfícies de embalagem individual.
      Não tem nada de anedótico nem de ignorância. 🙂

    1. Duvido que os professores a sério entrem nesse disparate. Então os alunos é que têm de fazer isso ? Quem é o capataz ?

      Depois aqueles professorzitos que não querem dar aulas é uma boa maneira de gastar o tempo.

    • Luis on 16 de Agosto de 2020 at 13:33
    • Responder

    As limpezas no caso do vírus tem de ser efetuadas por pessoal com formação. Com materiais específicos.

    Neste caso os alunos não devem efetuar limpeza.

    • Maria Indignada on 16 de Agosto de 2020 at 14:11
    • Responder

    Plenamente de acordo com o colega Rui.

    Há escolas nos países do norte da europa que não têm funcionários para limpezas nem caixotes de lixo.

    Cada um trata daquilo que manipula e produz.

    Infelizmente os alunos e pais (muitos, mas não todos) ainda têm a mentalidade de que não há problema sujar pois as funcionárias são pagas para limpar.

    Estamos tão longe de sermos uma sociedade centrado no todo em vez do indivíduo. 🙁

    • Fernando, el peligroso de las verdades. A dizer que Portugal é um país cheio de grunhos invejosos. on 16 de Agosto de 2020 at 14:43
    • Responder

    Os grunhos verdadeiros, filhos já por si de grunhos, nunca limparão o que quer que seja.
    Vêm já instruídos de casa, pelos pais grunhos invejosos dos funcionários que trabalham ba escola, para dizerem que são os contínuos que limpam.

    • Luís Martins on 16 de Agosto de 2020 at 15:40
    • Responder

    Estão-se a confundir e a misturar conceitos diferentes. Algo que começa a ser frequente nesta pandemia e que, muito honestamente, ameaça a nossa sociedade e a democracia.
    Cada indivíduo tem o seu lugar e a sua função no grupo, e isso deve coexistir de forma equilibrada com os seus direitos e deveres. Higienizar uma sala não é nem função, nem dever ou responsabilidade do aluno. E isso não obsta ao seu dever de manter os espaços o limpos e cuidados, bem como ao cumprimento dos demais preceitos preventivos relacionados com a transmissão do vírus.
    Pergunto: irão os Srs. Diretores higienizar e desinfetar os gabinetes onde trabalham todos os dias? Não. Não é essa a sua função, pois têm que estar “libertos” para poderem cumprir com qualidade os seus desígnios. Com os alunos é igual, assim como qualquer outro indivíduo.
    Até acho que pressupor uma situação como a veiculada pelo artigo é uma usurpação de funções e uma desvalorização grosseira dos Assistentes Operacionais e do seu importante contributo para a Escola.
    Por favor reflitam e não ajam por impulso. Vivemos tempos estranhos, mas temos que, enquanto agentes educativos, estar na linha da frente da defesa do futuro da democracia.

      • Maria Indignada on 16 de Agosto de 2020 at 17:14
      • Responder

      Não ajo por impulso, mas está a achar que vai haver dinheiro para assistentes operacionais para desinfectar tudo cada vez que muda o seu utilizador?

      Não há dinheiro para dividir as turmas, por isso vamos estar sardinha em lata em ambientes fechados durante horas a fio, e acha que vai haver dinheiro para mais AO?

      Os alunos têm de ser co-responsabilizados pelo bem estar de todos, não só deles, já vamos tarde com isso. Apesar de estar consciente que uma medida destas para ser implementada precisa de uma operacionalização racional, não me choca

      Trabalhando com adolescentes, o escárnio relativo à situação do COVID foi uma constante por parte deles, conforme testemunhei durante as aulas síncronas no 3º período e nas últimas semanas presenciais do 2º período.

      Se eles vão com a mentalidade que “outros” assegurarão o bem-estar de todos como o costume, não há pretensa máscara que nos acuda.

      Nada estará a funcionar como a DGS aconselha para qualquer outro tipo de atividade. As escolas terão umas valentes excepções às normas para os outos setores.

