Uma petição pública que defende a reforma aos 60 anos para professores e educadores de infância, sem penalizações, reuniu já 19.045 assinaturas e será dirigida ao Presidente da Assembleia da República, com o objetivo de impulsionar mudanças no regime de aposentação destes profissionais.
No documento, os subscritores apelam à criação urgente de um regime específico que reconheça a docência como uma profissão de desgaste rápido. Argumentam que os professores enfrentam níveis elevados de stress, carga burocrática crescente e exigências cada vez maiores no contexto escolar, fatores que, ao longo de décadas, afetam significativamente a sua saúde física e mental.
A petição sublinha que muitos docentes acumulam mais de 35 ou 40 anos de serviço e considera “inaceitável” que sejam obrigados a permanecer em funções até aos 66 ou 67 anos, como atualmente previsto no regime geral. Segundo os proponentes, esta realidade compromete não apenas o bem-estar dos profissionais, mas também a qualidade do ensino e o acompanhamento dos alunos.
Entre as principais reivindicações estão o reconhecimento formal da profissão como de desgaste rápido, a possibilidade de aposentação aos 60 anos sem cortes e a valorização dos longos anos de carreira já cumpridos.
O texto termina com um apelo direto à ação política, defendendo que está em causa “a dignidade de uma classe essencial à sociedade” e alertando para a necessidade de garantir melhores condições para o futuro da educação em Portugal.




9 comentários
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Já assinei e já vai em mais de 21 mil assinaturas. Obrigado pela partilha.
O professores gostam inventar ilusões
Com a falta de professores que já há querem retirar cerca de 28 mil professores do sistema. Daqui a 15 ou 20 anos, com muita sorte, poderão conseguir, antes disso esqueçam
Pode realisticamente não se conseguir reverter a idade de reforma para os 60 (embora fosse justo), mas não é totalmente impossível passá-la para os 65, idade em que os “dótores” dizem que se fica velhinho. Entretanto, já vão 28 575 assinaturas.
Assinei, mas espero que seja colocado como uma sugestão a todos os que assim o quiserem, sem penalização.
Apenas o digo porque, após os congelamentos nojentos a que fomos / fui sujeita, se me reformasse aos 65 anos fá-lo-ia no 8.º escalão.
Se tiver de ser por questões de saúde ou de sanidade mental, quero reformar-me o mais cedo possível. Senão será aos 66 anos e tal ou 67.
O que não concordo é ficar para além dessa idade. É absurdo o que alguns muito poucos estão a fazer, ficando como contratados após os 70 anos. Já não estão lá a fazer nada. Só se finge. Ganhem juízo. Estão a prejudicar a imagem dos professores, dando a entender que se pode trabalhar para sempre.
Depois dos 70 não se pode! mas até ao 70, sim. E há gente com 70 mais válido profissionalmente do que alguns com 40 ! A sua análise é um pouco redutora e se fossemos a falar de prejudicar a imagem, havia muito para dizer…
Imposssivel.
Aumentar para os 70 anos, já acredito.
Quimeras…
Mas quem é a colega para dizer que quem quer trabalhar até mais tarde não está a fazer nada.
Este é um disparate que vejo muita gente cometer. Porque facilmente se vira contra si, porque facilmente outros podem dizer que ainda tem condições para continuar. E como se atreveu a julgar a condição de terceiros não pode contestar que terceiros avaliem a sua condição para continuar.
Não faça a outros aquilo que não quer que façam a si!
Concordo.
Cambada!
E vamos para casa fazer o quê? Catar piolhos com pentes de rubar?
Bendita a hora me risquei do sindicato.