Mais um caso de agressão a uma Docente

A saga continua, ninguém põe mão na violência dentro dos estabelecimentos escolares. Quando muito dizem que são residuais. Do ministro já nem se pode dizer que foi ver a “bola”, pois também nada diz quando por lá há casos.

A professora agora agredida tinha voltado ao trabalho há pouco mais de um mês, depois de ter sido submetida a uma cirurgia por problemas oncológicos. Após ter sido observada no Hospital Trofa Saúde, na Maia, onde esteve durante cerca de quatro horas, a docente ficou de baixa médica e não dará aulas nos próximos dias.

A agressão ocorreu por volta das 18h00 de segunda-feira. Sem que nada o fizesse prever, quando caminhava no corredor, a professora foi atingida por um objeto pesado nas costas. A pancada foi desferida por um estudante do 7º ano, que não é seu aluno. Com dores, a docente chamou um táxi e foi ao hospital. A queixa foi apresentada na GNR, esta terça-feira de manhã.

Professora agredida por aluno no Castêlo da Maia

Uma professora com cerca de 60 anos foi agredida por um aluno da Escola Secundária do Castêlo da Maia. Docente formalizou queixa junto da GNR mas não conseguiu identificar agressor.

A docente estaria a percorrer um dos corredores da escola, na segunda-feira, quando foi atingida com violência nas costas por um objeto. A professora, com cerca de 60 anos, ficou bastante combalida e necessitou de tratamento hospitalar numa unidade de saúde privada da Maia.

Após ser assistida, deslocou-se até ao posto da GNR da Maia, onde, pelas 16.45 horas desse mesmo dia, formalizou a respetiva queixa por agressão.

A professora não conseguiu identificar o aluno, mas afirmou que outros estudantes viram tudo e poderão identificar o agressor, que não será seu aluno. Segundo relataram à vítima, tratar-se-á de um aluno que frequenta o 7.º ano de escolaridade e que terá entre os 12 e os 15 anos.

Recorde-se que nesta mesma escola, em outubro último, uma aluna do 7.º ano, de 14 anos, agrediu a professora de Educação Física, no final da aula, por não ter gostado de ser convocada para ajudar a arrumar o material.

Entre insultos e encontrões, um elemento da Direção da escola tentou acalmar a rapariga e também acabou por ser alvo das agressões. A GNR e o INEM foram chamados à escola, tendo a professora sido transportada ao hospital para avaliar ferimentos ligeiros.

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6 comentários

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    • Mário António on 19 de Fevereiro de 2020 at 14:33
    • Responder

    Por acaso, a verdade parece ser outra:
    “A situação aconteceu na segunda-feira num corredor daquela escola cerca das 17:00 e a professora, de cerca de 60 anos, apresentou queixa na GNR da Maia, no distrito do Porto, à noite, cerca das 22:00, depois de se ter deslocado a uma unidade hospital privada localizada neste concelho do distrito do Porto.
    De acordo com fonte da GNR do Porto, o alegado agressor é aluno do 7.º ano de escolaridade.
    “A professora diz ter sido agredida nas costas e não viu por quem, mas outras pessoas que estavam no corredor identificaram o aluno”, descreveu, à Lusa, fonte da GNR do Porto.
    A agência Lusa contactou o Ministério da Educação que, disse, de acordo com a informação da direção da escola, “o incidente ocorrido na segunda-feira não constituirá um episódio de agressão”.
    “Não terá existido intencionalidade”, lê-se na resposta remetida à Lusa pelo gabinete do ministro Tiago Brandão Rodrigues, acrescentando que “o aluno estaria a atirar a chave do cacifo a outro colega, tendo esta atingido a professora”.
    “Ainda assim, a escola tem em curso um procedimento interno para que não haja dúvidas quanto ao sucedido”, termina a nota.”
    https://www.dn.pt/pais/professora-queixa-se-de-agressao-em-escola-da-maia-direcao-nega-intencionalidade-11838124.html

    • Alexandra Almeida on 19 de Fevereiro de 2020 at 15:27
    • Responder

    Realmente!… Quer tenha sido a ocorrência relatada no blog, quer tenha sido a do Mário António, é um reflexo da FALTA DE EDUCAÇÃO DOS ALUNOS que não se sabem comportar numa escola!
    Tenha sido propositada ou não, FOI UMA AGRESSÃO com consequências, e o aluno que a praticou TEM DE SER PUNIDO! Se a Direção do estabelecimento está a desvalorizar o caso “são uns fantoches do PS”! Para se estar à frente de uma escola é preciso ter COMPETÊNCIA e, se a escola desvaloriza, é INCOMPETENTE!
    Estamos TODOS à espera que os noticiários abram com “todo o apoio e mais algum” por parte do 1º ministro e/ou do Presidente da República conforme fazem “em certas situações”. Porém, é melhor esperarmos sentados para não ficarmos com dores nas pernas…

    • cincocinzozero on 19 de Fevereiro de 2020 at 16:46
    • Responder

    Infelizmente nas escolas há muitos que desresponsabilizam os alunos de tudo. Se tal ato tivesse matado a professora, não demorariam a arranjar atenuantes. Nos cursos profissionais e vocacionais é ainda pior, os alunos são as vítimas sociais que os professores precisam “proteger” falsificando classificações e mentindo-lhes. Quando não vamos nessa cantiga, entram as “chefias intermédias” em cena. Numas escolas, fazem duma maneira mais civilizada, noutras fazem de maneira fascizóide.

    Numa escola do sul do Mondego, há uma fascista diretora de curso profissional de Informática, que faz assim:
    – só dá notas de 14 para cima (um burro que teria direito a 10 num curso profissinal, tem no mínimo 14)
    – quando há desfasamentos de notas de outros profs, manda corrigir de novo os testes com outros critérios
    – cria ambiente de intimidação dos EE/alunos contra certos profs discordantes
    – difama estes profs junto a EE, profs, AO, com nomes como “atrasado”, “cagalhoto”, “anormal”, etc.
    – invade aulas para humilhar e desautorizar estes profs junto aos alunos
    – organiza e incita grupos de EE a fazerem queixas na IGE
    – incita alunos a gravarem aulas com o telemóvel, com o conluio da DT e de outra “iniciada”
    – marca faltas injustificadas para prejudicar o prof nos concursos
    – tenta alterar o processo do prof, para prejudicá-lo nos concursos

    • Mic on 19 de Fevereiro de 2020 at 17:26
    • Responder

    A lei vigente NÃO serve.

    Este tipo de “alunos”, depois de apurada a real culpa, deveriam ser expulsos do sistema de ensino, no mínimo durante o ano letivo em curso.

    Votos de melhoras à Senhora Professora.

    • MJM on 19 de Fevereiro de 2020 at 20:38
    • Responder

    No início de janeiro também fui agredida por um aluno de 7°ano, com um violento murro nas costas. Fui também injuriada.
    Chamei o INEM, e a GNR.
    Apresentei queixa e dei entrada no hospital como vítima de agressão.
    Fui consultada por um médico legista.
    Aguardo desenvolvimento do processo.
    Para todos os efeitos o que consta é que fui eu que me pus a jeito…

    • António Soares on 20 de Fevereiro de 2020 at 14:53
    • Responder

    O sou vice-reitor no Canadá a 35 anos e nunca um aluno agrediu um professor e, se o fizesse, suspendia o aluno por 20 dias (e expulsaria o aluno permanentemente) e ele/ela seria preso pela polícia. Aqui às instituições têm câmeras de vigilância e video para identificar esses atos de violência e vandalismo.

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