Novo exame chumba mais de 40% dos alunos do profissional que queriam concorrer ao superior
Há 1096 alunos em condições de concorrer ao superior. Quase 60% tiveram positiva nos exames regionais realizados pela primeira vez no mês passado. Colocações do concurso especial conhecidas no final de Setembro.
Quase 60% dos estudantes que fizeram os novos exames de ingresso no ensino superior, pensados para quem termina um curso profissional, tiveram nota positiva. Os politécnicos e universidades que abriram vagas no âmbito deste novo concurso especial de acesso destinado a estes diplomados exigem uma nota mínima de 9,5 valores para aceitarem as suas inscrições. São, por isso, cerca de 1100 os alunos em condições de entrar num curso superior no próximo ano lectivo por esta nova via




22 comentários
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Surpresa? Só para quem andará distraído.
Se pensarmos que a média para a conclusão de um curso no ES é o dobro do n° de anos de formação desse mesmo curso. Ou seja e por ex° , uma licenciatura de 3 anos ,em média, demora 6 anos para a sua conclusão.
O difícil é sair e não entrar.
Onde estão as provas? E os critérios de correcção? É segredo? Por que não são sujeitos ao mesmo escrutínio que os exames nacionais?
Para quem trabalha com os alunos do Profissional estes resultados não são novidade!…
Para mim são. 60% de aprovações é demasiado e só pode ter um significado: provas ao nível do 2º ciclo.
zaratrusta
Vamos à zoologia : pela porta do cavalo entra cão e gato.
O ensino dito superior desceu a este nível ; rezemos para que o Ensino Superior não lhe siga as pisadas
Pensei que fossem piores.
Estas provas são uma fraude.
Quando temos acesso a elas tal como nos exames do secundário?
Estava á espera que só 5% aprovasse.
Oh professora Ana, significa isso que os alunos consigo não aprendem nada ou não terão nada para a aprender?
Passam a vida a queixar-se fora da escola ,mas na sala de aula só contam a sua vida pessoal e a falar mal dos outros colegas e alunos.
Enfim… fico-me por aqui.
Se o aluno não faz o módulo à primeira, vai para recuperação. Se não recupera à primeira ou à segunda ou à terceira, vai para exame. Se não tem aprovação no primeiro exame em que se inscreve, vai a outra época. Há várias épocas ao longo do ano. Pergunta: quem tem de fazer todas estas provas, acompanhadas de matriz e critérios de correcção e classificação? O professor. Tudo está montado para induzir ao facilitismo é à aldrabice. Mesmo só com vários “testes” ao longo de cada módulo, com consulta, só com itens de escolha múltipla, preenchimento de espaços e correspondência, ou fazendo trabalhos da treta, muitos anormais que frquentam estes cursos não obtêm aprovação, pelo que têm sempre mais oportunidades, até que os professores, vencidos pelo cansaço, aceitem quase qualquer merda.
Muito fiel à realidade deste ensino. Totalmente de acordo.
Se desse aulas aos profissionais e cefs saberia que eles fazem provas infinitas até passarem.
Os professores mais lúcidos apercebendo-se que ficam nas ferias e outros tempos que tais, a fazer matrizes e testes para estes alunos caso tenham negativa , desistem. Os alunos fazem 50 testes ou trabalhos da treta, passam e o prof teve um trabalhão que não adiantou para nada, nem para a sabedoria do aluno.
Conclusão : apos alguns anos a dar profissional a nota mínima é 10.
uando não se quer aprender e, repare que não digo “quando não se consegue aprender”, ninguém pode ensinar nada! Pobres professores que, mal tratados por alunos mal formados e mal educados, ainda têm de levar com “elogios” destes. Não, não sou professora, nem tenho nada a ver com tão nobre profissão, mas reconheço e agradeço a quem, como pode e soube, contribuiu para a minha construção . Quando não houver professores, porque atualmente, ninguém quer seguir está vocação , muito por culpa da “nobre matéria prima ” de que este sr faz parte, também não existirão alunos e, assim, não terão de quem se queixar. Por favor…tenha juizo!
Se o aluno não faz o módulo à primeira, vai para recuperação. Mas, o professor foi pago pelo seu trabalho.
Se não recupera à primeira ou à segunda ou à terceira, vai para exame, mas o professor é pago por isso.
. Se não tem aprovação no primeiro exame em que se inscreve, vai a outra época. Há várias épocas ao longo do ano e o professor continua a ser pago pelo seu trabalho.
Pergunta: quem tem de fazer todas estas provas, acompanhadas de matriz e critérios de correcção e classificação? O professor que continua a ser pago por este trabalho.
