Ministro da Educação diz que não permitirá que greve prejudique alunos
O ministro da Educação, Nuno Crato, garantiu hoje que o Governo tudo fará para que os alunos não sejam prejudicados nos exames pela anunciada greve dos professores que classificou de “estranha”.
“É uma declaração um pouco estranha, é um anúncio de greve, uma intenção de greve que surge por parte de alguns sindicatos sem ter havido um pedido de negociação, sem ter havido um outro aviso, sem se estar a meio de algum diálogo, portanto isto é um pouco surpreendente”, declarou.
O ministro, que falava em Trás-os-Montes, afirmou esperar que não se concretize a greve anunciada pelos sindicatos de professores para 17 de junho, coincidente com o primeiro dia de exames nacionais do ensino secundário, mas vincou que não permitirá “que os alunos sejam prejudicados”.
O resto do discurso é o mesmo palavreado de há uns tempos atrás.
“Nós tudo faremos para evitar a mobilidade de os professores”
A única novidade é a admissão de que muitos professores trabalham bem mais do que as 40 horas semanais.
“Porque os professores não estão só na sala de aula: corrigem testes, preparam aulas, fazem correção de exames, têm uma atividade muito intensa. Muitos professores têm já mais de 40 horas de trabalho por semana”,




23 comentários
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Mas este tóto não sabe que se houver greve ás avaliações antes om exames não se realizam?? dah…
Conversa para boi dormir!!!!!!!!!!!!!!!!!1
a notícia reside no “muitos já trabalham mais de 40 horas”. ora, importa salientar que as disciplinas não são todas iguais. e há-as, de facto, que necessitam de um trabalho pós-letivo mais acentuado. assim, não me causa grande perplexidade se, eventualmente, algumas disciplinas (ed. Física, Ed. musica, EV, ET, etc.) tiverem uma carga horária superior.
Colega José Ricardo, sou professora de Educação Musical. Tenho 11 turmas. Multiplique isto por 30 alunos, depois multiplique pelas reuniões (mais de 100 num ano letivo) e pelas fichas de avaliação. Acha que trabalha mais horas do que eu?
Sabia que os profs de EV também fazem testes e corrigem? Mais uma vez temos colegas “burros” que pensam ser mais importantes do que outros…
Olhe que para o próximo ano o seu sub de desemprego vai ser igual ao dos colegas dessas áreas.
já agora tambem vais ganhar mais…realmente com este profs coitada da minha filha.
Alguém explique a um certo comédia que por a´í comenta que se a nota não for lançada os alunos não podem ir a exame??. A não ser que o façam á mesma e achem que tido isto não passa de uma fachada de ensino..
Colega José Ricardo, neste momento não sou professora de EVT, mas fui durante anos. Está enganado, quem pensa que não há lugar a trabalho extra aula nestas disciplinas práticas. 1.º Vários destes professores fazem testes escritos; 2.º Os trabalhos precisam de ser corrigidos e essa correção para ser rigorosa tem que se pós aula; 3.º Quando havia dois professores era mais fácil, mas agora a preparação de aulas requer tanto trabalho como outra disciplina qualquer; 4.º Não esquecer que os NEE estão em todas as nossas aulas e convém referir que eles não estão lá só por estar, requer um trabalho individualizado e preparação de materiais extra. Isto para não falar das atividades extracurriculares que em geral recaem nestes grupos … estas são algumas das justificações, entre imensas que poderia enumerar. Se se aplicar esta situação, só digo que é extremamente injusto, já para não dizer ilegal e demonstra alguma “xenofobia” pelas disciplinas teórico/práticas.
Maria
Os NEE exigem sempre materiais extra em qualquer disciplina…e todos sabemos que há disciplinas que exigem muito mais que outras, não é?
Maria, não me leve a mal, pode não ser o seu caso, mas sejamos honestos. Quando trabalhavam com par pedagógico, 90% das vezes um estava de pé e o outro sentado, e iam alternando. Ouvi-o dizer a colegas de EVT, e com as Áreas de Projeto funcionou extamente igual.
Ora, eu nunca tive outro colega na sala (estive sempre sozinha), sempre tive alunos com NEE e todo o trabalho que isso implica sempre por minha única conta e risco, e sou de disciplinas teóricas. Portanto, o que está a sentir agora é o que eu sinto desde que comecei a trabalhar, há 16 anos. E como eu, todos os colegas das teóricas.
