Na lista mensal de aposentados de Maio foram aposentados 136 docentes da Rede Pública do MECI.
Este é o menor número de 2026 e um dos menores números mensais dos últimos anos.

Abr 11 2026
Na lista mensal de aposentados de Maio foram aposentados 136 docentes da Rede Pública do MECI.
Este é o menor número de 2026 e um dos menores números mensais dos últimos anos.

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Abr 11 2026
A escola é, muitas vezes, como aqueles parceiros de uma relação que abusam, agridem, manipulam e controlam os seus pares…
Gritar, humilhar publicamente, culpar e acusar de forma despropositada e excessiva, ignorar o diálogo, desferir críticas destrutivas ou agir de forma discricionária e autoritária são exemplos de alguns comportamentos manifestados pela escola, dentro de cada escola…
A escola tem uma interacção perturbada e conturbada com os seus parceiros de relacionamento… Não existe nessa relação a serenidade e o apaziguamento necessários para o estabelecimento de compromissos leais e justos, entre as partes envolvidas…
Na escola, muitas vezes, a paz é falsa e simulada, a tranquilidade é aparente e decorre apenas da inacção, do evitamento ou da indiferença…
A relação tóxica e abusiva, muitas vezes estabelecida entre a escola e os respectivos parceiros, ilustra bem a perturbação relacional existente…
A rejeição ou o divórcio entre a escola e os seus parceiros parece inevitável:
– Os que ainda permanecem na relação anseiam por poder sair dela o mais rapidamente possível e libertar-se da asfixia constante a que são sujeitos;
– Grande parte dos possíveis novos parceiros desiste da relação, mesmo antes de a ter experimentado…
Lidar com o desapego e o desencanto dos primeiros e com a rejeição explícita dos segundos talvez não seja fácil para a escola, mas também não a faz mudar a atitude prepotente e doentia, frequentemente observada…
A escola trai, engana e ludibria os seus parceiros de relação. Também não os reconhece nem os valoriza…
A infidelidade é prática comum e corrente, existem muitos parceiros que são despudoradamente “encornados” pela escola… No fundo, a escola adora “saltitar de nenúfar em nenúfar”…
A escola gosta de “flirtar”, mas não tem coragem para assumir compromissos sérios e consumar algumas relações. Para a escola, não há ninguém insubstituível, nem amores incondicionais…
Todos, num certo momento, podem ser descartados, rejeitados, preteridos ou trocados. E sobre isso que não haja qualquer ilusão ou engano…
A escola não sabe namorar porque não consegue manter com os seus parceiros uma relação afectiva baseada no comprometimento, na cumplicidade e na confiança…
Não há reciprocidade de sentimentos entre a escola e os seus parceiros… A escola perdeu a capacidade de seduzir e de atrair. A escola tolera-se, mas não se deseja…
A escola não quer saber de relações saudáveis, nem de Ideais ou de Princípios…
Esses ficam apenas muito bem descritos e defendidos em compêndios teóricos, elaborados por “sábios” que nunca pisaram numa escola, a não ser, talvez, em ilustres cerimónias de inauguração ou em visitas previamente agendadas, sempre muito bem encenadas, dominadas pela artificialidade e preparadas com todo o brilho e devoção…
A escola é como um amante manhoso, interesseiro e desleal: as juras de amor e a sedução só duram o tempo necessário para se encontrar um substituto…
A escola rege-se por aquela desculpa esfarrapada, frequentemente utilizada para justificar o fim de um relacionamento e para esconder ou mascarar a rejeição: “o problema não és tu, sou eu”…
Dessa forma, a escola procura o indulto, ao mesmo tempo que assume uma postura profundamente egocêntrica, hipócrita e cobarde… Trata-se de uma estratégia ardilosa que, à primeira vista, pretende suavizar a culpa dos parceiros e retirar-lhes o ónus da responsabilidade da separação, mas, também, e intencionalmente, esvaziar de pertinência qualquer argumento apresentado com o objectivo de reverter a ruptura e o afastamento…