Tudo está montado para induzir ao facilitismo é à aldrabice. Mesmo só com vários “testes” ao longo de cada módulo, com consulta, só com itens de escolha múltipla, preenchimento de espaços e correspondência, ou fazendo trabalhos da treta, muitos anormais que lecionam estes cursos têm sempre mais oportunidades todos os anos para voltarem a repetir a mesma aldrabice.
Trabalha malandro!!!
A chatice é o sacana do exame de código, lol.
Têm de flexibilizar a coisa:
https://observador.pt/2020/07/28/psp-deteve-947-pessoas-por-conduzirem-sem-carta-em-lisboa-nos-ultimos-quatro-meses/amp/
Infelizmente, tenho de concordar. E os que enfrentamos a situação e queremos rigor, somos insultados como não inclusivos e não profissionais.
Não é suposto os alunos estudarem, acatarem as orientações, terem um comportamneto urbano em sala de aulas, terem assiduidade? É que tudo isso é obrigação do discente. Se tem dúvidas, vá ler o Estatuto do Aluno. Quanto àquilo que repete, em jeito de mantra de anormal (estou-me a cagar para a boa educação quando respondo a pessoas do seu nível intelectual e argumentativo), duas ou três observações . Um professor é pago (mal pago, para mais se for contratado; e se for contratado com horário incompleto numa escola longe de casa, então…) para ensinar e avaliar; mas o que temos no Profissional é a concessão de numerosas possibilidades de conclusão dos módulos ao longo de cada ano lectivo, coisa que não acontece no regular. Segunda observação: um professor, como qualquer profissional, trabalha em troco de um salário, não é missionário, nem papá ou mamã dos bandalhos que lhe aparecem à frente; como em qualquer outra profissão, devem ser asseguradas ao trabalhador condições que garantam a sua dignidade, até como pessoa. Ora, o que se verifica amiúde nos CEF e Profissionais, é existência de “alunos” que não respeitam os docentes, nem, de resto, os colegas e funcionários. Qualquer professor que dá aulas no Profissional sentir-se-ia muito bem em realizar todas a provas de caca para os seus alunos atrasados, caso estes fossem pessoas educadas. Nem sequer se lembrariam de lhes chamar atrasados, como agora estou a fazer.
O meu comentário pretende-se uma réplica ao atrasado do Candidato ao Ensino Superior.
Dou aulas há muitos anos a alunos de cursos profissionais, já passaram por mim muitos alunos e efetivamente nos últimos anos a qualidade tem vindo a decair, mas ver aqui comentários tão depreciativos proferidos por professores é um sinal muito perturbador do atual estado da nossa classe. Se o nível do ensino profissional tem vindo a decair será a responsabilidade apenas dos alunos? Não deverá a escola fazer mea culpa e assumir que ao longo dos últimos anos o ensino profissional tem sido usado como fonte de financiamento do ensino público e um depósito alunos problemáticos, com dificuldades de vários níveis e que não interessam para os rankings?
No meio de tudo isto há alunos trabalhadores, esforçados, competentes e que merecem ser tratados com respeito por parte de quem deveria ter outro tipo de responsabilidade e ética profissional.
O respeito pelos alunos do profissional não se demonstra em comentários, demonstra-se pelo tempo que se perde a estudar as matérias, pela exigência com que se avalia, pela recusa do espetáculo da palhaçada e da popularidade. Mas quem é que estes alunos respeitam? Os professores-galinha, que os tratam como coitadinhos e os correm de 14 para cima, que os mantêm entretidos em inúmeras e inúteis “visitas de estudo” à Lisbon Games Week e à Futurália, que lhes fazem testes à medida com exercícios decalcados das aulas, que os deixam ouvir música nas aulas de programação, que correm a 16 PAPs com 100 linhas de código, etc.
Estes comentários são quase todos um disparate e parece um fórum do partido do Cabeça de Geleia. A pequena parte dos alunos do profissional que se candidata ao superior não é composta pelas pessoas (que abundam, é certo) que infernizam os colegas e os alunos no profissional. Há uma quota de jovens bem formados e educados que optam pelo profissional por razões próprias e louváveis, como não haver no secundário oferta compatível com os seus interesses (que nem sempre são mecânico de automóveis, empregado de mesa ou traficante de erva). São estes os alunos que fizeram o exame e não os outros e merecem bem mais respeito do que isto.
Mesmo admitindo que são uns santos de levar ao altar, ou que optaram pelo profissional por razões que só eles saberão, certo , certo, é que o “profissional” não lhes oferece o lastro de conhecimentos e competências necessárias para “enfrentar” o Ensino Superior . Ou mesmo o ensino dito superior .
(ver currículos, carga horária das teóricas, conteúdos, etc. ).