22 de Abril de 2026 archive

Calendário Atualizado do Concurso

Termina às 23:59 de hoje a fase do Aperfeiçoamento da Candidatura pelos candidatos ao concurso Interno/Externo.

Amanhã e sexta -feira (23 e 24 de abril) decorre a fase da Validação do Aperfeiçoamento pelas escolas.

Para quem vê este calendário pela primeira vez não de pode espantar que eu tenha colocado interrogado a publicação das listas provisórias para o dia 29 de abril e o início da fase da reclamação para o dia 30 de abril. Estes dias que coloquei interrogados são feitos com base no calendário do concurso que aponta estas duas fases para a segunda quinzena de abril.

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Alguém no IAVE previu isto???

E amanhã falamos mais sobre o assunto…

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Reserva de Recrutamento 52 / Reserva de Recrutamento Concurso Externo Extraordinário 14 – 2025/2026

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de quinta-feira, dia 23 de abril, até às 23:59 horas de sexta-feira, dia 24 de abril de 2026 (hora de Portugal continental).

SIGRHE – Aceitação da colocação pelo candidato

Listas – Reserva de Recrutamento n.º 52

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Professores portugueses são os que têm mais conhecimentos pedagógicos

mas são dos mais mal pagos…

Segundo um estudo da OCDE, os portugueses são os que têm mais conhecimentos pedagógicos, seguindo-se depois os professores da Polónia, Croácia, EUA, Chile, África do Sul, Marrocos e Arábia Saudita.

Professores portugueses são os que têm mais conhecimentos pedagógicos

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Inícia o Período de Matrículas para Educação pré-escolar e 1.º ano do Ensino Básico

A partir do dia 22 de abril, o Portal das Matrículas abre para o ano letivo 2026/2027, dando-se início ao período de matrículas para a educação pré-escolar e para o 1.º ano do Ensino Básico.

processo de matrícula é realizado exclusivamente por via eletrónica, através do Portal das Matrículas.

As matrículas para o ano letivo 2026/2027 decorrem de acordo com quatro períodos distintos, conforme disposto no Despacho n.º 4472 A/2026.

Calendário das matrículas 2026/2027

  • Pré-escolar e 1.º ano do Ensino Básico | 22 de abril a 1 de junho
  • 6.º ao 9.º ano e 11.º ano | 16 de junho a 29 de junho
  • 2.º ao 5.º ano do Ensino Básico | 1 de julho a 13 de julho
  • 10.º e 12.º anos do Ensino Secundário | 15 de julho a 22 de julho

cumprimento rigoroso dos prazos estabelecidos é essencial para assegurar a adequada organização do próximo ano letivo. Recomenda-se, por isso, que os encarregados de educação procedam à submissão dos pedidos dentro dos períodos definidos.

Toda a informação necessária para o correto preenchimento do processo de matrícula ou de renovação de matrícula encontra-se disponível no Portal das Matrículas.

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Vai ser o Caos. Quando quem lidera não se reúne de gente “experimentada”

Há lideranças que nascem de um impulso genuíno de melhorar o mundo, uma vontade quase moral de ordenar o caos com ideias claras, modelos elegantes e planos bem desenhados. No entanto, entre a intenção e a concretização abre-se um espaço silencioso onde tudo pode falhar. Não por malícia, mas por insuficiência.

Quando quem executa conhece apenas o mapa e nunca percorreu o território, tende a confundir coerência teórica com viabilidade real. As decisões parecem sólidas no papel, mas esbarram na fricção invisível do quotidiano, desconhecimento da atividade no terreno e da realidade , imprevistos, resistências humanas, limitações materiais. A prática não invalida a teoria; expõe-lhe as omissões.

Cria-se então um paradoxo discreto, quanto mais refinado o plano, mais dependente se torna de uma execução que exige julgamento, adaptação e experiência (coisa de teóricos), precisamente aquilo que não se aprende em abstração. E assim, o sistema começa a girar sobre si mesmo, produzindo relatórios em vez de resultados.

