Governo esconde contas dos professores

Governo esconde contas dos professores – Correio da Manhã

O Governo não revelou esta quarta-feira aos sindicatos de professores dados determinantes para apurar o custo do descongelamento e da recuperação do tempo de serviço, pelo que a reunião, com representantes das Finanças e da Educação, foi inconclusiva.

“Ficamos a aguardar que nos enviem os números de professores que progridem em cada mês entre 2019 e 2023 para ter noção correta do impacto. Não discutimos sequer os números da recuperação do tempo de serviço enquanto não chegarmos a um número real do descongelamento”, disse José Alberto Marques, da plataforma sindical. Segundo o dirigente, nos seus cálculos, o Governo não teve também em conta “os 35 mil professores à beira da reforma” que pouco beneficiarão do descongelamento.

A secretária de Estado da Educação, Alexandra Leitão, justificou a falta de dados com o facto de este ser “um momento inicial de discussão”. Segundo o secretário de Estado do Orçamento, João Leão, o descongelamento em curso custa “519 milhões de euros até 2023” e somando os 635 milhões que custaria a proposta dos sindicatos para recuperar 9 anos de tempo de serviço, a fatura adicional a pagar seria de 1,1 mil milhões de euros por ano a partir de 2023.

Atraso nas matrículas devido à greve deixa os abonos de família em risco

As famílias com jovens que completam 16 anos até final do próximo ano letivo têm até 31 de julho para apresentar a prova escolar de que estão matriculados e poderem assim receber o abono de família. Só que a greve às avaliações fez atrasar as matrículas, pondo em risco o recebimento da prestação. O Ministério da Educação “não prevê que as matrículas se atrasem para momento posterior”, mas frisa que “caso seja necessário”, tomará, em conjunto com o Ministério da Segurança Social, “medidas adequadas para que ninguém fique prejudicado”.

Diretores confiam em notas dadas

Filinto Lima, líder da Associação de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas, confia que as avaliações fiquem hoje concluídas: “Falei com muitos diretores e nenhum deu feedback negativo. O processo está a ser concluído, com as pautas a serem afixadas e acredito que fique tudo pronto”.

PORMENORES

Diferença de 455 milhões

Segundo João Leão, a proposta do Governo de devolver 2 anos e 9 meses de tempo congelado custa 180 milhões, face aos 635 milhões da proposta dos sindicatos. A diferença é de 455 milhões de euros.

TSU e IRS são menos 35%

Os sindicatos defendem que os números do Governo devem levar a um corte de 35% se se tiver em conta a taxa social única e IRS.

Tutela fala em acordo

Apesar das críticas sindicais, Alexandra Leitão diz que houve acordo quanto ao número anual de progressões e seu custo.

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