Ministro da Educação recebe diretores na segunda-feira

De acordo com esta informação do JN quase se parte do princípio que as provas de aferição são um não assunto, porque já devem estar engavetadas. Quanto às provas do 9.º ano não sei se será possível que as mesmas se realizem em papel, porque nunca terão sido preparadas para isso e o mais seguro é mesmo que a nota externa de Português e de Matemática não contem para a média final da disciplina e que se adie para 2025 a realização das provas finais em formato papel.

 

Ministro da Educação recebe diretores na segunda-feira

 

O convite foi feito pelo ministro da Educação, Ciência e Inovação: Fernando Alexandre vai reunir-se na segunda-feira com as associações de diretores e o Conselho das Escolas. Na pasta, os dirigentes levam o pedido de que as provas do 9.º ano sejam feitas em papel este ano e o alerta quanto à falta de professores.

Filinto Lima e Manuel Pereira levam a Fernando Alexandre o pedido de que as provas do 9.º ano sejam feitas, este ano letivo, ainda em papel em vez de em computador. Os diretores estão preocupados com o elevado número de computadores avariados e alertam que as provas digitais, com peso na classificação final de Português e Matemática, podem penalizar alunos que não puderam treinar nos portáteis.

Já António Castel-Branco assume que vai alertar o ministro para “o problema mais grave” das escolas: “a falta de professores na região de Lisboa e Vale do Tejo e Algarve que vai estender-se, em breve, a todo o país”. Para o presidente do Conselho das Escolas – órgão consultivo do ministério da Educação – até “faz sentido” a fusão com o ministério do Ensino Superior por se tornar mais fácil exigir a abertura de mais vagas em cursos na área da Educação, especialmente em mestrados em Ensino, por ser determinante para a resolução da escassez de docentes.

Os três dirigentes sublinham, a propósito da escolha dos secretários de Estado, conhecer bem Pedro Cunha, que há cerca de um ano era o diretor Geral da Educação, nomeado pelo anterior ministro, João Costa. “Conhece bem a realidade das escolas, tem noção das consequências da falta de professores”, frisa Filinto Lima. Já Alexandre Homem Cristo, assumem, conhecem apenas das crónicas do Observador. “Não é do sistema” mas os diretores “estarão disponíveis para trabalhar com a nova equipa”, garante o presidente da ANDAEP.

O secretário-geral da Federação Nacional de Professores (Fenprof) assume que o novo secretário de Estado Adjunto da Educação, Alexandre Homem Cristo, não terá direito a “estado de graça” porque esse período de benefício de dúvida se dá a quem não se conhece as ideias. “O que não é o caso”, frisa ao JN. O politólogo, escolhido para “número 2” da Educação e que irá liderar as negociações com os professores, foi assessor parlamentar do CDS, entre 2012 e 2015 e cronista do Observador durante vários anos.

“A Educação está entregue a quem tem ideias mais liberais e que podem por em causa a escola pública”, afirma, recordando como exemplos “preocupantes” de Homem Cristo, a defesa dos contratos de associação, o fim da lista graduada ou o recrutamento dos professores pelas escolas.

Cristina Mota do movimento Missão Escola Pública começa por sublinhar que a escolha do porta voz da AD para a Educação para o Governo “não foi de todo uma surpresa”. As “ideias liberais” como o fim da lista graduada, como principal critério na ordenação de colocação dos professores, também preocupam a docente. No entanto, aponta, “há pontos de convergência” como a recuperação das provas de aferição no final dos ciclos (em vez de no meio), mais exames na conclusão do Secundário ou o regresso dos “28 mil professores profissionalizados” que deixaram de concorrer.

Já para o líder da FNE “mais importante do que os nomes são os resultados”. A federação primeiro vai avaliar a disponibilidade de negociação da nova equipa, depois o desfecho desses encontros.

“Tivemos muitas reunião com João Costa mas pouco evoluímos”, refere. A FNE já anunciou uma contraproposta aos 20% de recuperação do tempo de serviço previstos no programa da AD. Pedro Barreiros apresentará a Alexandre Homem Cristo o pedido de que a primeira tranche seja de 30% e defende que a primeira reunião possa acontecer antes da aprovação do programa do Governo.

A FNE já enviou um pedido de reunião apresentar o seu “roteiro para a legislatura”. A Fenprof pretende entregar no Parlamento, na semana de 15 a 19 de abril, as quatro petições sobre a carreira docente, condições de trabalho, precariedade e aposentação.