Nessas condições, não há reatamento possível porque não há nada que os parceiros possam fazer para evitar a separação, a causa da mesma não é controlável por eles, está fora do seu alcance…
Mas a submissão que a Escola exige aos seus parceiros é tão intolerável quanto o é a inércia e a resignação destes últimos face a tal exigência…
Na escola não se vive, funciona-se e nem sempre se sobrevive…
A escola, como muitos agressores, regozija-se e “esfrega as mãos de contente” pelo silêncio tácito dos que permanecem neutrais e conta com a sua irrevogável cumplicidade e conivência…
A escola não é um parceiro de Bem e por isso não é recomendável… Como se fosse um parceiro clandestino, a escola, cada vez mais, se confronta com dificuldades para ser vista como alguém que se apresenta à família ou que se assume perante os amigos…
A escola espera ser amada, mas não consegue amar ninguém… A escola só ama a si própria…
Mas essa condição também não impede que se estabeleça com ela uma espécie de relação amor-ódio, repleta de ambivalência emocional e de sentimentos contraditórios, que naturalmente tendem a entrar em conflito…
Não adianta romantizar a relação com a escola:
– No momento actual, a escola é um agente potencialmente patogénico, para aqueles que com ela se cruzam…
E espanta a forma como, muitas vezes, se reage à intimidação ou à agressão, perpetradas pela escola:
– Idolatria, cumplicidade e dependência face aos agressores, plausivelmente pelo medo de eventuais retaliações…
Raios partam a tolerância à manipulação e a atração por relacionamentos abusivos e tóxicos, evidenciadas por tantas pessoas…
Raios partam a hipocrisia, a cobardia e a ausência de solidariedade, tantas vezes observadas, quando algum parceiro tenta libertar-se do agressor, recusando “vender a alma ao diabo”…
Sendo este texto um assumido devaneio, saturado de metáforas, pergunta-se:
– Quem nunca fingiu prazer, tendo a escola como parceiro?
Cada vez mais, o “casamento” com a escola se parece com isto:
– “Casaste por amor ou por interesse?”
– “Deve ter sido por amor, que interesse não lhe vejo nenhum…”
A escola perfeita não consome álcool, não fuma, não ingere açúcar nem gorduras saturadas, não engana, não mente e, principalmente, não existe…
A escola é, cada vez mais, como um ex-amor:
“Gostaria que tu soubesses
O quanto que eu sofri
Ao ter que me afastar de ti”
“Nos desgastamos
Transformando tudo em dor”
(Martinho da Vila, Ex-Amor).
Escrevi este texto há alguns anos, em circunstâncias muito particulares. O Blog DeAr Arlindo publicou-o, pela primeira vez, em Agosto de 2023. Relendo-o hoje continua a fazer sentido para mim, ainda que as circunstâncias que me levaram a escrevê-lo se tenham alterado…
Fará sentido para mais alguém?
Paula Dias
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Abr 10 2026
Há uma tendência curiosa, para não dizer trágico-cómica, nas sociedades modernas: quanto mais complexos se tornam os problemas das crianças, mais rapidamente os adultos olham para a escola como se fosse uma espécie de centro de reparação universal. A criança não respeita regras? A escola que resolva. Está viciada no telemóvel? A escola que proíba. Não sabe lidar com frustração? A escola que ensine. Em breve, se o miúdo não comer a sopa, ainda se pede ao diretor de turma que intervenha com um plano estratégico.
A frase de Kristina Kallas cai como uma pedra neste lago de ilusões: “a responsabilidade parental é menos discutida do que a responsabilidade dos professores.” E é difícil não concordar, ainda que isso doa um bocadinho, sobretudo a quem já delegou metade da educação dos filhos no Google Classroom e a outra metade no TikTok.
Vivemos na era do “pai em modo avião”. Está presente, mas não responde. A criança cresce com autonomia — não aquela autonomia saudável, mas uma versão premium de “faz o que quiseres enquanto eu trato da minha vida”. Depois, quando inevitavelmente algo corre mal, entra em cena o clássico: “A escola devia ter feito mais.”