      Por isso, disponibilizar umas toalhitas desinfetantes de superfície por aluno, para desinfecatrem o seu local de trabalho, não me me choca como chocou outrs colegas.

      Eu não sou paga para desinfectar o meu posto de trabalho, mas se me disponibilizarem toalhitas individuais para esse efeito, fá-lo-ei sem problemas. (E bem espero que me disponibilizem cada vez que tiver de mudar de sala).

      Tempos excepcionais, medidas excepcionais, engulo todas, só não aceito estar sardinha em lata em ambiente fechado horas a fio, com dezenas de alunos, hora após hora.

      Tenho acompanhado todos os desenvolvimentos na Austrália no que concerne às escolas. Não é auspicioso.

      Continuo MUITO revoltada e indignada por não ser implementado um regime MISTO desde o princípio do ano letivo, assegurando o bem estar GLOBAL. (economia, sociedade, profs, pais, alunos, etc)

      • Fernando, el peligroso de las verdades. on 16 de Agosto de 2020 at 18:21
      • Responder

      Aqui i Luís Martins está a dar a ideia que os funcionários é para fazerem outras coisas que não só limpar. Era, mas se puderem safam-se, é bem mais fácil só estarem lá para limpar e o resto do dia sentar na cadeira. Olha não,!

    • Alecrom on 16 de Agosto de 2020 at 18:42
    • Responder

    Acho muito bem que cada um limpe a sua mesa e cadeira.

    Nem todos os jovens aprendem em casa regras básicas de higiene pública.

    Será uma importante medida de cidadania, integração e de capacitação social muito positiva para a educação daqueles jovens, por exemplo, que temos visto envolvidos em brigas e facadas em plena praia.

    Do documento “Orientações para a Recuperação e Consolidação das Aprendizagens” (https://www.arlindovsky.net/wp-content/uploads/2020/08/Orientacoes_2020.pdf), aproveitaria logo o “Exemplo 2” –
    “Áreas de competências: Saúde, bem-estar e ambiente; Desenvolvimento pessoal e autonomia; Relacionamento interpessoal:

    O docente pede (…) aos alunos que, em pé, se organizem em círculo. Solicita então um voluntário ou indica alguém que não ouça a conversa inicial. Na ausência desse aluno, o docente pede um outro voluntário (o “rei ou rainha”) para comandar movimentos ou fazer gestos (ex.: bater palmas, castanholas, bater o pé no chão, etc.), os quais todo o grupo deverá imitar. Em seguida, o docente pede ao aluno escolhido para iniciar os gestos com a turma a acompanhá-lo, imitando-o. O colega que não ouviu a conversa inicial tenta adivinhar quem está a comandar os gestos do grupo. Aquele que comanda os gestos deverá mudá-los sem que o colega que entrou perceba. Quando este descobrir quem está no comando das ações, pede-se a outro colega que se ausente da sala para repetir a atividade. No final da atividade, o docente questiona os alunos se gostaram de participar e se consideram mais positiva a perspetiva de quem descobre o “rei ou rainha”, de quem é “rei ou rainha” ou do grupo.”

      • Alecrom on 16 de Agosto de 2020 at 18:44
      • Responder

      Mas encontram no documento bué de outros exemplos 100% adequados.

    • Matilde on 16 de Agosto de 2020 at 19:27
    • Responder

    Os alunos devem colaborar, na medida das suas possibilidades e de acordo com a sua idade, na manutenção da limpeza das salas de aula? Devem, claro que devem… Essa uma responsabilidade que diz respeito a TODOS os que se encontram no espaço escolar e não apenas a alguns…

    Mas essa também é uma das competências/atribuições dos Assistentes Operacionais e, se assim deixar de ser, a sua principal função nas escolas ficará, presumivelmente, vazia de conteúdo e de significado, queira-se ou não…

    E há Agrupamentos de Escolas onde efectivamente faltam Assistentes Operacionais? Há, sem qualquer dúvida…

