Ex-director do Agrupamento Azevedo Neves demitido

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Ex-director do Agrupamento Azevedo Neves demitido

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21 comentários

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    • Pardal on 29 de Fevereiro de 2020 at 14:49
    • Responder


    Voltamos ao tema dos Diretores.

    Os atuais directores são professores (sem componente lectiva) que desempenham funções de gestão e administração escolar. Mas são PROFESSORES.

    Uma enorme percentagem de professores diretores com Processos Disciplinares (e outros ainda, com processos instruídos pelo DIAP). A questão que se coloca é: será que este modelo de gestão não se encontra esgotado?

    Outra questão: – será que os professores possuem competências para desempenhar o cargo de direcção? A resposta é clara: – Não possuem competência para isso e revelaram ao longo destes anos um elevado nível de mediocridade.

    É sabido que, neste momento, ocorre um processo de descentralização de competências. As Autarquias vão ser chamadas a ter um papel na Gestão da Rede Escolar e não só.

    A questão que se coloca com premência tem a ver com o facto de ser necessário rever o actual Modelo de Gestão Escolar. Um dos elementos que importa equacionar é o de “director” de Agrupamento. Talvez arredar os professores deste cargo seja o caminho a trilhar.

    Aos professores devem estar remetidas exclusivamente competências pedagógicas e não executivas.

    Muito em breve este vai ser o debate.

    Debater este assunto com tranquilidade e elevação é de grande importância para o bem da Escola Pública.

      • Falcão on 1 de Março de 2020 at 10:58
      • Responder

      Pardal,

      Desta vez, entraste mesmo de “cornos em riste”, para utilizar uma expressão popular. E assim sendo, vou ter de “pegar o touro pelos cornos”.

      Há anos que a tua pandilha anda a lutar exatamente para arredar os professores da gestão escolar, há anos que defendem a municipalização exatamente para tornarem os professores em meros funcionários subalternos comandados por um gestor exterior à escola, tratando-os exatamente como já são tratados os assistentes operacionais e técnicos, esse é o grande sonho de grande parte da casta dirigente deste país nas últimas décadas. E já conseguiram muito nesse caminho. Mas não passarão. Não irão conseguir. A menos que os professores de uma vez por todas percam a sua dignidade e os Pardais deste país, e seus chefes, operem finalmente a domesticação total da classe docente. Espero sinceramente já não estar no ativo, caso contrário, teria de resistir por ações e não por meras palavras. De qualquer das formas, este “escornear” do Pardal, diz tudo daquilo que pensa quem tem mandado (e mandato!). É um sério aviso à navegação, e que ninguém pense que isto é apenas uma diarreia mental de um louco ou provocador. Isto é, preto no branco, aquilo que se pretende fazer! Compete-nos reagir com eficácia.

      1. 👍

      2. Apoiado, Falcão!

      • Francesc Ferrer Y Guárdia Um Bocadinho Manco on 1 de Março de 2020 at 11:57
      • Responder

      O exemplo da mediocridade, do caciquismo, dos interesses pessoais, do parecer antes do ser, da impreparação absoluta, encontrei-a, precisamente em várias autarquias e autarcas com quem lidei… Todos? Claro que não… Mas há uma boa fatia absolutamente medíocre e que coloca as questões mediáticas e de protagonismo pessoal acima dos interesses dos cidadãos…
      Atentemos ao último exemplo, miserável, de combate ao insucesso escolar… Foram canalizados através das autarquias milhões em fundos europeus e criados, ao nível das áreas metropolitanas, programas de combate ao insucesso escolar completamente descolados da realidade dos agrupamentos, que, na sua maioria não totalmente inúteis para os alunos, e que têm, invariavelmente, na sua avaliação, um sucesso retumbante…. porque foram apadrinhados pelo senhor presidente da câmara… Neste particular os directores já ficaram a assistir e foram-lhe impostas actividades que eles não pediram, que são inúteis e esmagam , muitas vezes o decurso normal do ano lectivo e dos próprios conteúdos curriculares… Mais grave é que se constituíram associações de propósito para aceder a estes fundos comunitários com gente ligada directamente ao poder…
      A coisa tornou-se de tal modo que há espectáculos degradantes onde autarcas relevam mais umas ”macacadas” esotéricas, que supostamente acabam com o insucesso escolar, do que a actividade lectiva diária dos agrupamentos e o trabalho diário e consolidado de alunos, pais e professores…
      Também sou encarregado de educação , cabe-nos a nós, desmontar estas farsas e exigir uma escola de qualidade e entregue aos verdadeiros especialistas da pedagogia , que são os professores…
      Quanto ao Pardal aconselho-o a estudar um poucochinho sobre o que aconteceu a um dos melhores sistemas educativos do mundo, o da Suécia, e o descalabro da municipalização…
      O Pardal é um provocador… mas sabe bem que entre intenções e factos há um longo caminho… Lembre-se da sua admirada, suponho, MLR e medite… Mesmo velhos não subestime os professores … Bem sei que isso lhe custa mas terá de levar connosco !
      PS: neste momento não leciono no ensino básico, mas mantenho o interesse e espero que os colegas e os pais, quando surgirem propostas como as indiciadas pelo Pardal, apresentem a resposta adequada.