Devia? Talvez. Mas fazer o quê exatamente? Ensinar matemática, português, ciências… e, já agora, valores, limites, empatia, gestão emocional, nutrição, cidadania digital e, se sobrar tempo, como dizer “não” sem fazer birra. Tudo isto com turmas de vinte e tal alunos, cada um com a sua história, e com uma burocracia que faria um funcionário das finanças pedir baixa por stress.
Entretanto, o professor tornou-se uma figura quase mitológica: uma mistura de psicólogo, assistente social, mediador de conflitos e, ocasionalmente, docente. Falta-lhe apenas capa, embora, sejamos justos, muitos já andem em modo sobrevivência, o que é uma espécie de superpoder moderno.
O problema não está apenas na exigência. Está na transferência silenciosa, e confortável, de responsabilidades. Educar dá trabalho. Dá conflitos. Dá cansaço. E, sobretudo, dá aquela coisa pouco popular chamada coerência. É muito mais simples esperar que a escola faça o “trabalho difícil” e depois aparecer nas reuniões para perguntar por que razão o filho não respeita regras… regras essas que nunca existiram em casa.
Claro que isto não significa absolver a escola de tudo. Nem cair na tentação fácil de culpar os pais por todos os males do mundo. Há desigualdades, contextos difíceis, realidades complexas. Mas uma coisa é certa: nenhuma política educativa, nenhum decreto, nenhum projeto inovador substitui aquilo que acontece, ou não acontece, dentro de casa.
E aqui entra o paradoxo delicioso: exige-se cada vez mais da escola, enquanto se esvazia progressivamente o papel educativo da família. Resultado? Professores exaustos, pais indignados e crianças… confusas. Muito confusas.
Talvez esteja na altura de um pequeno ajuste civilizacional. Nada de revolucionário, apenas recuperar uma ideia antiga, quase vintage: os pais educam, a escola ensina. Simples, não é? Quase suspeito de tão simples.
Mas enquanto isso não acontece, continuaremos neste espetáculo peculiar: pais em “modo avião”, professores em “modo super-herói” e alunos a assistir, entre um scroll e outro, a ver quem ganha esta batalha de expectativas.
Ninguém ganha. Mas dá um excelente material para crónica.
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Abr 09 2026
Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de sexta-feira, dia 10 de abril, até às 23:59 horas de segunda-feira, dia 13 de abril de 2026 (hora de Portugal continental).
SIGRHE – Aceitação da colocação pelo candidato
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Abr 09 2026
Fernando Alexandre aponta desigualdades entre Norte e Sul do País que colocam em causa missão da escola pública.
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Abr 08 2026
Aparece um ponto que quase nenhuma escola está preparada para o fazer, pelo que se vai solicitar à DGAEP que faça essa Avaliação Psicológica?
Ou o MECI vai financiar as escolas para contratar essa entidade especializada?
O que diz o n.º 2 e 3 do artigo 17.º da Portaria 233/2022?
2 – A avaliação psicológica é realizada, preferencialmente, pela Direção-Geral da Administração e do Emprego Público.
3 – A avaliação psicológica pode ser realizada pela entidade empregadora pública responsável pelo recrutamento, com recurso aos seus próprios técnicos que detenham habilitação académica e formação adequadas ou através de entidade especializada, quando, fundamentadamente, se revele inviável a aplicação do método pela entidade referida no número anterior.
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Abr 08 2026
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Abr 07 2026
…publicadas no dia 6 de abril pela AGSE.
Demoraram 5 dias úteis após a abertura do concurso para publicarem estas simples FAQ.
Em pdf aqui.

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Abr 07 2026
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Abr 07 2026
a) Entre 22 de abril e 1 de junho, para a educação pré-escolar e para o 1.º ano do ensino básico;
b) Entre 16 de junho e 29 de junho, para os 6.º, 7.º, 8.º, 9.º e 11.º anos de escolaridade;
c) Entre 1 de julho e 13 de julho, para os 2.º, 3.º, 4.º e 5.º anos do ensino básico;
d) Entre 15 de julho e 22 de julho, para os 10.º e 12.º anos do ensino secundário.