Talvez o problema não esteja nas ideias, nem sequer nas nas lideranças, mas em quem as lideranças têm à sua volta e a distância entre os dois. Porque liderar não é apenas imaginar o possível, é garantir que alguém, à sua volta, sabe, de facto, torná-lo real e exequível, não enviando para as ruas o Caos.

Tentem lá adivinhar do que é que estou a falar e para quem…

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Houve milhares que quiseram ser professores

O ministro da Educação, Ciência e Inovação (MECI), Fernando Alexandre, esteve reunido com os sindicatos de professores para discutir uma proposta da tutela que prevê a criação de um novo concurso nacional que está sempre aberto para ir dando resposta às necessidades diárias das escolas.

Existem “em Portugal, milhares de pessoas que querem ser professores, mas nós não tratamos bem essas pessoas”, afirmou Fernando Alexandre, dando como exemplo os jovens que, após terminarem o mestrado de ensino, têm de esperar quase um ano para começarem a dar aulas.

“Há muitos candidatos a professores que desistem de ser professores, precisamente porque demoram demasiado tempo a ser colocados numa escola”, disse o ministro em declarações aos jornalistas no final das reuniões sindicais no âmbito da revisão do Estatuto da Carreira Docente.

A proposta tenta resolver o problema dos alunos sem aulas e de atrair quem está pronto a dar aulas, já que “alguém que acaba o curso de mestrado de ensino pode, no dia a seguir, ir ao Ministério da Educação ver que oportunidades têm para dar aulas. E isto muda completamente”, disse.

Além destes jovens com mestrados em ensino, há “muitos milhares” com habilitação própria, a quem a tutela oferece a profissionalização: “Nós temos muitas pessoas que reúnem as condições para dar aulas de Português, para dar aulas de Inglês, Matemática, Física, mesmo não estando profissionalizados”, lembrou Fernando Alexandre.

A ideia é que este concurso nacional contínuo responda aos pedidos de necessidades temporárias, que “são milhares” e surgem durante o ano em escolas de todo o país, reconheceu o ministro, admitindo que se continua a “demorar demasiado tempo a colocar os professores” deixando os alunos “sem aulas durante muito tempo”.

O que convém que se diga também é isto.

Desde 2005 que consistente se destruiu a profissão docente. Sucessivos governos fizeram-no.

Se demorámos vinte anos a degradar a profissão, não será em dois ou três diplomas, ainda que bem-intencionados, que a vamos recuperar. Serão necessários, no mínimo, outros vinte anos de políticas consistentes, de valorização real e de respeito efetivo pela carreira para que o ensino volte a ser visto como uma escolha desejável e estável.

Até lá, convém abandonar a ilusão confortável de que existem “milhares” à espera de entrar.

Houve  milhares que quiseram ser professores. Houve gerações inteiras que escolheram a profissão por vocação, por compromisso cívico, por acreditar que ensinar era construir futuro. Mas esses milhares não são os mesmos que hoje o ministério invoca com aparente tranquilidade. Esses milhares foram, ao longo de duas décadas, submetidos a um processo sistemático de desgaste, desvalorização e, em muitos casos, humilhação profissional.

Foram empurrados para uma precariedade crónica, saltando de contrato em contrato, de escola em escola, de distrito em distrito, adiando vidas pessoais, adiando estabilidade, adiando tudo. Foram alvo de reformas sucessivas que lhes retiraram tempo de serviço, progressões, dignidade. Foram transformados em números,  curiosamente, antes de serem descartados como irrelevantes.

Existiram. Foram maltratados. Saíram. E não voltarão apenas porque agora o sistema decidiu, finalmente, funcionar um pouco melhor.

Porque a verdade,  essa que não cabe nos comunicados nem nos modelos de concurso, tem memória. E, sobretudo, tem consequências.

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Outro problema que a escola vai ter que resolver

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