        • Falcão on 1 de Março de 2020 at 17:53
        • Responder

        E está tudo dito! Na mouche!!!
        Abraço

    • Rui on 29 de Fevereiro de 2020 at 15:24
    • Responder

    Eu quero ser comandante de uma esquadra!
    Pensando bem, prefiro ser presidente da assembleia da república!
    É preciso ser polícia? Deputado?
    Porquê?
    Os idiotas, a fazer de pontas de lança do Costa, dizem que não.
    Estratégia gasta e já usada pelo falso engenheiro.

    • Fui on 29 de Fevereiro de 2020 at 15:30
    • Responder

    O comportamento dos diretores não se deve ao facto de um dia terem sido professores, mas ao facto do modelo ser nazi e eles gozarem da mesma impunidade.
    A igec, enquanto estrutura reguladora, é uma fraude. Olham mas não vêem, ouvem mas não escutam…

      • Juno on 29 de Fevereiro de 2020 at 17:46
      • Responder

      Então, dê exemplos, SFF.

        • ... on 29 de Fevereiro de 2020 at 20:12
        • Responder

        A seu tempo. No local certo.

      • Leitor atento on 29 de Fevereiro de 2020 at 22:32
      • Responder

      É impressionante a leviandade com que se fazerm alguns comentários.
      Será que a IGEC esteve à margem deste processo que terminou com a demissão do diretor?

    • Constantino Lista on 29 de Fevereiro de 2020 at 15:41
    • Responder

    Cá está o rabeta do Pardal a dar palpites!

    • É urgente fazê-lo.... on 29 de Fevereiro de 2020 at 15:54
    • Responder

    Foram precisas agressões físicas (!!!!!) recorrentes a alunos e professores, e a intervenção dos tribunais civis!!!
    A igec está para eles como a gestapo para os nazis.
    Mas há muitos outros a serem protegidos pela inspeção.
    Vamos denunciar publicamente!

    • Marta on 29 de Fevereiro de 2020 at 17:09
    • Responder

    Querem ver que os presidentes e vereadores das Câmaras são um exemplo de gestão democrática?!!!!! Fale disso, Pardal!…Quantos casos temos de perseguição a funcionários só porque não lhes lambem as botas?!!!! Não conhecem? São a prepotência em pessoa! Verdadeiros ditadores quando chegam à cadeira do poder! E que percebem eles de gestão? E de educação? Zero! Ou melhor, acham que percebem de tudo! São bons a gerir o orçamento das CM porque ninguém lhes pede contas e não há inspeções aos maus gastos que fazem do dinheiro que não é deles! Quantos, apesar da corrupção e más práticas de gestão já viram condenados? Estão protegidos pela lei que eles próprios(políticos) produzem na AR!… Prepotência e impunidade é o que há na gestão das autarquias! Péssimo exemplo!

    • Falcão on 1 de Março de 2020 at 10:45
    • Responder

    Marta,

    Parabéns pelo texto! Excelente, assertivo, acutilante, certeiro, atual, necessário!

    Força Marta, precisamos de mais professores assim!

      • Ana Duarte on 1 de Março de 2020 at 14:01
      • Responder

      Muita demagogia. Claro que o retrato de muitas autarquias infelizmente é assim…Relativamente à gestão escolar, defendo que o diretor, devia ser um gestor, que devia ter na sua equipa dois professores. Um gestor por várias razões que agora não é oportuno elencar. O modelo atual esgotou_se e há que repensar a escola do futuro.

    • Ana Duarte on 1 de Março de 2020 at 14:03
    • Responder

    Muita demagogia. Claro que o retrato de muitas autarquias infelizmente é assim…Relativamente à gestão escolar, defendo que o diretor, devia ser um gestor, que devia ter na sua equipa dois professores. Um gestor por várias razões que agora não é oportuno elencar. O modelo atual esgotou_se e há que repensar a escola do futuro.

      • Francesc Ferrer Y Guárdia Um Bocadinho Manco on 1 de Março de 2020 at 14:48
      • Responder

      Um gestor para questões pedagógicas??? Um comissário político? Bem sei o que a Ana Duarte e muitos desejam!!! Militante PS, apostamos? E com ligações partidárias? Fica irritada porque nem todos os directores abovinam, certo?
      A escola do futuro é essa, a da flexibilidade e de muitos ”happenings”? Pão e circo na escola para entreter o povo, e professores a tocarem o bombo… Comanda a banda o ilustre gestor formada pela Escola de Chicago? Um futuro radioso para a Escola Pública e os seus profissionais!

      • Falcão on 1 de Março de 2020 at 17:57
      • Responder

      A Ana Duarte, com todo o respeito, vá falar de demagogia para a sua seção partidária. Um gestor não professor, pois claro. Vocês até salivam com isso, olhem só a quantidade de tachos que iriam surgir por esse país fora!
      Esta gente METE NOJO! Só isso, um enorme, profundo e rematado NOJO!!!

    • Francesc Ferrer Y Guárdia Um Bocadinho Manco on 1 de Março de 2020 at 14:52
    • Responder

    … a Marta tem toda a razão… E o mais grave é que os que são eleitos nos últimos tempos ainda são mais medíocres: vindos directamente das jotas e começando a ”trepar ”, a partir das assessorias e ”cambalachos ”vários…

  1. Eleitos???!!! Quem???
    Há mais de uma dúzia de anos que nas escolas só há eleições para as associações de estudantes.
    O resto é salazarento ou norte-coreano.
    Nota: um gestor! Pode ser o Zeinal Bava!

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