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Abr 06 2026
A Federação Nacional da Educação (FNE) reuniu esta 2ª feira, dia 6 de abril de 2026, no Ministério das Finanças, com a Secretária de Estado da Administração Pública, Marisa Garrido, num encontro que contou igualmente com a presença do Ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre.
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Abr 06 2026
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Abr 06 2026
São 17 AE/ENA que têm 5 ou mais vagas para o concurso Interno/Externo num determinado grupo de recrutamento.
Com exceção de Coimbra todas as restantes situam-se a sul.
Os números mais estranhos surgem com as 8 vagas do grupo 300 na Tomás Cabreira, em Faro e as 7 vagas para Geografia na Aqua Alba, em Sintra.
Porque se multiplicarmos cada horário por 22 teremos 176 horas de quadro em Português na Tomás Cabreira e 154 em geografia em Aqua Alba. Isto seriam horários para aproximadamente para 44 e 51 turmas respetivamente.

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Abr 05 2026
Mãe. Pai.
Parem de dizer que as férias são para eu “descansar” se me deixam perdido…
Eu não preciso de liberdade total. Preciso de direção.
Vocês chamam liberdade a deixar-me fazer o que quiser. Eu chamo-lhe abandono.
Deixam-me acordar quando calha, adormecer com um ecrã na cara, comer sem horário, passar horas em jogos e vídeos que nem me lembro depois… e acham que isso me faz feliz?
Não faz.
Excita-me. Distrai-me. Mas não me organiza.
Eu não sei regular isto sozinho. O meu cérebro ainda está a aprender. Se vocês saem do comando, alguém ou alguma coisa entra. E normalmente são os ecrãs.
E os ecrãs não educam. Programam.
Sabem o que é que eu preciso mesmo?
Que me parem.
Que me digam “não”.
Que decidam por mim quando eu ainda não consigo decidir bem.
Preciso de horas. De limites. De rotina suficiente para o meu corpo perceber o que vem a seguir.
Não para me controlarem. Para me darem chão.
E preciso de brincar. A sério.
Preciso de correr até me cansar, de cair, de me sujar, de inventar coisas, de estar aborrecido sem um ecrã a salvar-me a cada minuto.
O aborrecimento não é um problema. É o início do pensamento.
Quando me tiram isso e me dão estímulo constante, estão a roubar-me a capacidade de me organizar por dentro.
Depois chegam as aulas… e eu sou o “agitado”, o “distraído”, o “que não para quieto”.
Mas ninguém vê o que veio antes.
Não é só comportamento. É desregulação.
E agora vocês, professores…
Quando eu voltar… não entrem logo em modo “dar matéria”.
Eu não sou um computador que reinicia em setembro.
Eu venho de semanas sem estrutura, com o cérebro acelerado, com pouca tolerância ao esforço, com o corpo desorganizado.
Se me pedem foco imediato, vão perder-me.
Primeiro ajudem-me a voltar.
Criem rotina clara. Digam-me o que vai acontecer. Repetidamente.
Deem-me pequenas vitórias. Coisas que eu consiga acabar.
Mostrem-me que consigo antes de me mostrarem tudo o que ainda não sei.
Falem comigo como alguém que está a reaprender a estar ali… não como alguém que já devia estar pronto.
E sim, usem aquilo que sabem e usam bem quando não estão cansados.
Não é elogiar tudo. É reconhecer esforço real.
Não é ignorar o erro. É orientar sem humilhar.
Não é motivação vazia. É criar condições para eu sentir competência outra vez.
Se fizerem isso… eu volto mais depressa.
Se não fizerem… vão passar semanas a lutar contra um sistema que eu nem sei explicar.
No fundo, é simples.
Eu não preciso que me facilitem a vida.