Interpelados sobre se consideram que a escassa maioria do Governo pode ser mais facilmente atingida com a contestação, Nogueira admite que o Parlamento pode ter um papel crucial até na reversão de medidas, Pedro Barreiros afirma que os próximos 60 dias serão determinantes. “Se obtivermos alguns ganhos a contestação é esvaziada. Está nas mãos do Governo. Estamos disponíveis para encontrar soluções. Nada justifica a luta pela luta”, defende o líder da FNE.

 

 

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12 comentários

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  1. E o que é que esses montes de estrume do Filinto e do Pereira representam?

      • Sardanisca on 7 de Abril de 2024 at 14:34
      • Responder

      As associações deles são assim uma coisa pró clandestino.

    • A.silva on 6 de Abril de 2024 at 22:51
    • Responder

    No mínimo vergonhoso este comentário…

    • Gladis on 7 de Abril de 2024 at 0:26
    • Responder

    A Cristina Mota de repetente é toda convergências. Ela, o amigo Guinote, o Arlindo. Já vimos isto à chegada do Crato. Não defendem a escola pública. Defendem a direita.

    • Mortadela on 7 de Abril de 2024 at 8:31
    • Responder

    Mais imparcialidade neste blog, sff!!!!

    • Padre Marx on 7 de Abril de 2024 at 12:45
    • Responder

    Os lambe-botas vão ao beija-mão a salivar pela carreira especial e pelos índices à maneira.

  2. O problema da falta de professores NÃO IRÁ afetar as outras regiões do País além das regiões de Lisboa e Algarve.
    Este problema JÁ AFETA todo o País.
    Basta ir á página de um qualquer Agrupamento e ver os concursos para contratação de professores.
    Lembro-me que o João Costa, até o fim da legislatura mostrou-se sempre irredutível nos simulacros de negociações com os sindicatos. Cometeu ilegalidades como a imposição de serviços mínimos. Era a soberba da maioria absoluta.
    Lembro-me também aquando da votação para a recuperação do tempo de serviço o PS, o PSD e a IL votaram contra e poucas semanas antes do fim da legislatura o PNS mostrou-se contra a recuperação.
    Agora é a favor.
    Penso que é muito importante acabar com as vagas de acesso ao 5º e 7º escalão, pois esta é uma medida fracturante e que causa guerra e instabilidade dentro das escolas. É também uma arma das Direções contra os colegas e que favorece os compadrios.
    Em última análise, esta medida leva a um professor que se sinta injustiçado a deixar de acreditar na escola, no seu Projeto Educativo e a perguntar-se o que anda ali a fazer; consequentemente trabalha menos, visto que ganha o mesmo e tem a mesma avaliação ou abandona o ensino.

  3. Convinha os srs. diretores dizerem ao sr. Ministro que, para a recuperação do tempo de serviço dos professres, têm de acabar com a necessidade da porcaria de vagas aos 5.º e 7.º escalões. Senão não se recupera tempo nenhum, nunca mais!
    Mas convém dizer!
    Não é para ficar caladinho, como os srs. diretores têm o costume de fazer, para salvaguardar a sua imagem perante “o patrão”!

      • Carlos Amorim on 7 de Abril de 2024 at 22:08
      • Responder

      Ora, nem mais!
      Se a necessidade de vagas para o 5.º escalão e o 7.º se mantiver, então não se chega a recuperar o tempo. Fica-se na lista de espera para entrar nesses escalões eternamente e não se recupera nada.
      Mais valia acabarem de vez com a necessidade de vagas a escalões, que até é uma coisa que só acontece aos professores, já que nenhuma outra profissão da administração pública (e, pelo que sei, do privado) em que isso aconteça.

    • Carlos Amorim on 7 de Abril de 2024 at 22:06
    • Responder

    Se o sr. Secretário de Estado acabar com as listas graduadas, então entrega o recrutamento aos compadrios, favorecimentos, amiguismos e pequenas corrupções que graçam por este país em todo o lado em que as coisas funcionam assim.
    Esperemos que o bom senso prevaleça e nada disso seja feito.

    • Escolher professores ...e, se não houver?!!! on 8 de Abril de 2024 at 0:33
    • Responder

    Escolher professores só será possível se os houver. Ora, parece que vai ser um pouco difícil com os números que têm sido divulgados.

    • FrankieAT on 8 de Abril de 2024 at 12:07
    • Responder

    E sobre o pessoal não docente, zerinho. Como sempre.

    Da minha parte, não há mais do que me compete. Nem tempo de serviço, nem dicas sobre o concurso. Têm o recenseamento. Têm o aviso de abertura. Ninguém quer saber de nós. Então, eu também não quero saber dos srs. professores. Que aprendam.

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