Parece Haver Convergência Para Uma Greve Conjunta de Professores

E a FNE deu sinais disso hoje.

 

 

Se o Governo não negociar a FNE fará nova greve conjunta com a Fenprof

 

A FNE está hoje em vigília frente ao Ministério da Educação, até às 00:00, e admite voltar a juntar-se à Fenprof para uma greve, se não obtiver “respostas concretas” do Governo até ao final do ano letivo.

 

 

A precariedade, um regime de aposentação específico para os professores, a organização do tempo de trabalho e o descongelamento das carreiras são as quatro grandes exigências da Federação Nacional de Educação (FNE), enumeradas numa carta entregue hoje no Ministério da Educação (ME), por uma delegação encabeçada pelo secretário-geral da federação, João Dias da Silva.

“Se não houver respostas concretas, que sejam importantes, que sejam significativas para a vida dos professores, a greve estará em cima da mesa e se a fizermos em conformidade com a estratégia de outra organização sindical, a Fenprof, da nossa parte também existe disponibilidade para articular o sentimento que trazemos das escolas de insatisfação dos professores, de necessidade de mudanças”, disse Dias da Silva aos jornalistas, momentos depois da entrega do documento.

Poucas dezenas de professores e dirigentes sindicais concentraram-se hoje à tarde frente ao ME, onde vão permanecer em vigília até à meia-noite para exigir que o ministério tutelado por Tiago Brandão Rodrigues dê resposta às reivindicações sindicais.

Para já existe apenas a garantia, dada pelo gabinete da secretária de Estado Adjunta e da Educação, Alexandra Leitão, de que o ministro “se compromete a marcar uma reunião brevemente”.

Dias da Silva disse que “a melhor greve é a que não se faz” e que não quer que o ME tenha “a sensação” de que os sindicatos estão a ameaçar com greve, mas disse também que depende de Tiago Brandão Rodrigues ela ser convocada ou não.

“Está nas mãos do Ministério da Educação. O senhor ministro da Educação é que sabe se quer ter uma greve ou não. Se não quer ter uma greve tem que dar respostas concretas em relação ao futuro profissional destes profissionais”, afirmou, acrescentando que a vontade da FNE é negociar e “concertar soluções”.

Se a greve conjunta se concretizar será sentida no período de avaliações e exames nacionais, podendo reeditar os problemas vividos nas escolas em 2013, quando FNE e Fenprof marcaram uma greve coincidente com os exames nacionais, que motivou reagendamentos de provas, prolongamento da 1.ª fase dos exames nacionais, num dos momentos mais agitados vividos pelo ex-ministro Nuno Crato à frente do ME.

“Veremos com os professores, mas é evidente que se olharmos para o calendário que temos pela frente poucos dias ficarão livres que não sejam coincidentes com avaliações ou com exames”, disse Dias da Silva.

A vigília contou com a presença do líder da Federação dos Sindicatos da Administração Pública (Fesap), José Abraão, e com o secretário-geral da UGT, Carlos Silva, que a propósito do anúncio da retirada do país do Procedimento por Défice Excessivo, e daquilo que considerou serem as boas notícias para a economia nacional, pediu que o mesmo aconteça agora aos trabalhadores da administração pública.

Se isso não acontecer, disse, “há sempre uma forma de luta”.

“Não queremos a forma de luta última que é a greve, mas cabe ao ministro assumir claramente uma responsabilidade em nome do Governo. Abrir as portas ao diálogo e à negociação”, concluiu.

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15 comentários

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    • Professora on 22 de Maio de 2017 at 22:10
    • Responder

    Ora Bem. Reitero o que já por aqui disse: um apelo aos sindicatos para que sejam inteligentes na mobilização dos docentes para a luta mas com o COMPROMISSO que não se contentam com migalhas nem com MEMORANDOS.

    E há três frentes fundamentais:
    APOSENTAÇÂO, HORÁRIOS e DESCONGELAMENTO (embora me pareça que este já está previsto para toda a função pública a partir de 2018).

    Só assim terão os professores mobilizados.

    NADA de MEMORANDOS!

      • carlos jorge on 23 de Maio de 2017 at 12:36
      • Responder

      Qual descongelamento????!!! REPOSICIONAMENTO. O descongelamento são MIGALHAS. Que professores temos…!!!!

    • Anonimo on 22 de Maio de 2017 at 22:44
    • Responder

    Este Governo chamado de GERINGONÇA em nada contribuiu para a melhoria das condições profissionais dos Professores.

    A diferença em relação ao Ministro Nuno Crato é NULA e, portanto, venha o Diabo e escolha.

    Um BLUF chamado TIAGO BRANDÃO RODRIGUES

    http://www.jornalacores9.net/wp-content/uploads/2016/01/image-18-635×340.jpg

    1. As migalhas dadas aos «Professores» pelo Ministro ao longo destes 2 anos de Governo:

      – Substituiu a BCE;

      – O ME vai vincular 3.000 professores em setembro, de um universo de 30.000 “precários”, e, por esse motivo, decidiu excluir os professores do programa geral de combate à precariedade e integração nos quadros da Administração Pública. Apesar desta exclusão, o Ministro da Educação afirma não poder assegurar que, na presente Legislatura, possam abrir-se novos processos de vinculação extraordinária.