Preciso que me organizem o mundo até eu conseguir fazê-lo sozinho.
E isso… começa muito antes de eu entrar na sala de aula.
Por favor, cuide de si. Também ouço as notícias do burnout dos professores. Sei que é muito difícil, mas digo de coração.
PS: Curioso como alguns adultos passam a vida a pedir autonomia… enquanto lhes retiram exatamente aquilo que a constrói: limites claros, estrutura estável e tempo real para serem crianças.
Alfredo Leite
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Abr 04 2026
Quantos às vagas para os outros técnicos especializados, competirá às escolas decidir, em função das necessidades do estabelecimento de ensino em causa, quais os profissionais a recrutar.
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Abr 04 2026
A AGSE apresenta este ano, no aviso de abertura do concurso, um calendário do concurso em quinzenas.
Mas como faço habitualmente em ano anteriores vou deixar o meu calendário com as várias fases do concurso e logo à partida acho estranho que a publicação da listas provisórias sejam ainda na segunda quinzena de abril. E como o período de reclamações também ainda são nesta quinzena obriga-me a colocar a data de 29 de abril como a data provável de publicação das listas provisórias, para que se cumpra o calendário apresentado pela AGSE.

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Abr 03 2026
Em breve terão início Procedimentos Concursais para Técnicos Superiores e a AGSE lança esta FAQ de apoio à abertura dos concursos.
1. Quantas vagas existem por AE/EnA?
A AGSE comunica aos diretores dos AE/EnA o número de vagas disponíveis para técnicos superiores. Para o efeito selecionam o perfil profissional que melhor se adequa ao contexto do AE/EnA, garantindo o número de vagas para psicólogos.
…
Continua na FAQ
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Abr 03 2026
Não sou eu quem o diz. Quem o disse, implicitamente, foi o próprio Ministro Fernando Alexandre, a propósito do debate sectorial, ocorrido na Assembleia da República no passado dia 1 de Abril:
– “O ministro afirmou que os números anteriormente divulgados estavam “profundamente errados” e garantiu que, após revisão dos dados, o número de horários por preencher é residual. Segundo explicou, existem ainda 488 horários por ocupar, dos quais cerca de 260 correspondem a horários completos, representando entre 0,2% e 0,4% do total.”(Notícias SAPO, em 1 de Abril de 2026).
– “Fernando Alexandre sublinhou também que há escolas com professores em excesso, defendendo uma melhor redistribuição de recursos humanos. “Quando há escolas com professores a mais, estes professores fazem falta noutras escolas”, afirmou.” (Notícias SAPO, em 1 de Abril de 2026).
Note-se que o Ministro que anda há, pelo menos um ano, a empatar e a adiar a divulgação do número oficial de alunos sem aulas, é o mesmo que veio agora assegurar que, afinal, os números anteriormente divulgados estavam profundamente errados, que os horários por preencher são meramenteresiduais e que até há escolas com docentes em excesso.
Depois das declarações anteriormente citadas, não restará ao Ministro outra alternativa que não seja a de comprovar, factualmente, os dados apresentados por si, mostrando a todos as evidências que sustentam a sua alegada razão. A responsabilidade inerente ao facto de ser Titular da Pasta da Educação assim o impõe.
Em particular, aguarda-se pela fundamentação que permitiu afirmar que “os números anteriormente divulgados estavam profundamente errados” e pelo elenco das escolas onde existirá excesso de Professores.
Urge, igualmente, outro esclarecimento da parte do Ministro e que se prende com a atribuição de horas extraordinárias aos Professores.
Em 22 de Dezembro de 2025, numa entrevista concedida ao Jornal ECO, Fernando Alexandre reconheceu a importância da atribuição de horas extraordinárias, para colmatar o problema dos alunos sem aulas:
– “Por ano, estamos a gastar mais de 20 milhões de euros em horas extraordinárias. Isto é um esforço grande dos professores, obviamente, mas também há uma distribuição grande. Ou seja, a maior parte dos professores está a dar três, quatro horas a mais. É isso que está a dar.”