Devo ter sido, sem dúvida alguma, muito burra, ao longo destes quase 20 anos a leccionar EVT!! É que, quer eu, quer a maioria dos meus pares pedagógicos, sempre trabalhamos duro, em todas as aulas!! Só alguém que não conhece o trabalho das aulas de EVT é que pode dizer semelhante barbaridade! E nem me vou dar ao trabalho de o justificar! O mesmo se aplica às aulas de AP.
Maus profissionais há em todas as disciplinas e o caminho NUNCA deverá ser o de criticar os outros!
Mas enfim, a nossa classe é o que é e quanto a isso nada posso fazer. No entanto, para alguém interessado em saber do que realmente fala, aqui fica um projecto, já agora, desenvolvido no horário de almoço de uma sexta-feira que começava às 8.20 e acabava às 17.00. Mas isso é só para quem quer mesmo saber!
Acrescento ainda que os alunos que desenvolveram o projecto não sabiam sequer, inicialmente, ter um email.
http://riscoserabiscooos.blogspot.pt/
E nem me considero a melhor professora de EVT, há muitos que são muito melhores que eu!
Francamente, não há pachorra!!
mjoao, se não lhe serve a carapuça, não a enfie, e a avaliar pelo que escreveu, sim, houve gente que levou bem melhor a vidinha, posso garantir-lhe. E se foi sempre assim dou-lhe os meus parabéns. É de colegas assim que a profissão precisa.
Não generalize no seu discurso, até porque, na grande maioria, os professores de EVT são MUITO BONS! Incorre no grave erro de ser injusta apenas porque desconhece ou teve o azar de conhecer apenas o exemplo negativo.
É muito fácil atirar o barro à parede, mas a verdade é que já não há pachorra!! Não basta o MEC ter rebaixado a disciplina, ainda ser rebaixado por “colegas” que do que falam nada sabem…
BASTA!
Nuno Crato:
– “os professores, na realidade, trabalham já 40 horas e muitos trabalham muito mais do que as 40 horas”.
– “Porque os professores não estão só na sala de aula: corrigem testes, preparam aulas, fazem correcção de exames, têm uma actividade muito intensa. Muitos professores têm já mais de 40 horas de trabalho por semana”
Este senhor anda mesmo a brincar com os professores… que palavras tão “simpáticas” em vésperas de greves e manifestação… só espero que nenhum professor se esqueça do valor que tem a Palavra deste senhor que diz e desdiz conforme lhe dá jeito…
Qualquer greve que seja que verse sobre as avaliações será enesimamente mais eficaz de uma fútil greve aos exames. Das palavras do senhor ministro, só um reparo: “muitos” não é sinónimo de “todos” e “horas de trabalho” não o mesmo que “horas letivas”.
É esta a grande diferença entre NC e MLR, ele “dá graxa” e ela “contra-atacava”, no entanto as intenções são iguais em ambos – destruir os professores e as escolas.
Não se deixem enganar.
Tanta treta, já enjoa.
E, se começasse por ser consequente com o palavreado e pagasse pelo número de provas de exames (além das 25 que o despacho referia) que foram distribuídas a mais aos classificadores que continuam a ter 25horas de componente letiva?
Em vez disso, passaram a chamar aos exames, provas finais…
É esta desonestidade inscrita em tudo que o ME faz, que irrita e revolta.
Claro que vai fazer como a Lourdinhas fez, há uns anos, convoca todos os professores para esse dia e nós cheios de medo de perdermos este emprego em extinção comparecemos….
As escolas têm menos gente que há uns anos atrás, não será fácil assegurar tudo.
Numa altura, em que mais do que nunca, se deviam unir esforços para destituir quem nos quer destruir! Não, andam a a discutir a galinha da vizinha… Retratem-se, sua cambada de asininos!
é de facto patético.
colegas,
já vi que os EV trabalham muitos (“vários professores até fazem testes escritos”, li algures). pronto! retiro da lista os EV. ficam os de EF. está bem?
os de EM também podem ficar? E os TIC?…
Ai josé ricardo, o que foi fazer! Os colegas dessas disciplinas vão cair-lhe em cima, ai vão vão! 😉