      Ou seja…. “a montanha pariu um rato”

      “Com papas e bolos se enganam os tolos”

      É esta a história de uma carreira cada vez mais desprestigiada.

        • Anonimo on 22 de Maio de 2017 at 22:46
        • Responder

        http://www.sintunifesp.org.br/site/images/Agora–Greve.jpg

  1. Além dos concursos manhosos terem terminado nada mais foi feito por este Ministro.

    Ou seja este Ministro apenas fez algo naquilo que não tinha qualquer impacto financeiro.

    Melhorar as condições de trabalho dos professores = ZERO

    Regime Especial de Aposentação Docente = ZERO

    Distinção entre componente lectiva e não lectiva = ZERO

    Descongelamento da Carreira Docente = ZERO

    Promoções = ZERO

    Condições de Trabalho = ZERO

    (…)

    1. Esta atitude de alheamento mostra bem e de forma inequívoca a consideração que o Ministro Tiago Brandão Rodrigues tem por uma Classe profissional cada vez mais desprestigiada.

      Os professores são os grandes responsáveis por este tipo de atitudes por parte do Ministério.

      Tudo isto é uma VERGONHA.

    • Julio on 22 de Maio de 2017 at 22:51
    • Responder

    No que diz respeito ao “Regime Especial de Aposentação” dos Docentes este MINISTRO FEZ ZERO.

    Neste sentido é bom recordar que este Governo fez aprovar um Regime Especial de Aposentação para os Militares, GNR, PSP, Policia Marítima, Policia Judiciária….os quais aos 60 ANOS DE IDADE podem Aposentar-se sem qualquer tipo de penalização. No caso dos Militares e da GNR, aos 55 ANOS DE IDADE passam à RESERVA (isto é, vão para casa) e aguardam pelos 60 ANOS DE IDADE, momento a partir do qual passam à REFORMA/APOSENTAÇÃO.

    Acresce referir que os Militares e a GNR ainda tem UMA BONIFICAÇÃO DE TEMPO DE SERVIÇO, ou seja, inicialmente essa Bonificação correspondia a um acréscimo de 25% (por cada 4 anos o militar é como se tivesse feito 5 anos) e agora essa BONIFICAÇÃO DE TEMPO DE SERVIÇO passou para 15%

    Um Militar ou um guarda da GNR com a bonificação (actual) de 15% no Tempo de Serviço se lá permanecerem 35 ANOS significa 40,25 ANOS (35 anos + 15% de bonificação = 40,25 ANOS DE SERVIÇO

    Significa isto que estes GRUPOS PROFISSIONAIS são duplamente favorecidos.

    No Sector Privado também existem Regimes Especiais de Reforma de que são exemplo as “bordadeiras da madeira”, os “controladores de tráfego aéreo”….

    • Rambo on 22 de Maio de 2017 at 22:53
    • Responder

    Caros colegas devo dizer-vos que os “professores” enquanto classe (sem classe nenhuma) profissional NÃO TEM DIREITO A NADA.

    O que se vai aplicar aos professores é tudo aquilo que vier a dizer respeito à Função Pública em geral.

    Temos muita pena, mas os “professores” não são Magistrados do Ministério Público, não são Juízes, não são Militares, não são Médicos……os “professores” não passam de uns ZECOS.

      • Rambo on 22 de Maio de 2017 at 22:56
      • Responder

      Ministro vai reunir-se com médicos. É sinal de que “entendeu” a mensagem

      Adalberto Campos Fernandes volta a sentar-se à mesa das negociações com os médicos.

      https://www.noticiasaominuto.com/pais/792738/ministro-vai-reunir-se-com-medicos-e-sinal-de-que-entendeu-a-mensagem

      Com os MÉDICOS foi assim. E com os ZECOS (digo as professorinhas)???

      http://amparensenews.com/wp-content/uploads/2016/11/greve.jpg

    • Agnelo Figueiredo on 23 de Maio de 2017 at 2:24
    • Responder

    Farei greve se o caderno reivindicativo for reduzido para apenas 2 pontos: Descongelamento / Progressão e Aposentação aos 40 anos de descontos. Encher o caderno com outras coisas apenas permite que o Ministro da Finanças ceda em aspetos de pouca relevância.

    • Nuno Barata on 23 de Maio de 2017 at 12:19
    • Responder

    E o novo modelo de gestão das escolas? Não está no caderno reivindicativo porquê???????

      • José Alves on 23 de Maio de 2017 at 12:39
      • Responder

      Achas? Vindo de um ditadorzeco, queria dizer diretorzeco.

      • Professor on 23 de Maio de 2017 at 12:56
      • Responder

      Gostava de saber quantos tinham coragem de candidatar-se…
      Teriam votações vergonhosas. Ninguém os suporta, mas estão cada vez mais obcecados pelo poder…Gostava de saber por que razão esta geringonça defende este modelo salazarento.

  1. […] Parece começarem a reunir-se as condições para uma tempestade perfeita como a que aconteceu em 20… Os sindicatos estão a apalpar o pulso ao descontentamento dos professores e a sentir que aquele que ficar de fora só terá a perder. […]

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