Tomando em consideração o anterior, pergunta-se:
– A contabilidade agora apresentada por Fernando Alexandre considerou ou não a atribuição de horas extraordinárias, a praticamente todos os Professores? Essa atribuição de horas extraordinárias é ou não vista por si como um “novo normal”e, assim sendo, passará a ser algo recorrente e corriqueiro?
Já se perdeu o conto ao número de pessoas que trabalham naÁrea da Educação, mas não só, que nos últimos tempos temvindo a terreiro considerar que a falta de Professores deixou de ser um problema pontual, para passar a ser iminentemente estrutural.
Por um lado, custa acreditar que tantas pessoas possam estar equivocadas; por outro, quem, no dia-a-dia, conhece a realidade das escolas, não poderá deixar de ficar, no mínimo, perplexo, perante os dados agora apresentados pelo Ministro Fernando Alexandre.
Ainda assim, neste momento, parece que existem dois cenários, em termos teóricos:
– Se o Ministro Fernando Alexandre conseguir comprovar cabalmente os dados apresentados por si no dia 1 de Abril passado, isso significará que acabou a falta de Professores ou,até, que a mesma, afinal, nunca existiu. Quem a considerou como uma realidade, estava equivocado.
– Se o Ministro Fernando Alexandre não conseguir comprovar cabalmente os dados apresentados no dia 1 de Abril passado,dará, obviamente azo, a que se questionem a honestidade intelectual, a ética e a transparência da sua acção governativa.
A palavra de um Ministro é muito importante, mas tem que ser coerente com os dados que a realidade providencia.
No caso presente, e dada toda a controvérsia que tem sido suscitada pelas inúmeras discussões à volta da falta de Professores, a palavra do Ministro Fernando Alexandre não poderá deixar de se fazer acompanhar por provas concretasque sustentem as suas mais recentes alegações. A credibilidade da sua acção governativa também dependerádisso.
Espera-se naturalmente que não tenha havido a intenção de, em troca da recuperação do tempo de serviço, pretender queos Professores se mostrem disponíveis para aceitar e suportartudo o que lhes queiram impor, como horas extraordinárias até à exaustão e a continuidade de catadupas de tarefas burocráticas.
A única certeza que neste momento existe é que alguém estará equivocado:
– Ou os que advogam a falta de Professores como um problema estrutural, entre os quais me incluo; ou o Ministro Fernando Alexandre, cujos dados apresentados recentemente alegam o contrário.
Veremos o que a realidade terá a dizer…
E que provas serão apresentadas pelo Ministro…
Paula Dias
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Abr 02 2026
Retomando uma prática antiga de deixar uma música da minha playlist aqui no blog.
Não sei se a minha playlist será do vosso agrado, mas do meu é.
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Abr 02 2026
Na página SIGRHE para a área d@s diretor@s já se encontram as minutas para a abertura dos procedimentos concursais, assim como o conteúdo funcional dos diversos Técnicos Superiores.
Entretanto a AGSE já terá notificados as escolas para o número de lugares a abrir, sendo que os procedimentos concursais devem ter início no dia 6 de abril e estarem terminados a 30 de junho de 2026.

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Abr 02 2026
Por este andar o ano de 2027 vai mudar por completo o funcionamento do nosso sistema de ensino.
Teremos a IA associada aos concursos e quem sabe também nas aprendizagens essenciais e no currículo de algumas disciplinas.
O ministro da Educação, Ciência e Inovação adiantou esta quarta-feira, 1, no Parlamento que o grupo de trabalho criado pelo Governo apresentará até ao final do ano letivo uma estratégia para o digital. Na véspera dos dois anos de ação governativa, Fernando Alexandre lembrou algumas medidas mais emblemáticas da sua ação.
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Abr 02 2026
Francamente, custa-me aceitar que se legisle tanto sobre o que não se conhece por dentro. Parece-lhe descabido dizer que qualquer responsável máximo pela educação devia passar um ano inteiro no ensino público, a sério, e em vários níveis de ensino, antes de decidir o destino de quem lá trabalha?