    E também há Agrupamentos de Escolas onde existem tantos Assistentes Operacionais que nem sabem o que hão-de fazer e quase que andam a “tropeçar” uns nos outros? Há, sem qualquer dúvida…

    Portanto, seria aconselhável que o ME conseguisse fazer uma gestão mais racional e adequada dos recursos humanos disponíveis, nomeadamente do número de vagas que abre para colocação de Assistentes Operacionais porque há Agrupamentos onde claramente existem em número excessivo e outros onde claramente faltam…

    • Pirilau on 17 de Agosto de 2020 at 1:26
    • Responder

    Estou confuso…
    Andou o exército a dar formação especializada na desinfeção dos espaços escolares aos assistentes operacionais para quê? Para serem os alunos a desinfectar as salas de aula?
    Ah, tinha-me esquecido que aquilo do exército era só para a fotografia…
    A nossa sorte é que os alunos são especialistas em limpeza e desinfecção.
    Se alguém disser que, até à data, se contam pelos dedos de uma mão os alunos que foram obrigados a limpar o que sujaram nas escolas, certamente estará louco e deverá ser internado compulsivamente. A verdade é que sempre foram os alunos a limpar a porcaria que os professores e os auxiliares fazem, daí serem especialistas em limpeza e desinfecção.
    A loucura e a imbecilidade andam à solta e não há máscara que as esconda.

      • Maria on 17 de Agosto de 2020 at 11:43
      • Responder

      Pois concordo em pleno que os alunos limpem o que sujam (papéis, aparas de lápis, …). No entanto não concordo que procedam a desinfeção do seu local de trabalho. Isso deverá ser função de pessoas adultas e devidamente preparadas para tal.
      Se os auxiliares de ação educativa não chegam chamam pessoas devidamente selecionadas do RSI. O país “sustenta” muitos que poderão dar algum contributo para o bem das escolas e não só.

        • Pirilau on 17 de Agosto de 2020 at 14:35
        • Responder

        Para a próxima eu faço um desenho…

    • ABDEMELO on 17 de Agosto de 2020 at 19:14
    • Responder

    Depois de tanto ler, cansei. Há opiniões de todos os tipos. Todos ralham e afinal todos têm razão. Porque cada um fala encaixado na educação que recebeu em casa. Por isso e para desmistificar conceitos eu aconselharia um pequeno trabalho. Procurem dar uma “voltinha” para se inteirarem de como funcionam as escolas em Angola, Moçambique, e noutros países africanos. Como se faz a limpeza, o que fazem os auxiliares de acção educativa. quem limpa os gabinetes dos Directores, quantos funcionários são disponibilizados. Depois disso reflictam um pouco no que escreveram e agradeçam tudo aquilo de que os vossos filhos dispõem para serem os condutores do futuro e achem o que é mais conveniente.

    • Pirilau on 17 de Agosto de 2020 at 20:58
    • Responder

    A seu ver, deveremos então viver numa palhota, comer inhame e ficar caladinhos.

      • ABDEMELO on 18 de Agosto de 2020 at 9:56
      • Responder

      Quando alguém não tem argumentos para discutir um problema entra em radicalismos Ou tudo ao mar ou tudo à terra. Na minha opinião, viver numa palhota não é a melhor condição para habitar e no entanto muitos seres humanos não têm alternativa. Já quanto ao inhame, transcrevo: “O tubérculo fornece bastante energia e cada 100 g contém cerca de 97 calorias. É composto principalmente de carboidratos complexos e fibras solúveis. É uma excelente fonte de vitaminas do complexo B, como vitamina B6, vitamina B1, riboflavina, ácido fólico e niacina. Ele também contém uma boa quantidade de antioxidantes e vitamina C. Já em relação aos minerais, o inhame possui cobre, potássio, ferro, magnésio, cálcio e fósforo.” Será mais saudável do que qualquer dos produtos do Mcdonalds. O que eu quis dizer foi que aquilo que se propõe que os alunos façam é infimo comparativamente às condições existentes nos países onde o inhame faz parte também do seu sustento.

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