Retomando uma prática antiga de deixar uma música da minha playlist aqui no blog.
Não sei se a minha playlist será do vosso agrado, mas do meu é.
Abr 02 2026
Retomando uma prática antiga de deixar uma música da minha playlist aqui no blog.
Não sei se a minha playlist será do vosso agrado, mas do meu é.
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Abr 02 2026
Na página SIGRHE para a área d@s diretor@s já se encontram as minutas para a abertura dos procedimentos concursais, assim como o conteúdo funcional dos diversos Técnicos Superiores.
Entretanto a AGSE já terá notificados as escolas para o número de lugares a abrir, sendo que os procedimentos concursais devem ter início no dia 6 de abril e estarem terminados a 30 de junho de 2026.

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Abr 02 2026
Por este andar o ano de 2027 vai mudar por completo o funcionamento do nosso sistema de ensino.
Teremos a IA associada aos concursos e quem sabe também nas aprendizagens essenciais e no currículo de algumas disciplinas.
O ministro da Educação, Ciência e Inovação adiantou esta quarta-feira, 1, no Parlamento que o grupo de trabalho criado pelo Governo apresentará até ao final do ano letivo uma estratégia para o digital. Na véspera dos dois anos de ação governativa, Fernando Alexandre lembrou algumas medidas mais emblemáticas da sua ação.
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Abr 02 2026
Francamente, custa-me aceitar que se legisle tanto sobre o que não se conhece por dentro. Parece-lhe descabido dizer que qualquer responsável máximo pela educação devia passar um ano inteiro no ensino público, a sério, e em vários níveis de ensino, antes de decidir o destino de quem lá trabalha?
Pela experiência que tenho acumulado como formador e licenciado em Psicologia, e por andar constantemente de escola em escola, há uma ideia que se confirma vezes sem conta: o problema da educação não está apenas no 1.º ciclo e no pré-escolar, embora nesses níveis seja mais fácil vê-lo a olho nu.
O desgaste espalhou-se por todo o sistema.
Do que vou ouvindo no terreno, o professor de hoje já não é apenas alguém que ensina. Organiza turmas, trata de matrículas, responde a exigências administrativas, elabora relatórios, sobretudo quando é diretor de turma, gere conflitos, tenta articular com famílias e ainda segura emocionalmente contextos cada vez mais complexos. Há dias, um professor dizia-me que sente que passa o dia inteiro a apagar fogos e a tentar, no meio deles, dar uma boa aula. E isso resume muita coisa.
Aquilo que me chega, de norte a sul do país, é uma sensação de saturação profunda. Turmas grandes, contextos inclusivos exigentes, alunos com necessidades muito distintas, ritmos diferentes, fragilidades emocionais, dificuldades cognitivas e, demasiadas vezes, pouco apoio concreto. Defendo isto com convicção: há uma enorme diferença entre decretar inclusão e criar condições reais para ela existir. Sem recursos humanos, sem formação verdadeiramente prática e sem tempo, a inclusão corre o risco de se transformar numa palavra bonita a pousar em cima de uma realidade exausta.
Dito isto, também considero importante afirmar algo que nem sempre é cómodo: os professores não são os culpados deste sistema, mas continuam a ter margem para crescer em aspetos decisivos. Podem fortalecer a forma como comunicam sob pressão. Podem trabalhar melhor a firmeza sem agressividade. Podem afinar a gestão emocional para não deixarem que o cansaço lhes roube a clareza. Podem ser mais consistentes nos limites e mais intencionais na cooperação entre colegas. Nem tudo depende deles, evidentemente. Mas há uma parte que ainda depende. E essa parte, quando é cuidada, protege a autoridade, a saúde mental e a qualidade da presença em sala.
Daquilo que observo, as respostas sérias têm de ser muito menos cosméticas. É preciso cortar burocracia de forma corajosa. É preciso reduzir o número de alunos nas turmas mais exigentes. É preciso garantir apoio especializado visível e útil nas salas inclusivas. É preciso dar formação aplicável no dia seguinte, não sessões simpáticas para cumprir calendário. E é preciso aproximar violentamente os decisores da realidade concreta da escola pública.
Recentemente, ouvi um professor dizer-me uma frase dura e honesta: “nós ainda queremos fazer bem, mas estamos cansados de fingir que isto é normal”. E talvez seja esse o ponto central. Isto não é normal. Não devia ser tratado como normal. E um país que habitua os seus professores ao excesso acaba, mais cedo ou mais tarde, por ensinar às crianças/jovens uma lição perigosa: a de que cuidar do essencial pode sempre esperar.
A minha leitura é simples: muitos professores estão a carregar peso a mais há tempo demais…quando um sistema exige resistência sobre-humana para cumprir o básico, o problema agiganta-se.
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