Pela experiência que tenho acumulado como formador e licenciado em Psicologia, e por andar constantemente de escola em escola, há uma ideia que se confirma vezes sem conta: o problema da educação não está apenas no 1.º ciclo e no pré-escolar, embora nesses níveis seja mais fácil vê-lo a olho nu.
O desgaste espalhou-se por todo o sistema.
Do que vou ouvindo no terreno, o professor de hoje já não é apenas alguém que ensina. Organiza turmas, trata de matrículas, responde a exigências administrativas, elabora relatórios, sobretudo quando é diretor de turma, gere conflitos, tenta articular com famílias e ainda segura emocionalmente contextos cada vez mais complexos. Há dias, um professor dizia-me que sente que passa o dia inteiro a apagar fogos e a tentar, no meio deles, dar uma boa aula. E isso resume muita coisa.
Aquilo que me chega, de norte a sul do país, é uma sensação de saturação profunda. Turmas grandes, contextos inclusivos exigentes, alunos com necessidades muito distintas, ritmos diferentes, fragilidades emocionais, dificuldades cognitivas e, demasiadas vezes, pouco apoio concreto. Defendo isto com convicção: há uma enorme diferença entre decretar inclusão e criar condições reais para ela existir. Sem recursos humanos, sem formação verdadeiramente prática e sem tempo, a inclusão corre o risco de se transformar numa palavra bonita a pousar em cima de uma realidade exausta.
Dito isto, também considero importante afirmar algo que nem sempre é cómodo: os professores não são os culpados deste sistema, mas continuam a ter margem para crescer em aspetos decisivos. Podem fortalecer a forma como comunicam sob pressão. Podem trabalhar melhor a firmeza sem agressividade. Podem afinar a gestão emocional para não deixarem que o cansaço lhes roube a clareza. Podem ser mais consistentes nos limites e mais intencionais na cooperação entre colegas. Nem tudo depende deles, evidentemente. Mas há uma parte que ainda depende. E essa parte, quando é cuidada, protege a autoridade, a saúde mental e a qualidade da presença em sala.
Daquilo que observo, as respostas sérias têm de ser muito menos cosméticas. É preciso cortar burocracia de forma corajosa. É preciso reduzir o número de alunos nas turmas mais exigentes. É preciso garantir apoio especializado visível e útil nas salas inclusivas. É preciso dar formação aplicável no dia seguinte, não sessões simpáticas para cumprir calendário. E é preciso aproximar violentamente os decisores da realidade concreta da escola pública.
Recentemente, ouvi um professor dizer-me uma frase dura e honesta: “nós ainda queremos fazer bem, mas estamos cansados de fingir que isto é normal”. E talvez seja esse o ponto central. Isto não é normal. Não devia ser tratado como normal. E um país que habitua os seus professores ao excesso acaba, mais cedo ou mais tarde, por ensinar às crianças/jovens uma lição perigosa: a de que cuidar do essencial pode sempre esperar.
A minha leitura é simples: muitos professores estão a carregar peso a mais há tempo demais…quando um sistema exige resistência sobre-humana para cumprir o básico, o problema agiganta-se.
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Abr 01 2026
Como sabem (se não sabem deveriam saber) o Registo Criminal é válido apenas por 3 meses (90 dias).
Assim, todos aqueles que já autorizaram a escola no acesso ao Registo Criminal há mais de 90 dias tem o Registo Criminal expirado, como se mostra na imagem seguinte:

Como também vou concorrer e porque tenho o código já expirado vou proceder durante o período de candidatura a novo pedido na plataforma SIGRHE, conforme orientação da DGAE de 2024.

Este seria um procedimento a rever pela AGSE tendo em conta que a validade do Registo Criminal é demasiado curto e praticamente obriga todos os docentes a terem de efetuar pedido a cada 3 meses, o que dá 4 pedidos por ano letivo.
