Vai ser o Caos. Quando quem lidera não se reúne de gente “experimentada”

Há lideranças que nascem de um impulso genuíno de melhorar o mundo, uma vontade quase moral de ordenar o caos com ideias claras, modelos elegantes e planos bem desenhados. No entanto, entre a intenção e a concretização abre-se um espaço silencioso onde tudo pode falhar. Não por malícia, mas por insuficiência.

Quando quem executa conhece apenas o mapa e nunca percorreu o território, tende a confundir coerência teórica com viabilidade real. As decisões parecem sólidas no papel, mas esbarram na fricção invisível do quotidiano, desconhecimento da atividade no terreno e da realidade , imprevistos, resistências humanas, limitações materiais. A prática não invalida a teoria; expõe-lhe as omissões.

Cria-se então um paradoxo discreto, quanto mais refinado o plano, mais dependente se torna de uma execução que exige julgamento, adaptação e experiência (coisa de teóricos), precisamente aquilo que não se aprende em abstração. E assim, o sistema começa a girar sobre si mesmo, produzindo relatórios em vez de resultados.

Talvez o problema não esteja nas ideias, nem sequer nas nas lideranças, mas em quem as lideranças têm à sua volta e a distância entre os dois. Porque liderar não é apenas imaginar o possível, é garantir que alguém, à sua volta, sabe, de facto, torná-lo real e exequível, não enviando para as ruas o Caos.

Tentem lá adivinhar do que é que estou a falar e para quem…

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1 comentário

    • Mainada on 22 de Abril de 2026 at 10:44
    • Responder

    Penso na equipa do MECI. Mas pode ser muitas Direções e milhentas outras coisas…

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