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Abr 01 2026
O ministro da Educação afirmou esta quarta-feira (1) no Parlamento que o número de horários por preencher nas escolas é de448, um valor atualizado a 26 de março e que, segundo Fernando Alexandre, representa uma descida significativa face aos 1.208 registados dois meses antes, a 26 de janeiro de 2026. A redução, explicou, resulta não apenas das colocações entretanto realizadas, mas também da correção de erros administrativos que inflacionavam os números iniciais.
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Abr 01 2026
Alguém ainda se lembra de quando foi pedida esta inútil declaração?

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Abr 01 2026
Fica novamente em artigo a Aplicação de Apoio à Manifestação de Preferências que ordena as escolas pela Distância ou do Tempo de Viagem entre uma escola na proximidade da vossa residência.
Para quem ainda não conhece esta plataforma basta que insiram a escola mais próxima da vossa casa e podem optar por ordenar as escolas por Distância ou Tempo de Viagem e todas as escolas ficam ordenadas por este critério.
Se limitarem uma distância (por exemplo 50Km) todas as escolas a menos de 50Km ficam numa corde verde a as acima dos 50km ficam a vermelho.
Ao selecionarem uma escola ela assume o n.º 1 e assim sucessivamente.
Se selecionarem um Concelho ou QZP a plataforma deixa de assumir qualquer escola no Concelho ou no QZP, mantendo-se livres as escolas que não fazem parte dessa seleção.
A APP encontra-se neste LINK
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Abr 01 2026
Encontra-se disponível até às 23h59 horas de 13 de abril de 2026 (hora de Portugal continental), a aplicação eletrónica da Candidatura para o Concurso Nacional Interno e Externo, destinado a Educadores de Infância e a Professores dos Ensinos Básico e Secundário.
SIGRHE – Candidatura 2026/2027
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Abr 01 2026
O Despacho n.º 76, emitido pelo Secretário de Estado Adjunto e do Orçamento, datado de 12 de agosto de 2025, autorizou a abertura de procedimentos concursais para o recrutamento de técnicos superiores e técnicos de sistemas e tecnologias de informação nos agrupamentos de escolas ou escolas não agrupadas, destinados a candidatos que possuam ou não vínculo de emprego público por tempo indeterminado previamente constituído.
Nos termos dos artigos 44.º a 50.º do Código do Procedimento Administrativo, em anexo ao Decreto-Lei n.º 4/2015, de 7 de janeiro, na sua redação atual, e no uso dos poderes que me foram delegados pelo Ministro da Educação, Ciência e Inovação, através do Despacho n.º 10446/2025, de 31 de agosto, publicado no Diário da República, 2.ª série, n.º 170, de 4 de setembro de 2025, com a redação introduzida pelo Despacho n.º 2647/2026, publicado no Diário da República, 2.ª série, n.º 42, de 2 de março de 2026, atento ao disposto no artigo 30.º e nos artigos 33.º a 37.º da Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas (LTFP), aprovada pela Lei n.º 35/2014, de 20 de junho, na sua redação atual, subdelego nos diretores dos agrupamentos de escolas ou escolas não agrupadas e nos presidentes das comissões administrativas provisórias, conforme os casos, a competência para a realização dos procedimentos concursais comuns para o preenchimento de postos de trabalho em regime de contrato de trabalho em funções públicas por tempo indeterminado na carreira e categoria de técnico superior e na carreira especial de técnico de sistemas e tecnologias de informação, de acordo com as disposições contidas na LTFP e na Portaria n.º 233/2022, de 9 de setembro.
31 de março de 2026. – A Secretária de Estado da Administração Escolar, Maria Luísa Gaspar do Pranto Lopes de Oliveira.
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Abr 01 2026
Fica aqui o calendário do concurso Interno/Externo de 2026/2027.

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Abr 01 2026
O prazo para apresentação da candidatura decorre entre 1 abril e as 23:59 horas (Portugal continental) de 13 de abril de 2026 (correspondendo a 8 dias úteis).
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